
Governo altera regra de cálculo do rendimento da aplicação para levar adiante o movimento de redução da taxa básica de juros e estimular a atividade econômica. A FecomercioSP já defendia as mudanças desde março.
Depois de baixar os juros básicos da economia e pressionar os bancos a derrubarem as taxas do crédito ao consumidor, o governo decidiu mexer na regra de rendimento da caderneta de poupança. As medidas do governo, que visam estimular o crescimento econômico, têm o apoio da FecomercioSP.
A entidade já alertava desde março para a necessidade de mudanças na remuneração da poupança, quando lançou a cartilha "O Cálculo da Poupança Precisa Mudar Para o Bem do Brasil". A fórmula tradicional, de TR + 0,5% ao mês, se mostra uma forte restrição à redução da taxa básica de juros, a Selic, para patamares inferiores aos atuais 9%.
Toda vez que a Selic ronda a faixa de um dígito o assunto vem à tona. Mas desta vez extrapolou as reuniões de gabinete e derrubou o tabu de que em poupança não se mexe. A solução encontrada pelo governo para o impasse prevê que quando a taxa básica da economia estiver no patamar de 8,5% ou abaixo dele, a poupança será remunerada por TR + 70% da Selic.
Dessa forma, o governo vincula a poupança a uma taxa mais próxima àquela formada pelos mercados e adequada a cada situação. "A um só tempo o governo resolve o problema do piso da taxa de juros, criado pela fórmula antiga, sem mudar as regras para aplicadores antigos. As medidas vão ao encontro dos estudos da FecomercioSP e abrem espaço para que o País caminhe para ter taxas de juros mais condizentes com a realidade internacional", diz Abram Szajman, presidente da FecomercioSP.
Para Szajman, a adoção de nova metodologia para depósitos em caderneta de poupança é ao mesmo tempo justa com quem já tem recursos depositados, e eficiente para inibir a migração de outras aplicações para a poupança, se e quando os juros caírem mais.
"O governo está no caminho certo. Colocou a ciranda da economia para rodar: consumidor comprando, empresas produzindo e governo arrecadando", diz o Szajman. No entanto, ele faz um alerta: "Ainda há muito a fazer. A batalha pela redução dos juros ao consumidor só está começando."
Na busca pela retomada do crescimento econômico e da queda dos juros no País, o governo alterou a forma de remuneração da poupança.
Para que fique clara qual a melhor opção de aplicação diante dos novos cenários, e levando em conta a tendência de redução da Selic, o investidor precisa analisar os impactos sobre os valores que serão aplicados, considerando diferentes patamares para a Selic.
Elaboramos a seguir algumas simulações que confrontam a regra anterior com a nova, com a Selic variando de 9% a 7%, para orientar os investidores. Foram consideradas as seguintes premissas:
Valor aplicado: 5 mil
Prazo: 12 meses (sem resgate no período)
Taxa de Administração: 1,5%
IR: no semestre, antecipação 15%, no ano, incidência de 20%
Rendimento do Fundo de Renda Fixa: 5% no semestre
Cálculo dos Fundos de Renda Fixa:
Comparando ganhos/perdas caso a Selic alcance os seguintes percentuais:
| Simulações com a variação da taxa Selic | ||||||||||
| 9,0% | 8,5% | 8,0% | 7,5% | 7,0% | ||||||
| Valor | Rent. % | Valor | Rent. % | Valor | Rent. % | Valor | Rent. % | Valor | Rent. % | |
| 1 - Poupança (Critério Anterior) | 309,6 | 6,38% | 309,6 | 6,38% | 309,6 | 6,38% | 309,6 | 6,38% | 309,6 | 6,38% |
| 1- POUPANÇA (CRITÉRIO ANTERIOR) TR + 6,17% A.A | 319,06 | 6,38% | 319,06 | 6,38% | 319,06 | 6,38% | 319,06 | 6,38% | 319,06 | 6,38% |
| 2 - POUPANÇA (NOVO CRITÉRIO) TR + 70% SELIC | - | - | 308,04 | 6,16% | 290,51 | 5,81% | 272,98 | 5,46% | 255,45 | 5,11% |
| 3 - RENDA FIXA (RENTABILIDADE 10% A.A.) | 323,97 | 6,48% | 323,97 | 6,48% | 323,97 | 6,48% | 323,97 | 6,48% | 323,97 | 6,48% |
| 4 - GANHO/PERDA POUPANÇA (1-2) | - | - | 11,02 | 0,22% | 28,55 | 0,57% | 46,08 | 0,92% | 63,62 | 1,27% |
| 5 - GANHO/PERDA - RF X POUPANÇA (3-2) | - | - | 15,92 | 0,32% | 33,46 | 0,67% | 50,99 | 1,02% | 68,52 | 1,37% |
| Fonte: Della Rosa Consultores Associados | ||||||||||
As novas regras mantêm as condições de segurança oferecidas pela Poupança, a mais tradicional e popular aplicação do País, em relação aos valores já aplicados. Quanto aos novos depósitos, as perdas não deverão ser expressivas, pois os fundos continuam tendo a retenção do IR e a cobrança da taxa administrativa que a Poupança não tem. Além disso, a queda da Selic não deverá ser tão drástica nos próximos meses, pois aceleraria a inflação.
As mudanças no cálculo do rendimento da aplicação ainda não estão claras para os brasileiros, especialmente os pequenos poupadores. A FecomercioSP esclarece aqui as principais questões sobre as novas regras que passaram a valer a partir de 4 de maio:
O mercado de construção civil ganhou um reforço para o aquecimento de vendas.Foi publicada no dia 10 de fevereiro deste ano a Instrução Normativa que regulamenta a linha de crédito para aquisição de material de construção. Os recursos do FIMAC FGTS - Financiamento de Material de Construção podem ser utilizados para construção, ampliação e reforma da residência.
Além de serem destinados ainda para a instalação de sistemas de aquecimento solar e hidrômetros de medição individual na residência. Portanto, o empresário do setor de Material de Construção deverá estar atento à possibilidade de expansão de suas vendas que virão com a nova modalidade de crédito oferecida aos consumidores.
De acordo com dados do governo, cerca de 33 milhões de pessoas que hoje contribuem para o FGTS poderão utilizar essa nova linha de crédito, estimada em R$ 300 milhões em 2012.
A Instrução Normativa determina que o valor máximo de financiamento é de R$ 20.000,00, sendo que, o valor do imóvel não poderá ser superior a R$ 500.000,00. O custo anual máximo é de 12%, incluindo juros, comissão e encargos e o prazo para pagamento é de até 120 meses. Não é exigido limite renda para contratar o financiamento.
Para obter esses recursos deverão ser observados os seguintes requisitos:
No ano passado, o setor de Material de Construção sofreu impacto das medidas macroprudenciais adotadas pelo governo para conter a inflação. De acordo com os dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), o setor apresentou variação negativa em relação ao crescimento do faturamento real, fechando em -3,2%. Em fevereiro de 2012, o desempenho ainda é negativo com queda de 1,3% em relação ao mesmo mês de 2011 e de 4,9% no acumulado ano.
Com o aquecimento do mercado de trabalho e crescimento da renda, o consumidor continua confiante em realizar novas compras e financiamentos. O crédito em 2012 deve continuar como propulsor para o consumo das famílias.
| INDICADOR | MÊS REFERÊNCIA | VALOR | TENDÊNCIA | COMENTÁRIO |
| ICF - INTENÇÃO DE CONSUMO DAS FAMÍLIAS (SP) - pontos (*) | Abril | 145,3 | ⇔ |
As políticas de redução de juros dos bancos vem animando o consumidor. Aliado a isso o mercado de trabalho continua aquecido o que mantém elevado também o nível da renda. Esses foram os motivos para o aumento da satisfação em abril. |
| PEIC - ENDIVIDAMENTO (SP) - % famílias endividadas | Abril | 50,6% | ⇔ |
Apesar da redução do número de famílias endividadas, o número de inadimplentes se elevou de 12,1% em fevereiro para 21,8% em abril. É importante esperar os próximos resultados para confirmar se é pontual ou tendência. |
| IPCA - valor mensal | Abril | 0,64% | ⇑ |
O resultado de abril mostra o indicador pressionado principalmente pelas altas dos grupos despesas pessoais, habitação e alimentação. O índice já acumula no ano alta de 1,87% e 5,10% no período de 12 meses. |
| TAXA DE JUROS PF - taxa ao ano | Março | 44,4% | ⇓ |
A taxa deve retomar a tendência de queda por dois fatores: a redução da SELIC e a baixa da taxa de juros de várias modalidades de crédito nos bancos públicos, o que também pressionou a redução nos bancos privados. |
| CONCESSÃO CRÉDITO PF - variação mensal | Março | 9,6% | ⇑ |
Além de março ter tido 3 dias úteis a mais que fevereiro, a iniciativa do governo em baixar as taxas de juros através dos bancos públicos já começa a surtir efeito. A tendência é que as concessões apresentem novas taxas expressivas. |
| EMPREGO RMSP - taxa de desocupação | Março | 6,5% | ⇔ |
Mesmo com o aumento de 0,4 p.p, o dado de março ainda representa o recorde histórico para o mês. Com as políticas de estímulo a economia, o consumidor deve aumentar o seu consumo e por consequencia aumento nas contratações. |
| Fonte: Fecomercio / Banco Central / IBGE Elaboração: FFA Consultoria e Pesquisa Econômica (*) Acima de 100 pontos o índice indica grau de satisfação das famílias. |
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1 A rentabilidade do fundo de renda fixa segue a valorização dos títulos que compõem a carteira administrada pelo gestor. Sua rentabilidade pode variar no período, afetando o resultado das análises. Nos últimos 12 meses a valorização média dos principais fundos ficou em 11%. Para esta simulação consideramos a variação estimada para os próximos meses em 10%, uma vez que ela não tem relação direta com a variação da Selic.

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