Negócios

02/01/2019

Grupo gastronômico uruguaio diversifica operações para expandir negócios no Brasil

Além de restaurantes típicos, La Tregua conta com churrascaria, unidade de massas e mercado de bairro

Grupo gastronômico uruguaio diversifica operações para expandir negócios no Brasil

Sem contar mercado de bairro, rede composta por seis restaurantes atende, em média, 30 mil clientes por mês
(Arte/Tutu)

Por Eduardo Vasconcelos

Um país reconhecido pela qualidade dos cortes de carne, vizinho do sexto maior mercado consumidor do alimento no mundo. O ambiente favorável foi o que motivou o grupo gastronômico La Tregua a abrir restaurantes especializados na culinária uruguaia no Brasil. Passados 21 anos desde a abertura da primeira unidade na capital paulista, a rede expandiu os negócios para o interior de São Paulo e conta com marcas que oferecem diversos tipos de menus e serviços.

A aposta inicial foi a abertura do restaurante típico uruguaio El Tranvía, na Santa Cecília, zona central de São Paulo, em 1997. Desde então, a marca conta com estabelecimentos no Itaim Bibi e nas cidades de Sorocaba e Campinas.

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O sócio-diretor da La Tregua, Juan Fontana, conta que a ideia do grupo era diversificar as operações, de modo que fosse possível conquistar ainda mais o paladar do brasileiro. Com isso, surgiram outros restaurantes, como a churrascaria El Uruguayo, localizada em Alphaville.

“Fizemos algumas adaptações nesse conceito. Oferecemos, por exemplo, arroz biro-biro, e você não acha isso no Uruguai. Ou seja, juntamos o que encontramos de melhor no Uruguai e no Brasil e fomos nos adaptando ao mercado”, pontua.

Também fazem parte do catálogo do grupo o Vito, restaurante italiano há dez anos em operação na Vila Madalena, e o Mercado La Barra, empório de produtos importados e açougue de cortes premium. Aberto neste ano em Moema, o estabelecimento comercial se destaca por atender os clientes por WhatsApp e oferecer serviço de delivery.

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Com 30 mil clientes atendidos por mês nos seis restaurantes, Fontana comenta que fazer negócios com o Uruguai têm facilidades e desafios: por ser um país pequeno, é fácil encontrar contatos para operações de comércio exterior, mas, ao mesmo tempo, a empresa precisa prestar bastante atenção aos estoques, uma vez que a produção uruguaia é limitada.

“O Brasil é um monstro de consumo. Você traz qualquer produto de qualidade, e a chance de sucesso é altíssima. No nosso caso, trouxemos os produtos e percebemos rapidamente que o brasileiro, quando gosta de alguma coisa, vai atrás, se apaixona e procura cada vez mais”, ressalta.