25/04/2012

MPEs dão pouca importância à segurança da informação

 

FecomercioSP: “Metade das MPEs acreditam que estão imunes às ameaças eletrônicas”, afirma especialista


A internet já conta com mais de 80 milhões de usuários no Brasil, segundo relatório do Ibope NetRatings. Com um público-alvo tão abrangente, divulgar a empresa na internet deve fazer parte do planejamento de qualquer empreendedor. Porém, junto com as facilidades que a web oferece vêm as ações criminosas que podem comprometer seriamente a gestão do negócio e, em alguns casos, levar à falência. A fim de orientar os empresários, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) realizou o evento “Boas Práticas – Segurança da Informação para Micro e Pequenas Empresas” e lançou uma cartilha sobre o tema.

“Há pouca repercussão na mídia em relação aos prejuízos causados pelas fraudes virtuais. Também existem lacunas na lei brasileira que possibilitam isso e causam  sensação de impunidade”, afirma o gerente de Segurança de Informações Corporativas da Editora Abril, Sergio Roberto Ricupero. De acordo com o especialista, falta orientação das empresas para os funcionários sobre o tema no mercado corporativo. “A FecomercioSP está certa em tomar à frente e dar o exemplo por meio da cartilha”, complementa Ricupero.

Para o presidente do Conselho de Tecnologia da Informação da FecomercioSP, Renato Opice Blum, “se no Brasil as micro e pequenas empresas se conscientizarem perante o tema, os crimes virtuais neste meio tenderiam a diminuir”, explica. Segundo ele, o aspecto da segurança da informação não se limita apenas ao bom uso da internet. Por exemplo, uma prática cada vez mais comum é a de funcionários que acessam o e-mail corporativo via smartphone. Caso ele perca este aparelho, uma série de informações da empresa pode ser utilizada de maneira ilegal. “Embora os benefícios sejam evidentes, hoje a mobilidade pode se tornar em um problema imenso”, diz o engenheiro de sistemas da McAfee, Bruno Zani.

Outro agravante entre as micro e pequenas empresas é a sensação de imunidade às ameaças eletrônicas. “Metade dessas empresas acredita que está livre de ataques, o que não é verdade”, explica o security strategist da Symantec do Brasil, André Carraretto. “Os empresários acreditam que por terem negócios de pequeno porte não são alvos. O objetivo do criminoso é buscar de quem é mais fácil ser roubado. No mundo virtual, se a sua empresa aparenta ser mais frágil, ela pode ser atacada”, completa.

Independente do porte da empresa ou da quantidade de funcionários, os empresários devem prezar pela importância da segurança da informação, educar a si próprios e seus colaboradores. Para nortear os empreendedores nesse sentido, a FecomercioSP lançou a cartilha, que tem o objetivo de estabelecer a cultura de boas práticas para as ferramentas tecnológicas.

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