06/08/2012

Endividamento das famílias paulistanas cresce em julho

 

As medidas adotadas pelo governo de estímulo para a economia parecem ter surtido efeito no consumo das famílias paulistanas em julho. É o que revela a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência (PEIC), apurada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). No período, a alta registrada foi de 2,2 pontos porcentuais (p.p.) frente a junho. Os resultados da pesquisa apontam que em julho 50,9% das famílias possuem algum tipo de dívida, ante aos 48,7% apurados no mês anterior. Em relação a igual período de 2011, o nível de endividamento também cresceu, ao passar de 47,3% para 50,9%.

 Alguns fatores contribuíram para o endividamento das famílias, como a alta confiança do consumidor, a manutenção favorável de emprego e renda e o crescimento da massa salarial. Em números absolutos, o total de famílias com contas em atraso apresentou queda em relação ao mês anterior, ao cair de 710 mil para 644 mil. Dentre elas, 50,9% têm contas vencidas a mais de 90 dias; 25,5% têm contas atrasadas entre 30 e 90 dias; e 21,8% apresentam dívidas postergadas por até 30 dias. Em julho, o resultado da PEIC aponta que o principal tipo de dívida continua sendo o cartão de crédito (71,9%), seguido por carnês (14,8%), crédito pessoal (11,9%), cheque especial (7,5%), financiamento de carro (6,9%) e outros.

 De acordo com a Assessoria Técnica da FecomercioSP, a nova prorrogação da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor de linha branca, móveis, revestimentos e luminárias pode ter impactado o orçamento das famílias em julho. Apesar da alta do indicador, o nível de endividamento está controlado e há espaço para crescer, já que os níveis de emprego e renda estão apresentando evolução no decorrer deste ano.

 




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