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<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Economia Digital - Economia - FecomercioSP]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticias/economia/economia-digital</link><description>&lt;![CDATA[]]</description><lastBuildDate>Fri, 17 Jul 2026 11:10:54 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Economia Digital - Economia - FecomercioSP]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticias/economia/economia-digital</link><url>http://www.fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Economia]]</category><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Agentes de IA mudam relação entre marcas e consumidores e desafiam comércio digital]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/agentes-de-ia-mudam-relacao-entre-marcas-e-consumidores-e-desafiam-comercio-digital</link><description>&lt;![CDATA[Tecnologia transforma a maneira como empresas são encontradas, recomendadas e escolhidas no ambiente online]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Um estudo da consultoria Gartner, realizado em janeiro deste ano, mostrou que 60% das principais marcas pretendem utilizar agentes de Inteligência Artificial (IA) para interações com consumidores até 2028. O movimento aponta para uma tendência de transformação nas relações de consumo, com esses sistemas de software passando a intermediá-las e assumindo um papel cada vez mais importante no comércio digital. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na prática, isso significa que se, antes, as empresas precisavam investir apenas na otimização para mecanismos de busca (SEO) a fim de que seus sites fossem indexados pelos principais buscadores, agora, também terão que adaptar os próprios conteúdos, com o objetivo de que sejam encontrados, compreendidos e recomendados pelos agentes de IA.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“É como se para todos os produtos e serviços digitais que fôssemos criar a partir de agora, precisássemos pensar em duas interfaces: uma para o usuário final e outra para os agentes de IA”, explica o cientista cognitivo, professor na PUC-SP e integrante do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inovação&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, Diogo Cortiz.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se no modelo tradicional, os buscadores interpretavam a intenção do usuário e faziam uma pesquisa a partir de palavras-chave presentes nos conteúdos indexados, retornando com resultados em formato de links, os modelos de linguagem (LLMs) analisam um volume muito maior de informações, consultam diversas páginas, sintetizam o conteúdo encontrado e apresentam uma resposta direta à pergunta do usuário.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os agentes de IA são capazes de planejar e executar tarefas de forma autônoma, além de encadear múltiplas ações, utilizar ferramentas externas e perseguir objetivos de longo prazo. Eles apresentam uma evolução até mesmo em relação aos chatbots&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;tradicionais&lt;em&gt;,&amp;nbsp;&lt;/em&gt;que, em geral, eram desenvolvidos para responder a solicitações específicas (quando perguntados), executar fluxos mais limitados (uma tarefa por vez) e depender das instruções diretas dos usuários.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cortiz afirma que, nos buscadores tradicionais, o consumidor pesquisa com uma ideia do produto que queria adquirir e busca mais informações sobre ele — ou sobre onde estaria disponível. Com esses agentes, porém, a tecnologia passa a participar ativamente da decisão de compra do cliente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“A IA entra muito mais como parte de uma conversa, como um interlocutor que pode dar dicas e guiar o consumidor para descobrir coisas que ele nem imaginava”, comentou, durante reunião do conselho realizada em 3 de julho.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como os agentes de IA se comportam?&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além da utilização em buscas, os agentes de IA também podem realizar compras em nome dos usuários. Um estudo realizado pelas universidades Columbia e Yale, em dezembro de 2025, revelou como essas ferramentas compram e quais vieses influenciam suas decisões. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pesquisa, intitulada O que o seu Agente de IA está Comprando?, apontou que produtos identificados pelas plataformas como “mais vendidos” ou “mais selecionados” registraram um aumento na seleção, em geral, de 340%. Outra conclusão importante diz respeito ao comportamento quanto aos anúncios. A seleção de conteúdos identificados como patrocinados registrou uma queda de 21%. Esses padrões indicam uma nova tendência no comércio digital, em que as plataformas passam a atuar como “árbitras” do ecossistema.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além disso, abrem também uma nova discussão sobre os limites da tecnologia. Isto é, os agentes de IA &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/ia/materias/agentes-de-ia-fomentam-a-eficiencia-no-varejo-e-nos-servicos-mas-criam-novos-impasses-de-protecao-de-dados-e-governanca"&gt;devem atuar apenas mediante consentimento do usuário ou ter autonomia para tomar decisões&lt;/a&gt;? &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com os estudiosos da área, no primeiro caso, seria necessário obter autorizações para diferentes ações, o que poderia gerar uma “fadiga de consentimento”, semelhante à dos avisos de cookies, que muitas pessoas aceitam automaticamente sem ler. Já um modelo de autonomia total ampliaria os riscos relacionados à privacidade, ao acesso não autorizado e à responsabilização difusa. &lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como ser encontrado pelos agentes de IA?&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dados da empresa americana de tecnologia Adobe revelam que, na última Black Friday, o tráfego de e-commerce proveniente de conversas com a IA cresceu 805%. Já uma pesquisa feita pela consultoria empresarial McKinsey &amp;amp; Company descobriu que 44% dos consumidores preferem a IA à busca tradicional, com a ferramenta sendo utilizada especialmente nas etapas de descoberta e consideração sobre a compra.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante do aumento do seu uso pelos consumidores, empresas passam agora a se preocupar em como ser encontradas e recomendadas pela tecnologia. Os estudos já apontam que algumas práticas podem ajudar marcas, produtos e serviços na Otimização para Mecanismos Generativos (GEO), como adaptar o conteúdo para formatos de perguntas e respostas (FAQ) e traduzi-lo para o inglês, já que a grande maioria dos LLMs ainda é treinada na língua estrangeira. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Pode ser uma pessoa no Brasil pesquisando uma loja de sapatos no interior de São Paulo e, mesmo assim, a IA vai fazer buscas em inglês”, pontuou Cortiz.&amp;nbsp;“Pegamos as dez pesquisas mais usadas por brasileiros no Google e replicamos nos agentes. Eles fizeram 90% das pesquisas assim”, complementou o especialista, que também citou como um viés recorrente nesses sistemas a predominância das respostas de domínios “.com”&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Agentes desafiam modelos do comércio atual&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O uso dos agentes de IA implica não apenas a necessidade de uma melhor otimização das páginas das empresas para que os seus produtos sejam selecionados, como também mudanças de controle aos negócios — pequenos, médios ou grandes. Um desses exemplos é a perda do &lt;strong&gt;rastreamento da jornada individual&lt;/strong&gt;, já que, ao contrário dos usuários humanos, os agentes não deixam rastros que poderiam ser utilizados por ferramentas de análise para entender melhor a jornada de compra. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso significa que informações como a origem do acesso, o caminho percorrido, as páginas visitadas, os produtos visualizados, a inclusão de itens no carrinho e outras etapas deixam de ser registradas. “Todos esses são dados analíticos que ajudam muito no processo de criação de inteligência. Quando um agente está fazendo isso, você perde essas informações porque não sabe quem é o usuário, e o agente apresenta um viés de comportamento totalmente diferente”, afirmou Cortiz.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro impacto para os negócios é a perda da personalização &lt;strong&gt;baseada no comportamento do usuário&lt;/strong&gt;, já que, sem uma jornada visível, não há como colher dados comportamentais. Em outras palavras, a conversão acontece, mas não fica claro por quais motivos foi influenciada. Soma-se a isso a &lt;strong&gt;dificuldade de mensurar o tráfego gerado pelos agentes&lt;/strong&gt;, que nem sempre encaminham o usuário ao site da empresa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além dos problemas de mensuração, também há &lt;strong&gt;pouca transparência sobre as fontes utilizadas&lt;/strong&gt; pelos agentes de IA. Como diferentes plataformas recorrem a bases distintas de avaliações e recomendações, nem sempre é possível identificar de onde as informações foram extraídas, o que dificulta a definição de estratégias para ampliar a visibilidade de marcas e negócios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Antes, as empresas de e-commerce conseguiam personalizar a experiência de compra dos usuários com anúncios direcionados e sistemas de recomendação, estratégias que contribuíam para elevar o tíquete médio das vendas. Esse modelo perde eficácia quando as compras são realizadas por agentes de IA. Isso acontece porque esses sistemas são indiferentes a gatilhos que poderiam influenciar decisões de compra entre humanos, como o senso de urgência, a escassez e a emoção.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Cortiz, todas essas transformações reforçam a necessidade de repensar processos. “As empresas estão usando IA como uma ferramenta de produtividade. Esse é um primeiro passo. Só que não podemos parar por aí. Um dos maiores entraves — &amp;nbsp;e um dos maiores erros de 90% das organizações — é entender a IA como uma ferramenta. Ela não é. Trata-se de uma tecnologia que está criando uma infraestrutura, que vai começar a mediar o relacionamento entre marcas, organizações e produtos”, pontuou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O conselheiro acredita que a tecnologia gera um efeito tão estrutural que já se discute que os estudos sobre economia comportamental, hoje concentrados apenas nos vieses que influenciam as decisões humanas, podem precisar considerar o comportamento agêntico. Uma parcela significativa das transações comerciais passará a ser realizada por agentes de IA, que, apesar de serem treinados com dados, objetivos e vieses diferentes, podem apresentar padrões comuns de comportamento que permitam compreender e prever como esses sistemas influenciarão as decisões e interações no mercado.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para as empresas, fica ainda o impasse em relação à privacidade, ao consentimento e à segurança de marca: segundo dados da pesquisa Consumer Survey, da Gartner, realizada entre outubro e novembro de 2025, para 78% dos consumidores a rotulagem explícita de um produto como IA é o principal fator de confiança para uma compra, indicando que as marcas precisarão ser cada vez mais transparentes sobre como a tecnologia está sendo utilizada.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 09:53:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP amplia atuação em defesa do Marco Legal de Cibersegurança ]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-amplia-atuacao-em-defesa-do-marco-legal-de-ciberseguranca</link><description>&lt;![CDATA[Entidade reforça no Senado sua agenda por um ambiente digital mais seguro e competitivo]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; segue contribuindo para um Marco Legal da Cibersegurança equilibrado, que proteja especialmente as &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/governanca-marco-legal-e-educacao-sao-prioridades-para-fortalecer-a-protecao-digital-das-pmes-e-combater-os-crimes-ciberneticos-no-pais"&gt;Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs)&lt;/a&gt;. De acordo com dados do Tribunal de Contas da União (TCU), o Brasil perde, por ano, R$ 100 bilhões com golpes digitais, o que aumenta a necessidade de uma regulação que organize a cibersegurança no País. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por isso, &lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/29ab3b48a84526f69d20c1f42d13ef1e78046031.pdf"&gt;a FecomercioSP estruturou dez diretrizes para orientar as políticas públicas nacionais de cibersegurança&lt;/a&gt;, defendendo uma regulação equilibrada, eficaz e compatível com a realidade MPMEs, as mais afetadas por esse tipo de crime. A Entidade vem acompanhando de forma contínua as discussões no governo federal e no Congresso Nacional, apresentando propostas para fortalecer a segurança digital sem comprometer a competitividade dos negócios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como parte dessa agenda, na última terça-feira, 30 de junho, a Federação participou da audiência pública da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) do Senado Federal, que debateu o PL 4.752/2025, responsável por instituir o Marco Legal da Cibersegurança, criar o Programa Nacional de Segurança e Resiliência Digital e alterar a Lei 13.756/2018.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A participação da FecomercioSP mostra que a segurança cibernética se tornou um tema estratégico para o Estado, para a sociedade e para o setor produtivo. Nesse sentido, a Entidade segue &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/no-senado-coalizao-de-entidades-entrega-contribuicoes-para-aprimorar-marco-legal-da-ciberseguranca?%2Fnoticia%2Fno-senado-coalizao-de-entidades-entrega-contribuicoes-para-aprimorar-marco-legal-da-ciberseguranca="&gt;contribuindo para a construção do marco regulatório, apresentando sugestões destinadas ao aprimoramento do texto e à garantia de sua efetividade&lt;/a&gt;. O relatório, que deverá ser apresentado em breve, resulta da consolidação de diversas sugestões colhidas ao longo das discussões sobre o tema.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ataques cibernéticos exigem resposta coordenada&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a audiência, que contou com representantes do governo, da academia e do setor produtivo, o &lt;em&gt;advisor&amp;nbsp;&lt;/em&gt;em Regulação Digital da FecomercioSP, Rony Vainzof, que também integra o Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber), alertou para a velocidade que os ataques digitais ganharam com o incremento da Inteligência Artificial (IA). “Criminosos que levavam quase 25 dias para explorar vulnerabilidades, hoje, com a IA, podem levar minutos.”&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o especialista, menos de 1% das vulnerabilidades conhecidas já foi efetivamente corrigido. Além disso, estima-se que o custo anual mundial de incidentes e fraudes cibernéticas chegue a US$ 10,5 trilhões. De acordo com Vainzof, o País vive um paradoxo: “Enquanto lideramos em inovação, também nos tornamos alvo; estamos cada vez mais expostos a ataques”. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso ocorre, sobretudo, porque, embora o Brasil esteja entre os líderes na adoção de novas tecnologias, ainda apresenta baixo nível de maturidade na área e carece de uma estrutura oficial responsável por coordenar ações, orientar os diversos setores e acompanhar a evolução da segurança cibernética.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vainzof ainda salientou que, na oitava reunião ordinária do CNCiber, realizada no fim do ano passado, as 20 instituições representativas da sociedade aprovaram, por unanimidade, tanto a proposta de um Marco Legal da Cibersegurança quanto a criação de um órgão central de coordenação. “Juntos, e com eventuais ajustes, o PL 4.752 e a proposta do CNCiber se complementam para que a transformação digital no Brasil avance com segurança e confiança”, afirmou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Atuação da FecomercioSP na construção do marco regulatório&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federação tem defendido um marco horizontal que organize a cibersegurança para reduzir riscos sistêmicos, econômicos, de infraestrutura e de soberania, adotando uma abordagem proporcional ao risco e evitando ônus regulatórios desnecessários sobre agentes de menor exposição. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-apresenta-ao-gsi-agenda-prioritaria-de-seguranca-digital-dos-pequenos-negocios"&gt;Em 2025, por exemplo, a Entidade entregou ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI)&amp;nbsp;uma proposta para a criação de uma linha de crédito destinada às MPMEs, que poderia ser disponibilizada em condições diferenciadas com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)&lt;/a&gt;.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A atuação da Federação também incluiu a participação na Aliança Multissetorial pela Cibersegurança Nacional, movimento liderado pelo Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime (INCC), que reúne instituições de referência e representantes de diversos setores da economia. &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-participa-da-abertura-da-frente-parlamentar-de-apoio-a-ciberseguranca-e-propoe-acoes-para-fortalecer-a-defesa-cibernetica"&gt;A FecomercioSP também esteve mobilizada pela criação da Frente Parlamentar de Apoio à Cibersegurança e Defesa Cibernética Nacional (FrenCyber) no Congresso Nacional&lt;/a&gt;. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/brasil-intensifica-debates-sobre-ia-datacenters-e-ciberseguranca"&gt;Em junho deste ano, a Entidade também reforçou sua atuação sobre o PL de Cibersegurança em reuniões em Brasília&lt;/a&gt;, inclusive com o ministro Marcos Antônio Amaro dos Santos, do GSI; Francisco de Oliveira Castro, assessor parlamentar do GSI; Luiz Fernando Moraes da Silva, diretor do Departamento de Segurança Cibernética do GSI; e Marcelo Malagutti, assessor especial do ministro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Propostas para fortalecer a segurança cibernética no Brasil&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Todas essas iniciativas consolidam o compromisso da Entidade com o fortalecimento da segurança digital e a promoção de um ambiente de negócios mais resiliente no Brasil. Confira, a seguir, os principais aspectos que o Marco Legal da Cibersegurança e uma Autoridade Nacional de Cibersegurança podem endereçar, na visão da FecomercioSP.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Marco Legal da Cibersegurança&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Redução da insegurança jurídica:&lt;/strong&gt; definir conceitos, escopos, papéis, obrigações proporcionais, critérios de risco, prazos para registro de incidentes, interação com normas setoriais e regras para o compartilhamento e o tratamento de informações críticas. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Abordagem baseada em risco:&lt;/strong&gt; estabelecer obrigações legais proporcionais ao nível de risco, em especial para infraestruturas críticas e serviços essenciais. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Harmonização regulatória:&lt;/strong&gt; evitar sobreposição de competências entre órgãos como Banco Central, Anatel, CVM, ANPD, Aneel, ANS e outros reguladores, criando uma camada nacional de coordenação, e não novas obrigações redundantes. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Prevenção da dupla punição (‘bis in idem’):&lt;/strong&gt; promover a coordenação entre a autoridade central de cibersegurança, a ANPD e os reguladores setoriais a fim de evitar que um mesmo incidente resulte em múltiplas sanções desproporcionais baseadas no mesmo fato. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Tratamento de incidentes cibernéticos sem vazamento de dados pessoais:&lt;/strong&gt; contemplar situações como ataques de ransomware, DDoS, comprometimento de fornecedores de software e interrupções em hospitais, sistemas de energia, telecomunicações e meios de pagamento. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Incidente não significa culpa automática:&lt;/strong&gt; priorizar a avaliação da maturidade, da diligência, da governança, da capacidade de resposta e da melhoria contínua, em vez da responsabilização automática pelo simples fato de um ataque ter ocorrido. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Proteção das informações críticas compartilhadas pelas empresas:&lt;/strong&gt; assegurar a confidencialidade de relatórios de incidentes, vulnerabilidades, registros (logs), indicadores de comprometimento, informações de arquitetura e planos de resposta, evitando seu uso indevido. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Alinhamento com as melhores práticas internacionais:&lt;/strong&gt; aproximar o Brasil de modelos adotados por Chile, Singapura, União Europeia, Austrália, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido, que avançam em marcos voltados para a resiliência cibernética, a proteção de infraestruturas críticas e a cooperação entre os setores público e privado. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Fortalecimento da competitividade:&lt;/strong&gt; um marco legal bem estruturado reduz custos, aumenta a previsibilidade regulatória, fortalece a confiança digital, protege cadeias críticas e torna o Brasil mais competitivo. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Autoridade Nacional de Cibersegurança&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Coordenação nacional:&lt;/strong&gt; a cibersegurança exige uma instância responsável por coordenar respostas a incidentes significativos, promover a articulação entre os setores público e privado, compartilhar inteligência sobre ameaças e definir claramente as atribuições de cada ator.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Atuação técnica e preventiva:&lt;/strong&gt; a autoridade deve emitir normas e alertas, consolidar informações, coordenar a resposta a incidentes significativos, orientar setores críticos, produzir guias, promover capacitação e apoiar o aumento da maturidade em cibersegurança. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Complementaridade com os reguladores setoriais:&lt;/strong&gt; o órgão central não deve substituir instituições como Banco Central, Anatel, CVM, ANPD, Aneel e ANS, mas atuar como instância de coordenação, harmonização e resposta. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Canal único em situações de crise:&lt;/strong&gt; oferecer às empresas e à sociedade um ponto de contato claro para o registro de incidentes, com definição das informações necessárias, dos prazos e das garantias de confidencialidade. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Redução da duplicidade regulatória:&lt;/strong&gt; articular-se com reguladores setoriais e com a ANPD para evitar exigências conflitantes, registros repetidos e interpretações divergentes. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Atuação baseada em cooperação:&lt;/strong&gt; funcionar como parceira do ecossistema de cibersegurança, estimulando confiança, inteligência compartilhada e melhoria contínua, com a aplicação de sanções restrita a casos de negligência grave ou descumprimento deliberado.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 17:43:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Entidades defendem aprovação da redução do ICMS para equipamentos de datacenter no Confaz]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/entidades-defendem-aprovacao-da-reducao-do-icms-para-equipamentos-de-datacenter-no-confaz</link><description>&lt;![CDATA[Convênio, que autoriza a redução do imposto sobre 24 equipamentos de TI, é considerado essencial para economia digital]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, e o &lt;a href="https://www.seinesp.org.br/"&gt;&lt;strong&gt;Sindicato das Empresas de Internet do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (Seinesp)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, em conjunto com as &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/5b235b1bd1e0a29c835080429f81b72dfab251b1.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;frentes parlamentares e outras entidades representativas do setor produtivo&lt;/a&gt; &amp;mdash; como a &lt;a href="https://brasscom.org.br/"&gt;&lt;strong&gt;Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Empresas de Tecnologia da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de Tecnologias Digitais (Brasscom)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &amp;mdash; defendeu a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o da redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Imposto sobre Circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Mercadorias e Servi&amp;ccedil;os (ICMS) para equipamentos destinados a datacenter.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A medida foi inserida na pauta da reuni&amp;atilde;o do &lt;strong&gt;Conselho Nacional de Pol&amp;iacute;tica Fazend&amp;aacute;ria (Confaz)&lt;/strong&gt;, prevista para ocorrer no pr&amp;oacute;ximo dia 3 de julho. A aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conv&amp;ecirc;nio que autoriza a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do imposto incidente sobre 24 equipamentos de Tecnologia da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (TI) &amp;eacute; considerada fundamental para ampliar a competitividade do Pa&amp;iacute;s na economia digital, com o objetivo de possibilitar os Estados a atra&amp;iacute;rem investimentos e fortalecerem a autonomia tecnol&amp;oacute;gica nacional. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A medida contempla produtos nacionais e importados destinados &amp;agrave; implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;agrave; amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o e &amp;agrave; moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de datacenters.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;ICMS: mais da metade da carga tribut&amp;aacute;ria sobre TI&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, o ICMS representa 64% da carga tribut&amp;aacute;ria incidente sobre a aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de equipamentos de TI. Essa elevada participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no custo dos produtos compromete a atratividade de projetos de instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de centros de processamento e armazenamento de dados no territ&amp;oacute;rio nacional.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com uma carga tribut&amp;aacute;ria t&amp;atilde;o elevada, o Brasil fica em posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o desfavor&amp;aacute;vel em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com outros pa&amp;iacute;ses na disputa pelos investimentos associados &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/ia-reputacao-e-fiscalizacao-mais-rigidas-redesenham-prioridades-dos-negocios"&gt;&amp;agrave; expans&amp;atilde;o da Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA)&lt;/a&gt; e da computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em nuvem, hoje consideradas essenciais para o funcionamento da economia, da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica e dos servi&amp;ccedil;os digitais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do referido conv&amp;ecirc;nio pelo Confaz permitiria que os Estados adotassem um tratamento tribut&amp;aacute;rio compat&amp;iacute;vel com a natureza desses investimentos, que n&amp;atilde;o se destinam &amp;agrave; revenda, mas &amp;agrave; forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de infraestrutura produtiva de longo prazo. Dessa forma, a medida reduziria assimetrias competitivas, aceleraria projetos em andamento, atrairia novos investidores e estimularia cadeias produtivas, gerando empregos especializados e ampliando a capacidade computacional do Brasil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Redata&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o re&amp;uacute;ne diversos representantes do setor produtivo, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/mobilizacao-do-setor-produtivo-pede-aprovacao-urgente-do-regime-especial-para-datacenters"&gt;ap&amp;oacute;s mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;nbsp;recente de mais de 30 entidades empresariais e diferentes frentes parlamentares pela aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Regime Especial de Tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para Servi&amp;ccedil;os de Datacenter (Redata)&lt;/a&gt;, bem como do Projeto de Lei Complementar (PLP) 74/2026, que trata dos aspectos jur&amp;iacute;dico-or&amp;ccedil;ament&amp;aacute;rios decorrentes da caducidade da Medida Provis&amp;oacute;ria (MP) 1.318/2025. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 17:37:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Proteção de dados deve promover a inovação, e não criar barreiras ao desenvolvimento nacional]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/protecao-de-dados-deve-promover-a-inovacao-e-nao-criar-barreiras-ao-desenvolvimento-nacional</link><description>&lt;![CDATA[Em audiência pública do Ministério da Justiça, FecomercioSP defende uma política capaz de proteger direitos, estimular investimentos e fortalecer a competitividade da economia digital]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A futura Pol&amp;iacute;tica Nacional de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Dados Pessoais e Privacidade (PNPD) precisa proteger direitos fundamentais sem comprometer a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a competitividade do Pa&amp;iacute;s. Essa foi a principal mensagem da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; durante audi&amp;ecirc;ncia p&amp;uacute;blica realizada pelo Minist&amp;eacute;rio da Justi&amp;ccedil;a e Seguran&amp;ccedil;a P&amp;uacute;blica (MJSP), na &amp;uacute;ltima sexta-feira (12), em Bras&amp;iacute;lia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Representando tamb&amp;eacute;m a Entidade, o &lt;strong&gt;advisor&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;em Regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o Digital, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/consultor-da-fecomerciosp-e-nomeado-novo-conselheiro-titular-do-cnpd" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Rony Vainzof, que &amp;eacute; membro do Conselho Nacional de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Dados (CNPD)&lt;/a&gt;, destacou que a Lei Geral de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Dados (LGPD) tem como fundamento a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados pessoais para o desenvolvimento econ&amp;ocirc;mico, al&amp;eacute;m de defender mecanismos de incentivo &amp;agrave; conformidade regulat&amp;oacute;ria e ressaltar que a transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital depende da integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre seguran&amp;ccedil;a da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados e &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/articulacoes-focam-regulacao-equilibrada-da-ia-e-sem-barreiras-para-mpes" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) &amp;eacute;tica e respons&amp;aacute;vel&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP fortalece o protagonismo do setor produtivo nas discuss&amp;otilde;es sobre a pol&amp;iacute;tica p&amp;uacute;blica que dever&amp;aacute; orientar o futuro da prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados no Brasil, tema cada vez mais relevante para a competitividade, a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica dos neg&amp;oacute;cios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;LGPD tamb&amp;eacute;m deve incentivar inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de valor&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a audi&amp;ecirc;ncia, Vainzof ainda ressaltou que a LGPD tem como objetivo proteger direitos e garantias fundamentais, especialmente a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados pessoais. No entanto, segundo ele, a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m foi concebida para permitir a gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de valor econ&amp;ocirc;mico a partir do tratamento e da circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o l&amp;iacute;cita de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/conciliar-desenvolvimento-tecnologico-e-protecao-de-direitos-o-desafio-do-brasil-para-avancar-na-transformacao-digital" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;A LGPD deve continuar sendo vista como um instrumento de impulso &amp;agrave; inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt;, e n&amp;atilde;o como um obst&amp;aacute;culo ao desenvolvimento&amp;rdquo;, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto citado foi a necessidade de incorporar a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados desde a concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de produtos e servi&amp;ccedil;os. Para o especialista, a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pr&amp;aacute;ticas de Privacy by Design&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;mdash; metodologia que se preocupa com a privacidade dos dados desde a concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualquer novo projeto ou servi&amp;ccedil;o &amp;mdash;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;reduz riscos, evita retrabalho e aumenta a efici&amp;ecirc;ncia operacional das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vainzof tamb&amp;eacute;m defendeu a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de incentivos regulat&amp;oacute;rios e econ&amp;ocirc;micos para organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es que invistam em boas pr&amp;aacute;ticas de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados. Segundo ele, &amp;eacute; preciso evitar o chamado &amp;ldquo;paradoxo da conformidade&amp;rdquo;, situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em que empresas comprometidas com o cumprimento das regras acabam assumindo custos e esfor&amp;ccedil;os adicionais sem que isso seja devidamente reconhecido.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Os agentes regulados que buscam estruturar neg&amp;oacute;cios olhando ao m&amp;aacute;ximo para a LGPD e sua conformidade n&amp;atilde;o podem ser penalizados em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;queles que n&amp;atilde;o cumprem as regras. A conformidade exige investimento e dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas gera benef&amp;iacute;cios para toda a sociedade e para o ambiente de neg&amp;oacute;cios&amp;rdquo;, enfatizou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, o representante da FecomercioSP ressaltou que a transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital sustent&amp;aacute;vel depende de um trip&amp;eacute; formado por seguran&amp;ccedil;a da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados pessoais e atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute;tica e respons&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a futura PNPD dever&amp;aacute; orientar a&amp;ccedil;&amp;otilde;es e estrat&amp;eacute;gias nacionais relacionadas &amp;agrave; prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados, com impacto direto sobre regras de governan&amp;ccedil;a, compartilhamento de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, conformidade regulat&amp;oacute;ria e inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Por isso, a Entidade apoia uma abordagem equilibrada, capaz de garantir os direitos dos titulares sem criar entraves desproporcionais ao desenvolvimento tecnol&amp;oacute;gico, aos investimentos e &amp;agrave; economia digital.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 16 Jun 2026 11:38:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP apresenta à ANPD dez propostas para o Guia Orientativo do ECA Digital]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-apresenta-a-anpd-dez-propostas-para-o-guia-orientativo-do-eca-digital</link><description>&lt;![CDATA[Entidade salientou necessidade de um marco regulatório proporcional e juridicamente seguro]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Empresas dos setores de Com&amp;eacute;rcio, Servi&amp;ccedil;os e Turismo que oferecem produtos ou servi&amp;ccedil;os digitais est&amp;atilde;o entre as mais afetadas pelo &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/eca-digital-em-vigor-o-que-muda-na-pratica"&gt;Estatuto Digital da Crian&amp;ccedil;a e do Adolescente (ECA Digital)&lt;/a&gt;, institu&amp;iacute;do pela Lei 15.211/2025, em vigor desde mar&amp;ccedil;o de 2026. Atenta aos impactos da norma sobre essas atividades, a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; vem acompanhando as etapas de implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do estatuto, buscando garantir um marco regulat&amp;oacute;rio s&amp;oacute;lido, equilibrado e dotado de seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o enviada &amp;agrave; Tomada de Subs&amp;iacute;dios da Ag&amp;ecirc;ncia Nacional de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Dados (ANPD) sobre a minuta de estudo preliminar e guia orientativo, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;mdash; balizada por suas diretrizes institucionais de livre-iniciativa, desburocratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e abertura comercial &amp;mdash; defendeu um marco regulat&amp;oacute;rio efetivo, proporcional e juridicamente seguro. Na vis&amp;atilde;o da Entidade, marcos regulat&amp;oacute;rios excessivamente prescritivos ou sem clareza quanto &amp;agrave; sua aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o podem comprometer a efetividade da legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ao direcionarem recursos de fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e&lt;strong&gt;&amp;nbsp;compliance&lt;/strong&gt; para situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que n&amp;atilde;o representam riscos concretos ao p&amp;uacute;blico infantojuvenil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O material, que visa orientar fornecedores de produtos ou servi&amp;ccedil;os de Tecnologia da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (TI), est&amp;aacute; em fase de consulta ao setor produtivo por meio de Tomada de Subs&amp;iacute;dios conduzida pela ANPD. Com base em situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es pr&amp;aacute;ticas vivenciadas pelo mercado, a FecomercioSP apresentou dez propostas de aperfei&amp;ccedil;oamento voltadas para a seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica, a previsibilidade regulat&amp;oacute;ria e a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetiva de crian&amp;ccedil;as e adolescentes. Confira a seguir.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Delimita&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos servi&amp;ccedil;os sujeitos ao ECA Digital&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o guia deve esclarecer que a mera presen&amp;ccedil;a de um componente digital n&amp;atilde;o basta para enquadrar um produto ou servi&amp;ccedil;o no conceito de TI para fins do ECA Digital. A Entidade aponta duas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que, por sua natureza, n&amp;atilde;o deveriam atrair a incid&amp;ecirc;ncia da norma.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A primeira envolve servi&amp;ccedil;os essencialmente presenciais em que a etapa digital &amp;eacute; mero acess&amp;oacute;rio de comodidade ao consumidor. &amp;Eacute; o caso da coleta presencial de exames m&amp;eacute;dicos e laboratoriais com resultados posteriormente disponibilizados ao paciente por meios eletr&amp;ocirc;nicos, ou a encomenda realizada em loja f&amp;iacute;sica acompanhada por c&amp;oacute;digo de rastreamento online. Aqui, a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de consumo se constitui e se realiza presencialmente e o elemento digital n&amp;atilde;o a desnatura.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Distin&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre redes sociais e plataformas de finalidade operacional&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP tamb&amp;eacute;m defendeu uma diferencia&amp;ccedil;&amp;atilde;o clara entre redes sociais e plataformas cuja finalidade principal seja operacional, t&amp;eacute;cnica, institucional, utilit&amp;aacute;ria ou de atendimento ao consumidor, ainda que disponham de finalidades acess&amp;oacute;rias de intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como coment&amp;aacute;rios, f&amp;oacute;runs ou troca de mensagens entre usu&amp;aacute;rios. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Muitos servi&amp;ccedil;os dispon&amp;iacute;veis no mercado, argumenta a Entidade, mant&amp;ecirc;m f&amp;oacute;runs colaborativos de suporte t&amp;eacute;cnico ou de atendimento, nos quais consumidores compartilham solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es para problemas semelhantes. Nesses casos, a intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; estritamente instrumental ao servi&amp;ccedil;o principal e n&amp;atilde;o deve, por si s&amp;oacute;, atrair o enquadramento como rede social. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, esse enquadramento pressup&amp;otilde;e que a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de redes de intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o aberta, o engajamento entre usu&amp;aacute;rios e a circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o org&amp;acirc;nica ou algor&amp;iacute;tmica de conte&amp;uacute;dos sejam elementos centrais das l&amp;oacute;gicas econ&amp;ocirc;mica e operacional do servi&amp;ccedil;o. Trata-se do crit&amp;eacute;rio legal da finalidade principal, fixado pelo pr&amp;oacute;prio ECA Digital, que n&amp;atilde;o pode ser ampliado por via infralegal. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Crit&amp;eacute;rios para reenquadramento de plataformas pela ANPD&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP pede que o guia esclare&amp;ccedil;a que a prerrogativa da ANPD de determinar enquadramento diverso daquele realizado pelo fornecedor (art. 19, &amp;sect;2&amp;ordm;, do Decreto 12.880/2026) est&amp;aacute; vinculada aos limites do conceito legal de rede social fixado pelo ECA Digital, n&amp;atilde;o podendo decorrer de ju&amp;iacute;zos discricion&amp;aacute;rios ou de interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es extensivas por via infralegal.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a Entidade, a cautela se justifica pelas consequ&amp;ecirc;ncias do enquadramento: vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de contas de menores de 16 anos a respons&amp;aacute;veis legais, veda&amp;ccedil;&amp;atilde;o a perfis comportamentais para publicidade dirigida e mecanismos espec&amp;iacute;ficos de verifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de idade e modera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es que exigem investimentos substanciais de &lt;strong&gt;compliance&lt;/strong&gt; e reestrutura&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica. Por isso, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o prop&amp;otilde;e que eventual reenquadramento seja precedido de an&amp;aacute;lise t&amp;eacute;cnica individualizada e devido processo administrativo, com notifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;eacute;via, oportunidade de manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, prazo razo&amp;aacute;vel para adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e, quando cab&amp;iacute;vel, modula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de efeitos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica na defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de acesso prov&amp;aacute;vel&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro aspecto levantado pela Entidade &amp;eacute; a necessidade de manter a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o cumulativa dos requisitos para configura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do acesso prov&amp;aacute;vel pelo p&amp;uacute;blico infantojuvenil: a probabilidade de uso e atratividade, a facilidade de acesso e utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o significativo grau de risco da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o devem estar presentes conjuntamente para caracterizar um produto ou servi&amp;ccedil;o como de &amp;ldquo;acesso prov&amp;aacute;vel&amp;rdquo; para crian&amp;ccedil;as e adolescentes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O objetivo do ECA Digital, ressalta a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;eacute; proteger esse p&amp;uacute;blico de riscos concretos e significativos, e n&amp;atilde;o submeter toda e qualquer aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital ao regime regulat&amp;oacute;rio. Al&amp;eacute;m disso, o acesso infantojuvenil a ambientes digitais seguros &amp;mdash; como servi&amp;ccedil;os educacionais, culturais, informativos e de utilidade p&amp;uacute;blica &amp;mdash; deve ser preservado. Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es excessivamente amplas podem gerar efeitos regulat&amp;oacute;rios desproporcionais, especialmente para Pequenas e M&amp;eacute;dias Empresas (PMEs).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Limites &amp;agrave; presun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de acesso prov&amp;aacute;vel&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sugere ainda a remo&amp;ccedil;&amp;atilde;o da presun&amp;ccedil;&amp;atilde;o, criada pela minuta do guia, que enquadra automaticamente determinadas categorias de fornecedores como servi&amp;ccedil;os de acesso prov&amp;aacute;vel para crian&amp;ccedil;as e adolescentes, por entender que a medida viola o princ&amp;iacute;pio da legalidade e transfere, indevidamente, &amp;agrave;s empresas o &amp;ocirc;nus de demonstrar que n&amp;atilde;o se enquadram nessa condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Entidade, caso a presun&amp;ccedil;&amp;atilde;o seja mantida, deve ser removida a exig&amp;ecirc;ncia de que seu afastamento ocorra apenas em &amp;ldquo;situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es muito excepcionais&amp;rdquo;, com previs&amp;atilde;o de crit&amp;eacute;rios objetivos para o desenquadramento; e, no caso das plataformas de com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico, a presun&amp;ccedil;&amp;atilde;o deve ficar restrita &amp;agrave;quelas cujo modelo de neg&amp;oacute;cio envolva efetivamente a intermedia&amp;ccedil;&amp;atilde;o relevante de produtos proibidos para crian&amp;ccedil;as e adolescentes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Crit&amp;eacute;rios cumulativos e risco significativo&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o atual da minuta permite que fatores isolados, como conte&amp;uacute;do de interesse de crian&amp;ccedil;as, design atrativo ou uso efetivo por menores, sejam utilizados como indicadores suficientes para caracterizar um servi&amp;ccedil;o como de &amp;ldquo;acesso prov&amp;aacute;vel&amp;rdquo; pelo p&amp;uacute;blico infantojuvenil, contrariando a l&amp;oacute;gica cumulativa adotada pela pr&amp;oacute;pria minuta. Essa regra tamb&amp;eacute;m desconsidera a necessidade de comprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do requisito de significativo grau de risco e amplia indevidamente o alcance regulat&amp;oacute;rio al&amp;eacute;m do que foi definido em lei. Por isso, a Entidade prop&amp;otilde;e a elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse rol de fatores ou, alternativamente, sua reformula&amp;ccedil;&amp;atilde;o para esclarecer que nenhum deles, de maneira isolada, &amp;eacute; suficiente para o enquadramento. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Crit&amp;eacute;rios objetivos para aferi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de atratividade&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o os par&amp;acirc;metros abstratos utilizados para definir conte&amp;uacute;dos atrativos a crian&amp;ccedil;as e adolescentes. Na vis&amp;atilde;o da FecomercioSP, esses par&amp;acirc;metros deveriam ser substitu&amp;iacute;dos por crit&amp;eacute;rios objetivos e verific&amp;aacute;veis, inspirados em refer&amp;ecirc;ncias internacionais, como o Online Safety Act, do Reino Unido, e as orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es da Ofcom (evid&amp;ecirc;ncias de uso, estrat&amp;eacute;gia comercial do fornecedor e fontes internas e externas). A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m prop&amp;otilde;e que o crit&amp;eacute;rio de atratividade seja aplicado apenas em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos menores de 16 anos, em coer&amp;ecirc;ncia com a sistem&amp;aacute;tica et&amp;aacute;ria do pr&amp;oacute;prio ECA Digital. A subjetividade, neste caso, gera inseguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica, al&amp;eacute;m de dificultar o cumprimento das regras pelos fornecedores. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Usabilidade n&amp;atilde;o deve ser confundida com acesso prov&amp;aacute;vel&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A possibilidade de que servi&amp;ccedil;os com boa experi&amp;ecirc;ncia do usu&amp;aacute;rio, interfaces intuitivas e elevada usabilidade sejam automaticamente considerados de acesso prov&amp;aacute;vel por menores tamb&amp;eacute;m traz riscos para o ambiente de neg&amp;oacute;cios. &amp;nbsp;Segundo a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, essa interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o amplia excessivamente o alcance regulat&amp;oacute;rio e se afasta de uma abordagem baseada em risco. Por isso, a Entidade recomenda que a an&amp;aacute;lise se concentre em mecanismos de engajamento direcionado a crian&amp;ccedil;as e adolescentes, principalmente menores de 16 anos, como gamifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, recompensas e est&amp;iacute;mulos comportamentais recorrentes, e n&amp;atilde;o em caracter&amp;iacute;sticas comuns a qualquer servi&amp;ccedil;o digital moderno.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP argumenta que adolescentes acima dessa faixa et&amp;aacute;ria t&amp;ecirc;m, em regra, interesses, padr&amp;otilde;es de consumo e comportamentos digitais muito semelhantes aos de jovens adultos, o que torna dif&amp;iacute;cil distinguir de forma objetiva aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es supostamente mais acess&amp;iacute;veis para esse p&amp;uacute;blico em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos demais servi&amp;ccedil;os amplamente utilizados pela popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Medidas de preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o devem ser proporcionais ao risco&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sugere ainda que o guia esclare&amp;ccedil;a que as medidas de preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o devem ser proporcionais ao risco concreto apresentado por cada produto ou servi&amp;ccedil;o. Na pr&amp;aacute;tica, isso significa que o rol de medidas deve ter tratado como exemplificativo e gradu&amp;aacute;vel, e n&amp;atilde;o interpretado como um conjunto uniforme de obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es aplic&amp;aacute;vel indistintamente a todos os fornecedores. &amp;nbsp;A proposta, avalia a Entidade, busca alinhar a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o modelo baseado em risco adotado pelo pr&amp;oacute;prio ECA Digital. O objetivo &amp;eacute; evitar uma interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o que imponha custos excessivos, em especial a PMEs e a servi&amp;ccedil;os de baixo risco, criando efeitos desproporcionais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de impacto deve observar os limites previstos em lei&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, a FecomercioSP sugere que a minuta, que apresenta a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de impacto &amp;agrave; seguran&amp;ccedil;a e &amp;agrave; sa&amp;uacute;de de crian&amp;ccedil;as como dever de car&amp;aacute;ter geral, esclare&amp;ccedil;a que essa avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, prevista no artigo 47 do Decreto12.880/2026, &amp;eacute; obrigat&amp;oacute;ria apenas para provedores com mais de 1 milh&amp;atilde;o de usu&amp;aacute;rios menores de idade registrados, conforme estabelece o artigo 31, inciso VII, do ECA Digital. Para os demais fornecedores, a medida deve ser considerada uma boa pr&amp;aacute;tica recomend&amp;aacute;vel, e n&amp;atilde;o uma obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal, evitando que o regulamento crie, por via infralegal, exig&amp;ecirc;ncias n&amp;atilde;o previstas em lei.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os setores representados pela FecomercioSP reconhecem a import&amp;acirc;ncia da prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de crian&amp;ccedil;as e adolescentes e, com essas sugest&amp;otilde;es, buscam preservar os objetivos do ECA Digital sem comprometer a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica do ambiente de neg&amp;oacute;cios nacional. A Entidade seguir&amp;aacute; acompanhando o processo de implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da norma.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 13:44:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Em carta a Alcolumbre, setor produtivo pede inclusão do Redata na pauta do Senado]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/em-carta-a-alcolumbre-setor-produtivo-pede-inclusao-do-redata-na-pauta-do-senado</link><description>&lt;![CDATA[Frentes parlamentares e entidades empresariais continuam pressionando Casa para deliberação urgente da matéria]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, por meio do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;&lt;strong&gt;Conselho de Economia Digital e Inovação&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;em conjunto com frentes parlamentares e entidades representativas do setor produtivo, &lt;a href="https://www.instagram.com/p/DZDvxoTE_9-/"&gt;segue mobilizada pela aprovação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata)&lt;/a&gt;, considerado decisivo para o futuro digital do País.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante da perspectiva de realização de uma reunião de líderes para definição da pauta legislativa, &lt;a href="https://0eefc726-6072-463b-870b-f0a262ec5abe.usrfiles.com/ugd/0eefc7_aaf8a3f139814718be163410aa796313.pdf"&gt;as frentes e entidades reforçam o apelo para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União/AP), dê prioridade ao processo de aprovação da medida e inclua o Projeto de Lei (PL) 278/2026 na pauta de deliberações do Plenário ainda nesta semana&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta é considerada essencial para a construção de um ambiente regulatório seguro e competitivo, capaz de destravar investimentos bilionários em projetos estruturantes voltados para os desenvolvimentos econômico, tecnológico e estratégico do Brasil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/setor-produtivo-cobra-aprovacao-de-regime-de-datacenters"&gt;Nas últimas semanas, a mobilização em favor do Redata ganhou força em Brasília com a realização do evento Redata pelo Futuro Digital do Brasil, que reuniu parlamentares, representantes do governo federal, especialistas e lideranças empresariais&lt;/a&gt;. Dentre os participantes, estiveram &lt;a href="https://www.instagram.com/ivodallacqua.oficial/"&gt;o presidente em exercício da FecomercioSP, Ivo Dall'Acqua Júnior&lt;/a&gt;, e o presidente do Conselho de Economia Digital e Inovação da entidade, Andriei Gutierrez.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/mobilizacao-do-setor-produtivo-pede-aprovacao-urgente-do-regime-especial-para-datacenters"&gt;Liderado pela Coalizão das Frentes Produtivas, o movimento reúne mais de 30 entidades empresariais e diversas frentes parlamentares em defesa da aprovação do Redata e da construção de um ambiente regulatório moderno e competitivo para o setor&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além do PL 278/2026, o documento também defende a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 74/2026, que trata dos aspectos jurídico-orçamentários decorrentes da caducidade da Medida Provisória (MP) 1.318/2025. A proposta deve ser apreciada, inicialmente, pela Câmara dos Deputados e, posteriormente, pelo Senado Federal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com participação ativa da FecomercioSP e de seu Conselho de Economia Digital e Inovação, a articulação busca destravar investimentos capazes de posicionar o Brasil entre os protagonistas da nova economia digital.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Caso sejam criadas condições competitivas para novos projetos, a expectativa é que o País atraia entre R$ 60 bilhões e R$ 100 bilhões em investimentos ao longo dos próximos quatro anos, enquanto o mercado global de datacenters deverá receber cerca de US$ 3 trilhões no mesmo período.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além de atrair capital estrangeiro, o regime poderá impulsionar a criação de empregos qualificados, ampliar a capacidade nacional de processamento de dados, fortalecer as cadeias produtivas de tecnologia e acelerar o desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA) no País.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Brasil reúne condições favoráveis para aproveitar essa oportunidade. Com uma matriz energética predominantemente limpa, um sistema elétrico interligado robusto e estabilidade institucional e geopolítica, o País tem atributos relevantes para atrair investidores. No entanto, ainda precisa garantir um ambiente regulatório moderno, seguro e competitivo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, a instalação de um datacenter em território nacional custa, em média, 26% mais do que nos Estados Unidos e 35% mais do que no Chile. A expectativa é que, com a aprovação do Redata, o mercado brasileiro passe a oferecer condições mais atrativas para a implantação de novos empreendimentos e para a atração de investimentos nacionais e internacionais no setor.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 11 Jun 2026 09:38:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[IA: reputação e fiscalização mais rígidas redesenham prioridades dos negócios]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/ia-reputacao-e-fiscalizacao-mais-rigidas-redesenham-prioridades-dos-negocios</link><description>&lt;![CDATA[Conjunturas normativa e reputacional exigem que empresas se adaptem e comprovem governança]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Por &lt;em&gt;Rony Vainzof*&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Empresas que desenvolvam, contratem ou utilizem aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) j&amp;aacute; n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o avaliadas apenas pela efici&amp;ecirc;ncia que conseguem extrair da tecnologia, mas tamb&amp;eacute;m pela capacidade de demonstrar controle, responsabilidade e coer&amp;ecirc;ncia no seu uso, em um contexto no qual leis federais e normas setoriais j&amp;aacute; existentes estabelecem par&amp;acirc;metros que exigem aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;S&amp;atilde;o os casos do C&amp;oacute;digo Civil, C&amp;oacute;digo de Defesa do Consumidor (CDC), da Lei Geral de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Dados (LGPD) e de normas setoriais, que, mesmo antes da eventual aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Marco Legal da IA, j&amp;aacute; influenciam contratos, cadeias de fornecimento tecnol&amp;oacute;gico, desenvolvimento e aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de sistemas, al&amp;eacute;m de modelos de neg&amp;oacute;cios baseados em IA.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A agenda regulat&amp;oacute;ria digital recente refor&amp;ccedil;a essa leitura. O fortalecimento da Autoridade Nacional de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Dados (ANPD), a entrada em vigor do ECA Digital, a intensifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das exig&amp;ecirc;ncias de ciberseguran&amp;ccedil;a e o novo regime de responsabilidade das plataformas imposto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), bem como os respectivos decretos do governo federal, reposicionaram a governan&amp;ccedil;a tecnol&amp;oacute;gica como elemento estrutural de prote&amp;ccedil;&amp;otilde;es jur&amp;iacute;dica, reputacional e econ&amp;ocirc;mica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse novo ambiente, empresas incapazes de explicar como utilizam dados, selecionam fornecedores, testam sistemas, mitigam vieses, protegem informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es cr&amp;iacute;ticas e supervisionam decis&amp;otilde;es automatizadas passam a carregar passivo que pode surgir em fiscaliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a&amp;ccedil;&amp;otilde;es judiciais, incidentes de seguran&amp;ccedil;a, crises reputacionais, auditorias contratuais, opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de fus&amp;otilde;es e aquisi&amp;ccedil;&amp;otilde;es ou restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es impostas por clientes e parceiros globais. E a ciberseguran&amp;ccedil;a amplia ainda mais essa equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A combina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de IA, ataques mais sofisticados, depend&amp;ecirc;ncia de fornecedores tecnol&amp;oacute;gicos, fragmenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o geopol&amp;iacute;tica e digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o acelerada das cadeias produtivas aumenta a probabilidade de crises digitais com impacto direto sobre opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es, mercado e confian&amp;ccedil;a.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por isso, a IA desgovernada n&amp;atilde;o &amp;eacute; s&amp;oacute; um problema t&amp;eacute;cnico, mas um risco de neg&amp;oacute;cio. Ao mesmo tempo, &amp;eacute; preciso evitar um erro comum de transformar governan&amp;ccedil;a em burocracia. O desafio contempor&amp;acirc;neo n&amp;atilde;o &amp;eacute; criar camadas documentais que inviabilizem a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas construir mecanismos proporcionais, pr&amp;aacute;ticos e verific&amp;aacute;veis para que a tecnologia possa escalar com confian&amp;ccedil;a, de acordo com o seu risco. Governan&amp;ccedil;a eficiente n&amp;atilde;o trava a empresa; pelo contr&amp;aacute;rio &amp;mdash; cria as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para que a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de IA seja segura, sustent&amp;aacute;vel e competitiva.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse ponto &amp;eacute; relevante em um contexto mundial no qual regula&amp;ccedil;&amp;otilde;es excessivamente prescritivas podem elevar custos, reduzir a velocidade de desenvolvimento e deslocar investimentos para jurisdi&amp;ccedil;&amp;otilde;es percebidas como mais flex&amp;iacute;veis. A discuss&amp;atilde;o mais sofisticada, hoje, n&amp;atilde;o &amp;eacute; entre regular ou n&amp;atilde;o regular. &amp;Eacute; sobre como regular bem, com foco em riscos concretos, seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica, prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de direitos e preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da capacidade de inovar.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na pr&amp;aacute;tica, uma boa governan&amp;ccedil;a permite mapear aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es existentes, avaliar riscos, definir responsabilidades, estabelecer crit&amp;eacute;rios de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fornecedores, documentar decis&amp;otilde;es, criar controles proporcionais e assegurar que a tecnologia esteja alinhada com a estrat&amp;eacute;gia corporativa. Em vez de frear a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a governan&amp;ccedil;a cria as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para que ela seja escal&amp;aacute;vel e confi&amp;aacute;vel.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A falta de governan&amp;ccedil;a, por outro lado, pode produzir consequ&amp;ecirc;ncias substanciais. Dados de baixa qualidade podem gerar decis&amp;otilde;es incorretas. Modelos enviesados podem refor&amp;ccedil;ar discrimina&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Falhas de seguran&amp;ccedil;a podem expor dados pessoais, segredos de neg&amp;oacute;cio e informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es estrat&amp;eacute;gicas. A aus&amp;ecirc;ncia de transpar&amp;ecirc;ncia pode violar direitos de consumidores e titulares. A falta de revis&amp;atilde;o humana pode comprometer decis&amp;otilde;es sens&amp;iacute;veis. E o uso de conte&amp;uacute;dos protegidos pode gerar disputas de propriedade intelectual.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por isso, a pergunta que deve orientar as empresas n&amp;atilde;o &amp;eacute; apenas &amp;ldquo;como usar IA?&amp;rdquo;. A pergunta decisiva &amp;eacute;: &amp;ldquo;Estamos preparados para explicar, sustentar e defender o modo como usamos IA?&amp;rdquo;. No fim das contas, governar IA &amp;eacute; decidir que a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; improvisada, antecipar riscos antes que estes se materializem e posicionar a empresa para um mercado em que tecnologia, &amp;eacute;tica e performance caminhem juntas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Advisor em Regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o Digital da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado originalmente na&lt;/em&gt; &lt;a href="https://epocanegocios.globo.com/inteligencia-artificial/coluna/2026/06/ia-reputacao-e-fiscalizacao-mais-rigidas-redesenham-prioridades-dos-negocios.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&amp;Eacute;poca Neg&amp;oacute;cios&lt;/a&gt; &lt;em&gt;em 09 de junho de 2026.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 16:21:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Transformação digital desafia Brasil a construir agenda de inovação e competitividade]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/transformacao-digital-desafia-brasil-a-construir-agenda-de-inovacao-e-competitividade</link><description>&lt;![CDATA[Avanço da IA exige do País investimentos em inovação, infraestrutura tecnológica e adaptação do mercado de trabalho]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A intensifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da economia requer uma estrat&amp;eacute;gia nacional capaz de responder &amp;agrave;s r&amp;aacute;pidas transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es tecnol&amp;oacute;gicas alavancadas, sobretudo, pela Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA). De acordo com especialistas da &amp;aacute;rea, ao mesmo tempo que esse cen&amp;aacute;rio em constante evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o traz oportunidades para o aumento da produtividade das empresas brasileiras, tamb&amp;eacute;m desafia o Brasil a estruturar uma agenda de longo prazo capaz de auxiliar a sociedade a passar por essa transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na vis&amp;atilde;o da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; e do seu &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt;, os principais impasses consistem em garantir a competitividade dos neg&amp;oacute;cios nacionais, modernizando a infraestrutura do Pa&amp;iacute;s para ampliar a inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a autonomia e a resili&amp;ecirc;ncia da economia nacional nessa conjuntura.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Andriei Gutierrez, presidente do conselho, ressalta que cabe ao Estado formular a&amp;ccedil;&amp;otilde;es que promovam investimentos, estimulem a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e criem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para o desenvolvimento tecnol&amp;oacute;gico nacional. &amp;ldquo;O Estado tem um papel important&amp;iacute;ssimo como condutor dessa mudan&amp;ccedil;a. N&amp;atilde;o existe, na hist&amp;oacute;ria, na&amp;ccedil;&amp;atilde;o que avan&amp;ccedil;ou sem ter o Estado como condutor de pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas&amp;rdquo;, aponta.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma das principais necessidades do Brasil, na vis&amp;atilde;o de Gutierrez, &amp;eacute; construir uma &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/inovacao-e-governo-digital-o-futuro-da-gestao-publica-no-brasil?%2Fnoticia%2Finovacao-e-governo-digital-o-futuro-da-gestao-publica-no-brasil="&gt;gest&amp;atilde;o clara e coordenada para liderar a digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Pa&amp;iacute;s&lt;/a&gt;. Contudo, ainda n&amp;atilde;o h&amp;aacute; defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre qual &amp;aacute;rea deve liderar essa agenda. &amp;ldquo;Precisamos debater uma governan&amp;ccedil;a, seja um minist&amp;eacute;rio, seja uma secretaria especial&amp;rdquo;, provoca ele. O receio &amp;eacute; que, sem avan&amp;ccedil;ar nessa discuss&amp;atilde;o, as iniciativas de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital n&amp;atilde;o tenham a articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o necess&amp;aacute;ria para serem conduzidas de forma uniforme e eficiente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessa estrat&amp;eacute;gia ganha ainda mais import&amp;acirc;ncia com a aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o das elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es deste ano. Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Leonardo Barreto, s&amp;oacute;cio-propriet&amp;aacute;rio da Think Policy BR, que participou na reuni&amp;atilde;o de maio do conselho, o cen&amp;aacute;rio eleitoral de 2026 tende a ser marcado pela disputa em torno da capacidade de oferecer perspectivas de futuro e renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao eleitorado. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a discuss&amp;atilde;o, realizada no &amp;uacute;ltimo dia 22, foi destacado que pautas ligadas &amp;agrave; inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;agrave; tecnologia e &amp;agrave; transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital podem ganhar protagonismo justamente por dialogarem com o desejo da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o por mobilidade social, melhoria de vida e novas oportunidades.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;A inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o novo e o sonho estar&amp;atilde;o no centro do debate deste ano por uma raz&amp;atilde;o simples. Um candidato vai querer dizer que ainda &amp;eacute; capaz de propiciar coisas novas e sonhos; outro vai afirmar que ele n&amp;atilde;o &amp;eacute; mais capaz e &amp;eacute; preciso haver uma mudan&amp;ccedil;a para que coisas novas e sonhos possam acontecer&amp;rdquo;, afirmou Barreto. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para os integrantes do conselho, o problema vai al&amp;eacute;m da formula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de propostas t&amp;eacute;cnicas. A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; que o Brasil precisa construir uma vis&amp;atilde;o de futuro capaz de aproximar inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tecnologia e desenvolvimento das demandas cotidianas da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A ideia &amp;eacute; transformar a agenda digital em um projeto de na&amp;ccedil;&amp;atilde;o conectado a temas como qualidade de vida, gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de oportunidades, educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sa&amp;uacute;de e inclus&amp;atilde;o social.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, a consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse projeto exige avan&amp;ccedil;os na digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e na desburocratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pr&amp;oacute;prio Estado. A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-propoe-medidas-para-avanco-da-digitalizacao-do-estado"&gt;FecomercioSP, por exemplo, j&amp;aacute; apresentou um conjunto de 11 a&amp;ccedil;&amp;otilde;es voltadas para a democratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos servi&amp;ccedil;os digitais e o aperfei&amp;ccedil;oamento das ferramentas atuais&lt;/a&gt;. As sugest&amp;otilde;es envolvem compartilhamento de dados entre os setores p&amp;uacute;blico e privado, amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da plataforma do Gov.br ecentraliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cadastros empresariais no n&amp;uacute;mero do CNPJ, al&amp;eacute;m da digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de processos burocr&amp;aacute;ticos e integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de sistemas entre os diversos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os p&amp;uacute;blicos. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na vis&amp;atilde;o dos especialistas, outras frentes estrat&amp;eacute;gicas para fortalecer a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Brasil na economia digital incluem a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do acesso &amp;agrave;s tecnologias e ao cr&amp;eacute;dito, o fortalecimento da conectividade e o acesso &amp;agrave;s melhores tecnologias internacionais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Soberania tecnol&amp;oacute;gica e infraestrutura computacional&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda no debate sobre competitividade, uma das preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es atuais relacionadas &amp;agrave; inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Brasil na economia digital &amp;eacute; a soberania tecnol&amp;oacute;gica. Nesse quesito, o Pa&amp;iacute;s se depara com uma oportunidade importante, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/terras-raras-em-disputa"&gt;ao possuir a segunda maior reserva de terras raras do mundo&lt;/a&gt;, concentrando cerca de 23% dos recursos conhecidos, atr&amp;aacute;s apenas da China. As reservas relevantes de minerais cr&amp;iacute;ticos podem beneficiar a agenda nacional, j&amp;aacute; que esses insumos s&amp;atilde;o fundamentais para a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de semicondutores, componentes usados na maior parte dos produtos eletr&amp;ocirc;nicos, datacenters e infraestruturas de telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, apesar do potencial, o Pa&amp;iacute;s sofre, na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de especialistas, com pelo menos dois gargalos principais: as faltas de regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de incentivos fiscais para o aproveitamento desses recursos. &amp;ldquo;O Brasil tem uma defici&amp;ecirc;ncia, inclusive, na pr&amp;oacute;pria legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o de benef&amp;iacute;cios fiscais para a fabrica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de chips&amp;rdquo;, comentou Adriana Esper, integrante do Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, ao destacar a baixa atratividade para investidores estrangeiros.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de capacidade tecnol&amp;oacute;gica nacional tamb&amp;eacute;m passa pelo desenvolvimento de modelos nacionais de IA e de infraestrutura computacional avan&amp;ccedil;ada, como supercomputadores, cuja manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o exige atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o constante e m&amp;atilde;o de obra altamente qualificada. Esse, ali&amp;aacute;s, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/as-multiplas-dimensoes-da-relacao-entre-trabalho-e-tecnologia"&gt;&amp;eacute; outro entrave do Brasil&lt;/a&gt;. H&amp;aacute; consenso de que a consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o da economia digital exige pol&amp;iacute;ticas destinadas ao mercado de trabalho. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Gutierrez, o mercado laboral vive, hoje, a primeira onda de automa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com a tecnologia substituindo ou sendo aplicada em atividades intelectuais repetitivas, especialmente em &amp;aacute;reas administrativas, operacionais e de escrit&amp;oacute;rio. A perspectiva, segundo ele, por&amp;eacute;m, &amp;eacute; de que a combina&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre IA e rob&amp;oacute;tica avance tamb&amp;eacute;m sobre ocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es manuais, levantando preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre a diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da renda das fam&amp;iacute;lias e os potenciais impactos para setores como o Com&amp;eacute;rcio e os Servi&amp;ccedil;os.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Se houver queda na renda, teremos queda no consumo. Isto &amp;eacute;, como as nossas empresas v&amp;atilde;o sobreviver sem consumo?&amp;rdquo;, questionou ele. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Seguran&amp;ccedil;a cibern&amp;eacute;tica e resili&amp;ecirc;ncia digital&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m dos reflexos no consumo&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-propoe-medidas-para-fortalecer-defesa-cibernetica-1"&gt;, os ataques cibern&amp;eacute;ticos, que crescem no mundo todo&lt;/a&gt; &amp;mdash; afetando n&amp;atilde;o apenas empresas, mas governos e infraestruturas cr&amp;iacute;ticas &amp;mdash;, tamb&amp;eacute;m justificam a necessidade de requalifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos trabalhadores para atuar na economia digital. &amp;nbsp;O avan&amp;ccedil;o da computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o qu&amp;acirc;ntica &amp;eacute;, ainda, outra quest&amp;atilde;o, com a possibilidade de quebra nos sistemas de criptografia atualmente utilizados por bancos, empresas e governos. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Todos esses movimentos escancaram como o investimento em preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vulnerabilidades &amp;eacute; cada vez mais fundamental para o Pa&amp;iacute;s se proteger e, tamb&amp;eacute;m, garantir a sua competitividade em meio aos novos obst&amp;aacute;culos da economia digital. Entretanto, a busca por soberania digital tamb&amp;eacute;m exige equil&amp;iacute;brio para que o desenvolvimento tecnol&amp;oacute;gico nacional n&amp;atilde;o restrinja o acesso das empresas brasileiras a tecnologias internacionais consideradas estrat&amp;eacute;gicas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Soberania digital, desenvolvimento tecnol&amp;oacute;gico brasileiro e ciberseguran&amp;ccedil;a n&amp;atilde;o significam restringir o mercado&amp;rdquo;, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/regulacao-digital-em-prol-da-inovacao"&gt;alerta Rony Vainzof, a&lt;strong&gt;dvisor&lt;/strong&gt; em Regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o Digital da FecomercioSP&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, especialistas avaliam que o fortalecimento do Brasil no cen&amp;aacute;rio tecnol&amp;oacute;gico mundial tamb&amp;eacute;m depende de mais inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional e da incorpora&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tecnologia como estrat&amp;eacute;gia de neg&amp;oacute;cio, em meio &amp;agrave;s transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es disruptivas proporcionadas pelos agentes de IA e pelas novas din&amp;acirc;micas do consumo online.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Uma em cada tr&amp;ecirc;s jornadas de compra ou consumo j&amp;aacute; &amp;eacute; iniciada por meio de uma conversa com a IA&amp;rdquo;, destacou Diogo Cortiz, professor na Pontif&amp;iacute;cia Universidade Cat&amp;oacute;lica de S&amp;atilde;o Paulo (PUC-SP), pesquisador no N&amp;uacute;cleo de Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Ponto BR (NIC.br) e integrante do conselho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a FecomercioSP e o Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o avan&amp;ccedil;o da transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital representa uma chance hist&amp;oacute;rica de ampliar a competitividade nacional, modernizar o Estado e &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/brasil-intensifica-debates-sobre-ia-datacenters-e-ciberseguranca"&gt;criar oportunidades para empresas e cidad&amp;atilde;os&lt;/a&gt;. O desafio ser&amp;aacute; transformar esse potencial em uma estrat&amp;eacute;gia nacional capaz de combinar inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, desenvolvimento econ&amp;ocirc;mico e inclus&amp;atilde;o social, posicionando o Brasil de forma mais relevante na economia digital global.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 09:10:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Na era dos algoritmos, aprender continuamente é questão de sobrevivência]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/na-era-dos-algoritmos-aprender-continuamente-e-questao-de-sobrevivencia</link><description>&lt;![CDATA[Novo episódio do ‘FecomercioSP M&amp;P’ debate como a IA está transformando decisões, carreiras e modelos de gestão]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) j&amp;aacute; faz parte da rotina das empresas e est&amp;aacute; transformando a forma como decis&amp;otilde;es s&amp;atilde;o tomadas, equipes s&amp;atilde;o geridas e neg&amp;oacute;cios s&amp;atilde;o conduzidos. Nesse cen&amp;aacute;rio, a capacidade de aprender, adaptar-se e desenvolver compet&amp;ecirc;ncias humanas passa a ser um diferencial cada vez mais valioso. Essa &amp;eacute; uma das principais reflex&amp;otilde;es do novo epis&amp;oacute;dio do &lt;strong&gt;FecomercioSP Mercado &amp;amp; Perspectivas&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/inteligencia-artificial-e-trabalho-livro-inedito-discute-os-desafios-da-regulacao" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;discutir os efeitos dos algoritmos no mundo do trabalho&lt;/a&gt;, o programa recebe Marisa Salgado, &lt;strong&gt;partner&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;da Signum Brasil, e Fernando Solak, diretor de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Humanas da TOTVS. Ao longo da conversa, os convidados analisam como a tecnologia vem acelerando mudan&amp;ccedil;as nas organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es e quais habilidades ser&amp;atilde;o indispens&amp;aacute;veis para profissionais e lideran&amp;ccedil;as nos pr&amp;oacute;ximos anos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O mesacast mostra que a transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o vai muito al&amp;eacute;m da automa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tarefas. Hoje, a ferramenta j&amp;aacute; apoia an&amp;aacute;lises de dados, contribui para decis&amp;otilde;es estrat&amp;eacute;gicas e amplia a produtividade das equipes. Ao mesmo tempo, exige que empresas e trabalhadores desenvolvam novas compet&amp;ecirc;ncias para acompanhar a velocidade das mudan&amp;ccedil;as.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os temas abordados, destacam-se a necessidade de &lt;strong&gt;reskilling&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;upskilling&lt;/strong&gt;, o uso estrat&amp;eacute;gico de dados nas organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es, os impasses da lideran&amp;ccedil;a em ambientes cada vez mais digitais e os limites da tecnologia em atividades que dependam de empatia, criatividade, repert&amp;oacute;rio e vis&amp;atilde;o sist&amp;ecirc;mica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Diferenciais decisivos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O epis&amp;oacute;dio tamb&amp;eacute;m traz um alerta para as empresas e os profissionais que ainda resistem &amp;agrave;s transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es em curso. Para os entrevistados, a IA &amp;eacute; uma realidade que continuar&amp;aacute; ganhando espa&amp;ccedil;o nos processos produtivos e nas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es laborais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, curiosidade, disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para aprender e capacidade de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o tornam-se compet&amp;ecirc;ncias essenciais. Mais do que dominar ferramentas tecnol&amp;oacute;gicas, ser&amp;aacute; necess&amp;aacute;rio desenvolver pensamento cr&amp;iacute;tico para interpretar informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, avaliar cen&amp;aacute;rios e tomar decis&amp;otilde;es de forma consciente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos especialistas, a automa&amp;ccedil;&amp;atilde;o deve assumir parte crescente das atividades operacionais. Por outro lado, aspectos como criatividade, constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de v&amp;iacute;nculos, sensibilidade humana e julgamento cr&amp;iacute;tico continuar&amp;atilde;o sendo atributos insubstitu&amp;iacute;veis para gerar valor dentro das organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quer entender como se preparar para essa nova realidade e descobrir quais caminhos podem tornar empresas e profissionais mais competitivos? Assista ao epis&amp;oacute;dio completo do &lt;strong&gt;FecomercioSP Mercado &amp;amp; Perspectivas&lt;/strong&gt; e participe dessa discuss&amp;atilde;o sobre o futuro do trabalho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable fr-fvl"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/FbMh6-c8mSc??si=91QaYyMA1O07_KLs&amp;wmode=opaque&amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:58:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Articulações focam regulação equilibrada da IA e sem barreiras para MPEs]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/articulacoes-focam-regulacao-equilibrada-da-ia-e-sem-barreiras-para-mpes</link><description>&lt;![CDATA[Em Brasília, FecomercioSP defende modelo regulatório baseado em riscos, alinhado com as práticas internacionais atuais e sem barreiras para pequenos negócios]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; intensificou as articula&amp;ccedil;&amp;otilde;es em Bras&amp;iacute;lia para influenciar a reta final das discuss&amp;otilde;es sobre o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-cobra-ajustes-no-marco-legal-da-ia-e-aceleracao-da-infraestrutura-digital-no-pais-1" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Marco Legal da Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (PL 2.338/2023)&lt;/a&gt;, projeto que deve definir as regras para o uso respons&amp;aacute;vel da tecnologia no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em reuni&amp;otilde;es com representantes do governo federal e do Congresso Nacional, a Entidade defendeu uma regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o baseada em riscos, capaz de garantir seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica sem frear a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a competitividade das empresas brasileiras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;N&amp;atilde;o podemos correr o risco de criar uma legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o restritiva e ficar para tr&amp;aacute;s no avan&amp;ccedil;o da economia digital. Ou agimos agora para construir um ambiente de neg&amp;oacute;cios preparado para novas demandas tecnol&amp;oacute;gicas, com seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e est&amp;iacute;mulo &amp;agrave; inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ou perderemos uma oportunidade hist&amp;oacute;rica de ampliar a produtividade, atrair investimentos e fortalecer a competitividade do Pa&amp;iacute;s&amp;rdquo;, disse o presidente do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP&lt;/a&gt;, Andriei Gutierrez.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A agenda institucional incluiu encontros na Secretaria de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica e no gabinete da Lideran&amp;ccedil;a do Bloco da Maioria na C&amp;acirc;mara dos Deputados, respons&amp;aacute;vel por conduzir as negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es em torno da proposta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o acredita que o avan&amp;ccedil;o da Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) exige um modelo regulat&amp;oacute;rio equilibrado, alinhado com as pr&amp;aacute;ticas internacionais mais modernas e capaz de estimular investimentos, inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e desenvolvimento tecnol&amp;oacute;gico no Brasil, sem criar obst&amp;aacute;culos para empresas, especialmente micro e pequenos neg&amp;oacute;cios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Congresso Nacional, a FecomercioSP participou de reuni&amp;atilde;o com representantes do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP/PB), relator do projeto na Comiss&amp;atilde;o Especial da C&amp;acirc;mara e l&amp;iacute;der do Bloco da Maioria. Segundo a equipe do parlamentar, o texto aprovado pelo Senado vem sendo aprimorado a partir de contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de entidades, juristas, especialistas e representantes do setor produtivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta enfrenta resist&amp;ecirc;ncias na C&amp;acirc;mara em decorr&amp;ecirc;ncia da complexidade t&amp;eacute;cnica do tema e da press&amp;atilde;o exercida por diferentes setores econ&amp;ocirc;micos e empresas de tecnologia. O deputado trabalha na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um consenso pol&amp;iacute;tico para viabilizar a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do texto na Comiss&amp;atilde;o Especial e acelerar a tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da mat&amp;eacute;ria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;advisor&lt;/strong&gt; em Regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o Digital da FecomercioSP, Rony Vainzof, destacou que a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o mant&amp;eacute;m di&amp;aacute;logo t&amp;eacute;cnico permanente com o governo federal e o Legislativo a fim de contribuir para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o do marco regulat&amp;oacute;rio desde o in&amp;iacute;cio dos debates. &amp;ldquo;Com&amp;eacute;rcio, Servi&amp;ccedil;os e Turismo est&amp;atilde;o entre os setores que mais incorporam IA nas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de consumo e na rotina das empresas. Por isso, defendemos uma regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o baseada em riscos e no uso, que proteja direitos sem sufocar a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sem criar barreiras de entrada para as Micro e Pequenas Empresas (MPEs) e que preserve a competitividade do Brasil no cen&amp;aacute;rio global&amp;rdquo;, afirmou Vainzof.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que prev&amp;ecirc; a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da IA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/construcao-do-marco-da-ia-e-com-o-setor-produtivo-na-lideranca" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;PL 2.338/2023, de autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSD/MG)&lt;/a&gt; &amp;mdash; aprovado no Senado em 2024 &amp;mdash;, estabelece diretrizes para o desenvolvimento, a implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o uso respons&amp;aacute;vel de sistemas da tecnologia no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em conjunto com o PL 6.237/2025, do governo federal, o texto prev&amp;ecirc; a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Sistema Nacional de Regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Governan&amp;ccedil;a de Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (SIA), designando compet&amp;ecirc;ncias da autoridade competente, a Ag&amp;ecirc;ncia Nacional de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Dados (ANPD), respons&amp;aacute;vel, dentre outras fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es, por expedir, com base na lei, normas gerais e por regular os segmentos que, hoje, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o regulados de forma especializada por outro &amp;oacute;rg&amp;atilde;o ou entidade p&amp;uacute;blica. O projeto elenca tamb&amp;eacute;m compet&amp;ecirc;ncias das autoridades setoriais j&amp;aacute; existentes sem criar novas. As autoridades setoriais existentes recebem, portanto, a compet&amp;ecirc;ncia de regular em seus respectivos segmentos econ&amp;ocirc;micos e sociais a tecnologia de IA.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m do Marco Legal da IA, a FecomercioSP tamb&amp;eacute;m tratou em Bras&amp;iacute;lia de outras pautas estrat&amp;eacute;gicas para a transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital e a competitividade do Pa&amp;iacute;s, como &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/no-senado-coalizao-de-entidades-entrega-contribuicoes-para-aprimorar-marco-legal-da-ciberseguranca" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;as propostas de ciberseguran&amp;ccedil;a&lt;/a&gt; e o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/setor-produtivo-cobra-aprovacao-de-regime-de-datacenters" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Regime Especial de Tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para Servi&amp;ccedil;os de Datacenter (PL 278/2026, o Redata)&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:30:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item></channel></rss>
