Teatro Raul Cortez

Três Dias de Chuva

Últimos Espetáculos

Três Dias de Chuva

Um conflito familiar do passado cai nas mãos dos irmãos Walker, interpretado por Otávio Martins, e Anna, vivida por Adriane Galisteu, e cria uma história de indignação e julgamentos.

O transtorno inicia com a partilha da herança deixada pelo pai, que levanta dúvidas sobre a razão do bem mais valioso não ficar para Walker e Anna, mas sim para o filho do sócio, Pip, representado por Petrônio Gontijo.

A peça “Três dias de chuva”, escrita em 1997 pelo norte-americano Richard Greenberg, chegou ao Brasil em sua primeira montagem, com tradução e direção de Jô Soares. Num criativo e sensível jogo teatral, o espectador acompanhou uma história que aborda a relação de pais e filhos, recheada de segredos que vão sendo revelados ao longo da narrativa, dividida em dois atos, o primeiro em 1995 e o segundo em 1960.

A obra gira em torno de como os filhos julgam os atos dos pais no passado, mesmo sem conhecer suas razões. No primeiro ato, Walker e Anna se encontram para a leitura do testamento do pai, um arquiteto. Quando descobrem o destino da herança mais valiosa, os irmãos discutem e julgam o passado do pai, acusando-o de ser ausente em suas vidas.

A controvérsia leva a peça para o segundo ato, quando os atores que interpretam os filhos assumem o papel dos pais ainda jovens. As cenas mostram o mistério que envolve o arquiteto Ned, vivido por Otávio Martins, seu sócio Theo, interpretado por Petrônio Gontijo, e a noiva Lina, encenada por Adriane Galisteu.

Ned e Theo sonham em construir grandes obras e firmar seus nomes como arquitetos. Durante uma tempestade de três dias, os sócios e Lina, noiva de Theo, ficam presos no escritório. No período, Ned se apaixona por Lina, explorando a relação entre os sócios, já que Theo percebe que o sentimento é correspondido pela mulher que ama.

O segundo ato expõe essa relação triangular, que traz, aos poucos, as respostas para as questões levantadas pelos filhos em 1995.

“Três dias de chuva” já foi exibida na Inglaterra, onde foi encenada por atores como Colin Firth e James McAvoy, e nos Estados Unidos, por Julia Roberts e Bradley Cooper, entre outros.

Na montagem brasileira, a pré-estreia, em julho de 2013, reuniu artistas e celebridades no teatro localizado na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Para o diretor Jô Soares, toda peça requer entrega absoluta entre os atores envolvidos nas cenas. “São meses de trabalho para que tudo se resolva com sucesso em duas horas de espetáculo”. O ator Otávio Martins ainda completa: “Estar no palco não se trata apenas do conjunto de forças que agrupa o físico, o mental e o emocional a serviço de um personagem: existe uma entrega da alma”.

Para o ator Petrônio Gontijo o texto do espetáculo é cheio de sutilezas e curvas suaves, com descobertas muitas vezes desconcertantes. “A peça rompe o tratado entre tempo e espaço”, completa Petrônio.

Ficha Técnica

Texto: Richard Greenberg
Direção: Jô Soares
Tradução e adaptação: Jô Soares
Assistente de direção: Carol Bastos
Desenho de Luz: Maneco Quinderé
Cenografia: Marco Lima
Música Original: Duda Queiros
Figurino: Fabio Namatame
Fotografia: Priscila Prade
Direção de Produção: Ed Júlio
Produção Executiva: Gabriel de Souza
Realização: Baobá Produções Artísticas
Elenco: Adriane Galisteu, Otávio Martins e Petrônio Gontijo
Temporada: De 26/07 a 15/12 de 2013

Galeria