Os participantes debateram sobre o estágio atual da educação e o papel das universidades no Brasil, além de propor soluções para a reforma do sistema. Segundo o pesquisador Simon Schwartzman, o Brasil não tem uma política de qualidade no ensino superior. “Com as boas exceções de sempre, o sistema público é caro e pouco eficiente e o sistema privado tem problemas sérios de qualidade. Atualmente, existe uma política de expansão.
Porém, as medidas de inclusão devem acompanhar os alunos desde sua entrada até a conclusão do curso nas universidades”, afirma. Para o pesquisador, o ensino de qualidade no país é restrito e suas deficiências atingem tanto o setor público quanto o privado. “A cultura universitária brasileira não valoriza a qualidade e o desempenho”, acrescenta. Os mecanismos de avaliação do ensino superior também serão debatidos no evento. Segundo Schwartzman, os sistemas aplicados atualmente são um começo, mas há muito espaço para avanços. “Uma forma eficiente de avaliação seria o acompanhamento da trajetória dos alunos após a conclusão do curso universitário, o que deve ser feito pelas próprias instituições onde obtiveram a graduação”, opina.
O encontro A Universidade e o Ensino Superior no Brasil também tratou das novas instituições educacionais abertas nos últimos anos. De acordo com Schwartzman, a proliferação não é tão grande como se divulga. “A iniciativa privada entra para atender a demanda. O acesso ao ensino universitário ainda é restrito, e desta forma não vejo a massificação como um problema.No entanto, é necessário que o ensino superior se diversifique para poder atender, com qualidade, a grande variedade de pessoas que querem continuar estudando, sem necessariamente seguir os programas acadêmicos tradicionais”, diz o pesquisador.
Maria Dolores Montoya Maria Inês Santos Simon Schwartzman Rodrigo Mariano Joaquim Celso Freire Silva Manuel Rocha
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