Negócios

17/04/2018

Distribuidores de produtos químicos esperam recuperação em 2018

Indústrias devem ampliar produção com atual cenário de queda dos juros e inflação sob controle

Distribuidores de produtos químicos esperam recuperação em 2018

Os atacadistas distribuidores abastecem inúmeras indústrias como a farmacêutica e a alimentícia
(Arte: TUTU)

Os distribuidores de produtos químicos e petroquímicos enfrentaram nos dois últimos anos quedas de vendas e, consequentemente, da rentabilidade em decorrência da crise econômica, que atingiu inúmeras atividades em todo o País.

Apesar das incertezas em relação às eleições a serem realizadas neste ano, o setor que comercializa matérias-primas para diversas indústrias deve apresentar recuperação juntamente com a da economia do País, pois com a queda dos juros e inflação sob controle as indústrias tendem a ampliar suas produções.

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Em 2016, o segmento teve crescimento de 2% no faturamento, que chegou a US$ 5,612 bilhões. O resultado ficou abaixo da expectativa, mas como o saldo de 2015 (R$ 5.502 bilhões) registrou queda superior a R$ 1,3 bilhão, o número pode ser considerado o início da retomada gradativa do segmento. Antes de a crise se aprofundar, em 2014, o faturamento chegou a US$ 6,808 bilhões.

“A queda do consumo por causa da diminuição do poder de compra da população brasileira afetou todos os setores industriais, inclusive aqueles que vinham com boa performance, como alimentos e cosméticos”, diz o presidente do Sindicato do Comércio Atacadista, Importador e Exportador de Produtos Químicos e Petroquímicos do Estado de São Paulo (Sincoquim), Rubens Medrano. Outra importante consumidora de produtos químicos é a construção civil, que também amargou resultados negativos nos últimos anos.

Medrano enfatiza que a complexidade do processo tributário brasileiro é outro fator que afeta consideravelmente as atividades das empresas do segmento. Para ele, mesmo com o peso dessas obrigações, a melhora virá com a retomada do consumo e o crescimento das atividades industriais. “O nosso setor necessita de massa crítica para uma boa performance e rentabilidade”, afirma.

Atualmente, os importados representam aproximadamente 40% no mix de produtos comercializados pelo setor. Dessa forma, o custo da importação tem uma importância vital nos custos e margens dos atacadistas distribuidores.

“A taxa do dólar acaba impactando consideravelmente os nossos custos e nem sempre o repasse integral desse custo para os preços finais é feito integralmente e na rapidez das oscilações da taxa do dólar”, explica Medrano.