Economia

30/10/2018

Segmento de investimento crescerá exponencialmente nos próximos anos, diz Guilherme Benchimol

Fundador da XP Investimentos aponta desafio de mudar cultura de aplicação de recursos financeiros

Segmento de investimento crescerá exponencialmente nos próximos anos, diz Guilherme Benchimol

Ampliação do mercado de investimentos deve trazer serviços mais agéis e competitivos para o cliente, segundo Benchimol
(Foto: Christian Parente) 

Com os juros no patamar mais baixo da história, o investidor brasileiro à procura de retornos mais elevados precisa ser mais arrojado. O cenário, além de modificar a maneira de aplicar recursos financeiros, deve ampliar as oportunidades no setor de investimento. Essa é a tendência para o setor financeiro, de acordo com o fundador e presidente do Grupo XP, Guilherme Benchimol.

Em entrevista ao UM BRASIL, realizada em parceria com a Expert XP, ele afirma categoricamente que o “segmento de investimento crescerá exponencialmente nos próximos anos”.

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Segundo Benchimol, embora sua empresa, a XP Investimentos, tenha de enfrentar uma concorrência mais acirrada, os principais afetados serão os bancos. Ele cita que, hoje, 95% das poupanças dos brasileiros estão nos bancos, enquanto que nos Estados Unidos, 90% dos recursos financeiros estão fora das instituições bancárias.

“Sabemos que a concorrência contra a XP vai aumentar nos próximos anos, mas vai aumentar muito mais contra os bancos, porque o market share está na mão deles ainda. Essa é a minha visão”, afirma o economista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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Benchimol explica que os bancos concentram a maior parte dos recursos financeiros no Brasil porque, até pouco tempo, era “conservador e rentável” investir com juros altos. Com isso, não se formava “uma consciência de investimento verdadeira”.

Segundo ele, o poupador tende a ganhar com mais corretoras no mercado. “A vida do cliente vai melhorar brutalmente. Haverá serviços mais ágeis com preços mais competitivos”, frisa.

O fundador da XP diz que o setor deve crescer independentemente do ambiente político no País e finaliza: “Não criamos dinheiro, simplesmente transformamos dinheiro, porque o que fazemos é convencer o cliente que está investindo mal a investir melhor”.

Confira a seguir a entrevista na íntegra: