Economia

11/05/2017

Comércio no calçadão de Osasco permanece forte mesmo com a crise

Recebendo mais de 350 mil pessoas por dia em suas mais de 250 lojas, polo comercial osasquense fica atrás apenas da Rua 25 de Março

Comércio no calçadão de Osasco permanece forte mesmo com a crise

Apesar de sediar diversos segmentos comerciais, predominam no calçadão as lojas de artigos variados
(Foto: Christian Parente/TUTU)

Com informações de Filipe Lopes

Localizado no coração de Osasco, o calçadão é o mais importante polo comercial varejista do município e o segundo mais forte do Estado de São Paulo, sustentando-se mesmo em meio à crise econômica que ceifa a renda do paulista, com crescente desemprego e alta inflação. Com 30 anos de existência, o local recebe em média 350 mil pessoas por dia em suas mais de 250 lojas, atrás apenas da Rua 25 de Março – o mais tradicional comércio de rua de São Paulo.

A Estação Osasco da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) facilita ainda o trânsito de consumidores das cidades vizinhas – Barueri, Itapevi, Carapicuíba e Cotia – e de outras regiões da Grande São Paulo. De acordo com a prefeitura, considerando o “calçadão expandido”, que abrange as ruas Antônio Agu e Primitiva Vianco, a avenida João Batista e todas as travessas, somam-se 1,5 mil estabelecimentos comerciais. Desses, mais de 200 estão sediados no Osasco Plaza Shopping, que também tem uma entrada pelo calçadão.

Variedades que salvam

Apesar de sediar diversos segmentos comerciais, predominam no calçadão as lojas de artigos variados, ou seja, aquelas que “vendem de tudo”, desde utensílios domésticos até bolsas e presentes.

O gerente do Bazar Kioto, Getúlio Oliveira Germano, aponta que mesmo tendo um Natal fraco em 2016, a variedade “salvou” o faturamento da loja em dezembro, que teve em média movimentação de 500 pessoas por dia. “Neste Natal, investimos 35% a menos nos produtos natalinos, pois já imaginávamos que os consumidores iriam reduzir seus gastos na data. O resultado foi queda de 30% na comparação com o Natal de 2015 para a venda de produtos natalinos – o pior em cinco anos –, porém, tivemos crescimento de 15% nas vendas gerais na época, por causa dos outros produtos, como utensílios domésticos.” A expectativa é boa para os próximos meses, também puxada pelas variedades, e segundo Germano, as vendas devem aumentar 12% em relação a 2016.

Segundo pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), logo após o Natal o indicador de estoques voltou a cair, mostrando que os empresários não conseguiram reduzir seus excessos de produtos com as vendas de fim de ano. Em janeiro, o Índice de Estoques (IE) alcançou 102 pontos, queda de 3,8% na comparação com dezembro. A retração do indicador no mês foi motivada pelo aumento de 5,4% no número de empresários que afirmaram estar com estoques acima do adequado e pelo crescimento de 1,2% dos estabelecimentos que contêm produtos abaixo do ideal. Com isso, quase 35% dos empresários afirmaram estar vendo seus estoques acima e 14% abaixo do que consideram o nível ideal em janeiro, ou seja, 49% dos empresários não conseguiram equilibrar seus estoques com as vendas do Natal. Este patamar de adequação continua muito abaixo do histórico de antes de 2015, quando o indicador rondava os 60%.

Confira a reportagem na íntegra publicada na revista C&S.

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