30/06/2010

Análise da Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em junho de 2010

O indicador de Intenção de Consumo das Famílias – ICF, apurado mensalmente pela Fecomercio registrou leve alta de 1,4% em junho em relação a maio. O índice aponta 137,3 pontos neste mês contra os 135,4 pontos do mês anterior. O ICF, portanto, mostra que as famílias estão mais satisfeitas com as suas condições financeiras, pois indicador está acima dos 100 pontos, fronteira que divide o patamar de insatisfação (abaixo de 100 pontos) e satisfação (acima de 100 pontos).

Praticamente todos os itens registraram alta em junho em relação a maio. Somente o item Emprego Atual ficou próximo da estabilidade com leve redução de 0,3% chegando aos 140,5 pontos. Mesmo estando acima dos 100 pontos, neste mês houve uma forte discrepância quando analisado por faixa de renda.

As famílias com renda acima de 10 SM pioraram seu nível de satisfação em 7,1%. Essa classe de renda está mais bem informada sobre acontecimentos da economia, e com o cenário econômico internacional com o rumo ainda indefinido, acredita-se que pode haver reflexos no Brasil, impactando negativamente o nível de emprego como ocorreu na última crise no ano passado. Já as famílias que ganham até 10 SM melhoraram ligeiramente em 0,6%.

O item Perspectiva Profissional que subiu 0,1 pontos chegando aos 117,2 pontos, também mostrou essa diferença entre as faixas de renda. As famílias com até 10 SM tiveram um aumento de 1,8% em suas avaliações, enquanto as que ganham mais de 10 SM reduziram em 10,7% pela mesma razão do item anterior.

No aspecto da renda das famílias o item Renda Atual aumentou 4,1% atingindo os 161,7 pontos, ou seja, o maior valor entre os itens do ICF no mês de junho.

Além desse, o item Acesso a Crédito também cresceu, mas de forma mais moderada: 1,5%, chegando em junho aos 155,6 pontos. Com a continuidade do ciclo de aumento da taxa básica de juros da economia, a Selic, o crédito para o consumidor já voltou a encarecer e isso deve pressionar este item de forma negativa nos próximos meses, ou seja, as famílias vão observar maior dificuldade na obtenção de empréstimos.

Ainda assim, a melhora do resultado do conjunto dessas duas variáveis relacionados a renda, Renda Atual e Acesso a Crédito, faz com que se eleve o nível de propensão a consumir, ou seja, mais tranqüilas com relação à renda, as famílias tendem a elevar o seu consumo. Foi isso que demonstrou os itens Nível de Consumo Atual (110,1 pontos) e Perspectiva de Consumo (142,5 pontos) que tiveram suas avaliações aumentadas em 2,3% e 0,4%, respectivamente.

Além de haver o aumento da intenção dos gastos das famílias o item Momento para Duráveis mostrou crescimento 1,7% atingindo os 133,5 pontos. Esse resultado é importante, pois com a avaliação de um cenário econômico positivo, as famílias estão mais confiantes de que podem adquirir esses tipos de produtos e ainda quitar esse financiamento em um tempo mais longo.

Enfim, no geral, houve uma discrepância do resultado por faixa de renda em junho. As famílias que ganham até 10 SM tiveram sua avaliação melhorada em 1,4% com 136,6 pontos, enquanto as que ganham acima de 10 SM pioraram levemente a sua satisfação em -1,5% com 142,5 pontos, pressionadas principalmente pelo aspecto do emprego como citado anteriormente.

No geral o ICF, após a segunda alta consecutiva, ilustra o bom cenário econômico do país. Os dados já apresentados neste ano mostram o aquecimento da economia com aumento expressivo de investimento da indústria, do aumento das vendas, recorde na confiança do consumidor, etc. As perspectivas são de um ano excelente para o país com crescimento próximo a 6% bem acima dos 4,5% projetados no passado. Isso vai refletir na continuidade da melhora de emprego e renda e dando sustentação para a melhoria da avaliação das famílias em relação as suas condições financeiras.

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INTENÇÃO DE CONSUMO DAS FAMÍLIAS – ICF

JUNHO 2010

 

Famílias paulistas estão mais dispostas a consumir

 

O indicador de Intenção de Consumo das Famílias – ICF, apurado mensalmente pela FECOMERCIO registrou leve alta de 1,4% em junho em relação a maio. O índice aponta 137,3 pontos neste mês contra os 135,4 pontos do mês anterior. O ICF, portanto, mostra que as famílias estão mais satisfeitas com as suas condições financeiras, pois indicador está acima dos 100 pontos, fronteira que divide o patamar de insatisfação (abaixo de 100 pontos) e satisfação (acima de 100 pontos).

 

Praticamente todos os itens registraram alta em junho em relação a maio. Somente o item Emprego Atual ficou próximo da estabilidade com leve redução de 0,3% chegando aos 140,5 pontos. Mesmo estando acima dos 100 pontos, neste mês houve uma forte discrepância quando analisado por faixa de renda.

 

As famílias com renda acima de 10 SM pioraram seu nível de satisfação em  7,1%. Essa classe de renda está mais bem informada sobre acontecimentos da economia, e com o cenário econômico internacional com o rumo ainda indefinido, acredita-se que pode haver reflexos no Brasil, impactando negativamente o nível de emprego como ocorreu na última crise no ano passado. Já as famílias que ganham até 10 SM melhoraram ligeiramente em 0,6%.

 

O item Perspectiva Profissional que subiu 0,1 pontos chegando aos 117,2 pontos, também mostrou essa diferença entre as faixas de renda. As famílias com até 10 SM tiveram um aumento de 1,8% em suas avaliações, enquanto as que ganham mais de 10 SM reduziram em 10,7% pela mesma razão do item anterior.

 

No aspecto da renda das famílias o item Renda Atual aumentou 4,1% atingindo os 161,7 pontos, ou seja, o maior valor entre os itens do ICF no mês de junho.

 

Além desse, o item Acesso a Crédito também cresceu, mas de forma mais moderada: 1,5%, chegando em junho aos 155,6 pontos. Com a continuidade do ciclo de aumento da taxa básica de juros da economia, a Selic, o crédito para o consumidor já voltou a encarecer e isso deve pressionar este item de forma negativa nos próximos meses, ou seja, as famílias vão observar maior dificuldade na obtenção de empréstimos.

 

Ainda assim, a melhora do resultado do conjunto dessas duas variáveis relacionados a renda, Renda Atual e Acesso a Crédito, faz com que se eleve o nível de propensão a consumir, ou seja, mais tranqüilas com relação à renda, as famílias tendem a elevar o seu consumo. Foi isso que demonstrou os itens Nível de Consumo Atual (110,1 pontos) e Perspectiva de Consumo (142,5 pontos) que tiveram suas avaliações aumentadas em 2,3% e 0,4%, respectivamente.

 

Além de haver o aumento da intenção dos gastos das famílias o item Momento para Duráveis mostrou crescimento 1,7% atingindo os 133,5 pontos. Esse resultado é importante, pois com a avaliação de um cenário econômico positivo, as famílias estão mais confiantes de que podem adquirir esses tipos de produtos e ainda quitar esse financiamento em um tempo mais longo.

 

Enfim, no geral, houve uma discrepância do resultado por faixa de renda em junho. As famílias que ganham até 10 SM tiveram sua avaliação melhorada em 1,4% com 136,6 pontos, enquanto as que ganham acima de 10 SM pioraram levemente a sua satisfação em -1,5% com 142,5 pontos, pressionadas principalmente pelo aspecto do emprego como citado anteriormente.

 

No geral o ICF, após a segunda alta consecutiva, ilustra o bom cenário econômico do país. Os dados já apresentados neste ano mostram o aquecimento da economia com aumento expressivo de investimento da indústria, do aumento das vendas, recorde na confiança do consumidor, etc. As perspectivas são de um ano excelente para o país com crescimento próximo a 6% bem acima dos 4,5% projetados no passado. Isso vai refletir na continuidade da melhora de emprego e renda e dando sustentação para a melhoria da avaliação das famílias em relação as suas condições financeiras.

 

 

Índice

Valores em ptos

Mensal

Abr

Mai

Jun

Intenção de Consumo das Famílias

131,4

135,4

137,3

 - Emprego Atual

137,7

141,0

140,5

 - Perspectiva Profissional

116,0

117,1

117,2

 - Renda Atual

146,9

155,2

161,7

 - Acesso a Crédito

151,7

153,3

155,6

 - Nível de Consumo Atual

102,5

107,6

110,1

 - Perspectiva de Consumo

138,3

142,0

142,5

 - Momento para Duráveis

127,0

131,3

133,5

 

Índice

Variações Percentuais

Mensais

Abr

Mai

Jun

Intenção de Consumo das Famílias

-4,8

3,0

1,4

 - Emprego Atual

-3,1

2,4

-0,3

 - Perspectiva Profissional

-2,9

1,0

0,1

 - Renda Atual

-8,0

5,7

4,1

 - Acesso a Crédito

-2,4

1,1

1,5

 - Nível de Consumo Atual

-3,6

5,0

2,3

 - Perspectiva de Consumo

-2,5

2,7

0,4

 - Momento para Duráveis

-10,1

3,3

1,7

 

Índice

Variações Percentuais

Mensais

Total

até 10 SM

Mais de 10 SM

Intenção de Consumo das Famílias

1,4

2,1

-1,5

 - Emprego Atual

-0,3

0,6

-7,1

 - Perspectiva Profissional

0,1

1,8

-10,7

 - Renda Atual

4,1

4,3

3,2

 - Acesso a Crédito

1,5

1,6

1,9

 - Nível de Consumo Atual

2,3

3,1

-0,6

 - Perspectiva de Consumo

0,4

0,5

0,8

 - Momento para Duráveis

1,7

2,5

-0,2

 

 

         Fonte: FECOMERCIO 

 

 

Fonte: FECOMERCIO 

 

 

AE/GD/FP

15/06/10




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