Economia

13/11/2017

Índice de Confiança do Empresário do Comércio alcança 107,5 pontos em outubro, o maior patamar desde abril de 2014

Segundo a FecomercioSP, indicador que mede as expectativas do empresário em relação ao futuro também subiu, atingindo a maior pontuação desde dezembro de 2013

Índice de Confiança do Empresário do Comércio alcança 107,5 pontos em outubro, o maior patamar desde abril de 2014

As pequenas empresas, desta vez, tiveram um desempenho um pouco melhor, com a confiança crescendo pelo terceiro mês consecutivo
(Arte: TUTU)

Pela terceira vez consecutiva, o comerciante do município de São Paulo se mostrou mais confiante, sentimento captado pelo Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), que registrou alta de 1,2%, ao passar de 106,2 pontos em setembro para 107,5 pontos em outubro, o maior patamar desde abril de 2014. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando o índice registrou 92,6 pontos, o crescimento foi de 16%.

Apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o ICEC varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total).

De acordo com a pesquisa, as empresas com menos de 50 funcionários, registraram alta de 1,3% na confiança em outubro, passando de 105,9 pontos em setembro para 107,3 pontos no mês. Nas companhias com mais de 50 empregados, o ICEC recuou 4,2% e passou de 120,3 para 115,3 pontos em outubro. No comparativo anual, tanto as pequenas como as grandes empresas registraram crescimento na confiança, de 16% e 15,3%, respectivamente.

Veja também:
Faturamento do setor de serviços paulistano cresce 2,8% nos últimos 12 meses
Vendas no varejo paulista crescem 6,5% em agosto e atingem R$ 52,1 bilhões, aponta FecomercioSP
Índice de confiança do consumidor paulistano volta a subir em outubro, aponta FecomercioSP

As pequenas empresas, desta vez, tiveram um desempenho um pouco melhor, com a confiança crescendo pelo terceiro mês consecutivo e atingindo o maior patamar desde abril de 2014. Todavia, a Federação ressalta que o comportamento da confiança das grandes empresas, na pesquisa, é mais volátil, dada a amostragem menor do que a de pequenas empresas.

Indicadores
O IIEC (Índice de Investimento do Empresário do Comércio) subiu pelo terceiro mês consecutivo, com o avanço de 2,7%, ao passar de 90,5 pontos em setembro para 92,9 pontos em outubro, a maior pontuação desde janeiro de 2015. Em relação ao mesmo mês de 2016, o indicador apresentou elevação de 15,1%.

O aparente fim das turbulências políticas e a esperança de retomada da agenda de reformas surtiram efeitos positivos sobre as expectativas dos empresários que atingiram o maior nível em quase quatro anos. O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) registrou alta de 1,1%, ao passar de 149,1 pontos em setembro para 150,8 pontos em outubro, a maior pontuação desde dezembro de 2013, e é 4,2% superior em relação a outubro do ano passado.

O Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) apresentou leve queda em outubro, 0,5%, marcando 78,8 pontos. No comparativo anual, o índice avançou 49,7%, quando o indicador alcançava 52,6 pontos.

De acordo com a FecomercioSP, a confiança dos empresários voltou a melhorar na passagem de setembro para outubro. De uma maneira geral, o otimismo em relação à economia se consolida a cada mês baseado, principalmente, na manutenção da melhoria do emprego e da renda, o que acelerou o ritmo das vendas no comércio e abriu espaço para novos investimentos.

A Federação ressalta que o terceiro trimestre do ano é o momento em que os empresários começam a realizar os pedidos para a indústria e a contratar temporários para o fim do ano. A inflação baixa e a taxa de juros em queda são elementos econômicos fundamentais diante dessa retomada e devem continuar contribuindo de forma positiva para a recuperação das receitas.

Para a Entidade, são boas as perspectivas de vendas para o Natal e, se assim se confirmar, podem alavancar o indicador em 2018. No campo político, o mercado aguarda a aprovação da Reforma da Previdência para obter um período mais prolongado de estabilidade, propiciando boas condições para o crescimento de PIB e do Consumo das Famílias em 2018.