15/06/2012

Medidas de desoneração são caminho para acelerar o desenvolvimento

 

Para a FecomercioSP, governo tem sido muito conservador


Além da redução para 8,5% da Selic em maio pelo Banco Central, o governo promoveu uma redução de quase 70% nos juros dos bancos onde tem participação (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) a fim de reduzir o spread bancário. As medidas já surtiram efeito, uma vez que os principais bancos privados também anunciaram cortes nos juros. No entanto, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) destaca que os juros referentes ao cartão de crédito não acompanharam a queda da Selic e o governo deve continuar as medidas de desoneração.

Em maio, a taxa média de juros dos bancos cobrada ao consumidor foi de 6,18% ao mês, a menor verificada desde 1995, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Apesar da queda, o principal meio de pagamento utilizado pelas famílias brasileiras ainda não apresentou redução de taxa de juros cobrada no crédito rotativo – quando o cliente opta por não pagar totalmente a fatura. Segundo pesquisa de mercado a taxa média de juros dessa modalidade foi de 10,69% em maio e se mantém estável desde fevereiro de 2010.

A redução da Selic, como a que vem ocorrendo desde agosto do ano passado, em tese, deveria resultar na queda das taxas praticadas no mercado. Hoje, a composição do spread bancário leva em consideração uma série de itens, entre eles, a inadimplência, que atualmente representa 35% dessa composição e encontra-se em um patamar controlado.

Segundo a FecomercioSP, o governo poderia aproveitar o momento de medidas que visam a desoneração e se voltar para essa questão histórica dos juros do cartão de crédito que é um empecilho para o desenvolvimento econômico. Sobretudo, porque além da baixa inadimplência, as perspectivas de crescimento de emprego e renda são animadoras. Outro agravante para a alta manutenção dos juros do cartão de crédito é o duopólio exercido pelas operadoras de cartão de crédito que, de acordo com o Banco Central, detém cerca de 70% do mercado.




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