Pesquisa de Risco e Intenção de Endividamento

Intenção de financiamento sobe 11,9% em junho

Mesmo com o novo capítulo da crise política que se instaurou no País em maio, os efeitos sobre o mercado de crédito em São Paulo ainda não foram sentidos em junho. O Índice de Intenção de Financiamento se mantém baixo há dois anos, flutuando entre 15 e 19 pontos, e, em junho, não foi diferente com alta de 11,9% no indicador, que passou de 15,6 pontos em maio para 17,5 pontos em junho. A Pesquisa de Risco e Intenção de Endividamento (PRIE), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), também apontou que o Índice de Segurança de Crédito apresentou crescimento entre maio e junho, passando dos 72,3 pontos para os atuais 75,1 pontos, alta de 3,8%. Já na comparação com o mesmo mês de 2016, houve queda de 11,8%.

Para a Entidade, o momento de embates políticos e ideológicos - entre as diversas análises econômicas - acabou por corroer a confiança de empresários e consumidores. Para piorar, houve certa perda de confiança nos poderes Executivo, Legislativo e, principalmente, no Judiciário, tanto por conta desse momento de embates como por algumas decisões de grande rejeição popular tomadas por todas as Casas dos Poderes do Brasil. Os próximos meses prometem ser de novos embates, segundo a Federação, que podem deixar consumidores e empresários ainda mais ressabiados, apesar de existirem dados do lado real da economia que mostram e confirmam um início de retomada. O mercado de crédito, oferta e demanda, está atento, e o risco ainda está muito ligado à alta taxa de desemprego, que não mudará no curto prazo. 

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Sobre

A Pesquisa de Risco e Intenção de Endividamento identifica a evolução do grau de endividamento das famílias e a cobertura eventual de dívidas com base na existência de poupança familiar. A pesquisa também acompanha a proporção de existência de poupança familiar de acordo com a condição das famílias, se estão endividadas ou não.

Como é obtido

Os dados são coletados em 2.200 entrevistas mensais, na capital paulista. Cada questionário tem seis questões relativas ao grau de endividamento familiar, à propensão em abrir crediário no prazo de até três meses, na existência e tipo de poupança/aplicação financeira de cada família.

Utilidades

Acompanhar a evolução da propensão à tomada de crédito e o risco inerente às operações devido à existência ou não de cobertura familiar para esse endividamento com base na poupança prévia de endividados e não endividados.

Análise de Índice

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