Hoje, o PIB global ronda a casa dos US$ 60 trilhões, dos quais US$ 15 trilhões são produzidos nos Estados Unidos (a maior economia do mundo) e US$ 6,5 trilhões na China (a segunda maior economia do mundo). Além de Estados Unidos e China, antes do Brasil em termos de PIB, temos o Japão, a Alemanha, a França, a Inglaterra e a Itália. Provavelmente, em uma década a ordem será: Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e Brasil, e depois França, Inglaterra e Itália. De qualquer forma, o quadro mundial não vai mudar tanto assim. Vamos tomar as três maiores economias globais hoje (que serão ainda as três maiores economias em 2020) e o Brasil. A tabela abaixo é bastante ilustrativa.
No caso chinês, o aumento da participação no PIB global se deve a uma estratégia de desenvolvimento voltado para fora, com aumento brutal da entrada de reservas, utilização maciça de mão de obra barata e baseado na produção de bens de consumo em escala colossal para abastecer quase que todos os mercados consumidores relevantes. No caso do Brasil, para nossa sorte, o modelo de nosso crescimento está hoje um passo à frente, baseado em um mercado interno muito poderoso. A classe média forte e ascendente pode garantir ao Brasil mais de uma ou duas décadas de crescimento sustentado, superior à média global e dos países desenvolvidos. A China será a segunda economia do mundo, com sua participação no PIB global saltando de 11% para 15%.
O Brasil vai passar de 3,7% para 4,1%. Aparentemente o sucesso chinês é maior, mas o quadro muda muito quando comparamos as rendas per capitas em questão. Ao final de mais 10 anos a China terá atingido uma renda per capita de US$ 5 mil e o Brasil estará atingindo US$ 16,5 mil, mais de três vezes maior do que nosso principal concorrente pelo espaço global hoje. Nosso modelo só é mais lento porque partimos de uma base econômica e social mais desenvolvida.
