A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer entre 2,5% e 3% em 2012; 0,5 ponto porcentual a menos do que havia projetado no fim do ano anterior. O ajuste se deve, em parte, ao resultado quase nulo do primeiro trimestre, quando houve avanço de 0,2%, mas baseia-se, principalmente, na velocidade de recuperação da economia, que está mais lenta do que o previsto.
A FecomercioSP afirma que a tendência, no médio prazo, é a economia passar a rodar em ritmo mais acelerado, mas destaca que algumas reformas devem ser priorizadas para não vivermos em eterno “voo de galinha”. Apesar de termos galgado um novo patamar de consumo, para subir um degrau na escala global de crescimento, o Brasil ainda precisa de ajustes como: reduzir (e muito) as amarras para investimento estrangeiros no País, reduzir a burocracia para abrir e fechar empresas, investir em infraestrutura e criar uma poupança interna. Isso, claro, além das fundamentais reformas fiscais e tributárias. Objetivos ousados, porém viáveis.
A entidade destaca, ainda, que o cenário internacional não difere daquilo que estava previsto. Os Estados Unidos se recuperando lentamente, a Europa “andando de lado” (com exceção da Alemanha) e a China em “pouso suave”, com crescimento entre 7% e 8% ao ano – menos do que vinha crescendo, mas sobre uma base mais ampla. Assim como não deveremos ter um ganho inesperado com a alta de commodities agrícolas e minerais, também não veremos uma retração do setor. O mundo está passando por um momento de ajustes, e o Brasil deveria aproveitar para arrumar a casa.