Economia
14/10/2026Varejo registra a maior rotatividade desde 2022. O que explica?
Em 12 meses até junho, 63% dos empregos celetistas do setor no Estado tiveram troca, o que pesa nos custos das empresas
O Panorama do Comércio de outubro, publicação mensal da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) para orientar o empresariado do setor a agir a partir da conjuntura momentânea, aborda a alta taxa de rotatividade da mão de obra no varejo. Baixe o material:
Cálculos da Federação apontam que o turnover em relação ao estoque de empregos ativos chegou a mais de 63% nos últimos 12 meses até junho deste ano [tabela 1], o maior patamar desde 2022.
Isso significa que, para cada 100 vagas celetistas abertas no varejo do Estado no último ano, 63 delas tiveram que passar por alguma mudança. Em 2022, essa taxa era de 51%.
[TABELA 1]

Taxa de rotatividade do comércio paulista (2022–2026)
Para os analistas da FecomercioSP, o número aponta um desafio significativo, já que representa um custo direto às empresas. Quanto mais rotatividade, mais gastos com rescisões (aviso-prévio, FGTS, multas etc.), com novas contratações (divulgação, triagem, exames etc.) ou os treinamentos iniciais dos novos funcionários.
Isso sem contar o custo invisível embutido no período pelo qual os contratados precisam passar até atingir sua produtividade plena.
O Panorama de outubro ainda aborda os desafios da construção do planejamento estratégico para 2027 e o que deve mudar com a chegada do Desenrola 3.0.