Negócios

08/08/2018

Nutty Bavarian se reinventa no Brasil e projeta expansão europeia

Empresa descobriu pontos de venda em corredores de aeroportos e shopping centers

Nutty Bavarian se reinventa no Brasil e projeta expansão europeia

Rede que vende frutas oleaginosas glaceadas artesanalmente conta com 140 quiosques no País
(Arte/Tutu)

Por Eduardo Vasconcelos

Criada em 1989 nos Estados Unidos, a Nutty Bavarian precisou se reinventar em um dos países mais difíceis para os negócios antes de se aventurar pelo mundo. “Importada” para o Brasil por um casal de jovens empreendedores, a empresa que vende castanhas glaceadas artesanalmente foi uma das pioneiras a explorar corredores de aeroportos e de shopping centers como ponto de venda. Hoje, além de 140 quiosques pelo território nacional, a marca voltou ao país de origem sob o conceito brasileiro e dá os primeiros passos na Europa.

A empresa chegou ao Brasil em 1996, após Adriana Auriemo, então recém-formada em Administração, ter se encantado com o produto durante um jogo de basquete em Orlando (EUA). Com apoio do então namorado, hoje marido e atual CEO da marca, Daniel Miglorancia, o primeiro quiosque da Nutty Bavarian no Brasil foi instalado em Campos do Jordão, no interior de São Paulo.

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A operação em quiosque se mostrou bem-sucedida e, com isso, foi replicada para corredores de aeroportos e de shopping centers, que, à época, não eram disputados por pequenos negócios como hoje. A expansão da rede permitiu que a marca abrisse franquias ainda no segundo ano de operações no País.

“Quando compramos os direitos de uso da marca na América do Sul, mantivemos o produto e o equipamento, mas criamos um conceito de ponto de venda que foi o diferencial para o sucesso do negócio”, comenta Miglorancia. “Vejo esse empreendimento como um micronegócio. É um quiosque que vende amêndoas, nozes e castanhas glaceadas. O produto é feito na hora e tem um cheiro atrativo que ajuda bastante nas vendas”, completa.

De acordo com Miglorancia, a rede de franqueados é composta, em grande parte, por trabalhadores que, ao empreender, optaram por um pequeno estabelecimento com um modelo de vendas definido em vez de abrir uma empresa própria. O investimento em uma franquia da marca varia de R$ 80 mil a R$ 100 mil. O franqueado trabalha com uma estrutura de custos que envolve a compra dos alimentos e o pagamento de impostos, aluguel do ponto de venda e salários dos atendentes, caso o próprio franqueado não assuma essa atividade. Os donos da franquia recebem royalties de acordo com as vendas.

O resultado obtido vendendo as frutas oleaginosas em quiosques foi tão promissor que o dono da marca nos Estados Unidos se interessou pelo conceito brasileiro. Com isso, a Nutty Bavarian Brasil “exportou” o jeito de vender e, atualmente, conta com três pontos de venda na Flórida.

Em março deste ano, a empresa abriu um quiosque em Portugal, dando início à primeira operação na Europa. “Temos um plano ousado de crescimento no continente europeu, começando pela Península Ibérica”, conta Miglorancia. “Empreender fora do Brasil tem sido uma experiência bem bacana. Quando chegamos com um negócio todo formatado em um mercado evoluído, no qual o público consumidor é enorme e as lei são muito mais simples para os pequenos empreendedores, percebemos como é mais fácil do que fazer negócios no Brasil – um país cheio de regulações”, salienta.