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<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Economia Digital - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticias/economia/economia-digital</link><description>&lt;![CDATA[]]</description><lastBuildDate>Fri, 04 Sep 2026 04:01:43 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Economia Digital - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticias/economia/economia-digital</link><url>https://www.fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Economia]]</category><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Manifesto pede articulação do Congresso pela aprovação do Redata]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/manifesto-pede-articulacao-do-congresso-pela-aprovacao-do-redata</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP, entidades produtivas e frentes parlamentares enfatizam urgência na aprovação do projeto diante da disputa por investimentos no setor]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, as frentes parlamentares e outras 34 entidades do setor produtivo reforçaram o apelo para que o governo federal, o Senado e a Câmara dos Deputados atuem de forma coordenada pela aprovação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). A votação do projeto está prevista para ocorrer nesta semana, conforme compromisso anunciado após o encontro entre os presidentes Lula, Davi Alcolumbre e Hugo Motta.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O pedido é que eventuais alterações no texto — que podem demandar o retorno do PL 278/2026 à Câmara dos Deputados — sejam objeto de articulação prévia entre as duas Casas, com o objetivo de que as modificações possam ser apreciadas com celeridade e não impeçam a conclusão da matéria com brevidade. Confira, na íntegra, o manifesto elaborado pelas instituições &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/3f98c5f4240c049ce9faca982650ffc103144176.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A preocupação se justifica porque, embora endosse a aprovação do PL, o setor produtivo entende que o texto ainda carece de aperfeiçoamento em alguns pontos, como a necessidade de incluir a Emenda 22, apresentada pelo senador Laercio Oliveira (PP/SE), que prevê a utilização de fontes complementares às renováveis, como gás natural, energia nuclear e biometano. O objetivo é garantir uma matriz elétrica confiável, diversificada e de baixa emissão, características essenciais para empreendimentos como os datacenters, que operam de maneira contínua.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além desse aperfeiçoamento, as entidades também defendem a aprovação, em paralelo, do PL 74/2026, que permite ajustar aspectos orçamentários e financeiros necessários para dar segurança à implementação do programa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Potencial e oportunidades para o Brasil&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), um datacenter com infraestrutura voltada para a Inteligência Artificial (IA) pode mobilizar aproximadamente R$ 25 bilhões em investimentos, gerar 12,5 mil empregos diretos e indiretos durante sua implementação e criar outros 1,86 mil postos de trabalho permanentes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Brasil se destaca como polo de atração desses investimentos por reunir mercado consumidor, conectividade e uma matriz elétrica predominantemente renovável. Além da geração de empregos, a alocação de recursos para a construção desses centros no País ampliaria a capacidade nacional em processamento e armazenamento de dados, fortaleceria a soberania nacional e promoveria o desenvolvimento da pesquisa e da inovação, bem como a autonomia tecnológica e a competitividade do Brasil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na Carta Aberta enviada ao Congresso, as entidades ressaltam que aprovação do Redata complementa a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, a qual ampliará a capacidade brasileira de agregar valor aos insumos basilares às tecnologias do futuro. Além disso, o programa é fundamental para destravar a política tributária para o setor nos Estados. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), está em discussão um convênio que prevê a possibilidade de redução de até 90% do ICMS incidente sobre equipamentos destinados a datacenters. Assim, ao avançar na aprovação do Redata, União e Estados poderiam somar esforços para tornar o Brasil efetivamente competitivo nessa área.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A semana oferece, portanto, uma oportunidade singular para que Câmara e Senado avancem de maneira coordenada sobre o PL 278/2026 e o PLP 74/2026, ao mesmo tempo que a sua aprovação, em breve, permitirá aos Estados, por meio do Confaz, avançarem na construção do tratamento tributário estadual necessário para potencializar os investimentos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP e o &lt;a href="https://www.seinesp.org.br/"&gt;Sindicato de Empresas de Internet do Estado de São Paulo (Seinesp)&lt;/a&gt; seguirão acompanhando a tramitação do PLP 278/2026, atenta aos impactos para os setores de Comércio e Serviços, em especial no Estado de São Paulo. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 11:42:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[LGPD, além de proteger dados, contribuí para um ambiente favorável à IA e à inovação]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/lgpd-alem-de-proteger-dados-contribui-para-um-ambiente-favoravel-a-ia-e-a-inovacao</link><description>&lt;![CDATA[Em evento da ANPD, FecomercioSP destaca papel da norma para garantir segurança jurídica e previsibilidade no uso da IA]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) pode contribuir para a governança da Inteligência Artificial (IA) ao conciliar proteção de direitos, inovação e competitividade. Na avaliação da &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, a lei e sua regulamentação pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) são fundamentais para criar condições para que as organizações utilizem dados e novas tecnologias com mais segurança e geração de valor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os desafios relacionados à implementação da LGPD e à governança digital foram tema do &lt;strong&gt;3º Encontro de Encarregados: Proteção e Governança em Ação&lt;/strong&gt;, promovido pela ANPD, na última quarta-feira (19), em Brasília. O evento reuniu encarregados pelo tratamento de dados pessoais, especialistas e representantes dos setores público e privado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao participar do painel “Proteção de Dados e Uso de IA Generativa nas Instituições Públicas e Privadas”, Rony Vainzof, &lt;strong&gt;advisor&lt;/strong&gt; em regulação digital da FecomercioSP, destacou que o Direito e a regulação devem funcionar como impulsionadores da inovação. “A LGPD cumpre um papel importantíssimo, que é o de possibilitar que as organizações adotem soluções de IA que envolvam dados pessoais com segurança jurídica e previsibilidade.”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O encontro também abordou a importância dos encarregados para o sucesso desse processo. Mais do que assegurar a conformidade com a LGPD, esses profissionais são fundamentais para a inovação responsável ao integrarem, cada vez mais, proteção de dados, cibersegurança e governança ética da IA. Foram discutidos ainda os impasses relacionados a vieses, alucinações e ameaças cibernéticas, além de temas como uso de dados sensíveis, explicabilidade, revisão de decisões automatizadas e equilíbrio entre transparência e segredos de negócio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A conclusão é que a gestão responsável considera não apenas riscos regulatórios, mas também impactos consumeristas, éticos, operacionais, reputacionais e de segurança. “Hoje, a governança precisa ser parte da cultura organizacional das corporações”, ressaltou Vainzof. De acordo com ele, isso exige responsabilidades claras, supervisão efetiva, avaliação contextual de riscos e conhecimento sobre o uso e os reflexos da tecnologia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, não significa que as organizações precisem criar estruturas de governança de IA completamente novas. “Processos já existentes podem ser ampliados para contemplar sistemas e casos de uso de IA”, afirmou, ao citar ferramentas como inventários, comitês multidisciplinares, avaliações de impacto, &lt;strong&gt;due diligence&lt;/strong&gt; de fornecedores, gestão de incidentes e treinamentos.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 10:37:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[proteção de dados]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Garantir regulação proporcional e segurança jurídica é fundamental para a efetividade do Marco Civil da Internet]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/garantir-regulacao-proporcional-e-seguranca-juridica-e-fundamental-para-a-efetividade-do-marco-civil-da-internet</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP defende regras diferenciadas a pequenos negócios e fiscalização baseada em riscos na regulamentação das plataformas digitais]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Conciliar proteção de direitos, inovação e segurança jurídica no ambiente digital. Esse é o ponto central das contribuições da &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para a regulamentação do Marco Civil da Internet. Na tomada de subsídios acerca das regras aplicáveis às plataformas digitais, a Federação destacou a necessidade de uma regulação proporcional, que considere a diversidade dos modelos de negócios no País.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a entrada em vigor dos decretos 12.975 e 12.976, em maio, a ANPD passou a ter competências de regulação, fiscalização e apuração de infrações. O Decreto 12.975/2026 trouxe novas obrigações a plataformas digitais e redes sociais, atualizando as regras do Marco Civil da Internet para a prevenção de crimes e fraudes digitais. Já o Decreto 12.976/2026 estabeleceu diretrizes específicas à proteção das mulheres.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Delimitação&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As sugestões de aperfeiçoamento apresentadas pela entidade à ANPD incluem a delimitação da incidência dos decretos, com definição objetiva e harmonizada de conceitos, além da distinção entre plataformas de intermediação de conteúdos e aplicações comerciais ou operacionais que ofereçam apenas funcionalidades acessórias de interação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto o Decreto 12.975 estabelece regras gerais para publicidade, notificações, preservação de registros e circulação de conteúdos, o Decreto 12.976 é voltado especificamente para a proteção das mulheres no ambiente digital. Na avaliação da FecomercioSP, a regulamentação deve considerar as características e funcionalidades efetivamente oferecidas pelos serviços. Nesse sentido, chats de atendimento, campos de observação em pedidos e áreas restritas de interação não deveriam ser automaticamente alcançados pela norma.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O mesmo princípio deveria ser considerado no uso de Inteligência Artificial (IA). A regulamentação precisa privilegiar a função da tecnologia e os riscos concretos, em vez da sua simples utilização. Para a Entidade, a extensão automática das salvaguardas previstas a modelos generativos a todas as soluções pode impor custos de conformidade sem ganhos proporcionais à proteção dos direitos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ademais, a amplitude de conceitos e parâmetros utilizados nos decretos para definir as obrigações das plataformas — como “falha sistêmica”, “medidas adequadas”, “níveis mais elevados de segurança”, “circulação massiva” e “tempo razoável” — ressalta a importância de critérios objetivos à sua aplicação, de modo a conferir mais previsibilidade e proporcionalidade às medidas de prevenção e moderação e aos custos de conformidade para os negócios. No Estado de São Paulo, onde a maior parte das empresas de Comércio e Serviços é de pequeno porte e não conta com estrutura jurídica própria, conceitos abertos podem ampliar a insegurança jurídica e os custos de conformidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na visão da Federação, o enquadramento de uma plataforma como intermediária de conteúdo deve considerar sua finalidade principal, a existência de difusão pública, o grau de interferência na circulação do conteúdo e sua eventual monetização. Muitos negócios mantêm funcionalidades acessórias, como chats de atendimento, mensagens associadas a pedidos, avaliações e comentários. Nenhuma dessas funcionalidades deveria, por si só, enquadrar a plataforma nessa categoria. Essa distinção, importante para o Comércio e os Serviços, está entre as principais fontes de insegurança dos setores em relação à regulamentação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Proporcionalidade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto fundamental é que as obrigações sejam moduladas de acordo com o porte do negócio, o alcance do serviço e os riscos envolvidos. Na União Europeia (UE), o Digital Services Act prevê tratamento diferenciado a Microempresas (MEs) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs), preservando os deveres essenciais à proteção dos usuários, enquanto concentra obrigações maiores nas plataformas de grande dimensão.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que fiscalização e padronização excessiva, organizações com menores capacidades técnica e financeira precisam de apoio institucional e previsibilidade. No Reino Unido, por exemplo, a Ofcom complementou o Online Safety Act com guias práticos, ferramentas de autoavaliação e mecanismos para os provedores adotarem medidas alternativas quando capazes de alcançar os resultados previstos na regulação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro exemplo vem da Austrália. As Basic Online Safety Expectations consideram porte, arquitetura tecnológica, modelo de negócios, perfil dos usuários e capacidade operacional, em vez de impor medidas uniformes. Assim, não se exige de pequenos prestadores o mesmo nível de estrutura esperado de plataformas com atuação global. Mais do que replicar esses exemplos, ressalta a FecomercioSP, o importante é buscar um modelo regulatório baseado em proporcionalidade, orientação e flexibilidade na demonstração de conformidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Segurança jurídica e simplificação&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se, para o ambiente de negócios de forma geral, a simplificação e a harmonização regulatória são fundamentais à segurança jurídica, tornam-se ainda mais relevantes para as EPPs — a grande maioria dos negócios de Comércio e Serviços. Harmonizar o Marco Civil da Internet e seus decretos com o ECA Digital, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e as demais normas é essencial para facilitar o cumprimento das obrigações por empresas de médio porte, nas quais o mesmo profissional acumula funções jurídicas e de &lt;strong&gt;compliance&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, a FecomercioSP sugere que a regulamentação possibilite a adoção de uma matriz de riscos unificada e simplificada, capaz de atender aos diferentes regimes aplicáveis, aproveitando, sempre que possível, estruturas e documentos já existentes, como o relatório de impacto da LGPD. A Federação também defende mecanismos de prestação única de informações à agência, de modo a evitar a duplicidade de obrigações e a apresentação dos mesmos dados em diferentes formatos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avaliação da Entidade, seria importante garantir essa convergência também na fiscalização, evitando atuações autônomas e estabelecendo que sanções aplicadas sob um regime sejam consideradas na dosimetria das demais. Isso reduziria o risco de que um vazamento de dados resulte em processos contra as próprias empresas por incidente de segurança, falha de governança ou descumprimento do dever de cuidado. Essa harmonização, contudo, não significa estender a todos os agentes o conjunto integral das obrigações. A harmonização entre as normas deve ocorrer no âmbito da governança, preservando as diferenças de escopo, finalidade e risco.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Combate a fraudes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O fortalecimento do combate às fraudes digitais e a proteção da atividade econômica foram outros pontos defendidos pela FecomercioSP. Atualmente, destacam-se as fraudes digitais que exploram a identidade das empresas. São frequentes perfis falsos, páginas clonadas, anúncios fraudulentos e canais de atendimento que reproduzem indevidamente o nome, a marca ou a identidade visual de estabelecimentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além de prejudicar os consumidores, esses golpes também afetam a reputação de restaurantes, hotéis, agências de turismo e prestadores de serviços. Para a Entidade, a regulamentação poderia contemplar procedimentos céleres à comunicação e ao tratamento dessas ocorrências, com requisitos mínimos para identificação do notificante, análise prioritária de indícios objetivos de fraude, mecanismos de contestação e medidas destinadas a dificultar a reapresentação de conteúdo ou perfis fraudulentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fiscalização baseada em risco&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto significativo é que a fiscalização seja orientada por riscos e evidências, direcionando recursos públicos a situações em que haja mais impacto sobre consumidores, empresas e a confiança do ambiente digital. Seu foco deveria ser a identificação de falhas estruturais e recorrentes, sem que ocorrências isoladas sejam consideradas, por si só, indicativas de falha sistêmica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No caso da supervisão dos procedimentos de moderação, por exemplo, a determinação equivocada de retirada de anúncios, perfis comerciais ou canais de venda pode gerar perdas imediatas de faturamento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Da mesma forma, as requisições de informações e auditorias devem ser pautadas por necessidade, proporcionalidade, pertinência e fundamentação prévia. Principalmente quanto a MEs e EPPs, a atuação deve privilegiar a orientação, os prazos para adaptação e as medidas corretivas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Coordenação institucional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade ainda propôs uma coordenação institucional, com definição clara de competências entre a ANPD, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e demais órgãos, além do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A comunicação prévia entre as autoridades e o aproveitamento recíproco das informações já prestadas podem simplificar o processo para as empresas, sem reduzir a capacidade fiscalizatória desses órgãos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além disso, na visão da FecomercioSP, a agência deve concentrar sua atuação nos deveres estruturais dos provedores, mantendo a análise das práticas comerciais nos órgãos de defesa do consumidor e no Conar, quando envolver conteúdo publicitário.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federação também destaca a importância do diálogo com o setor produtivo e manifesta sua disposição para colaborar com a ANPD no processo regulatório, ao lado de seus Sindicatos filiados, a fim de contribuir para o aperfeiçoamento da regulamentação e a disseminação de boas práticas entre os setores representados.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 14:25:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[segurança cibernética]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[E-commerce teve o maior faturamento da história em 2025, puxado por mais ‘hubs’, empresas e mudanças no mercado]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/e-commerce-teve-o-maior-faturamento-da-historia-em-2025-puxado-por-mais-hubs-empresas-e-mudancas-no-mercado</link><description>&lt;![CDATA[Setor ainda é fortemente concentrado em São Paulo, que vende metade dos produtos pela internet no País; Reforma Tributária, porém, terá efeitos negativos para Estados vendedores, como o paulista]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Investimentos em &lt;em&gt;hubs&lt;/em&gt; de distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e log&amp;iacute;stica, avan&amp;ccedil;o de pequenos neg&amp;oacute;cios totalmente &lt;em&gt;online,&amp;nbsp;&lt;/em&gt;diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de prazos de entrega e at&amp;eacute; a mudan&amp;ccedil;a estrutural nos h&amp;aacute;bitos dos consumidores fizeram o &lt;em&gt;e-commerce&amp;nbsp;&lt;/em&gt;do Pa&amp;iacute;s explodir em 2025. Levantamento da &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;mostra que &lt;strong&gt;o setor faturou R$ 295,6 bilh&amp;otilde;es no ano passado&lt;/strong&gt;, alta de 20% em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com 2024. Em absoluto, o salto foi de R$ 48 bilh&amp;otilde;es entre os dois per&amp;iacute;odos [&lt;em&gt;gr&amp;aacute;fico 1&lt;/em&gt;].&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acesse a Radiografia do Commerce completa &lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/b33f1fc8ff5296af1805d394048e3e29b085827d.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Da mesma forma, nunca a equival&amp;ecirc;ncia do com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico no varejo foi t&amp;atilde;o grande: 6,5% de tudo o que o setor faturou em 2025 &lt;em&gt;[gr&amp;aacute;fico 2&lt;/em&gt;]. A taxa era de 5,4%, em 2024, e de 5,1%, em 2023.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 1]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Faturamento do e-commerce&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;brasileiro (2016&amp;ndash;2025)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fonte: FecomercioSP/IBGE/MDIC&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img border="0" width="571" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/138f975096d5337fccd9adb32002811f5df62483.png" class="fr-fic fr-dii"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os resultados fazem parte da &lt;strong&gt;Radiografia do Com&amp;eacute;rcio Eletr&amp;ocirc;nico de 2026,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;um estudo da FecomercioSP com base em dados pr&amp;oacute;prios e de fontes como o Observat&amp;oacute;rio do Com&amp;eacute;rcio Eletr&amp;ocirc;nico, base do Minist&amp;eacute;rio do Desenvolvimento, Ind&amp;uacute;stria e Com&amp;eacute;rcio Exterior (MDIC), e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&amp;iacute;stica (IBGE).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esses dados chamam aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o porque, se a pandemia &amp;mdash; entre 2020 e 2022 &amp;mdash;acelerou a digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do varejo (o e-commerce faturou 81% a mais entre 2019 e 2020), a procura dos consumidores por compras pela internet prosseguiu nos per&amp;iacute;odos seguintes, crescendo 10% por ano.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 2]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Equival&amp;ecirc;ncia do e-commerce no varejo f&amp;iacute;sico brasileiro (2016&amp;ndash;2025)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fonte: FecomercioSP/IBGE/MDIC&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img border="0" width="493" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/43d2b19c3680286f6cbf1e5bd1da068354e02fbd.png" class="fr-fic fr-dii"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em dez anos, a eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico foi significativa: passou de R$ 55,9 bilh&amp;otilde;es em faturamento, em 2016, para os R$ 295,6 bilh&amp;otilde;es, em 2025, um aumento de 429%. Da mesma forma, o e-commerce correspondia a 1,8% do varejo f&amp;iacute;sico naquele ano e, agora, tem seis vezes o tamanho disso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Eletr&amp;ocirc;nicos, mas tamb&amp;eacute;m livros&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se os dispositivos eletr&amp;ocirc;nicos deram a t&amp;ocirc;nica do avan&amp;ccedil;o do e-commerce ao longo desse per&amp;iacute;odo, os dados mostram que um novo rol de produtos passou a compor o setor, como livros e complementos alimentares [&lt;em&gt;tabela 1&lt;/em&gt;].&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;Eacute; assim que, no ano passado, o smartphone foi o item mais vendido de forma online, com faturamento bruto de R$ 10,3 bilh&amp;otilde;es, enquanto o livro foi o segundo, com receitas de R$ 9,5 bilh&amp;otilde;es, e os complementos alimentares &amp;mdash; por exemplo, o Whey Protein &amp;mdash;, o terceiro (R$ 6,6 bilh&amp;otilde;es).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;N&amp;uacute;meros como esses sugerem que o e-commerce superou a concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um &amp;uacute;nico segmento, capturando nichos recorrentes e de reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o frequente, o que permite um vetor de crescimento distinto do consumo de bens dur&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[TABELA 1]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Produtos mais comprados pela internet &amp;mdash; Brasil (2025)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fonte: FecomercioSP/IBGE/MDIC&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Produto&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Valor (R$ bi)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (%)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Smartphones&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;10.360&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;3,5%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Livros&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;9.588&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;3,2%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Comp. alimentares&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;6.661&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;2,3%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Refrigeradores&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;6.380&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;2,2%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Aparelhos de televis&amp;atilde;o&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;6.195&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;2,1%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Microcomputadores&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;4.965&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;1,7%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[TABELA 2]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estados brasileiros que mais vendem pela internet (2025)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fonte: FecomercioSP/IBGE/MDIC&lt;/p&gt;&lt;table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" align="left" width="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Valor (R$ bi)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (%)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;S&amp;atilde;o Paulo&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;165.039&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;55,8%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Minas Gerais&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;37.998&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;12,9%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Santa Catarina&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;18.400&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;6,2%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Esp&amp;iacute;rito Santo&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;15.755&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;5,3%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Paran&amp;aacute;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;14.075&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;4,8%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Rio de Janeiro&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;13.777&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;4,7%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Rio Grande do Sul&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;7.250&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;2,5%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Pernambuco&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;5.261&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;1,8%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Goi&amp;aacute;s&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;3.531&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;1,2%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Para&amp;iacute;ba&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;3.029&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;1,0%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Bahia&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;2.304&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;0,8%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[TABELA 3]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estados brasileiros que mais compram pela internet (2025)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fonte: FecomercioSP/IBGE/MDIC&lt;/p&gt;&lt;table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Valor (R$ bi)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (%)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;S&amp;atilde;o Paulo&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;92.938&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;31,4%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Minas Gerais&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;37.910&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;12,8%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Rio de Janeiro&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;27.352&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;9,3%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Paran&amp;aacute;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;17.586&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;5,9%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Bahia&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;15.562&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;5,3%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Santa Catarina&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;14.199&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;4,8%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Pernambuco&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;8.724&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;3,0%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Goi&amp;aacute;s&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;8.563&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;2,9%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Cear&amp;aacute;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;6.844&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;2,3%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Esp&amp;iacute;rito Santo&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;5.954&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;2,0%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;E-commerce&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;brasileiro ou paulista?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Caracter&amp;iacute;stica elementar do com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico brasileiro &amp;eacute; a concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Estado de S&amp;atilde;o Paulo. Mais da metade (55,8%) de todas as vendas online no Pa&amp;iacute;s tem origem em empresas paulistas. Em n&amp;uacute;meros absolutos, s&amp;oacute; esses neg&amp;oacute;cios foram respons&amp;aacute;veis por R$ 165 bilh&amp;otilde;es do faturamento de 2025 [tabela 2]. No &amp;acirc;mbito do consumo, S&amp;atilde;o Paulo tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; respons&amp;aacute;vel por um ter&amp;ccedil;o de todas as compras realizadas na internet (31,4%), somando R$ 92,9 bilh&amp;otilde;es [&lt;em&gt;tabela 3&lt;/em&gt;].&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados sugerem dois &lt;em&gt;insights&lt;/em&gt;. O primeiro &amp;eacute; que h&amp;aacute; uma concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o grande em estrutura &amp;mdash; centros de distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, log&amp;iacute;stica etc. &amp;mdash; e na disponibilidade de plataformas e neg&amp;oacute;cios em S&amp;atilde;o Paulo. Isso se repete regionalmente, j&amp;aacute; que Minas Gerais, com 12,9% do faturamento, faz parte do rol de estados campe&amp;otilde;es nacionais do &lt;em&gt;e-commerce.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O segundo &amp;eacute; que S&amp;atilde;o Paulo tamb&amp;eacute;m se beneficia por estar inserido no principal mercado consumidor do Brasil. Mas, ao contr&amp;aacute;rio da concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vendas, o consumo online tem se tornado cada vez mais nacional, com partes relevantes do &lt;strong&gt;share&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;de mercado divididas entre Minas (12,8%) e Rio de Janeiro (9,3%), al&amp;eacute;m de Paran&amp;aacute; (5,9%) e Bahia (5,3%).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Efeitos da Reforma Tribut&amp;aacute;ria&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;Radiografia do Com&amp;eacute;rcio Eletr&amp;ocirc;nico&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;da FecomercioSP aponta para um dado relevante do futuro imediato do Pa&amp;iacute;s: com as altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es tribut&amp;aacute;rias promovidas pela reforma, aprovada em 2025, o crit&amp;eacute;rio de arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumo mudou, uma vez que o imposto n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; recolhido na origem (a sede da empresa que vende), mas no destino (sede do consumidor que compra).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 3]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empresas do Simples Nacional no total de vendas do e-commerce&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;(2016&amp;ndash;2025)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fonte: FecomercioSP/IBGE/MDIC&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img border="0" width="535" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/419bee90fb3e213939ff10d2d31ea5a9f09f3d1a.png" class="fr-fic fr-dii"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para um setor que estrutura as opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es em vendas a dist&amp;acirc;ncia, o efeito ser&amp;aacute; direto: &lt;strong&gt;a arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o sair&amp;aacute; dos produtores e passar&amp;aacute; para os mercados.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nessa l&amp;oacute;gica, os Estados que concentram mais consumo, como S&amp;atilde;o Paulo, Esp&amp;iacute;rito Santo, Santa Catarina e Minas Gerais, v&amp;atilde;o perder, porque s&amp;atilde;o considerados &amp;ldquo;vendedores l&amp;iacute;quidos&amp;rdquo; &amp;mdash; ou seja, vendem mais do que compram. J&amp;aacute; &amp;ldquo;consumidores l&amp;iacute;quidos&amp;rdquo;, como Pernambuco e Paran&amp;aacute;, v&amp;atilde;o se beneficiar.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ponto central desse debate &amp;eacute; que, em meio &amp;agrave; reforma, muito se falou sobre os impactos para as empresas que, hoje, integram o regime Simples Nacional. Se, em 2026, apenas 3,6% delas vendiam online&lt;em&gt;,&amp;nbsp;&lt;/em&gt;esse n&amp;uacute;mero &amp;eacute; de 34% atualmente. &amp;Eacute; assim que &lt;strong&gt;qualquer mudan&amp;ccedil;a no Simples refletir&amp;aacute; na entrada de novas empresas no com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;o que pode frear o avan&amp;ccedil;o do setor nos pr&amp;oacute;ximos anos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a FecomercioSP, os n&amp;uacute;meros da radiografia indicam um cen&amp;aacute;rio claro: o &lt;strong&gt;com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico deve seguir em expans&amp;atilde;o nos pr&amp;oacute;ximos anos.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;O volume de investimentos, a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de estruturas e a chegada de mais gente a cada ano faz o setor crescer de forma sustent&amp;aacute;vel, deixando qualquer previs&amp;atilde;o de teto praticamente imposs&amp;iacute;vel.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o varejo, trata-se de uma oportunidade que deve ser aproveitada, sobretudo com estrat&amp;eacute;gia e planejamento. De um lado, a concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da oferta ainda em poucos Estados revela uma competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o intensa nesses locais &amp;mdash; e, nessas regi&amp;otilde;es, n&amp;atilde;o s&amp;oacute; a precifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a log&amp;iacute;stica e a gest&amp;atilde;o de estoques contam, como tamb&amp;eacute;m capacidade de se comunicar com os p&amp;uacute;blicos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De outro, por&amp;eacute;m, &amp;eacute; o fato que os consumidores brasileiros est&amp;atilde;o comprando cada vez mais pela internet. O IBGE mostrou, por exemplo, que mais da metade (52%) da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira fez alguma compra online no ano passado. Esse n&amp;uacute;mero tinha sido de 48% em 2022. Em outras palavras, &amp;agrave; medida que esse tipo de comportamento se consolida, mais espa&amp;ccedil;os para vendas e bons neg&amp;oacute;cios se abrem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/36375d962b73326c3bcfbf68f324132a16aa7670.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;Confira todos os dados da Radiografia do E-commerce.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 11:09:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[vendas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Agentes de IA mudam relação entre marcas e consumidores e desafiam comércio digital]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/agentes-de-ia-mudam-relacao-entre-marcas-e-consumidores-e-desafiam-comercio-digital</link><description>&lt;![CDATA[Tecnologia transforma a maneira como empresas são encontradas, recomendadas e escolhidas no ambiente online]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Um estudo da consultoria Gartner, realizado em janeiro deste ano, mostrou que 60% das principais marcas pretendem utilizar agentes de Inteligência Artificial (IA) para interações com consumidores até 2028. O movimento aponta para uma tendência de transformação nas relações de consumo, com esses sistemas de software passando a intermediá-las e assumindo um papel cada vez mais importante no comércio digital. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na prática, isso significa que se, antes, as empresas precisavam investir apenas na otimização para mecanismos de busca (SEO) a fim de que seus sites fossem indexados pelos principais buscadores, agora, também terão que adaptar os próprios conteúdos, com o objetivo de que sejam encontrados, compreendidos e recomendados pelos agentes de IA.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“É como se para todos os produtos e serviços digitais que fôssemos criar a partir de agora, precisássemos pensar em duas interfaces: uma para o usuário final e outra para os agentes de IA”, explica o cientista cognitivo, professor na PUC-SP e integrante do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inovação&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, Diogo Cortiz.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se no modelo tradicional, os buscadores interpretavam a intenção do usuário e faziam uma pesquisa a partir de palavras-chave presentes nos conteúdos indexados, retornando com resultados em formato de links, os modelos de linguagem (LLMs) analisam um volume muito maior de informações, consultam diversas páginas, sintetizam o conteúdo encontrado e apresentam uma resposta direta à pergunta do usuário.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os agentes de IA são capazes de planejar e executar tarefas de forma autônoma, além de encadear múltiplas ações, utilizar ferramentas externas e perseguir objetivos de longo prazo. Eles apresentam uma evolução até mesmo em relação aos chatbots&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;tradicionais&lt;em&gt;,&amp;nbsp;&lt;/em&gt;que, em geral, eram desenvolvidos para responder a solicitações específicas (quando perguntados), executar fluxos mais limitados (uma tarefa por vez) e depender das instruções diretas dos usuários.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cortiz afirma que, nos buscadores tradicionais, o consumidor pesquisa com uma ideia do produto que queria adquirir e busca mais informações sobre ele — ou sobre onde estaria disponível. Com esses agentes, porém, a tecnologia passa a participar ativamente da decisão de compra do cliente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“A IA entra muito mais como parte de uma conversa, como um interlocutor que pode dar dicas e guiar o consumidor para descobrir coisas que ele nem imaginava”, comentou, durante reunião do conselho realizada em 3 de julho.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como os agentes de IA se comportam?&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além da utilização em buscas, os agentes de IA também podem realizar compras em nome dos usuários. Um estudo realizado pelas universidades Columbia e Yale, em dezembro de 2025, revelou como essas ferramentas compram e quais vieses influenciam suas decisões. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pesquisa, intitulada O que o seu Agente de IA está Comprando?, apontou que produtos identificados pelas plataformas como “mais vendidos” ou “mais selecionados” registraram um aumento na seleção, em geral, de 340%. Outra conclusão importante diz respeito ao comportamento quanto aos anúncios. A seleção de conteúdos identificados como patrocinados registrou uma queda de 21%. Esses padrões indicam uma nova tendência no comércio digital, em que as plataformas passam a atuar como “árbitras” do ecossistema.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além disso, abrem também uma nova discussão sobre os limites da tecnologia. Isto é, os agentes de IA &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/ia/materias/agentes-de-ia-fomentam-a-eficiencia-no-varejo-e-nos-servicos-mas-criam-novos-impasses-de-protecao-de-dados-e-governanca"&gt;devem atuar apenas mediante consentimento do usuário ou ter autonomia para tomar decisões&lt;/a&gt;? &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com os estudiosos da área, no primeiro caso, seria necessário obter autorizações para diferentes ações, o que poderia gerar uma “fadiga de consentimento”, semelhante à dos avisos de cookies, que muitas pessoas aceitam automaticamente sem ler. Já um modelo de autonomia total ampliaria os riscos relacionados à privacidade, ao acesso não autorizado e à responsabilização difusa. &lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como ser encontrado pelos agentes de IA?&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dados da empresa americana de tecnologia Adobe revelam que, na última Black Friday, o tráfego de e-commerce proveniente de conversas com a IA cresceu 805%. Já uma pesquisa feita pela consultoria empresarial McKinsey &amp;amp; Company descobriu que 44% dos consumidores preferem a IA à busca tradicional, com a ferramenta sendo utilizada especialmente nas etapas de descoberta e consideração sobre a compra.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante do aumento do seu uso pelos consumidores, empresas passam agora a se preocupar em como ser encontradas e recomendadas pela tecnologia. Os estudos já apontam que algumas práticas podem ajudar marcas, produtos e serviços na Otimização para Mecanismos Generativos (GEO), como adaptar o conteúdo para formatos de perguntas e respostas (FAQ) e traduzi-lo para o inglês, já que a grande maioria dos LLMs ainda é treinada na língua estrangeira. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Pode ser uma pessoa no Brasil pesquisando uma loja de sapatos no interior de São Paulo e, mesmo assim, a IA vai fazer buscas em inglês”, pontuou Cortiz.&amp;nbsp;“Pegamos as dez pesquisas mais usadas por brasileiros no Google e replicamos nos agentes. Eles fizeram 90% das pesquisas assim”, complementou o especialista, que também citou como um viés recorrente nesses sistemas a predominância das respostas de domínios “.com”&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Agentes desafiam modelos do comércio atual&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O uso dos agentes de IA implica não apenas a necessidade de uma melhor otimização das páginas das empresas para que os seus produtos sejam selecionados, como também mudanças de controle aos negócios — pequenos, médios ou grandes. Um desses exemplos é a perda do &lt;strong&gt;rastreamento da jornada individual&lt;/strong&gt;, já que, ao contrário dos usuários humanos, os agentes não deixam rastros que poderiam ser utilizados por ferramentas de análise para entender melhor a jornada de compra. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso significa que informações como a origem do acesso, o caminho percorrido, as páginas visitadas, os produtos visualizados, a inclusão de itens no carrinho e outras etapas deixam de ser registradas. “Todos esses são dados analíticos que ajudam muito no processo de criação de inteligência. Quando um agente está fazendo isso, você perde essas informações porque não sabe quem é o usuário, e o agente apresenta um viés de comportamento totalmente diferente”, afirmou Cortiz.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro impacto para os negócios é a perda da personalização &lt;strong&gt;baseada no comportamento do usuário&lt;/strong&gt;, já que, sem uma jornada visível, não há como colher dados comportamentais. Em outras palavras, a conversão acontece, mas não fica claro por quais motivos foi influenciada. Soma-se a isso a &lt;strong&gt;dificuldade de mensurar o tráfego gerado pelos agentes&lt;/strong&gt;, que nem sempre encaminham o usuário ao site da empresa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além dos problemas de mensuração, também há &lt;strong&gt;pouca transparência sobre as fontes utilizadas&lt;/strong&gt; pelos agentes de IA. Como diferentes plataformas recorrem a bases distintas de avaliações e recomendações, nem sempre é possível identificar de onde as informações foram extraídas, o que dificulta a definição de estratégias para ampliar a visibilidade de marcas e negócios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Antes, as empresas de e-commerce conseguiam personalizar a experiência de compra dos usuários com anúncios direcionados e sistemas de recomendação, estratégias que contribuíam para elevar o tíquete médio das vendas. Esse modelo perde eficácia quando as compras são realizadas por agentes de IA. Isso acontece porque esses sistemas são indiferentes a gatilhos que poderiam influenciar decisões de compra entre humanos, como o senso de urgência, a escassez e a emoção.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Cortiz, todas essas transformações reforçam a necessidade de repensar processos. “As empresas estão usando IA como uma ferramenta de produtividade. Esse é um primeiro passo. Só que não podemos parar por aí. Um dos maiores entraves — &amp;nbsp;e um dos maiores erros de 90% das organizações — é entender a IA como uma ferramenta. Ela não é. Trata-se de uma tecnologia que está criando uma infraestrutura, que vai começar a mediar o relacionamento entre marcas, organizações e produtos”, pontuou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O conselheiro acredita que a tecnologia gera um efeito tão estrutural que já se discute que os estudos sobre economia comportamental, hoje concentrados apenas nos vieses que influenciam as decisões humanas, podem precisar considerar o comportamento agêntico. Uma parcela significativa das transações comerciais passará a ser realizada por agentes de IA, que, apesar de serem treinados com dados, objetivos e vieses diferentes, podem apresentar padrões comuns de comportamento que permitam compreender e prever como esses sistemas influenciarão as decisões e interações no mercado.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para as empresas, fica ainda o impasse em relação à privacidade, ao consentimento e à segurança de marca: segundo dados da pesquisa Consumer Survey, da Gartner, realizada entre outubro e novembro de 2025, para 78% dos consumidores a rotulagem explícita de um produto como IA é o principal fator de confiança para uma compra, indicando que as marcas precisarão ser cada vez mais transparentes sobre como a tecnologia está sendo utilizada.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 09:53:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP amplia atuação em defesa do Marco Legal de Cibersegurança ]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-amplia-atuacao-em-defesa-do-marco-legal-de-ciberseguranca</link><description>&lt;![CDATA[Entidade reforça no Senado sua agenda por um ambiente digital mais seguro e competitivo]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; segue contribuindo para um Marco Legal da Cibersegurança equilibrado, que proteja especialmente as &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/governanca-marco-legal-e-educacao-sao-prioridades-para-fortalecer-a-protecao-digital-das-pmes-e-combater-os-crimes-ciberneticos-no-pais"&gt;Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs)&lt;/a&gt;. De acordo com dados do Tribunal de Contas da União (TCU), o Brasil perde, por ano, R$ 100 bilhões com golpes digitais, o que aumenta a necessidade de uma regulação que organize a cibersegurança no País. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por isso, &lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/29ab3b48a84526f69d20c1f42d13ef1e78046031.pdf"&gt;a FecomercioSP estruturou dez diretrizes para orientar as políticas públicas nacionais de cibersegurança&lt;/a&gt;, defendendo uma regulação equilibrada, eficaz e compatível com a realidade MPMEs, as mais afetadas por esse tipo de crime. A Entidade vem acompanhando de forma contínua as discussões no governo federal e no Congresso Nacional, apresentando propostas para fortalecer a segurança digital sem comprometer a competitividade dos negócios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como parte dessa agenda, na última terça-feira, 30 de junho, a Federação participou da audiência pública da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) do Senado Federal, que debateu o PL 4.752/2025, responsável por instituir o Marco Legal da Cibersegurança, criar o Programa Nacional de Segurança e Resiliência Digital e alterar a Lei 13.756/2018.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A participação da FecomercioSP mostra que a segurança cibernética se tornou um tema estratégico para o Estado, para a sociedade e para o setor produtivo. Nesse sentido, a Entidade segue &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/no-senado-coalizao-de-entidades-entrega-contribuicoes-para-aprimorar-marco-legal-da-ciberseguranca?%2Fnoticia%2Fno-senado-coalizao-de-entidades-entrega-contribuicoes-para-aprimorar-marco-legal-da-ciberseguranca="&gt;contribuindo para a construção do marco regulatório, apresentando sugestões destinadas ao aprimoramento do texto e à garantia de sua efetividade&lt;/a&gt;. O relatório, que deverá ser apresentado em breve, resulta da consolidação de diversas sugestões colhidas ao longo das discussões sobre o tema.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ataques cibernéticos exigem resposta coordenada&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a audiência, que contou com representantes do governo, da academia e do setor produtivo, o &lt;em&gt;advisor&amp;nbsp;&lt;/em&gt;em Regulação Digital da FecomercioSP, Rony Vainzof, que também integra o Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber), alertou para a velocidade que os ataques digitais ganharam com o incremento da Inteligência Artificial (IA). “Criminosos que levavam quase 25 dias para explorar vulnerabilidades, hoje, com a IA, podem levar minutos.”&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o especialista, menos de 1% das vulnerabilidades conhecidas já foi efetivamente corrigido. Além disso, estima-se que o custo anual mundial de incidentes e fraudes cibernéticas chegue a US$ 10,5 trilhões. De acordo com Vainzof, o País vive um paradoxo: “Enquanto lideramos em inovação, também nos tornamos alvo; estamos cada vez mais expostos a ataques”. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso ocorre, sobretudo, porque, embora o Brasil esteja entre os líderes na adoção de novas tecnologias, ainda apresenta baixo nível de maturidade na área e carece de uma estrutura oficial responsável por coordenar ações, orientar os diversos setores e acompanhar a evolução da segurança cibernética.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vainzof ainda salientou que, na oitava reunião ordinária do CNCiber, realizada no fim do ano passado, as 20 instituições representativas da sociedade aprovaram, por unanimidade, tanto a proposta de um Marco Legal da Cibersegurança quanto a criação de um órgão central de coordenação. “Juntos, e com eventuais ajustes, o PL 4.752 e a proposta do CNCiber se complementam para que a transformação digital no Brasil avance com segurança e confiança”, afirmou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Atuação da FecomercioSP na construção do marco regulatório&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federação tem defendido um marco horizontal que organize a cibersegurança para reduzir riscos sistêmicos, econômicos, de infraestrutura e de soberania, adotando uma abordagem proporcional ao risco e evitando ônus regulatórios desnecessários sobre agentes de menor exposição. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-apresenta-ao-gsi-agenda-prioritaria-de-seguranca-digital-dos-pequenos-negocios"&gt;Em 2025, por exemplo, a Entidade entregou ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI)&amp;nbsp;uma proposta para a criação de uma linha de crédito destinada às MPMEs, que poderia ser disponibilizada em condições diferenciadas com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)&lt;/a&gt;.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A atuação da Federação também incluiu a participação na Aliança Multissetorial pela Cibersegurança Nacional, movimento liderado pelo Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime (INCC), que reúne instituições de referência e representantes de diversos setores da economia. &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-participa-da-abertura-da-frente-parlamentar-de-apoio-a-ciberseguranca-e-propoe-acoes-para-fortalecer-a-defesa-cibernetica"&gt;A FecomercioSP também esteve mobilizada pela criação da Frente Parlamentar de Apoio à Cibersegurança e Defesa Cibernética Nacional (FrenCyber) no Congresso Nacional&lt;/a&gt;. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/brasil-intensifica-debates-sobre-ia-datacenters-e-ciberseguranca"&gt;Em junho deste ano, a Entidade também reforçou sua atuação sobre o PL de Cibersegurança em reuniões em Brasília&lt;/a&gt;, inclusive com o ministro Marcos Antônio Amaro dos Santos, do GSI; Francisco de Oliveira Castro, assessor parlamentar do GSI; Luiz Fernando Moraes da Silva, diretor do Departamento de Segurança Cibernética do GSI; e Marcelo Malagutti, assessor especial do ministro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Propostas para fortalecer a segurança cibernética no Brasil&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Todas essas iniciativas consolidam o compromisso da Entidade com o fortalecimento da segurança digital e a promoção de um ambiente de negócios mais resiliente no Brasil. Confira, a seguir, os principais aspectos que o Marco Legal da Cibersegurança e uma Autoridade Nacional de Cibersegurança podem endereçar, na visão da FecomercioSP.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Marco Legal da Cibersegurança&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Redução da insegurança jurídica:&lt;/strong&gt; definir conceitos, escopos, papéis, obrigações proporcionais, critérios de risco, prazos para registro de incidentes, interação com normas setoriais e regras para o compartilhamento e o tratamento de informações críticas. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Abordagem baseada em risco:&lt;/strong&gt; estabelecer obrigações legais proporcionais ao nível de risco, em especial para infraestruturas críticas e serviços essenciais. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Harmonização regulatória:&lt;/strong&gt; evitar sobreposição de competências entre órgãos como Banco Central, Anatel, CVM, ANPD, Aneel, ANS e outros reguladores, criando uma camada nacional de coordenação, e não novas obrigações redundantes. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Prevenção da dupla punição (‘bis in idem’):&lt;/strong&gt; promover a coordenação entre a autoridade central de cibersegurança, a ANPD e os reguladores setoriais a fim de evitar que um mesmo incidente resulte em múltiplas sanções desproporcionais baseadas no mesmo fato. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Tratamento de incidentes cibernéticos sem vazamento de dados pessoais:&lt;/strong&gt; contemplar situações como ataques de ransomware, DDoS, comprometimento de fornecedores de software e interrupções em hospitais, sistemas de energia, telecomunicações e meios de pagamento. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Incidente não significa culpa automática:&lt;/strong&gt; priorizar a avaliação da maturidade, da diligência, da governança, da capacidade de resposta e da melhoria contínua, em vez da responsabilização automática pelo simples fato de um ataque ter ocorrido. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Proteção das informações críticas compartilhadas pelas empresas:&lt;/strong&gt; assegurar a confidencialidade de relatórios de incidentes, vulnerabilidades, registros (logs), indicadores de comprometimento, informações de arquitetura e planos de resposta, evitando seu uso indevido. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Alinhamento com as melhores práticas internacionais:&lt;/strong&gt; aproximar o Brasil de modelos adotados por Chile, Singapura, União Europeia, Austrália, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido, que avançam em marcos voltados para a resiliência cibernética, a proteção de infraestruturas críticas e a cooperação entre os setores público e privado. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Fortalecimento da competitividade:&lt;/strong&gt; um marco legal bem estruturado reduz custos, aumenta a previsibilidade regulatória, fortalece a confiança digital, protege cadeias críticas e torna o Brasil mais competitivo. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Autoridade Nacional de Cibersegurança&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Coordenação nacional:&lt;/strong&gt; a cibersegurança exige uma instância responsável por coordenar respostas a incidentes significativos, promover a articulação entre os setores público e privado, compartilhar inteligência sobre ameaças e definir claramente as atribuições de cada ator.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Atuação técnica e preventiva:&lt;/strong&gt; a autoridade deve emitir normas e alertas, consolidar informações, coordenar a resposta a incidentes significativos, orientar setores críticos, produzir guias, promover capacitação e apoiar o aumento da maturidade em cibersegurança. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Complementaridade com os reguladores setoriais:&lt;/strong&gt; o órgão central não deve substituir instituições como Banco Central, Anatel, CVM, ANPD, Aneel e ANS, mas atuar como instância de coordenação, harmonização e resposta. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Canal único em situações de crise:&lt;/strong&gt; oferecer às empresas e à sociedade um ponto de contato claro para o registro de incidentes, com definição das informações necessárias, dos prazos e das garantias de confidencialidade. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Redução da duplicidade regulatória:&lt;/strong&gt; articular-se com reguladores setoriais e com a ANPD para evitar exigências conflitantes, registros repetidos e interpretações divergentes. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Atuação baseada em cooperação:&lt;/strong&gt; funcionar como parceira do ecossistema de cibersegurança, estimulando confiança, inteligência compartilhada e melhoria contínua, com a aplicação de sanções restrita a casos de negligência grave ou descumprimento deliberado.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 17:43:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Entidades defendem aprovação da redução do ICMS para equipamentos de datacenter no Confaz]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/entidades-defendem-aprovacao-da-reducao-do-icms-para-equipamentos-de-datacenter-no-confaz</link><description>&lt;![CDATA[Convênio, que autoriza a redução do imposto sobre 24 equipamentos de TI, é considerado essencial para economia digital]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, e o &lt;a href="https://www.seinesp.org.br/"&gt;&lt;strong&gt;Sindicato das Empresas de Internet do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (Seinesp)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, em conjunto com as &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/5b235b1bd1e0a29c835080429f81b72dfab251b1.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;frentes parlamentares e outras entidades representativas do setor produtivo&lt;/a&gt; &amp;mdash; como a &lt;a href="https://brasscom.org.br/"&gt;&lt;strong&gt;Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Empresas de Tecnologia da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de Tecnologias Digitais (Brasscom)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &amp;mdash; defendeu a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o da redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Imposto sobre Circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Mercadorias e Servi&amp;ccedil;os (ICMS) para equipamentos destinados a datacenter.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A medida foi inserida na pauta da reuni&amp;atilde;o do &lt;strong&gt;Conselho Nacional de Pol&amp;iacute;tica Fazend&amp;aacute;ria (Confaz)&lt;/strong&gt;, prevista para ocorrer no pr&amp;oacute;ximo dia 3 de julho. A aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conv&amp;ecirc;nio que autoriza a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do imposto incidente sobre 24 equipamentos de Tecnologia da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (TI) &amp;eacute; considerada fundamental para ampliar a competitividade do Pa&amp;iacute;s na economia digital, com o objetivo de possibilitar os Estados a atra&amp;iacute;rem investimentos e fortalecerem a autonomia tecnol&amp;oacute;gica nacional. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A medida contempla produtos nacionais e importados destinados &amp;agrave; implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;agrave; amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o e &amp;agrave; moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de datacenters.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;ICMS: mais da metade da carga tribut&amp;aacute;ria sobre TI&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, o ICMS representa 64% da carga tribut&amp;aacute;ria incidente sobre a aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de equipamentos de TI. Essa elevada participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no custo dos produtos compromete a atratividade de projetos de instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de centros de processamento e armazenamento de dados no territ&amp;oacute;rio nacional.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com uma carga tribut&amp;aacute;ria t&amp;atilde;o elevada, o Brasil fica em posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o desfavor&amp;aacute;vel em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com outros pa&amp;iacute;ses na disputa pelos investimentos associados &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/ia-reputacao-e-fiscalizacao-mais-rigidas-redesenham-prioridades-dos-negocios"&gt;&amp;agrave; expans&amp;atilde;o da Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA)&lt;/a&gt; e da computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em nuvem, hoje consideradas essenciais para o funcionamento da economia, da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica e dos servi&amp;ccedil;os digitais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do referido conv&amp;ecirc;nio pelo Confaz permitiria que os Estados adotassem um tratamento tribut&amp;aacute;rio compat&amp;iacute;vel com a natureza desses investimentos, que n&amp;atilde;o se destinam &amp;agrave; revenda, mas &amp;agrave; forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de infraestrutura produtiva de longo prazo. Dessa forma, a medida reduziria assimetrias competitivas, aceleraria projetos em andamento, atrairia novos investidores e estimularia cadeias produtivas, gerando empregos especializados e ampliando a capacidade computacional do Brasil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Redata&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o re&amp;uacute;ne diversos representantes do setor produtivo, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/mobilizacao-do-setor-produtivo-pede-aprovacao-urgente-do-regime-especial-para-datacenters"&gt;ap&amp;oacute;s mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;nbsp;recente de mais de 30 entidades empresariais e diferentes frentes parlamentares pela aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Regime Especial de Tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para Servi&amp;ccedil;os de Datacenter (Redata)&lt;/a&gt;, bem como do Projeto de Lei Complementar (PLP) 74/2026, que trata dos aspectos jur&amp;iacute;dico-or&amp;ccedil;ament&amp;aacute;rios decorrentes da caducidade da Medida Provis&amp;oacute;ria (MP) 1.318/2025. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 17:37:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Proteção de dados deve promover a inovação, e não criar barreiras ao desenvolvimento nacional]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/protecao-de-dados-deve-promover-a-inovacao-e-nao-criar-barreiras-ao-desenvolvimento-nacional</link><description>&lt;![CDATA[Em audiência pública do Ministério da Justiça, FecomercioSP defende uma política capaz de proteger direitos, estimular investimentos e fortalecer a competitividade da economia digital]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A futura Pol&amp;iacute;tica Nacional de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Dados Pessoais e Privacidade (PNPD) precisa proteger direitos fundamentais sem comprometer a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a competitividade do Pa&amp;iacute;s. Essa foi a principal mensagem da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; durante audi&amp;ecirc;ncia p&amp;uacute;blica realizada pelo Minist&amp;eacute;rio da Justi&amp;ccedil;a e Seguran&amp;ccedil;a P&amp;uacute;blica (MJSP), na &amp;uacute;ltima sexta-feira (12), em Bras&amp;iacute;lia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Representando tamb&amp;eacute;m a Entidade, o &lt;strong&gt;advisor&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;em Regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o Digital, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/consultor-da-fecomerciosp-e-nomeado-novo-conselheiro-titular-do-cnpd" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Rony Vainzof, que &amp;eacute; membro do Conselho Nacional de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Dados (CNPD)&lt;/a&gt;, destacou que a Lei Geral de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Dados (LGPD) tem como fundamento a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados pessoais para o desenvolvimento econ&amp;ocirc;mico, al&amp;eacute;m de defender mecanismos de incentivo &amp;agrave; conformidade regulat&amp;oacute;ria e ressaltar que a transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital depende da integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre seguran&amp;ccedil;a da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados e &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/articulacoes-focam-regulacao-equilibrada-da-ia-e-sem-barreiras-para-mpes" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) &amp;eacute;tica e respons&amp;aacute;vel&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP fortalece o protagonismo do setor produtivo nas discuss&amp;otilde;es sobre a pol&amp;iacute;tica p&amp;uacute;blica que dever&amp;aacute; orientar o futuro da prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados no Brasil, tema cada vez mais relevante para a competitividade, a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica dos neg&amp;oacute;cios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;LGPD tamb&amp;eacute;m deve incentivar inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de valor&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a audi&amp;ecirc;ncia, Vainzof ainda ressaltou que a LGPD tem como objetivo proteger direitos e garantias fundamentais, especialmente a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados pessoais. No entanto, segundo ele, a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m foi concebida para permitir a gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de valor econ&amp;ocirc;mico a partir do tratamento e da circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o l&amp;iacute;cita de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/conciliar-desenvolvimento-tecnologico-e-protecao-de-direitos-o-desafio-do-brasil-para-avancar-na-transformacao-digital" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;A LGPD deve continuar sendo vista como um instrumento de impulso &amp;agrave; inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt;, e n&amp;atilde;o como um obst&amp;aacute;culo ao desenvolvimento&amp;rdquo;, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto citado foi a necessidade de incorporar a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados desde a concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de produtos e servi&amp;ccedil;os. Para o especialista, a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pr&amp;aacute;ticas de Privacy by Design&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;mdash; metodologia que se preocupa com a privacidade dos dados desde a concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualquer novo projeto ou servi&amp;ccedil;o &amp;mdash;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;reduz riscos, evita retrabalho e aumenta a efici&amp;ecirc;ncia operacional das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vainzof tamb&amp;eacute;m defendeu a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de incentivos regulat&amp;oacute;rios e econ&amp;ocirc;micos para organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es que invistam em boas pr&amp;aacute;ticas de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados. Segundo ele, &amp;eacute; preciso evitar o chamado &amp;ldquo;paradoxo da conformidade&amp;rdquo;, situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em que empresas comprometidas com o cumprimento das regras acabam assumindo custos e esfor&amp;ccedil;os adicionais sem que isso seja devidamente reconhecido.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Os agentes regulados que buscam estruturar neg&amp;oacute;cios olhando ao m&amp;aacute;ximo para a LGPD e sua conformidade n&amp;atilde;o podem ser penalizados em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;queles que n&amp;atilde;o cumprem as regras. A conformidade exige investimento e dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas gera benef&amp;iacute;cios para toda a sociedade e para o ambiente de neg&amp;oacute;cios&amp;rdquo;, enfatizou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, o representante da FecomercioSP ressaltou que a transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital sustent&amp;aacute;vel depende de um trip&amp;eacute; formado por seguran&amp;ccedil;a da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados pessoais e atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute;tica e respons&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a futura PNPD dever&amp;aacute; orientar a&amp;ccedil;&amp;otilde;es e estrat&amp;eacute;gias nacionais relacionadas &amp;agrave; prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dados, com impacto direto sobre regras de governan&amp;ccedil;a, compartilhamento de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, conformidade regulat&amp;oacute;ria e inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Por isso, a Entidade apoia uma abordagem equilibrada, capaz de garantir os direitos dos titulares sem criar entraves desproporcionais ao desenvolvimento tecnol&amp;oacute;gico, aos investimentos e &amp;agrave; economia digital.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 16 Jun 2026 11:38:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP apresenta à ANPD dez propostas para o Guia Orientativo do ECA Digital]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-apresenta-a-anpd-dez-propostas-para-o-guia-orientativo-do-eca-digital</link><description>&lt;![CDATA[Entidade salientou necessidade de um marco regulatório proporcional e juridicamente seguro]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Empresas dos setores de Com&amp;eacute;rcio, Servi&amp;ccedil;os e Turismo que oferecem produtos ou servi&amp;ccedil;os digitais est&amp;atilde;o entre as mais afetadas pelo &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/eca-digital-em-vigor-o-que-muda-na-pratica"&gt;Estatuto Digital da Crian&amp;ccedil;a e do Adolescente (ECA Digital)&lt;/a&gt;, institu&amp;iacute;do pela Lei 15.211/2025, em vigor desde mar&amp;ccedil;o de 2026. Atenta aos impactos da norma sobre essas atividades, a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; vem acompanhando as etapas de implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do estatuto, buscando garantir um marco regulat&amp;oacute;rio s&amp;oacute;lido, equilibrado e dotado de seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o enviada &amp;agrave; Tomada de Subs&amp;iacute;dios da Ag&amp;ecirc;ncia Nacional de Prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Dados (ANPD) sobre a minuta de estudo preliminar e guia orientativo, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;mdash; balizada por suas diretrizes institucionais de livre-iniciativa, desburocratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e abertura comercial &amp;mdash; defendeu um marco regulat&amp;oacute;rio efetivo, proporcional e juridicamente seguro. Na vis&amp;atilde;o da Entidade, marcos regulat&amp;oacute;rios excessivamente prescritivos ou sem clareza quanto &amp;agrave; sua aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o podem comprometer a efetividade da legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ao direcionarem recursos de fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e&lt;strong&gt;&amp;nbsp;compliance&lt;/strong&gt; para situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que n&amp;atilde;o representam riscos concretos ao p&amp;uacute;blico infantojuvenil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O material, que visa orientar fornecedores de produtos ou servi&amp;ccedil;os de Tecnologia da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (TI), est&amp;aacute; em fase de consulta ao setor produtivo por meio de Tomada de Subs&amp;iacute;dios conduzida pela ANPD. Com base em situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es pr&amp;aacute;ticas vivenciadas pelo mercado, a FecomercioSP apresentou dez propostas de aperfei&amp;ccedil;oamento voltadas para a seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica, a previsibilidade regulat&amp;oacute;ria e a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetiva de crian&amp;ccedil;as e adolescentes. Confira a seguir.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Delimita&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos servi&amp;ccedil;os sujeitos ao ECA Digital&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o guia deve esclarecer que a mera presen&amp;ccedil;a de um componente digital n&amp;atilde;o basta para enquadrar um produto ou servi&amp;ccedil;o no conceito de TI para fins do ECA Digital. A Entidade aponta duas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que, por sua natureza, n&amp;atilde;o deveriam atrair a incid&amp;ecirc;ncia da norma.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A primeira envolve servi&amp;ccedil;os essencialmente presenciais em que a etapa digital &amp;eacute; mero acess&amp;oacute;rio de comodidade ao consumidor. &amp;Eacute; o caso da coleta presencial de exames m&amp;eacute;dicos e laboratoriais com resultados posteriormente disponibilizados ao paciente por meios eletr&amp;ocirc;nicos, ou a encomenda realizada em loja f&amp;iacute;sica acompanhada por c&amp;oacute;digo de rastreamento online. Aqui, a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de consumo se constitui e se realiza presencialmente e o elemento digital n&amp;atilde;o a desnatura.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Distin&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre redes sociais e plataformas de finalidade operacional&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP tamb&amp;eacute;m defendeu uma diferencia&amp;ccedil;&amp;atilde;o clara entre redes sociais e plataformas cuja finalidade principal seja operacional, t&amp;eacute;cnica, institucional, utilit&amp;aacute;ria ou de atendimento ao consumidor, ainda que disponham de finalidades acess&amp;oacute;rias de intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como coment&amp;aacute;rios, f&amp;oacute;runs ou troca de mensagens entre usu&amp;aacute;rios. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Muitos servi&amp;ccedil;os dispon&amp;iacute;veis no mercado, argumenta a Entidade, mant&amp;ecirc;m f&amp;oacute;runs colaborativos de suporte t&amp;eacute;cnico ou de atendimento, nos quais consumidores compartilham solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es para problemas semelhantes. Nesses casos, a intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; estritamente instrumental ao servi&amp;ccedil;o principal e n&amp;atilde;o deve, por si s&amp;oacute;, atrair o enquadramento como rede social. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, esse enquadramento pressup&amp;otilde;e que a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de redes de intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o aberta, o engajamento entre usu&amp;aacute;rios e a circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o org&amp;acirc;nica ou algor&amp;iacute;tmica de conte&amp;uacute;dos sejam elementos centrais das l&amp;oacute;gicas econ&amp;ocirc;mica e operacional do servi&amp;ccedil;o. Trata-se do crit&amp;eacute;rio legal da finalidade principal, fixado pelo pr&amp;oacute;prio ECA Digital, que n&amp;atilde;o pode ser ampliado por via infralegal. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Crit&amp;eacute;rios para reenquadramento de plataformas pela ANPD&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP pede que o guia esclare&amp;ccedil;a que a prerrogativa da ANPD de determinar enquadramento diverso daquele realizado pelo fornecedor (art. 19, &amp;sect;2&amp;ordm;, do Decreto 12.880/2026) est&amp;aacute; vinculada aos limites do conceito legal de rede social fixado pelo ECA Digital, n&amp;atilde;o podendo decorrer de ju&amp;iacute;zos discricion&amp;aacute;rios ou de interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es extensivas por via infralegal.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a Entidade, a cautela se justifica pelas consequ&amp;ecirc;ncias do enquadramento: vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de contas de menores de 16 anos a respons&amp;aacute;veis legais, veda&amp;ccedil;&amp;atilde;o a perfis comportamentais para publicidade dirigida e mecanismos espec&amp;iacute;ficos de verifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de idade e modera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es que exigem investimentos substanciais de &lt;strong&gt;compliance&lt;/strong&gt; e reestrutura&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica. Por isso, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o prop&amp;otilde;e que eventual reenquadramento seja precedido de an&amp;aacute;lise t&amp;eacute;cnica individualizada e devido processo administrativo, com notifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;eacute;via, oportunidade de manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, prazo razo&amp;aacute;vel para adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e, quando cab&amp;iacute;vel, modula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de efeitos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica na defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de acesso prov&amp;aacute;vel&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro aspecto levantado pela Entidade &amp;eacute; a necessidade de manter a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o cumulativa dos requisitos para configura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do acesso prov&amp;aacute;vel pelo p&amp;uacute;blico infantojuvenil: a probabilidade de uso e atratividade, a facilidade de acesso e utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o significativo grau de risco da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o devem estar presentes conjuntamente para caracterizar um produto ou servi&amp;ccedil;o como de &amp;ldquo;acesso prov&amp;aacute;vel&amp;rdquo; para crian&amp;ccedil;as e adolescentes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O objetivo do ECA Digital, ressalta a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;eacute; proteger esse p&amp;uacute;blico de riscos concretos e significativos, e n&amp;atilde;o submeter toda e qualquer aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital ao regime regulat&amp;oacute;rio. Al&amp;eacute;m disso, o acesso infantojuvenil a ambientes digitais seguros &amp;mdash; como servi&amp;ccedil;os educacionais, culturais, informativos e de utilidade p&amp;uacute;blica &amp;mdash; deve ser preservado. Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es excessivamente amplas podem gerar efeitos regulat&amp;oacute;rios desproporcionais, especialmente para Pequenas e M&amp;eacute;dias Empresas (PMEs).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Limites &amp;agrave; presun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de acesso prov&amp;aacute;vel&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sugere ainda a remo&amp;ccedil;&amp;atilde;o da presun&amp;ccedil;&amp;atilde;o, criada pela minuta do guia, que enquadra automaticamente determinadas categorias de fornecedores como servi&amp;ccedil;os de acesso prov&amp;aacute;vel para crian&amp;ccedil;as e adolescentes, por entender que a medida viola o princ&amp;iacute;pio da legalidade e transfere, indevidamente, &amp;agrave;s empresas o &amp;ocirc;nus de demonstrar que n&amp;atilde;o se enquadram nessa condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Entidade, caso a presun&amp;ccedil;&amp;atilde;o seja mantida, deve ser removida a exig&amp;ecirc;ncia de que seu afastamento ocorra apenas em &amp;ldquo;situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es muito excepcionais&amp;rdquo;, com previs&amp;atilde;o de crit&amp;eacute;rios objetivos para o desenquadramento; e, no caso das plataformas de com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico, a presun&amp;ccedil;&amp;atilde;o deve ficar restrita &amp;agrave;quelas cujo modelo de neg&amp;oacute;cio envolva efetivamente a intermedia&amp;ccedil;&amp;atilde;o relevante de produtos proibidos para crian&amp;ccedil;as e adolescentes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Crit&amp;eacute;rios cumulativos e risco significativo&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o atual da minuta permite que fatores isolados, como conte&amp;uacute;do de interesse de crian&amp;ccedil;as, design atrativo ou uso efetivo por menores, sejam utilizados como indicadores suficientes para caracterizar um servi&amp;ccedil;o como de &amp;ldquo;acesso prov&amp;aacute;vel&amp;rdquo; pelo p&amp;uacute;blico infantojuvenil, contrariando a l&amp;oacute;gica cumulativa adotada pela pr&amp;oacute;pria minuta. Essa regra tamb&amp;eacute;m desconsidera a necessidade de comprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do requisito de significativo grau de risco e amplia indevidamente o alcance regulat&amp;oacute;rio al&amp;eacute;m do que foi definido em lei. Por isso, a Entidade prop&amp;otilde;e a elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse rol de fatores ou, alternativamente, sua reformula&amp;ccedil;&amp;atilde;o para esclarecer que nenhum deles, de maneira isolada, &amp;eacute; suficiente para o enquadramento. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Crit&amp;eacute;rios objetivos para aferi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de atratividade&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o os par&amp;acirc;metros abstratos utilizados para definir conte&amp;uacute;dos atrativos a crian&amp;ccedil;as e adolescentes. Na vis&amp;atilde;o da FecomercioSP, esses par&amp;acirc;metros deveriam ser substitu&amp;iacute;dos por crit&amp;eacute;rios objetivos e verific&amp;aacute;veis, inspirados em refer&amp;ecirc;ncias internacionais, como o Online Safety Act, do Reino Unido, e as orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es da Ofcom (evid&amp;ecirc;ncias de uso, estrat&amp;eacute;gia comercial do fornecedor e fontes internas e externas). A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m prop&amp;otilde;e que o crit&amp;eacute;rio de atratividade seja aplicado apenas em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos menores de 16 anos, em coer&amp;ecirc;ncia com a sistem&amp;aacute;tica et&amp;aacute;ria do pr&amp;oacute;prio ECA Digital. A subjetividade, neste caso, gera inseguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica, al&amp;eacute;m de dificultar o cumprimento das regras pelos fornecedores. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Usabilidade n&amp;atilde;o deve ser confundida com acesso prov&amp;aacute;vel&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A possibilidade de que servi&amp;ccedil;os com boa experi&amp;ecirc;ncia do usu&amp;aacute;rio, interfaces intuitivas e elevada usabilidade sejam automaticamente considerados de acesso prov&amp;aacute;vel por menores tamb&amp;eacute;m traz riscos para o ambiente de neg&amp;oacute;cios. &amp;nbsp;Segundo a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, essa interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o amplia excessivamente o alcance regulat&amp;oacute;rio e se afasta de uma abordagem baseada em risco. Por isso, a Entidade recomenda que a an&amp;aacute;lise se concentre em mecanismos de engajamento direcionado a crian&amp;ccedil;as e adolescentes, principalmente menores de 16 anos, como gamifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, recompensas e est&amp;iacute;mulos comportamentais recorrentes, e n&amp;atilde;o em caracter&amp;iacute;sticas comuns a qualquer servi&amp;ccedil;o digital moderno.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP argumenta que adolescentes acima dessa faixa et&amp;aacute;ria t&amp;ecirc;m, em regra, interesses, padr&amp;otilde;es de consumo e comportamentos digitais muito semelhantes aos de jovens adultos, o que torna dif&amp;iacute;cil distinguir de forma objetiva aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es supostamente mais acess&amp;iacute;veis para esse p&amp;uacute;blico em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos demais servi&amp;ccedil;os amplamente utilizados pela popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Medidas de preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o devem ser proporcionais ao risco&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sugere ainda que o guia esclare&amp;ccedil;a que as medidas de preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o devem ser proporcionais ao risco concreto apresentado por cada produto ou servi&amp;ccedil;o. Na pr&amp;aacute;tica, isso significa que o rol de medidas deve ter tratado como exemplificativo e gradu&amp;aacute;vel, e n&amp;atilde;o interpretado como um conjunto uniforme de obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es aplic&amp;aacute;vel indistintamente a todos os fornecedores. &amp;nbsp;A proposta, avalia a Entidade, busca alinhar a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o modelo baseado em risco adotado pelo pr&amp;oacute;prio ECA Digital. O objetivo &amp;eacute; evitar uma interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o que imponha custos excessivos, em especial a PMEs e a servi&amp;ccedil;os de baixo risco, criando efeitos desproporcionais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de impacto deve observar os limites previstos em lei&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, a FecomercioSP sugere que a minuta, que apresenta a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de impacto &amp;agrave; seguran&amp;ccedil;a e &amp;agrave; sa&amp;uacute;de de crian&amp;ccedil;as como dever de car&amp;aacute;ter geral, esclare&amp;ccedil;a que essa avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, prevista no artigo 47 do Decreto12.880/2026, &amp;eacute; obrigat&amp;oacute;ria apenas para provedores com mais de 1 milh&amp;atilde;o de usu&amp;aacute;rios menores de idade registrados, conforme estabelece o artigo 31, inciso VII, do ECA Digital. Para os demais fornecedores, a medida deve ser considerada uma boa pr&amp;aacute;tica recomend&amp;aacute;vel, e n&amp;atilde;o uma obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal, evitando que o regulamento crie, por via infralegal, exig&amp;ecirc;ncias n&amp;atilde;o previstas em lei.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os setores representados pela FecomercioSP reconhecem a import&amp;acirc;ncia da prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de crian&amp;ccedil;as e adolescentes e, com essas sugest&amp;otilde;es, buscam preservar os objetivos do ECA Digital sem comprometer a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica do ambiente de neg&amp;oacute;cios nacional. A Entidade seguir&amp;aacute; acompanhando o processo de implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da norma.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 13:44:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Em carta a Alcolumbre, setor produtivo pede inclusão do Redata na pauta do Senado]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/em-carta-a-alcolumbre-setor-produtivo-pede-inclusao-do-redata-na-pauta-do-senado</link><description>&lt;![CDATA[Frentes parlamentares e entidades empresariais continuam pressionando Casa para deliberação urgente da matéria]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, por meio do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;&lt;strong&gt;Conselho de Economia Digital e Inovação&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;em conjunto com frentes parlamentares e entidades representativas do setor produtivo, &lt;a href="https://www.instagram.com/p/DZDvxoTE_9-/"&gt;segue mobilizada pela aprovação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata)&lt;/a&gt;, considerado decisivo para o futuro digital do País.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante da perspectiva de realização de uma reunião de líderes para definição da pauta legislativa, &lt;a href="https://0eefc726-6072-463b-870b-f0a262ec5abe.usrfiles.com/ugd/0eefc7_aaf8a3f139814718be163410aa796313.pdf"&gt;as frentes e entidades reforçam o apelo para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União/AP), dê prioridade ao processo de aprovação da medida e inclua o Projeto de Lei (PL) 278/2026 na pauta de deliberações do Plenário ainda nesta semana&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta é considerada essencial para a construção de um ambiente regulatório seguro e competitivo, capaz de destravar investimentos bilionários em projetos estruturantes voltados para os desenvolvimentos econômico, tecnológico e estratégico do Brasil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/setor-produtivo-cobra-aprovacao-de-regime-de-datacenters"&gt;Nas últimas semanas, a mobilização em favor do Redata ganhou força em Brasília com a realização do evento Redata pelo Futuro Digital do Brasil, que reuniu parlamentares, representantes do governo federal, especialistas e lideranças empresariais&lt;/a&gt;. Dentre os participantes, estiveram &lt;a href="https://www.instagram.com/ivodallacqua.oficial/"&gt;o presidente em exercício da FecomercioSP, Ivo Dall'Acqua Júnior&lt;/a&gt;, e o presidente do Conselho de Economia Digital e Inovação da entidade, Andriei Gutierrez.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/mobilizacao-do-setor-produtivo-pede-aprovacao-urgente-do-regime-especial-para-datacenters"&gt;Liderado pela Coalizão das Frentes Produtivas, o movimento reúne mais de 30 entidades empresariais e diversas frentes parlamentares em defesa da aprovação do Redata e da construção de um ambiente regulatório moderno e competitivo para o setor&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além do PL 278/2026, o documento também defende a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 74/2026, que trata dos aspectos jurídico-orçamentários decorrentes da caducidade da Medida Provisória (MP) 1.318/2025. A proposta deve ser apreciada, inicialmente, pela Câmara dos Deputados e, posteriormente, pelo Senado Federal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com participação ativa da FecomercioSP e de seu Conselho de Economia Digital e Inovação, a articulação busca destravar investimentos capazes de posicionar o Brasil entre os protagonistas da nova economia digital.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Caso sejam criadas condições competitivas para novos projetos, a expectativa é que o País atraia entre R$ 60 bilhões e R$ 100 bilhões em investimentos ao longo dos próximos quatro anos, enquanto o mercado global de datacenters deverá receber cerca de US$ 3 trilhões no mesmo período.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além de atrair capital estrangeiro, o regime poderá impulsionar a criação de empregos qualificados, ampliar a capacidade nacional de processamento de dados, fortalecer as cadeias produtivas de tecnologia e acelerar o desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA) no País.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Brasil reúne condições favoráveis para aproveitar essa oportunidade. Com uma matriz energética predominantemente limpa, um sistema elétrico interligado robusto e estabilidade institucional e geopolítica, o País tem atributos relevantes para atrair investidores. No entanto, ainda precisa garantir um ambiente regulatório moderno, seguro e competitivo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, a instalação de um datacenter em território nacional custa, em média, 26% mais do que nos Estados Unidos e 35% mais do que no Chile. A expectativa é que, com a aprovação do Redata, o mercado brasileiro passe a oferecer condições mais atrativas para a implantação de novos empreendimentos e para a atração de investimentos nacionais e internacionais no setor.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 11 Jun 2026 09:38:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item></channel></rss>
