Gás de xisto tem potencial para “energizar o mundo”, indicam palestrantes na FecomercioSP

A exploração do gás de xisto é uma alternativa viável para o Brasil garantir e ampliar a competitividade nacional ante outros mercados, mas deve levar em consideração os possíveis riscos ambientais, de acordo com os palestrantes do evento “O Xisto, a Geopolítica Energética e a Sustentabilidade”, promovido pelo Conselho de Sustentabilidade da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), na capital paulista.

O debate levantou o assunto diante da visibilidade que o recurso natural ganhou no País após anunciar a realização do primeiro leilão de blocos pelo governo federal, em 30 e 31 de outubro. A estimativa de agências internacionais é que o Brasil tenha cerca de 6,4 trilhões de m³ de reservas recuperáveis de xisto, mas a previsão pode estar abaixo dos números fatídicos.

No evento, o vice-diretor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), Colombo Celso Gaeta Tassinar, indicou o potencial do gás de xisto para abastecer os países. “Acredito que esta rocha pode energizar o mundo”, disse Tassinar.

Apesar disso, os ambientalistas alertam para o risco do possível contato do material químico com lençóis freáticos, no processo exploratório. “É importante não demonizar o processo sem ter o conhecimento prévio”, advertiu o presidente do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP, José Goldemberg, já ao abrir o encontro.

O procedimento de exploração envolve a explosão de rochas sedimentares e injeção de grande quantidade de água (cerca de 90%), areia (9%) e reagentes químicos (1%). Para realizá-lo, são necessários alguns cuidados, como indicou Tassinar.

“As partes críticas do poço (especialmente as que passam por lençóis) são revestidas com cimento e aço. Além disso, antes de iniciar a operação, é preciso um estudo da área em questão, levantamento ambiental, domínio das técnicas, além da existência de regulação da atividade e um protocolo de segurança”, afirmou o especialista. “A agricultura tem a mesma e até maior probabilidade de contaminação da água e do solo do que o shale gas”, exemplificou, citando o uso de fertilizantes e agrotóxicos nas plantações.

Na questão ambiental, o superintendente-adjunto de segurança operacional e meio ambiente da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Hugo Manoel Marcato Affonso, citou um estudo que aponta a possibilidade de riscos para saúde, segurança e meio ambiente serem geridos de maneira eficaz na exploração do xisto. “A propagação das fraturas (geradas no fracking) é improvável causa de contaminação”, acrescentou.

Para abrir caminho viável de exploração do gás de xisto no Brasil, o presidente do conselho da FecomercioSP citou o caso dos Estados Unidos, que passou a usar a fonte energética e, só posteriormente, percebeu os danos ambientais. “Temos um caminho longo pela frente, como a obtenção de EIA-Rima (Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental) em cada Estado”. Para Goldemberg, um dos pontos mais sensíveis para o projeto de exploração do gás de xisto é o relatório, pois a autorização para exploração do gás em terra passa pelos Estados e não pela União.

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PIB, investimento e poupança: ciclo vicioso e perigoso

Em 2012, o Brasil fechou seus balanços com alguns dados preocupantes e que parecem ainda não terem sido digeridos adequadamente por consumidores, empresários e governo. Alguns desses números:

- PIB: 1%;

- Investimento: 17% do PIB;

- Transações Correntes: – 2,5% do PIB.

De saída é preciso qualificar os números: países como China, Índia ou Coréia do Sul crescem bem mais do que o Brasil no longo prazo, em função de taxas de investimento que sempre superam os 30% do PIB. Nesses países a Poupança Interna também supera os 30% do PIB, ou seja, a poupança faz frente à necessidade de investimento, que, por sua vez, leva ao crescimento vigoroso de longo prazo.

Esses dados básicos podem fornecer informações substantivas que vão muito além de apenas três “numerinhos”. Em primeiro lugar, vai se tornando cada vez mais claro para o governo, aquilo que é óbvio para economistas: país sem investimento não cresce. País sem poupança, não gera investimento.

O problema é que o Brasil parece ter caído em uma armadilha de baixo crescimento. Esses dados não são pontuais e restritos a um mau ano, são dados que refletem a tendência de longo prazo há muitos anos.

O Brasil não forma poupança, não investe e não cresce. Se o investimento supera pouco os 17% do PIB e ainda houve ingresso de poupança externa de 2,5% (déficit em transações correntes é o mesmo que importação de poupança externa) significa que a poupança Nacional não chega a 15% do PIB. Metade do que poupam os grandes concorrentes econômicos do Brasil.

Fica claro que o País precisa de uma estratégia para poupar mais, para investir mais, e certamente isso passa por ajustes fiscais profundos. O grande “despolpador” do Brasil é o governo que gasta muito e mal. Esses recursos teriam que ser direcionados para a iniciativa privada, na forma de menor carga tributária. Para isso, o Estado teria que ser reduzido.

Ao contrário, o que se vê é um Estado inchado, com o setor privado vivendo de transferências e de benefícios e desonerações localizadas e pontuais, que dão pouco alívio momentâneo e estão contratando um enorme problema para o futuro: como as desonerações não estão sendo acompanhadas por uma redução de gastos, a conta vai estourar o orçamento público em breve.

Mas não é só a reforma fiscal que é condição sine qua non: um processo completo de desburocratização é necessário. O setor privado precisa de recursos, claro, mas também precisa que o deixem trabalhar ao invés de ficar apresentando documentos e justificando todo e qualquer movimento. Se nada for feito, 2013 e os próximos anos podem trazer surpresas muito mais desagradáveis do que se projeta em geral.

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Brasil tem pouco a comemorar com Roberto Azevedo na OMC

Fora o fato de ser motivo de orgulho e honra que seja um brasileiro a sentar-se na cadeira da presidência da Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil tem pouco a comemorar. Ao contrário, pode ser que o nível de cobranças e de disputas internacionais se acirre contra o País.

Até porque, o fato de ser Roberto Azevedo um brasileiro no posto mais alto da entidade, não modifica as regras do mercado, dos acordos comerciais, dos quais o Brasil é signatário. Para os analistas mais ligados ao tema, e um pouco mais ácidos, o País sabe muito bem o que quer para o mundo em termos de regras de comércio, mas não tão bem assim o que quer para si.

Hoje, e no passado recente, no Brasil o fraco desempenho econômico acabou por elevar o tom do protecionismo. Os movimentos intervencionistas sob o véu de política industrial foram sempre em direção à criação ou elevação de barreiras tarifárias e até não tarifárias ao produto externo, numa espécie de reedição das reservas de mercado.

Em primeiro lugar, essa estratégia não foi das mais bem sucedidas no passado não tão remoto do País. Pior ainda, as condições atuais se diferem muito daquelas que estavam dispostas na década de 1970. Ou seja, é irônico que um brasileiro esteja à frente da entidade que vigia as práticas de mercado internacional, no momento em que o Brasil caminha para um canto escuro do quarto do comércio global.

O País hoje tem menos de 1% das linhas de comércio mundial, índice menor do que sua participação no PIB global que gira ao redor de 3,5% do total. Ou seja, o Brasil ainda tem características de uma economia fechada e bastante protecionista. Pior, a cada sopro de crise, ao invés da sociedade caminhar para reformas que visem a reconstrução da capacidade competitiva brasileira de longo prazo, olha-se para o curto prazo e contenta-se com medidas paliativas, pouco eficientes.

Nesse caso, há um pacto de mediocridade entre empresários, consumidores e governo: o governo não faz o esforço para implementar reformas (dificílimas, é verdade), os empresários se contentam então com algumas medidas que redundem em ganhos cambiais e tarifários momentâneos e o consumidor apenas atento ao emprego, crédito e renda presentes, não se importa em pagar 2 ou 3 vezes mais por qualquer produto do que em outras economias mais produtivas. Ou seja, ter um brasileiro no comando da OMC pode apenas evidenciar ainda mais as deficiências produtivas do País, que agora foi colocado sob o foco da luz do palco.

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Os mercados não mudam: taxa de câmbio volta a ser preocupação

Bolsa praticamente estável (alta de 0,1%) e dólar em alta (+0,7% na semana quase zerando a queda que houve entre o final de 2012 e abril). Esse cenário mantém-se desde o início do ano, com o agravante de que para o Ibovespa essa flutuação ao redor de 55 mil pontos já dura mais de 2 anos. De um lado isso mostra a incapacidade do País em resolver as amarras que restringem o crescimento econômico, e, portanto, das empresas, mas de outro tem sido um ajuste sem trancos como os ocorridos em outras economias. Longo, e penoso ajuste, mas sem quebradeiras generalizadas.

A rigor, o ajuste também é função de todas as Não Reformas do País, que se mantém entre os últimos colocados como adequação para atração do desenvolvimento de negócios. Essa baixa atratividade redunda-se em baixo patamar de investimentos que, em última análise, limita o PIB e o valor das empresas, refletidos nas bolsas, no caso brasileiro, o Ibovespa.

No caso do câmbio, recentemente a lógica mudou, e parece que não é todo mundo que percebeu. O Brasil que recebia fluxos positivos de dólares elevados, a ponto de apreciar fortemente o real, inverteu a mão. Na realidade as mudanças de fundamentos não são recentes e já foram amplamente exploradas aqui: desapego pela responsabilidade fiscal, opção por leniência com a inflação, controle “branco” da taxa de câmbio e disposição para respostas de curto prazo como aumento de barreiras protecionistas que no longo prazo vão ser extremamente prejudiciais à economia. Mas, se não é recente o processo de deterioração dos fundamentos, parece ser recente o acordar de muitos analistas e investidores estrangeiros e nacionais. O País, nos últimos seis meses experimentou deixar de ser o queridinho do mundo para ser uma economia vista com muita desconfiança.

O quadro só não se assemelha a outros momentos de crise de confiança externa porque o Brasil dispõe de quase US$ 400 bilhões de reservas e uma reduzida dívida externa de curto prazo. De qualquer forma, o saldo positivo em Contas Correntes Externas se reverteu a 3 anos e mais recentemente o saldo comercial tem sido a surpresa negativa. Isso parece ser uma tendência de médio ou longo prazo, e já pressiona a taxa de câmbio. Salvo uma mudança de posição das autoridades econômicas, o Brasil vai atravessar mais momentos turbulentos de inflação e câmbio se desvalorizando, com reduzida propensão a poupar ou a investir.

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Alta de preços reduz poder de compra dos consumidores

Até o momento, somente os dados da primeira quadrissemana do IPC-FIPE estão disponíveis. Este indicador demonstra uma queda no índice geral, tendo em vista a alta de 0,17% na primeira prévia de maio frente os 0,22% assinalados no encerramento de março. O comportamento é atribuído, principalmente, à desaceleração do grupo Alimentação, que encerrou a primeira parcial do mês com 0,15% de alta ante o aumento de 0,77% descrito no fechamento do mês passado e é o segmento de maior peso dentre todos os avaliados.

Avaliando o IPC, as proteínas animais integram o subgrupo de Semielaborados, que é composto por cerca de 74 itens, dentre eles carnes suínas, bovinas, aves, pescados e leites. Desses, somente 10 encerraram a primeira quadrissemana do mês com preços médios mais elevados, sendo três desses derivados do leite. Ou seja, as pressões alimentícias que ainda existem estão bem localizadas nos in natura (frutas, verduras, legumes e tubérculos) e provocadas, em grande parte, por questões ligadas ao clima adverso. Enquanto, por outro lado, os preços pecuários favorecem a contenção dos indicadores.

Pecuária e carnes
As carnes bovinas ainda seguem com preços baixos no varejo e, segundo empresários do setor, a demanda enfraquecida que segue é que tem ditado os preços no mercado. O IPC revela um declínio de 4,75% nos preços médios da Alcatra, variação negativa de 4,55% no Contra Filé e recuo de 3,69% no Coxão Mole na parcial de maio.

Os preços do frango vivo, segundo dados do setor, estão acumulando quedas persistentes e consecutivas, bastante semelhante aos recuos verificados no ano passado, quando o segmento precisou passar por um forte ajuste de oferta. Esse comportamento leva a crer que os preços do produto ao consumidor devem seguir em patamares comedidos e baixos no médio prazo, visto que a oferta tem suprido a demanda e os custos produtivos se mantém baixos. O dado quadrissemanal do IPC – FIPE para o início de maio aponta para um declínio de 7,66% no preço do Frango e de -4,75% no Peru.

Com o recuo no volume exportado em abril, por conta de restrições sanitárias, os preços das carnes suínas também seguem em queda. A Costela Suína registrou variação negativa de 3,46% e o Lombo com Osso recuou 2,71%, segundo o IPC da primeira prévia do mês. Contudo, no atacado, percebe-se um aumento nos preços suínos vivos, provocados por uma oferta mais escassa de animais prontos para o abate. Isso ainda não deve ser avaliado como uma tendência de alta, visto que, assim como no caso das aves, os custos da alimentação animais se mantêm comportados favorecendo a contenção dos custos produtivos.

Por outro lado, os leites e seus derivados se mantêm com cotações elevadas em virtude da baixa taxa de captação. Segundo a primeira quadrissemana de maio do IPC, o Leite Longa Vida registra alta de 4,05%, enquanto o Leite Tipo B descreve variação positiva de 4,16%.

Enfim, fica bastante claro que a alta de preços têm reduzido o poder de compra dos consumidores e isso por ser facilmente inferido por conta das quedas mais expressivas verificadas nas carnes “de primeira”, que costumam ter preços ligeiramente mais elevados que as demais. Segundo estimativas de diversas consultorias especializadas, o declínio da demanda é também perceptível para todas as demais variedades de carnes. De qualquer forma, enquanto os custos de logísticos continuam inflando o preço do produto final e reduzindo margens para os empresários, a queda nos custos produtivos com a alimentação animal amortecem estes efeitos. Porém, é importante ponderar que a situação inflacionária ainda não é das mais confortáveis e isso tende a acarretar em mais alterações na taxa básica de juros da economia. Ou ao menos, expectativas do setor produtivo neste sentido.

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Veja como ficaram os preços dos alimentos na primeira quinzena de maio

Os primeiros dados referentes ao comportamento da inflação em maio, segundo o IPC-FIPE, indicam uma tímida aceleração visto que passaram de uma queda de 0,17% em março para os 0,22% percebidos na primeira quadrissemana no mês corrente.

Avaliando esse indicador, contudo, os Alimentos que seguiam como a principal contribuição positiva nos meses anteriores, sinalizam uma queda de 0,15% detectados na primeira prévia de maio, frente o aumento de 0,77% assinalado em março. Os principais declínios que favoreceram este comportamento foram percebidos em: Vagem (-14,44%), Mandioca (-7,90%), Pepino (-7,31%), Tomate (-7,24%) e Abobrinha (-6,66%). Todos esses realinhando preços após um período de oferta mais restrita em virtude do clima adverso.

Safras e mercados
Embora no varejo os preços do arroz sigam com variações negativas – na primeira prévia de maio verificou-se um decréscimo de 1,88% – as condições climáticas de algumas regiões produtoras apontam para uma quebra na produção, o que tende a reverter a tendência que vem sendo observada até então. Caso as condições climáticas persistam e os estoques sigam em níveis baixos, é provável que o arroz siga pressionando a cesta básica dos brasileiros como aconteceu no final do ano passado.

Os preços do trigo mantêm-se elevados, impactando nos preços dos panificados e demais produtos derivados há meses. Com a entressafra e início dos leilões realizados pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), os estoques internos devem ser reduzidos e os preços poderão elevar-se ainda mais. O clima seco, porém, tem afetado o desempenho da produtividade das lavouras americanas e australianas deste cereal, o que aumenta ainda mais a expectativa de maiores preços no médio prazo.

A oferta de feijão prevalece mais escassa nos portos e os preços dos produtos importados seguem pressionados. Como a leguminosa perdeu em área plantada nos últimos anos, a produção interna não dá conta de atender toda a demanda e a importação tem sido a melhor solução. Somente na primeira quadrissemana de maio o feijão elevou-se 8,09%.

Embora no atacado os preços da soja sigam comportados por conta da safra recorde e de alguns gargalos infraestruturais que dificultam o escoamento, as estimativas de produção – segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) – da safra foram revistas para baixo tanto na produção brasileira quanto na argentina. De qualquer forma, isso não deve causar reflexos de altas nos preços visto que os estoques ainda seguem em níveis adequados.

Com a entrada da 2ª safra de milho e o desempenho farto da 1ª safra, os preços continuam em patamares moderados no mercado interno, favorecendo, inclusive, a cadeia produtiva de outros produtos alimentícios que utilizam o grão como matéria-prima. No mercado externo, contudo, os preços mantêm-se elevados tendo em vista o clima pouco favorável nos Estados Unidos.

Como já era esperado por este boletim, os preços dos alimentos, com o fim do primeiro trimestre do ano, ingressam, paulatinamente, em uma trajetória menos pressionada. Avaliando os produtos que integram o IPC da primeira prévia semanal de maio, dentre as 20 maiores quedas, somente um produto não integra o grupo de Alimentos, ou seja, há indícios de que o realinhamento de preço, ao menos neste segmento, começa a se dar de forma disseminada.

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Troca de mercadorias pós Dia das Mães: situações que merecem cuidados

Passando o Dia das Mães muitos consumidores voltam às lojas para trocar os presentes recebidos, muitas vezes, sem conhecer quais são os seus direitos.

Nos últimos anos, o respeito ao consumidor tem sido defendido com forte atuação dos Procons e por meio de políticas que asseguram os direitos dos clintes. Nesse sentido, algumas situações referentes à troca de presentes ainda geram dúvidas, tanto para os consumidores quanto para os comerciantes.

Embora nem todos saibam, trocar presentes não é uma obrigação dos estabelecimentos comerciais, conforme define o Código de Defesa dos Consumidores (CDC). Segundo o código, a loja será obrigado a trocar o produto apenas se ele apresentar algum defeito.

Diversas lojas permitem a troca do produto sem que haja defeito, pois acreditam que assim garantirão um bom relacionamento com o seu cliente e conquistarão sua fidelidade em compras futuras. Mas essa prática é uma deliberação de tais estabelecimentos.

Várias lojas fazem a troca, desde que o produto esteja com etiqueta ou apresente o comprovante de compra. O comerciante que adotar essa prática deve estabelecer regras claras para troca, como prazo e condições e sempre informá-las no ato da compra.

Outro ponto importante é que quando os produtos estiverem em promoção no ato da compra, a troca se dará de acordo com o valor efetivamente pago pelo consumidor.

No caso de compras realizadas à distância, internet e telefone, o consumidor poderá devolver o produto comprado em até sete dias, seja por qual for o motivo.

Para os casos em que o produto apresenta algum defeito técnico o fabricante terá prazo de 30 dias para resolver o problema. Ao final do período, se o defeito não for resolvido o consumidor poderá exigir a devolução do dinheiro ou o abatimento no preço na compra de outro produto. A troca imediata deverá ser realizada nos casos em que o defeito afetar um parte essencial do produto.

Quanto for possível a venda de produtos com pequenos defeitos (mostruário), o lojista deverá informar por escrito sobre o estado dessa mercadoria, fazendo constar na nota fiscal os motivos do abatimento do preço e o defeito citado não poderá ser motivo de troca futura.

Conhecer essas normas e práticas poderá evitar situações embaraçosas entre o consumidor e o lojista. Assim, é interessante que essas informações sejam disseminadas a fim de evitar problemas futuros.

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Preços médios dos alimentos desaceleram, mas ainda influenciam na alta da inflação

Como adiantado no último boletim agrícola de safras e mercados, o IPCA mostrava tendência de alta e encerrou abril com elevação de 0,55%, acima dos 0,47% percebidos em março. Com este resultado, o indicador acumula incremento de 6,49% nos últimos 12 meses e, mais uma vez, situa-se bastante próximo do teto máximo da meta inflacionária estabelecida pelo governo.

A principal contribuição no resultado de abril foi a alta de 0,96% do grupo Alimentos e Bebidas, representando cerca de 44% do resultado notado no quarto mês do ano. Embora tenha desacelerado (em março o grupo havia se elevado 1,14%), no acumulado em 12 meses a atividade atinge variação positiva de 14% – a maior dentre todos os grupos avaliados pelo medidor oficial da inflação brasileira. Contudo, o subgrupo Carnes (que contempla carnes bovinas, suínas, aves e pescados) acumula três quedas consecutivas, atingindo no quadrimestre -2,39% de variação, contribuindo para derrubada das cotações.

Pecuária e carnes
Com um declínio na quantidade exportada, conforme informado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços das carnes suínas seguem em queda e de acordo com o IPCA encerraram abril com recuo de 1,41%, ante os -1,01% percebidos em março. Os principais países que reduziram a demanda pelos suínos nacionais foram Rússia e Ucrânia. A queda nos preços dos insumos usados como ração animal – tal como soja e milho – também corroboram com este cenário.

Seguindo comportamento similar, as carnes de frango também acabam sendo menos impactadas pelos custos produtivos e, com isso, os preços seguem comportados no varejo e com discreta tendência de queda no atacado, o que sinaliza que eles devam se manter sem pressões significativas no curto prazo. O IPCA releva que, em abril, o frango inteiro obteve queda de 1,92%, enquanto o frango em pedaços decresceu 1,58%.

Enquanto no varejo o preço dos bovinos mantém-se com variações negativas, no atacado percebe-se uma tendência de estabilidade, o que pode indicar a proximidade do término da queda nos preços, principalmente por conta da entressafra. De qualquer forma, o IPCA ainda descreve variação negativa em praticamente todas as variedades de carnes pesquisadas, com destaque para: Alcatra (-3,55%), Contra Filé e Filé Mignon (ambos com queda de 2,80%) e Lagarto Redondo (-2,53%).

Já os leites e seus derivados seguem com preços mais pressionados desde o início do ano, apesar das altas mais intensas terem sido constatadas em março (1,34%) e abril (2,33%). Este comportamento pode ser atribuído ao menor volume captado no mercado interno e a tendência é que os preços sigam elevados tendo em vista a entressafra que se aproxima.

Enfim, mesmo com a desaceleração nos preços médios dos alimentos, estes ainda têm exercido uma importante influência nos principais indicadores de inflação. Como há uma dispersão de alta nos demais grupos, surge uma preocupação com a perda do poder de compra dos consumidores.

Além disso, no caso das carnes e dos produtos pecuários, é provável que haja um realinhamento de preços para cima nos próximos meses, tendo em vista o período típico de oferta mais restrita por conta do clima frio e da escassez de pastagens.

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FecomercioSP denota risco de o Brasil colher inflação maior do que o razoável

Enquanto o Ibovespa caiu 0,7% na semana passada, o dólar valorizou 0,7% em relação ao Real. São sinais continuados de uma perda de confiança interna e externa no Brasil e na sua capacidade de gerar taxas de crescimento robustas. E, de fato, a economia brasileira não atravessa uma de suas melhores fases. Pior, não há perspectiva de mudanças no curto ou médio prazo. Os mais céticos não acreditam em mudanças significativas em prazo algum, pois essas dependem de reformas como a da Previdência, a Trabalhista (que são muito impopulares) e também de uma racionalização do Estado com cortes profundos de gastos, que dificilmente encontrarão abrigo político em qualquer nível de governo ou partido para que sejam implementados.

Internamente, os problemas são mais do que conhecidos. O que há realmente de diferente, e poucas pessoas estão se dando conta da importância, é o ambiente externo que, de extremamente receptivo está rapidamente tornando-se hostil ao Brasil. Esse problema não está só representado pela perda de confiança de investidores no País e pelo desalento de muitos daqueles que apostaram no crescimento ininterrupto do Brasil e de seu mercado consumidor de 200 milhões de pessoas. Esses aspectos são mais evidentes, porém, há parte da hostilidade que o próprio Brasil está inflando: as Contas Correntes.

A FecomercioSP, em estudo de 2009/2010 alertava para a tendência crescente de déficits em Contas Correntes do País. Na visão da entidade, o crescimento da demanda interna não seria acompanhado pelo crescimento da oferta, o que, indiscutivelmente traria um desequilíbrio que somente seria ajustado por recessão ou por importações crescentes.

No longo prazo, a maneira correta e mais inteligente de fazer o ajuste é elevar a produtividade nacional, mas, novamente, isso passa por reformas profundas com as quais o País não conta. No curto prazo, o déficit estava sendo financiado em grande medida por investimentos diretos (na base da extrema e errônea confiança que existia na capacidade de resposta do País) e por um saldo comercial exuberante, principalmente em commodities. Esse quadro mudou radicalmente, com investidores mais céticos, e com a surpresa negativa dos últimos meses: o saldo comercial está no pior patamar histórico neste início de ano. É exatamente por isso que há uma mudança de equilíbrio no câmbio, com tendência evidente de desvalorização da moeda brasileira.

Conclusão: o ajuste se dará, com ou sem planejamento. De forma organizada, o País passaria por um momento de transição, penoso, porém sairia melhor do outro lado. Da forma que vem sendo feito, o País está, por medo ou preconceito, relegando o combate à inflação, buscando soluções pontuais e de curto prazo para a produtividade e postergando ao máximo o ajuste de demanda interna, talvez até dentro de uma lógica política, mas que é inimiga da lógica econômica. Neste cenário o que a FecomercioSP denota é o enorme risco de o País colher uma inflação maior do que o razoável, com uma perda de demanda e de produção que, apesar de postergada, será maior e por mais tempo do que poderia ser. O “timing” político está impondo-se à necessidade econômica.

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Lei do comércio eletrônico entra em vigor e pode reduzir problemas com compras virtuais

Um conjunto de regras mais rígidas no varejo online, o Decreto Federal nº 7962/13, entrará em vigor a partir da próxima terça (14). Agora, a regulamentação para o crescente comércio eletrônico passa a ser mais rígida.

Entre as mudanças da nova lei está a obrigação da empresa divulgar nome, CNPJ e endereço físico em local de destaque e de fácil visualização. Além disso, a loja virtual deve fornecer contrato de compra e informar detalhes sobre o produto, incluindo riscos à saúde e à segurança, e oferecer um canal de atendimento.

>>> Dicas para não cair em ciladas nas compras virtuais

As regras também valem para os sites de compras coletivas, que ainda terão que mostrar a quantidade mínima de vendas necessária para a efetivação do contrato, assim como o prazo para a utilização da oferta. Outra mudança diz respeito ao consumidor, que poderá desistir da compra no prazo de sete dias úteis, sem precisar apresentar qualquer justificativa, sendo que a empresa terá a obrigação de retirar o produto na casa do comprador e estornar o valor pago, depositando-o na conta.

Fonte: IG

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