16/08/2012

Faturamento do comércio mostra que desaceleração ainda não é sentida pelo varejo

 

Faturamento dos primeiros seis meses de 2012 supera o de 2011


O faturamento do Comércio Varejista da Região Metropolitana de São Paulo acumula alta de 5,2% em 2012. Resultado que é 1,9 ponto porcentual maior do que o registrado no primeiro semestre do ano anterior e demonstra que a esperada desaceleração do consumo ainda não se manifestou. É o que revela a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) em parceria com a e-Bit, que registrou aumento de 9,3% nas vendas em relação a junho de 2011.

Em junho, o faturamento do Comércio Varejista foi de R$ 13,3 bilhões, ou R$ 1,13 bilhão a mais do que o registrado no mesmo mês do ano passado. Quase 63% desse faturamento adicional se deve ao desempenho dos setores de Comércio Automotivo e Supermercados, que faturaram, respectivamente, R$ 393,8 milhões e R$318,4 milhões a mais do que em junho de 2011.

A Assessoria Técnica da FecomercioSP afirma que o ciclo aquecido de consumo foi sustentando em boa parte pelas medidas de estímulo fiscal concedidos pelo governo a alguns segmentos. Principalmente os de bens duráveis, como automóveis. Os ótimos níveis de ocupação e o incremento de 6,6% na massa real de rendimentos dos trabalhadores da RMSP em relação a junho de 2011 foram determinantes para que as famílias mantivessem o nível de consumo aquecido. Além disso, a expansão de, aproximadamente, 10% na oferta de crédito para o consumidor impulsionou o consumo de bens de maior valor agregado, como os automóveis.

Até o fim do ano, segundo a Assessoria Técnica da FecomercioSP, o tripé renda-crédito-estímulos fiscais deve continuar alavancando o consumo das famílias, uma vez que o governo deve manter sua política de incentivos para evitar uma desaceleração no ritmo do atividade interna e as taxas de juros ao consumidor devem continuar caindo. A FecomercioSP destaca, entretanto, que a crise no mercado internacional, se agravada, teria capacidade para reverter esse cenário.




Comunicação

  • Clarisse Ferreira
    (11) 3254-1713
  • Maria Augusta Vitelli
    (11) 3254-1714
  • Cristina Abreu
    (11) 3254-1712
  • Sabrina Daspett
    (11) 3251-1582