Economia

28/02/2019

Setor de turismo paulista encerra 2018 com alta de 1% na geração de empregos formais, aponta FecomercioSP

Segundo a Entidade, 2.776 vagas celetistas foram criadas no período; segmento fechou o ano com estoque de 278.613 vínculos formais ativos

Setor de turismo paulista encerra 2018 com alta de 1% na geração de empregos formais, aponta FecomercioSP

No mês, o bom desempenho foi puxado pelos grupos de hospedagem
(Arte: TUTU)

O mercado de trabalho existente da demanda dos turistas, lazer ou corporativo, seguiu trajetória de alta no Estado de São Paulo pelo terceiro mês consecutivo, em dezembro. Ao todo, foram 366 vagas celetistas. O setor encerrou o ano com um estoque ativo de 278.613 empregos formais, maior patamar desde setembro de 2016, aumento de 0,1% em relação a novembro e elevação de 1% comparado ao mesmo período de 2017. No acumulado de 2018, o saldo também foi positivo: 2.776 empregos com carteira assinada foram gerados.

Os dados são da Pesquisa de Emprego do Setor de Turismo no Estado de São Paulo (PESP Turismo), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

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Segundo a Entidade, no mês, o bom desempenho foi puxado pelos grupos de hospedagem, com 452 vínculos, e alimentação, com 333 empregos. Durante o ano de 2018, as vagas abertas também foram alavancadas por alimentação, com 861 vínculos, e transportes, com 816 empregos formais.

Das sete atividades analisadas, três sofreram quedas no número total de vagas celetistas em comparação com dezembro de 2017, com destaque para comércio direcionado (-1,2%) e eventos (-0,8%). Por outro lado, os segmentos de agências e operadores (2,5%) e alimentação (1,4%) apontaram as maiores variações na mesma base de comparação.

Para a presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Mariana Aldrigui, o otimismo de 2018 se concretizou em contratações no setor. "A perspectiva por mais viagens estimula empreendedores a ampliar equipes, ainda que com salários mais baixos do que aqueles pagos anteriormente. Além disso, famílias que adiaram as férias no ano passado demonstraram interesse em retomar o hábito, já se programando para viajar nos meses de janeiro a março", afirma.

A assessoria econômica da Federação acrescenta que o setor de turismo segue retomando as vagas perdidas no maior período de crise entre 2015 e 2016, quando houve um saldo negativo de quase 20 mil postos de trabalho com carteira assinada. Segundo a Entidade, é um movimento inicial, mas a expectativa é que esse processo de recuperação de vagas continue em 2019, visto que já houve aumento de investimentos empresariais, elevação do poder de compra das famílias, mais inflação baixa, juros menores e a própria queda do desemprego – o que deve gerar renda para viagens corporativas ou de lazer.