<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Sustentabilidade - FecomercioSP]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/sustentabilidade</link><description>&lt;![CDATA[Descrição]]</description><lastBuildDate>Sun, 17 May 2026 19:34:51 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Sustentabilidade - FecomercioSP]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/sustentabilidade</link><url>http://www.fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Sustentabilidade]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro avança no varejo e amplia discussão sobre práticas antidiscriminatórias]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/codigo-de-defesa-e-inclusao-do-consumidor-negro-avanca-no-varejo-e-amplia-discussao-sobre-praticas-antidiscriminatorias</link><description>&lt;![CDATA[Iniciativa liderada, inicialmente, pelo setor de Beleza ganha adesão de grandes empresas e começa a influenciar protocolos de atendimento e políticas de diversidade no Comércio]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O avan&amp;ccedil;o das discuss&amp;otilde;es sobre diversidade, inclus&amp;atilde;o e combate ao racismo nas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de consumo come&amp;ccedil;a a provocar mudan&amp;ccedil;as pr&amp;aacute;ticas nas empresas brasileiras. Criado inicialmente para enfrentar gargalos no atendimento e na oferta de produtos voltados para a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o negra no segmento de beleza, o C&amp;oacute;digo de Defesa e Inclus&amp;atilde;o do Consumidor Negro vem ampliando seu alcance para outros segmentos do varejo e despertando o interesse de grandes companhias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tema ganhou espa&amp;ccedil;o na reuni&amp;atilde;o de maio do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-sustentabilidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Sustentabilidade&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, que recebeu Aline de Campos, gerente de Inclus&amp;atilde;o e Diversidade do Grupo Carrefour Brasil, para compartilhar experi&amp;ecirc;ncias relacionadas &amp;agrave; ades&amp;atilde;o ao c&amp;oacute;digo e aos desafios de implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das medidas propostas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A iniciativa surgiu a partir de discuss&amp;otilde;es lideradas pela L&amp;rsquo;Or&amp;eacute;al Brasil com foco no mercado de cosm&amp;eacute;ticos e produtos de beleza, frente a relatos de consumidores negros sobre dificuldades para encontrar produtos adequados &amp;agrave;s suas necessidades, al&amp;eacute;m de situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de constrangimento e atendimento discriminat&amp;oacute;rio em estabelecimentos comerciais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta evoluiu com o apoio de um Grupo de Trabalho (GT) de varejistas associadas ao &lt;a href="https://somosmover.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Mover &amp;mdash; Movimento pela Equidade Racial&lt;/a&gt;, resultando em uma coaliz&amp;atilde;o de empresas interessadas em fortalecer pr&amp;aacute;ticas de atendimento inclusivo para al&amp;eacute;m do setor. &amp;ldquo;O c&amp;oacute;digo foi criado especificamente para o setor de Beleza. Com essa coaliz&amp;atilde;o, o texto passa a refletir o atendimento no Varejo independentemente do mercado&amp;rdquo;, explicou Aline.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;C&amp;oacute;digo amplia discuss&amp;atilde;o sobre consumo e diversidade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo que ainda n&amp;atilde;o tenha car&amp;aacute;ter obrigat&amp;oacute;rio, o C&amp;oacute;digo de Defesa e Inclus&amp;atilde;o do Consumidor Negro vem sendo adotado voluntariamente pelas empresas que buscam fortalecer pol&amp;iacute;ticas internas de diversidade, inclus&amp;atilde;o e relacionamento com consumidores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O texto contou com apoio de Dione Assis, fundadora do Black Sisters in Law, rede internacional de advogadas negras que participou da constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o da iniciativa. Segundo os organizadores, a proposta busca ampliar a discuss&amp;atilde;o sobre prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao consumidor sob a &amp;oacute;tica antidiscriminat&amp;oacute;ria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;No lan&amp;ccedil;amento da iniciativa, Dione ressaltou que o C&amp;oacute;digo de Defesa do Consumidor (CDC) j&amp;aacute; passou por evolu&amp;ccedil;&amp;otilde;es importantes, como a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o da crian&amp;ccedil;a, do adolescente e da pessoa idosa. A discuss&amp;atilde;o, agora, &amp;eacute; por que n&amp;atilde;o avan&amp;ccedil;ar tamb&amp;eacute;m na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pr&amp;aacute;ticas antidiscriminat&amp;oacute;rias nas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de consumo?&amp;rdquo;, destacou Aline.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Revis&amp;atilde;o de protocolos internos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante o encontro, o Grupo Carrefour Brasil compartilhou experi&amp;ecirc;ncias relacionadas &amp;agrave; implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das diretrizes do c&amp;oacute;digo dentro da companhia. Segundo a executiva, a empresa j&amp;aacute; possu&amp;iacute;a protocolos internos voltados para a preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pr&amp;aacute;ticas discriminat&amp;oacute;rias, mas a ades&amp;atilde;o ao c&amp;oacute;digo ajudou a aprofundar processos de revis&amp;atilde;o e fortalecimento dessas medidas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O Grupo Carrefour Brasil j&amp;aacute; tem protocolos estabelecidos para preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse tipo de ocorr&amp;ecirc;ncia, e vamos continuar aprimorando crit&amp;eacute;rios de abordagem e atendimento nas nossas lojas&amp;rdquo;, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as principais diretrizes adotadas, destacam-se a capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o antirracista de colaboradores, a padroniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de protocolos de atendimento, a revis&amp;atilde;o de procedimentos de seguran&amp;ccedil;a e revista, o fortalecimento de pr&amp;aacute;ticas de inclus&amp;atilde;o, a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da diversidade nas equipes e a conscientiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fornecedores e terceiros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aline explicou que 100% dos colaboradores do grupo recebem treinamento de letramento racial ainda no processo de integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; empresa. &amp;ldquo;Essa capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o busca reduzir vieses que, muitas vezes, s&amp;atilde;o naturalizados socialmente e evitar situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de racismo no atendimento&amp;rdquo;, disse.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos principais impasses apontados pelas empresas &amp;eacute; levar as diretrizes do c&amp;oacute;digo para todos prestadores de servi&amp;ccedil;os. Com cerca de 120 mil colaboradores, o Grupo Carrefour Brasil afirmou que vem trabalhando para ampliar o alcance das pol&amp;iacute;ticas internas tamb&amp;eacute;m para as empresas terceirizadas que atuam diretamente nas lojas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O prestador de servi&amp;ccedil;o do Grupo Carrefour Brasil tem ci&amp;ecirc;ncia do nosso compromisso, que &amp;eacute; p&amp;uacute;blico e inegoci&amp;aacute;vel&amp;rdquo;, salientou Aline, destacando que o processo exige treinamento cont&amp;iacute;nuo, alinhamento cultural e monitoramento constante das pr&amp;aacute;ticas adotadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Empresas come&amp;ccedil;am a olhar tema de forma mais estrat&amp;eacute;gica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora o c&amp;oacute;digo ainda tenha ades&amp;atilde;o volunt&amp;aacute;ria, o tema tende a ganhar cada vez mais relev&amp;acirc;ncia dentro das agendas de ESG e reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o corporativa. A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; que pr&amp;aacute;ticas preventivas, treinamento de equipes e protocolos claros de acolhimento podem ajudar empresas a reduzirem riscos reputacionais, conflitos com consumidores e situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es discriminat&amp;oacute;rias dentro dos estabelecimentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto considerado relevante foi a orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o prevista no material elaborado pela L&amp;rsquo;Or&amp;eacute;al a respeito de como agir diante de situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de discrimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o racial dentro dos estabelecimentos. Alexsandra Ricci, assessora do conselho, lembrou que o documento &amp;eacute; composto por dez artigos e prev&amp;ecirc; orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es acerca do que fazer em caso de racismo ou inj&amp;uacute;ria racial, incluindo registrar os dados sobre a ocorr&amp;ecirc;ncia com data, hor&amp;aacute;rio e descri&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos fatos; busca de testemunhas; den&amp;uacute;ncia ao Procon, delegacias especializadas ou Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico; e encaminhamento judicial em casos mais graves. &amp;ldquo;Al&amp;eacute;m de capacitar e preparar as equipes de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es preventivas, as empresas precisam tamb&amp;eacute;m definir processos sobre o que fazer quando os protocolos n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o seguidos&amp;rdquo;, complementou Aline.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tema ainda est&amp;aacute; em fase inicial de consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas deve ganhar espa&amp;ccedil;o crescente no Varejo brasileiro, acompanhando as mudan&amp;ccedil;as no comportamento do consumidor e mais press&amp;atilde;o por pr&amp;aacute;ticas corporativas inclusivas e transparentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 15 May 2026 17:04:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[NR-1 desafia empresas a equilibrarem saúde física e mental, segurança jurídica e prevenção de riscos no ambiente de trabalho]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/nr-1-desafia-empresas-a-equilibrarem-saude-fisica-e-mental-seguranca-juridica-e-prevencao-de-riscos-no-ambiente-de-trabalho</link><description>&lt;![CDATA[Nova regulamentação exige gestão de fatores psicossociais e leva setor produtivo a pedir critérios mais objetivos para fiscalização trabalhista]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Empresas brasileiras ter&amp;atilde;o de comprovar, a partir das novas exig&amp;ecirc;ncias da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que est&amp;atilde;o monitorando riscos psicossociais no ambiente de trabalho &amp;mdash; um desafio que vai muito al&amp;eacute;m de documentos formais e que, se n&amp;atilde;o for bem gerido, pode ampliar disputas trabalhistas, autua&amp;ccedil;&amp;otilde;es e inseguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica para o setor produtivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da norma colocou a sa&amp;uacute;de mental no centro da gest&amp;atilde;o de pessoas ao exigir que as empresas identifiquem, monitorem e previnam fatores de risco psicossociais relacionados &amp;agrave; organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho. Esses fatores, definidos pelo Minist&amp;eacute;rio do Trabalho e Emprego (MTE) no &lt;a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2026/marco/mte-lanca-manual-para-orientar-gestao-de-riscos-ocupacionais-nas-empresas" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;manual sobre Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho&lt;/a&gt;, incluem situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es como press&amp;atilde;o excessiva, jornadas exaustivas, estresse ocupacional, sobrecarga, ass&amp;eacute;dio moral e falta de apoio organizacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante disso, as empresas precisar&amp;atilde;o comprovar, com evid&amp;ecirc;ncias concretas, que adotam medidas cont&amp;iacute;nuas de preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o, monitoramento e melhoria do ambiente de trabalho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao ass&amp;eacute;dio moral, foi esclarecido que este n&amp;atilde;o deveria ser classificado como risco psicossocial, por ter natureza jur&amp;iacute;dico-comportamental, e n&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnico-operacional. Por isso, seu tratamento deve seguir regras e pol&amp;iacute;ticas espec&amp;iacute;ficas de preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; previstas na NR-5 &amp;mdash; Cipa. Tamb&amp;eacute;m foi destacado que o ato n&amp;atilde;o deve ser considerado um risco ocupacional, mas um il&amp;iacute;cito penal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tema foi debatido em maio pelo &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-sustentabilidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Sustentabilidade&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, reunindo empres&amp;aacute;rios, dirigentes sindicais e especialistas para discutir os impactos da nova regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, os riscos de judicializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os impasses de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O principal painel foi conduzido por Karina Negreli, assessora do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-emprego-e-relacoes-de-trabalho"&gt;Conselho de Emprego e Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Trabalho&lt;/a&gt; da Entidade, que detalhou os pontos mais sens&amp;iacute;veis da norma, as articula&amp;ccedil;&amp;otilde;es conduzidas pela FecomercioSP e pela &lt;a href="https://portaldocomercio.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Confedera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional do Com&amp;eacute;rcio (CNC)&lt;/a&gt; no governo federal e os principais cuidados que as empresas devem adotar para lidar com a nova realidade regulat&amp;oacute;ria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;A quest&amp;atilde;o da NR-1 traz diversas abordagens muito mais do senso comum do que de respostas t&amp;eacute;cnicas e dotadas de seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica&amp;rdquo;, afirmou Karina. Segundo a assessora, a FecomercioSP n&amp;atilde;o atua contra as normas de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; sa&amp;uacute;de mental dos trabalhadores, mas defende crit&amp;eacute;rios t&amp;eacute;cnicos mais claros para evitar interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es excessivamente subjetivas durante a fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mudan&amp;ccedil;as na pr&amp;aacute;tica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Karina explicou que a norma n&amp;atilde;o surgiu como uma nova obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o isolada, mas como um aprofundamento das regras gerais j&amp;aacute; existentes em Sa&amp;uacute;de e Seguran&amp;ccedil;a no Trabalho (SST). &amp;ldquo;A NR-1 &amp;eacute; a m&amp;atilde;e de todas as normas de SST e estabelece as disposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es gerais aplic&amp;aacute;veis &amp;agrave;s demais regulamenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;rdquo;, disse.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A principal mudan&amp;ccedil;a ocorreu no cap&amp;iacute;tulo sobre Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), que passou a tornar expl&amp;iacute;cita a obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empresas para identificar, monitorar e prevenir riscos psicossociais relacionados ao trabalho. Dentre os fatores levantados pelo MTE que passam a exigir aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas, destacam-se press&amp;atilde;o excessiva, jornadas exaustivas, falta de apoio organizacional, estresse ocupacional, ass&amp;eacute;dio moral, sobrecarga ou subcarga de trabalho e problemas relacionados &amp;agrave; organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das atividades.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a assessora, o problema est&amp;aacute; na aus&amp;ecirc;ncia de crit&amp;eacute;rios objetivos na pr&amp;oacute;pria reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o normativa, abrindo espa&amp;ccedil;o para diferentes interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es por parte da fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o trabalhista. &amp;ldquo;O que se busca, neste momento, &amp;eacute; um alinhamento de conceitos para que o agente p&amp;uacute;blico n&amp;atilde;o tenha um grau de discricionariedade t&amp;atilde;o elevado que inviabilize uma aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o equilibrada da norma&amp;rdquo;, refor&amp;ccedil;ou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sa&amp;uacute;de mental entra definitivamente na agenda corporativa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora a NR-1 tenha ganhado mais visibilidade recentemente, especialistas lembraram que a discuss&amp;atilde;o sobre riscos psicossociais j&amp;aacute; vinha crescendo desde a pandemia, acompanhando o aumento dos afastamentos relacionados &amp;agrave; sa&amp;uacute;de mental e ao &lt;strong&gt;burnout&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Karina lembrou que a sa&amp;uacute;de mental tem car&amp;aacute;ter multifatorial e que nem todos os fatores que afetam os trabalhadores podem ser atribu&amp;iacute;dos ao ambiente corporativo. Problemas familiares, luto, endividamento, inseguran&amp;ccedil;a financeira e o crescimento dos jogos de apostas online foram citados como exemplos de situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es externas que acabam refletindo dentro das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O foco da NR-1 deve estar na organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho, e n&amp;atilde;o na individualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do problema&amp;rdquo;, destacou a assessora. &amp;ldquo;Precisamos abandonar essa vis&amp;atilde;o de risco psicossocial ligado exclusivamente ao indiv&amp;iacute;duo e olhar para a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho como um coletivo.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tema do endividamento provocado por apostas virtuais apareceu como uma das principais preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es relatadas pelos presentes. Empres&amp;aacute;rios compartilharam casos de funcion&amp;aacute;rios com dificuldades financeiras graves, perda de produtividade e impacto emocional decorrente do v&amp;iacute;cio em jogos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP e a CNC v&amp;ecirc;m atuando no MTE em busca de mais clareza t&amp;eacute;cnica sobre a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da norma. Segundo Karina, a CNC apresentou 198 questionamentos formais ao governo sobre a implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;aacute;tica da norma. As entidades tamb&amp;eacute;m defenderam amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos prazos de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicialmente orientativa e redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da subjetividade nos crit&amp;eacute;rios de fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e autua&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Uma norma que precisa de guia, manual, perguntas e respostas e sucessivas prorroga&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;eacute; uma norma que ainda n&amp;atilde;o est&amp;aacute; madura&amp;rdquo;, afirmou a assessora. A preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o empresarial se concentra especialmente no risco de autua&amp;ccedil;&amp;otilde;es sem par&amp;acirc;metros objetivos claros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Empresas precisam rever processos internos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos especialistas &amp;eacute; iniciar imediatamente a revis&amp;atilde;o de processos internos, considerando as seguintes principais medidas:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de invent&amp;aacute;rios de riscos psicossociais;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de planos de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;monitoramento de absente&amp;iacute;smo e afastamentos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;treinamento de lideran&amp;ccedil;as;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;fortalecimento de canais de escuta;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;revis&amp;atilde;o de pr&amp;aacute;ticas de governan&amp;ccedil;a e &lt;strong&gt;compliance&lt;/strong&gt;;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;registro cont&amp;iacute;nuo de evid&amp;ecirc;ncias e melhorias.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dever&amp;aacute; olhar n&amp;atilde;o apenas para documentos formais, mas tamb&amp;eacute;m para a coer&amp;ecirc;ncia entre o discurso e a pr&amp;aacute;tica organizacional. &amp;ldquo;N&amp;atilde;o vale aparente regularidade. A empresa precisa demonstrar coer&amp;ecirc;ncia entre a documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a pr&amp;aacute;tica&amp;rdquo;, ressaltou Karina.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Jos&amp;eacute; Goldemberg, presidente do Conselho de Sustentabilidade, refor&amp;ccedil;ou que a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o apoiar&amp;aacute; qualquer medida no sentido de tornar os crit&amp;eacute;rios da norma mais t&amp;eacute;cnicos e objetivos. &amp;ldquo;O ass&amp;eacute;dio moral, por exemplo, &amp;eacute; um terreno completamente subjetivo&amp;rdquo;, observou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O professor real&amp;ccedil;ou a import&amp;acirc;ncia de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es preventivas e de acolhimento realizadas pelas pr&amp;oacute;prias empresas, citando iniciativas de conscientiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, treinamento interno e apoio aos colaboradores como ferramentas para reduzir tens&amp;otilde;es no ambiente corporativo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que uma nova obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o trabalhista, a NR-1 inaugura uma mudan&amp;ccedil;a estrutural na forma como empresas precisar&amp;atilde;o tratar sa&amp;uacute;de mental, governan&amp;ccedil;a organizacional e gest&amp;atilde;o de pessoas. Temas antes vistos como perif&amp;eacute;ricos passam, agora, a ocupar posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o estrat&amp;eacute;gica dentro das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es corporativas. O desafio ser&amp;aacute; equilibrar preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o, produtividade e seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica em um cen&amp;aacute;rio de crescente press&amp;atilde;o regulat&amp;oacute;ria sobre sa&amp;uacute;de mental no trabalho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;&lt;div id="_com_1" language="JavaScript"&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="#_msoanchor_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 13 May 2026 14:37:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Novas regras ampliam responsabilidade do Comércio na logística reversa]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/novas-regras-ampliam-responsabilidade-do-comercio-na-logistica-reversa</link><description>&lt;![CDATA[Pacote de normas estende obrigações para varejo físico e e-commerce, pode impactar custos e condicionar alvará de funcionamento]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Um conjunto de normas rec&amp;eacute;m-publicadas e propostas em discuss&amp;atilde;o com o Minist&amp;eacute;rio do Meio Ambiente (MMA) amplia demasiadamente a responsabilidade operacional do Com&amp;eacute;rcio na Log&amp;iacute;stica Reversa (LR). Na pr&amp;aacute;tica, o empres&amp;aacute;rio deve se preparar para mais despesas, novas obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es e at&amp;eacute; risco &amp;agrave; regularidade do neg&amp;oacute;cio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Decreto 12.688/2025 inclui o setor &amp;mdash; inclusive o e-commerce &amp;mdash; na LR de embalagens pl&amp;aacute;sticas. J&amp;aacute; a proposta de altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Decreto 10.240/2020 pode obrigar lojas virtuais a receberem produtos eletroeletr&amp;ocirc;nicos usados. Soma-se a isso uma minuta de resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) que orienta os munic&amp;iacute;pios a condicionarem o cumprimento das obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es na LR &amp;agrave; concess&amp;atilde;o ou renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do alvar&amp;aacute; de funcionamento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O resultado &amp;eacute; um cen&amp;aacute;rio de mais press&amp;atilde;o regulat&amp;oacute;ria, aumento de custos e mais complexidade operacional para as empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, que acompanha de perto essas discuss&amp;otilde;es, tem defendido que a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das exig&amp;ecirc;ncias deve considerar a realidade do Com&amp;eacute;rcio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico passa a integrar de vez o SLR&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Decreto 12.688/2025 marca a entrada formal do e-commerce no Sistema de Log&amp;iacute;stica Reversa (SLR) de embalagens pl&amp;aacute;sticas. A norma permite que empresas atuem como Pontos de Entrega Volunt&amp;aacute;ria (PEVs) ou como canais de divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o descarte correto, conforme as regras do sistema coletivo que participar. Embora seja uma medida de menor impacto, consolida o papel do e-commerce no SLR e refor&amp;ccedil;a sua responsabilidade na orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao consumidor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ponto mais sens&amp;iacute;vel est&amp;aacute; na proposta envolvendo os eletroeletr&amp;ocirc;nicos. O texto em discuss&amp;atilde;o prev&amp;ecirc; que o com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico e as plataformas digitais passem a ser respons&amp;aacute;veis por receber produtos descartados pelos consumidores. Para viabilizar esse processo, caso a empresa n&amp;atilde;o tenha lojas f&amp;iacute;sicas, ser&amp;aacute; necess&amp;aacute;rio estruturar a log&amp;iacute;stica de devolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com apoio de operadores log&amp;iacute;sticos que trabalhem como os Correios, por exemplo, al&amp;eacute;m de firmar contratos espec&amp;iacute;ficos para coleta de produtos p&amp;oacute;s-consumo e envio aos pontos de destina&amp;ccedil;&amp;atilde;o final. Nesse caso espec&amp;iacute;fico, a parceria da FecomercioSP com a Green Eletron pode apoiar os estabelecimentos tanto na LR de eletroeletr&amp;ocirc;nicos como na de pilhas. &lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/parcerias-fecomerciosp/green-eletron/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Saiba mais&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute; ainda a possibilidade de o Com&amp;eacute;rcio participar do custeio dessa opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o que pode afetar diretamente a rentabilidade dos neg&amp;oacute;cios, principalmente no ambiente digital.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro aspecto que preocupa &amp;eacute; a proposta de vincular o alvar&amp;aacute; de funcionamento ao cumprimento da LR. A proposta ainda ser&amp;aacute; submetida a consulta p&amp;uacute;blica, mas, caso a medida avance com a atual reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o, as empresas que n&amp;atilde;o comprovarem participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em SLRs poder&amp;atilde;o ter dificuldades para abrir ou manter as atividades. Nesse caso, a LR deixa de ser apenas uma obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o ambiental para se tornar um requisito b&amp;aacute;sico de opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Grandes geradores na mira do Conama&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Toda empresa de Com&amp;eacute;rcio e Servi&amp;ccedil;os que gere mais de 200 litros ou 50 quilos de res&amp;iacute;duos por dia &amp;eacute; classificada como grande gerador, independentemente de seu porte de neg&amp;oacute;cios. Portanto, deve ter um Plano de Gerenciamento de Res&amp;iacute;duos S&amp;oacute;lidos (PGRS) e contratar uma empresa privada para a coleta e disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o final dos res&amp;iacute;duos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos grandes geradores de res&amp;iacute;duos tamb&amp;eacute;m segue caminho semelhante de aumento de complexidade. Ainda que a proposta em discuss&amp;atilde;o n&amp;atilde;o traga obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es novas, delega aos munic&amp;iacute;pios a defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o das regras, o que pode resultar em exig&amp;ecirc;ncias diferentes entre cidades e exigir adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o constante das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Impactos e riscos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse conjunto de mudan&amp;ccedil;as aponta para um cen&amp;aacute;rio de mais exig&amp;ecirc;ncia regulat&amp;oacute;ria. Dentre os impactos esperados, destacam-se o aumento de gastos com coleta, transporte e destina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de res&amp;iacute;duos, a necessidade de novos contratos log&amp;iacute;sticos e a exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o a multas que podem chegar a R$ 50 milh&amp;otilde;es, al&amp;eacute;m de poss&amp;iacute;veis entraves &amp;agrave; obten&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou &amp;agrave; renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o de alvar&amp;aacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As empresas que importam produtos ou operam com marcas pr&amp;oacute;prias tendem a ser ainda mais afetadas, pois, na LR, t&amp;ecirc;m as mesmas responsabilidades da Ind&amp;uacute;stria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante desse contexto, a FecomercioSP tem intensificado as atua&amp;ccedil;&amp;otilde;es t&amp;eacute;cnica e institucional, participando das discuss&amp;otilde;es com o Poder P&amp;uacute;blico e entidades gestoras. O tema j&amp;aacute; mobiliza o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-sustentabilidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselhos de Sustentabilidade&lt;/a&gt; e o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt; da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que v&amp;ecirc;m discutindo os reflexos sobre o e-commerce e buscando alternativas vi&amp;aacute;veis para o setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;A tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; de avan&amp;ccedil;o e consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessas exig&amp;ecirc;ncias. O governo federal j&amp;aacute; trabalha em um decreto geral que deve reunir e ampliar as regras de LR no Pa&amp;iacute;s, e as empresas devem estar atentas &amp;agrave;s novas regras&amp;rdquo;, destaca Alexsandra Ricci, assessora do Conselho de Sustentabilidade da Entidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim, informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e planejamento passam a ser diferenciais estrat&amp;eacute;gicos &amp;mdash; e quem se antecipar ter&amp;aacute; mais seguran&amp;ccedil;a para operar em um ambiente regulat&amp;oacute;rio cada vez mais exigente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 12 May 2026 10:57:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Da obrigação ambiental à oportunidade de negócio: o que as empresas precisam saber sobre sustentabilidade ]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/da-obrigacao-ambiental-a-oportunidade-de-negocio-o-que-as-empresas-precisam-saber-sobre-sustentabilidade</link><description>&lt;![CDATA[Publicação reúne tendências, mudanças regulatórias e soluções práticas que já impactam os negócios, da logística reversa ao mercado de carbono]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Empresas que queiram reduzir custos, evitar riscos e se preparar para as novas exigências ambientais já têm uma nova fonte de informação estratégica. O &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-sustentabilidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP&lt;/a&gt; acaba de lançar a terceira edição do &lt;strong&gt;Boletim de Sustentabilidade&lt;/strong&gt;, publicação especial que mostra como a agenda ambiental deixou de ser apenas uma pauta institucional para se tornar um fator direto de competitividade.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/28c06a8ec35811d80f1734225905be86f5120556.pdf" target="_blank" class="fr-file botao" rel="noopener noreferrer"&gt;Clique aqui e baixe a publicação gratuitamente&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O material apresenta os principais movimentos que já afetam a rotina empresarial, como mercado de carbono, economia circular, logística reversa, transição energética e eficiência no uso de recursos. Mais do que explicar tendências, o boletim mostra como empresas podem transformar pressão regulatória em oportunidade de crescimento, inovação e fortalecimento da marca.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A nova edição também destaca a atuação da FecomercioSP na defesa de condições mais viáveis para o setor produtivo. Dentre os avanços apresentados, destacam-se mudanças na legislação da reciclagem, novos incentivos fiscais, propostas para reduzir burocracias e atualizações nas regras de logística reversa. A publicação reforça como a representação institucional pode ajudar empresas a reduzirem custos, ganhar previsibilidade e ampliar a segurança jurídica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro diferencial é o conteúdo voltado para a aplicação prática. A seção de dicas traz orientações simples para começar a implementar ações sustentáveis no dia a dia, como revisão de processos, redução de desperdícios, análise da cadeia de fornecedores e reaproveitamento de insumos. A mensagem é que a sustentabilidade não depende apenas de grandes investimentos, mas também de decisões estratégicas e contínuas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A publicação reúne ainda materiais de apoio, conteúdos gratuitos e iniciativas para se adaptar às novas exigências ambientais sem perder competitividade, incluindo orientações sobre governança, gestão de resíduos, uso eficiente da água e Sistemas de Logística Reversa (SLRs).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao longo da edição, o leitor encontra exemplos concretos de como a &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/agenda-verde"&gt;&lt;strong&gt;Agenda Verde da FecomercioSP&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; vem influenciando debates públicos e contribuindo para construir soluções equilibradas entre desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental. O foco é garantir que empresas estejam mais preparadas para um cenário cada vez mais exigente, e cheio de novas oportunidades!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Leia a edição especial &lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/8ea5e752fe2c3b5d3789349404e85f64e4f854a6.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 07 May 2026 16:12:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[E-book ajuda as empresas a fortalecerem governança e gestão de riscos na cadeia de valor]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/e-book-ajuda-as-empresas-a-fortalecerem-governanca-e-gestao-de-riscos-na-cadeia-de-valor</link><description>&lt;![CDATA[Publicação traz orientações práticas para aumentar a segurança, a confiança e a competitividade nos negócios]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A forma como as empresas se relacionam com fornecedores e parceiros nunca foi t&amp;atilde;o estrat&amp;eacute;gica. Em uma conjuntura de mais exig&amp;ecirc;ncia regulat&amp;oacute;ria, press&amp;atilde;o por transpar&amp;ecirc;ncia e crescente exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica, a gest&amp;atilde;o da cadeia de valor se consolida como um fator decisivo n&amp;atilde;o apenas para reduzir riscos, como tamb&amp;eacute;m para incentivar a competitividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;Eacute; nesse contexto que o novo e-book &lt;strong&gt;Governan&amp;ccedil;a e cadeia de valor&lt;/strong&gt; re&amp;uacute;ne orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es pr&amp;aacute;ticas para apoiar os empres&amp;aacute;rios na estrutura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de processos mais seguros, &amp;eacute;ticos e sustent&amp;aacute;veis. O material ressalta que a responsabilidade empresarial vai al&amp;eacute;m das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es internas, alcan&amp;ccedil;ando toda a rede de fornecedores e prestadores de servi&amp;ccedil;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Gest&amp;atilde;o da cadeia de valor como oportunidade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma gest&amp;atilde;o estruturada da cadeia de fornecimento contribui diretamente para a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o da reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a solidez financeira e a continuidade das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Falhas externas, mesmo quando fora do controle imediato, podem se transformar rapidamente em crises &amp;mdash; mas, quando bem gerenciadas, tamb&amp;eacute;m representam oportunidades de fortalecimento institucional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira j&amp;aacute; estabelece a responsabilidade compartilhada entre os envolvidos na oferta de produtos e servi&amp;ccedil;os, o que refor&amp;ccedil;a a import&amp;acirc;ncia de pr&amp;aacute;ticas cont&amp;iacute;nuas de monitoramento e controle.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para apoiar esse processo, o e-book destaca a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pr&amp;aacute;ticas de governan&amp;ccedil;a corporativa integradas &amp;agrave; gest&amp;atilde;o de riscos &amp;mdash; desde pol&amp;iacute;ticas internas e c&amp;oacute;digos de conduta at&amp;eacute; processos de &lt;strong&gt;due diligence&lt;/strong&gt; e acompanhamento da cadeia de valor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta &amp;eacute; antecipar os desafios, reduzir as vulnerabilidades e fortalecer a capacidade de resposta empresarial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m disso, o material evidencia que agendas como as de ESG e sustentabilidade j&amp;aacute; s&amp;atilde;o elementos centrais para o posicionamento competitivo, exigindo mais transpar&amp;ecirc;ncia sobre a origem dos produtos e os efeitos socioambientais das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Governan&amp;ccedil;a como diferencial competitivo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessas pr&amp;aacute;ticas traz ganhos concretos para as empresas, como:&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;mais seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de riscos operacionais;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;fortalecimento da reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o institucional;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;aumento da confian&amp;ccedil;a de clientes, investidores e parceiros;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;mais resili&amp;ecirc;ncia e continuidade dos neg&amp;oacute;cios;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;melhor posicionamento em mercados cada vez mais exigentes.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;O conte&amp;uacute;do tamb&amp;eacute;m apresenta recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es espec&amp;iacute;ficas para Micro, Pequenas e M&amp;eacute;dias Empresas (MPMEs), provando que &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel iniciar a gest&amp;atilde;o de riscos com medidas simples e progressivas, como organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fornecedores, defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de crit&amp;eacute;rios m&amp;iacute;nimos e cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de canais de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta &amp;eacute; tornar a governan&amp;ccedil;a acess&amp;iacute;vel e adaptada &amp;agrave; realidade de cada neg&amp;oacute;cio, sem a necessidade de estruturas complexas desde o in&amp;iacute;cio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um guia pr&amp;aacute;tico para crescer com seguran&amp;ccedil;a&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que um material t&amp;eacute;cnico, o e-book funciona como um guia pr&amp;aacute;tico para as companhias que desejam proteger suas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es e gerar valor no longo prazo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Investir em governan&amp;ccedil;a e gest&amp;atilde;o de riscos deixa de ser apenas uma medida preventiva e se consolida como uma estrat&amp;eacute;gia essencial para fortalecer a competitividade, a confian&amp;ccedil;a e a sustentabilidade dos neg&amp;oacute;cios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/conteudos/gestao-empresarial/e-book-ajuda-as-empresas-a-fortalecerem-governanca-e-gestao-de-riscos-na-cadeia-de-valor/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt; e acesse gratuitamente o e-book &lt;strong&gt;Governan&amp;ccedil;a e cadeia de valor&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 13:34:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Plano Clima entra em jogo para redefinir as decisões de investimento e operação no Brasil]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/plano-clima-entra-em-jogo-para-redefinir-as-decisoes-de-investimento-e-operacao-no-brasil</link><description>&lt;![CDATA[Custos, crédito e cadeias produtivas já sentem os efeitos, enquanto setor empresarial busca clareza sobre como se adaptar]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O &lt;a href="https://www.gov.br/mma/pt-br/composicao/smc/plano-clima" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Plano Clima 2024&amp;ndash;2035&lt;/a&gt; j&amp;aacute; come&amp;ccedil;a a impactar custos, cr&amp;eacute;dito e opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es no Brasil. Mas muitas empresas ainda tentam entender qual ser&amp;aacute;, na pr&amp;aacute;tica, o seu papel dentro dessa estrat&amp;eacute;gia. A dificuldade de traduzir as diretrizes para a realidade dos neg&amp;oacute;cios, principalmente no Com&amp;eacute;rcio e nos Servi&amp;ccedil;os, convive com efeitos sentidos no dia a dia, por meio da energia, da log&amp;iacute;stica e das cadeias produtivas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em uma conjuntura marcada por crises energ&amp;eacute;ticas, eventos clim&amp;aacute;ticos extremos e press&amp;atilde;o crescente por descarboniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o tema foi destaque na reuni&amp;atilde;o de abril do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-sustentabilidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Sustentabilidade&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;. O encontro discutiu como a estrat&amp;eacute;gia clim&amp;aacute;tica do governo j&amp;aacute; come&amp;ccedil;a a afetar &amp;mdash; direta ou indiretamente &amp;mdash; o dia a dia dos neg&amp;oacute;cios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apresentado por Thaynara Esp&amp;iacute;ndola Pereira, do Minist&amp;eacute;rio do Meio Ambiente e Mudan&amp;ccedil;a do Clima (MMA), o plano re&amp;uacute;ne mais de 1,5 mil p&amp;aacute;ginas de metas, a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emiss&amp;otilde;es, medidas de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o a eventos extremos e diretrizes para financiamento e inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O objetivo &amp;eacute; conduzir o Pa&amp;iacute;s rumo &amp;agrave; neutralidade de emiss&amp;otilde;es at&amp;eacute; 2050, ao mesmo tempo que prepara as empresas e as cidades para os impactos clim&amp;aacute;ticos j&amp;aacute; em curso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Plano define metas e pressiona cadeias produtivas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora seja uma pol&amp;iacute;tica p&amp;uacute;blica, o Plano Clima come&amp;ccedil;a a se materializar na economia por meio de mudan&amp;ccedil;as estruturais, principalmente na forma como os setores produtivos ser&amp;atilde;o cobrados por resultados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O eixo de mitiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o distribui metas de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emiss&amp;otilde;es entre &amp;aacute;reas como Energia, Transporte, Ind&amp;uacute;stria e Agropecu&amp;aacute;ria, criando um efeito em cadeia que chega &amp;agrave;s empresas por diferentes frentes. As principais press&amp;otilde;es devem vir de:&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;energia mais eficiente e com menos emiss&amp;atilde;o;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;log&amp;iacute;stica e transporte menos intensivos em carbono;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;exig&amp;ecirc;ncias de fornecedores e cadeias produtivas.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;A ideia &amp;eacute; compartilhar a responsabilidade entre os setores para que o Brasil consiga cumprir seus compromissos internacionais&amp;rdquo;, explicou Thaynara.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es com reflexos diretos, destacam-se a eletrifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de frotas, a expans&amp;atilde;o de energias renov&amp;aacute;veis e a recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;aacute;reas degradadas. J&amp;aacute; as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es estruturantes criam as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para viabilizar essa transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com foco em regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, financiamento e inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; afeta opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e receita das empresas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se a mitiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o aponta para o futuro, a adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o revela um problema j&amp;aacute; presente. O plano prev&amp;ecirc; centenas de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es para preparar as cidades e as atividades econ&amp;ocirc;micas para os eventos extremos &amp;mdash; os quais j&amp;aacute; comprometem o funcionamento do Com&amp;eacute;rcio e dos Servi&amp;ccedil;os. Interrup&amp;ccedil;&amp;otilde;es log&amp;iacute;sticas, queda no fluxo de consumidores e preju&amp;iacute;zos em regi&amp;otilde;es tur&amp;iacute;sticas s&amp;atilde;o alguns dos efeitos observados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;A adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; essencial, porque esses eventos j&amp;aacute; est&amp;atilde;o acontecendo e tendem a se intensificar&amp;rdquo;, afirmou a representante do MMA.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o setor empresarial, a gest&amp;atilde;o de risco clim&amp;aacute;tico deixa de ser uma agenda reputacional e passa a ser uma quest&amp;atilde;o operacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cr&amp;eacute;dito verde e novas exig&amp;ecirc;ncias&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos pontos mais relevantes para as empresas &amp;eacute; o financiamento da transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o clim&amp;aacute;tica. O Plano Clima articula instrumentos como o Fundo Clima, que ter&amp;aacute; R$ 27,5 bilh&amp;otilde;es dispon&amp;iacute;veis em 2026, com a meta de alinhar todos os projetos financiados com as diretrizes da pol&amp;iacute;tica clim&amp;aacute;tica. Isso abre espa&amp;ccedil;o (e press&amp;atilde;o) em tr&amp;ecirc;s frentes:&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;acesso a cr&amp;eacute;dito verde, inclusive para empresas sem metas obrigat&amp;oacute;rias;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o em tecnologia e sustentabilidade nos modelos de neg&amp;oacute;cios;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional para a economia de baixo carbono.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o deixa de ser apenas ambiental e passa a ser tamb&amp;eacute;m econ&amp;ocirc;mica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Empresas ainda buscam se enxergar no plano&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do avan&amp;ccedil;o institucional, uma quest&amp;atilde;o levantada no debate foi a dificuldade de tradu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do plano para a realidade das empresas, em especial aquelas que n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m metas obrigat&amp;oacute;rias de emiss&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o geral, as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es ainda aparecem de forma mais clara nos setores regulados, como Energia e Ind&amp;uacute;stria, enquanto o Com&amp;eacute;rcio e os Servi&amp;ccedil;os precisam interpretar os impactos de forma indireta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pr&amp;oacute;pria representante do MMA reconheceu esse desafio ao explicar que os efeitos chegam &amp;agrave;s empresas principalmente por meio de consumo de energia, log&amp;iacute;stica e cadeias produtivas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O presidente do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP, Jos&amp;eacute; Goldemberg, tamb&amp;eacute;m trouxe um contraponto relevante: a execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ele destacou que o plano ainda precisa avan&amp;ccedil;ar na concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &amp;ldquo;Hoje, ele funciona mais como diretriz do que como plano concreto&amp;rdquo;, avaliou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o refor&amp;ccedil;a ainda um dos principais entraves da pol&amp;iacute;tica clim&amp;aacute;tica, que &amp;eacute; a coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre diferentes &amp;aacute;reas do governo. Segundo Thaynara, a implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o depende da articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre minist&amp;eacute;rios e nem sempre h&amp;aacute; converg&amp;ecirc;ncia, especialmente em setores estrat&amp;eacute;gicos, como o de Energia. &amp;ldquo;O plano estabelece diretrizes, mas a implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o depende das pastas setoriais e da articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o com os agentes econ&amp;ocirc;micos&amp;rdquo;, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Da crise &amp;agrave; oportunidade: transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o energ&amp;eacute;tica ganha for&amp;ccedil;a&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O cen&amp;aacute;rio internacional tamb&amp;eacute;m influencia essa agenda. A instabilidade no setor energ&amp;eacute;tico global pode acelerar a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para fontes renov&amp;aacute;veis &amp;mdash; &amp;aacute;rea em que o Brasil tem vantagem competitiva.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o MMA, o Pa&amp;iacute;s tem potencial de liderar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es em biocombust&amp;iacute;veis, eletrifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e energia limpa, transformando riscos em oportunidades econ&amp;ocirc;micas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa vis&amp;atilde;o dialoga com a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, que vem defendendo pol&amp;iacute;ticas que incentivem a descarboniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o sem comprometer a competitividade das empresas, um dos pilares de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/agenda-verde" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Agenda Verde&lt;/a&gt; da Entidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; come&amp;ccedil;a a chegar &amp;agrave;s empresas. &amp;ldquo;Na medida do poss&amp;iacute;vel, eletrifiquem as suas atividades&amp;rdquo;, orientou Goldemberg, ao destacar que a matriz el&amp;eacute;trica brasileira, majoritariamente renov&amp;aacute;vel, tende a sofrer menos consequ&amp;ecirc;ncias de crises externas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Antecipar as mudan&amp;ccedil;as&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;Eacute; evidente que o Plano Clima marca uma mudan&amp;ccedil;a estrutural na rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre sustentabilidade e atividade econ&amp;ocirc;mica. Para as empresas, o movimento exige uma mudan&amp;ccedil;a de postura. Mais do que acompanhar a regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ser&amp;aacute; necess&amp;aacute;rio ficar atento &amp;agrave;s tend&amp;ecirc;ncias e incorporar a agenda clim&amp;aacute;tica &amp;agrave; estrat&amp;eacute;gia de neg&amp;oacute;cios, com aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para efici&amp;ecirc;ncia energ&amp;eacute;tica, log&amp;iacute;stica e transporte, gest&amp;atilde;o de riscos clim&amp;aacute;ticos e acesso a financiamento sustent&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A mudan&amp;ccedil;a clim&amp;aacute;tica deixou de ser um tema perif&amp;eacute;rico e passou a ocupar o centro das decis&amp;otilde;es econ&amp;ocirc;micas. Nesse novo contexto, quem se antecipa reduz os riscos e amplia as oportunidades, fortalecendo a governan&amp;ccedil;a empresarial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP, por sua vez, segue atuando como ponte entre o setor produtivo e o Poder P&amp;uacute;blico, contribuindo para que essa transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o ocorra de forma vi&amp;aacute;vel e equilibrada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 16:54:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[‘Educar para a natureza’ mostra como entender o passado ajuda a construir o futuro]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/educar-para-a-natureza-mostra-como-entender-o-passado-ajuda-a-construir-o-futuro</link><description>&lt;![CDATA[Novo livro de José Goldemberg aponta caminhos para conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Em &lt;strong&gt;Educar para a natureza&lt;/strong&gt;, &lt;a href="https://homolognotaveis.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Jos&amp;eacute; Goldemberg&lt;/a&gt; convida o leitor a revisitar a hist&amp;oacute;ria com o objetivo de entender como o planeta chegou ao atual cen&amp;aacute;rio ambiental. A obra tamb&amp;eacute;m apresenta alternativas concretas para equilibrar crescimento econ&amp;ocirc;mico e respeito &amp;agrave; natureza &amp;mdash; um dos principais desafios do nosso tempo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Em um curto espa&amp;ccedil;o de tempo, cerca de 200 anos ap&amp;oacute;s a Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Industrial, os impactos ambientais oriundos da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o humana se tornaram compar&amp;aacute;veis aos causados por efeitos naturais&amp;rdquo;, afirma Goldemberg, presidente do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-sustentabilidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Sustentabilidade&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A partir dessa constata&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o professor conduz uma an&amp;aacute;lise objetiva da crise ambiental e aponta alternativas poss&amp;iacute;veis para enfrent&amp;aacute;-la. O livro explica, de forma acess&amp;iacute;vel, a origem dos entraves ambientais atuais, apresenta solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es vi&amp;aacute;veis para conciliar economia e sustentabilidade e destaca o papel da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um futuro mais equilibrado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com ampla trajet&amp;oacute;ria acad&amp;ecirc;mica e atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o em cargos estrat&amp;eacute;gicos no Brasil e no exterior, Goldemberg traduz temas complexos em linguagem simples e direta. A publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o combina an&amp;aacute;lise hist&amp;oacute;rica e vis&amp;atilde;o pr&amp;aacute;tica, contribuindo para qualificar o debate sobre o tema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O livro, que integra a &lt;strong&gt;Cole&amp;ccedil;&amp;atilde;o Educar Para&lt;/strong&gt;, da editora Senac S&amp;atilde;o Paulo, refor&amp;ccedil;a o papel da institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o na forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pessoas e na promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conhecimento como agente de transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o social.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; dispon&amp;iacute;vel nas principais livrarias do Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 09:42:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Logística reversa exige engajamento de toda a cadeia e avanço na conscientização, aponta especialista]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/logistica-reversa-exige-engajamento-de-toda-a-cadeia-e-avanco-na-conscientizacao-aponta-especialista</link><description>&lt;![CDATA[Apresentação destaca o papel do Comércio, os desafios ainda enfrentados pelas empresas e a necessidade de ampliar o conhecimento sobre práticas de economia circular no Brasil]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Realizada no dia 18 de mar&amp;ccedil;o, a 1&amp;ordf; Jornada de Log&amp;iacute;stica Reversa integrou o III Semin&amp;aacute;rio Internacional de Res&amp;iacute;duos S&amp;oacute;lidos, reunindo especialistas para debater os avan&amp;ccedil;os e desafios da gest&amp;atilde;o de res&amp;iacute;duos no Brasil, sobretudo na cidade de S&amp;atilde;o Paulo. Cristiane Cortez, assessora do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-sustentabilidade"&gt;Conselho de Sustentabilidade&lt;/a&gt; da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP), participou do painel de abertura da Jornada, iniciativa promovida pela &lt;a href="https://prefeitura.sp.gov.br/spregula/"&gt;SP Regula&lt;/a&gt; e pela Prefeitura de S&amp;atilde;o Paulo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No encontro, foi destacado que o avan&amp;ccedil;o da log&amp;iacute;stica reversa ainda depende do engajamento de toda a cadeia &amp;mdash; do setor produtivo ao consumidor &amp;mdash; e da amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o tema. Representando os setores de Com&amp;eacute;rcio e Servi&amp;ccedil;os, a assessora apresentou a vis&amp;atilde;o das empresas sobre economia circular e os desafios do p&amp;oacute;s-consumo no Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em um evento de alcance internacional amplia o di&amp;aacute;logo com especialistas e evidencia os desafios enfrentados pelo setor produtivo na ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pr&amp;aacute;ticas mais sustent&amp;aacute;veis, al&amp;eacute;m de refor&amp;ccedil;ar a import&amp;acirc;ncia de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es vi&amp;aacute;veis e alinhadas &amp;agrave; realidade das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cristiane abordou os fundamentos da log&amp;iacute;stica reversa, instrumento previsto na Pol&amp;iacute;tica Nacional de Res&amp;iacute;duos S&amp;oacute;lidos (PNRS), que estabelece a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. O modelo busca viabilizar a coleta e a reinser&amp;ccedil;&amp;atilde;o de materiais no ciclo produtivo, promovendo o uso eficiente de recursos e reduzindo impactos ambientais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos pontos centrais foi o papel do Com&amp;eacute;rcio nesse processo. &amp;ldquo;As empresas do setor atuam n&amp;atilde;o apenas como Ponto de Entrega Volunt&amp;aacute;ria (PEV), mas tamb&amp;eacute;m como agentes de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o consumidor, fortalecendo a cadeia de valor da log&amp;iacute;stica reversa&amp;rdquo;, destacou Cristiane. &amp;ldquo;Al&amp;eacute;m disso, quando s&amp;atilde;o importadores ou detentores de marca pr&amp;oacute;pria, assumem responsabilidades diretas no custeio dos sistemas, proporcionalmente ao volume de produtos colocados no mercado&amp;rdquo;, complementou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A assessora tamb&amp;eacute;m mostrou dados relevantes sobre a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o da economia circular no Brasil. Segundo levantamento exposto, 55% das empresas relacionaram a triagem de res&amp;iacute;duos para reciclagem como uma a&amp;ccedil;&amp;atilde;o de economia circular. Contudo, h&amp;aacute; um percentual significativo que informou n&amp;atilde;o adotar pr&amp;aacute;ticas estruturadas, evidenciando a necessidade de ampliar conhecimento e investimento no tema. Entre as principais barreiras est&amp;atilde;o a limita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de recursos financeiros e a falta de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica &amp;mdash; fatores que refor&amp;ccedil;am a import&amp;acirc;ncia de iniciativas de capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o e orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro destaque foi a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de iniciativas voltadas &amp;agrave; log&amp;iacute;stica reversa, como a dissemina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de PEVs, campanhas de conscientiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e parcerias com entidades gestoras, al&amp;eacute;m do incentivo ao uso de selos que identificam estabelecimentos engajados. Tamb&amp;eacute;m foi ressaltada a import&amp;acirc;ncia de educar o consumidor final, j&amp;aacute; que pesquisas indicam que grande parte da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda desconhece o conceito, embora demonstre interesse quando informada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao abordar o gerenciamento de res&amp;iacute;duos, foram diferenciadas as obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre pequenos e grandes geradores, evidenciando a necessidade de planos estruturados e da correta destina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de materiais, especialmente no caso de empresas com maior volume de res&amp;iacute;duos. Cristiane refor&amp;ccedil;ou, ainda, a relev&amp;acirc;ncia da redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de descart&amp;aacute;veis de uso &amp;uacute;nico como estrat&amp;eacute;gia complementar &amp;agrave; log&amp;iacute;stica reversa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Agenda Verde ganha destaque no debate&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no semin&amp;aacute;rio tamb&amp;eacute;m foi uma oportunidade para reiterar os compromissos com a &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/agenda-verde"&gt;Agenda Verde&lt;/a&gt;, que orienta a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o institucional em temas priorit&amp;aacute;rios como economia circular, efici&amp;ecirc;ncia no uso de recursos, transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o energ&amp;eacute;tica e combate &amp;agrave; polui&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao levar essa agenda para f&amp;oacute;runs estrat&amp;eacute;gicos, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o amplia o di&amp;aacute;logo com diferentes atores, fortalece sua atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o institucional e contribui para preparar o setor produtivo para as exig&amp;ecirc;ncias de uma economia cada vez mais sustent&amp;aacute;vel e circular. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/sustentabilidade"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt; para acompanhar todas as novidades sobre sustentabilidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="fr-img-caption fr-fic fr-dib" style="width: 302px;"&gt;&lt;span class="fr-img-wrap"&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/f95200b2ac00a5eb738851f5f0a944de646d7ea5.jpg" style="width: 300px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;span class="fr-inner"&gt;Cristiane Cortez participa do painel de abertura da 1&amp;ordf; Jornada de Log&amp;iacute;stica Reversa, promovida pela SP Regula e pela Prefeitura de S&amp;atilde;o Paulo (Cr&amp;eacute;dito: Janiele Souza dos Santos)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;[veja_tambem]&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 20 Mar 2026 15:40:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Mercado de carbono brasileiro começa a sair do papel]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/mercado-de-carbono-brasileiro-comeca-a-sair-do-papel</link><description>&lt;![CDATA[Regulamentação do sistema que criará limites de emissões e ativos negociáveis abre espaço para empresas investirem em eficiência energética, reciclagem e projetos ambientais]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O Brasil come&amp;ccedil;ou a estruturar um novo mercado que pode transformar a forma como empresas lidam com emiss&amp;otilde;es de carbono. Criado pela Lei 15.042/2024, o Sistema Brasileiro de Com&amp;eacute;rcio de Emiss&amp;otilde;es (SBCE) estabelecer&amp;aacute; limites de emiss&amp;atilde;o de Gases de Efeito Estufa (GEEs) para determinados setores da economia e criar&amp;aacute; ativos ambientais negoci&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o marca um novo passo da pol&amp;iacute;tica clim&amp;aacute;tica brasileira ao introduzir mecanismos de precifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do carbono semelhantes aos adotados em grandes economias do mundo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em debate promovido pelo &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-sustentabilidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Sustentabilidade&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, a coordenadora-geral de Governan&amp;ccedil;a da Secretaria Extraordin&amp;aacute;ria do Mercado de Carbono (Semc) do Minist&amp;eacute;rio da Fazenda (MF), Lu&amp;iacute;sa Her&amp;aacute;clio Panico, apresentou os principais pontos da regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o em constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Um sistema como esse s&amp;oacute; funciona com a ades&amp;atilde;o dos seus participantes. Por isso, todas as decis&amp;otilde;es est&amp;atilde;o sendo constru&amp;iacute;das em di&amp;aacute;logo constante com os setores produtivos&amp;rdquo;, afirmou Lu&amp;iacute;sa. E acrescentou que o novo mercado pode estimular investimentos em tecnologias mais eficientes, ampliar projetos ambientais e criar novas oportunidades de neg&amp;oacute;cios associadas &amp;agrave; descarboniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como funcionar&amp;aacute; o mercado de carbono brasileiro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O SBCE seguir&amp;aacute; o modelo conhecido como &lt;em&gt;cap-and-trade&lt;/em&gt; (limite e com&amp;eacute;rcio), j&amp;aacute; utilizado em mercados regulados de carbono em diferentes pa&amp;iacute;ses. Nesse sistema, o governo estabelece um limite m&amp;aacute;ximo de emiss&amp;otilde;es para determinados setores da economia e distribui cotas que representam o direito de emitir GEE.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Empresas que reduzirem suas emiss&amp;otilde;es al&amp;eacute;m do exigido poder&amp;atilde;o vender o excedente no mercado de carbono. Mas aquelas que ultrapassarem o limite precisar&amp;atilde;o adquirir cr&amp;eacute;ditos ou compensar suas emiss&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A l&amp;oacute;gica cria um incentivo econ&amp;ocirc;mico para que as empresas invistam em processos mais eficientes e em tecnologias de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emiss&amp;otilde;es. &amp;ldquo;Esse mercado cria um sinal econ&amp;ocirc;mico importante para estimular a descarboniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da economia&amp;rdquo;, explicou Lu&amp;iacute;sa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mercado regulado e mercado volunt&amp;aacute;rio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira estabeleceu dois ambientes complementares para a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ativos ambientais: o mercado regulado e o mercado volunt&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O regulado ser&amp;aacute; direcionado principalmente para setores com maiores volumes de emiss&amp;otilde;es, como ind&amp;uacute;stria, energia e transporte. Nesses casos, as empresas dever&amp;atilde;o monitorar e reportar suas emiss&amp;otilde;es periodicamente, al&amp;eacute;m de cumprir os limites definidos pelo governo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O volunt&amp;aacute;rio permitir&amp;aacute; que as empresas vendam cr&amp;eacute;ditos de carbono por iniciativa pr&amp;oacute;pria, geralmente associados a estrat&amp;eacute;gias de sustentabilidade ou a compromissos ambientais corporativos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Projetos capazes de remover ou reduzir emiss&amp;otilde;es &amp;mdash; como reflorestamento, efici&amp;ecirc;ncia energ&amp;eacute;tica, reciclagem ou economia circular &amp;mdash; poder&amp;atilde;o gerar cr&amp;eacute;ditos de carbono negoci&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m prev&amp;ecirc; a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Certificado de Redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou Remo&amp;ccedil;&amp;atilde;o Verificada de Emiss&amp;otilde;es (CRVE). Essas certifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es ser&amp;atilde;o emitidas pelo governo para cr&amp;eacute;ditos gerados no mercado volunt&amp;aacute;rio que cumprirem metodologias t&amp;eacute;cnicas credenciadas e poder&amp;atilde;o ser utilizados pelas empresas do mercado regulado para compensar parte de suas emiss&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na pr&amp;aacute;tica, o mecanismo tende a ampliar a demanda por projetos ambientais e fortalecer o mercado de cr&amp;eacute;ditos de carbono no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o gradual at&amp;eacute; 2030&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema ocorrer&amp;aacute; de forma gradual ao longo dos pr&amp;oacute;ximos anos. &amp;ldquo;A etapa atual &amp;eacute; dedicada &amp;agrave; regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o detalhada da lei e &amp;agrave; constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o das infraestruturas institucional e tecnol&amp;oacute;gica necess&amp;aacute;rias para o funcionamento do mercado&amp;rdquo;, destacou Lu&amp;iacute;sa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os principais instrumentos em desenvolvimento est&amp;aacute; o sistema de Monitoramento, Reporte e Verifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MRV), que definir&amp;aacute; como as empresas dever&amp;atilde;o medir e reportar suas emiss&amp;otilde;es e como essas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es ser&amp;atilde;o auditadas por verificadores independentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m ser&amp;aacute; criado um registro central digital, que funcionar&amp;aacute; como uma plataforma para acompanhar as cotas de emiss&amp;atilde;o de cada empresa e registrar as transa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ativos ambientais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O primeiro Plano Nacional de Aloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Emiss&amp;otilde;es &amp;mdash; documento que estabelecer&amp;aacute; os limites de emiss&amp;otilde;es para os setores regulados &amp;mdash; dever&amp;aacute; entrar em vigor em 2030&amp;rdquo;, complementou a coordenadora-geral da Semc.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que muda para as empresas de Com&amp;eacute;rcio e de Servi&amp;ccedil;os&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora o mercado regulado seja direcionado a grandes emissores industriais, empresas desses setores tamb&amp;eacute;m poder&amp;atilde;o participar do SBCE, sobretudo por meio do mercado volunt&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o estabelece que empresas que emitirem mais de &lt;strong&gt;10 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano&lt;/strong&gt; dever&amp;atilde;o monitorar suas emiss&amp;otilde;es. E aquelas que ultrapassarem &lt;strong&gt;25 mil toneladas&lt;/strong&gt; ter&amp;atilde;o metas mais r&amp;iacute;gidas de controle e compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como a maioria das empresas dos setores de Com&amp;eacute;rcio e de Servi&amp;ccedil;os emite volumes inferiores a esses limites, a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tende a ocorrer principalmente por meio da gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e venda volunt&amp;aacute;ria de cr&amp;eacute;ditos de carbono.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse cen&amp;aacute;rio, iniciativas voltadas &amp;agrave; redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emiss&amp;otilde;es podem se transformar em ativos negoci&amp;aacute;veis. Entre elas est&amp;atilde;o medidas de efici&amp;ecirc;ncia energ&amp;eacute;tica, redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumo de combust&amp;iacute;veis, gest&amp;atilde;o adequada de res&amp;iacute;duos, log&amp;iacute;stica reversa e pr&amp;aacute;ticas de economia circular.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a FecomercioSP, acompanhar a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema desde agora &amp;eacute; fundamental para que as empresas possam se preparar para esse novo mercado ambiental. &amp;ldquo;A orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; que as empresas aproveitem esse momento para elaborar invent&amp;aacute;rios de emiss&amp;otilde;es e desenvolver estrat&amp;eacute;gias de sustentabilidade que permitam participar do sistema no futuro&amp;rdquo;, destacou o presidente do Conselho de Sustentabilidade da Entidade, Jos&amp;eacute; Goldemberg.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Credibilidade e desafios do novo mercado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante o debate, os integrantes do Conselho tamb&amp;eacute;m levantaram questionamentos sobre a credibilidade do mercado de carbono e sobre os mecanismos de certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos cr&amp;eacute;ditos ambientais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Goldemberg observou que parte do mercado volunt&amp;aacute;rio depende da disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas em investir em projetos de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emiss&amp;otilde;es e questionou quais fatores podem sustentar o interesse das companhias no longo prazo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em resposta, a coordenadora-geral da Semc destacou que, apesar de oscila&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas em alguns pa&amp;iacute;ses, os mercados regulados de carbono continuam avan&amp;ccedil;ando em diversas economias e devem fortalecer a demanda por cr&amp;eacute;ditos ambientais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Lu&amp;iacute;sa, o modelo brasileiro pretende garantir maior confiabilidade aos cr&amp;eacute;ditos gerados no Pa&amp;iacute;s. &amp;ldquo;A proposta &amp;eacute; manter a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de certificadoras privadas, mas com metodologias t&amp;eacute;cnicas credenciadas e supervisionadas pelo governo federal&amp;rdquo;, complementou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Potencial para novos projetos ambientais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na reuni&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m foram apontadas oportunidades de gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;ditos de carbono por meio de iniciativas de reciclagem e economia circular. Representantes do setor destacaram que o reaproveitamento de materiais pode contribuir para reduzir emiss&amp;otilde;es industriais e fortalecer cadeias produtivas mais sustent&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lu&amp;iacute;sa enfatizou que projetos desse tipo poder&amp;atilde;o gerar cr&amp;eacute;ditos de carbono no mercado volunt&amp;aacute;rio, desde que atendam &amp;agrave;s metodologias t&amp;eacute;cnicas estabelecidas pelo SBCE. &amp;Agrave; medida que a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o avance, a expectativa &amp;eacute; que o mercado de carbono brasileiro se consolide como um instrumento capaz de estimular inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, competitividade e sustentabilidade na economia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o setor empresarial, o momento atual &amp;eacute; visto como estrat&amp;eacute;gico para acompanhar as regras em constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o e avaliar como participar desse novo mercado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mercado de carbono tamb&amp;eacute;m integra as prioridades da Agenda Verde da FecomercioSP&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do SBCE est&amp;aacute; entre as pautas acompanhadas pela Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no &amp;acirc;mbito da sua &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/agenda-verde" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;Agenda Verde&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. O documento re&amp;uacute;ne propostas para orientar a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Pa&amp;iacute;s para uma economia de baixo carbono, com foco em temas como transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o energ&amp;eacute;tica, economia circular, log&amp;iacute;stica reversa e instrumentos econ&amp;ocirc;micos capazes de estimular a descarboniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um mercado regulado no Brasil dialoga diretamente com esses pilares ao criar mecanismos de precifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das emiss&amp;otilde;es e incentivar investimentos em efici&amp;ecirc;ncia energ&amp;eacute;tica, inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e projetos ambientais. A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o considera que &amp;eacute; fundamental acompanhar a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse novo marco regulat&amp;oacute;rio para que empresas dos setores de Com&amp;eacute;rcio, de Servi&amp;ccedil;os e de Turismo se preparem para as oportunidades associadas &amp;agrave; agenda clim&amp;aacute;tica e &amp;agrave; economia sustent&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 11 Mar 2026 18:05:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Tarifa branca: economia potencial e riscos para consumidores e empresas]]</title><link>http://www.fecomercio.com.br/noticia/tarifa-branca-economia-potencial-e-riscos-para-consumidores-e-empresas</link><description>&lt;![CDATA[Modalidade que diferencia o preço da energia ao longo do dia tem a capacidade de reduzir despesas para quem consome fora do horário de pico, mas mudanças regulatórias em discussão podem trazer desdobramentos relevantes para o setor produtivo]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Por José Goldemberg e Cristiane Cortez*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tarifa branca é uma alternativa voluntária à convencional para consumidores de baixa tensão (grupo B) — residenciais, comerciais e rurais —, disponível desde janeiro de 2020. O seu diferencial está na variação do preço da energia conforme o horário de consumo, substituindo o valor único por três postos tarifários: fora de ponta, intermediário e ponta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na prática, durante os dias úteis, a maior parte das horas ocorre no período fora de ponta, quando a energia tem valor inferior ao da tarifa convencional. Já no horário de ponta — normalmente no fim da tarde e início da noite —, o custo é significativamente superior, refletindo a maior demanda do sistema elétrico. Fins de semana e feriados nacionais são tarifados como fora de ponta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O principal benefício da tarifa branca está na possibilidade de economia para quem não consome energia no horário de ponta. Estabelecimentos comerciais que encerrem as atividades até o fim da tarde, escritórios com jornada predominantemente diurna e residências com baixo consumo no início da noite tendem a se beneficiar do desconto aplicado ao período fora de ponta. Para esses consumidores, a migração pode resultar em redução real da conta de energia, sem necessidade de grandes adaptações operacionais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há também vantagens para aqueles que conseguem transferir parte do consumo. As empresas que usam equipamentos programáveis, sistemas de refrigeração com controle de carga, processos automatizados ou mesmo os consumidores que conseguem reorganizar hábitos — como uso de máquinas, carregamento de veículos elétricos ou aquecimento de água — podem deslocar atividades para horários mais baratos. Essa flexibilidade permite aproveitar os descontos e reduzir custos, ao mesmo tempo que contribui para aliviar a demanda no momento de maior pressão sobre o sistema elétrico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do ponto de vista regulatório, a tarifa branca integra a agenda de modernização tarifária da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).&amp;nbsp;A lógica é que o preço da energia reflita o custo do sistema em cada horário, incentivando o consumo em períodos de menos demanda e contribuindo para o uso mais otimizado da infraestrutura elétrica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tema está em debate na Consulta Pública 46/2025 da Aneel.&amp;nbsp;A proposta avalia tornar automática e obrigatória a aplicação da tarifa branca para os maiores consumidores do grupo B: os que consomem, respectivamente, mais de 1.000 kWh e 600 kWh por mês.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A agência argumenta que a adesão voluntária foi baixa e que a ampliação da modalidade pode aumentar a eficiência sistêmica, em especial diante do crescimento da geração distribuída e das transformações na matriz elétrica, com grande oferta renovável durante o dia. Contudo, a divulgação da tarifa branca ainda é limitada.&amp;nbsp;Nem a Aneel nem as distribuidoras têm realizado campanhas amplas de comunicação, o que faz com que a maioria dos consumidores não saiba que essa opção tarifária existe.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A relevante discussão exige ampla participação da sociedade. A tarifa branca representa uma oportunidade de economia para consumidores com perfil compatível ou capacidade de adaptação. Por outro lado, grande parte das empresas terá aumento de custos operacionais, uma vez que esses negócios não têm flexibilidade para mudanças, o que pode gerar desemprego e inflação. A alteração de modelo também requer informação clara, previsibilidade e tempo adequado para ajustes, sendo inviável iniciar já em 2026.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em um cenário de transição energética e digitalização do setor elétrico, compreender não apenas quanto (mas também como e quando) se consome energia é fundamental. A tarifa branca, mais do que uma simples modalidade de cobrança, representa uma mudança cultural na relação entre consumidor e sistema elétrico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, ampliar a tarifa branca sem informação adequada e sem tempo de adaptação pode gerar efeitos indesejados para o Comércio, as empresas e os consumidores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[EXIBIR_GALERIA_DA_NOTICIA]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;* José Goldemberg é ex-ministro do Meio Ambiente e presidente do Conselho de Sustentabilidade da&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;; Cristiane Cortez é assessora do mesmo conselho.&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Artigo originalmente publicado no&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="https://dcomercio.com.br/publicacao/s/onibus-eletrico-opcao-eficiente-para-descarbonizar-grandes-centros-urbanos" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;jornal Diário do Comércio&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;em 10 de março de 2026.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 10 Mar 2026 10:27:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item></channel></rss>
