Pesquisa de Risco e Intenção de Endividamento

Intenção de financiamento sobe 9,4% em fevereiro

O consumidor paulistano permanece conservador sobre tomar empréstimos e o mercado de crédito também se mantém restrito, porém ambos demonstram mudanças no segundo mês do ano, voltando ao patamar de novembro de 2016. De acordo com a Pesquisa de Risco e Intenção de Endividamento (PRIE), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o Índice de Intenção de Financiamento registrou 18,6 pontos em fevereiro, alta de 9,4% em relação a janeiro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve queda de 11,1%, quando o indicador alcançou os 21 pontos.

Segundo a PRIE, a segurança de crédito dos não endividados caiu 4,7% entre janeiro e fevereiro e 3,6% na comparação anual. Já os endividados viram a segurança de crédito subir 3% na comparação com o mês anterior e cair vertiginosamente 11% em relação a fevereiro de 2016. De acordo com a FecomercioSP, o consumidor endividado tem usado os recursos que consegue para quitar dívidas e a proporção desses consumidores com poupança, ainda que mais baixa do que a daqueles sem dívida, tem se mantido e até se elevado um pouco. Parece que os endividados acharam seu ponto de equilíbrio, provavelmente a duras penas e com cortes de despesas e esforço maior. 

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, fevereiro foi um mês de ajustes após o começo de ano, período em que as dívidas preocupam os consumidores e observa-se um aumento do endividamento e da inadimplência. Graças a um comportamento muito sereno das pessoas, o mercado não sofreu os tradicionais solavancos de início de ano, ou ao menos não na intensidade que se verificou em outros períodos. O conservadorismo dos consumidores garante ao País que o sistema financeiro esteja fora das principais preocupações do Governo, ao contrário do que ocorre em outras economias muito alavancadas.

Para ter acesso à análise completa, clique aqui.

Sobre

A Pesquisa de Risco e Intenção de Endividamento identifica a evolução do grau de endividamento das famílias e a cobertura eventual de dívidas com base na existência de poupança familiar. A pesquisa também acompanha a proporção de existência de poupança familiar de acordo com a condição das famílias, se estão endividadas ou não.

Como é obtido

Os dados são coletados em 2.200 entrevistas mensais, na capital paulista. Cada questionário tem seis questões relativas ao grau de endividamento familiar, à propensão em abrir crediário no prazo de até três meses, na existência e tipo de poupança/aplicação financeira de cada família.

Utilidades

Acompanhar a evolução da propensão à tomada de crédito e o risco inerente às operações devido à existência ou não de cobertura familiar para esse endividamento com base na poupança prévia de endividados e não endividados.

Análise de Índice

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