Gastos de turistas brasileiros no exterior registram novo recorde

Os gastos dos turistas brasileiros no exterior continuam a registrar recorde. Em março, segundo dados do Banco Central, os gastos dos brasileiros em viagens internacionais somaram US$ 1,870 bilhão. Quando analisa-se a série histórica, pode-se perceber que esse resultado é recorde registrado para os meses de março, desde 1969.

No acumulado no ano, os brasileiros deixaram no exterior a cifra de US$ 6,022 bilhões, também considerado recorde histórico. Destaca-se que, no mesmo período de 2012, os brasileiros gastaram U$S 5,380 bilhões em suas viagens internacionais.

Apesar da pressão inflacionária, o crescimento da massa real de salários e as melhores condições de crédito para a compra de pacotes turísticos são os fatores que continuam favorecendo o aumento dos gastos dos brasileiros no exterior. Além disso, como comentado em edições anteriores deste boletim, o custo para se viajar pelo Brasil continua elevado, estimulando, consequentemente, as viagens internacionais.

Os gastos dos estrangeiros no Brasil, por sua vez, registraram recuo tanto no comparativo ao mesmo mês do ano passado quanto no mês imediatamente anterior. Os estrangeiros deixaram no Brasil, no mês de março, algo em torno de US$ 599 milhões, menos do que os US$ 630 milhões apurados no mesmo período de 2012.

Com o resultado das despesas e receitas cambiais no mês de março, o saldo da conta de viagens internacionais fechou o mês com um déficit de US$ 1,271 bilhão, acima dos US$ 997 milhões do ano passado.

As expectativas daqui para frente são bastante positivas, ainda mais quando leva-se em conta os grandes eventos esportivos que serão realizados daqui em diante: em 2013, a Copa das Confederações de Futebol; em 2014, Copa do Mundo de Futebol; e em 2016, os Jogos Olímpicos.

A grande preocupação, no entanto, continua sendo a questão de como se pode melhorar a imagem do Brasil no exterior, investindo em ações que atraiam mais turistas estrangeiros no médio e longo prazo, tanto para lazer quanto para negócios.

O Banco Central espera para este ano saída de US$ 16,3 bilhões. Em 2012, o déficit foi de US$ 15,5 bilhões.

Aumento no número de turistas estrangeiros

Em 2012, segundo dados do Ministério do Turismo, o Brasil recebeu 5,6 milhões de turistas ao longo do ano, representando uma alta de 4,5% em relação ao ano anterior. São Paulo foi o principal destino dos turistas estrangeiros em 2012, registrando 2,1 milhões de chegadas.

Dentre os principais emissores de turistas para o Brasil estão: Argentina (1,7 milhão), Estados Unidos (586 mil) e Alemanha (242 mil). Os países localizados na América do Sul foram os que mais enviaram turistas para o Brasil, representando 49,7% do total (2,8 milhões).

É evidente que o Brasil vem avançando no seu turismo, mas muita coisa ainda precisa ser feita para que possa tornar-se potencial destino turístico para lazer e negócios. Questões relacionadas à infraestrutura, segurança e capacitação são alguns dos pontos que precisam ser levados em consideração pelo Governo na elaboração de políticas de incentivo ao turismo brasileiro. A mensagem de que uma cidade boa para se morar é uma cidade boa para se visitar deve ser levada em conta daqui para frente. Somente com qualidade de vida e segurança, é possível melhorar a imagem do País no exterior, atraindo mais turistas.

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Gastos de brasileiros no exterior registram recorde para o mês de fevereiro

Em fevereiro, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central, os brasileiros gastaram no exterior US$ 1,85 bilhão, o maior resultado registrado para o mês na série histórica. Com o resultado de fevereiro, os gastos dos brasileiros fora do País acumulam no ano US$ 4,15 bilhões, valor superior ao registrado no mesmo período do ano anterior (US$ 3,75 bilhões).

As receitas das viagens dos estrangeiros ao Brasil chegaram a US$ 622 milhões no mês, ante US$ 624 milhões apurados no mesmo mês do ano passado. No primeiro bimestre, as receitas acumulam US$ 1,31 bilhão, contra US$ 1,29 bilhão apurados em igual período do ano anterior.
Com o resultado do mês, o déficit na conta de viagens internacionais ficou em US$ 1,23 bilhão, contra US$ 1,13 bilhão registrado no mesmo período de 2012.

Como pode-se observar, mesmo com um ritmo menor de crescimento da economia, é evidente que o aumento dos gastos dos brasileiros no exterior continua relacionado com o crescimento da renda e do crédito. Além disso, apesar da alta do dólar e da crise financeira internacional, os preços dos serviços de turismo no exterior acabam sendo ligeiramente inferiores aos verificados por quem viaja internamente pelo País, incentivando as viagens internacionais.

Como já destacado em edições anteriores do blog, é preciso incentivar o turismo no Brasil, mas um longo trabalho precisa ser realizado pelas autoridades públicas, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento de políticas que visem a melhora da imagem do País no exterior.
Apesar dos grandes eventos esportivos que serão realizados daqui para frente no Brasil, pode-se notar que algumas políticas vêm tendo pouca efetividade na prática, como por exemplo, os cursos de qualificação para o turismo oferecidos pelo Pronatec Copa (Programa do Governo Federal). Apesar de vários cursos gratuitos destinados a quem vai trabalhar na Copa, a divulgação precária e a própria falta de articulação entre o setor público e privado acabam por tornar a demanda deficiente.

Enfim, a expectativa do Banco Central é de que ao longo de 2013, os gastos dos brasileiros no exterior superem as receitas deixadas pelos estrangeiros no País em US$ 16,3 bilhões. No ano passado, essa conta foi negativa em US$ 15,5 bilhões.

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Mais gente viajando de avião pelo Brasil

Em 2012, 87 milhões de pessoas viajaram de avião pelo Brasil, segundo dados consolidados da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac). Isso representa aumento de 6,8% em relação ao número de passageiros do ano anterior. Apesar de mais pessoas estarem viajando, o ritmo começa a desacelerar e aquele crescimento anual que o mercado havia projetado de dois dígitos já está ameaçado.

O resultado do ano comparado com outras regiões mostra que o mercado nacional cresceu em 2012 menos que o da América Latina. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) divulgou os dados finais de 2012 que apontam para crescimento de 8,7% no número de passageiros na aviação na região latina. O Brasil ficou próximo do resultado do continente africano que subiu 7,1% e superou regiões consolidadas na aviação como o norte-americano (1,9%) e o europeu (+5,3%).

A inflação para os itens do turismo foi um dos fatores geradores desse efeito de arrefecimento no setor aéreo. Conforme aponta o IPCA, tanto os preços das passagens aéreas quanto os preços de hotéis, dois principais gastos dos turistas, ficaram acima da inflação geral. O primeiro acumulou no ano passado alta de 26%, enquanto os preços das diárias dos hotéis subiram 9,4% ,ou seja superior ao índice geral de 5,8%.

Evidentemente, por ser um gasto com lazer e com valor da tarifa aérea média em 2012 de R$ 273 reais, as famílias procuram, em momentos de aumento geral de preços e incertezas no ritmo da atividade econômica interna, segurar mais o seu orçamento doméstico com os produtos e serviços não prioritários.

A aviação nacional não encontra-se no melhor momento. A informação mais recente mostra que a tendência deve ser de crescimento menor, pois o dado de número de passageiros de janeiro de 2013 mostrou queda, pela primeira desde 2004, de 1% em relação a janeiro de 2012, sendo que foi período de férias escolares. O mês teve crescimento médio de cerca de 8% nos últimos 10 anos.

O cenário, portanto, é de apreensão quando se tem a poucos meses a frente a Copa das Confederações, aproximadamente um ano da Copa do Mundo e a três anos da Olimpíada. Outro fator que prejudica o setor está na infraestrutura inadequada o que limita o aumento da oferta. O processo de concessão dos aeroportos está lento, o que continua encarecendo os preços do setor devido aos gargalos. Se houver uma estrutura logística adequada, aumentando a capacidade dos terminais de passageiros com o aumento da quantidade de pistas, atrelado a uma possível aprovação da lei que permite o aumento de 20% para 49% de participação do capital estrangeiro nas empresas do setor, encadeará um aumento de investimento para elevar a oferta de voos e ,consequentemente, não só reduzirá preços das passagens, mas melhorará o bem-estar do viajante tendo em vista a má qualidade dos aeroportos atuais.

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Novo recorde nos gastos dos brasileiros no exterior

De acordo com dados do Banco Central do Brasil, os gastos dos turistas brasileiros no exterior alcançaram novo recorde, registrando US$ 2,293 bilhões. O resultado do mês é considerado o maior da série histórica iniciada em 1969. Em janeiro do ano passado, os gastos dos brasileiros ficaram em US$ 2,001 bilhões.

As variáveis macroeconômicas, tais como renda e crédito, são as justificativas para o crescimento dos gastos dos brasileiros em suas viagens ao exterior. Além disso, janeiro é um mês em que muitos planejam suas férias com a família, influenciando positivamente o resultado.Os estrangeiros, por sua vez, deixaram no Brasil algo em torno de US$ 695 milhões. Em janeiro de 2012, esse valor alcançou US$ 666 milhões, demonstrando que ainda há espaço para o governo brasileiro incentivar a vinda de turistas.

Com o resultado do mês, o déficit na conta de viagens internacionais ficou em US$ 1,598 bilhão, contra US$ 1,335 bilhão registrado em igual período de 2012.

Como se pode observar, as despesas dos brasileiros no exterior vêm crescendo fortemente, apesar da alta do dólar. Ocorre que com a crise financeira internacional, os preços dos serviços de turismo em alguns países têm registrado um recuo, o que acaba por incentivar viagens para fora do Brasil.

A expectativa do Banco Central é de que os gastos dos brasileiros no exterior superem em US$ 16,3 bilhões a receita dos estrangeiros em 2013. No ano passado, essa conta foi negativa em US$ 15,588 bilhões.

É preciso criar políticas de incentivo ao turismo no Brasil. Em parte, o governo brasileiro já vem resolvendo a questão. Prova disso foi a criação do Sistema Brasileiro de Classificação dos Hotéis (SBClass), padronizando os hotéis de acordo com os equipamentos que dispõem e os serviços prestados. Além disso, o governo vem fiscalizando os estabelecimentos contra a cobrança abusiva nos preços das diárias hoteleiras para o período da Copa das Confederações e Copa do Mundo de 2014. Mas muita coisa ainda precisa ser feita, sobretudo no que diz respeito a melhoria da imagem do País no exterior.

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Preço das diárias dos hotéis no Brasil estarão no foco do Ministério do Turismo

Uma das grandes preocupações no tocante a realização de grandes eventos no Brasil diz respeito à consolidação da imagem do País no exterior. Um dos pontos mais críticos, no entanto, está diretamente relacionado ao preço abusivo cobrado nas diárias dos hotéis.

Diante disso, assim como ocorreu no Rio de Janeiro na oportunidade da realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (“Rio +20”) no ano passado, o Ministério do Turismo vem alertando que fiscalizará o aumento abusivo de preço nas diárias dos hotéis das cidades que irão sediar a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014. Trata-se de uma espécie de contrapartida que o governo brasileiro tanto espera por parte dos empresários da rede hoteleira, considerando algumas desonerações tributárias concedidas através do Plano Brasil Maior, bem como a própria redução da tarifa de energia elétrica para o setor. Segundo a Pesquisa Internacional de Preços da Hotelaria, divulgada pela Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), a estimativa de preços das diárias para a Copa das Confederações e para a Copa do Mundo supera não somente os preços cobrados em épocas de grande temporada, mas também o que efetivamente foi cobrado em outros países que sediaram os dois eventos.

De acordo com a pesquisa, para viagens a lazer, o Rio de Janeiro apresenta uma diária média em torno de US$ 246,71, superior ao registrado em Nova York, Sidney, Paris, dentre outras cidades pelo mundo. No quesito viagens de negócios, a cidade do Rio de Janeiro somente perde para Nova York, registrando um ticket médio de US$ 182,73.

A ideia do governo é combater a cobrança abusiva nos preços das diárias no período da realização de grandes eventos esportivos pelo País, evitando que os preços sejam superiores a média do que é cobrado no mercado durante a época de grande temporada ou muito superior ao cobrado em outros países que sediaram eventos deste porte.

A estratégia do governo em fiscalizar os preços das diárias dos hotéis é fundamental para incentivar tanto o turismo interno quanto a vinda de estrangeiros para o Brasil. Adicionalmente, é preciso desenvolver uma política capaz de mostrar ao estrangeiro a diversidade cultural, gastronômica, lazer e de negócios que o Brasil tem a oferecer. É evidente que o Carnaval e futebol são já marcas registradas, mas existem outros pontos que podem ser explorados.

Seguindo essa mesma linha, em edições anteriores do Economix, a Assessoria Econômica da FecomercioSP vem alertando sobre o custo de se viajar internamente pelo País. Hoje em dia é mais barato viajar para o exterior do que internamente. Prova indireta desse fato, são os dados divulgados pelo Banco Central sobre a receita e despesa cambial: em 2012, os gastos dos brasileiros no exterior alcançaram o recorde histórico de US$ 22,2 bilhões, enquanto que os turistas internacionais gastaram, no Brasil, uma quantia de US$ 6,6 bilhões.

O País deve ser um ponto de referência para outras viagens a lazer e, por que não, para a realização de negócios? Mas, para que isso seja concretizado o ambiente de negócios deve ser melhorado, diminuindo a burocracia, para a realização de negócios, bem como investindo em capacitação de pessoas para o atendimento a um público diferenciado.

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Quando renda e custo de vida não estão em equilíbrio

Certamente, quando se pensa em cidades caras para se morar, os primeiros nomes que surgem são Tóquio, Londres, Nova Iorque, Genebra ou Paris. Mais algumas cidades na Ásia como Dubai ou Cingapura. Essas cidades têm em comum, além do elevadíssimo custo de vida (aluguéis, imóveis comerciais, serviços, alimentação e lazer), a também altíssima renda. Ou seja, é razoável imaginar que com uma renda média per capita alta, o custo de vida seja elevado. No Brasil, algumas cidades despontam dentre as mais caras do mundo, e isso percebe-se principalmente pelo custo dos serviços e pelo valor do metro quadrado. O que não acompanha esse custo é a renda per capita.

Para ilustrar essa discrepância entre a renda e o custo, ir ao cinema em São Paulo custa quase tanto quanto em Nova Iorque, mas a renda média é cinco ou seis vezes menor na capital paulista. Ou seja, o paulistano médio gasta cinco vezes mais do seu trabalho para comprar um ingresso de cinema do que um nova-iorquino médio. Outra evidência da disparidade está no mercado imobiliário. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, apartamentos residenciais de alto padrão estão cotados a mais de R$ 15 mil o metro quadrado, o que faz com que alguns imóveis facilmente ultrapassem os R$ 8 milhões ou R$ 10 milhões. Alguns desses imóveis figuraram em recente reportagem sobre como apartamentos nos arredores do Ibirapuera (SP) ou no Leblon (RJ) custam mais caro do que muitos castelos na França.

Essas distorções são efeito de outras duas graves: a primeira, e mais evidente, é a distribuição de renda ainda muito concentrada. Ou seja, uma camada pequena de ricos no Brasil faz com que existam extremos de luxo comparáveis a qualquer realeza. Outro problema, menos evidente até o momento, porém muito mais sério, está no fato de que o consumo médio cresceu muito nos centros urbanos do País, mas a capacidade para atender a essa demanda não acompanhou nem de longe essa evolução.

Esse desequilíbrio nunca acaba bem. Ou desemboca em inflação, ou em ajustes recessivos e bolhas de consumo. Os custos que vêm pressionando mais fortemente a inflação recente são evidência disso: os serviços sobem assustadoramente em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro E isso tem sido impulsionado pelas novas ondas de consumidores ascendentes. Outro efeito é o déficit em contas correntes, que já é crescente, e pode se tornar um problema em breve, embora não esteja ainda na pauta das discussões. De qualquer forma, é melhor que se promovam ações no sentido do ajuste (reduzir o custo Brasil e elevar rapidamente os ganhos de produtividade do trabalho) do que ter mais um susto restritivo com inflação, como muitos que o País já passou no passado. Quando jantar em São Paulo fica muito mais caro do que em Paris ou Nova Iorque, é melhor começar a ficar atento, porque certamente algo está errado.

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Turistas brasileiros nunca gastaram tanto no exterior

Apesar de algumas pressões, tais como a alta do câmbio e o elevado custo do IOF nas operações com cartão de crédito, o ano de 2012 encerrou apontando para um recorde nos gastos dos brasileiros no exterior.

De acordo com dados do Banco Central, os turistas brasileiros deixaram em suas viagens internacionais ao longo do ano US$ 22,2 bilhões. Analisando-se a série histórica, o recorde anteriormente registrado havia ocorrido em 2011, quando os brasileiros gastaram no exterior algo em torno de R$ 21,2 bilhões. O crescimento da massa real de salários e as melhores condições de crédito para a compra de pacotes turísticos foram os fatores que favoreceram o aumento dos gastos no exterior.

Os gastos dos estrangeiros no Brasil, por sua vez, também apontaram para crescimento recorde, fechando o ano em US$ 6,6 bilhões, resultado esse que só não foi melhor em decorrência da crise financeira internacional. O recorde anteriormente registrado também foi em 2011 (US$ 6,5 bilhões).

Com o resultado das despesas e receitas cambiais, o saldo da conta de viagens internacionais fechou 2012 com um déficit de US$ 15,6 bilhões.
A participação no uso do cartão de crédito pelos brasileiros para pagar as suas despesas no exterior reduziu-se de 60% (2011) para 55% (2012), refletindo o alto custo do IOF, o que incentiva o pagamento das compras em dinheiro. Destaca-se que para frear os gastos dos brasileiros nas viagens internacionais, desde 2011 o governo brasileiro elevou de 2,38% para 6,38% a alíquota do IOF nas compras pagas com cartão de crédito.

Enfim, as expectativas daqui para frente são bastante positivas, ainda mais quando se leva em conta os grandes eventos esportivos que serão realizados daqui em diante: em 2013, a Copa as Confederações de Futebol; em 2014, Copa do Mundo de Futebol; e em 2016, os Jogos Olímpicos.

A grande preocupação, como já comentado em análises anteriores, consiste na melhora da imagem do Brasil no exterior, e isso somente é possível através da capacitação dos agentes envolvidos para receber tais turistas. Além disso, deve-se incentivar o turismo interno, que até então não vem sendo muito atrativo, uma vez que viajar para o exterior continua sendo mais barato do que para o Brasil. São questões que, entre outras, devem ser levadas em consideração pelo Governo na elaboração de políticas de incentivo ao turismo brasileiro.

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Gastos dos turistas brasileiros no exterior voltaram a subir

Os gastos dos turistas brasileiros no exterior voltaram a subir em outubro, conforme apontaram os dados divulgados recentemente pelo Banco Central do Brasil.

Em outubro, os gastos dos brasileiros em viagens internacionais subiram 20,6% frente ao igual período do ano passado, atingindo US$ 2,087 bilhões, o maior valor registrado para o mês (quando se analisa a série histórica). No acumulado no ano, nota-se que os turistas brasileiros gastaram no exterior a quantia de US$ 18,425 bilhões.

Apesar da alta do dólar nos meses anteriores, o que se observa é certa tendência para a sua estabilidade, fazendo com que os brasileiros consigam planejar melhor as suas viagens para o exterior. Além disso, as facilidades no acesso ao crédito (custo reduzido e prazo alongado) e o crescimento dos indicadores de emprego e renda são fatores que vêm favorecendo o aumento dos gastos dos brasileiros em viagens internacionais.

As despesas dos estrangeiros no Brasil, por sua vez, apontaram para uma alta de 7,01% (US$ 550 milhões) no comparativo com o mês do ano passado. No acumulado no ano, os estrangeiros deixaram no Brasil US$ 5,551 bilhões. O resultado só não foi melhor em decorrência da crise nos mercados internacionais, o que acaba reduzindo, em parte, os gastos destes visitantes.

Com o resultado do mês, a conta de viagens internacionais (receitas menos despesas cambiais) registrou um déficit de US$ 12,8 bilhão (de janeiro a outubro deste ano).

Com a proximidade do fim de ano, há tendência de crescimento tanto do número de turistas brasileiros viajando para o exterior, como também da vinda de estrangeiros para o Brasil. Isso ocorre devido ao período de férias e das festividades do final de ano.

Para o próximo ano, tudo dependerá das variáveis econômicas internas e externas. Assim, as oscilações do câmbio, o impacto da crise financeira internacional bem como as variáveis de emprego e renda serão os fatores determinantes para o setor de turismo.

Por ora, como comentado nas edições anteriores, o Brasil tem potencial enorme de crescimento do seu turismo, mas é preciso, antes de tudo, que o governo brasileiro atue de forma mais incisiva na resolução de alguns gargalos de repercussão nacional, como é o caso da segurança publica.
O Brasil deve aproveitar as oportunidades que serão geradas já a partir do próximo ano com a Copa das Confederações. A promoção do País depende, inclusive, da melhoria das condições de atendimento, ponto crucial para uma política de desenvolvimento do turismo brasileiro.

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Balanço do turismo

Os gastos dos brasileiros no exterior recuaram 4,9% no mês de setembro no comparativo com o mesmo mês do ano passado, registrando US$ 1,703 bilhão. Considerando o acumulado no ano, os turistas brasileiros deixaram no exterior US$ 16,339 bilhões.

O câmbio em alta e o elevado custo do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) são alguns dos motivos que justificam a redução dos gastos neste mês no exterior. Além disso, muitos turistas brasileiros deixam de viajar agora para se programar para as férias do final de ano, geralmente realizadas com a família.

Os turistas estrangeiros, por sua vez, também reduziram os seus gastos no Brasil. Em setembro, os estrangeiros deixaram por aqui US$ 441,3 milhões, ou seja, queda de 11,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado no ano, os estrangeiros gastaram no Brasil cerca de US$ 5 bilhões.

Como se pode perceber, os estrangeiros continuam a gastar menos no Brasil do que os brasileiros no exterior, e a redução dos gastos dos estrangeiros reflete a crise financeira internacional que se alastra por vários países.

O déficit na conta viagem (despesas dos brasileiros no exterior maior do que os gastos dos estrangeiros no Brasil) ficou em US$ 1,262 bilhão em setembro. De janeiro a setembro, o déficit acumula US$ 11,338 bilhões.

Apesar do cenário de desaceleração dos indicadores do fluxo de gastos, vale destacar que o turismo brasileiro vem sofrendo inúmeras mudanças com o intuito de se tornar um dos principais destinos turísticos nos próximos anos.

As obras de infraestrutura, os programas de qualificação/capacitação, dentre outros, são alguns dos legados que o País terá nos próximos anos em virtude da realização dos grandes eventos esportivos.

Outro aspecto de suma importância são as medidas que o governo brasileiro vem adotando para a flexibilização dos vistos. Caso recente foi o acordo firmado entre o Brasil e a União Europeia. Pelo referido acordo, os brasileiros interessados em realizar viagens de até três meses para os países da União Europeia ficarão livres da necessidade de vistos (exceto para o Reino Unido e Irlanda). A medida é recíproca, portanto, vale também para os europeus que vierem para o Brasil, também por até três meses.

No mesmo sentido, os Estados Unidos e o Brasil estão em fase de negociação para a flexibilização dos vistos. A ideia é a inclusão do Brasil no programa Visa Waiver. Trata-se de um programa do governo norte-americano de isenção de vistos por até 90 dias para viagens a turismo ou negócios para cidadãos de 37 países. A medida também deve ser recíproca. Vale destacar que os Estados Unidos representam o segundo país que mais envia turistas para o Brasil, perdendo apenas para a Argentina.

Além disso, o governo também anunciou há alguns meses, no Plano Brasil Maior, medidas que visem à desoneração da folha de pagamentos no setor hoteleiro. No mesmo sentido, ocorreu a padronização na classificação dos hotéis pelo Ministério do Turismo por meio do Sistema Brasileiro de Classificação de Meios de Hospedagem.

Há ainda muito a fazer para que o País alcance um padrão internacional de turismo. É claro que existem inúmeros gargalos no setor, mas o Brasil deve aproveitar as oportunidades que serão geradas para o País em decorrência da realização dos grandes eventos esportivos mundiais para rever alguns pontos críticos, com o intuito de incentivar a expansão e modernização dos equipamentos turísticos bem como para promover a imagem do País no exterior, buscando ganhar competitividade na qualidade dos serviços e na experiência dos turistas.

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O novo critério de classificação dos hotéis

O critério de classificação dos meios de hospedagem no Brasil sempre foi um dilema para os turistas. Até 2010, eram os próprios hotéis que definiam e classificavam a qualidade dos seus estabelecimentos, o que deixava muito a desejar.

Para padronizar a classificação dos meios de hospedagem (hotel, flat/apart-hotel, resort, hotel fazenda, hotel histórico, pousada e cama & Café), o governo federal, em parceria com o Inmetro, instituiu o Sistema Brasileiro de Classificação dos Hotéis (SB Class), que segue critérios internacionais de qualificação dos meios de hospedagem.

Pelo novo sistema, somente hotéis certificados pelo governo federal podem usar o critério de estrelas na sua classificação. O hotel de categoria uma estrela, por exemplo, deve atender aos requisitos mínimos de infraestrutura (nível de instalação e equipamentos), serviços (restaurante, bar, dentre outros) e sustentabilidade (uso de recursos, com água e energia elétrica, de forma responsável para o meio ambiente). Para cada estrela adicional, o hotel deve atender a uma série de requisitos adicionais que diferenciam as categorias entre si. No portal do Ministério do Turismo (www.turismo.gov.br) constam todos os critérios para cada estrela.

Para obter as estrelas, o meio de hospedagem deve se inscrever no cadastro de meios de hospedagem do Ministério do Turismo (Cadastur) e solicitar a visita dos técnicos do Inmetro para análise do cumprimento dos requisitos para a classificação. O credenciamento é voluntário, não existindo, assim, proibição para autoclassificação. O símbolo estrela, no entanto, é marca exclusiva do governo.

Caso o meio de hospedagem não se enquadre na categoria pretendida, o auditor o Inmetro irá sugerir as mudanças necessárias. A classificação concedida vale por três anos, período em que os hotéis devem se preocupar em manter a qualidade dos serviços prestados.

Considerando os grandes eventos esportivos que o País receberá nos próximos anos (Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016), o novo sistema de classificação dos hotéis aponta para uma modernidade do setor, visando atender a todos os públicos, de acordo com a categoria escolhida.
No mesmo sentido, tal sistema irá estimular a competição entre as empresas, tanto nos serviços que são oferecidos como nos preços, abrindo oportunidades de escolha para o consumidor, sendo mais um estímulo ao turismo.

A padronização nos meios de hospedagem trata-se de mais uma vitória do setor hoteleiro brasileiro, juntamente com a desoneração da folha de pagamentos e a redução do custo de energia elétrica concedidas pelo governo recentemente.

O governo, por sua vez, já vem anunciando que espera um retorno de todas essas concessões, e a prioridade está na redução dos preços das diárias. Não podemos deixar de lado o que aconteceu na Rio +20, quando a alta nos preços dos hotéis reduziu a vinda das delegações europeias.

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