Desonerações devem ser de longo prazo para que se revertam em investimentos

O conjunto de medidas que o governo vem promovendo para estimular a atividade econômica é positivo e mostra que a autoridade está atenta à trajetória da economia. Entretanto, para surtir os efeitos desejados, deveriam ser estendidas a todos os setores econômicos, serem permanentes, ou ao menos de longo prazo, para que se revertam em investimentos.

As desonerações sempre criam a expectativa de um eficaz estímulo à ação empresarial, podendo levar à redução de custos, ao aumento da produtividade e, por consequência, à maior competitividade das empresas, ao passo que desonerar a folha de salários ou reduzir o nível dos encargos sociais, além de representar um dos pontos de sustentação na absorção de mão de obra, sobretudo a qualificada, pode contribuir para a queda da informalidade no emprego – talvez o mais perverso dos problemas sociais no país.

No entanto, ainda é dúvida que as desonerações, da forma como vêm sendo adotadas, a conta-gotas, sejam capazes de fomentar o aumento da atividade. É preciso ter em mente que a burocracia e a voracidade fiscal impostas pelo governo, que não investe e prioriza a busca de recursos para suprir a má gestão e as irregularidades na máquina, são um dos principais entraves aos negócios e ao crescimento do Brasil. Além da elevada carga tributária e o custo do trabalho, que tem crescido muito acima da produtividade nos últimos anos.

O governo estendeu os benefícios a mais 25 setores, sendo 20 da indústria com alíquota fixa em 1%, dois de serviços e três de transportes. Estima-se que a ampliação da lista implicará em uma renúncia de R$ 12,8 bilhões em 2013, alcançando a cifra de R$ 60 bilhões em quatro anos (2013 – 2016).

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FecomercioSP coloca em debate a formação do capital humano

Novas tecnologias surgiram para facilitar a relação entre empresas e consumidor, mas para que a adaptação seja bem sucedida, há a necessidade de mão-de-obra qualificada. A falta de profissionais aptos a lidar com ferramentas cada vez mais rápidas impede o desenvolvimento do potencial de alguns setores. Estes e outros aspectos da capacitação profissional serão discutidos no evento “Inovação profissional pela competitividade”, que o Conselho de Criatividade e Inovação da FecomercioSP realiza no dia 4 de setembro.

Em debate estarão a defasagem das instituições de ensino, o papel dos governos e da iniciativa privada, os obstáculos existentes entre o crescente avanço tecnológico, a falta de profissionais qualificados para lidar com esse novo perfil e quais as medidas necessárias para solucionar este impasse.

Para participar do debate, já confirmaram presença Adolfo Melito, presidente do Conselho de Criatividade e Inovação da FecomercioSP, Luiz Edmundo Rosas, diretor de Educação da ABRH, e Thiago Ribeiro Claro, coordenador técnico do Centro InovaCidades.

As inscrições para o evento são gratuitas e limitadas. Participe!

Mais informações pelo site.

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Senac lança nova marca em todo o país

O Senac, referência em educação profissional, renova sua identidade visual e adota nova logomarca. A mudança reforça o compromisso da instituição com a qualidade. Mesmo buscando atender às diferentes demandas do mercado de trabalho de acordo com a realidade das regiões onde atua, o Senac assegura a excelência de seus serviços e produtos em todo o território nacional.

Durante o processo de criação da nova logomarca, pesquisas realizadas com alunos e empregados da instituição em diferentes estados revelaram que o Senac é reconhecido como uma instituição que pensa no ensino do futuro e inova pela transformação do Brasil.

A partir daí, o conceito de inovação permeou todo o desenvolvimento da nova identidade visual. “A logomarca traz um avião de papel estilizado formado pela junção de triângulos que, como uma seta, aponta em direção ao novo, ao futuro. A educação profissional é o veículo dessa transformação de vidas, possibilitando a ascensão pessoal e profissional dos brasileiros, que acompanham a trajetória de sucesso econômico e social do país”, afirma Sidney Cunha, diretor-geral do Senac Nacional.

O desenho segue tendência mundial, no mercado publicitário, de evitar o formato quadrado em logomarcas por sugerir rigidez e baixa mobilidade. A representação da marca Senac seguia esse modelo, o que não traduzia o posicionamento da instituição. Por isso, a opção por um desenho atual, moderno, que representa inovação e tem, também, flexibilidade quando associado a outras marcas.

Desde que a antiga logomarca foi criada, em 1969, somente quatro estados – Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo – realizaram alterações e passaram a utilizar identidade visual diferente dos demais departamentos regionais. A partir de agosto, todos voltarão a ser representados pela mesma logomarca.

As mudanças serão gradativas e os 27 regionais (um em cada estado brasileiro e no Distrito Federal) terão até março de 2013 para atualizar seus materiais e suas sinalizações com o novo símbolo. Cada unidade receberá uma cartilha para descarte consciente e reciclagem dos materiais, que segue os preceitos do programa de sustentabilidade Ecos, desenvolvido em parceria pelo Sistema Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)-Sesc-Senac.

Desenvolvida pelo escritório de design Packaging Brands, a nova identidade visual fortalecerá nacionalmente o compromisso do Senac em promover a inclusão social por meio da educação profissional, alavancando o desenvolvimento social e econômico das regiões em que atua.

Senac São Paulo

Há 10 anos, o Senac São Paulo fez a primeira modificação em sua logomarca. Na época, a instituição mudou sua identidade visual em todo o Estado com o objetivo de reposicionar a imagem local da instituição – ícone em educação profissional.

“A mudança marcou uma nova fase do Senac no Estado de São Paulo, fortalecendo e ampliando nossa atuação. A nova identidade, que adotaremos no segundo semestre, vem para consolidar a instituição como referência nacional em educação profissional”, diz Luiz Francisco de A. Salgado, Diretor Regional do Senac São Paulo.

Instituição educacional comprometida com a inclusão social, o Senac São Paulo organiza programação de cursos livres, técnicos, graduação, pós-graduação e extensão universitária em diversas áreas do conhecimento. São 55 unidades educacionais em todo o Estado de São Paulo, além de três campi do Centro Universitário Senac, dois hotéis-escola Grande Hotel São Pedro e Grande Hotel Campos do Jordão e mais a editora. A diversidade dessa atuação possibilita a oferta de atendimento corporativo e de cursos a distância.

Sob a gestão da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o Senac São Paulo reúne a força de 1,8 milhão de empresas e promove a difusão de conhecimento e empreendedorismo há mais de 66 anos.

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FecomercioSP reúne especialistas de segurança da informação para debater os crimes eletrônicos

Os perigos existentes nos ambientes virtuais geram enormes prejuízos. Para tratar desse assunto, a FecomercioSP reúne, nos dias 23 e 24 de agosto, especialistas das mais variadas áreas relacionadas à segurança nos ambientes virtuais para discutir as melhores saídas e as novidades existentes no mercado durante o 4º Congresso de Crimes Eletrônicos.

Os investimentos na área de segurança da informação cresceram 13% no Brasil, segundo estudo realizado pelo International Data Corporation (IDC). Esse número ainda é baixo, se comparado à média mundial, mas a tendência é a de que esses investimentos aumentem, principalmente devido à crescente conscientização por parte das pequenas e médias empresas que, em muitos casos, se sentem imunes ou desconhecem a dimensão dos riscos.

Durante o evento também será apresentada a pesquisa “Comportamento dos usuários na internet” desenvolvida pela FecomercioSP. O encontro, realizado pelo Conselho de Tecnologia da Informação, deve reunir representantes de empresas de softwares, advogados e professores da área e público estimado em 800 pessoas.

Entre os palestrantes estão confirmados o advogado Renato Opice Blum, presidente do Conselho de Segurança da Informação da FecomercioSP, Armando Luiz Rovai, presidente da Comissão de Direito Empresarial da OAB/SP e ex-presidente da JUCESP, Fernando Mercês membro da Hacker Team, Carlos Eduardo Miguel Sobral, chefe da Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, Admilson Alves, coordenador de serviços de risco da Cielo, Rodrigo Antão, diretor da APura Cibersecurity Intelligence, Raffael Gomes Vargas, consultor de Computação forense da Redecard, Miriam von Zuben, analista de segurança da CERT.br, Martha Gabriel, consultora em marketing digital e mídias sociais e muitos outros especialistas. Confira mais no site http://ads.tt/glvhEg

Participe! Faça sua inscrição pelo site: www.fecomercio.com.br/crimeseletronicos

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Novas regras sobre ponto eletrônico não agradam

Após anos de adiamentos, a nova regulamentação sobre pontos eletrônicos entrou em vigor em abril de 2012. Desde o dia 2 do mês passado, empresas dos setores de serviços, varejo e indústria passaram a adotar o novo sistema. Para micro e pequenas empresas, a nova legislação será aplicada a partir de 3 de setembro.

A nova regulamentação, instituída com a portaria 1.510/09 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), determina que as empresas que já utilizam o ponto eletrônico troquem os equipamentos atuais por outros, homologados pelo ministério. Equipados com entrada USB, os novos equipamentos permitirão que fiscais do MTE baixem os dados diretamente das máquinas.

O objetivo, segundo o governo, é dificultar fraudes nos pontos eletrônicos – que permitem que funcionários trabalhem horas extras sem receber por elas. Segundo dados do Ministério do Trabalho, as empresas que fraudam o controle deixam de pagar R$ 20,3 bilhões em horas extras anualmente, sonegando R$ 4,1 bilhões da Previdência Social e mais de R$ 1,6 bilhão do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Além da entrada USB, o equipamento deve possuir um software específico e permitir a impressão de quatro comprovantes diários -relativos à entrada e saída dos funcionários no começo e no fim da jornada de trabalhos e na saída e volta do horário de almoço.

Empresas com mais de dez funcionários são legalmente obrigadas a adotar controles de ponto, que podem ser – além do eletrônico – manuais, nos quais os funcionários assinam o horário de entrada e saída, ou mecânicos – o antigo cartão de ponto.

Crítica

Representantes das empresas têm criticado o sistema, argumentando que é caro e inócuo. Para a FecomercioSP, com a portaria o MTE estaria, na prática, legislando – e excedendo de suas atribuições. Além disso, obrigando as empresas a trocar os equipamentos e a gastar com sua manutenção. “Entendemos que pequenas e micro empresas terão mais dificuldades, por disporem de menos capital para investir em equipamentos tão onerosos”, afirma Leandro Almeida, advogado da Federação.

A FecomercioSP julga ainda que, por causa dos custos maiores, muitas empresas que já utilizam o ponto eletrônico poderão adotar formas menos eficientes de ponto, como o ponto manual e o mecânico, para evitar gastos. A entidade também alega que o volume de fraudes na jornada de trabalho seria “baixo, ou inexistente”, e que os casos eventuais devem ser tratados na Justiça do Trabalho. “O mau empregador ou o mau funcionário vão fraudar o controle com ou sem o ponto eletrônico. O importante é disponibilizar fiscais para impedir que isso aconteça e, quando acontecer, tratar o caso legalmente”, diz Leandro.

Sobre essa polêmica, representantes do Instituto Brasileiro de Relações de Emprego e Trabalho (Ibret) declararam que menos de 1% dos processos judiciais que reclamam horas extras envolveriam o registro de ponto eletrônico. Mas a afirmação foi rebatida pela Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), que declarou que os juízes “diariamente constatam controvérsias envolvendo o pagamento ou não de horas extras por parte de empresas que utilizam o ponto eletrônico”.

Fonte: Terra

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Arbitragem para micro e pequenas empresas

Desde a edição da Lei 9.307, em 1996, a arbitragem vem ganhando contornos cada vez mais expressivos no Brasil. Por meio deste mecanismo de pacificação de conflitos podem ser resolvidas questões que tratem de direitos patrimoniais, como, por exemplo, um contrato de fornecimento de matéria-prima entre duas empresas ou, a venda e compra de um bem entre duas pessoas físicas ou jurídicas.

A FecomercioSP, em parceria com a seccional São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas nos Estado de São Paulo (Sescon-SP), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Sebrae-SP) e Câmara Internacional de Arbitragem de Paris, lançou a câmara empresarial de arbitragem “Fecomercio Arbitral” com o propósito de oferecer às empresas e à sociedade alternativas para a solução de conflitos de forma célere, eficaz e com o menor custo possível.

Há diversas vantagens para as partes que, espontaneamente, optam por levarem seus desentendimentos a uma câmara de arbitragem ao invés de ao Poder Judiciário. O conflito é resolvido mais rapidamente, o processo é sigiloso e a decisão do árbitro, além de ter força de título executivo, é irrecorrível, além de outros benefícios.

Atenta à crescente busca por meios extrajudiciais de solução de conflitos e aos altos custos que estes meios costumam demandar, a Fecomercio Arbitral tem como principal ponto positivo sua capacidade de viabilizar o acesso à arbitragem para as micro e pequenas empresas de forma simples e menos onerosa do que as demais opções de mercado.

Para outras informações, acesse o portal www.fecomercio.com.br/arbitral/. Você também pode ter contato direto com a Fecomercio Arbitral pelo e-mail arbitral@fecomercio.com.br ou pelos telefones: (11) 3254-1756 e (11) 3254-1759.

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Os prós e contras do “dinheiro de plástico”

O uso do cartão como “dinheiro de plástico” no dia a dia dos brasileiros é uma tendência crescente e irreversível, que trouxe consigo o poder de mudar o perfil do varejo nacional ao inserir na vida dos consumidores e empresários um meio de pagamento mais prático e seguro.

O uso massivo dos meios eletrônicos de pagamento (crédito ou débito) implicou no desenvolvimento de uma infraestrutura tecnológica de informática e de telecomunicações altamente sofisticada, que, juntamente com a obrigatoriedade de emissão de documento fiscal eletrônico, tornou possível garantir maior segurança nas transações financeiras, e maior fiscalização por parte do governo.

Diante disso, podemos dizer que o estabelecimento comercial é a ponta de uma cadeia tecnológica de serviços que interliga as administradoras de cartões, os bancos, os consumidores e, até mesmo o governo. Entretanto, é certo que toda essa sofisticação encareceu as operações no varejo e, caso a produtividade no comércio de bens e serviços não tivesse crescido, possivelmente as margens teriam que aumentar para cobrir os custos adicionais.

Dados do Banco Central mostram que as duas pontas da cadeia, consumidor e lojistas, têm transferido gigantescas soma de recursos para as administradoras de cartões de crédito. No fim de 2011, o número de cartões de crédito em circulação chegou a 687 milhões. Se considerarmos que a população brasileira tem 192 milhões de habitantes, em média, há pouco mais de 3,5 cartões por habitante. No mesmo ano, foram feitas 900 milhões de transações com cartões, movimentando R$ 77,76 bilhões. Para efeito de comparação, em 2011, foram movimentados somente R$ 83,7 milhões por meio dos cheques. Forma de pagamento que, aliás, tem perdido espaço por conta da burocracia, pelos altos custos operacionais e pela baixa segurança que oferece.

Números da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito (ABECS) mostram que, nos últimos três anos, mais da metade do faturamento dos estabelecimentos comerciais (54%) advém dos meios eletrônicos. O destaque são os cartões de crédito, responsáveis por 36% do faturamento, enquanto os cartões de débito têm uma participação menor, porém significativa, de 18%. Contudo, nos estabelecimentos de grande porte a participação dos meios eletrônicos no faturamento é ainda mais expressiva, atingindo até 60%, em alguns casos.

O fato é que as despesas da infraestrutura para o uso dos cartões nos pontos de vendas (tarifas bancárias e dificuldade de relacionamento com as administradoras, por exemplo), que deveria ser um custo das administradoras, foram repassadas para os varejistas que, motivados pelas exigências de consumidores, pela presença do concorrente e pela disposição de ampliar suas vendas, aderem cada vez mais aos meios eletrônicos de pagamento. Além do mais, as altas taxas de deságios para o pequeno varejista estão bem além do nível razoável e em alguns casos, inviabilizam os negócios. Ou seja, as administradoras viraram um grande sócio de qualquer empresa sem precisar investir nada no negócio, nem mesmo na infraestrutura que utilizam.

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Estação Resgate amplia negócios após 2º Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade

Após a conquista do 2º Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade, na categoria Pequena e Média Empresa, com o programa de reciclagem e venda dos resíduos sólidos gerados pela construção civil, a empresa paulista Estação Resgate Reciclagem e Engenharia, ampliou seus negócios em mais de 30% e finalizou em dezembro do ano passado uma importante fusão com a empresa Otimize, do engenheiro civil paulista João Batista Rizek, 47 anos, alcançando ainda mais força no mercado.

A indústria de reciclagem, fundada em 2009 pelo empresário Gilberto Meirelles, 45, enxergou uma maneira de ganhar dinheiro e preservar o planeta, transformando entulho em matéria-prima para novas obras – prática louvável numa cidade que gera diariamente 17 mil toneladas de resíduos de construção. No Brasil, segundo dados divulgados do ano passado pela Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), são quase 31 milhões de toneladas anuais provenientes de novas construções ou demolições.

Após a união, ocorrida depois de faturar o 2º Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade, a empresa passou a se chamar Programa Estação Resgate Otimize, ampliando ainda mais o atendimento a diversos clientes em todo o Estado de São Paulo, além de Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Pernambuco e Goiás e com a intenção de expansão de negócios para todo o País.

“Receber o prêmio de sustentabilidade da FecomercioSP nos garantiu maior visibilidade em outros veículos de comunicação e, coincidentemente, foi nesse período que estávamos estudando nossa fusão com a Otimize, que depois de concluída nos permitiu aumentar nosso faturamento em mais de 30%”, conta a gestora ambiental da Estação Resgate, Paula Carolina Favareto Santos.

No ano passado, a indústria de reciclagem de materiais recebeu centenas de novos pedidos para abertura de novas unidades da Estação Resgate, que atualmente conta com seis estações localizadas em Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, além de duas em São Paulo e faturou cerca de R$ 10 milhões. Desde 2009, quando foi fundada, a Estação Resgate já reciclou mais de 200 mil toneladas de material.

A atividade principal, mesmo após a fusão, continua sendo o acondicionamento, segregação, reciclagem e beneficiamento de insumos como brita, areia, rachão e pedriscos para beneficiamento e reutilização desses materiais que são transformados e vendidos, retornando ao mercado, num processo totalmente sustentável e também chamado de logística reversa.

Segundo especialistas do setor, o material de construção reciclado é cerca de 30% mais barato, tem praticamente as mesmas propriedades do novo para determinadas aplicações e colabora na redução de emissão de gás carbônico, além de diminuir a ocupação dos aterros sanitários espalhados pelas cidades.

De acordo com a gestora ambiental da empresa, alguns dos projetos executados são adequados conforme as necessidades dos clientes, tanto para o recebimento dos entulhos provenientes de obras e demolições, quanto para a venda do material, o que contribui para um desenvolvimento mais sustentável do setor de construção civil e para toda a cadeia que envolva a indústria brasileira de demolição.

“Nossa atuação no mercado auxilia na redução dos impactos socioambientais causados pela geração de entulhos da construção civil, diminuindo o uso de matérias-primas e aumentando o tempo de vida útil dos aterros, gerando empregos e auxiliando na mudança de toda a cultura do setor”, explica Paula.

A primeira das unidades do Programa Estação Resgate Otimize é a de 7 Praias, que está situada na região da Cidade Ademar, Santo Amaro, zona sul de São Paulo numa área de 50 mil metros quadrados. A usina processa até 200 metros cúbicos de entulho por dia, o equivalente a 50 caçambas, que se transformam em 4 mil tijolos ou seis toneladas de areia ou brita, evitando que todo esse material seja despejado nos aterros.

O interesse de Meirelles (executivo fundador da empresa) pelo meio ambiente o acompanha desde a época da faculdade quando ele ganhava dinheiro trabalhando com algo que não tinha nada de sustentável: uma fábrica de explosivos para mineração. Para a criação da Estação Resgate, ele se inspirou principalmente no impacto causado da atividade de seus clientes ao meio ambiente, criando a primeira usina privada de reciclagem de entulho de São Paulo.

Um outro importante projeto relacionado à sustentabilidade desenvolvido pela Estação Resgate é o Projeto Enturmado, que oferece educação ambiental para crianças de escolas públicas próximas à localização de aterros sanitários onde grandes quantidades de entulhos são depositados.

As inscrições para a terceira edição do Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade já estão abertas. Tem um projeto sustentável bacana? Inscreva-se: http://www.fecomercio.com.br/sustentabilidade/

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Consumo de água nas atividades diárias

No início da década de 90 a ONU definiu o dia 22 de março como o Dia Mundial da Água no intuito de alertar a sociedade a respeito da importância deste valioso recurso natural.

Embora o uso intensivo de água nos estabelecimentos comerciais seja em segmentos específicos, é importante que se entenda que o consumo deste bem se deve ser analisado ao longo de todos os processos produtivos como, por exemplo, na agricultura (irrigação, lavagem, resfriamento, vapor etc.), na indústria alimentícia para a fabricação de alimentos e bebidas, além do uso para limpeza, higiene pessoal, dentre outras finalidades.

Há instituições que trabalham exclusivamente na mensuração do uso da água nas cadeias produtivas, como, por exemplo, a Water Footprint. Quanto maior o emprego da água, mais intensivo é seu uso. Seguem alguns exemplos:

Cana-de-açúcar: para obtenção de 1 kilo deste bem é preciso 1782 litros de água.
Etanol de Cana-de-açúcar: o combustível renovável é responsável por um consumo de aproximadamente 2107 litros de água para produzir 1 litro de etanol.
Cerveja: são necessários, em média, 296 litros de água para fazer 1 litro de cerveja.
Carne Bovina: requer, aproximadamente, 15415 litros de água para cada kilo de carne.
Carne Ovina: consome, em média, 10412 litros de água para cada 1 kilo de carne.
Carne Suína: para 1 kilo de carne suína é preciso cerca de 5988 litros de água.
Carne de frango: “omitem” um consumo de 4325 litros de água para cada 1 kilo de carne.
Ovo: necessitam de 196 litros de água para 1 ovo médio (até 60g).
Leite: em um litro de leite usa-se, em média, 1020 litros de água.
Arroz: são necessários, cerca de 2497 litros de água para cada kilo de arroz.
Batata: carece de 287 litros, mais ou menos, para se produzir 1 kilo deste tubérculo.
Banana: cada 1 kg de banana demanda cerca de 790 litros de água.
Maçã: 1 kg de maçã requer, mais ou menos, 822 litros de água.
Laranja: estima-se um consumo de 560 litros para cada 1 kilo da fruta.
Algodão: 1 camiseta de 250g requer 2495 litros de água.

O consumo médio de água em um dia:

Escovar os dentes com a torneira meio aberta: cerca de 12 litros.
10 minutos de banho: 160 litros
Consumo prévio – 172 litros.

No café da manhã:
1 fatia de pão de 30g = 49 litros
10g de manteiga = 55 litros
1 ovo = 196 litros
1 copo de leite = 255 litros
1 xícara de café = 132 litros
Consumo café da manhã: 687.
Consumo prévio: 172 + 687 = 859 litros.

No trajeto ao trabalho:
Um indivíduo que utiliza seu automóvel para ir e voltar ao trabalho, em um deslocamento estimado de 10km, despende cerca de 1 litro de etanol, ou 2.107 litros de água.
Consumo no deslocamento: 2.107.
Consumo prévio: 859 + 2107 = 2.966 litros.

No almoço, cada um destes itens requer, em média:
80 g de alface: 19 litros de água.
100 g de massa: 185 litros de água.
100 g de tomate para o molho: 21 litros.
100 g de carne bovina: 155 litros.
30 g de chocolate: 516 litros.
Consumo no almoço: 896
Consumo prévio: 896 + 2.966 = 3.862 litros.

No jantar:
¼ de pizza Marguerita: 314 litros.
1 taça de vinho de 125mL: 109 litro de água.
Consumo no jantar: 423
Consumo prévio: 423 + 3.862 = 4.285 litros.

Isso sem contar os 2 litros de água recomendados diariamente, tampouco o consumo de água necessário para produção das vestimentas ou os hábitos de higiene pessoal. Enfim, este recurso, por mais que não seja utilizado diretamente, está implícito na maior parte dos bens que consumimos de forma intensiva.

Apesar de ser um recurso abundante no Brasil, é imprescindível que haja racionalidade em seu uso e a Fecomercio sempre esteve atenta a esta questão, inclusive promovendo debates entre seus associados e empresas especializadas na promoção do uso eficiente deste recurso. Em 2009, por meio de seu Conselho de Desenvolvimento das Cidades, produziu a cartilha “O uso racional da água no comércio”, em parceria com a Sabesp, cuja versão eletrônica encontra-se disponível para download no portal da entidade:

http://www.fecomercio.com.br/arquivos/arquivo/Cartilha_Agua_n3mqcba0aa.pdf

Dados retirados do http://www.waterfootprint.org/?page=files/home

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Sindilav cresce depois de conquistar o Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade

O Sindicato de Lavanderias e Similares do Estado de São Paulo (Sindilav) teve um aumento de cerca de 6,5% no número de seu quadro geral de associados após a conquista do 2º Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade, na categoria entidade empresarial com o Projeto de Certificação para Lavanderias, o SQS – Selo de Qualidade e Sustentabilidade.

“Antes da premiação tínhamos uma base de cerca de 3 mil associados, agora esse número chega a 3,2 mil”, afirma o presidente do sindicato, José Carlos Larocca. A conquista, segundo o executivo, também deu mais notoriedade à entidade, permitindo ao Sindilav ficar ainda mais conhecido na imprensa especializada, por meio de matérias em diferentes veículos e publicações.

O projeto SQS, que foi lançado em dezembro de 2010, garantiu a premiação de R$ 15 mil em títulos de capitalização ao Sindilav. O selo foi criado em conjunto com a Associação Nacional das Lavanderias do Brasil (Anel), antecipando-se às tendências do mercado em busca da excelência e atento ao crescimento do setor.

O selo qualifica lavanderias em três níveis: ouro, prata e bronze – atestando a qualidade e a preocupação com o meio ambiente por meio de uma ferramenta de avaliação que foi desenvolvida exclusivamente para empresas que possuem requisitos das normas ISO 9001 (que trata da gestão da qualidade), ISO 14001 (gestão ambiental) e OHSAS 18001 (saúde e segurança ocupacional).

Segundo o sindicato, o selo foi criado para facilitar a participação das empresas em concorrências públicas ou privadas, além de permitir que os clientes dessas lavanderias atestem a qualidade dos serviços prestado por elas. “Nosso trabalho agora é muito mais o de conscientizar da necessidade de obtenção do selo, o que dá a empresa uma imagem muito positiva junto ao mercado”, explica Larocca.

“Possuir o SQS representa para as lavanderias ampliarem sua capacidade competitiva no setor ao mesmo tempo em que contribuem para que essas empresas se enquadrem nessa importante questão da sustentabilidade, pois quem possui essa certificação está apto a atuar no mercado sem que sua atividade prejudique o meio ambiente”, explica Larroca.

A entidade continua com o processo de certificação de 20 lavanderias em São Paulo, 10 em processo final de implementação do SQS e outras 10 ainda na fase preparatória para dar início ao processo. A meta do Sindilav e da Anel para o longo prazo é ambiciosa, e estima que até 2014, cerca de 300 lavanderias em todo o País já tenham recebido a certificação de qualidade.

Mercado

No Brasil, dados do Sindicato indicam que esse setor abrange aproximadamente oito mil lavanderias, das quais sete mil são as chamadas domésticas e o restante é do setor industrial. A maioria delas, o que representa 67,5% do mercado, ou seja, cinco mil, estão localizadas no Estado de São Paulo.

Mas, segundo especialistas da entidade estimular as pessoas a utilizar lavanderias não é fácil, em um país onde apenas 2,8% da população economicamente ativa (PEA) utiliza esse tipo de serviço. Segundo projeções do Sindilav, o mercado de lavanderias deverá crescer a médio prazo cerca de 5%.

 

Você tem um projeto legal focado em sustentabilidade. Inscreva-se no 3º Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade: http://www.fecomercio.com.br/sustentabilidade/

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