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Negócios

05/05/2021

Inovar eleva produtividade mesmo em períodos de crise

Live detalha o Brasil Mais e mostra caso de empresa que avançou mesmo na pandemia graças ao programa; saiba como a iniciativa funciona

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Inovar eleva produtividade mesmo em períodos de crise

Programa objetiva elevar a produtividade e a competitividade de micros, pequenas e médias empresas
(Arte/Tutu)

O aumento da produtividade envolve a descoberta de uma forma de ser mais eficiente em diferentes atividades da empresa. Essa inovação transpassa as funções do empresário e dos gestores, assim como a dos empregados e é justamente o objetivo do Programa Brasil Mais. O funcionamento dessa iniciativa foi detalhado na live Brasil Mais – Gestão, Produtividade e Crescimento", na última sexta-feira (30), evento organizado pelo Conselho de Emprego e Relações do Trabalho (CERT) e o Conselho de Comércio Eletrônico (CCE), ambos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

No encontro, transmitido pelo canal da FecomercioSP no YouTube, José Pastore, presidente do CERT, fala da importância da adesão do programa por pequenas empresas de comércio e serviços. “Embora tenhamos alguns ramos avançados no campo das tecnologias digitais como é o caso da contabilidade, das agências de viagens e das entidades que se dedicam a saúde, a grande maioria do comércio e serviços é operada por pequenas empresas que estão atrasadas nesse campo. O programa apresenta resultados e pode auxiliar a economia brasileira mais competitiva não só internamente, mas também no cenário internacional”, enfatiza ele.

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Essa defasagem já foi constatada no Relatório Econômico apresentado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que mostra a produtividade brasileira atrás tanto de nações mais ricas como os Estados Unidos, como de países da América Latina.

“O programa partiu de um diagnóstico real, pois um norte-americano produz a mesma coisa que quatro trabalhadores brasileiros. O País também tem um resultado inferior quando comparada a produtividade de pequenas empresas e médias com relação às grandes empresas”, complementa o subsecretário de Inovação e Transformação Digital do Ministério da Economia, Igor Manhães Nazareth.

O coordenador-executivo do CCE, Vitor Magnani, lembra que a digitalização é necessária para alcançar o aumento de produtividade, ainda mais após a crise gerada pelas medidas de isolamento para conter a proliferação do covid-19. “Não funciona a migração para o digital no caso de um bar ou restaurante que usou o mesmo cardápio da loja física, em ordem alfabética. Nesse novo ambiente, é preciso ter a embalagem adequada para o produto ou serviço vendido para evitar gasto desnecessário. Também deve-se fazer a gestão de fluxo de caixa e de estoques na venda digital e, quem sabe, até passar a oferecer um novo produto ou serviço ao consumidor. Inovação não é bicho de sete cabeças, é combinar conhecimentos”, orienta Magnani.

Foi exatamente esse conselho que a empresária Andreza Ribeiro, fundadora da Rao-Rao Presentes Criativos e Órbita Presente, na região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, seguiu. Ela decidiu participar do programam para resolver problemas internos que comprometiam o crescimento dos negócios.

“No começo da pandemia, enfrentamos muitas dificuldades por falta do atendimento presencial e houve queda brusca no faturamento. Conheci o Brasil Mais e os agentes do programa começaram a me acompanhar. Iniciamos uma mudança radical. Como fundadora das empresas, tinha dificuldade em planejamento e em delegar funções. Ficava sobrecarregada com funções que deveriam estar nas mãos de outras pessoas e deixava de focar na expansão. Então, o projeto veio me ajudar a dar direcionamento aos negócios. Com o apoio do programa, até realizamos lives que geraram retorno superior a R$ 10 mil de vendas no período de quatro horas”, conta Andreza.

Assista à transmissão completa no canal da FecomercioSP no YouTube.

Brasil Mais

O programa do governo federal foi lançado em fevereiro de 2020 para fazer a produtividade do País avançar. Como a maioria das empresas nacionais são de micro, pequeno e médio portes, esse foi o público selecionado para ser trabalhado.

A ideia é aumentar a produtividade e a competitividade dessas empresas com a promoção de melhorias rápidas, de baixo custo e alto impacto por meio de soluções para melhorar a gestão, inovar processos e reduzir desperdícios.

O projeto é uma parceria da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, do Ministério da Economia, com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Portanto, as empresas que ingressarem no programa têm acompanhamento dos agentes locais de inovação do Sebrae, na modalidade de Melhores Práticas Gerenciais, ou de mentores do Senai, na modalidade de Melhores Práticas Produtivas.

No caso dos setores de comércio e serviços, o acompanhamento com os agentes locais de inovação dura 17 semanas, sem custo.

Como participar

Para aderir ao programa, as empresas devem se cadastrar no site do Brasil Mais e responder um questionário de autoavaliação para que seja feito um diagnóstico da atual situação do negócio. Depois de entender em qual estágio a empresa está, o caso é encaminhado para um atendimento que vai trabalhar, seja a gestão da produção ou de recursos humanos, seja na operação e vendas do negócio ou na digitalização.

Neste momento, sete mil empresas foram atendidas e outras 21 mil estão em atendimento. A expectativa é atender 120 mil empresas até 2022 com capacitação gerencial, e capacitar 2 milhões de empresários, no total, nos próximos anos.