<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Pesquisas - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticias/economia/pesquisas</link><description>&lt;![CDATA[Descrição.]]</description><lastBuildDate>Mon, 12 Oct 2026 17:51:15 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Pesquisas - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticias/economia/pesquisas</link><url>https://www.fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Economia]]</category><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Eletrônicos puxam alta de quase 6% nos presentes para o Dia das Crianças]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/eletronicos-puxam-alta-de-quase-6-nos-presentes-para-o-dia-das-criancas</link><description>&lt;![CDATA[Restrições nas cadeias globais elevam custos de insumos e encarecem produtos; console de videogame disparou 13,52% em 12 meses e os brinquedos, 4,02% ]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Os produtos mais procurados para presentear no Dia das Crianças estão quase 6% mais caros neste ano, de acordo com levantamento da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP&lt;/strong&gt;)&lt;/a&gt;. O resultado ficou acima da inflação média geral nacional no acumulado em 12 meses até setembro, de 4,47%. No ano passado, a cesta subiu 3,49%, abaixo do índice geral, que estava em 5,32%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP calculou a variação de preços de uma cesta com 23 itens do IPCA-15, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), habitualmente associados à data, e identificou avanço médio de 5,9% no acumulado em 12 meses até o nono mês do ano.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Eletrônicos concentram as maiores altas&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A alta foi puxada, principalmente, pelos itens de maior valor agregado, como os eletrônicos. De acordo com a Federação, os custos dos insumos globais, impactados pelas restrições nas cadeias de produção — em especial de processadores e componentes semicondutores — contribuiu para o encarecimento desses produtos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O console de videogame disparou 13,52% em 12 meses, mais que o dobro da variação registrada em 2025 (5,65%). O computador pessoal, por sua vez, avançou 10,33%, quase cinco vezes acima do observado no ano anterior (2,26%).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outros produtos que apresentaram alta foram o chocolate em barra e o bombom, que, embora tenham desacelerado em comparação com o ano passado (23,76%), cresceram 12,22%, refletindo a persistência dos preços elevados do cacau no mercado internacional. O perfume subiu 10,02%, ante os 3,56% vistos em 2025. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O agasalho infantil apresentou a maior reversão entre os itens analisados, passando de uma queda de 4,72%, em 2025, para uma alta de 8,13%, neste ano. O tênis subiu 7%, enquanto sandálias e chinelos, 5,24%, ambos acima da média. Bijuterias (5,8%), sapato infantil (4,61%) e livros não didáticos (4,01%) completaram o grupo de itens com elevações superiores à inflação geral.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[Tabela 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Inflação da Cesta do Dia das Crianças&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;(12 meses; em %)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP / IPCA-15&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/8e8d5e8830c5a67f6ea0467f3a3f8e070ee5da0c.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Brinquedos sobem menos que a média da cesta&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os brinquedos, itens com a maior demanda no Dia das Crianças, registraram alta de 4,02%. O resultado é superior ao registrado em 2025 (3,21%), porém inferior à média dos itens. Vestido (2,62%), calça comprida (2,32%), conjunto (1,43%), camisa/camiseta (1,26%) e bermuda/short (0,97%) apontaram reajustes abaixo da inflação geral.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já entre os itens que sofreram queda, o destaque ficou por conta do aparelho de som, com recuo de 8,52%, seguido pela bicicleta (-1,79%) e pelo aparelho telefônico (-0,20%). Instrumento musical (0,48%), mochila (0,47%) e relógio de pulso (2,05%) também ficaram entre os itens com variações mais brandas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pesquisa de preços pode ajudar a reduzir o impacto&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avaliação da FecomercioSP, é importante considerar que os números refletem a média do mercado. Na prática, os preços variam consideravelmente de um produto para outro e entre diferentes estabelecimentos. Para os consumidores, essa variação representa uma oportunidade — quem dedica tempo à pesquisa tende a encontrar opções que caibam no bolso, especialmente quando a compra é planejada com antecedência.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para as empresas, oferecer condições de pagamento mais vantajosas pode facilitar a decisão de compra, seja por meio de descontos no PIX, seja pelo parcelamento em mais vezes no cartão. Em um cenário de juros elevados, maior endividamento das famílias e uma cesta com aumento médio superior à inflação geral, estratégias que facilitem o pagamento podem contribuir para preservar o consumo na data.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 09:03:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Varejo paulista enfrenta retração disseminada nas vendas]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/varejo-paulista-enfrenta-retracao-disseminada-nas-vendas</link><description>&lt;![CDATA[Vendas caem 8,1% em julho e acumulam retração de 6,1% no ano; na capital, queda chega a 11,8%]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;As vendas do Comércio varejista paulista registraram &lt;strong&gt;queda de 8,1%&lt;/strong&gt; em julho, em relação ao mesmo mês do ano passado. Os dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), elaborada mensalmente pela &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;em parceria com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz/SP), apontam, contudo, para o terceiro melhor resultado da série histórica para o mês. O faturamento real atingiu &lt;strong&gt;R$ 122,3 bilhões&lt;/strong&gt;, valor R$ &lt;strong&gt;10,7 bilhões inferior&lt;/strong&gt; ao apurado ao mesmo período de 2025 [tabela 1].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Faturamento Comércio Varejista — Estado de São Paulo&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Fonte: Sefaz-SP/FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/8fdedb5e7f16d8114492712ce24bbe374002319e.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com esse resultado, a variação acumulada nas vendas varejistas caiu 6,1% no ano, representando um faturamento de R$ 55,4 bilhões inferior ao obtido no período de janeiro a julho do ano passado. Na comparação interanual, a queda no faturamento do Comércio paulista passou de 6,9%, em maio, para 7%, em junho, e 8,1%, em julho, relevando a deterioração na margem dessa comparação. No acumulado de 12 meses, a queda se aprofundou de 1,6% para 2,5%, e em julho, 3,5%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a FecomercioSP, esse resultado reflete o fato de que a retração das vendas das atividades é disseminada, embora seja particularmente mais intensa nos segmentos de bens duráveis e semiduráveis. Na comparação dos últimos três meses, os dados mostram aprofundamento das perdas no total do varejo, tornando o comportamento dos próximos meses particularmente importante para avaliar se o segundo semestre do ano conseguirá interromper a trajetória ou se a retração continuará avançando sobre o desempenho de 2026.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além disso, das nove atividades da pesquisa, apenas concessionárias de veículos apontou alta (5,4%), com faturamento de R$ 16,8 bilhões e expansão de 5,3% nos 12 meses. Na contramão, o setor de outras atividades sofreu pressão negativa de 8,7 pontos porcentuais (p.p.). Em sete meses, além das concessionárias, nenhuma outra atividade apresentou crescimento [tabela 2].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 2]&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Faturamento Comércio Varejista — Estado de São Paulo&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Fonte: Sefaz-SP/FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/f0da08fd1c7d119edea1f9c2ac5506dc9e6782ea.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O principal destaque negativo ficou por conta das lojas de eletrodomésticos e eletrônicos, cujo faturamento real caiu 35,6% na comparação interanual. O segmento acumula retrações de 27,1% no ano e de 18,5% em 12 meses. Trata-se, portanto, de uma queda que não está restrita ao mês, mas que vem se aprofundando. A variação interanual passou de -30,9%, em maio, para -32,1%, em junho, e -35,6%, em julho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vendas na capital registram queda de quase 12%&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As vendas do varejo em julho, na capital paulista, sofreram &lt;strong&gt;queda de 11,8%&lt;/strong&gt; no faturamento real em relação a julho de 2025, com receita de R$ 35,9 bilhões no mês — R$ 4,8 bilhões abaixo do valor registrado em julho de 2025. A variação acumulada no ano foi de -9,2%, o que representa faturamento de R$ 26,1 bilhões inferior ao apurado entre janeiro e julho de 2025 [tabela 3].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Faturamento Comércio Varejista — Cidade de São Paulo&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Fonte: Sefaz-SP/FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/939042c7412203e233a283d955ae2f6af67c64bf.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nenhuma das nove atividades pesquisadas na capital apontou crescimento no faturamento real em julho. O resultado contrasta com o desempenho estadual: enquanto o varejo paulista recuou 8,1% no mês, a cidade registrou queda de 11,8%, uma diferença de 3,7 p.p. No acumulado do ano, a distância também é significativa, com retrações de 6,1% no Estado e de 9,2% na capital. Em 12 meses, os recuos foram, respectivamente, de 3,5% e 5,7%. Assim, independentemente do período analisado, o varejo da capital registrou retração mais intensa do que a média do Estado.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 16:32:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Serviços da capital resistem aos juros altos e ao menor dinamismo da economia]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/servicos-da-capital-mostram-resistencia-diante-de-juros-altos-e-menor-dinamismo-economico</link><description>&lt;![CDATA[Setor cresceu 10,5% no primeiro semestre, mas ambiente ainda é de cautela para a segunda metade do ano]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Os Serviços mantiveram desempenho expressivo no primeiro semestre do ano na capital paulista. Segundo os dados da&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS),&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;elaborada pela &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; com base nas informações da Secretaria da Fazenda do Município de São Paulo (Sefaz/SP), entre janeiro e junho, o &lt;strong&gt;faturamento real&lt;/strong&gt;alcançou &lt;strong&gt;R$ 538,3 bilhões&lt;/strong&gt;, um crescimento de &lt;strong&gt;10,5%&lt;/strong&gt; em relação ao mesmo período de 2025 — representando incremento de aproximadamente R$ 51 bilhões. [tabela 1].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Faturamento real do Setor de Serviços — 1º semestre de 2026&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Secretaria da Fazenda do Município de São Paulo/FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/1eb0fc796d69982157e4af8cf36884adc0f0842f.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt;, o resultado mostra a capacidade de resistência do setor diante de um ambiente de juros elevados e menor dinamismo da atividade econômica. Entretanto, a composição desse crescimento merece atenção. A expansão foi particularmente forte em atividades relacionadas a intermediação, comunicação, serviços empresariais e saúde, enquanto outros segmentos apontaram crescimento mais moderado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Atividades em expansão&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O segmento de agenciamento, corretagem e intermediação acumulou faturamento de R$ 55,7 bilhões (22,7%), adicionando em torno de R$ 10,3 bilhões em comparação com o primeiro semestre de 2025. Também se destacou a atividade de mercadologia e comunicação, com faturamento de R$ 60,3 bilhões (18,6%), equivalente a aproximadamente R$ 9,5 bilhões adicionais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a Entidade, a expansão dessas atividades reforça uma mudança estrutural na composição dos Serviços, com tecnologia, plataformas digitais, publicidade, dados e intermediação ganhando mais importância.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os serviços jurídicos, econômicos e técnico-administrativos movimentaram R$ 168,3 bilhões (10,4%). Em razão do tamanho do segmento, foram cerca de R$ 15,8 bilhões adicionais em relação ao primeiro semestre de 2025, uma das principais contribuições em valores para o crescimento da pesquisa. Esse crescimento consolida a importância dos serviços especializados para as empresas em um ambiente de mais complexidades regulatória, tributária, tecnológica e trabalhista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os serviços de saúde, por sua vez, acumularam faturamento de R$ 43,2 bilhões, um crescimento de 12,1%, enquanto a construção civil atingiu aproximadamente R$ 12,7 bilhões, alta de 10,6%. As empresas do Simples Nacional movimentaram em torno de R$ 57,6 bilhões, um crescimento de 8,5%, representando R$ 4,5 bilhões adicionais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já os serviços técnico-científicos expandiram 6,7%, ao passo que os serviços bancários, financeiros e securitários avançaram aproximadamente 5%. Conservação, limpeza e reparação de bens móveis registraram expansão de 4%, enquanto educação (2%) e representação (0,3%) registraram avanços contidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O segmento de turismo, hospedagem, eventos e assemelhados foi o único a apresentar retração no acumulado do primeiro semestre, com faturamento de aproximadamente R$ 11,5 bilhões, 9,3% abaixo do observado no mesmo período do ano passado, correspondendo a uma redução próxima de R$ 1,2 bilhão.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cautela para o segundo semestre&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do resultado positivo na comparação anual, o resultado foi 2,3% inferior aos aproximadamente R$ 551,3 bilhões registrados entre julho e dezembro de 2025, indicando uma perda de ritmo mediante os dados mais recentes do setor. A comparação entre semestres deve ser interpretada com cautela em razão dos efeitos sazonais, mas serve como indicador complementar da dinâmica da economia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As atividades serviços técnico-científicos (-11%), construção civil (-10,2%), turismo, hospedagem e eventos (-10,1%), Simples Nacional (-6,8%), representação (-6,5%) e serviços bancários, financeiros e securitários (-4,2%) ficaram abaixo do segundo semestre do ano passado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por isso, a FecomercioSP orienta os empresários a priorizarem capital de giro e liquidez em detrimento de investimentos estruturais enquanto o custo do crédito seguir elevado, além de investir em retenção e produtividade da equipe atual antes de expandir o quadro, aproveitando o mercado de trabalho aquecido e monitorando de perto o cenário de juros e o calendário político-eleitoral antes de assumir compromissos financeiros de longo prazo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Setor faturou R$ 96,4 bilhões em junho na capital&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os segmentos de serviços da capital paulista alcançaram faturamento de R$ 96,4 bilhões, um crescimento de 13,2% em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 11,8% [tabela 2].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Faturamento real do Setor de Serviços — junho/2026&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Secretaria da Fazenda do Município de São Paulo/FecomercioSP&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/af0a9cb57b5095d0a996806ccd7b48b5dba29aaa.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em junho, todas as atividades de serviços analisadas no município registraram crescimento do faturamento real em relação ao mesmo mês de 2025, com exceção de turismo, hospedagem, eventos e assemelhados. No acumulado em 12 meses, tanto esse segmento quanto a atividade de representação mostraram resultados negativos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 17:16:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Intenção de consumo das famílias recua pelo quinto mês seguido ]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/intencao-de-consumo-das-familias-recua-pelo-quinto-mes-seguido</link><description>&lt;![CDATA[Emprego e renda ainda sustentam cenário, mas piora nas expectativas, juros altos e endividamento limitam compras de maior valor]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;Intenção de Consumo das Famílias (ICF),&lt;/strong&gt; indicador mensurado mensalmente pela &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, recuou 1,2% em agosto. O índice caiu para 110,9 pontos, registrando a quinta queda mensal consecutiva e a mais intensa da sequência iniciada em abril. Ainda assim, o indicador permaneceu acima da linha de satisfação (100 pontos) e cresceu 4,4% em comparação com o mesmo período do ano passado [gráfico 1].&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Série histórica (13 meses)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/3a86bdcaecd0c5e30ec5ecdfa1e5dc9a6b7ab330.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Emprego sustenta consumo, mas lares ficam mais cautelosos&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na análise da FecomercioSP, o mercado de trabalho ainda aquecido continua sendo o principal fator de sustentação do ICF. O componente &lt;strong&gt;emprego atual&lt;/strong&gt; variou apenas -0,4% no mês, para 141,3 pontos, mas avançou 6,3% em um ano e segue como o item de maior pontuação do indicador. A força do emprego ajuda a preservar a renda e a capacidade de pagamento familiar, evitando uma queda mais acentuada da intenção de consumo [tabela 1].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O principal sinal de cautela surge nas perspectivas para o futuro. A &lt;strong&gt;perspectiva profissional&lt;/strong&gt; caiu 4,5%, no mês, e 10,5%, em um ano, ampliando a distância para o emprego atual. O resultado indica que, embora as famílias avaliem positivamente a sua situação profissional hoje, estão menos confiantes em relação a promoções, aumentos salariais e estabilidade no futuro, o que pode estimular a poupança por precaução e o adiamento de compromissos financeiros mais longos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;renda atual&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;recuou 1,3%, na terceira queda mensal seguida, embora ainda esteja 2,8% acima de agosto de 2025. O &lt;strong&gt;acesso ao crédito&lt;/strong&gt;, por sua vez, foi o único componente a avançar no mês (0,8%), mas a melhoria na percepção de crédito disponível não significa que o custo dos financiamentos tenha diminuído. &lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[Tabela 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Intenção de Consumo das Famílias — componentes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/a8915002236ef6b9838dbd0e28fb286d175ec52e.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os resultados mostram que emprego e renda ainda funcionam como amortecedores, mas os juros altos, o endividamento e a cautela das famílias continuam limitando compras de valor mais alto.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Melhor avaliação do presente&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também avaliado pela FecomercioSP,&lt;strong&gt;&amp;nbsp;O Índice de Confiança do Consumidor (ICC)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;variou -0,6% em relação a julho, para 120,8 pontos, indicando que o consumidor paulistano segue relativamente confiante com o futuro, mas já começa a dar sinais de que as contas domésticas estão mais pressionadas no presente. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda assim, a retração foi menor do que a queda de 2% registrada no mês anterior e manteve o indicador na zona de otimismo. Na comparação com agosto do ano passado, o avanço foi de 8%, sinalizando que a confiança permanece em nível elevado, embora com sinais de acomodação no ciclo do consumo [gráfico 2].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Índice de Confiança do Consumidor (ICC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Série histórica (13 meses)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/6e63fc3e2df0e1464cc9b3b70e12032969a44112.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na leitura da FecomercioSP, o emprego e o alívio recente da inflação ajudaram a melhorar a percepção sobre o momento presente. Já a cautela em relação ao futuro reflete os pesos dos juros ainda altos e do maior comprometimento da renda familiar com dívidas, fatores que tornam o consumidor mais seletivo frente a compromissos de médio e longo prazos. Portanto, ele não para de consumir, mas começa a planejar melhor, comparar preços com mais frequência e adiar compras de valor mais alto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ICC é formado por dois subíndices, cujas leituras foram divergentes em agosto.&amp;nbsp;&amp;nbsp;O&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA)&lt;/strong&gt;, que mede como o consumidor avalia a situação econômica presente, avançou 0,5%, para 114,5 pontos, com melhoria entre famílias das duas faixas de renda, mulheres e consumidores com menos de 35 anos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já o&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Índice de Expectativas do Consumidor (IEC)&lt;/strong&gt;, que capta as perspectivas para o futuro próximo, caiu 1,3%, para 125 pontos. O resultado indica que o paulistano está mais cauteloso quanto ao futuro [gráfico 3].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;e de Expectativas do Consumidor (IEC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Série histórica (13 meses)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/f1da0e206fcb7d7384a63deb0a634809e2ac21a7.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Pessimismo entre os consumidores mais velhos&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A queda do ICC foi mais intensa entre consumidores com 35 anos ou mais (-3%), enquanto os mais jovens variaram 0,8% no mês, com o maior resultado entre as faixas etárias. A diferença entre os grupos aumentou de 6 para 10,6 pontos. Entre os consumidores com mais idade, a confiança está mais sustentada pelas expectativas para o futuro do que pela percepção sobre o presente, o que sugere mais sensibilidade às mudanças econômicas e uma eventual piora da renda, do emprego ou do custo de vida&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;[tabela 2].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por renda, a confiança recuou entre os lares com até dez salários mínimos (-1,2%) e avançou entre as de maior renda (0,6%). O contraste aparece principalmente na avaliação das condições atuais, indicando que, embora as famílias de menor renda mantenham expectativas relativamente favoráveis, ainda sofrem mais pressão no orçamento diante dos preços, dos juros e das despesas essenciais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre os homens, o ICC caiu 1,8%, enquanto entre as mulheres variou 0,6%. Apesar de a confiança masculina continuar mais alta, a diferença entre os grupos diminuiu de forma significativa. No campo das expectativas, porém, o IEC dos homens cresceu 11,3% em um ano, maior alta entre os segmentos, sinalizando que a cautela observada em agosto ocorre mesmo com uma percepção mais positiva sobre o futuro.&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[Tabela 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Índice de Confiança do Consumidor (ICC) – segmentos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/5750b495597ebc7fedfd05d57150b7db62d2badf.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP observa que, apesar da piora pontual em agosto, todas as segmentações registraram alta no comparativo anual. O resultado mostra uma acomodação de curto prazo da confiança, sem caracterizar uma reversão da melhoria observada nos últimos 12 meses.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Impactos sobre o varejo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O resultado de agosto constata que o consumidor paulistano segue otimista, mas mais seletivo e cauteloso, principalmente em relação ao futuro profissional e às compras de alto valor. O mercado de trabalho ainda sustenta emprego, renda e capacidade de pagamento, mas já não é suficiente para manter o consumo no mesmo ritmo, diante do crédito caro, do maior comprometimento da renda com dívidas e da pressão das despesas essenciais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o varejo, esse quadro reforça um comportamento de consumo mais planejado, marcado por pesquisa de preços, comparação entre canais e mais seletividade. Segmentos que dependam de crédito e parcelamento tendem a enfrentar mais resistência. Nesse ambiente, também ganha importância a gestão prudente de estoques e de caixa, além da adaptação da oferta aos diferentes perfis de renda e idade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O varejista que compreender esse consumidor mais cauteloso e apresentar uma proposta de valor clara estará mais preparado para passar por período de acomodação. Mais do que apostar apenas em descontos, o momento exige acompanhar de perto a capacidade financeira das famílias e a evolução da confiança, especialmente das expectativas profissionais, que podem antecipar mudanças mais amplas no comportamento de consumo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Panorama do Comércio&lt;/strong&gt; de setembro traz algumas orientações sobre como adotar estratégias para esse momento. Clique&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/corda-bamba-comercio-paulista-sofre-pressao-de-estoques-dividas-e-juros-altos"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; para fazer o download.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 16:03:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Juros altos têm raiz no desequilíbrio fiscal]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/juros-altos-tem-raiz-no-desequilibrio-fiscal</link><description>&lt;![CDATA[Ao BC, FecomercioSP propõe medidas para fortalecer ambiente de crédito aos pequenos negócios]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;' id="isPasted"&gt;O debate recorrente sobre taxas de cart&amp;atilde;o e parcelamento tende a ressurgir sempre que o or&amp;ccedil;amento das fam&amp;iacute;lias aperta. Mas trata-se apenas de um sintoma de um problema mais profundo: h&amp;aacute; anos, o Brasil apresenta crescimento insuficiente da produtividade e da renda por habitante, baixa taxa de investimento e um quadro fiscal que mant&amp;eacute;m elevada a percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de risco. Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,3% e o PIB per capita avan&amp;ccedil;ou 1,9%, enquanto a taxa de investimento ficou em apenas 16,8% do PIB.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Essa avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o faz parte de um estudo elaborado pela &lt;a href="https://fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, levado formalmente ao presidente do Banco Central (BC), Gabriel Gal&amp;iacute;polo.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;O material detalha a dimens&amp;atilde;o do desequil&amp;iacute;brio fiscal: em junho de 2026, a D&amp;iacute;vida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu 81,9% do PIB (R$ 10,8 trilh&amp;otilde;es); nos 12 meses at&amp;eacute; ent&amp;atilde;o, o setor p&amp;uacute;blico acumulou d&amp;eacute;ficit prim&amp;aacute;rio de R$ 157,2 bilh&amp;otilde;es, enquanto os juros nominais somaram R$ 1,16 trilh&amp;atilde;o, equivalente a 8,8% do PIB.&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/mesmo-com-corte-espaco-para-reducoes-adicionais-na-selic-permanece-estreito" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt; A Selic, fixada pelo Comit&amp;ecirc; de Pol&amp;iacute;tica Monet&amp;aacute;ria &amp;nbsp;(Copom)&lt;/a&gt; em 14% ao ano em agosto de 2026, segue em patamar elevado e restritivo.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Esses fatores comp&amp;otilde;em uma cadeia de efeitos &amp;mdash; desequil&amp;iacute;brio fiscal, maior percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de risco, juros mais altos, cr&amp;eacute;dito mais caro e menor consumo e investimento. Discutir apenas a &amp;uacute;ltima etapa dessa cadeia (o pre&amp;ccedil;o cobrado no cart&amp;atilde;o) significa ignorar uma parte importante do processo.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Concorr&amp;ecirc;ncia, sim; tabelamento, n&amp;atilde;o&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Ao BC, a FecomercioSP refor&amp;ccedil;ou a defesa por mais concorr&amp;ecirc;ncia entre institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras, adquirentes, bandeiras e emissores, com mais transpar&amp;ecirc;ncia tarif&amp;aacute;ria. Contudo, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o alertou para as consequ&amp;ecirc;ncias de um eventual tabelamento direto de juros, medida que n&amp;atilde;o elimina os custos que comp&amp;otilde;em o pre&amp;ccedil;o do cr&amp;eacute;dito e pode apenas restringir a oferta, excluindo clientes de maior risco.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;O estudo tamb&amp;eacute;m recomenda a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do modelo atual do parcelado sem juros, hoje uma op&amp;ccedil;&amp;atilde;o do comerciante prevista na Lei 13.455/2017. Essa modalidade tem um papel central na forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pre&amp;ccedil;os e no est&amp;iacute;mulo &amp;agrave;s vendas, especialmente para Micro e Pequenas Empresas (MPEs).&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;A agenda estrutural proposta pela Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao &amp;oacute;rg&amp;atilde;o segue seis frentes:&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;ul style="margin-bottom:0cm;margin-top:0cm;" type="disc"&gt;&lt;li style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;recompor a credibilidade fiscal;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;melhorar a efici&amp;ecirc;ncia do gasto p&amp;uacute;blico;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;avan&amp;ccedil;ar em reformas que aumentem produtividade e renda per capita;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;aprofundar a concorr&amp;ecirc;ncia no sistema financeiro;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;fortalecer a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;preservar a liberdade de consumidores e empresas para definir pre&amp;ccedil;os e condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es comerciais, com interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o apenas diante de falhas de mercado comprovadas.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Ao BC, a FecomercioSP prop&amp;otilde;e que as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras adotem pol&amp;iacute;ticas de concess&amp;atilde;o e precifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito mais favor&amp;aacute;veis a consumidores com hist&amp;oacute;rico consistente de adimpl&amp;ecirc;ncia e menor risco.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 10:03:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[juros do cartão de crédito]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Juros elevados ainda freiam a confiança do comerciante da capital]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/juros-elevados-ainda-freiam-a-confianca-do-comerciante-da-capital</link><description>&lt;![CDATA[Mesmo abaixo da linha do otimismo, expectativa de vendas no segundo semestre sustenta expansão dos negócios]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Há cinco meses, a confiança dos comerciantes paulistanos não a deixa zona de pessimismo, de acordo com estudo mensal da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. Em agosto, o &lt;strong&gt;Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC)&lt;/strong&gt; registrou &lt;strong&gt;94,4 pontos&lt;/strong&gt;. Na &lt;strong&gt;comparação com o mesmo período do ano passado&lt;/strong&gt;, o indicador recuou &lt;strong&gt;5,4%&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;[gráfico 1].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Série histórica (13 meses)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/1e6b692c17f2d1787ead3e4bf5a84334187d81ee.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ambiente menos inflacionário e relativamente mais favorável de agosto, no entanto, possibilitou o avanço do indicador em relação aos meses anteriores, bem como a sua segunda alta consecutiva. A menor pressão sobre os preços gerou melhores expectativas quanto à continuidade do ciclo de redução da taxa básica de juros, favorecendo uma perspectiva mais otimista relacionada à economia e aos negócios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cenário financeiro delicado para as empresas&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;subíndice que avalia as condições atuais da economia (ICAE)&lt;/strong&gt;, que compõe o ICEC, apontou estabilidade (69,1 pontos), encerrando a sequência de quatro quedas mensais consecutivas iniciada em março. Na comparação interanual, o indicador retraiu 6,5%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já o subíndice &lt;strong&gt;Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC)&lt;/strong&gt; permanece em recuperação desde junho, registrando alta de 1,8%, ao passar de 115,3 pontos, em julho, para &lt;strong&gt;117,2 pontos,&lt;/strong&gt; no oitavo mês do ano. Apesar do avanço, o indicador ainda está abaixo do nível observado em agosto de 2025.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Investimento no pior nível desde 2021&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;Investimento do Empresário do Comércio (IIEC)&lt;/strong&gt; voltou a cair, passando de 97,2 pontos, em julho, para &lt;strong&gt;96,8 pontos em agosto&lt;/strong&gt;, o menor nível desde agosto de 2021. O resultado reflete como o quadro com alto patamar da taxa de juros e elevado endividamento empresarial segue inibindo decisões de investimento que dependem de financiamento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O subindicador &lt;strong&gt;Contratação de Funcionários&lt;/strong&gt; (ICF) aumentou de 113,1 pontos, em julho, para 114 pontos, em agosto. O &lt;strong&gt;Nível de Investimento das Empresas (NIE)&lt;/strong&gt;, por sua vez, recuou 2%, de 89,3 para &lt;strong&gt;87,5&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;pontos, registrando 21 meses consecutivos na zona do pessimismo. O subíndice &lt;strong&gt;Situação Atual dos Estoques (SAE)&lt;/strong&gt; apresentou menor nível desde abril de 2023 (88,8 pontos), mostrando que o desequilíbrio entre estoque e vendas continua sem sinais de melhoria [gráfica 2].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;ICAEC, IEEC E IIEC&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Série histórica (13 meses)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/a01721345341a89a2d23c452cc696fb57c20262c.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Empresas com mais de 50 funcionários estão mais otimistas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As empresas maiores costumam ter mais acesso a crédito, maior diversificação de fornecedores e clientes e mais capacidade de absorver choques de curto prazo. Por isso, o recorte dos negócios com mais de 50 empregados seguem mais confiantes do que os pequenos: o indicador do ICEC foi de 105,8 pontos, ante 94,1 entre as empresas pequenas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em agosto, o movimento se inverteu. O ICEC das pequenas avançou (0,5%), enquanto o das grandes recuou (-0,5%). Na comparação anual, ambos os grupos seguem em queda — as pequenas empresas caíram 5,5% e as grandes, 1,4%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O resultado aponta que, mesmo diante de sinais de estabilização na percepção geral, a disposição para investir permanece como um dos quesitos mais frágeis da confiança do empresário, refletindo o peso persistente dos juros elevados e das dúvidas sobre os cenários político e econômico.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Expansão do comércio registra menor patamar desde 2025&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;Índice de Expansão do Comércio (IEC),&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;pesquisa realizada também pela FecomercioSP, registrou retração (-0,4%) pelo sexto mês consecutivo e marcou 100,7 pontos em agosto, o menor patamar desde maio do ano passado. Na comparação com o mesmo período de 2025, o recuo foi de 4,7%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O indicador é composto pelo &lt;strong&gt;Índice de Expectativa para Contratação&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;de Funcionários (ECF)&lt;/strong&gt;, que se mantém com variações tímidas, ao passar de 113,1 pontos, em julho, para &lt;strong&gt;114 pontos,&lt;/strong&gt; em agosto. De acordo com a Entidade, esse período costuma marcar o início do planejamento de contratações temporárias de fim de ano (para datas como Black Friday e Natal), por isso, fica próximo de voltar a superar o resultado de 2025.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também compõe o IEC o&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Índice de Nível de Investimento das Empresas (NIE)&lt;/strong&gt;, que recuou 2% e registrou 87,5 pontos em agosto, sétima retração mensal seguida — sendo 21 meses abaixo da linha dos 100 pontos. Na comparação interanual, a queda é de 9,5%. Explicado pelo custo elevado do crédito, decorrente do patamar alto da taxa de juros, segue correndo a atratividade de projetos de expansão, modernização e ampliação da capacidade operacional das empresas do Comércio. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Índice de Expansão do Comércio (IEC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Série histórica (13 meses)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/92aa468a37c844e8045e819f815056d700938890.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Produzido mensalmente pela FecomercioSP, o boletim &lt;strong&gt;Panorama do Comércio&lt;/strong&gt; traz os principais indicadores econômicos para o planejamento dos negócios e apresenta análises sobre o cenário da economia, o perfil de consumo e as principais tendências que impactam a atividade empresarial. Confira &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/corda-bamba-comercio-paulista-sofre-pressao-de-estoques-dividas-e-juros-altos"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/corda-bamba-comercio-paulista-sofre-pressao-de-estoques-dividas-e-juros-altos"&gt;.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 14:56:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Empresas têm inadimplência recorde; crédito em atraso chega a R$ 86,1 bilhões]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/empresas-tem-inadimplencia-recorde-credito-em-atraso-chega-a-r-86-1-bilhoes</link><description>&lt;![CDATA[Pequenos negócios são as mais afetados pela alta dos juros; em um ano, volume de atrasos cresceu R$ 17 bilhões]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O empresariado encontra dificuldade para pagar dívidas, resultado do &lt;strong&gt;ciclo alto de juros&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;de 2022 a 2025&lt;em&gt;.&lt;/em&gt; De acordo com o levantamento da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, com base nos dados do Banco Central (BC), no segundo trimestre deste ano, as empresas deviam, em média, R$ &lt;strong&gt;86,1 bilhões em contas atrasadas&lt;/strong&gt; há mais de três meses, de pelo menos uma parcela — &lt;strong&gt;maior valor já registrado na história&lt;/strong&gt;. Em um ano, o volume em atraso registrou alta de 24%, quase R$ &lt;strong&gt;17 bilhões&lt;/strong&gt; a mais neste ano, já considerando a inflação do período [gráfico 1]. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Crédito das empresas em atraso (PJ)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Banco do Brasil/FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/9d4165c9d9e06aa2eec5d0dc0f8a7af3cf9c2f87.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt;, o aumento da inadimplência não está relacionado a uma maior contratação de crédito pelas empresas, já que o volume de crédito avançou apenas 2,3%. A &lt;strong&gt;parcela em atraso subiu&lt;/strong&gt; de 2,7% para &lt;strong&gt;3,3%&lt;/strong&gt;, indicando que o principal &lt;strong&gt;problema está no pagamento&lt;/strong&gt;, e não no tamanho das dívidas. Os atrasos registrados também refletem, em grande medida, os juros contratados pelas empresas há cerca de um ano, mostrando-se um efeito defasado do ciclo de juros elevados entre 2022 e 2025, que começa a aparecer com mais força neste momento. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No entanto, o ciclo de juros não é o único fator. O País já registrou juros altos sem ter um atraso dessa magnitude. A principal diferença é que, recentemente, o &lt;strong&gt;crédito está disponível para mais negócios&lt;/strong&gt;, ao passo que o aperto reflete um momento difícil para vários setores — como o Agronegócio com commodities estabilizadas e câmbio para baixo, a Indústria pressionada pelos importados e o Comércio apontando um consumo enfraquecido pela inflação e pelo avanço das apostas esportivas. O efeito não é sazonal, visto que o recorde vale mesmo quando comparamos com outro trimestre ao longo do ano.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pequenas e médias empresas sofrem mais pressão&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As pequenas (com receita de R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões por ano) e as médias empresas estão com o maior nível de atraso de toda a sua história. Juntas, têm cerca de 43% da carteira de crédito, mas respondem por &lt;strong&gt;R$ 3 de cada R$ 4 em atraso&lt;/strong&gt;. As &lt;strong&gt;pequenas&lt;/strong&gt; devem &lt;strong&gt;R$ 33,4 bilhões&lt;/strong&gt; (39% do total) e as &lt;strong&gt;médias&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;R$ 31,7 bilhões&lt;/strong&gt; (37%). Nestas últimas, o valor atrasado cresceu 34%. Entre as pequenas, cerca de R$ 8 de cada R$ 100 emprestados estão atrasados; já as médias, perto de R$ 4,50 — a média nacional é de pouco mais de R$ 3.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quase metade de todo o crédito (48%) está concentrado nas grandes empresas, que possuem caixa e conseguem financiar condições mais vantajosas. Por isso, o atraso está bem abaixo da própria média, indicando que, neste ano, não estamos sofrendo uma crise geral das empresas, mas uma &lt;strong&gt;pressão sobre as mais frágeis&lt;/strong&gt;. Por outro lado, as &lt;strong&gt;microempresas&lt;/strong&gt; foram as que mais pioraram no último ano, com o valor saltando 45%, &lt;strong&gt;de R$ 6,9 para R$ 9,9 bilhões.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Piora generalizada nos estados; São Paulo acumula dívida em atraso de R$ 23 bilhões&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A análise do mapa confirma o quadro disseminado pelo Brasil: o atraso bateu o maior nível da história em &lt;strong&gt;18 das 27 Unidades Federativas&lt;/strong&gt; (UFs) ao mesmo tempo. Para efeito de comparação, no período pós-pandemia, o recorde chegou a 25 das 27 UFs. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As maiores altas em um ano vieram de UFs e de perfis econômicos diferentes entre si — &lt;strong&gt;Paraíba (123%), Amapá (73%), Rio Grande do Sul (67%) e Amazonas (66%)&lt;/strong&gt;, reforçando que não é um problema setorial ou regional, mas de uma piora generalizada [tabela 1].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Crédito das empresas em atraso (PJ)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Por estado / Unidade da Federação&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Banco do Brasil/FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img border="0" src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/d1caeadb84ad4cc060fa6582799573d05169708e.png" class="fr-fic fr-dib" style="width: 733px;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em &lt;strong&gt;São Paulo&lt;/strong&gt;, o valor corresponde a R$ 23 bilhões, &lt;strong&gt;sendo 27% de todo o atraso das empresas&lt;/strong&gt; do país. As cinco maiores UFs somam quase 60%, mas é longe dos centros urbanos que a piora corre mais rápido.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt;, o mais preocupante é a &lt;strong&gt;falta de sinal de melhoria das empresas&lt;/strong&gt;. A relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB) em alta e as tensões globais tendem a manter juros e inflação pressionados. E mesmo que os juros comecem a cair, o alívio demora: leva cerca de um ano para o impacto da queda nos juros chegar às contas em atraso, e mais tempo ainda para as empresas recuperarem o caixa e voltarem a investir.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nas outras vezes em que o atraso das empresas ficou tão alto — começo dos anos 2000 e em 2016 e 2017 —, a economia ofertava menos crédito e menos empresas tinham acesso a bancos, ou o País vivia uma recessão econômica. A situação atual é diferente. O atraso bate recorde e o calote está perto do maior nível de sempre, mesmo com a economia crescendo (perto de 2%). Ainda assim, o &lt;strong&gt;resultado não chega ao caixa das empresas&lt;/strong&gt; na velocidade necessária para pagar as contas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 15:00:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Endividamento das famílias paulistanas permanece no maior nível em quase quatro anos]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/endividamento-das-familias-paulistanas-permanece-no-maior-nivel-em-quase-quatro-anos-1</link><description>&lt;![CDATA[Inadimplência permanece estável e comprometimento de renda volta a recuar]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Sete em cada dez famílias paulistanas (75,5%) estão endividadas atualmente, segundo a &lt;strong&gt;Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC)&lt;/strong&gt;, realizada pela&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. É o maior patamar desde novembro de 2022, quando esse número era de 76,3%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi a segunda alta consecutiva: em julho, o indicador estava na casa dos 74,8%, um avanço de 0,7 ponto porcentual (p.p.) [gráfico 1]. Antes, em junho, era de 74,1%. Em números absolutos, pelo menos 3,4 milhões de lares têm alguma dívida na cidade.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;12 meses&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte:&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/0caec06eed175f6e7b4932250f30843cae8885da.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por outro lado, a inadimplência ficou estável, ao passar de 20,2%, no mês anterior, para 20,4%, agora, um aumento de 0,2 p.p. Vale dizer que o indicador continua bem abaixo do registrado em agosto do ano passado (22,7%), sugerindo que as contas desses lares seguem sob controle.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avaliação da FecomercioSP, os números de agosto confirmam a trajetória de alta do endividamento na capital paulista, sem a correlativa piora na capacidade de pagamento. Não é à toa que a parcela das famílias que não têm condições de pagar as dívidas em atraso subiu para 8,4%, abaixo dos patamares mais altos da série histórica.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Endividamento está maior entre as famílias de renda mais alta&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O avanço do endividamento em agosto foi puxado, principalmente, pelas famílias de maior poder aquisitivo. Entre lares com renda superior a dez salários mínimos, o porcentual de endividados subiu de 65,4% para 67%, uma alta significativa de 1,6 p.p.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A inadimplência nesse grupo, por sua vez, recuou de 9% para 8,8% [gráfico 2].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Classe social&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Agosto de 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/3118ac45a513215812023f8b802e93b63de4dcb1.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já entre lares com renda de até dez salários mínimos, o endividamento cresceu de forma mais moderada, passando de 78,1% para 78,5%. A inadimplência nesse grupo subiu de 24,6% para 24,9%, abaixo dos 27,1% observados em agosto do ano passado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tempo de atraso no pagamento das dívidas diminuem&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tempo médio de atraso no pagamento das dívidas recuou novamente, de 64,3 dias, em julho, para 64,1 dias, em agosto, seguindo a trajetória de queda dos últimos meses. Também houve diminuição nas dívidas em atraso superior a 90 dias, que passou de 50,4% para 49,3%, o que pode indicar que parte das famílias conseguiu regularizar dívidas mais antigas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já a parcela média da renda comprometida com o pagamento de dívidas ficou estável em 26,2%, patamar considerado saudável e abaixo dos 26,5% de um ano antes. Mesmo com o endividamento no maior nível em quase quatro anos, esses lares não têm destinado uma grande parte da renda ao pagamento de débitos.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tempo médio de comprometimento de renda também se manteve estável, em 6,8 meses, abaixo dos 7 meses observados em 2025 [gráfico 3].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Tempo de comprometimento com dívida&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Agosto de 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/e3e9e7c279f5b4e25a904f5fd75976b7eb1925f5.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A intenção de contrair crédito ou financiamento nos próximos três meses ficou praticamente estável (10,4%). Na composição dessa intenção, o uso para pagamento de dívidas recuou de 13,7% para 11,6%, enquanto o pagamento de contas apontou uma leve alta para 7%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De forma geral, o resultado de agosto mantém um tom relativamente positivo, visto que a inadimplência permanece estável, o tempo médio de atraso segue em queda e o comprometimento da renda continua controlado, favorecidos por uma inflação mais amena nos últimos meses. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No entanto, o endividamento no maior nível desde novembro de 2022 — somado às incertezas nos campos político e econômico — deixa a situação das famílias paulistanas em um ponto de atenção, uma vez que, com a renda próxima do limite, a margem de folga é estreita e qualquer choque mais forte de inflação ou desemprego tende a se refletir rapidamente na inadimplência.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 10:19:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Juros altos elevam inadimplência de bares, restaurantes e hotéis a recorde de R$ 3,2 bilhões]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/juros-altos-elevam-inadimplencia-de-bares-restaurantes-e-hoteis-a-recorde-de-r-3-2-bilhoes</link><description>&lt;![CDATA[Crédito em atraso há mais de 90 dias nos segmentos de alojamento e alimentação atingiu o maior valor da série histórica em julho]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin:0cm;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;' id="isPasted"&gt;O ciclo prolongado de juros elevados continua pressionando o caixa das empresas do setor de Turismo. O crédito em atraso há mais de 90 dias nas atividades de alojamento e alimentação somou cerca de R$ 3,2 bilhões em julho, o maior patamar da série histórica. É o que revela um novo estudo da &lt;a href="https://fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, com base nos dados do Banco Central (BC) e considerando valores atualizados pela inflação (IPCA).&lt;/p&gt;&lt;p style='margin:0cm;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin:0cm;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;O montante corresponde ao estoque de dívidas em atraso, ou seja, ao saldo acumulado, e não a um fluxo mensal de novos vencimentos. Já a taxa de inadimplência do segmento está em 9,1%, com alta de 0,66 ponto porcentual (p.p.) em 12 meses.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin:0cm;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Uma trajetória de quase três anos de alta&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Mais do que o número isolado, chama a atenção a trajetória da taxa de inadimplência: desde a mínima histórica de 3,57%, registrada em setembro de 2020 — patamar artificialmente baixo em razão das carências e prorrogações do crédito emergencial concedido durante a pandemia —, o indicador cresceu de forma praticamente ininterrupta (e praticamente triplicou).&lt;/p&gt;&lt;p style='margin:0cm;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;O ponto de atenção do estudo, no entanto, está nos últimos 12 meses. O estoque em atraso saiu de cerca de R$ 2,9 bilhões, em julho de 2025, para R$ 3,2 bilhões em julho de 2026 — um avanço de aproximadamente R$ 0,3 bilhão, ou 10,1% em termos reais, ante uma alta de apenas 2,1% na carteira real no mesmo período. Isto é, a piora recente já não decorre apenas do maior volume de crédito concedido, mas de uma expansão da inadimplência em si.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin:0cm;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Alimentação sente concorrência e alta de custos&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;No segmento de alimentação, o cenário é pressionado por um consumo ainda limitado, pela forte concorrência — tanto no atendimento presencial quanto no delivery — e pela dificuldade de repassar aos preços o aumento dos alimentos e dos demais custos. A escassez de mão de obra agrava o quadro, ao reduzir a produtividade e limitar os retornos das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin:0cm;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Um caso recente e emblemático é o da rede Habib’s, que entrou com pedido de recuperação judicial. O movimento, no entanto, não se restringe à alimentação: também atingiu o varejo, com os pedidos de recuperação da Casas Bahia e da Marabraz.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin:0cm;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Alojamento sente desaceleração após ano forte&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Já o segmento de alojamento vinha de um 2025 bastante produtivo, com aumento de dois dígitos na taxa de ocupação e na diária média real. Esse desempenho não se repete em 2026 — &amp;nbsp;muitos estabelecimentos operam, agora, com leve redução na ocupação e alta relativamente modesta na diária, mantendo um RevPAR (receita por quarto disponível) ainda positivo, mas em ritmo mais fraco.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin:0cm;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Os custos, porém, seguem subindo e, somados aos juros altos, tornam mais difícil a quitação dos compromissos assumidos no sistema financeiro. Esse esfriamento também aparece em outro indicador da própria FecomercioSP: o faturamento do segmento de alojamento avançou apenas 1,8% no primeiro semestre deste ano, ante alta de 10% no mesmo período do ano anterior.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin:0cm;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Como os dados do BC são divulgados de forma conjunta aos dois segmentos, não é possível precisar exatamente quanto do crédito — e do respectivo atraso — cabe a cada um. Ainda assim, os juros elevados e os sinais que vêm sendo observados em ambos apontam para a mesma direção: o aumento da inadimplência.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin:0cm;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Reflexo de um cenário mais amplo&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;O estudo pondera que a inadimplência de alojamento e alimentação não é um fenômeno específico do setor, mas acompanha uma tendência mais ampla da economia brasileira, marcada pela desaceleração da atividade e por um ciclo longo de juros elevados — quadro sobre o qual a Federação vem reiteradamente alertando, diante do impacto negativo sobre a economia, os consumidores e as empresas.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 10 Sep 2026 10:57:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Insegurança pública afeta operação de metade do comércio paulista]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/inseguranca-publica-gera-custos-e-afeta-operacao-de-52-das-empresas-do-comercio-paulista</link><description>&lt;![CDATA[Sondagem mostra efeitos sobre fluxo de consumidores, contratação e retenção de trabalhadores]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A insegurança pública já se transformou em um custo relevante para as empresas do comércio paulista. Sondagem realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com 500 empresas mostra que 52% dos negócios destinam recursos a medidas de segurança. Entre as empresas consultadas, 38% foram afetadas nos últimos 12 meses por problemas relacionados à segurança pública – 12% diretamente, 15% por ocorrências no entorno e 11% indiretamente. Para 54% das empresas afetadas, o principal impacto foi o aumento dos gastos com segurança, enquanto 24,8% registraram redução no fluxo de consumidores.&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/028533dd95e5f6a2d75a425e48a9a64b76c93338.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;Acesse o estudo!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A percepção de insegurança também altera o comportamento de empresas e consumidores. Apenas 44,2% dos empresários consideram seguro o ambiente no entorno de seus negócios. Entre os consumidores, 9,6% reduziram significativamente o fluxo, 12,6% passaram a evitar determinados horários ou dias e 12,8% demonstraram maior preferência por compras online ou delivery.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Furtos e roubos aparecem como as principais preocupações dos empresários, citados por 63,4% dos entrevistados, seguidos pelo crime digital, apontado por 55%. A pesquisa também revela preocupação com extorsão, ameaça ou crime organizado. Entre as empresas que sofreram ocorrências, a sensação de impunidade foi apontada como uma das principais dificuldades após o crime, ao lado da burocracia no registro da ocorrência. A percepção de insegurança também pesa sobre o mercado de trabalho e afeta a contratação e retenção de empregados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante desse cenário, os empresários defendem várias medidas: reforço do policiamento, combate ao crime organizado e às facções, maior rigor na punição aos crimes de receptação, integração entre órgãos públicos, endurecimento das penas e ampliação do uso de tecnologia, câmeras, dados e inteligência. A redução da maioridade penal também encontra apoio entre os a maioria absoluta dos entrevistados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a FecomercioSP, os resultados mostram que segurança pública deixou de ser apenas uma questão de proteção patrimonial e passou a afetar custos, consumo, emprego, funcionamento e decisões de investimento das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/028533dd95e5f6a2d75a425e48a9a64b76c93338.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;Sondagem: Segurança pública na cidade de São Paulo em 2026&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 16:13:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item></channel></rss>
