04/07/2012

IPV tem terceira elevação consecutiva

 

Entre os grupos que registraram baixas, destaque para Eletroeletrônicos, a 39ª queda consecutiva

 

Os produtos na cidade de São Paulo sofreram alta de 0,29% em maio na comparação com abril. É a terceira elevação consecutiva, segundo o Índice de Preços no Varejo (IPV), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). No período compreendido entre janeiro a maio o indicador acumula variação positiva de 0,61%. Em 2011, levando-se em conta o mesmo período, o IPV atingia incremento de 2,29%. No acumulado dos últimos 12 meses a elevação é de 2,39%. Dos 21 grupos analisados pelo IPV, 11 registraram alta em seus preços e somente um setor apresentou estabilidade.

Apesar da desaceleração em relação ao mês anterior, o resultado de maio ainda é muito influenciado pelo comportamento dos produtos alimentícios, especialmente os in natura, que são mais suscetíveis às condições climáticas adversas.

O grupo Supermercados registrou alta de 0,69% em maio na comparação com o mês anterior, a terceira alta em sequência, e sofre pressão graças às condições climáticas pouco favoráveis que prejudicam algumas safras e reduzem a quantidade ofertada, aumentando preços. As maiores variações foram observadas nos itens Legumes (7,20%) – sendo que somente Abobrinha teve alta de 52,47%, Cebolas 14%e Feijão 7,31%. Também registraram alta os itens Cereais (5,55%), Óleos (4,87%), Tubérculos (3,20%) e Verduras (2,04%). Já as frutas, em especial as de época, seguem com queda em seus preços médios como Laranja (-12,11%), Mamão (-22,92%) e Uva (-23,45%).

Impactados pelo reajuste dos medicamentos ocorrido em 31 de março e ao período de temperaturas amenas em que a incidência de doenças respiratórias aumenta de maneira considerável, e a procura por medicamentos para combatê-las, o grupo formado por Drogarias e Perfumarias registrou alta de 1,07% em maio, atingindo acumulado de 2,73% em 2012. Drogaria finalizou maio com 1,38% de alta e Perfumaria -0,36%.

Por conta das condições climáticas, os preços no setor de Feiras seguem elevados. É provável que as variações se amenizem nos próximos meses, pois há indícios de melhoria no clima em importantes regiões produtoras. Em 2012 o segmento acumula incremento de 7,45%. Os principais aumentos foram constatados em Verduras (15,01%), Flores (10,61%), Legumes (9,05%), Tubérculos (2,86%) e Aves (0,33%). Por outro lado, as frutas já ingressaram em uma trajetória de queda (-4,41%).

O grupo Padarias teve alta de 1,47% em maio em relação a abril. Os subgrupos que encerraram maio com preços médios mais altos no contraponto com abril foram: Bebidas (1,90%), Frios de Laticínios (0,22%) e Panificados (0,09%). O setor acumula 6,09% nos primeiros cinco meses do ano.

 

Grupos em queda

Completando 39 meses de quedas consecutivas, a atividade de Eletroeletrônicos e outros finalizou maio com queda de 0,61%. Em 12 meses o segmento acumula -9,43% e no ano, -3,69%. Os destaques principais foram verificados no comportamento dos preços médios de Telefonia (-1,30%), Produtos de Imagem e Som (-0,56%) e Informática (-0,22%).

Impulsionado pelo benefício fiscal da isenção do IPI nos automóveis novos, o segmento de Veículos registrou queda de 0,55% em maio, frente a abril. Contudo, somente o item Automóveis Usados (-1,67%) teve preços médios inferiores aos vistos no mês de abril, já que os Automóveis Novos registraram discreto aumento de 0,06%, por conta do estímulo ao aquecimento da demanda. Já Motocicletas Novas registraram elevação de 1,07% e Motocicletas Usadas, 0,88%. No ano, o setor atinge variação acumulada de -1,52%.

Outro segmento que amorteceu a alta ocasionada pelos alimentos e corroborou com a manutenção do IPV em patamares moderados é o de Combustíveis e Lubrificantes (-0,34%), já em sua segunda queda consecutiva. Combustíveis declinaram 0,45%, sendo que o Etanol recuou 1,36%. Lubrificantes e Óleos elevaram-se em 1,38%. Mesmo com o reajuste da gasolina e o fato de zerar a CIDE (imposto que incorre sobre combustíveis) a tendência é de alta para os próximos meses devido a entressafra da cana de açúcar que se aproxima.

Outros segmentos que encerraram maio com preços médios menores no comparativo com abril foram: Livrarias (-1,56%), Vestuário, Tecidos e Calçados (-0,09%), Brinquedos (-0,61%), Açougues (-0,28%) e Material de Construção (-0,08%).




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