<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Brasil - Economia - FecomercioSP]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticias/economia/brasil</link><description>&lt;![CDATA[]]</description><lastBuildDate>Sun, 17 May 2026 02:54:08 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Brasil - Economia - FecomercioSP]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticias/economia/brasil</link><url>http://www.fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Economia]]</category><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Crédito caro e endividamento colocam empresas no modo sobrevivência]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/credito-caro-e-endividamento-colocam-empresas-no-modo-sobrevivencia</link><description>&lt;![CDATA[Com quase 9 milhões de inadimplentes no País, gestão financeira é primordial para preservar caixa, renegociar dívidas e rever custos]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O aumento do endividamento das empresas brasileiras deixou de ser apenas um indicador econ&amp;ocirc;mico e passou a representar um sinal concreto de risco para a sobreviv&amp;ecirc;ncia dos neg&amp;oacute;cios. Frente a juros elevados, cr&amp;eacute;dito caro e desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumo, empresas de diferentes portes vivem em um ambiente financeiro mais apertado &amp;mdash; principalmente no Com&amp;eacute;rcio e nos Servi&amp;ccedil;os, setores mais dependentes da renda das fam&amp;iacute;lias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo dados da Serasa Experian, a inadimpl&amp;ecirc;ncia dos neg&amp;oacute;cios brasileiros encerrou 2025 em patamar recorde, com 8,9 milh&amp;otilde;es de CNPJs negativados e estoque de d&amp;iacute;vidas em atraso de R$ 212,8 bilh&amp;otilde;es. O quadro permaneceu pressionado no in&amp;iacute;cio deste ano, com o indicador de empresas inadimplentes em mar&amp;ccedil;o atingindo o mesmo patamar de dezembro de 2025, indicando que o problema n&amp;atilde;o se limita a um ajuste pontual, mas reflete deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira persistente em um ambiente de juros ainda elevados e cr&amp;eacute;dito seletivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/8a8c98a7c39355ef4e1c945b8c679bc0ff779a44.png" style="width: 633px; height: 358px;" class="fr-fic fr-dib fr-fil"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A quest&amp;atilde;o atual vai al&amp;eacute;m da desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das vendas. Para a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, o principal problema est&amp;aacute; na deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras das empresas, causada pelo aperto monet&amp;aacute;rio prolongado e pela perda de capacidade de consumo das fam&amp;iacute;lias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na capital paulista, mais de 70% das fam&amp;iacute;lias est&amp;atilde;o endividadas e cerca de 21% j&amp;aacute; est&amp;atilde;o inadimplentes, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimpl&amp;ecirc;ncia do Consumidor (PEIC).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O impacto chega rapidamente &amp;agrave;s empresas. Mesmo com o Com&amp;eacute;rcio no Estado registrando faturamento recorde superior a R$ 1,5 trilh&amp;atilde;o em 2025, houve desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas vendas no segundo semestre do ano, incluindo per&amp;iacute;odos tradicionalmente fortes, como Black Friday e Natal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As receitas crescem menos; o custo financeiro sobe; as margens ficam comprimidas; o capital de giro perde for&amp;ccedil;a. E o caixa passa a ser o principal fator de sustenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MPEs s&amp;atilde;o as mais vulner&amp;aacute;veis&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; ainda mais delicada para as Micro e Pequenas Empresas (MPEs). Dos neg&amp;oacute;cios inadimplentes registrados em janeiro de 2026, 8,3 milh&amp;otilde;es pertencem a esse grupo, respons&amp;aacute;vel por R$ 176,1 bilh&amp;otilde;es em d&amp;iacute;vidas acumuladas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m do peso das d&amp;iacute;vidas, essas empresas t&amp;ecirc;m menos acesso a linhas estruturadas de cr&amp;eacute;dito e dependem mais de financiamentos de curto prazo, justamente os mais caros em um ciclo de juros elevados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os setores mais afetados pela inadimpl&amp;ecirc;ncia s&amp;atilde;o os Servi&amp;ccedil;os, com 55,3% dos registros, seguido pelo Com&amp;eacute;rcio (32,7%) e pela Ind&amp;uacute;stria (8,1%).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/ea5aa3f8564c683fd08898df258c09bbfa48e320.jpg" style="width: 533px;" class="fr-fic fr-dib fr-fil"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Recupera&amp;ccedil;&amp;otilde;es judiciais avan&amp;ccedil;am no Pa&amp;iacute;s&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira das empresas j&amp;aacute; aparece no avan&amp;ccedil;o dos pedidos de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o judicial. Em 2025, mais de 2,4 mil recorreram ao mecanismo, alta de 13% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao ano anterior. Agricultura, Servi&amp;ccedil;os e Com&amp;eacute;rcio lideram os pedidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a FecomercioSP, no entanto, o avan&amp;ccedil;o das recupera&amp;ccedil;&amp;otilde;es judiciais n&amp;atilde;o representa necessariamente uma explos&amp;atilde;o de fal&amp;ecirc;ncias, mas um movimento crescente de reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira diante de um cen&amp;aacute;rio de cr&amp;eacute;dito mais restritivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O pr&amp;oacute;prio n&amp;uacute;mero de pedidos de fal&amp;ecirc;ncia caiu no per&amp;iacute;odo, indicando que muitas empresas buscam alternativas para preservar opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es antes do encerramento definitivo das atividades.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/4e91a3fa5fabf1e12737a061170cf75a786ce306.jpg" style="width: 533px;" class="fr-fic fr-dib fr-fil"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fluxo de caixa supera lucro como prioridade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade ressalta que o contexto atual exige mudan&amp;ccedil;a estrutural na forma de gest&amp;atilde;o das empresas. Em ciclos de expans&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica, o foco costuma estar no crescimento e no ganho de mercado. Agora, a prioridade &amp;eacute; preservar liquidez, proteger o caixa e manter a capacidade operacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse cen&amp;aacute;rio, o fluxo de caixa passa a ser mais importante do que o lucro isoladamente. Empresas excessivamente dependentes de cr&amp;eacute;dito de curto prazo ou da rolagem constante de d&amp;iacute;vidas tornam-se mais vulner&amp;aacute;veis em um sistema financeiro mais seletivo e de capital caro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP recomenda que empres&amp;aacute;rios adotem medidas preventivas para preservar a opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e reduzir o risco financeiro. O primeiro passo &amp;eacute; refor&amp;ccedil;ar o controle rigoroso do fluxo de caixa, com proje&amp;ccedil;&amp;otilde;es realistas e monitoramento permanente das entradas e sa&amp;iacute;das de recursos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A renegocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de d&amp;iacute;vidas tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; considerada fundamental. Alongar prazos, revisar juros e reorganizar passivos podem aliviar a press&amp;atilde;o financeira no curto prazo e dar f&amp;ocirc;lego para a continuidade das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; revisar de maneira profunda a estrutura de custos. Em um ambiente de crescimento mais lento, efici&amp;ecirc;ncia operacional deixa de ser diferencial competitivo e passa a ser requisito b&amp;aacute;sico de sobreviv&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A incorpora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tecnologias e solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) para ganho de produtividade pode ajudar empresas a reduzir despesas e otimizar processos. A gest&amp;atilde;o de estoques tamb&amp;eacute;m ganha relev&amp;acirc;ncia. Estoques elevados imobilizam capital e comprometem liquidez. J&amp;aacute; estoques insuficientes podem resultar em perda de vendas. O equil&amp;iacute;brio entre oferta e demanda torna-se decisivo em um momento de mais cautela do consumidor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m da gest&amp;atilde;o financeira, a FecomercioSP alerta para os riscos jur&amp;iacute;dicos associados ao agravamento das dificuldades econ&amp;ocirc;micas. Em casos de irregularidades na administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como confus&amp;atilde;o patrimonial, fraude ou desvio de finalidade, os s&amp;oacute;cios podem ser responsabilizados pessoalmente pelas obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es da empresa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a conjuntura exige cautela e mais estrat&amp;eacute;gia. Em um contexto de juros altos e cr&amp;eacute;dito restrito, sobreviver depender&amp;aacute; cada vez mais da capacidade de preservar caixa, adaptar opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es e tomar decis&amp;otilde;es com rapidez.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 14 May 2026 11:13:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Iniciativas legislativas e impactos econômicos]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/iniciativas-legislativas-e-impactos-economicos</link><description>&lt;![CDATA[Período eleitoral é terreno fértil para propostas de grande apelo popular]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;em&gt;Antonio Lanzana*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Congresso Nacional aprovou, recentemente, o acordo comercial Uni&amp;atilde;o Europeia-Mercosul, o que n&amp;atilde;o deixa de ser um ponto extremamente positivo no sentido da maior integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional do Brasil. No entanto, uma an&amp;aacute;lise mais detalhada de outras iniciativas identificadas no mesmo Congresso causa preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tendo em vista as repercuss&amp;otilde;es no ambiente macroecon&amp;ocirc;mico e nas empresas, as quais muitas vezes deixam de ser adequadamente avaliadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, cabe destacar, inicialmente, um projeto aprovado no Senado Federal que reestrutura carreiras no servi&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico, reajusta a remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de diversos cargos, beneficiando 270 mil servidores e criando mais de 24 mil novos cargos efetivos. O resultado &amp;eacute; uma despesa de R$ 4,16 bilh&amp;otilde;es em 2026 e R$ 5,6 bilh&amp;otilde;es em 2027. Uma expans&amp;atilde;o de gastos extremamente preocupante num Pa&amp;iacute;s que apresenta uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o fiscal cr&amp;iacute;tica, com d&amp;eacute;ficit nominal do setor p&amp;uacute;bico superior a 8% do&amp;nbsp;Produto Interno Bruto (PIB)&amp;nbsp;e d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica crescendo de forma exponencial. Enquanto isso, uma proposta muito bem elaborada de reforma administrativa, que poderia nortear a gest&amp;atilde;o de contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es, deslocamentos de funcion&amp;aacute;rios e crit&amp;eacute;rios de remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sequer entrou&amp;nbsp;em vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Per&amp;iacute;odo eleitoral acaba se constituindo em terreno f&amp;eacute;rtil para proposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de grande apelo para a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Neste ano, a discuss&amp;atilde;o mais calorosa refere-se &amp;agrave; quest&amp;atilde;o da jornada 6x1. O que se tem observado &amp;eacute; uma tentativa de certos parlamentares de acelerar a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do projeto que renderia importantes dividendos pol&amp;iacute;ticos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Este &amp;eacute; um assunto extremamente complexo, porque envolve aspectos relacionados, de um lado, a progressos sociais, e, de outro, a implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es econ&amp;ocirc;micas. No primeiro caso, argumenta-se sobre a eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da qualidade de vida dos trabalhadores e seus efeitos positivos sobre a produtividade. Em termos empresariais, a preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o concentra-se no aumento de custos operacionais (e seus reflexos inflacion&amp;aacute;rios), novas contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es num mercado de trabalho extremamente apertado, aumento da informalidade, diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o das margens das empresas e at&amp;eacute; mesmo inviabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de algumas delas, principalmente em setores que ser&amp;atilde;o mais afetados, como &amp;eacute; o caso dos setores de Com&amp;eacute;rcio e de Servi&amp;ccedil;os, e principalmente das empresas de pequeno porte.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Destacando um ponto dessa discuss&amp;atilde;o, que &amp;eacute; a quest&amp;atilde;o da produtividade do trabalho, dados da&amp;nbsp;Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Getulio Vargas (FGV)&amp;nbsp;mostram que o crescimento m&amp;eacute;dio da produtividade por hora trabalhada no Brasil foi de 0,8% ao ano no per&amp;iacute;odo 1995&amp;ndash;2024 e zero nos &amp;uacute;ltimos 10 anos. O argumento de que a medida pode elevar a produtividade n&amp;atilde;o leva em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o o amplo leque de fatores que determinam a produtividade &amp;mdash; n&amp;iacute;vel educacional, grau de inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional, competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, acesso &amp;agrave; tecnologia, infraestrutura, ambiente dos neg&amp;oacute;cios, n&amp;iacute;vel de investimento, dentre outros.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Levando-se em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o esses pontos, podemos chegar a tr&amp;ecirc;s conclus&amp;otilde;es: a) dadas as diferen&amp;ccedil;as setoriais e de porte, a livre negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o deve prevalecer; b) percebe-se que as inciativas parlamentares esquecem de levar em conta a import&amp;acirc;ncia do crescimento econ&amp;ocirc;mico como gerador de empregos, riqueza e bem-estar &amp;mdash; desde 1980, o Brasil vem crescendo abaixo do mundo e n&amp;atilde;o consegue sair da condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pa&amp;iacute;s de renda m&amp;eacute;dia; e c) propostas de mudan&amp;ccedil;as na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o devem ser constru&amp;iacute;das a partir de seus reais impactos na economia, de forma a garantir avan&amp;ccedil;os sem comprometer a gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empregos, a competitividade das empresas e, consequentemente, o crescimento econ&amp;ocirc;mico e a eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do n&amp;iacute;vel de bem-estar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Antonio Lanzana, presidente do Conselho Superior de Economia, Sociologia e Pol&amp;iacute;tica da&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 08 May 2026 09:12:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Brasil deve agir sobre trabalho, juros e estatais para melhorar produtividade]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/brasil-deve-agir-sobre-trabalho-juros-e-estatais-para-melhorar-produtividade</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP participa de reunião da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;“A produtividade é o grande gargalo do Brasil”, apontou Fabio Pina, economista da &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;durante audiência pública sobre o tema, realizada na Comissão do Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados. Pina esteve na mesa da reunião, em Brasília (DF), na última quarta-feira (6), ao lado da deputada Adriana Ventura(Novo/SP), do advogado Roberto Ordine — atual vice-presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) — e do também economista Carlos da Costa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Isso é efeito de uma tragédia que nós não percebemos: o ambiente de negócios ainda não é adequado. Em 40 anos, nós diluímos a perda relativa de bem-estar, enquanto outros países, como a China e a Coreia do Sul, cresceram em rendas per capita. Isso não aconteceu por acaso; esses países dinamizaram os ambientes de negócios”, continuou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados corroboram a análise: na década de 1980, o Brasil, marcado pela crise profunda que interrompeu o ciclo de crescimento, levou o Produto Interno Bruto (PIB) a registrar uma média anual de apenas 1,6% de crescimento. Foi resultado de uma estrutura produtiva fragilizada — forte dependência de capital externo, uma baixa poupança interna e um ambiente pouco favorável ao investimento. Como consequência, a produtividade estagnou, investimentos minguaram e a Indústria nacional encolheu, sobretudo em setores como os de bens de capital e de consumo durável.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na década mais recente, de 2011 a 2020, o desempenho foi ainda pior, com um crescimento médio de apenas 0,8% ao ano (a.a.), metade do ritmo já fraco da chamada “década perdida”. Desde então, a produtividade permanece estagnada. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre 2000 e 2019, a produtividade do trabalho cresceu, em média, só 0,54% a.a. No mesmo período, o Chile registrou uma taxa de 1,55%. A Coreia do Sul, por sua vez, viu o ritmo avançar 4,3% entre 2000 e 2018, enquanto a nossa foi, nesse mesmo período, de 0,7%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Pina, há, hoje, três problemas estruturais. O primeiro é o fim da sucumbência da &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/reformadetodos"&gt;Reforma Trabalhista de 2017&lt;/a&gt;. “Atualmente, muito pior do que o custo do trabalho é a incerteza que o empresariado tem para empregar. Com a sucumbência, a própria Justiça do Trabalho está saturada.”&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O segundo aspecto são as estatais, que, para o economista, não são eficientes, mas conseguem afetar a competitividade e o dinamismo das empresas privadas. Pina lembrou que &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/modernizacaodoestado"&gt;uma das agendas da FecomercioSP, da Reforma Administrativa,&lt;/a&gt; envolve a crítica à má qualidade dos serviços públicos. As classes baixas são aquelas que, apesar de contribuírem com a mesma carga de impostos que as mais abastadas, dependem de estruturas estatais obsoletas e burocráticas. “Sem contar a política de campeões nacionais que, na verdade, são escolhidas sem nenhum tipo de critério. Eu pergunto, sinceramente, se é relevante ter essa quantidade de empresas estatais”, questionou. Só a União controla 44 delas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em terceiro lugar — e mais grave, disse Pina — está a prática de financiar contas públicas com juros altos. “É muito relevante a gente lembrar que, quando nós conseguimos financiar a contenção das despesas [em 2022], a taxa de juros do Brasil caiu. Hoje, é o contrário: &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/setor-de-servicos-navega-em-meio-a-juros-altos-credito-restrito-e-confianca-fragilizada"&gt;a Selic é altíssima&lt;/a&gt; porque a incerteza com os gastos do governo é precificada pelo mercado”, completou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a deputada Adriana, o parlamento precisa ter uma postura diferente diante de apontamentos como esse. “A voz do setor produtivo não é tão ouvida no Congresso, embora seja ele quem pague a conta do País”, disse, lembrando das &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/hugo-motta-ouve-demandas-da-fecomerciosp-sobre-fim-da-escala-6x1-1"&gt;discussões sobre o fim da escala 6x1&lt;/a&gt; — que, inclusive, ocorriam na sala ao lado da comissão. “Estão propondo isso, mas como vamos pagar essa conta? O empresariado quer melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, mas isso precisa se dar de forma equilibrada”, finalizou.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 07 May 2026 09:35:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Novo Desenrola pode oferecer alívio pontual para famílias, mas apresenta limitações estruturais]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/novo-desenrola-pode-oferecer-alivio-pontual-para-familias-mas-apresenta-limitacoes-estruturais</link><description>&lt;![CDATA[Programa prevê descontos de até 90% e uso do FGTS, mas lida com obstáculos, como juros elevados, restrições orçamentárias e desafios de adesão]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O lan&amp;ccedil;amento do Novo Desenrola Brasil pelo governo federal, por meio de Medida Provis&amp;oacute;ria (MP), com promessa de descontos de 30% a 90% nas d&amp;iacute;vidas e possibilidade de uso de at&amp;eacute; 20% do saldo do FGTS, recoloca no debate p&amp;uacute;blico o tema do endividamento das fam&amp;iacute;lias. Embora a iniciativa busque ampliar o acesso &amp;agrave; renegocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de d&amp;eacute;bitos &amp;mdash; principalmente em modalidades como cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito, cheque especial, cr&amp;eacute;dito pessoal e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) &amp;mdash;, na an&amp;aacute;lise da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP), h&amp;aacute; elementos que sugerem limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es relevantes quanto &amp;agrave; sua efetividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O n&amp;iacute;vel de endividamento familiar brasileiro chegou a patamar elevado, conforme indicam dados da&amp;nbsp;&lt;a href="https://portaldocomercio.org.br/"&gt;Confedera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional do Com&amp;eacute;rcio (CNC)&lt;/a&gt;, quadro corroborado pela&amp;nbsp;FecomercioSP na Cidade de S&amp;atilde;o Paulo, onde pouco mais de 70% dos lares t&amp;ecirc;m algum tipo de d&amp;iacute;vida. No entanto, &amp;eacute; importante distinguir endividamento de inadimpl&amp;ecirc;ncia. O primeiro &amp;eacute; inerente ao funcionamento da economia moderna, enquanto o segundo &amp;mdash; o atraso no pagamento das obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;mdash; &amp;eacute; o ponto que mais chama a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Nesse aspecto, os indicadores mostram relativa estabilidade no &amp;uacute;ltimo ano, com inadimpl&amp;ecirc;ncia em torno de 29% na m&amp;eacute;dia nacional e 20% na capital paulista, sem sinal de deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o fora do padr&amp;atilde;o hist&amp;oacute;rico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O cr&amp;eacute;dito deve ser compreendido como instrumento essencial ao desenvolvimento econ&amp;ocirc;mico. A preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o central n&amp;atilde;o deve recair sobre sua exist&amp;ecirc;ncia, mas sobre o desequil&amp;iacute;brio financeiro que leva ao n&amp;atilde;o pagamento das d&amp;iacute;vidas. Ainda assim, em um contexto de debate pol&amp;iacute;tico mais acentuado, especialmente em per&amp;iacute;odos eleitorais, o tema ganha mais visibilidade, independentemente da gravidade dos indicadores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a&amp;nbsp;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o Novo Desenrola pode oferecer um al&amp;iacute;vio pontual para parte das fam&amp;iacute;lias, mas apresenta limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es macroecon&amp;ocirc;micas estruturais semelhantes &amp;agrave;s do programa anterior. O ambiente econ&amp;ocirc;mico permanece como principal desafio, marcado por juros elevados, infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o persistente e alta carga tribut&amp;aacute;ria. Esses fatores mant&amp;ecirc;m o consumidor pr&amp;oacute;ximo do limite financeiro e dificultam solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es duradouras para a inadimpl&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A experi&amp;ecirc;ncia recente com o Desenrola, encerrado no in&amp;iacute;cio de 2024, tamb&amp;eacute;m traz aprendizados importantes. Apesar de ter proporcionado algum grau de renegocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o programa sofreu limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es que restringiram a sua ades&amp;atilde;o e a sua capacidade de resolver, de forma estrutural, a inadimpl&amp;ecirc;ncia. Dentre os principais entraves observados, destacaram-se a necessidade de acesso &amp;agrave; plataforma Gov.br, a concorr&amp;ecirc;ncia com feir&amp;otilde;es de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; consolidados e, sobretudo, a restrita capacidade de pagamento da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mesmo diante de descontos expressivos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No an&amp;uacute;ncio do governo, h&amp;aacute; mudan&amp;ccedil;as relevantes, sendo a principal a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta entre consumidor e institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira, sem a necessidade de intermedia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Gov.br. Contudo, o governo passa a atuar como garantidor desse cr&amp;eacute;dito, por meio do Fundo de Garantia de Opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es (FGO): caso o inadimplente deixe de pagar o valor renegociado, o Poder P&amp;uacute;blico cobre o n&amp;atilde;o pagamento. S&amp;atilde;o R$ 2 bilh&amp;otilde;es iniciais, com potencial de amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do fundo para at&amp;eacute; R$ 5 bilh&amp;otilde;es mediante autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Executivo, al&amp;eacute;m de outros R$ 8 bilh&amp;otilde;es de recursos atualmente parados no sistema financeiro. Em outras palavras, a sociedade, de alguma forma, participa do financiamento do programa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda que haja redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas taxas de juros para at&amp;eacute; 1,99% ao m&amp;ecirc;s (a.m.) &amp;mdash; o que equivale a aproximadamente 27% ao ano (a.a.) &amp;mdash;, o custo do cr&amp;eacute;dito permanece elevado em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a taxa b&amp;aacute;sica de juros da economia, atualmente em 14,5% a.a. Esse diferencial reduz o impacto dos descontos e dificulta a quita&amp;ccedil;&amp;atilde;o das d&amp;iacute;vidas sem comprometer o or&amp;ccedil;amento dom&amp;eacute;stico, mesmo com a possibilidade de parcelamento em at&amp;eacute; quatro anos. Cabe destacar que, agora, a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; pressionada por alimentos e combust&amp;iacute;veis, em decorr&amp;ecirc;ncia da guerra no Oriente M&amp;eacute;dio, grupos que representam parcela importante do or&amp;ccedil;amento familiar, refor&amp;ccedil;ando o direcionamento dos gastos para o consumo essencial e reduzindo a capacidade de pagamento de d&amp;eacute;bitos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O uso do FGTS tamb&amp;eacute;m suscita pondera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Trata-se de um recurso importante tanto para a seguran&amp;ccedil;a financeira dos lares quanto para o financiamento do mercado imobili&amp;aacute;rio. A sua utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para quitar d&amp;iacute;vidas pode gerar al&amp;iacute;vio imediato, mas n&amp;atilde;o resolve o desequil&amp;iacute;brio estrutural das contas, podendo resultar, posteriormente, em nova inadimpl&amp;ecirc;ncia, agora com menor prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto importante &amp;eacute; a restri&amp;ccedil;&amp;atilde;o, por 12 meses, do acesso a plataformas de apostas online para os participantes do programa. Embora a medida dialogue com preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es leg&amp;iacute;timas sobre o comprometimento da renda com jogos, pode desestimular a ades&amp;atilde;o de parte do p&amp;uacute;blico-alvo, em especial diante da percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que novos programas de renegocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o tendem a surgir no futuro, com condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es semelhantes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ProCred, voltado para o pequeno empres&amp;aacute;rio, tamb&amp;eacute;m ser&amp;aacute; contemplado no programa, com amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do porcentual de faturamento para acesso ao cr&amp;eacute;dito, al&amp;eacute;m de melhorias na car&amp;ecirc;ncia e no prazo de pagamento e uma linha espec&amp;iacute;fica para o pequeno produtor rural.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, sem avan&amp;ccedil;os nesses elementos estruturais, iniciativas como o Desenrola tendem a ter efeito tempor&amp;aacute;rio, com possibilidade de recorr&amp;ecirc;ncia de programas similares no futuro sem que o problema de fundo seja plenamente resolvido.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 05 May 2026 18:07:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Copom preferiu dar credibilidade ao ciclo de cortes da Selic, apesar de contexto econômico]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/copom-preferiu-dar-credibilidade-ao-ciclo-de-cortes-da-selic-apesar-de-contexto-economico</link><description>&lt;![CDATA[Órgão baixou a taxa básica de juros para 14,5% em meio ao conflito no Oriente Médio, à inflação ainda alta e ao cenário fiscal incerto do País]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa Selic, que define os juros básicos do País, em 0,25 ponto porcentual (p.p.), nesta quarta-feira (29). Não se tratou, porém, de uma reação natural à melhoria do cenário econômico, mas, antes disso, foi um sinal do comprometimento do órgão em estabelecer credibilidade ao ciclo de queda iniciada no último encontro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No entanto, se fosse em função do ambiente macroeconômico, talvez a decisão tivesse sido outra. A inflação do País está em 4,1% no acumulado dos 12 meses, acima da meta de 3%, o que fica ainda mais grave considerando a aceleração permanente dos preços de um setor vital à economia: os Serviços (6% ao ano). O mercado já percebeu essa volatilidade e tem trabalhado com um IPCA de 4,86% em 2026, o que seria uma taxa acima do teto da meta estabelecida pelo BC (4,5%).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até mesmo a projeção de 2027 (4%) está acima da meta. Frente a um horizonte desancorado como esse, o BC não tem margem para cortar os juros de forma mais célere e profunda — ou afetaria ainda mais os preços.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entra nessa conta, ainda, a guerra do Irã, Estados Unidos e Israel, cujos efeitos — com o fechamento do Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico — estão sendo percebidos, sobretudo, pelo mercado internacional de petróleo (o canal é um caminho de cerca de 20% do óleo bruto produzido no mundo). O preço do barril de petróleo brent (óleo bruto de alta qualidade), por exemplo, subiu para acima dos US$ 110 em abril, em meio aos bloqueios do estreito pelo conflito.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há um terceiro elemento em jogo: as contas públicas. Frágeis, sem nenhum tipo de avanço concreto para um controle estrutural e com despesas obrigatórias em franco crescimento, exigem que o BC tenha algum manejo, o que acontece por meio de juros altos. Na verdade, está claro que o órgão só terá uma postura mais forte de aprofundar o ciclo de cortes da Selic quando o governo tiver o compromisso claro de promover equilíbrio fiscal. Como é praxe que, em anos eleitorais, o contrário disso aconteça (o governo de ocasião sobe os gastos para tentar vencer nas urnas), a autoridade monetária não tem outra chance senão manter a Selic elevada.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma expectativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), inclusive, é de ver a taxa Selic alta por mais tempo do que o mercado esperava, terminando o ano na casa dos 13%. É importante dizer que essa projeção passará por reuniões do Copom sem sinal de cortes. Para a Entidade, os juros só vão cair com um ajuste fiscal consistente. Sem isso, o Brasil viverá em uma economia de juros altos e incertezas, além dos custos para empresas e consumidores.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 19:10:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Carta de Conjuntura: economia chegará deteriorada ao fim desse ano]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/carta-de-conjuntura-economia-chegara-deteriorada-ao-fim-desse-ano</link><description>&lt;![CDATA[Emprego desacelera e geração de vagas recua em comparação ao mesmo período de 2025]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Em um cenário de indústria em queda livre, mercado de trabalho perdendo fôlego, empresas pedindo recuperação judicial, desequilíbrio fiscal e os juros mais altos do que se esperava, a economia brasileira está desacelerando – e assim ficará até o fim do ano – do que se esperava nesse momento. A análise é do Conselho Superior de Economia, Sociologia e Política (CSESP) da FecomercioSP.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Carta de Conjuntura de abril do conselho, com essa análise, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/4a7a45195df7531b1511e44adddfc81b64e47975.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;está disponível na íntegra &lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em primeiro lugar, a indústria está em retração. Caiu 0,7% em fevereiro e, com isso, acumula uma alta tímida de 0,3% no cômputo anual. A confiança do empresariado do setor, por causa disso, está mais baixa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas o ponto mais sensível é que o mercado de trabalho, que estava garantindo a elevação da renda e o ritmo do consumo das famílias brasileiras, começou a perder força. Segundo dados do Caged, foram 1,02 milhão de vagas geradas até fevereiro deste ano, contra 1,78 milhão até o mesmo mês de 2025.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“O nível de atividade permanece em desaceleração, ao mesmo tempo em que as expectativas de inflação vão se deteriorando e impondo dificuldades a uma redução mais significativa dos juros. O ano vai ficando mais difícil”, analisa Antonio Lanzana, presidente do CSESP.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Carta de Conjuntura ainda discute os impactos econômicos nos EUA da guerra no Irã, especialmente no mercado do petróleo. Acesse:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/4a7a45195df7531b1511e44adddfc81b64e47975.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;Carta de Conjuntura do CSESP&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 10:07:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Energia elétrica no tanque]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/energia-eletrica-no-tanque</link><description>&lt;![CDATA[Vendas de carros elétricos explodem, mas pouca oferta de pontos de recarga pode travar o crescimento do setor]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Em fevereiro, pela primeira vez na hist&amp;oacute;ria, o carro mais vendido no Brasil &lt;a href="https://revistapb.com.br/mobilidade/a-vez-dos-carros-eletricos/"&gt;foi um ve&amp;iacute;culo 100% el&amp;eacute;trico&lt;/a&gt;, o BYD Dolphin Mini, com 4.094 unidades emplacadas. Os n&amp;uacute;meros confirmam a tend&amp;ecirc;ncia, observada nos &amp;uacute;ltimos tr&amp;ecirc;s anos, da procura pelos consumidores por ve&amp;iacute;culos menos poluentes, com menor custo de manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e mais econ&amp;ocirc;micos se comparados com os modelos a combust&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2025, segundo dados da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira do Ve&amp;iacute;culo El&amp;eacute;trico (ABVE), foram vendidos 223.896 ve&amp;iacute;culos movidos a eletricidade, categoria dividida entre ve&amp;iacute;culos 100% el&amp;eacute;tricos, h&amp;iacute;bridos plug-in (PHEV) &amp;mdash; que podem ser conectados &amp;agrave; tomada para recarga, a qual tamb&amp;eacute;m ocorre por combust&amp;atilde;o e pelo sistema de frenagem regenerativa &amp;mdash; e h&amp;iacute;bridos convencionais (HEV), que s&amp;atilde;o abastecidos por combust&amp;atilde;o e pelos freios. A febre continua em 2026, com a comercializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mais 83.947 unidades at&amp;eacute; mar&amp;ccedil;o. Atualmente, segundo a ABVE, cerca de 630 mil ve&amp;iacute;culos movidos a eletricidade rodam pelas cidades e rodovias do Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Autonomia limitada&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Rodam, mas h&amp;aacute; o risco da chamada pane seca se o percurso superar 300 quil&amp;ocirc;metros, principalmente em trajetos intermunicipais. Tanto as baterias dos 100% el&amp;eacute;tricos como as dos h&amp;iacute;bridos t&amp;ecirc;m autonomia que n&amp;atilde;o ultrapassa 300 quil&amp;ocirc;metros, o que exige uma rede robusta de pontos de recarga (eletropostos), algo longe do que existe nas rodovias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pr&amp;oacute;pria ABVE admite a falta de infraestrutura. Dados da entidade revelam a presen&amp;ccedil;a de 21.061 eletropostos p&amp;uacute;blicos &amp;mdash; 14.582 de recarga lenta (AC), com tempo m&amp;eacute;dio de 8 horas para recarga, e apenas 6.479 pontos de recarga r&amp;aacute;pida (DC), recomendados para rodovias. &amp;ldquo;A estimativa &amp;eacute; que tenhamos 3 milh&amp;otilde;es de carros el&amp;eacute;tricos em 2030. O ideal &amp;eacute; que haja um ponto de recarga privada, em casa ou no trabalho, para cada um e um eletroposto p&amp;uacute;blico para cada dez, para que o motorista tenha liberdade de viajar&amp;rdquo;, explica Tadeu Rezende, do Conselho Diretor da ABVE e CEO da Power2Go, empresa especializada em servi&amp;ccedil;os de recarga de ve&amp;iacute;culos el&amp;eacute;tricos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com o&amp;nbsp;engenheiro mec&amp;acirc;nico Marcelo Alves, coordenador do Centro de Engenharia Automotiva (CEA) da Escola Polit&amp;eacute;cnica da Universidade de S&amp;atilde;o Paulo (Poli-USP), o quadro atual e a aus&amp;ecirc;ncia de investimentos representam um gargalo para o crescimento. &amp;ldquo;Temos um problema insol&amp;uacute;vel no momento, que vai limitar o carro el&amp;eacute;trico ao uso urbano e a pequenos deslocamentos&amp;rdquo;, afirma, acrescentando que seriam necess&amp;aacute;rios 65 mil eletropostos, no momento atual, e 370 mil, em dez anos. &amp;ldquo;Equipamentos de recarga r&amp;aacute;pida em postos exigem investimentos e manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, al&amp;eacute;m de suporte de seguran&amp;ccedil;a por causa das descargas el&amp;eacute;tricas&amp;rdquo;, completa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Faltam investidores&amp;rdquo;, lamenta a ABVE. A implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um eletroposto com cinco pontos de carga r&amp;aacute;pida requer R$ 2 milh&amp;otilde;es, e a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma rede que suporte uma frota de 3 milh&amp;otilde;es de carros custaria R$ 1 bilh&amp;atilde;o. &amp;ldquo;Esse contexto pede uma sinergia entre investidores, montadoras e, no caso da infraestrutura em rodovias n&amp;atilde;o concessionadas, tamb&amp;eacute;m o Poder P&amp;uacute;blico&amp;rdquo;, pontua Rezende. Quanto &amp;agrave; oferta de energia, a quest&amp;atilde;o &amp;eacute; mais tranquila, segundo ele. &amp;ldquo;A capacidade instalada do sistema el&amp;eacute;trico brasileiro &amp;eacute; de 217 gigawatts (GW). Precisar&amp;iacute;amos de uma reserva m&amp;eacute;dia de 150 megawatts (MW) adicionais, o que n&amp;atilde;o &amp;eacute; relevante&amp;rdquo;, destaca.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Planejamento log&amp;iacute;stico&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A dificuldade log&amp;iacute;stica para percorrer trajetos mais longos &amp;eacute; um transtorno para quem dirige um carro el&amp;eacute;trico. Com 61 unidades em rodovias das regi&amp;otilde;es Sudeste e Sul, a rede Graal oferece eletropostos em apenas 23 delas, todos em estradas de grande fluxo. A maioria est&amp;aacute; concentrada nas rodovias Presidente Dutra, que interliga as cidades de S&amp;atilde;o Paulo e Rio de Janeiro, e nas paulistas Bandeirantes, Anhanguera, Washington Lu&amp;iacute;s e Castelo Branco, todas no Sudeste.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vias com grande movimento, como a BR-101 (no trecho de Santa Catarina) e a BR-040, que liga Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Bras&amp;iacute;lia, t&amp;ecirc;m apenas um ponto para abastecimento nos postos da rede. Fora dos grandes centros, a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; bem mais complexa: no Piau&amp;iacute;, h&amp;aacute; 203 eletropostos e apenas 26 no Acre, segundo a ABVE.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nos atuais contratos de concess&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; nenhuma cl&amp;aacute;usula prevendo a obrigatoriedade de instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de eletropostos, informa a assessoria de imprensa da Motiva, novo nome do grupo CCR, concession&amp;aacute;ria de rodovias, aeroportos e metr&amp;ocirc;s. Segundo a companhia, existem iniciativas pontuais, previstas nos novos contratos, que estabelecem uma estrutura m&amp;iacute;nima de apoio, com a implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pontos de recarga nas bases operacionais da concession&amp;aacute;ria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A primeira experi&amp;ecirc;ncia ser&amp;aacute; na Rodovia Fern&amp;atilde;o Dias (BR-381), que liga a capital paulista a Belo Horizonte (MG), em contrato a ser assinado no fim de abril. Atualmente, existem 20 eletropostos nas rodovias administradas pela Motiva, o que inclui o sistema Anhanguera&amp;ndash;Bandeirantes, Presidente Dutra e Castelo Branco. A concession&amp;aacute;ria destaca que a equipe de apoio est&amp;aacute; treinada para atender a ocorr&amp;ecirc;ncias de pane seca e que, em 2025, foram atendidos 120 casos envolvendo ve&amp;iacute;culos el&amp;eacute;tricos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paz nos condom&amp;iacute;nios&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nas regi&amp;otilde;es urbanas, o quadro &amp;eacute; mais tranquilo. Em fevereiro, foi aprovada, no Estado de S&amp;atilde;o Paulo, a Lei 18.403/2026, que regula a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de carregadores de ve&amp;iacute;culos el&amp;eacute;tricos em condom&amp;iacute;nios residenciais e comerciais, garantindo ao cond&amp;ocirc;mino o direito de instalar pontos de recarga em suas vagas privativas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar de impedir a proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o por parte do condom&amp;iacute;nio, a lei exige aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica, obedi&amp;ecirc;ncia &amp;agrave;s regras da&amp;nbsp;Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Normas T&amp;eacute;cnicas&amp;nbsp;(ABNT) e que o custo do consumo seja do morador. &amp;ldquo;A lei pacifica as disputas condominiais e a tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; que haja uma lei federal nos mesmos termos da aprovada em S&amp;atilde;o Paulo&amp;rdquo;, aponta&amp;nbsp;Paulo Rewald, diretor de Normaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Secovi-SP, sindicato do mercado imobili&amp;aacute;rio paulista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O investimento compensa, segundo Rezende, da ABVE. &amp;ldquo;Um wallbox [kit de recarga] custa em torno de R$ 8 mil, enquanto o aluguel est&amp;aacute; na faixa de R$ 300 por m&amp;ecirc;s. Vale a pena&amp;rdquo;, afirma. No caso de condom&amp;iacute;nios comerciais, o conselheiro acredita que a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um kit de recarga torna-se uma ferramenta para agregar valor ao neg&amp;oacute;cio. &amp;ldquo;Nos Estados Unidos, j&amp;aacute; observa-se que os condom&amp;iacute;nios que oferecem pontos de recarga chegam a se valorizar 5% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos concorrentes&amp;rdquo;, ressalta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Futuro dos el&amp;eacute;tricos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;C&amp;eacute;tico, o f&amp;iacute;sico, ex-ministro, ex-reitor da USP e presidente do Conselho de Sustentabilidade da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP), Jos&amp;eacute; Goldemberg, atribui o sucesso dos carros el&amp;eacute;tricos &amp;agrave;s campanhas de marketing das montadoras e aos incentivos fiscais dados pelo governo. &amp;ldquo;&amp;Eacute; um modelo apropriado para pa&amp;iacute;ses de dimens&amp;otilde;es menores, como a Dinamarca. N&amp;atilde;o temos uma rede adequada de eletropostos e n&amp;atilde;o h&amp;aacute; pol&amp;iacute;ticas nesse sentido&amp;rdquo;, critica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a experi&amp;ecirc;ncia de seus 97 anos, Goldemberg recorda o lan&amp;ccedil;amento do&amp;nbsp;&lt;a href="https://revistapb.com.br/brasileirismos/contra-a-alta-do-petroleo-carro-a-cana-de-acucar/"&gt;Programa Nacional do &amp;Aacute;lcool (Pro&amp;aacute;lcool), nos anos 1970&lt;/a&gt;, para incentivar o uso do etanol, ocasi&amp;atilde;o em que foi criada uma regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o que exigia a presen&amp;ccedil;a de bombas nos postos de combust&amp;iacute;veis j&amp;aacute; existentes. &amp;ldquo;Penso que vai acabar prevalecendo a escolha pelos carros h&amp;iacute;bridos tradicionais&amp;rdquo;, opina.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por sua vez, o engenheiro eletricista Jos&amp;eacute; Carlos Armelin, professor de p&amp;oacute;s-gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Engenharia de Energias Renov&amp;aacute;veis na Pontif&amp;iacute;cia Universidade Cat&amp;oacute;lica do Paran&amp;aacute; (PUC-PR), pondera que o Brasil pode n&amp;atilde;o ter condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, no futuro, para atender &amp;agrave; demanda de carga el&amp;eacute;trica para a frota em expans&amp;atilde;o por causa de outros grandes projetos que exigem vultosas cargas de energia, como &lt;a href="https://revistapb.com.br/tecnologia/brasil-hub-global-de-data-centers/"&gt;datacenters&lt;/a&gt; e polos de &lt;a href="https://revistapb.com.br/institucional/marco-legal-da-ia-deve-ser-construido-com-o-setor-produtivo-a-frente/"&gt;Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA)&lt;/a&gt;. &amp;ldquo;As geradoras n&amp;atilde;o contam com linhas de transmiss&amp;atilde;o suficientes&amp;rdquo;, adverte. Assim como Goldemberg, Armelin considera o ve&amp;iacute;culo h&amp;iacute;brido mais apropriado para as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es geogr&amp;aacute;ficas brasileiras, principalmente considerando a oferta nacional de etanol.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Texto publicado originalmente na &lt;/em&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;revista Problemas Brasileiros&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 09:05:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Endividamento elevado muda padrão de consumo e pressiona empresas]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/endividamento-elevado-muda-padrao-de-consumo-e-pressiona-empresas</link><description>&lt;![CDATA[Consumidor segue ativo, mas mais fragilizado, dependente de crédito e sensível a preço]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Com &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/sete-em-cada-dez-familias-estao-endividadas-em-sao-paulo-inadimplencia-chega-a-21-informa-a-fecomerciosp?%2Fnoticia%2Fsete-em-cada-dez-familias-estao-endividadas-em-sao-paulo-inadimplencia-chega-a-21-informa-a-fecomerciosp="&gt;71,1% das fam&amp;iacute;lias paulistanas endividadas no m&amp;ecirc;s de mar&amp;ccedil;o&lt;/a&gt;, o padr&amp;atilde;o de consumo mudou e come&amp;ccedil;a a pressionar o desempenho das empresas, especialmente no Com&amp;eacute;rcio e nos Servi&amp;ccedil;os. Equivalente a cerca de 3,2 milh&amp;otilde;es de lares com d&amp;iacute;vidas, o &amp;iacute;ndice aponta o comprometimento m&amp;eacute;dio de 26,7% da renda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O panorama foi detalhado durante reuni&amp;atilde;o do Comit&amp;ecirc; de Relacionamento de Assessorias Econ&amp;ocirc;micas e Especiais (CRAEE) da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, no dia 15 de abril, que trouxe dados sobre o comportamento financeiro do consumidor, apresentados por Bruno Souza, assessor econ&amp;ocirc;mico da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;ldquo;O cen&amp;aacute;rio revela uma mudan&amp;ccedil;a no papel do cr&amp;eacute;dito dentro do or&amp;ccedil;amento dom&amp;eacute;stico, pois deixou de ser uma escolha e passou a ser uma necessidade para sustentar o consumo&amp;rdquo;, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A press&amp;atilde;o &amp;eacute; mais intensa entre as fam&amp;iacute;lias de menor renda, em que o endividamento atinge 74,5%, mas tamb&amp;eacute;m se mant&amp;eacute;m elevado nas faixas superiores, com 61,3%. Esse quadro reduz a capacidade de ajuste financeiro e torna o consumidor mais cauteloso nas decis&amp;otilde;es de consumo. Para Souza, a consequ&amp;ecirc;ncia direta &amp;eacute; um comportamento mais defensivo, com foco em itens essenciais e menos margem para gastos de maior valor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cr&amp;eacute;dito sustenta consumo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O principal tipo de d&amp;iacute;vida &amp;eacute; o cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito, com 79,3%, o principal instrumento de financiamento das fam&amp;iacute;lias. Na pr&amp;aacute;tica, tem sido utilizado para cobrir despesas do dia a dia, e n&amp;atilde;o apenas compras pontuais. &amp;ldquo;Hoje, o cr&amp;eacute;dito funciona como uma ponte entre a necessidade e a capacidade de pagamento&amp;rdquo;, explicou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse movimento mant&amp;eacute;m o consumo ativo, mas em menor qualidade. O consumidor segue no mercado, por&amp;eacute;m mais sens&amp;iacute;vel a pre&amp;ccedil;os, buscando promo&amp;ccedil;&amp;otilde;es e alternativas mais baratas. Ao mesmo tempo, h&amp;aacute; redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da liquidez, o que diminui as compras &amp;agrave; vista e amplia a depend&amp;ecirc;ncia do parcelamento como condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para consumir.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tend&amp;ecirc;ncia deve continuar: cerca de 11,4% dos consumidores pretendem contratar cr&amp;eacute;dito nos pr&amp;oacute;ximos meses, dos quais 83% ser&amp;atilde;o destinados ao consumo corrente. O dado refor&amp;ccedil;a a leitura de que o cr&amp;eacute;dito passou a sustentar despesas b&amp;aacute;sicas, sem necessariamente estar atrelado a aumento de renda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Impacto para os neg&amp;oacute;cios&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O enfraquecimento financeiro das fam&amp;iacute;lias j&amp;aacute; se reflete no ambiente empresarial. O n&amp;uacute;mero de empresas inadimplentes no Brasil chegou a 8,9 milh&amp;otilde;es, com alta de 29% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao ano anterior e um volume de R$ 213 bilh&amp;otilde;es em d&amp;iacute;vidas. Os setores mais dependentes do consumo dom&amp;eacute;stico concentram os maiores reflexos, com destaque para Servi&amp;ccedil;os e Com&amp;eacute;rcio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o assessor, h&amp;aacute; uma transmiss&amp;atilde;o direta desse movimento. &amp;ldquo;O problema que come&amp;ccedil;ou nas fam&amp;iacute;lias est&amp;aacute; chegando ao balan&amp;ccedil;o das empresas, principalmente aquelas mais expostas ao consumo recorrente&amp;rdquo;, disse Souza.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/inadimplencia-aumenta-em-todas-as-faixas-de-renda-em-sao-paulo"&gt;A inadimpl&amp;ecirc;ncia das fam&amp;iacute;lias tamb&amp;eacute;m avan&amp;ccedil;ou&lt;/a&gt;. Em mar&amp;ccedil;o, 20,9% estavam com contas em atraso e tempo m&amp;eacute;dio de 66 dias para regulariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O aumento de 1,6 ponto porcentual (p.p.) em um ano representa mais de 70 mil novas fam&amp;iacute;lias inadimplentes, indicando mais dificuldade de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ambiente de press&amp;atilde;o aparece ainda no n&amp;uacute;mero de recupera&amp;ccedil;&amp;otilde;es judiciais, que somaram 2.466 casos, um recorde hist&amp;oacute;rico. O dado mostra que muitas empresas continuam operando, mas com elevado n&amp;iacute;vel de endividamento e restri&amp;ccedil;&amp;atilde;o de caixa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, a recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; ajustar a estrat&amp;eacute;gia ao novo perfil do consumidor. Mais seletivo, com menos recursos dispon&amp;iacute;veis e maior depend&amp;ecirc;ncia de cr&amp;eacute;dito, ele exige pol&amp;iacute;ticas comerciais mais cautelosas. Entender esse comportamento deixou de ser diferencial e passou a ser condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para manter as vendas em um ambiente mais desafiador.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 16:08:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Manifesto multissetorial une entidades para preservar isonomia tributária no e-commerce nacional]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/manifesto-multissetorial-une-entidades-para-preservar-isonomia-tributaria-no-e-commerce-nacional</link><description>&lt;![CDATA[Fim da taxa sobre importados de até US$ 50 criaria privilégios que podem desequilibrar a competição, sem reverter em investimentos ou mais postos de trabalho]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Enquanto as empresas instaladas no Brasil arcam com uma das maiores cargas tribut&amp;aacute;rias do mundo e seguem normas rigorosas de consumo e qualidade, o modelo de isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o para compras estrangeiras de at&amp;eacute; US$ 50 criou uma vantagem competitiva artificial a produtos importados. Durante anos, conforme essas plataformas cresciam, essa desigualdade tribut&amp;aacute;ria retirou o f&amp;ocirc;lego do com&amp;eacute;rcio local, arriscando a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de milh&amp;otilde;es de empregos e a pr&amp;oacute;pria arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o que sustenta os servi&amp;ccedil;os p&amp;uacute;blicos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Pa&amp;iacute;s acertou ao impor um limite a isso. Desde a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/taxacao-de-compras-internacionais-de-ate-us-50-e-sensata?%2Fnoticia%2Ftaxacao-de-compras-internacionais-de-ate-us-50-e-sensata="&gt;cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Programa Remessa Conforme&lt;/a&gt;, em agosto de 2023, o e-commerce internacional passou a recolher o ICMS estadual no Brasil. Essa estrutura de arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o ficou completa em 2024, com a cobran&amp;ccedil;a do Imposto de Importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Esse avan&amp;ccedil;o, no entanto, est&amp;aacute; amea&amp;ccedil;ado diante da possibilidade de retorno da isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o para produtos estrangeiros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, em conjunto com 62 entidades representativas da Ind&amp;uacute;stria e do Com&amp;eacute;rcio, oficializou apoio a um manifesto multissetorial pela manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre compras internacionais de at&amp;eacute; US$ 50 &amp;mdash; medida que ficou conhecida como &amp;ldquo;taxa das blusinhas&amp;rdquo;. O documento busca sensibilizar lideran&amp;ccedil;as p&amp;uacute;blicas sobre a necessidade de preservar a isonomia tribut&amp;aacute;ria entre os setores nacionais e o com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico estrangeiro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o recai somente sobre o setor de vestu&amp;aacute;rio, mas tamb&amp;eacute;m sobre diversos produtos que passam por uma avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o qualitativa no Pa&amp;iacute;s, seguindo regras r&amp;iacute;gidas. Al&amp;eacute;m disso, se houver tratamento desigual, poder&amp;aacute; criar uma distor&amp;ccedil;&amp;atilde;o e concorr&amp;ecirc;ncia desleal, como nos casos de eletr&amp;ocirc;nicos, materiais de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o, medicamentos, produtos para pets, entre outros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os resultados indicam avan&amp;ccedil;o na competitividade das empresas nacionais, com impactos sobre emprego, renda e prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao consumidor. A continuidade desse processo depende da preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o das medidas adotadas, com foco na redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de desigualdades tribut&amp;aacute;rias e no fortalecimento da economia dom&amp;eacute;stica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O manifesto enfatiza que a medida viabilizou avan&amp;ccedil;os fundamentais para a economia nacional. Confira a seguir!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Varejo retoma crescimento e gera mais empregos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre agosto de 2024 &amp;mdash; &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/sistema-comercio-pede-fim-da-isencao-do-imposto-de-importacao"&gt;com o retorno da cobran&amp;ccedil;a do Imposto de Importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt; &amp;mdash; e o primeiro semestre de 2025, alguns segmentos do Com&amp;eacute;rcio sa&amp;iacute;ram da retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o para registrarem expans&amp;atilde;o real: t&amp;ecirc;xtil e cal&amp;ccedil;ados, eletroeletr&amp;ocirc;nicos, m&amp;oacute;veis e eletrodom&amp;eacute;sticos, materiais de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o e artigos de uso pessoal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m disso,&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;de 2023 at&amp;eacute; dezembro de 2025, foram criados 860 mil novos empregos diretos e outras 1,5 milh&amp;atilde;o de novas vagas na cadeia produtiva do Com&amp;eacute;rcio, conforme dados do Minist&amp;eacute;rio do Trabalho. Na Ind&amp;uacute;stria, por sua vez, no mesmo per&amp;iacute;odo, foram criados 578 mil novos empregos diretos e outros milhares de indiretos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ind&amp;uacute;stria e varejo contribu&amp;iacute;ram para que o Brasil alcan&amp;ccedil;asse, no fim de 2025, o menor n&amp;iacute;vel de desemprego da hist&amp;oacute;ria (5,1%), al&amp;eacute;m de recordes de massa salarial (R$ 367 bilh&amp;otilde;es) e de renda m&amp;eacute;dia (R$ 3.616).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mais investimentos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os efeitos sobre emprego e renda tendem a se ampliar em 2026, com previs&amp;atilde;o de R$ 100 bilh&amp;otilde;es em investimentos do Com&amp;eacute;rcio nacional. Esse movimento pode ser comprometido por eventuais retrocessos na busca por isonomia tribut&amp;aacute;ria. J&amp;aacute; o fim da taxa das blusinhas n&amp;atilde;o deve gerar novos aportes no Pa&amp;iacute;s, considerando o baixo n&amp;iacute;vel hist&amp;oacute;rico de investimentos dessas plataformas no Brasil &amp;mdash; embora tenham faturado por aqui, entre 2023 e 2025, R$ 40 bilh&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Benef&amp;iacute;cios ao consumidor&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da desigualdade tribut&amp;aacute;ria tamb&amp;eacute;m trouxe ganhos ao consumidor, com mais oferta de produtos nacionais, qualidade assegurada, garantia, assist&amp;ecirc;ncia t&amp;eacute;cnica e conformidade com normas nacionais de seguran&amp;ccedil;a, sa&amp;uacute;de e meio ambiente. Ao contr&amp;aacute;rio do que se difundiu, o consumo n&amp;atilde;o foi retra&amp;iacute;do: a maioria dos consumidores manteve ou ampliou compras nessas plataformas, ainda que parte tenha migrado para o Varejo nacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo com a tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, as plataformas estrangeiras operam no Pa&amp;iacute;s com carga em torno de 50% inferior &amp;agrave; do setor produtivo local, o que refor&amp;ccedil;a a necessidade de preservar os avan&amp;ccedil;os recentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Forte incremento da arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o de impostos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;S&amp;oacute; em 2024, segundo dados da Receita Federal, o Com&amp;eacute;rcio, entre Varejo e Atacado, recolheu aos cofres da Uni&amp;atilde;o R$ 246 bilh&amp;otilde;es, R$ 36,9 bilh&amp;otilde;es adicionais em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao registrado em 2023. J&amp;aacute; os Estados arrecadaram cerca de R$ 5 bilh&amp;otilde;es a partir de 2023, com o ICMS sobre essas vendas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma eventual revers&amp;atilde;o da pol&amp;iacute;tica pode reduzir significativamente a arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o apenas pela perda direta desses tributos, mas tamb&amp;eacute;m pela queda na atividade do Varejo e da Ind&amp;uacute;stria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de medidas tribut&amp;aacute;rias alinhou o Pa&amp;iacute;s com uma tend&amp;ecirc;ncia internacional de maior controle sobre essas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Diversos pa&amp;iacute;ses passaram a adotar pol&amp;iacute;ticas semelhantes, enfatizando a necessidade de equil&amp;iacute;brio competitivo e prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o das economias locais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Confira as entidades signat&amp;aacute;rias do manifesto &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/698402d015b6cd6862b406fd3555c1058e694128.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 14:42:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Fachadas inativas]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/fachadas-inativas</link><description>&lt;![CDATA[Problemas estruturais deixam vazios imóveis comerciais; solução passa pela criatividade para propiciar uma cidade mais viva e segura]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Do luxo da Rua Oscar Freire, nos Jardins, &amp;agrave;s lojas populares da Rua 25 de Mar&amp;ccedil;o e arredores, no Centro, n&amp;atilde;o faltam na cidade de S&amp;atilde;o Paulo refer&amp;ecirc;ncias de sucesso do com&amp;eacute;rcio de rua. Pr&amp;eacute;dios paulistanos com integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre resid&amp;ecirc;ncias e com&amp;eacute;rcio tamb&amp;eacute;m s&amp;atilde;o refer&amp;ecirc;ncias, como os &amp;iacute;cones arquitet&amp;ocirc;nicos Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, ou o Edif&amp;iacute;cio Copan, na regi&amp;atilde;o da Pra&amp;ccedil;a Rep&amp;uacute;blica. Mesmo com essa tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a cidade enfrenta dificuldades para ocupar os espa&amp;ccedil;os comerciais de novos empreendimentos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Muitas das chamadas fachadas ativas &amp;mdash; &amp;aacute;reas destinadas ao com&amp;eacute;rcio e servi&amp;ccedil;os no t&amp;eacute;rreo de edif&amp;iacute;cios residenciais, incentivadas pelo Plano Diretor de 2014 e pela Lei de Parcelamento, Uso e Ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Solo, de 2016 &amp;mdash; est&amp;atilde;o ociosas. A desocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem causas m&amp;uacute;ltiplas e complexas, que passam por quest&amp;otilde;es culturais, localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e projetos inadequados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fachada ativa &amp;eacute; o nome do mecanismo econ&amp;ocirc;mico que incentiva o mercado imobili&amp;aacute;rio a construir edif&amp;iacute;cios de uso misto.&lt;/strong&gt; Em troca da reserva de um espa&amp;ccedil;o comercial no t&amp;eacute;rreo, h&amp;aacute; desconto no valor pago para aumentar o potencial construtivo do terreno. Assim, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel lucrar com a venda de mais unidades residenciais numa mesma &amp;aacute;rea de solo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O uso misto traz uma s&amp;eacute;rie de vantagens para a cidade, incluindo mais seguran&amp;ccedil;a, pois as &lt;a href="https://revistapb.com.br/seguranca/sorria-voce-esta-sendo-filmado/"&gt;cal&amp;ccedil;adas ganham mais ilumina&amp;ccedil;&amp;atilde;o e maior circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pedestres&lt;/a&gt;. H&amp;aacute;, ainda, uma potencial diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de polui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e congestionamentos, porque os residentes ganham op&amp;ccedil;&amp;otilde;es de produtos e servi&amp;ccedil;os mais perto de casa, reduzindo deslocamentos de carro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A realidade das ruas, por&amp;eacute;m, &amp;eacute; que a maior parte das fachadas ativas segue sem uso. &lt;strong&gt;Entre 60% e 80% delas estavam dispon&amp;iacute;veis para compra ou aluguel at&amp;eacute; o ano passado, segundo pesquisa realizada pela Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Comercial de S&amp;atilde;o Paulo (ACSP).&lt;/strong&gt; Os dados mostram a Vila Mariana, na Zona Sul, com mais de 80% de vac&amp;acirc;ncia nas fachadas ativas. L&amp;aacute;, quando a pesquisa foi realizada, era poss&amp;iacute;vel encontrar im&amp;oacute;veis dessa natureza, com 600 metros quadrados, por cerca de R$ 11 milh&amp;otilde;es. O aluguel? Pelo menos R$ 40 mil. Os problemas, contudo, iam muito al&amp;eacute;m do pre&amp;ccedil;o. Aus&amp;ecirc;ncia de estacionamento, p&amp;eacute;-direito baixo, ventila&amp;ccedil;&amp;atilde;o inadequada, falta de espa&amp;ccedil;o para carga e descarga foram alguns dos entraves registrados pela ACSP.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por meio de nota, a Prefeitura de S&amp;atilde;o Paulo informou que, &lt;strong&gt;desde 2014, 920 empreendimentos utilizaram o instrumento de fachada ativa, mas n&amp;atilde;o h&amp;aacute; monitoramento de quantos espa&amp;ccedil;os foram de fato ocupados&lt;/strong&gt;. &amp;ldquo;&amp;Eacute; importante destacar que &amp;aacute;reas de fachada ativa atualmente n&amp;atilde;o ocupadas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o consideradas infra&amp;ccedil;&amp;otilde;es e podem estar relacionadas a fatores econ&amp;ocirc;micos, de localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou de projeto. Por&amp;eacute;m, caso constatado desvirtuamento do alvar&amp;aacute; por constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de forma diversa do autorizado, o respons&amp;aacute;vel legal pelo empreendimento estar&amp;aacute; sujeito a san&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;rdquo;, afirma a Prefeitura.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2024, a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o municipal editou um decreto para detalhar as regras de implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fachadas ativas, com pormenores t&amp;eacute;cnicos sobre a interface da edifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o paisagismo, al&amp;eacute;m de ressaltar a necessidade de continuidade do piso da cal&amp;ccedil;ada.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Muro alto ou loja vazia?&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Antonio Carlos Pela, coordenador do Conselho de Pol&amp;iacute;tica Urbana da ACSP&lt;/strong&gt;, aponta que a variedade de com&amp;eacute;rcio e servi&amp;ccedil;os de um bairro &amp;eacute; um fator fundamental para tornar uma regi&amp;atilde;o mais ou menos atraente para se viver, mas o padr&amp;atilde;o de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o visto a partir dos anos 1980 estava acabando com essa riqueza. &amp;ldquo;A pessoa mudava para Perdizes, por exemplo, para ter as facilidades do bairro: a padaria, a lavanderia, o chaveiro, o mercadinho, tudo perto. Mas os incorporadores compravam os terrenos e, quando os pr&amp;eacute;dios ficavam prontos, as pessoas passavam a encontrar nas ruas apenas pared&amp;otilde;es e garagens. O com&amp;eacute;rcio n&amp;atilde;o estava mais l&amp;aacute;&amp;rdquo;, relata.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por essa raz&amp;atilde;o, a ideia de incentivar as fachadas ativas foi bem-recebida. Com o passar dos anos, no entanto, poucos espa&amp;ccedil;os estavam de fato ativos. Foi a partir da percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos associados da ACSP que a pesquisa nasceu, com o objetivo de quantificar o problema. &amp;ldquo;Os incorporadores, de maneira geral, haviam olhado s&amp;oacute; para um lado da equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que era aumentar o volume dos edif&amp;iacute;cios. Mas n&amp;atilde;o levaram em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o as caracter&amp;iacute;sticas da fachada, do que poderia ser alocado no espa&amp;ccedil;o&amp;rdquo;, explica Pela, da ACSP.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em muitos casos, houve mesmo erro de projeto. &amp;ldquo;Em alguns espa&amp;ccedil;os, n&amp;atilde;o se pensou na quest&amp;atilde;o da eletricidade para se colocar um resfriamento. H&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m problemas de acessibilidade: uma loja n&amp;atilde;o pode ter um degrau na entrada. &amp;Agrave;s vezes, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; nem banheiros&amp;rdquo;, cita o coordenador sobre alguns dos problemas encontrados na pesquisa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora as pessoas, de modo geral, queiram ter servi&amp;ccedil;os e com&amp;eacute;rcios pr&amp;oacute;ximos, muitas vezes n&amp;atilde;o desejam que sejam assim t&amp;atilde;o pr&amp;oacute;ximos. &lt;strong&gt;Stephany Matsuda, diretora de Gest&amp;atilde;o Patrimonial e Loca&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Secovi-SP,&lt;/strong&gt; sindicato patronal do mercado imobili&amp;aacute;rio, conta que sabe de v&amp;aacute;rios neg&amp;oacute;cios que se tornaram invi&amp;aacute;veis por causa das conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es de condom&amp;iacute;nio. Por lei, os cond&amp;ocirc;minos podem vetar um com&amp;eacute;rcio que n&amp;atilde;o considerem adequado no edif&amp;iacute;cio. &amp;ldquo;&amp;Agrave;s vezes pro&amp;iacute;bem restaurantes ou academias para evitar o movimento at&amp;eacute; tarde. As conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es v&amp;atilde;o restringindo tanto que impossibilitam o uso&amp;rdquo;, detalha. Nesse contexto, a diretora do Secovi-SP garante que o pre&amp;ccedil;o &amp;eacute; o menor dos problemas. &amp;ldquo;Se tem um interessado, com um projeto vi&amp;aacute;vel, o pre&amp;ccedil;o a gente discute e acerta&amp;rdquo;, garante.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar das dificuldades, h&amp;aacute; exemplos de sucesso, o que acontece quando, desde o projeto, &amp;eacute; definido quem vai ocupar o espa&amp;ccedil;o. &amp;ldquo;H&amp;aacute; uma incorporadora com 98% de ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ela procura a quem interessa certa localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o antes do in&amp;iacute;cio das obras, faz contratos de longo prazo e desenha o projeto pensando nas necessidades espec&amp;iacute;ficas daquelas empresas&amp;rdquo;, acrescenta Stephany. Para os espa&amp;ccedil;os que hoje est&amp;atilde;o ociosos, ela defende criatividade e flexibilidade. J&amp;aacute; existem imobili&amp;aacute;rias especializadas na comercializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fachadas ativas, por exemplo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mudan&amp;ccedil;a de comportamento&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro obst&amp;aacute;culo apontado pela diretora do Secovi-SP &amp;eacute; o longo intervalo entre os planos diretores. Desde a promulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &amp;uacute;ltimo, h&amp;aacute; mais de dez anos, o mundo mudou: teve pandemia, surgiu a Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA)&amp;hellip; Fatores que transformam comportamentos. Nas ruas e cal&amp;ccedil;adas de cada cidade, as experi&amp;ecirc;ncias s&amp;atilde;o distintas e refletem-se diretamente nas formas de consumir.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O fluxo das pessoas mudou, algumas regi&amp;otilde;es ficaram mais vazias. O ponto &amp;eacute; muito importante. Costumamos falar, por exemplo, que o dono da farm&amp;aacute;cia escolhe a cal&amp;ccedil;ada da sombra porque &amp;eacute; onde as pessoas v&amp;atilde;o circular. Basta estar na outra cal&amp;ccedil;ada que o movimento se perde&amp;rdquo;, &lt;strong&gt;afirma F&amp;aacute;bio Pina, assessor econ&amp;ocirc;mico da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;. Outro problema &amp;eacute; que, numa cidade como S&amp;atilde;o Paulo &amp;eacute;, sim, necess&amp;aacute;rio pensar em vagas para estacionar. &amp;ldquo;Alguns lugares s&amp;atilde;o de alto fluxo, mas de carro. Numa cidade com um tr&amp;acirc;nsito problem&amp;aacute;tico como S&amp;atilde;o Paulo, se eu n&amp;atilde;o tiver onde encostar o carro, n&amp;atilde;o vou parar&amp;rdquo;, pontua.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As mudan&amp;ccedil;as nos h&amp;aacute;bitos de consumo, com presen&amp;ccedil;a cada vez mais relevante do e-commerce, diminui a compra por impulso na rua. Nesse contexto, os &lt;strong&gt;shoppings&lt;/strong&gt;, que re&amp;uacute;nem v&amp;aacute;rios estabelecimentos num lugar s&amp;oacute; &amp;mdash; e estacionamento &amp;mdash; t&amp;ecirc;m vantagens. &amp;ldquo;Vou l&amp;aacute; para fazer um furo a mais no meu cinto e aproveito para comer, tudo no mesmo espa&amp;ccedil;o. Talvez uma das sa&amp;iacute;das para as fachadas ativas seja justamente conseguir um mix interessante de servi&amp;ccedil;os nas redondezas&amp;rdquo;, sugere Pina.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A&amp;ccedil;o e concreto&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute;, ainda, quest&amp;otilde;es culturais, observa Maria Lucia Refinetti Martins, professora na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de S&amp;atilde;o Paulo (FAU-USP). Embora S&amp;atilde;o Paulo tenha, historicamente, muito com&amp;eacute;rcio na rua, a partir do fim do s&amp;eacute;culo 20, ganhou for&amp;ccedil;a o desenho de centros comerciais fechados. &amp;ldquo;O modelo do &lt;strong&gt;shopping center&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;veio com uma ideia de modernidade, de um espa&amp;ccedil;o separado das resid&amp;ecirc;ncias, com um fim espec&amp;iacute;fico, que traria seguran&amp;ccedil;a e organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, enfatiza.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, a arquitetura passou a jogar contra. Os projetos de pr&amp;eacute;dios altos, de 30 andares ou mais, passou a exigir recuos maiores em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s cal&amp;ccedil;adas, distanciando os pedestres. &amp;ldquo;Esse t&amp;eacute;rreo afastado n&amp;atilde;o &amp;eacute; atrativo para atividades comerciais&amp;rdquo;, opina. Maria Lucia lembra que a pr&amp;oacute;pria produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de riqueza da cidade mudou e passou a demandar outras formas de ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos espa&amp;ccedil;os e constru&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &amp;ldquo;O desenvolvimento atual tem base em servi&amp;ccedil;os especializados, do setor terci&amp;aacute;rio superior, como as atividades de inform&amp;aacute;tica e de investimento financeiro, que usam outro tipo de arquitetura e de rua&amp;rdquo;, avalia. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, argumenta a professora, &amp;eacute; justamente a mistura que gera uma cidade viva e segura. &amp;ldquo;O bom &amp;eacute; ter uma certa bagun&amp;ccedil;a, uma certa desordem, a ilumina&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos com&amp;eacute;rcios, as janelas para a rua. Onde tem gente olhando, a rua &amp;eacute; segura e interessante&amp;rdquo;, conclui Maria Lucia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em style='margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; font-style: italic; font-variant-caps: normal; font-width: inherit; font-size: 16px; line-height: inherit; font-size-adjust: inherit; font-kerning: inherit; font-variant-alternates: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-numeric: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-position: inherit; font-variant-emoji: inherit; font-feature-settings: inherit; font-optical-sizing: inherit; font-variation-settings: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: none; list-style: none; font-family: "Open Sans", sans-serif; font-weight: 300; color: rgb(92, 92, 92); outline: medium; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px;' id="isPasted"&gt;Texto publicado originalmente na&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="https://revistapb.com.br/infraestrutura/o-preco-da-agua/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" style='margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-width: inherit; font-size: 16px; line-height: inherit; font-size-adjust: inherit; font-kerning: inherit; font-variant-alternates: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-numeric: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-position: inherit; font-variant-emoji: inherit; font-feature-settings: inherit; font-optical-sizing: inherit; font-variation-settings: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: none; list-style: none; font-family: "Open Sans", sans-serif; font-weight: 300; color: rgb(120, 86, 255); outline: medium; display: inline; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px;'&gt;&lt;em style='margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; font-style: italic; font-variant-caps: inherit; font-width: inherit; font-size: inherit; line-height: inherit; font-size-adjust: inherit; font-kerning: inherit; font-variant-alternates: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-numeric: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-position: inherit; font-variant-emoji: inherit; font-feature-settings: inherit; font-optical-sizing: inherit; font-variation-settings: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: none; list-style: none; font-family: "Open Sans", sans-serif; font-weight: 300; color: rgb(92, 92, 92); outline: medium;'&gt;Revista Problemas Brasileiros&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em style='margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; font-style: italic; font-variant-caps: normal; font-width: inherit; font-size: 16px; line-height: inherit; font-size-adjust: inherit; font-kerning: inherit; font-variant-alternates: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-numeric: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-position: inherit; font-variant-emoji: inherit; font-feature-settings: inherit; font-optical-sizing: inherit; font-variation-settings: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: none; list-style: none; font-family: "Open Sans", sans-serif; font-weight: 300; color: rgb(92, 92, 92); outline: medium; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px;'&gt;, uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 09:42:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item></channel></rss>
