Economia

22/10/2018

Empresário deve avaliar fluxo de caixa para decidir estratégia de investimento

Análise de entrada e saída de recursos permite considerar o volume a ser aplicado em opções de curto e longo prazos, ou até mesmo na expansão do próprio negócio

Empresário deve avaliar fluxo de caixa para decidir estratégia de investimento

Como ativos cambiais funcionam apenas no curto prazo, empreendedor pode cogitar investir em seu próprio negócio
(Arte/Tutu)

Sabendo que 2018 seria um ano marcado pela incerteza eleitoral, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) tem alertado, desde o primeiro semestre, que melhores perspectivas de investimento devem emergir após a conclusão do pleito presidencial. De toda maneira, há opções que o empresário pode considerar para aplicar seus recursos.

Em geral, as estratégias de investimento para pessoas física e jurídica diferem pouco. Quando o empresário decide separar suas aplicações pessoais das da empresa, deve avaliar as necessidades futuras de ter dinheiro à disposição. Pode ser que o negócio precise de recursos antes da pessoa física, e vice-versa.

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Dito isso, é importante que existam recursos em caixa conforme a sua necessidade de fluxo financeiro. Analisando entradas e saídas de recursos, é possível decidir o volume a ser aplicado em opções de curto e longo prazos.

O empresário também deve considerar investir na expansão de seu próprio negócio. Uma dica para saber identificar o momento de mudar o foco de investimento financeiro para o setor produtivo é observar o desempenho das companhias listadas na Bolsa de Valores.

Embora cada empresa tenha suas peculiaridades, e os sócios sejam as pessoas mais indicadas para identificar oportunidades e riscos de uma ampliação dos negócios, indicadores como o nível de emprego, as vendas do varejo, a produção industrial e como os investidores estão alocando seus recursos também devem ser levados em conta para tomada de decisão sobre aplicar no próprio empreendimento ou em opções financeiras.

Na busca pelas melhores opções, percebe-se que, em momentos de insegurança como o de período eleitoral, dólar e ouro são ativos razoavelmente cogitados por parte dos investidores. Recentemente, a FecomercioSP esclareceu que essa estratégia só faz sentido no curto prazo, podendo até ser rentável para quem estiver atento aos momentos de comprar e vender. Não faz sentido, no entanto, investir nesses ativos com vistas ao longo prazo, uma vez que ouro e dólar não trazem rendimentos no decorrer do tempo – servem, em geral, apenas como proteção de patrimônio.