Indicador aponta leve variação negativa de 0,6% em junho frente a maio
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Após recuar 3,8% em maio, a Intenção de Consumo das FamÃlias (ICF) volta a apresentar queda. Em junho, o indicador aferido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), no municÃpio de São Paulo, assinala retração de 0,6% frente a maio, ao passar de 139,8 pontos para 138,9 pontos, em uma escala que varia de 0 a 200 pontos e demonstra otimismo quando acima dos 100 pontos. Em comparação a igual perÃodo de 2011, o Ãndice registra alta de 1%.
O resultado de junho foi pressionado, sobretudo, pela queda de 5,2% do item Perspectiva de Consumo. Outra categoria que apresentou redução considerável foi a Renda Atual com 3,0%. As demais variações negativas foram sinalizadas por Acesso ao Crédito (-1,7%) e Perspectiva Profissional (-0,1%). Apesar de apresentar a segunda retração consecutiva, o ICF permanece em patamar elevado de satisfação.
Os destaques positivos que contrabalancearam o indicador foram as altas de Momento para Duráveis (4,7%) e Emprego Atual (1,2%). O primeiro se deve por consequência da redução do IPI, principalmente para o setor automotivo e também o aumento da procura nos feirões nos pátios das montadoras. Já o segundo, é reflexo do bom momento do mercado de trabalho. De acordo com o IBGE, em maio, a taxa de desocupação atingiu mais uma vez o recorde para o mês desde o inÃcio da série histórica, em 2002. Outro item que apresentou leve variação positiva foi o NÃvel de Consumo Atual com 0,1% em junho ante maio.
Devido à s incertezas do atual cenário econômico e dos impactos causados pelos estÃmulos adotados pelo governo, as famÃlias encararam com certa apreensão o momento e projetam um cenário de menos otimismo. Sendo assim, os consumidores preferem não comprometer o orçamento com contratação de crédito em longo prazo, mesmo com a redução de impostos para determinados segmentos de bens duráveis.
Segundo a Assessoria Técnica da FecomercioSP, o resultado do ICF em junho mostra que, apesar de os indicadores de emprego, renda e crédito apresentarem resultados positivos, é importante que o governo continue a garantir o ritmo de crescimento da atividade econômica. Desta forma, as famÃlias devem voltar a aumentar a propensão ao consumo quando houver maior percepção da segurança de sua renda e do emprego.