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<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Economia Digital - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticias/economia/economia-digital</link><description>&lt;![CDATA[]]</description><lastBuildDate>Fri, 10 Apr 2026 06:24:48 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Economia Digital - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticias/economia/economia-digital</link><url>https://www.fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Economia]]</category><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category><item><title>&lt;![CDATA[ECA Digital em vigor: o que muda na prática?]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/eca-digital-em-vigor-o-que-muda-na-pratica</link><description>&lt;![CDATA[Proteção infantil passa a ser requisito operacional, regulatório e estratégico para qualquer organização que queira operar no Brasil]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Rony Vainzof, Caio Lima e Andriei Gutierrez&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na &amp;uacute;ltima ter&amp;ccedil;a-feira, 17 de mar&amp;ccedil;o de 2026, entra em vigor o Estatuto Digital da Crian&amp;ccedil;a e do Adolescente. A prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o infantojuvenil passa a integrar a pr&amp;oacute;pria arquitetura dos servi&amp;ccedil;os digitais, representando importante atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o normativa que exige mudan&amp;ccedil;a estrutural das &amp;nbsp;plataformas, de acordo com o respectivo risco.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ECA Digital se aplica a produtos e servi&amp;ccedil;os direcionados ou de acesso prov&amp;aacute;vel por crian&amp;ccedil;as e adolescentes, em especial quando houver risco relevante &amp;agrave; privacidade, &amp;agrave; seguran&amp;ccedil;a ou ao desenvolvimento biopsicossocial. Na pr&amp;aacute;tica, isso amplia o alcance regulat&amp;oacute;rio para redes sociais, jogos, apostas, conte&amp;uacute;do adulto, marketplaces, lojas de aplicativos e sistemas operacionais conectados.&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;A principal inflex&amp;atilde;o &amp;eacute; regulat&amp;oacute;ria e t&amp;eacute;cnica &amp;mdash; o estatuto desloca o eixo da prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o do plano declarat&amp;oacute;rio para o plano do design. N&amp;atilde;o basta ter termos de uso, pol&amp;iacute;ticas ou canais de den&amp;uacute;ncia. A lei exige medidas preventivas desde a concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o do produto: configura&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais protetivas por padr&amp;atilde;o, limita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de coleta de dados ao necess&amp;aacute;rio, mecanismos de supervis&amp;atilde;o parental e aferi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de idade, preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uso compulsivo e veda&amp;ccedil;&amp;atilde;o de t&amp;eacute;cnicas de design que enfraque&amp;ccedil;am salvaguardas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso significa que o cumprimento do ECA Digital n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; avaliado apenas por documentos, mas por escolhas operacionais verific&amp;aacute;veis. Como funciona a aferi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de idade, quais s&amp;atilde;o as configura&amp;ccedil;&amp;otilde;es padr&amp;atilde;o, quais dados s&amp;atilde;o coletados, como conte&amp;uacute;dos s&amp;atilde;o recomendados, quais intera&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o permitidas e quais mecanismos existem para reduzir exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o a riscos. A lei exige preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o cont&amp;iacute;nua, n&amp;atilde;o apenas resposta reativa ap&amp;oacute;s den&amp;uacute;ncias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;Eacute; nesse ponto que a abordagem baseada em risco assume papel estruturante. Longe de representar flexibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o indevida ou concess&amp;atilde;o ao mercado, trata-se de t&amp;eacute;cnica regulat&amp;oacute;ria essencial para assegurar efetividade protetiva em um ambiente marcado por diversidade de servi&amp;ccedil;os, assimetrias de capacidade e din&amp;acirc;micas de evas&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A calibragem dos mecanismos tecnol&amp;oacute;gicos deve considerar n&amp;atilde;o apenas o risco do conte&amp;uacute;do ou da funcionalidade oferecida, como tamb&amp;eacute;m os impactos sist&amp;ecirc;micos da regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, inclusive riscos regulat&amp;oacute;rios decorrentes de &lt;em&gt;overcompliance&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sob essa &amp;oacute;ptica, os princ&amp;iacute;pios da necessidade, proporcionalidade, minimiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, usabilidade, inclus&amp;atilde;o e transpar&amp;ecirc;ncia deixam de funcionar como refer&amp;ecirc;ncias abstratas e passam a operar como crit&amp;eacute;rios jur&amp;iacute;dicos concretos para orientar desenho de jornadas, governan&amp;ccedil;a interna e demonstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dilig&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O CO:RE&lt;sup&gt;[1]&lt;/sup&gt; constitui uma das principais refer&amp;ecirc;ncias internacionais na sistematiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos riscos digitais para crian&amp;ccedil;as e adolescentes, com base no modelo dos 4Cs:&lt;sup&gt;[2]&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;Content (Conte&amp;uacute;do) abrange os riscos decorrentes da exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o a materiais inadequados ou prejudiciais &amp;agrave; faixa et&amp;aacute;ria, como conte&amp;uacute;dos violentos, sexualizados ou discriminat&amp;oacute;rios;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Contact (Contato) refere-se aos riscos associados a intera&amp;ccedil;&amp;otilde;es potencialmente danosas com terceiros, incluindo ass&amp;eacute;dio, aliciamento e persegui&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Conduct (Conduta) envolve os riscos relacionados ao comportamento dos pr&amp;oacute;prios usu&amp;aacute;rios ou &amp;agrave;s intera&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre pares, como &lt;em&gt;cyberbullying&lt;/em&gt;, discursos de &amp;oacute;dio e pr&amp;aacute;ticas que possam gerar danos f&amp;iacute;sicos ou psicol&amp;oacute;gicos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Contract (Contrato) compreende os riscos derivados das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es contratuais e comerciais mediadas por plataformas, como explora&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica, jogos de azar, pr&amp;aacute;ticas publicit&amp;aacute;rias predat&amp;oacute;rias e coleta excessiva de dados.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, uma das premissas centrais do ECA Digital &amp;eacute; a imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mecanismos de aferi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de idade, sendo vedada a autodeclara&amp;ccedil;&amp;atilde;o para conte&amp;uacute;dos vedados por lei aos menores de idade, como pornografia e apostas. Isso cria um dilema regulat&amp;oacute;rio inevit&amp;aacute;vel. Para proteger esse p&amp;uacute;blico vulner&amp;aacute;vel, plataformas precisam distingui-lo de adultos, mas mecanismos r&amp;iacute;gidos de verifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o podem ampliar a coleta de dados (inclusive sens&amp;iacute;veis) e aumentar riscos de vigil&amp;acirc;ncia. Por isso, o estatuto n&amp;atilde;o imp&amp;otilde;e tecnologia &amp;uacute;nica e remete &amp;agrave; regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o a defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de crit&amp;eacute;rios proporcionais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O desafio &amp;eacute; t&amp;eacute;cnico e de governan&amp;ccedil;a. Solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es como verifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o documental ou biometria facial n&amp;atilde;o podem ser demonizadas nem banalizadas, sob pena de colidir com princ&amp;iacute;pios de minimiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e necessidade. Ao mesmo tempo, mecanismos fr&amp;aacute;geis para riscos altos tornam as salvaguardas ineficazes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es de aferi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de idade devem ser acess&amp;iacute;veis, inclusivas, interoper&amp;aacute;veis e alinhadas com padr&amp;otilde;es t&amp;eacute;cnicos abertos, evitando exclus&amp;atilde;o de grupos vulner&amp;aacute;veis, fragmenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da internet, depend&amp;ecirc;ncia de tecnologias propriet&amp;aacute;rias e concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o excessiva de poder econ&amp;ocirc;mico.&lt;sup&gt;[3]&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais consistente &amp;eacute; a abordagem baseada em risco. Servi&amp;ccedil;os de maior exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o exigem controles mais robustos; outros podem operar com solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es menos intrusivas, inclusive ganhando espa&amp;ccedil;o o &amp;ldquo;sinal de idade&amp;rdquo;, que confirma apenas se o usu&amp;aacute;rio est&amp;aacute; acima de certa faixa et&amp;aacute;ria, sem identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o completa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aferir idade n&amp;atilde;o significa saber quem &amp;eacute; o usu&amp;aacute;rio, mas aplicar salvaguardas compat&amp;iacute;veis com a pr&amp;oacute;pria faixa et&amp;aacute;ria. A Uni&amp;atilde;o Europeia tem avan&amp;ccedil;ado em credenciais digitais que permitem comprovar idade m&amp;iacute;nima sem expor dados adicionais, e o debate brit&amp;acirc;nico sobre &lt;em&gt;age assurance&amp;nbsp;&lt;/em&gt;segue na mesma linha: mecanismos efetivos, audit&amp;aacute;veis e proporcionais, sem transformar prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o em vigil&amp;acirc;ncia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A supervis&amp;atilde;o parental tamb&amp;eacute;m passa a ser fundamental. A lei exige ferramentas efetivas e configura&amp;ccedil;&amp;otilde;es de maior prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o como padr&amp;atilde;o, incluindo restri&amp;ccedil;&amp;atilde;o de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o com desconhecidos, limita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de recursos que ampliem artificialmente o tempo de uso, restri&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao compartilhamento da geolocaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e transpar&amp;ecirc;ncia sobre quais controles est&amp;atilde;o ativos. Tamb&amp;eacute;m veda explicitamente interfaces manipulativas que comprometam escolhas do usu&amp;aacute;rio ou enfraque&amp;ccedil;am salvaguardas, em linha com a cr&amp;iacute;tica internacional aos chamados &lt;em&gt;dark patterns&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;em produtos infantis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto central &amp;eacute; a reconfigura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do regime de dados infantis. O estatuto vai al&amp;eacute;m da Lei Geral de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Dados (LGPD) e veda o perfilamento comportamental e a publicidade direcionada baseada em dados de menores, inclusive por t&amp;eacute;cnicas emocionais ou imersivas. Com isso, recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es personalizadas e segmenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o comercial para esse p&amp;uacute;blico precisar&amp;atilde;o ser recalibrados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para plataformas baseadas em recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o personalizada e segmenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, isso exige revis&amp;atilde;o de modelo econ&amp;ocirc;mico, e n&amp;atilde;o somente ajuste contratual, seguindo premissas do Children&amp;rsquo;s Code do Reino Unido e do Digital Services Act europeu, que tamb&amp;eacute;m restringe an&amp;uacute;ncios baseados em perfiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o quando houver conhecimento razo&amp;aacute;vel de que o usu&amp;aacute;rio &amp;eacute; menor, refor&amp;ccedil;ando que a monetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o por engajamento e publicidade comportamental n&amp;atilde;o pode ser o eixo da experi&amp;ecirc;ncia infantil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Importante lembrar que essas veda&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o de perfiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para publicidade direcionada, e n&amp;atilde;o para adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da experi&amp;ecirc;ncia &amp;agrave; idade. Interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es extremas podem contrariar o esp&amp;iacute;rito da lei, cujo objetivo &amp;eacute; tornar as experi&amp;ecirc;ncias digitais seguras, proporcionais e apropriadas &amp;agrave; idade, reconhecendo inclusive a autonomia progressiva do adolescente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O estatuto tamb&amp;eacute;m alcan&amp;ccedil;a sistemas automatizados e intelig&amp;ecirc;ncia artificial. Ele prev&amp;ecirc; revis&amp;atilde;o regular de ferramentas de IA utilizadas em ambientes acess&amp;iacute;veis a menores, com possibilidade de desabilitar funcionalidades n&amp;atilde;o essenciais. Isso se conecta ao debate internacional sobre riscos de recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o automatizada e infer&amp;ecirc;ncias comportamentais aplicadas a p&amp;uacute;blicos vulner&amp;aacute;veis, tema que tem sido central em discuss&amp;otilde;es regulat&amp;oacute;rias no Reino Unido, na Uni&amp;atilde;o Europeia e nos Estados Unidos. E o &lt;em&gt;enforcement&lt;/em&gt; para todos esses pontos elencados tende a ser mais intenso &amp;mdash; a Ag&amp;ecirc;ncia Nacional de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Dados (ANPD), agora com status de ag&amp;ecirc;ncia reguladora, assume papel central na regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse ponto &amp;eacute; decisivo, porque transforma prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o infantil em risco regulat&amp;oacute;rio concreto. N&amp;atilde;o se trata s&amp;oacute; de reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas de obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es t&amp;eacute;cnicas audit&amp;aacute;veis, com possibilidade de san&amp;ccedil;&amp;otilde;es proporcionais ao faturamento. Al&amp;eacute;m disso, o ECA Digital exige que controladores mapeiem riscos e elaborem relat&amp;oacute;rios de impacto quando o tratamento de dados infantis extrapolar o estritamente necess&amp;aacute;rio, refor&amp;ccedil;ando uma l&amp;oacute;gica de governan&amp;ccedil;a cont&amp;iacute;nua.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Brasil n&amp;atilde;o seguiu o caminho de bloqueio generalizado de redes sociais adotado em outras jurisdi&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Na Austr&amp;aacute;lia, plataformas devem impedir contas de menores de 16 anos sob pena de multas elevadas. A Espanha segue em sentido semelhante, tendo determinado essa mesma idade m&amp;iacute;nima para registro de crian&amp;ccedil;as em redes sociais, exigindo verifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o refor&amp;ccedil;ada. O modelo brasileiro &amp;eacute; diferente: n&amp;atilde;o retira menores do ambiente digital como regra, mas imp&amp;otilde;e dever de arquitetura e governan&amp;ccedil;a refor&amp;ccedil;ados para reduzir riscos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa escolha tem implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es pr&amp;aacute;ticas. Em vez de proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o ampla, o ECA Digital exige que plataformas demonstrem capacidade de operar com salvaguardas proporcionais, evitando deslocamento de menores para ambientes menos regulados e concentrando esfor&amp;ccedil;os em preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o, design e transpar&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As empresas, portanto, n&amp;atilde;o ser&amp;atilde;o cobradas apenas pelo que prometem em pol&amp;iacute;ticas, mas pelo que implementam, na pr&amp;aacute;tica, em produto, dados, algoritmos e governan&amp;ccedil;a. A partir de hoje, a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o infantil passa a ser requisito operacional, regulat&amp;oacute;rio e estrat&amp;eacute;gico para qualquer organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que queira operar de forma sustent&amp;aacute;vel no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, importante lembrar que a l&amp;oacute;gica do ECA Digital &amp;eacute; refor&amp;ccedil;ar que a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de crian&amp;ccedil;as e adolescentes online &amp;eacute; um dever compartilhado entre o Estado, a sociedade, as fam&amp;iacute;lias e as empresas, conforme princ&amp;iacute;pio constitucional da absoluta prioridade aos direitos infantojuvenis e na compreens&amp;atilde;o de que nenhuma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica isolada &amp;eacute; suficiente para garantir a seguran&amp;ccedil;a integral.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/eca-digital-em-vigor-o-que-muda-na-pratica#_ftnref1"&gt;&lt;sup&gt;[1]&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt; CHILDREN ONLINE: RESEARCH AND EVIDENCE (CO:RE). &amp;ldquo;Children Online: Research and Evidence&amp;rdquo;. Dispon&amp;iacute;vel em: &lt;a href="https://core-evidence.eu/"&gt;https://core-evidence.eu/&lt;/a&gt;. Acessado em 16 de janeiro de 2026.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/eca-digital-em-vigor-o-que-muda-na-pratica#_ftnref2"&gt;&lt;sup&gt;[2]&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt; CHILDREN ONLINE: RESEARCH AND EVIDENCE (CO:RE). &amp;ldquo;The 4 Cs of online risk&amp;rdquo;. Dispon&amp;iacute;vel em &lt;a href="https://core-evidence.eu/posts/4-cs-of-online-risk" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;https://core-evidence.eu/posts/4-cs-of-online-risk&lt;/a&gt;. Acessado em 16 de janeiro de 2026.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/eca-digital-em-vigor-o-que-muda-na-pratica#_ftnref3"&gt;&lt;sup&gt;[3]&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt; Conforme recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o do COMIT&amp;Ecirc; GESTOR DA INTERNET NO BRASIL (CGI.br) na contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; Consulta P&amp;uacute;blica &amp;mdash; Aferi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Idade na Internet Brasileira do Minist&amp;eacute;rio da Justi&amp;ccedil;a e Seguran&amp;ccedil;a P&amp;uacute;blica. S&amp;atilde;o Paulo: CGI.br, 18 de novembro de 2025. Dispon&amp;iacute;vel em:&amp;nbsp;&lt;a href="https://cgi.br/media/docs/publicacoes/4/pt/20251118175422/CGIbr_Contribuicoes_Consulta_MJ_Afericao_Idade.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;https://cgi.br/media/docs/publicacoes/4/pt/20251118175422/CGIbr_Contribuicoes_Consulta_MJ_Afericao_Idade.pdf&lt;/a&gt;. Acessado em 16 de janeiro de 2026&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;Rony Vainzof, advisor em Regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o Digital da FecomercioSP e s&amp;oacute;cio do VLK Advogados&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Caio Lima, consultor de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Dados da FecomercioSP e s&amp;oacute;cio do VLK Advogados&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Andriei Gutierrez, Presidente do Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, s&amp;oacute;cio da Innova Assuntos P&amp;uacute;blicos e presidente da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira das Empresas de Software (ABES)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Texto publicado originalmente no portal Jota, em 17 de mar&amp;ccedil;o de 2026.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 18 Mar 2026 17:17:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Agenda Digital e os novos rumos do ambiente regulatório para empresas]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/agenda-digital-e-os-novos-rumos-do-ambiente-regulatorio-para-empresas</link><description>&lt;![CDATA[Material de referência reúne os principais avanços em Direito Digital, IA, governança e cibersegurança, com impactos diretos para o setor produtivo]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Agenda Digital brasileira ganhou for&amp;ccedil;a e complexidade em 2025, com decis&amp;otilde;es judiciais relevantes, novas legisla&amp;ccedil;&amp;otilde;es e fortalecimento institucional de &amp;oacute;rg&amp;atilde;os reguladores. O resultado &amp;eacute; um cen&amp;aacute;rio em r&amp;aacute;pida transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que reposiciona temas como prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados, Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA), ciberseguran&amp;ccedil;a e regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de plataformas no centro das estrat&amp;eacute;gias empresariais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para 2026, a expectativa &amp;eacute; de um ciclo ainda mais exigente, marcado por execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o regulat&amp;oacute;ria, mais fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e cobran&amp;ccedil;a de governan&amp;ccedil;a demonstr&amp;aacute;vel, afetando diretamente os modelos de neg&amp;oacute;cio baseados em dados e tecnologia. Empresas e entidades do Com&amp;eacute;rcio e dos Servi&amp;ccedil;os precisar&amp;atilde;o se antecipar para reduzir os riscos e capturar as oportunidades em um ambiente digital cada vez mais regulado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;aacute;tica para o setor produtivo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; disponibiliza um material t&amp;eacute;cnico de refer&amp;ecirc;ncia que consolida os principais fatos do ano passado e aponta as tend&amp;ecirc;ncias para este ano, oferecendo orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o qualificada ao empresariado e aos sindicatos filiados sobre caminhos de conformidade, inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o respons&amp;aacute;vel e competitividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O conte&amp;uacute;do &amp;eacute; especialmente importante para empres&amp;aacute;rios, executivos e gestores, al&amp;eacute;m de profissionais das &amp;aacute;reas Jur&amp;iacute;dica, de Compliance, de Tecnologia, de Governan&amp;ccedil;a e de Seguran&amp;ccedil;a da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Tamb&amp;eacute;m serve como subs&amp;iacute;dio estrat&amp;eacute;gico para conselhos institucionais, sindicatos e os formadores de opini&amp;atilde;o que acompanham a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da economia digital.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao promover essa discuss&amp;atilde;o, a FecomercioSP refor&amp;ccedil;a o seu papel como refer&amp;ecirc;ncia na &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticias/economia/economia-digital" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;agenda de economia digital&lt;/a&gt;, apoiando o setor produtivo na adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s novas exig&amp;ecirc;ncias e no uso seguro e sustent&amp;aacute;vel da inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma leitura essencial para quem quer entender o presente e se preparar para o futuro da regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital no Brasil. &lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/30be2b0ab79b16298dab8163ccbac80a2f616cc1.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;e confira!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 24 Feb 2026 10:32:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Incentivos fiscais, sem considerar infraestrutura existente, podem comprometer eficácia da Política Nacional de Datacenters]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/incentivos-fiscais-sem-considerar-infraestrutura-existente-podem-comprometer-eficacia-da-politica-nacional-de-datacenters</link><description>&lt;![CDATA[Em contribuições ao PL do Redata, FecomercioSP e Seinesp reforçam pedido por isonomia e critérios técnicos no desenho do regime]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Projeto de Lei (PL) 278/2025, que pretende instituir o Regime Especial de Tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Servi&amp;ccedil;os de Datacenter (Redata), ser&amp;aacute; um marco important&amp;iacute;ssimo para que o Brasil se posicione para estimular o desenvolvimento de infraestruturas tecnol&amp;oacute;gicas, cada vez mais estrat&amp;eacute;gicas para a competitividade, a seguran&amp;ccedil;a digital e a soberania econ&amp;ocirc;mica das na&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Contudo, a aposta exclusiva em benef&amp;iacute;cios tribut&amp;aacute;rios para atrair investimentos e o tratamento desigual entre as regi&amp;otilde;es do Pa&amp;iacute;s podem comprometer o desempenho do regime.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em of&amp;iacute;cio encaminhado &amp;agrave; C&amp;acirc;mara dos Deputados, a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, por meio do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt;, e o Sindicato das Empresas de Internet do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (Seinesp) pedem que o programa seja pautado por crit&amp;eacute;rios t&amp;eacute;cnicos, isonomia e racionalidade econ&amp;ocirc;mica. As entidades temem que, ao prever a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 20% nas contrapartidas exigidas de empreendimentos localizados nas regi&amp;otilde;es Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a proposta incentive investidores a optarem por vantagens tribut&amp;aacute;rias sem considerar fatores t&amp;eacute;cnicos relevantes, como a infraestrutura j&amp;aacute; instalada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, embora a medida seja leg&amp;iacute;tima e necess&amp;aacute;ria sob a perspectiva do desenvolvimento regional, &amp;eacute; importante n&amp;atilde;o perder de vista a estrutura j&amp;aacute; consolidada em determinadas localidades. Um exemplo &amp;eacute; o Estado de S&amp;atilde;o Paulo, que concentra atualmente cerca de 80% da capacidade de datacenters do Brasil e recebeu, recentemente, mais de R$ 10 bilh&amp;otilde;es em investimentos privados nesse segmento, configurando-se como o principal &lt;strong&gt;hub&lt;/strong&gt; digital do Hemisf&amp;eacute;rio Sul.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O territ&amp;oacute;rio paulista conta com as infraestruturas energ&amp;eacute;tica e de fibra &amp;oacute;ptica mais robustas do territ&amp;oacute;rio nacional, al&amp;eacute;m de abrigar o maior polo de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;atilde;o de obra qualificada da Am&amp;eacute;rica Latina, com mais de 2,3 milh&amp;otilde;es de matr&amp;iacute;culas no ensino superior, sendo o eixo estruturante para que o Brasil alcance competitividade global nessa nova economia digital.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante disso, a FecomercioSP e o Seinesp solicitaram aos deputados que o desenho do regime passe por ajustes a fim de garantir que a contrapartidas exigidas como condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para ades&amp;atilde;o ao Redata sejam ison&amp;ocirc;micas entre as diversas regi&amp;otilde;es nacionais, bem como que envolva tanto as exig&amp;ecirc;ncias relacionadas a investimentos em equipamentos quanto a aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es em pesquisa e demais obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O texto foi apresentado originalmente na MP 1.318/2025, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-seinesp-e-sindilojas-sp-defendem-protagonismo-de-sao-paulo-para-discutir-temas-relevantes-da-economia-digital?%2Fnoticia%2Ffecomerciosp-seinesp-e-sindilojas-sp-defendem-protagonismo-de-sao-paulo-para-discutir-temas-relevantes-da-economia-digital="&gt;ocasi&amp;atilde;o em que a FecomercioSP e o Seinesp tamb&amp;eacute;m se manifestaram perante o Legislativo&lt;/a&gt;. A medida provis&amp;oacute;ria, cuja vig&amp;ecirc;ncia se encerra no pr&amp;oacute;ximo dia 25 de fevereiro, deve ganhar prioridade na pauta do Congresso Nacional nos pr&amp;oacute;ximos dias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Potencial energ&amp;eacute;tico e impacto econ&amp;ocirc;mico do regime&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Brasil det&amp;eacute;m uma matriz energ&amp;eacute;tica cerca de 90% limpa e disp&amp;otilde;e de aproximadamente 15 GW de energia excedente &amp;mdash; condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o rara no cen&amp;aacute;rio internacional, que torna esse momento uma oportunidade hist&amp;oacute;rica para o Pa&amp;iacute;s.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Redata exige que as empresas beneficiadas invistam ao menos 2% em pesquisa e desenvolvimento em territ&amp;oacute;rio nacional, o que pode mobilizar entre R$ 3,4 bilh&amp;otilde;es e R$ 5,4 bilh&amp;otilde;es em inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao longo de dez anos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse movimento contribuiria para o fortalecimento das cadeias produtivas, o est&amp;iacute;mulo a centros de pesquisa e a atra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empresas de tecnologia e engenharia nacional avan&amp;ccedil;ada, podendo gerar entre 8 e 13 GW adicionais de capacidade de processamento. Dessa forma, o poder computacional dispon&amp;iacute;vel nacional dobraria, reduzindo a depend&amp;ecirc;ncia de provedores internacionais.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 18 Feb 2026 14:25:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP alerta sobre riscos de regulação excessiva da IA em debate da Meta]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-alerta-sobre-riscos-de-regulacao-excessiva-da-ia-em-debate-da-meta</link><description>&lt;![CDATA[Em encontro na Casa Melhoramentos, Ivo Dall’Acqua Júnior, presidente em exercício da Entidade defende equilíbrio no Marco Legal da Inteligência Artificial e destaca ganhos em programas de capacitação]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O avanço da digitalização nas Pequenas e Médias Empresas (PMEs) colocou a Inteligência Artificial (IA) no centro do debate sobre competitividade. Esse foi o tom do encontro promovido pela Meta, em São Paulo, que reuniu lideranças do Comércio, autoridades e empreendedores comprometidos com o fortalecimento do ecossistema de PMEs.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O presidente em exercício da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, &lt;a href="https://www.instagram.com/ivodallacqua.oficial/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Ivo Dall’Acqua Júnior&lt;/a&gt;, participou da mesa-redonda do evento que faz parte do programa Potencialize com a Meta, destacando o papel estratégico da tecnologia para impulsionar negócios e ampliar oportunidades de crescimento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a sua fala, Dr. Ivo lembrou resultados concretos das iniciativas de qualificação apoiadas pela Federação. Segundo ele, “as pequenas empresas que participaram desse tipo de qualificação tiveram um aumento de faturamento da ordem de 12,6%”. O dado reforça o impacto direto da capacitação no desempenho dos empreendedores, especialmente em um cenário em que muitos ainda lidam com barreiras para adotar ferramentas digitais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[EXIBIR_GALERIA_DA_NOTICIA]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Desafios urgentes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar dos avanços, o presidente em exercício da FecomercioSP observou que o nível de domínio das novas tecnologias permanece baixo entre os pequenos negócios. “Apenas 6% têm um conhecimento e informação num nível que possamos considerar satisfatório da Inteligência Artificial. É muito pouco ainda e a gente precisa multiplicar”, afirmou. Para ele, informação é o principal ativo de transformação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao discutir o ambiente regulatório, Dr. Ivo chamou atenção para o risco de legislações restritivas comprometerem a inovação. “O excesso de regulação poderá impedir o crescimento da utilização dessas e das demais ferramentas digitais que estão surgindo e que surgirão”, advertiu. O tema tem sido acompanhado de perto pela FecomercioSP, que defende um marco legal equilibrado, capaz de organizar responsabilidades sem inibir a modernização dos negócios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Regulação global&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dr. Ivo também compartilhou sua experiência nas conferências da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ocasiões em que o debate sobre plataformas digitais expôs visões divergentes entre os países. Ele relatou a resistência de diversas nações em acelerar regulações sem clareza sobre seus reflexos. “Não podemos fazer nada de forma acelerada e açodada, não sabemos o que virá”, afirmou, citando o posicionamento firme de Estados Unidos, China e Índia para evitar medidas precipitadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A fala ressaltou a necessidade de diálogo contínuo entre setor privado e Poder Público. Para o presidente, regular mal pode significar atrasar economias inteiras.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Novas gerações&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dr. Ivo ainda citou iniciativas de estímulo ao empreendedorismo promovidas pela rede do Senac, que revelam o potencial da juventude brasileira para inovar. Ele destacou que os projetos mais recentes apresentados pelos alunos já nasceram fundamentados na digitalização e na IA. De acordo com ele, essa geração “não tem medo de perguntar, não tem medo de tentar, não tem medo de explicitar aquilo que sonha — e, por isso, acontece”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A presença da FecomercioSP no encontro salientou o compromisso da Entidade com o futuro do Varejo e a construção de políticas públicas que favoreçam a modernização, a competitividade e o desenvolvimento sustentável das empresas brasileiras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Post Instagram&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em um ambiente em que novas tecnologias surgem a cada semana, o desafio das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) brasileiras não está só em acompanhar a inovação, mas em garantir condições para que ela aconteça de forma contínua, sem freios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante o encontro Potencialize com a Meta, o presidente em exercício da FecomercioSP,&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Ivo Dall’Acqua Júnior, reforçou que conhecimento é o primeiro passo para destravar oportunidades. “Informação é tesouro”, disse, ao destacar o impacto das iniciativas de capacitação apoiadas pela Entidade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ele alertou ainda para os riscos de uma regulação excessivamente rígida da Inteligência Artificial (IA), que pode frear avanços fundamentais num momento em que o Varejo já vive profundas transformações.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP defende um marco legal moderno, que estimule inovação e proteja direitos sem impedir o uso de ferramentas essenciais para a competitividade das PMEs. Dessa forma, a Entidade segue presente nos debates que moldam o futuro, sempre com foco em inovação, formação empreendedora e competitividade.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 05 Dec 2025 17:20:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Para especialistas, Brasil está bem posicionado na corrida para atrair datacenters, mas precisa fazer a ‘lição de casa’]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/para-especialistas-brasil-esta-bem-posicionado-na-corrida-para-atrair-datacenters-mas-precisa-fazer-a-licao-de-casa</link><description>&lt;![CDATA[Segurança jurídica, previsibilidade e redução de custos ainda são entraves para atrair investimentos e exportar serviços digitais]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Em um mundo cada vez mais digitalizado, a infraestrutura necessária para dar conta da enorme quantidade de processamento e armazenamento de dados tornou-se uma das principais vantagens competitivas na disputa por soberania digital e influência geopolítica. Na visão de especialistas reunidos pelo &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/public/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inovação&lt;/a&gt;, da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, o Brasil tem, diante de si, uma grande janela de oportunidade não apenas para suprir a demanda interna, como também para se tornar um polo de exportação de serviços digitais e de datacenters.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As razões para isso passam, principalmente, pelo excedente de energia disponível e pela matriz energética majoritariamente limpa. Ainda assim, aumentar a segurança jurídica, acabar com a guerra fiscal, reduzir custos, incentivar a &amp;nbsp;Indústria nacional e oferecer um ambiente econômico mais atrativo para investimentos permanecem dificultando que o Brasil consiga aproveitar as próprias vantagens.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Disputa global por datacenters&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com o presidente do conselho, Andriei Gutierrez, o mundo está numa corrida por capacidade para instalar datacenters, e o &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-seinesp-e-sindilojas-sp-defendem-protagonismo-de-sao-paulo-para-discutir-temas-relevantes-da-economia-digital"&gt;País precisa aproveitar esse momento&lt;/a&gt;. “Não há para onde o Brasil correr senão investir em infraestrutura digital”, afirma. Ele destacou que as empresas nacionais vão, cada vez mais, se digitalizar, o que exigirá a ampliação dessas estruturas. “Isso é estratégico para o País, para as nossas empresas, e ainda tem esse &lt;strong&gt;plus&lt;/strong&gt;, que é a possibilidade de exportar datacenters e serviços de processamento”, explicou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto países como os Estados Unidos — que lideram o número desses centros no mundo — lidam com problemas para avançar por terem pouco excedente de energia e uma matriz composta por apenas 24% de fontes renováveis, o Brasil se destaca com sobra de energia e matriz limpa, o que se torna um ativo estratégico diante da busca por sustentabilidade. “Nós somos um dos poucos países do planeta em que a questão é o excesso de energia, e não a falta”, lembrou o assessor especial do Ministério da Fazenda, Igor Marchesini, ao ressaltar que o Brasil tem “quase 15 GW de excesso de energia no &lt;strong&gt;grid&lt;/strong&gt;”, além de uma matriz 90% limpa “que não tem paralelo no mundo”. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, embora tenha as condições naturais e energéticas para sair na frente nessa corrida, Luciano Fialho, vice-presidente sênior de Expansão da Scala Data Centers lembrou que os investimentos só virão se houver viabilidade. Isso significa tornar o ambiente de negócios estável, eficaz e com regras claras em relação a proteção de dados, Inteligência Artificial (IA) e sistema tributário.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A expectativa é que os investimentos mundiais necessários para atender à demanda por capacidade de datacenters estimulada pela IA deva ficar entre US$ 3 trilhões e US$ 8 trilhões até 2030. No caso do Brasil, explicou Fialho, em até cinco anos, estima-se que o País precise triplicar ou quadriplicar esse mercado. Em outras palavras, se hoje consegue processar cerca de 800 MW, nesse período, deverá precisar de 2,5 a 3 GW, o que exigirá investimentos massivos. “O Brasil precisa fazer a lição de casa”, afirmou o vice-presidente, ao defender políticas públicas que garantam os meios para o País trilhar esse caminho.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O peso do ICMS nas operações com datacenter&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Executivo, a ideia é que haja um esforço dentro do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para reunir secretarias estaduais e discutir a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Hoje, o tributo tem peso relevante sobre os custos de operação de datacenters no Brasil. Além disso, se autorizado pelo Confaz, cada Estado pode decidir se concede ou retira incentivos de ICMS — muitas vezes de forma repentina. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa instabilidade dificulta o planejamento das empresas e compromete investimentos, já que não é possível prever se os incentivos vigentes permanecerão no futuro, o que inviabiliza aportes bilionários e de longo prazo, como são os casos envolvendo essas infraestruturas. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Marchesini enfatizou que, embora a Reforma Tributária permita a desoneração de investimentos, exportações e cadeias intermediárias,&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;além de racionalizar a tributação, a instabilidade envolvendo o ICMS deve perdurar até a conclusão da transição para o novo regime. Por isso, a ideia é criar um acordo no Confaz que uniformize regras e ofereça mais segurança e previsibilidade às empresas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o assessor,&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;a disputa dos Estados não deverá se dar na guerra fiscal entre quem conseguirá mais isenção de impostos, mas por quem reúne as condições mais favoráveis para esses investimentos. “Essa briga será para ver quem tem a melhor infraestrutura, quem consegue o licenciamento mais rápido, quem tem o programa de mão de obra qualificada para que esse negócio consiga sair do papel com mais celeridade”, explicou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Indústria nacional e soberania digital&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O presidente do Sindicato de Empresas de Internet do Estado de São Paulo (Seinesp), José Janone Júnior, observou, porém, que, ainda o governo espere que a Reforma Tributária melhore as condições de aquisição de equipamentos e de compensações tributárias, a preocupação com a indústria nacional de programação e aplicações continua.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Provedores de serviços e aplicações de internet não têm condições tributárias para competir com as empresas internacionais”, explica. “No Estado de São Paulo, nós temos a infraestrutura, mas não os incentivos necessários.” De acordo com o presidente do Seinesp, os negócios brasileiros têm capacidade, mas necessitam de apoio. “O problema é que fica inviável construir a roda sabendo que é mais fácil comprá-la lá fora”, explicou. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na mesma linha, o vice-presidente sênior de Expansão da Scala Data Centers chamou a atenção para os custos nacionais: “Em tese, é mais barato processar e armazenar dados nos Estados Unidos, que está longe, do que no Brasil”, comentou. Fialho afirmou que os maiores provedores de infraestrutura de nuvem são a AWS, da Amazon, que detém cerca de 33% do mercado; a Azure, da Microsoft, com participação entre 24% e 26%; e a Google Cloud, entre 15% e 18%. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A fatia que essas empresas ocupam no mercado desnuda a dependência nacional dos serviços digitais estrangeiros e os riscos para a soberania digital. Para o especialista, trazer os dados dos brasileiros, e das empresas nacionais, para serem processados dentro do território é uma questão fundamental para evitar que, em casos de falhas ou incidentes, seja necessário recorrer às companhias estrangeiras — ou à Justiça — para resolver o impasse.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Redata: regime especial quer atrair investimentos&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Publicada em setembro como Medida Provisória (MP) 1.318, o Redata é um programa do Executivo que cria um regime especial de tributação para serviços de datacenter no Brasil. A expectativa do governo é justamente melhorar as condições para investimentos, ampliar a capacidade digital e reduzir a dependência de serviços de outros países.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O programa prevê a isenção de PIS/Pasep, Cofins e IPI na aquisição de equipamentos de TIC, importados ou produzidos no Brasil, destinados a implantação, ampliação e manutenção de datacenters. Em contrapartida, as empresas deverão destinar 2% do valor dos produtos adquiridos, nacionais ou importados, em investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ademais, os negócios beneficiados pelo Redata terão de disponibilizar, no mínimo, 10% da capacidade de processamento, armazenagem e tratamento de dados para o mercado nacional. O projeto também estabelece critérios de sustentabilidade, como uso de energia limpa e padrões de eficiência hídrica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Gutierrez frisou que, considerando as estimativas mais conservadoras, com o programa, o Brasil poderia atrair 8 GW adicionais de capacidade de processamento e armazenamento de dados. Pela regra de destinar 10% ao mercado nacional, isso adicionaria 800 MW ao potencial brasileiro. “Em dez anos, dobraríamos nossa capacidade de processamento só para o mercado interno”, explicou, sobre os efeitos do regime. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Levando-se em conta valores médios de investimento por megawatt e a exigência de injetar 2% do montante em Pesquisa e Inovação (P&amp;amp;D), ele salientou ainda que esse movimento poderia gerar um impacto de R$ 3,4 bilhões nessas atividades em uma década. Já considerando um cenário ainda mais otimista, com o Brasil conseguindo atrair 13 GW, esse valor poderia chegar a R$ 5,4 bilhões. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além dos reflexos para o mercado interno, frente à materialização do projeto, o Brasil pode atrair empresas interessadas em explorar essa capacidade computacional, além de cientistas, startups e centros de desenvolvimento, explicou Marchesini. O regime, apesar de valer para todo o território nacional, para empreendimentos instalados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, prevê uma redução de 20% nas obrigações exigidas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tramitação e próximos passos&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para que seja convertido em lei e seus efeitos tributários comecem a valer já no ano que vem, o Redata precisa ser aprovado ainda neste ano no Congresso, em razão do princípio da anterioridade tributária. No Projeto de Lei Orçamentário Anual (PLOA) 2026, o governo reservou R$ 5,2 bilhões para o programa. Outra etapa necessária é a regulamentação do regime.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com Marchesini, hoje, existe uma articulação entre o Ministério da Fazenda e o relator do &lt;a href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/12/lei-de-ia-avanca-no-senado-com-previsao-de-remuneracao-de-direitos-autorais.shtml"&gt;projeto do marco legal da IA&lt;/a&gt;, deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP/PB), para integrar os dois temas — já que o relator tem interesse em incluir a MP no parecer sobre IA. A expectativa do governo e do relator é que a votação ocorra antes do recesso de fim de ano.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para acessar os incentivos do programa, as empresas deverão se registrar no site da Receita Federal. Segundo o representante do Ministério da Fazenda, a perspectiva é que o sistema para cadastramento esteja disponível a partir da segunda quinzena de dezembro. O programa será aberto a qualquer negócio — grande, pequeno, nacional ou internacional —, desde que cumpra todas as regras estabelecidas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 28 Nov 2025 15:41:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Entregas mais rápidas: como a Inteligência Artificial aplicada à logística pode aumentar a eficiência do varejo na Black Friday]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/entregas-mais-rapidas-como-a-inteligencia-artificial-aplicada-a-logistica-pode-aumentar-a-eficiencia-do-varejo-na-black-friday</link><description>&lt;![CDATA[Com a aproximação do período mais importante para as vendas no setor, tecnologia serve como aliada das PMEs, diminuindo custos e fidelizando clientes]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O crescimento do e-commerce trouxe a Logística para o centro das atenções no varejo. Hoje, a gestão de fluxos é um dos pilares mais estratégicos do setor — e, por isso, investir na área é fundamental. Nesse contexto, a Inteligência Artificial (IA) surge como uma aliada para Pequenas e Médias Empresas (PMEs) entregarem mais rápido, com menos custos e mais satisfação dos clientes, especialmente durante um dos períodos mais estratégicos para o Comércio: a Black Friday.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com o &lt;a href="https://www.loggi.com/mapa-da-logistica/?utm_source=parceiro&amp;utm_medium=ebr&amp;utm_campaign=ed3_publieditorial"&gt;Mapa da Logística, divulgado pela Loggi&lt;/a&gt;, relativo ao terceiro trimestre deste ano, São Paulo é um dos cinco Estados que devem apresentar o maior envio de pedidos via e-commerce durante a data. O dado mostra a importância das compras virtuais na Black Friday e de adotar uma entrega eficiente para atender clientes cada vez mais exigentes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;“Hoje, o esforço do empreendedor não se limita a vender o produto. É preciso acompanhar todo o processo, já que a logística é decisiva para preservar a reputação do negócio e garantir credibilidade, principalmente nessas ocasiões”, explica Kelly Carvalho, economista e assessora técnica do Conselho de Economia Digital e Inovação da &lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;IA expande a eficiência logística&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A boa notícia é que garantir essa eficiência não exige infraestrutura própria complexa ou grandes investimentos. Plataformas de logística com soluções integradas de IA permitem automatizar tarefas, otimizar rotas e reduzir custos e tempo. Algoritmos calculam itinerários mais curtos e agrupam entregas por região, considerando variáveis como trânsito e clima, além de permitirem rastreabilidade em tempo real e a substituição de etapas manuais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Escalabilidade e redução de custos&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra vantagem é que, ao fazer parcerias com plataformas digitais, as PMEs podem expandir sem aumentar a frota própria ou contratar grandes equipes, ajustando os custos conforme o crescimento do negócio. Dentre os principais benefícios, destacam-se aumento da produtividade, redução de custos e manutenção da competividade, além de escalabilidade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Experiência do cliente e reputação&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A conquista e a fidelização de consumidores também são favorecidas ao oferecerem experiências alinhadas com as expectativas atuais do mercado. De acordo com estimativas, o ideal é manter, pelo menos, 95% dos pedidos entregues dentro do prazo prometido. Atrasos frequentes reduzem a taxa de recompra e aumentam custos com suporte. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“No e-commerce, rapidez, previsibilidade e rastreio em tempo real já superaram o preço como principal fator de compra. Hoje, essas variáveis fazem parte do valor do produto e melhoram a experiência”, afirma Kelly. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sustentabilidade&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A IA também traz ganhos de sustentabilidade. O uso da tecnologia evita rotas desnecessárias, bem como reduz quilômetros rodados, consumo de combustível, porcentual de reentregas e, consequentemente, a emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE). &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Logística Reversa&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além disso, alguns contratos com operadores logísticos também possibilitam gerar códigos de postagem para que o cliente devolva produtos em pontos de atendimento credenciados ou pelo agendamento de coleta domiciliar, facilitando as devoluções após a Black Friday e evitando a insatisfação dos clientes, além de garantir o cumprimento do Código de Defesa do Consumidor (CDC). &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pontos de atenção e conformidade&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar dos impactos positivos, é importante que os empreendedores estejam atentos às opções de contratos com as plataformas digitais, escolhendo aquela que mais se adapta às necessidades do negócio, além de observarem o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Isso porque, mesmo ao terceirizar serviços de entrega, a empresa continua responsável pelos dados pessoais dos clientes. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra medida importante é observar as métricas e os indicadores, principalmente quanto à satisfação dos clientes, ajustando planos e estratégias de acordo com as necessidades identificadas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;E-book IA aplicada à logística para PMEs&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para apoiar as PMEs nessas questões, além de entender o funcionamento das plataformas baseadas em IA, o Conselho de Economia Digital e Inovação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) preparou o e-book &lt;strong&gt;Inteligência Artificial Aplicada à Logística para PMEs do Varejo&lt;/strong&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O material reúne informações, boas práticas e estratégias, além de um guia de implementação que ajuda os negócios a adotarem soluções de IA na logística, com foco em eficiência operacional, competitividade e crescimento sustentável. &lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/conteudos/e-books/entregas-mais-rapidas-como-a-inteligencia-artificial-aplicada-a-logistica-pode-aumentar-eficiencia-do-varejo-na-black-friday/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Acesse o Lab FecomercioSP e leia o e-book!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 17 Nov 2025 15:28:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[No Senado, coalizão de entidades entrega contribuições para aprimorar marco legal da cibersegurança]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/no-senado-coalizao-de-entidades-entrega-contribuicoes-para-aprimorar-marco-legal-da-ciberseguranca</link><description>&lt;![CDATA[Aliança, composta pela FecomercioSP e por instituições de referência em segurança cibernética, propõe criação de autoridade nacional para unificar regras e superar a fragmentação atual]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Em mais uma etapa do debate sobre o Plano Nacional de Cibersegurança, a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; participou, na última terça-feira (4), de audiência da Frente Parlamentar do Senado para entregar, em mãos, as contribuições de aperfeiçoamento ao projeto e reforçar a importância da construção colaborativa do marco legal.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Projeto de Lei (PL) 4.752/2025, que institui a regulação, de autoria do senador Esperidião Amin (PP/SC), resulta da consolidação de diversas sugestões colhidas ao longo das discussões sobre o tema. Com as contribuições reunidas, a frente inicia, agora, a etapa de definição do relator e de avanço no trâmite legislativo. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na ocasião, a FecomercioSP apresentou um conjunto de princípios defendidos pela Aliança Multissetorial pela Cibersegurança Nacional — movimento liderado pelo Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime (INCC) do qual a Entidade faz parte, ao lado de instituições de referência em cibersegurança no Brasil e de representantes de diversos setores da economia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Pessoalmente, eu li grandes contribuições. Em nome da frente parlamentar, enalteço especialmente a da Aliança Multissetorial pela Cibersegurança Nacional, fundamental para a construção do marco legal”, destacou o senador Amin, presidente da frente. O parlamentar já &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/a-economia-invisivel-dos-ataques-ciberneticos-e-o-custo-da-inercia"&gt;participou de encontros promovidos pela&amp;nbsp;FecomercioSP&lt;/a&gt;, que vem reunindo autoridades e especialistas para fortalecer o diálogo e o pacto pela segurança cibernética. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda estiveram presentes na reunião o secretário de Segurança da Informação e Cibernética do governo federal, André Luiz Molina, os senadores Jorge Seif (PL/SC) e Hamilton Mourão (Republicanos/RS), entre outros.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também na audiência, Rony Vainzof, consultor de proteção de dados da Federação e Conselheiro Titular do Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber), entende que “este é o momento fundamental para discutir o assunto no Brasil. O País é um dos principais alvos de ataques cibernéticos e fraudes digitais do mundo, vivendo um paradoxo: enquanto lidera em inovação e incorpora soluções digitais avançadas, também se torna alvo e está cada vez mais exposto a ataques cibernéticos. Em um período de pouco mais de uma década, as preocupações envolvendo crimes cibernéticos no País cresceram substancialmente, na medida em que as empresas se tornaram alvo sem contar com proteção necessária — tanto dos pontos de vista prático quanto de uma regulação efetiva”, frisou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De forma geral, a mensagem do debate foi a necessidade não apenas de preencher as lacunas do ordenamento jurídico nacional, mas também de estabelecer diretrizes e mecanismos de cooperação voltados para a segurança e a proteção das infraestruturas críticas. “O marco normativo representa um passo estratégico para o País no fortalecimento da resiliência digital, e as contribuições recebidas refletem a relevância desse objetivo”, ponderou o contra-almirante Marcelo do Nascimento Marcelino, chefe do Centro de Operações Cibernéticas da Marinha do Brasil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federação ainda entregou às autoridades e lideranças um decálogo com as dez diretrizes que devem nortear as políticas públicas nacionais de cibersegurança. &lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/72ff6ca1be9e263fdedc9d28989c41230478d427.pdf"&gt;Saiba mais!&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Confira as propostas da coalizão pela cibersegurança&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O relatório &lt;strong&gt;Contribuições para o Marco Legal da Cibersegurança&lt;/strong&gt; defende a criação urgente de uma autoridade nacional de cibersegurança que supere a fragmentação atual das normas brasileiras e estabeleça um sistema integrado de governança, cooperação e proteção digital. O texto parte do diagnóstico de que o Brasil, apesar de avanços como o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), ainda carece de um instrumento legal abrangente que defina responsabilidades, garanta coordenação institucional e fortaleça a defesa contra ataques cibernéticos — que já comprometem a economia, a soberania e os direitos dos cidadãos. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“A ausência de um marco legal da cibersegurança gera lacunas operacionais, insegurança jurídica e fragmentação institucional. A inexistência de uma lei que estruture a governança nacional da cibersegurança dificulta a definição de responsabilidades, enfraquece a capacidade de resposta a incidentes, reduz a efetividade dos investimentos públicos e privados em proteção digital e compromete a capacidade brasileira de negociar e cooperar internacionalmente com credibilidade”, enfatiza o grupo de entidades.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta é inspirada em modelos internacionais (como os dos Estados Unidos, do Reino Unido, da União Europeia, do Chile, de Singapura e de Israel) e sugere um marco normativo técnico e democrático, amparado em princípios de proporcionalidade, neutralidade tecnológica, cooperação interinstitucional e integração com regras setoriais já existentes. O texto ressalta que a nova lei deve evitar sobreposição regulatória, valorizar a competência de autoridades atuantes (como Banco Central e ANPD) e harmonizar o sistema jurídico, oferecendo segurança regulatória e previsibilidade. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O relatório propõe oito pilares estratégicos para sustentar o marco:&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;governança nacional;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;proteção de direitos e apoio a vulneráveis;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;educação e cultura cibernéticas;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;inovação e competitividade;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;proteção de infraestruturas críticas;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;modernização do sistema penal;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;cooperações federativa e internacional;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;regulação proporcional com incentivos.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Também destaca a necessidade de prazos transitórios e apoio técnico para que pequenas empresas e órgãos públicos possam se adaptar gradualmente às novas exigências. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O documento é um chamado à união entre Poder Público, setor privado, academia e sociedade civil para construir um arcabouço legal capaz de fortalecer a resiliência digital e a soberania tecnológica do Brasil, transformando o marco legal da cibersegurança em um instrumento prático, equilibrado e inclusivo. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Só uma coalizão ampla e tecnicamente qualificada permitirá transformar o marco em capacidade concreta de defesa, proteção de direitos e promoção da maturidade digital do Brasil”, concluem as entidades.&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/5db3d440ecdea99ac37272d1b8de2a05ae12bd7e.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;Confira o documento na íntegra!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Aliança Multissetorial pela Cibersegurança é idealizada pelo Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime (INCC) e composta pelas seguintes instituições:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Associação Catarinense de Tecnologia (Acate)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Associação Nacional das Vítimas de Internet (Anvint)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Confederação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Federação Brasileira de Bancos (Febraban)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Federação Nacional das Empresas de Informática (Fenainfo)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Global Anti-Scam Alliance (Gasa)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Instituto Peck de Cidadania Digital (IPCD)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 07 Nov 2025 15:29:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Conciliar desenvolvimento tecnológico e proteção de direitos: o desafio do Brasil para avançar na transformação digital]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/conciliar-desenvolvimento-tecnologico-e-protecao-de-direitos-o-desafio-do-brasil-para-avancar-na-transformacao-digital</link><description>&lt;![CDATA[Com participação da FecomercioSP, Seminário do Fórum Empresarial LGPD debateu os impasses da regulamentação da IA, da cibersegurança e da proteção de dados sem comprometer a inovação]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A competitividade das empresas depende cada vez mais do uso intensivo de dados e de tecnologia, ativos que se tornaram essenciais para viabilizar negócios. Nesse cenário, proliferam questões tanto regulatórias como operacionais. Hoje, conciliar proteção de dados, uso da Inteligência Artificial (IA) e cibersegurança se tornou estratégico para empresas e governos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Rony Vainzof, secretário-executivo do Fórum LGPD e consultor de proteção de dados da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, afirma que sem considerar esses três quesitos é impossível falar em transformação digital. Consequentemente, não se pode deixar de lado o cuidado na hora de regulamentar novas tecnologias.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“A segurança jurídica é basilar para o desenvolvimento econômico, a inovação e defesa dos direitos fundamentais no ecossistema digital cada vez mais complexo. Qualquer visão restritiva, seja sobre a perspectiva de regulamentação, seja sobre a interpretação em casos de fiscalização da Lei Geral de Proteção de Dados, tem de ser vista com muita cautela”, afirmou, durante o seminário &lt;strong&gt;Privacidade, IA &amp;amp; Cibersegurança — Conciliando Proteção e Inovação&lt;/strong&gt;, realizado na última terça-feira (4) pelo Fórum Empresarial LGPD, com apoio da FecomercioSP.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além da Federação, o evento reuniu representantes da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), da Associação Nacional de Bureaus de Informação (Anbi), da Conexis Brasil Digital e da Associação Brasileira de Segurança Cibernética (Abraseci), além de integrantes da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Ministério da Justiça (MJ).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Reforçando o aspecto levantado por Vainzof, o presidente da Abes e do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia e Inovação&lt;/a&gt;da FecomercioSP, Andriei Gutierrez, chamou a atenção para o fato de que temas como IA e cibersegurança vão impactar — e já estão impactando — todas as empresas. Ele &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/regulacao-da-ia-setor-produtivo-quer-mais-equilibrio-entre-protecao-de-direitos-e-incentivo-a-inovacao-1"&gt;defendeu equilíbrio para que exigências de conformidade não tornem as operações das companhias ainda mais onerosas&lt;/a&gt;. “Dependendo da carga regulatória ou da ausência de políticas públicas, nós vamos perder o bonde da competitividade e da inovação”, ressaltou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o setor empresarial, o Brasil só conseguirá avançar economicamente se alinhar o desenvolvimento tecnológico com a proteção de direitos. Isso inclui garantir &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/marco-legal-da-ia-deve-ser-construido-com-o-setor-produtivo-a-frente?%2Fnoticia%2Fmarco-legal-da-ia-deve-ser-construido-com-o-setor-produtivo-a-frente="&gt;convergência regulatória e harmonização das políticas e iniciativas ligadas à IA e à cibersegurança&lt;/a&gt;, além de assegurar uma ANPD autônoma e bem estruturada, capaz de enfrentar os múltiplos problemas do ecossistema digital e fortalecer a governança de dados no País.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sobre o tema, Vainzof ponderou que “a elevação das atribuições da ANPD oriundas do ECA Digital (Lei 15.211/2025), somada à já complexa agenda de proteção de dados pessoais, precisa ser acompanhada do fortalecimento da ANPD de forma estruturada, proporcional e sincronizada às novas demandas regulatórias”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;IA: ‘deepfakes’, direitos autorais e harmonização regulatória&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente em debate na Comissão Especial sobre Inteligência Artificial da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei (PL) 2.338/23, que trata da regulação da tecnologia, é um dos principais pontos de atenção do setor produtivo. Nesse contexto, Victor Durigan, diretor de programa no gabinete da Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República, afirmou que o governo tem buscado aprofundar o diálogo em torno do PL, reforçando o contato com o relator, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP/PB), para construir melhorias e consensos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Durigan, o objetivo do governo é consolidar um posicionamento comum, equilibrando diferentes interesses. O diretor disse que &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/para-alem-da-demonizacao-do-deepfake"&gt;&lt;strong&gt;deepfakes&lt;/strong&gt; e direitos autorais são pontos centrais na discussão&lt;/a&gt; de um marco legal para a tecnologia. Ele citou o uso desses conteúdos envolvendo processos eleitorais, saúde e questões climáticas como entraves e enfatizou que a busca é por um projeto que proteja direitos sem restringir a liberdade de expressão.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Quando o debate é poluído, quando o acesso à informação não é qualificado, quando as pessoas não conseguem chegar às informações oficiais, ter acesso aos seus direitos e aos serviços públicos, elas têm a sua liberdade de expressão ferida. Então, ao combatermos as &lt;strong&gt;fakes news&lt;/strong&gt;, e a desinformação de forma geral, estaremos defendendo a liberdade de expressão”, comentou. O diretor também destacou, referindo-se à proteção de direitos autorais, que o objetivo da Presidência é encontrar equilíbrio entre o estímulo à inovação e a proteção de direitos, já que o Brasil é um dos principais mercados da indústria criativa, o que significa que protegê-la também envolve defender uma parte relevante da economia nacional.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao comentar o tema, Vainzof, em sintonia com Durigan, frisou que a integridade da informação e o combate à desinformação são desafios globais. Ele lembrou, porém, que proibir completamente o uso de &lt;strong&gt;deepfakes&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;poderia impedir aplicações benéficas da tecnologia, como recursos de acessibilidade. Isto é, o que precisa ser combatido com força é o mau uso, e não a tecnologia em si. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O consultor da FecomercioSP também apontou a dificuldade de aplicar marca d’água para qualquer tipo de conteúdo sintético — conforme previsto no PL —, como em textos gerados artificialmente, e chamou a atenção para os direitos autorais e a possibilidade de aumento de desigualdade de acesso ao treinamento da tecnologia entre grandes e pequenas empresas. Ele ainda falou da importância de se alinhar o Marco Legal da IA com a Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o coordenador de Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital do MCTI, André Costa e Silva, a PBIA buscou exatamente essa harmonização. Silva observou, contudo, que é natural que surjam tensões entre diferentes visões, seja de fomento à inovação, seja de proteção de direitos, mas que o País têm condições de conciliar esses interesses.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Acho que o Brasil tem toda a capacidade, instituições e pessoas de altíssimo nível — no governo, na academia e nas empresas — que poderão apontar soluções que farão bem ao País e, de fato, contribuir para a visão do PBIA, que é uma IA para o bem de todos”, disse.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Com novas atribuições, ANPD demanda mais estrutura e investimentos&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A importância de fortalecer a ANPD, cujo protagonismo se torna cada vez maior em temas nacionais estruturantes, também foi destacado no evento. Com a Lei 15.211/2025, que estabelece regras para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, a agência ganhou novas competências e, agora, passará a fiscalizar e regulamentar o cumprimento da nova legislação.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A secretária-executiva eleita do Fórum LGPD (2026–2027) e representante do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Ana Paula Bialer, mostrou preocupação com o fato de que a norma exigirá adaptação das organizações e da ANPD em um curto espaço de tempo. De acordo com ela, o desafio é viabilizar o ECA digital em harmonia com as futuras diretrizes regulatórias e a realidade das empresas, já que estas terão de promover mudanças profundas sem saber quais serão as orientações da agência.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Não se trata de má vontade ou de desejo de não cumprir a lei. Trata-se de uma dificuldade operacional e concreta”, enfatizou, destacando o risco de investimentos importantes dos negócios para se adaptarem a uma conjuntura ainda de grande insegurança jurídica. Na mesma linha, Vainzof, ressaltou que o prazo de um ano, previsto anteriormente no PL, seria mais adequado para a adaptação tanto da agência quanto das empresas. “É uma lei extremamente robusta, e sua implementação está prevista para apenas seis meses de &lt;strong&gt;vacatio legis&lt;/strong&gt;, ou seja, o período até que a norma passe a valer efetivamente. Consideramos esse prazo demasiadamente curto para a implementação. Uma lei tão importante precisa ser muito bem regulamentada. Caso contrário, desprotegeremos crianças e adolescente e geraremos um cenário de insegurança jurídica para as empresas.”&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao comentar o que está por vir na Política Nacional de Proteção de Dados, o coordenador de proteção de dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Fernando de Mattos Maciel, afirmou que o Conselho Nacional de Proteção de Dados e Privacidade (CNPD), órgão consultivo da ANPD que representa a sociedade civil, o setor produtivo e o Poder Público, tem atuado em temas como tratamento de alto risco, proteção de crianças e adolescentes e interlocução com o Legislativo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ele explicou que seis Grupos de Trabalho (GTs) foram criados para subsidiar a norma, e um dos principais apontamentos foi a necessidade de consolidar a gestão institucional da agência. “Ficou nítido, todos reconhecem a importância de se fortalecer a ANPD nessa política.”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Maciel, os GTs também salientaram que a Política Nacional de Proteção de Dados deve contemplar governança e colaboração, segurança jurídica, mecanismos de conformidade, educação e cultura em proteção de dados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cibersegurança é necessidade e obstáculo para o Brasil &amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A importância de estruturar adequadamente a ANPD também se conecta à urgência de enfrentar as crescentes ameaças digitais. De acordo com dados do Fórum Nacional de Segurança, citados por Gutierrez, o faturamento do crime organizado atingiu R$ 340 bilhões. “Mais da metade já vem do crime cibernético, roubo de celular”, alertou o presidente da Abes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A gravidade do problema fica ainda mais evidente quando se observam incidentes recentes no setor público. “É um número superlativo e mostra uma pandemia envolvendo dados públicos”, afirmou Rodrigo Badaró, conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao comentar a atuação do órgão no maior incidente de vazamento de dados do Brasil, que expôs cerca de 48 milhões de chaves PIX e 17 milhões de CPFs. Ele também citou o aumento de golpes, como o do “falso advogado”, que já afetou cerca de 33 milhões de pessoas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;André Molina, secretário de segurança cibernética do Gabinete de Segurança Institucional Presidência da República (GSI), trouxe ainda outro ponto de atenção ao debate: &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/novo-decalogo-da-fecomerciosp-traz-propostas-e-alerta-para-a-necessidade-de-um-pacto-nacional-pela-ciberseguranca"&gt;a dificuldade de acesso a medidas de cibersegurança entre pequenas empresas&lt;/a&gt;. O GSI trabalha na criação de uma linha de crédito para Pequenas e Médias Empresas (PMEs), proposta defendida pela FecomercioSP, com o objetivo de ajudá-las a implementar essas medidas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O secretário também comentou a possibilidade de ter um treinamento gratuito para os negócios que adquirirem esses créditos identificarem as ações que precisam ser aplicadas. Ainda sobre os trabalhos em andamento contra o crime cibernético, ele abordou a discussão sobre a governança da cibersegurança. Atualmente, o governo estuda dar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a atribuição de regular o tema.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Molina ainda afirmou que a ideia surgiu ao considerar a capilaridade da agência, o seu sistema administrativo estruturado e os recursos que já dispõe. “Uma das coisas que eu falo é que a LGPD foi tão difícil de ser posta em prática porque faltou para nós essa cultura de segurança da informação. E deveria existir uma agência antes, ou algo semelhante, que já estabelecesse proteções de confidencialidade, integridade e disponibilidade.” Ele ressaltou que isso teria tornado mais natural para as organizações se adaptarem e entenderem o que a legislação exigia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o representante do GSI, incialmente, a ideia é a Anatel tenha como foco serviços essenciais e infraestruturas críticas, bem como suas cadeias de suplementos. A necessidade de um arcabouço institucional sólido, de estrutura para evitar a fragmentação regulatória e a sobreposição de normas, bem como de segurança jurídica e de um marco regulatório que não comprometa o dinamismo do mercado e da inovação tecnológica, também foram apontadas como questões essenciais pelo setor empresarial na esfera da regulamentação da cibersegurança. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além dos nomes citados, participaram do evento Caio Lima, sócio da VLK Advogados e consultor de proteção de dados da FecomercioSP; Marcos Ferrari, presidente-executivo da Conexis; Lorena Giuberti, diretora da ANPD; Thomaz Côrte Real, coordenador jurídico da &amp;nbsp;Abes; Fernando Ribeiro, diretor regulatório da Conexis; Rodrigo Santana, coordenador de normatização da ANPD; e Leandro Miranda, diretor jurídico da Anbi.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 07 Nov 2025 11:28:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Regulação da IA: setor produtivo quer mais equilíbrio entre proteção de direitos e incentivo à inovação ]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/regulacao-da-ia-setor-produtivo-quer-mais-equilibrio-entre-protecao-de-direitos-e-incentivo-a-inovacao</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP recebe deputados da Comissão Especial de IA para apresentar as demandas dos setores paulistas do Comércio e dos Serviços ]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Enquanto o marco regulat&amp;oacute;rio de Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) avan&amp;ccedil;a, o setor produtivo alerta para as dificuldades que uma legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o equilibrada pode trazer para o desenvolvimento do Pa&amp;iacute;s. Em evento promovido pela &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; em conjunto com a Comiss&amp;atilde;o Especial de IA da C&amp;acirc;mara dos Deputados, na &amp;uacute;ltima sexta-feira (24), representantes dos setores do Com&amp;eacute;rcio e dos Servi&amp;ccedil;os paulistas apontaram &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/equilibrio-entre-inovacao-e-responsabilidade-deve-guiar-regulacao-da-ia?%2Fnoticia%2Fequilibrio-entre-inovacao-e-responsabilidade-deve-guiar-regulacao-da-ia="&gt;a necessidade de aprimorar o Projeto de Lei (PL) 2.338/23&lt;/a&gt;, que trata da regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da IA. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O pedido &amp;eacute; que haja mais harmoniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre a necess&amp;aacute;ria prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de direitos e o incentivo &amp;agrave; inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e &amp;agrave; competitividade dos neg&amp;oacute;cios nacionais. O semin&amp;aacute;rio &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/construcao-do-marco-da-ia-e-com-o-setor-produtivo-na-lideranca"&gt;&lt;strong&gt;O Marco Regulat&amp;oacute;rio da Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial e suas Implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es para o Setor Produtivo&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;contou com a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das deputadas federais Lu&amp;iacute;sa Canziani (PSD/PR) e Adriana Ventura (Novo/SP) &amp;mdash; respectivamente, a presidente e a vice-presidente da comiss&amp;atilde;o &amp;mdash;, al&amp;eacute;m dos deputados Aguinaldo Ribeiro (PP/PB), relator do projeto, Luiz Philippe de Orleans e Bragan&amp;ccedil;a (PL/SP) e David Soares (Uni&amp;atilde;o/SP), titulares do colegiado. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O evento tamb&amp;eacute;m reuniu Samanta Santos de Oliveira, DPO do Mercado Livre, e Caroline Rocabado, Deputy DPO and Privacy Governance Lead da Dasa, bem como executivos de empresas de pequeno e m&amp;eacute;dio portes, que abordaram o uso da IA em seus empreendimentos. A principal preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do setor produtivo &amp;eacute; que a regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tecnologia acabe impondo impasses ainda maiores ao ecossistema digital, inibindo investimentos e o desenvolvimento tecnol&amp;oacute;gico.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong id="isPasted"&gt;Fique por dentro dos outros debates do semin&amp;aacute;rio&lt;br&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/construcao-do-marco-da-ia-e-com-o-setor-produtivo-na-lideranca"&gt;&lt;strong&gt;Marco legal da IA deve ser constru&amp;iacute;do com o setor produtivo &amp;agrave; frente&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/pequenas-empresas-precisam-de-flexibilidade-e-incentivo-para-aproveitar-oportunidades-da-ia"&gt;&lt;strong&gt;Pequenas empresas precisam de flexibilidade e incentivo para aproveitar oportunidades da IA&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o excessiva pode comprometer inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o na sa&amp;uacute;de&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao comentar os impactos sobre os servi&amp;ccedil;os de sa&amp;uacute;de, Caroline, da Dasa &amp;mdash; multinacional brasileira focada em medicina diagn&amp;oacute;stica &amp;mdash;, destacou que um dos temores do setor &amp;eacute; justamente o fato de o projeto classificar quase toda aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de IA na &amp;aacute;rea como de alto risco. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo ela, o texto deveria priorizar a conformidade com as normas j&amp;aacute; estabelecidas pela Ag&amp;ecirc;ncia Nacional de Vigil&amp;acirc;ncia Sanit&amp;aacute;ria (Anvisa), que classifica os riscos em quatro n&amp;iacute;veis: baixo, m&amp;eacute;dio, alto e m&amp;aacute;ximo. Da forma como est&amp;aacute;, o PL faz com que aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es hoje consideradas de pequeno risco pela Anvisa passem a ser enquadradas como de alto risco. &amp;ldquo;Isto &amp;eacute;, a carga regulat&amp;oacute;ria j&amp;aacute; est&amp;aacute; adequada pela Anvisa, e o projeto traz uma sobreposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o significativa de custos de conformidade para os setores p&amp;uacute;blico e privado na &amp;aacute;rea da Sa&amp;uacute;de&amp;rdquo;, afirmou. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m da sobreposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de normas, que imp&amp;otilde;e medidas excessivas para dispositivos e softwares de baixo e m&amp;eacute;dio riscos &amp;mdash; o que pode gerar inseguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e exigir que uma mesma tecnologia cumpra duas metodologias diferentes &amp;mdash;, o projeto tamb&amp;eacute;m imp&amp;otilde;e uma extensa lista de obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es de governan&amp;ccedil;a para sistemas de alto risco. Sem uma articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o com as normas setoriais j&amp;aacute; existentes, isso pode trazer burocratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o excessiva e prejudicar o processo de inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o precisa ser pensada &amp;agrave; luz de legisla&amp;ccedil;&amp;otilde;es j&amp;aacute; existentes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Rony Vainzof, consultor de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados da FecomercioSP, pontuou que a regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; inimiga da inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas se n&amp;atilde;o for realizada com a cautela e a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rias, pode compromet&amp;ecirc;-la. De acordo com o especialista, &amp;eacute; preciso ponderar quais riscos a ferramenta traz que j&amp;aacute; n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o contemplados nas legisla&amp;ccedil;&amp;otilde;es existentes. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Esse &amp;eacute; um ponto muito relevante, porque, se estamos falando de rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de consumo, temos o C&amp;oacute;digo de Defesa do Consumidor. Se n&amp;atilde;o &amp;eacute; rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de consumo, aplica-se o C&amp;oacute;digo Civil. Se diz respeito a dados pessoais, h&amp;aacute; a Lei Geral de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Dados&amp;rdquo;, comentou. &amp;ldquo;Qual &amp;eacute; o grande risco que a IA traz que n&amp;atilde;o est&amp;aacute; contemplado e n&amp;atilde;o pode ser estressado nas legisla&amp;ccedil;&amp;otilde;es e nos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os competentes?&amp;rdquo;, provocou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A deputada Adriana reconheceu a necessidade de cautela ao desenvolver um marco regulat&amp;oacute;rio que afete o setor. &amp;ldquo;Precisamos ser muito cuidadosos na hora de regulamentar, porque isso pode atrapalhar a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o na Sa&amp;uacute;de &amp;mdash; que &amp;eacute; a maneira de tornar o SUS sustent&amp;aacute;vel&amp;rdquo;, disse. &amp;ldquo;Est&amp;aacute; faltando a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de quem faz na ponta&amp;rdquo;, observou, destacando a import&amp;acirc;ncia de incluir essas pessoas no processo para ponderar e avaliar o que &amp;eacute; (ou n&amp;atilde;o) poss&amp;iacute;vel fazer.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cautela e mais debate&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Adriana tamb&amp;eacute;m lembrou da import&amp;acirc;ncia do amadurecimento das discuss&amp;otilde;es, lembrando que, no Brasil, o di&amp;aacute;logo sobre o tema acontece h&amp;aacute;, pelo menos, dois anos. &amp;ldquo;A Uni&amp;atilde;o Europeia fez e depois voltou atr&amp;aacute;s, mas ficou tr&amp;ecirc;s, quatro anos ouvindo as pessoas. N&amp;atilde;o d&amp;aacute; para regular assim&amp;rdquo;, afirmou.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vainzof refor&amp;ccedil;ou que o projeto atual &amp;nbsp;pode ser aprimorado. &amp;ldquo;Ainda existem pontos de melhoria&amp;rdquo;, comentou, apontando as obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es previstas em aspectos como treinamento da tecnologia, direitos autorais e transpar&amp;ecirc;ncia, al&amp;eacute;m da exig&amp;ecirc;ncia de supervis&amp;atilde;o e revis&amp;atilde;o humanas. O consultor da FecomercioSP ainda afirmou que a C&amp;acirc;mara tem uma grande responsabilidade ao ouvir as sugest&amp;otilde;es do setor produtivo e garantir prazo h&amp;aacute;bil para que as modifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es no texto do projeto possam ser devidamente estudadas. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Sabemos que haver&amp;aacute; modifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es na proposta. Esse &amp;eacute; o papel da comiss&amp;atilde;o, mas cada modifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, quando envolver a regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma tecnologia, precisa ser muito bem ponderada. N&amp;oacute;s necessitaremos de prazo para avaliar essas mudan&amp;ccedil;as, porque podem causar reflexos importantes.&amp;rdquo;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uso da IA torna medicina mais precisa e eficiente&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na &amp;aacute;rea da Sa&amp;uacute;de, a tecnologia tem sido usada para tornar a medicina mais preditiva, preventiva e personalizada. Alguns exemplos s&amp;atilde;o as aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es para leituras de pedidos m&amp;eacute;dicos (com precis&amp;atilde;o de 76%) e automa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de exames e an&amp;aacute;lises cl&amp;iacute;nicas (com aumento de 12% na produtividade), al&amp;eacute;m de revis&amp;atilde;o de laudos, aceleradores de resson&amp;acirc;ncia magn&amp;eacute;tica e uso aplicado em pesquisas de doen&amp;ccedil;as raras, trazendo mais precis&amp;atilde;o diagn&amp;oacute;stica e efici&amp;ecirc;ncia operacional. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Rob&amp;ocirc;s realizam tarefas como coletas de amostras, prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de reagentes e transporte de materiais, reduzindo erros humanos e liberando os profissionais para atividades menos repetitivas e mais anal&amp;iacute;ticas. Com isso, tamb&amp;eacute;m se ganha tempo, melhora-se a qualidade dos diagn&amp;oacute;sticos e gera-se mais efic&amp;aacute;cia na gest&amp;atilde;o dos recursos. Tudo isso sem impactar a autonomia do m&amp;eacute;dico e trazendo mais conforto ao paciente. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;N&amp;oacute;s temos a maior esteira de processamento de exames da Am&amp;eacute;rica Latina. E para garantirmos esse processamento, precisamos automatizar&amp;rdquo;, explicou a representante da Dasa. &amp;ldquo;Sem automa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;eacute; muito dif&amp;iacute;cil garantir efici&amp;ecirc;ncia, qualidade e padroniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, completou. A empresa, que realiza 470 milh&amp;otilde;es de exames ao ano, tem mais de 13 milh&amp;otilde;es de usu&amp;aacute;rios e 25 milh&amp;otilde;es de pacientes atendidos por ano.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uso da IA nas MPEs&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m participaram do evento representantes da FecomercioSP, como o presidente em exerc&amp;iacute;cio da Entidade, &lt;a href="https://www.instagram.com/ivodallacqua.oficial/"&gt;Ivo Dall&amp;rsquo;Acqua Junior&lt;/a&gt;; o presidente do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt;, Andriei Gutierrez; a economista e assessora t&amp;eacute;cnica Kelly Carvalho; e o s&amp;oacute;cio da VLK Advogados, Caio Lima. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao fim do encontro, Gutierrez entregou a Adriana as sugest&amp;otilde;es da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para uma regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o eficiente, segura e equilibrada da IA [confira as propostas &lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/f203aed08488b86e06c82de162b96febb0894e28.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;]. O Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m apresentou aos parlamentares &lt;strong&gt;sondagem in&amp;eacute;dita da FecomercioSP sobre o n&amp;iacute;vel de maturidade em IA nas Micro e Pequenas Empresas (MPEs)&lt;/strong&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 29 Oct 2025 11:34:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Marco legal da IA deve ser construído com o setor produtivo à frente]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/construcao-do-marco-da-ia-e-com-o-setor-produtivo-na-lideranca</link><description>&lt;![CDATA[Seminário da FecomercioSP e da Câmara dos Deputados aborda caminhos para o amadurecimento do processo regulatório, diálogo com empresas e mais!]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O Brasil n&amp;atilde;o pode repetir os erros do passado e criar regras para o uso da Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) sem a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetiva de quem movimenta a economia, segundo a deputada Adriana Ventura (Novo/SP), vice-presidente da Comiss&amp;atilde;o Especial de IA da C&amp;acirc;mara dos Deputados. &amp;ldquo;A quest&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; desenhar regras para o setor produtivo, mas desenhar com o setor produtivo&amp;rdquo;, afirmou, durante o evento promovido pela &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, na &amp;uacute;ltima sexta-feira (24), sobre o tema.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O setor produtivo precisa realmente assumir a r&amp;eacute;dea desse processo, e o Congresso est&amp;aacute; aberto para ouvir as preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, o que n&amp;atilde;o est&amp;aacute; bom e o que &amp;nbsp;precisa ser melhorado em torno da constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o do marco&amp;rdquo;, acrescentou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O semin&amp;aacute;rio &lt;strong&gt;O Marco Regulat&amp;oacute;rio da Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial e suas Implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es para o Setor Produtivo&lt;/strong&gt;, realizado em conjunto com a comiss&amp;atilde;o da C&amp;acirc;mara, al&amp;eacute;m de refor&amp;ccedil;ar o di&amp;aacute;logo entre empresas e parlamentares, p&amp;ocirc;s em pauta as estrat&amp;eacute;gias de como equilibrar inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica e seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica sem prejudicar o desenvolvimento econ&amp;ocirc;mico.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/equilibrio-entre-inovacao-e-responsabilidade-deve-guiar-regulacao-da-ia?%2Fnoticia%2Fequilibrio-entre-inovacao-e-responsabilidade-deve-guiar-regulacao-da-ia="&gt;Projeto de Lei (PL) 2.338/2023, que cria o marco legal da IA&lt;/a&gt;, tramita na C&amp;acirc;mara dos Deputados ap&amp;oacute;s a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Senado em 2024. Para o presidente do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt; da FecomercioSP, Andriei Gutierrez, o trabalho da comiss&amp;atilde;o tem sido muito importante &amp;mdash; e, neste momento, &amp;eacute; hora de buscar uma atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e um amadurecimento do texto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O posicionamento na Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sempre foi de que j&amp;aacute; existem leis e &amp;oacute;rg&amp;atilde;os regulat&amp;oacute;rios que s&amp;atilde;o &amp;uacute;teis para a IA. &amp;Eacute; preciso muito cuidado para n&amp;atilde;o se criar um novo &amp;oacute;rg&amp;atilde;o central regulador, n&amp;atilde;o se criarem mais cargas regulat&amp;oacute;rias voltadas para a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de riscos sobre todas as empresas, mas que n&amp;atilde;o trar&amp;atilde;o seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica&amp;rdquo;, enfatizou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px !important; margin-left: 0px; padding: 0px 0px 1.5em; border: 0px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-width: inherit; font-size: 16px; line-height: inherit; font-size-adjust: inherit; font-kerning: inherit; font-variant-alternates: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-numeric: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-position: inherit; font-variant-emoji: inherit; font-feature-settings: inherit; font-optical-sizing: inherit; font-variation-settings: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: none; list-style: none; font-family: "Gotham Book", sans-serif; font-weight: 400; color: rgb(56, 57, 61); outline: currentcolor; overflow-wrap: break-word; letter-spacing: normal; orphans: auto; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: auto; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px;' id="isPasted"&gt;&lt;strong id="isPasted"&gt;Fique por dentro dos outros debates do semin&amp;aacute;rio&lt;br&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px !important; margin-left: 0px; padding: 0px 0px 1.5em; border: 0px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-width: inherit; font-size: 16px; line-height: inherit; font-size-adjust: inherit; font-kerning: inherit; font-variant-alternates: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-numeric: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-position: inherit; font-variant-emoji: inherit; font-feature-settings: inherit; font-optical-sizing: inherit; font-variation-settings: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: none; list-style: none; font-family: "Gotham Book", sans-serif; font-weight: 400; color: rgb(56, 57, 61); outline: currentcolor; overflow-wrap: break-word; letter-spacing: normal; orphans: auto; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: auto; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px;'&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/regulacao-da-ia-setor-produtivo-quer-mais-equilibrio-entre-protecao-de-direitos-e-incentivo-a-inovacao" style='margin: 0px; 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font-variant-position: inherit; font-variant-emoji: inherit; font-feature-settings: inherit; font-optical-sizing: inherit; font-variation-settings: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: none; list-style: none; font-family: inherit; font-weight: bold; color: inherit; outline: currentcolor;"&gt;Regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da IA: setor produtivo quer mais equil&amp;iacute;brio entre prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de direitos e incentivo &amp;agrave; inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px !important; margin-left: 0px; padding: 0px 0px 1.5em; border: 0px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-width: inherit; font-size: 16px; line-height: inherit; font-size-adjust: inherit; font-kerning: inherit; font-variant-alternates: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-numeric: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-position: inherit; font-variant-emoji: inherit; font-feature-settings: inherit; font-optical-sizing: inherit; font-variation-settings: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: none; list-style: none; font-family: "Gotham Book", sans-serif; font-weight: 400; color: rgb(56, 57, 61); outline: currentcolor; overflow-wrap: break-word; letter-spacing: normal; orphans: auto; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: auto; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px;'&gt;&lt;a id="isPasted" href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/pequenas-empresas-precisam-de-flexibilidade-e-incentivo-para-aproveitar-oportunidades-da-ia"&gt;&lt;strong&gt;Pequenas empresas precisam de flexibilidade e incentivo para aproveitar oportunidades da IA&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Boas pr&amp;aacute;ticas e governan&amp;ccedil;a&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante o evento, o relator do projeto na C&amp;acirc;mara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP/PB), participou por videoconfer&amp;ecirc;ncia, reconhecendo a complexidade do tema e refor&amp;ccedil;ando a urg&amp;ecirc;ncia da cocria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do marco em um momento em que a fronteira tecnol&amp;oacute;gica salta no mundo todo. &amp;ldquo;Estamos colhendo sugest&amp;otilde;es para evitar um texto engessado e para que possa produzir efeitos em um ambiente favor&amp;aacute;vel &amp;agrave; inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com interlocu&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta na comiss&amp;atilde;o, a FecomercioSP tem atuado h&amp;aacute; anos para garantir que a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o supere o&amp;nbsp;dilema de outros marcos&amp;nbsp;regulat&amp;oacute;rios&amp;nbsp;recentes: a necessidade de conjugar seguran&amp;ccedil;a e inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica.&amp;nbsp;Para tanto, a norma deve focar no uso espec&amp;iacute;fico da tecnologia, e n&amp;atilde;o na ferramenta em si. &amp;ldquo;O&amp;nbsp;relat&amp;oacute;rio do senador Eduardo Gomes (PL/TO)&amp;nbsp;incorporou melhorias, muitas delas propostas por n&amp;oacute;s, como o foco nas aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es de alto risco&amp;nbsp;e&amp;nbsp;na redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es desproporcionais para usos de baixo risco.&amp;nbsp;O caminho est&amp;aacute; na proporcionalidade, uma regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o que incentive boas pr&amp;aacute;ticas&amp;nbsp;e&amp;nbsp;estimule a governan&amp;ccedil;a&amp;rdquo;, enfatizou Ivo Dall&amp;#39;Acqua J&amp;uacute;nior, presidente em exerc&amp;iacute;cio da FecomercioSP.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A deputada Lu&amp;iacute;sa Canziani (PSD/PR), presidente da Comiss&amp;atilde;o Especial de Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial na C&amp;acirc;mara dos Deputados, tamb&amp;eacute;m compartilhou essa vis&amp;atilde;o em um v&amp;iacute;deo enviado para o semin&amp;aacute;rio: &amp;ldquo;O parlamento precisa olhar com cautela e definir se a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o ser&amp;aacute; mais ou menos inovadora, al&amp;eacute;m do grau de seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica, a partir da edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o desta norma.&amp;quot;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Infraestrutura&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m da coparticipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do marco legal, &amp;eacute; essencial que o Pa&amp;iacute;s tamb&amp;eacute;m pavimente o caminho para a infraestrutura necess&amp;aacute;ria ao uso da IA. &amp;ldquo;&amp;Eacute; fundamental um ambiente que permita &amp;agrave; tecnologia se desenvolver, como a estrutura de energia, sem a qual n&amp;atilde;o conseguiremos desenvolver um ecossistema sustent&amp;aacute;vel e forte. A qualidade dos dados, e seu armazenamento, &amp;eacute; outro pilar&amp;rdquo;, sinalizou o deputado David Soares (Uni&amp;atilde;o/SP), titular da Comiss&amp;atilde;o na C&amp;acirc;mara.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nessa linha, Gutierrez advertiu que o debate sobre data centers precisa avan&amp;ccedil;ar. &amp;ldquo;O Brasil tem uma janela de nove ou dez meses para atrair investimentos nesse tipo de infraestrutura que est&amp;atilde;o em concorr&amp;ecirc;ncia no mundo inteiro, e se a gente perder essa oportunidade, n&amp;atilde;o haver&amp;aacute; volta. Em dez anos, temos condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dobrar a capacidade de processamento de data centers. Isso representa redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de custos para as nossas empresas do Com&amp;eacute;rcio varejista e o setor de Servi&amp;ccedil;os, aproveitando a IA.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;eguran&amp;ccedil;a e liberdade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto que o deputado&amp;nbsp;Soares enfatizou &amp;eacute; que&amp;nbsp;n&amp;atilde;o se deve perder de vista que o&amp;nbsp;marco legal precisa ser guiado pelo respeito &amp;agrave; liberdade. &amp;ldquo;N&amp;atilde;o podemos, de forma nenhuma, comprometer o empreendedor, aquele que est&amp;aacute; se esfor&amp;ccedil;ando para trazer empregos e, com empregos, recursos ao Pa&amp;iacute;s&amp;rdquo;, acrescentou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, como contraponto ao &amp;iacute;mpeto parlamentar pela regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragan&amp;ccedil;a (PL/SP), titular da comiss&amp;atilde;o, sintetizou o cuidado que o Congresso precisa ter diante de um segmento que ainda est&amp;aacute; nascendo. &amp;ldquo;A IA tem um potencial infinito. No contexto atual, altamente regulamentado e travado, a tecnologia vem para liberalizar v&amp;aacute;rios dos setores da economia, com inova&amp;ccedil;&amp;otilde;es que nem sequer sabemos mensurar. N&amp;atilde;o &amp;eacute; porque ainda n&amp;atilde;o temos um marco regulat&amp;oacute;rio que n&amp;atilde;o podemos inovar &amp;mdash; o risco &amp;eacute; que isso se torne um contrassenso.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da IA e efeitos pr&amp;aacute;ticos para o Com&amp;eacute;rcio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A DPO do Mercado Livre, Samanta Santos de Oliveira, destacou a relev&amp;acirc;ncia da infraestrutura digital que pavimentou o caminho de usabilidade do produto. Hoje, s&amp;atilde;o 68 milh&amp;otilde;es de usu&amp;aacute;rios ativos mensalmente, com 68 transa&amp;ccedil;&amp;otilde;es por segundo no marketplace e 459 por segundo no ambiente financeiro &amp;mdash; o que representa 13,2 bilh&amp;otilde;es de opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es em 12 meses. Segundo ela, o volume expressivo de dados e a sofistica&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica permitem sustentar um ecossistema integrado, capaz de viabilizar a entrega de mais de 2 bilh&amp;otilde;es de produtos por ano, em at&amp;eacute; 48 horas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Os n&amp;uacute;meros s&amp;atilde;o enormes. A IA &amp;eacute; uma ferramenta fundamental no processo de revis&amp;atilde;o. No nosso caso, n&amp;atilde;o &amp;eacute; humanamente poss&amp;iacute;vel supervisionar &amp;mdash; com total seguran&amp;ccedil;a, escala e confiabilidade &amp;mdash; esse volume. Portanto, a supervis&amp;atilde;o por m&amp;aacute;quina &amp;eacute; uma possibilidade, desde que esse modelo tenha a interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o humana para calibrar e medir o desempenho dos algoritmos. O melhor dos mundos &amp;eacute; a reuni&amp;atilde;o de supervis&amp;atilde;o com a revis&amp;atilde;o. O mesmo vale&amp;nbsp;contra venda de produtos proibidos pela legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, sinalizou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por outro lado, a companhia opera em um ambiente automatizado para&amp;nbsp;eliminar&amp;nbsp;os erros operacionais, garantindo a integridade e a sa&amp;uacute;de e protegendo o trabalhador. &amp;ldquo;Automa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e IA s&amp;atilde;o coisas distintas. Essa &amp;eacute; uma diferen&amp;ccedil;a que exige conceitos bem delimitados no nosso marco legal. &amp;Eacute; um desafio encontrar equil&amp;iacute;brio entre tecnologia e regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;Eacute; preciso intelig&amp;ecirc;ncia para que tudo esteja dentro da governan&amp;ccedil;a desejada, sem que isso acabe prejudicando os neg&amp;oacute;cios. Tanto o olhar setorial quanto o transversal s&amp;atilde;o fundamentais&amp;rdquo;, concluiu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A&amp;nbsp;Entidade&amp;nbsp;vem colaborando com o&amp;nbsp;Congresso&amp;nbsp;desde as primeiras vers&amp;otilde;es do marco, oferecendo contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es t&amp;eacute;cnicas para fortalecer o texto legislativo. A&amp;nbsp;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp;tem defendido uma abordagem regulat&amp;oacute;ria que favore&amp;ccedil;a a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica, sem repetir excessos normativos que j&amp;aacute; prejudicaram outros setores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP conta com o seu dec&amp;aacute;logo para a regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da IA no Pa&amp;iacute;s, sendo composto por um conjunto de premissas que, na sua avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, devem ser observadas na implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um marco legal. O material completo com as sugest&amp;otilde;es pode ser consultado &lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/f203aed08488b86e06c82de162b96febb0894e28.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 27 Oct 2025 15:25:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[seminário IA]]</category></item></channel></rss>
