São Paulo Qual é a sua?

Galeria do Rock Os negócios que vão além da música

X
Play Video

O ritmo de 54 anos de sucesso

Conheça também os números da
economia de SP.

 
Play Video

Galeria do Rock: de local de encontro dos roqueiros a ponto turístico da capital
Com aspecto underground, galeria é espaço democrático para expressão de diversas tribos

O Shopping Center Grandes Galerias, localizado no número 439 da Avenida São João, no centro de São Paulo, tornou-se mais conhecido por seu “apelido”, Galeria do Rock, do que pelo título original. Inaugurado em 1963, foi na década de 1980 que o prédio começou a atrair vendedores de discos e a criar um público cativo e fã do gênero musical, que o apelidaram pelo nome como que é conhecido até os dias de hoje. Atualmente, 450 lojas que vendem discos, CDs, roupas, skates e bonecos dividem o espaço com estúdios de tatuagem e piercing, bem como com uma ala dedicada ao gênero hip hop no subsolo.

Lojas são expressão da personalidade dos donos
Colecionadores e entusiastas se reúnem para compartilhar paixões, vender e trocar na Galeria

Muitos dos 250 empresários responsáveis pelas 450 lojas da Galeria do Rock criaram suas butiques para expressar e compartilhar hobbies – coleções de discos em vinil se transformaram em pontos de venda e troca do produto; acervos de CDs viraram lojas especializadas em gêneros específicos do rock’n roll; e jeitos alternativos de se vestir se tornaram grifes exclusivas de roupas. Os comerciantes chegam a passar 16 horas diárias nas lojas, e os clientes – jovens curiosos e frequentadores fiéis – vêm de muitas partes de São Paulo, e até de outros Estados, em busca dos produtos e da variedade oferecida pela Galeria.

Frequentadores são parte da identidade da Galeria
Democrático e livre de preconceitos, espaço reúne público autêntico

Com o passar dos anos, a Galeria do Rock recebeu melhoras no aspecto físico, sem perder a característica underground que reuniu os primeiros frequentadores. Eles são a identidade desse ponto turístico da capital paulista, que recebe diariamente, em seus sete andares, clientes em busca de produtos raros, boa curadoria e outras pessoas com as mesmas referências. Grupos fantasiados, curiosos, roqueiros e ofertas que vão de chaveiros por R$ 5 a vinis raros por R$ 2 mil compõem a paisagem. As lojas buscam corresponder à expectativa do público, que, como denominador, tem a busca por autenticidade e diferenciação dos padrões e suprir o que cada um quer demonstrar com os produtos adquiridos.

Templo do rock: ponto comercial é também forma de expressão para moradores de São Paulo
Além de ícone da cidade, Galeria do Rock é um estilo de vida para vendedores e frequentadores

Uma vez que a Galeria passou por transformações e ganhou público cativo durante a década de 1980, alguns estabelecimentos já criaram as próprias tradições e até passam a ser liderados pelos filhos dos donos originais dos negócios. Em comum nas conversas com os responsáveis pelas lojas, repetem-se frases como “Agradamos várias tribos”; “A Galeria é um estilo de vida e um templo”; e “Se não fosse pela Galeria, a tatuagem e uma série de outras culturas não seriam bem aceitas em São Paulo”, que dão o tom da importância do local para a pluralidade da capital.

Conheça também os números da
economia de SP.

 

Galeria Imagens

Imagens