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Largo 13 de Maio A força do comércio além da região central

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Um elo histórico para a formação do comércio Paulistano.

Conheça também os números da
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Ponto de passagem, Largo 13 de Maio foi incorporado à capital na década de 1930
Metrô e terminal de ônibus facilitam a circulação das pessoas

Nomeado em homenagem à abolição da escravidão no Brasil – em 13 de maio de 1888 –, o Largo 13 de Maio é um importante ponto de passagem dos moradores da região sudoeste da cidade de São Paulo. Santo Amaro, região em que está localizado, foi um município independente incorporado à capital paulista apenas em 1934. Por ter se desenvolvido como uma cidade separada, a região não segue os padrões de numeração da cidade (dados a partir da Praça da Sé, no centro), mas uma numeração própria, cujo referencial é o próprio Largo 13. “Entre Santo Amaro e a cidade de São Paulo antiga, era uma viagem cheia de chácaras e fazendas”, lembra um comerciante. Nele estão localizados o terminal de ônibus Santo Amaro e uma estação de metrô.

De pai para filho
Negócios se tornaram tradicionais nos arredores do Largo 13

Os primeiros comerciantes do Largo 13 de Maio eram descendentes de árabes, com tradição no comércio. Aos poucos, a região agregou também vendedores imigrantes e migrantes de outras regiões brasileiras. Muitos deles são nordestinos – Santo Amaro e bairros periféricos são tradicionalmente ocupados por pessoas vindas do Nordeste brasileiro. Estabelecidos no Largo e seus arredores, hoje eles comandam lojas abertas há décadas no mesmo endereço, que passam de pai para filho.

Preços e simpatia para conquistar o consumidor
Largo 13 de Maio não deixa a desejar em relação ao centro, garantem consumidores

Tão “tradicionais” no bairro quanto as lojas onde fazem suas compras, os consumidores do Largo 13 de Maio já sabem o que fazer e aonde ir para encontrar os bons preços e produtos que procuram. É possível encontrar todo o tipo de comércio: joias, relógios, toalhas, mochilas, roupas; tudo com preço bastante competitivo. O grande fluxo de pessoas ajuda a manter as boas vendas do comércio. A região concentra, ainda, um Poupatempo e todos os bancos, além do Metrô e do terminal de ônibus. “Trato meus clientes do mesmo jeito que gostaria de ser tratado. A intenção é resolver problemas, tratar bem e cativar”, conta um comerciante. “O preço é bem competitivo, a briga é brava. Quem vai ganhar é o consumidor final”, garante outro.

“Olho no olho” é tradição de comerciantes
“Adoro apertar a mão do meu cliente e passar segurança para ele”, diz comerciante

O Largo 13 de Maio é um bom local de comércio para acumular clientela, que vem de vários lugares porque confia nos lojistas e fornecedores. “Estou falando com minha gente, com meu povo, então, estou no meu lugar”, diz o dono de uma loja que passou a maior parte de sua vida trabalhando na região. “Adoro apertar a mão do meu cliente, olhar no olho dele e passar segurança para ele”, completa outro comerciante.

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