<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Negócios - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/negocios</link><description>&lt;![CDATA[A]]</description><lastBuildDate>Sat, 04 Jul 2026 08:02:11 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Negócios - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/negocios</link><url>https://www.fecomercio.com.br/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Negócios]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Comércio atacadista cresce, mas desaceleração da demanda acende sinal de alerta]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/comercio-atacadista-cresce-mas-desaceleracao-da-demanda-acende-sinal-de-alerta</link><description>&lt;![CDATA[Publicação da FecomercioSP traz diagnóstico do setor e dicas para o empresário combater as dificuldades em 2026]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Neste ano, ainda que o com&amp;eacute;rcio atacadista paulista esteja mantendo trajet&amp;oacute;ria de crescimento, j&amp;aacute; apresenta sinais claros de desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o frente a um cen&amp;aacute;rio econ&amp;ocirc;mico mais desafiador. Levantamento da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, com base em dados da&amp;nbsp;&lt;a href="https://abad.com.br/"&gt;Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad)&lt;/a&gt;, aponta que as vendas do setor cresceram 5,2% no primeiro trimestre em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado. No entanto, o avan&amp;ccedil;o do volume comercializado foi de apenas 0,9%, indicando que grande parte da expans&amp;atilde;o do faturamento decorreu do aumento dos pre&amp;ccedil;os, e n&amp;atilde;o do crescimento efetivo da demanda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essas an&amp;aacute;lises constam na &lt;strong&gt;Carta Setorial do&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-do-comercio-atacadista"&gt;&lt;strong&gt;Conselho do Com&amp;eacute;rcio Atacadista da FecomercioSP&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. Confira a &lt;strong&gt;vers&amp;atilde;o completa &lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/pdf/2026/07/02/Carta_Setorial_CCA_ed.06_V5.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a an&amp;aacute;lise, fatores como juros elevados, infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o persistente, cr&amp;eacute;dito mais caro e aumento do endividamento das fam&amp;iacute;lias continuam limitando o consumo. Embora o mercado de trabalho permane&amp;ccedil;a relativamente resiliente, o poder de compra da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o segue pressionado, fazendo com que os resultados das empresas dependam cada vez mais do aumento do valor m&amp;eacute;dio das transa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e menos da expans&amp;atilde;o consistente das vendas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ambiente mais cauteloso tamb&amp;eacute;m tem influenciado a gest&amp;atilde;o de estoques no varejo, com reflexos diretos sobre o atacado. Dados da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o mostram crescimento da parcela de neg&amp;oacute;cios com estoques acima do adequado, sinalizando dificuldades no escoamento das mercadorias. Ao mesmo tempo, uma parcela significativa dos empres&amp;aacute;rios continua operando com estoques enxutos, adotando uma postura mais conservadora nas decis&amp;otilde;es de compra e reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o diante das incertezas econ&amp;ocirc;micas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No mercado laboral, o setor registrou saldo negativo de 299 vagas formais em abril, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Apesar disso, o estoque total de trabalhadores alcan&amp;ccedil;ou 654,2 mil v&amp;iacute;nculos no Estado de S&amp;atilde;o Paulo, alta de 2,8% em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mesmo m&amp;ecirc;s de 2025. Para a FecomercioSP, os n&amp;uacute;meros ressaltam que o emprego ainda sustenta parte da atividade econ&amp;ocirc;mica, embora j&amp;aacute; existam sinais de acomoda&amp;ccedil;&amp;atilde;o compat&amp;iacute;veis com a desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o observada em outros indicadores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade ainda destaca que o aumento do endividamento familiar exige aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o redobrada das empresas. Entre janeiro e maio, o porcentual de consumidores endividados subiu de 68,9% para 74,2%, atingindo o maior n&amp;iacute;vel dos &amp;uacute;ltimos 12 meses. Por isso, a recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP &amp;eacute; que as empresas reforcem o planejamento financeiro, mantenham rigor na gest&amp;atilde;o de estoques e do capital de giro, priorizem ganhos de efici&amp;ecirc;ncia e adotem crit&amp;eacute;rios mais rigorosos na concess&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito, buscando reduzir riscos em um ambiente marcado por elevada instabilidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o re&amp;uacute;ne dados, gr&amp;aacute;ficos e an&amp;aacute;lises que ajudam o empres&amp;aacute;rio a entender o momento e a se preparar melhor para as decis&amp;otilde;es de curto e m&amp;eacute;dio prazos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 10:24:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Atacado]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Carta setorial mostra expansão dos Serviços, mas de forma seletiva]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/carta-setorial-mostra-expansao-dos-servicos-mas-de-forma-seletiva</link><description>&lt;![CDATA[Publicação da FecomercioSP traz diagnóstico e expectativas do setor, além de orientações ao empresário]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Os Serviços na Cidade de São Paulo têm mantido uma sólida trajetória de crescimento em 2026, embora de forma mais seletiva entre as diferentes atividades econômicas. Em março, o faturamento real alcançou R$ 89,5 bilhões, resultado 12,1% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, a expansão chegou a 11,4%, demonstrando a resiliência do setor mesmo em um ambiente marcado por juros elevados, crédito mais restrito e desaceleração da atividade econômica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acesse a &lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/pdf/2026/06/30/Carta_Setorial_Servi%C3%A7os_Junho_V6.pdf"&gt;versão completa&lt;/a&gt; da &lt;strong&gt;Carta Setorial do&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-servicos"&gt;&lt;strong&gt;Conselho de Serviços&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os maiores avanços foram observados nas atividades de agenciamento, corretagem e intermediação, que cresceram 28,3%, seguidos pelos serviços de apostas online (27,3%) e mercadologia e comunicação (20,8%). O desempenho reflete a força das atividades ligadas a intermediação de negócios, tecnologia, marketing e serviços de maior valor agregado. A construção civil também apresentou crescimento expressivo, incentivada por investimentos em infraestrutura urbana e pelo efeito de uma base de comparação mais baixa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O levantamento registra a consolidação das apostas virtuais como um dos principais vetores de expansão do setor. Com crescimento acumulado de 23,1% no ano, a atividade deixou de representar apenas um fenômeno conjuntural para assumir papel importante na dinâmica econômica. Segundo a análise, a crescente participação das apostas no orçamento das famílias pode estar contribuindo para a redução do dinamismo em segmentos tradicionais do Comércio e dos Serviços voltados para o consumo, ao disputarem recursos em um contexto de renda mais comprometida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em sentido oposto, os segmentos de turismo, hospedagem, eventos e assemelhados registraram retração de 28,6%, influenciados pela forte base de comparação de 2025 e pela desaceleração da demanda. Apesar desse quadro heterogêneo, os Serviços seguem como principais geradores de empregos formais do País. Em abril, o setor respondeu por mais de 80% das vagas criadas entre os grandes da economia, com destaque para as áreas de Educação, Saúde, Administração Pública, Informação, Comunicação e Serviços Empresariais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para os próximos meses, as perspectivas permanecem positivas, mas cercadas de cautela. A confiança dos empresários continua pressionada pelos juros elevados, pela retomada das pressões inflacionárias e pelo aumento do endividamento das famílias, que atingiu 74,2% em maio. Nesse contexto, o setor deve continuar crescendo, porém em ritmo mais moderado, sustentado, principalmente, pelas atividades menos dependentes do crédito e do consumo familiar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 15:30:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Serviços]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Turismo nacional resiste às pressões externas e mantém trajetória positiva]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/turismo-nacional-resiste-as-pressoes-externas-e-mantem-trajetoria-positiva</link><description>&lt;![CDATA[Carta Setorial de junho analisa os desdobramentos da guerra no Irã, o avanço das viagens corporativas, o desempenho do setor nacional e atividade na capital paulista]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O Turismo brasileiro segue demonstrando resili&amp;ecirc;ncia mesmo diante de um cen&amp;aacute;rio internacional marcado por d&amp;uacute;vidas. &amp;Eacute; o que mostra a edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de junho da Carta Setorial do&amp;nbsp;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, que re&amp;uacute;ne an&amp;aacute;lises exclusivas sobre os principais indicadores econ&amp;ocirc;micos e tur&amp;iacute;sticos que influenciam o setor.&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/5aa5f2795677379d18260516485f9139d6ea9778.pdf"&gt; Acesse aqui!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os destaques da publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, confira o impacto da guerra entre Ir&amp;atilde; e Estados Unidos sobre os custos globais de transporte, a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os combust&amp;iacute;veis. Apesar das press&amp;otilde;es externas, o Turismo nacional mant&amp;eacute;m trajet&amp;oacute;ria positiva, sustentado pelo mercado de trabalho aquecido, pela renda das fam&amp;iacute;lias e pela demanda consistente por viagens de lazer e neg&amp;oacute;cios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O boletim tamb&amp;eacute;m apresenta os resultados mais recentes do setor nacional, que faturou R$ 23,6 bilh&amp;otilde;es em mar&amp;ccedil;o, al&amp;eacute;m dos n&amp;uacute;meros do Levantamento de Viagens Corporativas (LVC), realizado pela FecomercioSP em parceria com a&amp;nbsp;&lt;a href="https://alagev.org/"&gt;Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Latino-Americana de Gest&amp;atilde;o de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev)&lt;/a&gt;. O estudo mostra que as viagens corporativas seguem em patamar recorde, movimentando R$ 18,2 bilh&amp;otilde;es s&amp;oacute; no terceiro m&amp;ecirc;s do ano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No &amp;acirc;mbito regional, o &amp;Iacute;ndice Mensal de Atividade do Turismo (IMAT), desenvolvido em parceria com o&amp;nbsp;&lt;a href="https://observatoriodeturismo.com.br/"&gt;Observat&amp;oacute;rio de Turismo e Eventos da SPTuris&lt;/a&gt;, revela os efeitos do calend&amp;aacute;rio de feriados para a atividade tur&amp;iacute;stica na capital paulista, sem comprometer a tend&amp;ecirc;ncia estrutural de crescimento do setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o traz ainda um artigo especial do presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze, sobre os poss&amp;iacute;veis reflexos da Copa do Mundo de 2026 para o Turismo brasileiro, al&amp;eacute;m de uma an&amp;aacute;lise a respeito do comportamento das tarifas a&amp;eacute;reas em meio ao aumento dos custos do querosene de avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Produzida mensalmente, a Carta Setorial do Conselho de Turismo consolida indicadores, tend&amp;ecirc;ncias e avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es estrat&amp;eacute;gicas que contribuem para a tomada de decis&amp;otilde;es de empres&amp;aacute;rios, gestores p&amp;uacute;blicos e profissionais do setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/5aa5f2795677379d18260516485f9139d6ea9778.pdf"&gt;Acesse a &amp;iacute;ntegra da Carta Setorial de Turismo&lt;/a&gt; &amp;mdash; Junho de 2026 e acompanhe os principais movimentos que est&amp;atilde;o moldando o futuro do Turismo brasileiro.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 18 Jun 2026 09:34:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Prepare-se para as vendas do 2º semestre com planejamento e criatividade]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/prepare-se-para-as-vendas-do-2o-semestre-com-planejamento-e-criatividade</link><description>&lt;![CDATA[Boletim ‘Expresso MEI’ dá dicas de como o comerciante pode aproveitar as datas comemorativas para vender mais, sem desfalcar o caixa]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O segundo semestre concentra uma s&amp;eacute;rie de datas comerciais importantes para o varejo, que podem ajudar as empresas a fecharem o ano com saldo positivo. Mas, para isso, &amp;eacute; preciso iniciar o planejamento com anteced&amp;ecirc;ncia para identificar o potencial de cada data para o seu neg&amp;oacute;cio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O boletim &lt;strong&gt;Expresso MEI&lt;/strong&gt; de junho traz dez dicas infal&amp;iacute;veis para aproveitar as principais datas comemorativas do segundo semestre, incrementando o lucro e diminuindo as chances de perder oportunidades valiosas.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/boletins/veja-dez-dicas-para-aumentar-as-vendas-no-segundo-semestre/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;Baixe gratuitamente o Expresso MEI de junho&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por falar em datas especiais, em ano de Copa do Mundo sempre surge a d&amp;uacute;vida: o Com&amp;eacute;rcio deve mergulhar na tem&amp;aacute;tica do mundial ou nos festejos juninos, em junho e julho? O &lt;strong&gt;Expresso MEI&lt;/strong&gt; mostra que os eventos n&amp;atilde;o precisam competir entre si.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com planejamento, segmenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o equilibrada, o pequeno empreendedor pode aproveitar as duas oportunidades, ampliar o faturamento e fortalecer o relacionamento com diferentes perfis de clientes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Identifique as d&amp;iacute;vidas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nos &amp;uacute;ltimos meses, tanto a Receita Federal como as secretarias fazend&amp;aacute;rias dos Estados e munic&amp;iacute;pios lan&amp;ccedil;aram programas para o parcelamento de d&amp;iacute;vidas de Micro e Pequenas Empresas (MPEs). Mas, antes de aderir a qualquer programa, &amp;eacute; preciso ter uma no&amp;ccedil;&amp;atilde;o exata do tamanho das d&amp;iacute;vidas, at&amp;eacute; para entender sua capacidade de arcar com as parcelas dos acordos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo endividadas, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel calcular e acompanhar o n&amp;iacute;vel de inadimpl&amp;ecirc;ncia do neg&amp;oacute;cio, permitindo que mantenham a capacidade de investimento e crescimento. Para ajudar nesse c&amp;aacute;lculo, o boletim mostra um passo a passo para n&amp;atilde;o deixar nada de fora.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Monitoramento das obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, a edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de junho da publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o ensina o &amp;ldquo;caminho das pedras&amp;rdquo; para o Microempreendedor Individual (MEI) ter certeza que est&amp;aacute; em dia com todas as obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es fiscais. Separar 15 minutos por m&amp;ecirc;s para verificar todas as obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es pode evitar muitas dores de cabe&amp;ccedil;a, preju&amp;iacute;zos financeiros e at&amp;eacute; a perda do CNPJ.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/boletins/veja-dez-dicas-para-aumentar-as-vendas-no-segundo-semestre/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;Acesse agora mesmo o Expresso MEI de junho&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 18:15:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[vendas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[SAF está no radar do Turismo frente aos impasses da transição energética]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/saf-esta-no-radar-do-turismo-diante-frente-aos-impasses-da-transicao-energetica</link><description>&lt;![CDATA[Em reunião de conselho da FecomercioSP, especialistas discutem o papel do combustível sustentável de aviação, os impactos do petróleo sobre o setor e as oportunidades para o Brasil liderar a produção global]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A busca por uma aviação mais sustentável é, hoje, uma questão estratégica para o Turismo. Em um ambiente marcado pela volatilidade dos preços do petróleo, pelo aumento dos custos operacionais das companhias aéreas e pelas metas globais de redução de emissões, o chamado SAF (Sustainable Aviation Fuel, ou “combustível sustentável de aviação”) ganhou espaço nas discussões do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da&amp;nbsp;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;. O tema foi debatido na reunião de maio, que reuniu representantes do setor para compreender os desafios, o estágio de desenvolvimento da tecnologia e as oportunidades que se abrem para o Brasil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora a aviação responda por cerca de 2% das emissões globais de Gases de Efeito Estufa (GEE), a demanda por transporte aéreo continua em expansão. Segundo projeções apresentadas durante o encontro, o número de passageiros transportados no mundo deve saltar de 5 bilhões, em 2025, para 12,4 bilhões, em 2050, de modo que é indispensável a busca por alternativas capazes de conciliar crescimento e descarbonização.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, o SAF aparece como a principal aposta da indústria aérea. De acordo com estudos apresentados na reunião, cerca de 65% de toda a redução de emissões necessária para que a aviação alcance a meta de neutralidade de carbono até 2050 dependerá do uso desse combustível. Produzido a partir de matérias-primas renováveis, como resíduos agrícolas, florestais e urbanos, o SAF tem características semelhantes às do querosene de aviação (QAV), podendo ser utilizado na infraestrutura atual de aeroportos e aeronaves sem a necessidade de grandes adaptações.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Transição necessária&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o especialista em sustentabilidade e aviação Dany Oliveira, convidado para apresentar o tema ao conselho, a questão é compatibilizar o crescimento contínuo da aviação com as metas climáticas globais. “A demanda é real, legítima e crescente. A solução precisa ser tecnológica. Essa é a equação que só o SAF consegue resolver em curto e médio prazos”, afirmou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O especialista explicou que, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o SAF não reduz as emissões durante a queima do combustível. O ganho ambiental ocorre ao longo de todo o ciclo de vida do produto, desde a obtenção da matéria-prima até a sua utilização. Dependendo da rota tecnológica empregada, a redução das emissões pode chegar a 80% em comparação com o combustível fóssil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do potencial, a produção mundial ainda está distante do necessário. A estimativa apresentada durante o encontro aponta que o SAF representa, atualmente, apenas 0,7% do consumo mundial de combustível de aviação, enquanto a meta da Indústria é alcançar, pelo menos, 5% até 2030.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Desafios econômicos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O principal obstáculo para a expansão do combustível sustentável continua sendo o custo. Conforme os dados apresentados, os biocombustíveis utilizados na produção de SAF podem custar até duas vezes mais que o querosene convencional, enquanto algumas rotas sintéticas chegam a ser até 11 vezes mais caras.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A discussão ganha relevância adicional diante da escalada recente dos preços do petróleo. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) apresentados na reunião indicam que o QAV atingiu os maiores patamares da série histórica recente, pressionando ainda mais os custos das companhias aéreas e, consequentemente, as tarifas pagas pelos passageiros.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze, o tema ultrapassa os limites da aviação e passa a interessar diretamente a toda a cadeia do Turismo. “Quando temos um petróleo acima de US$ 100 o barril, isso impacta o preço do querosene. O SAF surge como uma possibilidade de substituição ou alternativa ao combustível tradicional, e é importante que o setor acompanhe essa discussão desde agora”, observou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Potencial brasileiro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os pontos destacados na reunião, chamou atenção a posição privilegiada do Brasil para participar desse mercado. A combinação de ampla disponibilidade de biomassa, experiência acumulada em biocombustíveis e potencial produtivo levou especialistas a classificarem o País como uma possível “Arábia Saudita dos combustíveis sustentáveis”. Projetos já anunciados indicam capacidade de produção de 1,7 bilhão de litros de SAF por ano a partir de 2030, com potencial de expansão nos anos seguintes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Oliveira, transformar essa vantagem em liderança global dependerá da criação de um ambiente favorável para investimentos. “O Brasil tem tudo para ser líder mundial em SAF. O que precisamos é de segurança jurídica e incentivos capazes de destravar os investimentos necessários para ampliar a produção em escala”, avaliou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com o Conselho de Turismo, a discussão reforça como temas ligados a sustentabilidade, inovação e infraestrutura já fazem parte das decisões que moldarão a competitividade do setor nas próximas décadas. Mais do que uma alternativa energética, o SAF passou a ser visto como uma das peças centrais para garantir que o crescimento do transporte aéreo continue viável em um mundo cada vez mais comprometido com a redução das emissões de carbono.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:23:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Copa do Mundo, festas juninas e inverno trazem oportunidades únicas para aumentar as vendas]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/copa-do-mundo-festas-juninas-e-inverno-trazem-oportunidades-unicas-para-aumentar-as-vendas</link><description>&lt;![CDATA[Panorama do Comércio dá dicas sobre como usar as datas e os eventos de junho para melhorar caixa e fidelizar clientes]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;Panorama do Com&amp;eacute;rcio&lt;/strong&gt; de junho, elaborado pela &lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;explora como, se de um lado o cen&amp;aacute;rio econ&amp;ocirc;mico est&amp;aacute; desfavor&amp;aacute;vel ao consumidor, o m&amp;ecirc;s de junho oferece v&amp;aacute;rias alternativas para o varejo expandir as vendas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para fazer o download do Panorama, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/15660cc28ab4acc4b40264268abe4c4df5a66e16.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;clique&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A mudan&amp;ccedil;a na temperatura, em primeiro lugar, elevar&amp;aacute; a demanda por produtos que v&amp;atilde;o de roupas de frio, artigos de conforto dom&amp;eacute;stico e alimentos elaborados. Entram nessa lista ainda aquecedores el&amp;eacute;tricos, itens de &lt;em&gt;fondue&lt;/em&gt;, sopas, chocolates e bebidas quentes &amp;ndash; para lojas de eletrodom&amp;eacute;sticos e supermercados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em paralelo ao inverno, esse m&amp;ecirc;s ter&amp;aacute; o atrativo da Copa do Mundo Fifa de futebol masculino. O evento sediado nos Estados Unidos, no Canad&amp;aacute; e no M&amp;eacute;xico, come&amp;ccedil;ar&amp;aacute; na pr&amp;oacute;xima quinta-feira (11), e terminar&amp;aacute; s&amp;oacute; na metade de julho. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como a Sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; uma das candidatas ao t&amp;iacute;tulo, h&amp;aacute; mais chances de prolongar as estrat&amp;eacute;gias de vendas &amp;ndash; at&amp;eacute; porque o Mundial vai potencializar toda a cadeia de consumo: eletr&amp;ocirc;nicos, artigos esportivos, roupas, alimentos e bebidas, etc.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Copa tamb&amp;eacute;m permite que qualquer neg&amp;oacute;cio &amp;ndash; de diferentes nichos, portes ou setores &amp;ndash; a explore de alguma forma. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, o setor j&amp;aacute; est&amp;aacute; acostumado a explorar oportunidades de um dos eventos populares mais relevantes do Pa&amp;iacute;s: as festas juninas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Elas, da mesma forma, movimentam segmentos diversos, que v&amp;atilde;o da comida ao vestu&amp;aacute;rio, ou da decora&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos eletr&amp;ocirc;nicos. Mas, para al&amp;eacute;m das quadrilhas, essa &amp;eacute;poca &amp;eacute; ideal para criar promo&amp;ccedil;&amp;otilde;es criativas: &lt;em&gt;kits&amp;nbsp;&lt;/em&gt;tem&amp;aacute;ticos, promo&amp;ccedil;&amp;otilde;es voltadas &amp;agrave;s redes sociais, etc. &amp;ndash; para aumentar o n&amp;uacute;mero de seguidores, por exemplo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Esse junho recheado trar&amp;aacute; oportunidades n&amp;atilde;o s&amp;oacute; para vender mais, mas para construir uma base de clientes que, depois, podem continuar comprando&amp;rdquo;, nota Thiago Carvalho, assessor econ&amp;ocirc;mico da FecomercioSP. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Fidelizar custa at&amp;eacute; sete vezes menos do que conquistar um novo cliente, e os eventos de junho s&amp;atilde;o ideais para transformar compradores ocasionais em clientes de longo prazo&amp;rdquo;, completa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No &lt;strong&gt;Panorama do Com&amp;eacute;rcio,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o d&amp;aacute; dicas de como seguir essas dicas. Acesse!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/15660cc28ab4acc4b40264268abe4c4df5a66e16.pdf" target="_blank" class="fr-file botao" rel="noopener noreferrer"&gt;Panorama do Com&amp;eacute;rcio&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 09:37:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Isenção em compras internacionais de até US$ 50 reduz a competitividade nacional]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/isencao-em-compras-internacionais-de-ate-us-50-pode-reduzir-competitividade-nacional</link><description>&lt;![CDATA[Concorrência justa exige isonomia regulatória e tributária entre empresas nacionais e estrangeiras]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;manifesta-se contrária à medida que autoriza o Ministério da Fazenda a zerar a alíquota do imposto de importação incidente sobre remessas postais internacionais de até US$ 50 (Medida Provisória — MPV 1.357/2026). Em diálogo com parlamentares, a Federação destaca que, embora reconheça a importância da ampliação do acesso a bens e do avanço da economia digital, é necessário equilíbrio competitivo entre empresas nacionais e internacionais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para os &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios"&gt;&lt;strong&gt;Conselho de Assuntos Tributários&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; e o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;&lt;strong&gt;Conselho de&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Economia Digital e Inovação&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, ambos da Entidade, a isenção provocará perda no volume de vendas, queda no faturamento do varejo e desaceleração dos investimentos em tecnologia, digitalização, expansão operacional e modernização logística entre os negócios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em ofício enviado às lideranças partidárias do Congresso Nacional, os órgãos ressaltam que a medida amplia a assimetria competitiva entre o comércio nacional e plataformas internacionais de vendas. “A experiência recente demonstra que a tributação sobre importações de pequeno valor ajudou a reduzir a diferença entre o varejo nacional e as plataformas internacionais de comércio eletrônico, principalmente asiáticas”, pontua a Entidade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dessa forma, o retorno da isenção do imposto sobre essas operações &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fim-da-taxa-das-blusinhas-e-retrocesso-com-prejuizos-tributarios-e-de-competitividade-as-empresas-diz-fecomerciosp"&gt;representa um retrocesso para o ambiente de negócios nacional&lt;/a&gt;. Em segmentos altamente sensíveis a preços e com margens reduzidas — como vestuário, calçados, acessórios, eletrônicos e utilidades domésticas —, pequenas diferenças de custo têm potencial para deslocar o consumo do comércio nacional para operações estrangeiras.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os impactos vão além da concorrência desleal enfrentada pelas empresas nacionais e se somam aos entraves estruturais do varejo brasileiro. O País convive com elevada carga tributária, alta burocracia, custos trabalhistas, insegurança jurídica e despesas logísticas significativas — uma realidade bastante distinta da observada por empresas instaladas em países asiáticos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além disso, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/pec-6x1-relatorio-afronta-a-livre-iniciativa-enfraquece-negociacao-coletiva-e-impoe-periodo-insuficiente-de-transicao"&gt;a iminente redução da jornada laboral sem redução salarial&lt;/a&gt; tende a elevar ainda mais os custos de folha de pagamento suportados pelas empresas nacionais. Isso agravará a perda de competitividade em relação às plataformas estrangeiras, que não estão sujeitas às mesmas obrigações regulatórias e trabalhistas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avaliação da FecomercioSP, os efeitos da medida tendem a ampliar ainda mais o Custo Brasil, refletindo diretamente na sustentabilidade econômica do Comércio, responsável por quase 40% dos empregos formais do País, sobretudo entre micro e pequenos negócios. Dessa forma, a Entidade defende que a MPV 1.357/2026 não prospere no Congresso sem que sejam adotados mecanismos capazes de assegurar condições equitativas de concorrência entre negócios brasileiros e plataformas internacionais.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 09:05:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Copa do Mundo 2026: oportunidades e desafios para o turismo brasileiro]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/copa-do-mundo-2026-oportunidades-e-desafios-para-o-turismo-brasileiro</link><description>&lt;![CDATA[Evento chega às Américas como a maior celebração esportiva do planeta, mas a distância da sede exige cautela nas expectativas ]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Copa do Mundo de 2026 &amp;eacute; um evento in&amp;eacute;dito sob diversos aspectos. Pela primeira vez na hist&amp;oacute;ria, 48 sele&amp;ccedil;&amp;otilde;es disputar&amp;atilde;o o torneio simultaneamente em tr&amp;ecirc;s pa&amp;iacute;ses &amp;mdash; Estados Unidos, Canad&amp;aacute; e M&amp;eacute;xico. Com os jogos do Brasil realizados em territ&amp;oacute;rio norte-americano, o torneio cria um fluxo relevante de sa&amp;iacute;da de torcedores e coloca em perspectiva uma quest&amp;atilde;o importante para o turismo e a hotelaria dom&amp;eacute;sticos: quais s&amp;atilde;o os reais impactos de uma Copa disputada longe de casa? A resposta, ao contr&amp;aacute;rio do que se poderia imaginar, n&amp;atilde;o &amp;eacute; trivialmente positiva.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Viajar para assistir &amp;agrave; Sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos Estados Unidos n&amp;atilde;o &amp;eacute; tarefa barata. Com o d&amp;oacute;lar situado em torno de R$ 5 &amp;mdash; patamar que, embora represente uma leve valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do real em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao pico recente, ainda mant&amp;eacute;m o c&amp;acirc;mbio desfavor&amp;aacute;vel ao consumidor brasileiro &amp;mdash; uma viagem completa para cidades como Los Angeles, Dallas ou Nova York ultrapassa facilmente R$ 20 mil por pessoa, considerando passagem, hospedagem e despesas locais. Soma-se a isso o encarecimento das tarifas a&amp;eacute;reas, pressionado pela alta do querosene de avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o diante do conflito no Oriente M&amp;eacute;dio. Ainda assim, &amp;eacute; prov&amp;aacute;vel que um fluxo relevante de brasileiros embarque para o exterior durante o Mundial &amp;mdash; em geral, consumidores de renda mais elevada, menos sens&amp;iacute;veis ao c&amp;acirc;mbio e dispostos a fazer da Copa uma experi&amp;ecirc;ncia de viagem internacional. Para o turismo dom&amp;eacute;stico, esse movimento representa uma sa&amp;iacute;da de demanda que, em outras circunst&amp;acirc;ncias, poderia se converter em viagens dentro do pr&amp;oacute;prio pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute;, contudo, um vetor de impacto menos &amp;oacute;bvio e igualmente relevante: a aus&amp;ecirc;ncia dos turistas argentinos. A Argentina &amp;eacute; historicamente o principal pa&amp;iacute;s emissor de visitantes estrangeiros ao Brasil, respondendo por uma fatia expressiva do turismo receptivo nacional, especialmente nos estados do sul e nas praias do litoral. Esses visitantes t&amp;ecirc;m perfil pr&amp;oacute;prio: viajam em fam&amp;iacute;lia, permanecem por per&amp;iacute;odos mais longos e contribuem de forma relevante para a ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o hoteleira em destinos de lazer. Com a sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o argentina entre as favoritas ao t&amp;iacute;tulo, a tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; que o comportamento dos argentinos durante o per&amp;iacute;odo da Copa se altere de forma significativa: maior perman&amp;ecirc;ncia no pa&amp;iacute;s de origem para acompanhar os jogos. Em nenhum desses cen&amp;aacute;rios o Brasil aparece como destino priorit&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro aspecto relevante &amp;eacute; o impacto sobre o calend&amp;aacute;rio de eventos corporativos e feiras internacionais. Historicamente, o per&amp;iacute;odo de realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Copa do Mundo tende a concentrar aten&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao redor do globo, tornando menos atrativo para organizadores e participantes estrangeiros o compromisso com grandes eventos nesse intervalo. Congressos, feiras setoriais e encontros que dependem de p&amp;uacute;blico internacional tendem a ser reprogramados para evitar sobreposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o Mundial, reduzindo temporariamente uma fonte importante de demanda para hot&amp;eacute;is de neg&amp;oacute;cios e centros de conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante de um cen&amp;aacute;rio aparentemente desfavor&amp;aacute;vel, emerge, no entanto, uma oportunidade concreta para parcelas do setor hoteleiro dom&amp;eacute;stico &amp;mdash; especialmente aquelas que souberem reconhec&amp;ecirc;-la e posicion&amp;aacute;-la de forma estrat&amp;eacute;gica. Nem todo brasileiro quer viver a Copa do Mundo na sala de casa, em bares ou entre multid&amp;otilde;es. Existe um segmento expressivo de viajantes &amp;mdash; em geral casais, fam&amp;iacute;lias com crian&amp;ccedil;as pequenas e viajantes de faixas et&amp;aacute;rias mais maduras &amp;mdash; que enxerga justamente no per&amp;iacute;odo do Mundial uma janela favor&amp;aacute;vel para viajar com mais tranquilidade e a pre&amp;ccedil;os mais acess&amp;iacute;veis. Destinos que normalmente registram alta ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o durante o inverno podem surgir com mais disponibilidade e tarifas mais competitivas. Para os hot&amp;eacute;is que souberem se posicionar, o turismo de quem prefere fugir da Copa representa um nicho real e com potencial de crescimento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao se considerar o conjunto dos impactos, o balan&amp;ccedil;o para a hotelaria brasileira tende a ser levemente negativo no agregado. A sa&amp;iacute;da de brasileiros para o exterior, a retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o do fluxo argentino e a pausa no calend&amp;aacute;rio de eventos internacionais pressionam a demanda interna de forma concentrada em determinados destinos e categorias de estabelecimento. Por outro lado, o nicho do turismo dom&amp;eacute;stico voltado a quem busca tranquilidade e pre&amp;ccedil;os melhores representa uma compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o parcial, ainda que localizada. O que diferenciar&amp;aacute; os estabelecimentos que colher&amp;atilde;o bons resultados dos que simplesmente aguardar&amp;atilde;o o apito final &amp;eacute;, em grande medida, a capacidade de leitura antecipada do mercado e a criatividade na cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de propostas que dialoguem com o momento &amp;mdash; seja celebrando a Copa para quem quer viv&amp;ecirc;-la, seja oferecendo ref&amp;uacute;gio para quem prefere ignor&amp;aacute;-la. A Copa do Mundo chega ao continente americano como o maior evento esportivo do planeta. Para o Brasil, por&amp;eacute;m, o desafio &amp;eacute; aproveitar o entusiasmo sem desconsiderar o que uma sede distante inevitavelmente imp&amp;otilde;e.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Guilherme Dietze &amp;eacute; economista e Presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no portal Hotelier News em 01 de junho de 2026.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 03 Jun 2026 12:19:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Varejo integrado: quando físico e digital deixam de competir e passam a convergir]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/varejo-integrado-quando-fisico-e-digital-deixam-de-competir-e-passam-a-convergir</link><description>&lt;![CDATA[E-book reúne tendências e estratégias para ajudar empresários a adaptarem seus negócios a um consumidor cada vez mais digital e exigente]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;' id="isPasted"&gt;O varejo tem passado por uma transformação profunda com o avanço do comércio eletrônico, a consolidação dos marketplaces e a chegada de plataformas internacionais. As mudanças no comportamento do consumidor estão redefinindo a forma como empresas se relacionam com o mercado.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Com o objetivo de apoiar empresários e gestores nesse processo, a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; produziu o e-book &lt;strong&gt;A reinvenção do comércio&lt;/strong&gt;, publicação que analisa &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/varejo-fisico-entra-em-nova-fase-e-exige-reinvencao-das-empresas"&gt;os principais impasses enfrentados pelo varejo físico&lt;/a&gt;, apresentando caminhos para que negócios de diferentes portes se mantenham relevantes em um ambiente cada vez mais integrado entre os canais físico e digital. Acesse!&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/conteudos/e-books/varejo-integrado-quando-fisico-e-digital-deixam-de-competir-e-passam-a-convergir/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;&lt;strong&gt;A reinvenção do comércio&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; O livro digital parte da constatação de que o varejo físico não está desaparecendo, mas passando por um processo de reorganização: operações genéricas e pouco eficientes tendem a perder espaço, enquanto negócios capazes de integrar canais, redefinir o papel das lojas e compreender as novas demandas dos consumidores seguem competitivos.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Dentre os principais desafios identificados, destacam-se a migração das vendas para o ambiente digital, a fragmentação dos canais de comercialização e a mudança no perfil do consumidor, hoje mais informado, menos fiel às marcas e mais sensível a preço e experiência. O ebook destaca ainda que o ponto de venda físico passa a assumir novas funções, tornando-se também um espaço de relacionamento, serviços, experiência e apoio logístico.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Além do diagnóstico, a publicação reúne orientações práticas para os empresários, como o ajuste do tamanho e do formato das lojas, a revisão estratégica da localização dos pontos de venda, a integração efetiva entre canais físicos e digitais, o uso de dados para tomada de decisão e o fortalecimento do atendimento como diferencial competitivo.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;O conteúdo também dedica atenção especial ao pequeno varejo, mostrando que competir com grandes plataformas não significa necessariamente entrar em guerras de preço, além de recomendar estratégia mais eficiente: utilizar os marketplaces como canais de aquisição de clientes e complementar essa atuação com diferenciação, relacionamento e experiências que incentivem a visita às lojas físicas. &lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/conteudos/e-books/varejo-integrado-quando-fisico-e-digital-deixam-de-competir-e-passam-a-convergir/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Acesse o e-book aqui!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 11:16:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[O shopping além das vitrines]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/noticia/o-shopping-alem-das-vitrines</link><description>&lt;![CDATA[Centros de compras se transformam em ‘hubs’ de conveniência e buscam integração com o e-commerce]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;As mudanças nos padrões de consumo — trazidas principalmente pelo crescimento do e-commerce desde a pandemia de covid-19 — e o alto endividamento da população desafiam o setor de shopping centers. Com isso, os centros de compras reinventam-se para manter o número de visitantes, o tempo de permanência nos estabelecimentos, e elevar o faturamento. Diante de novos desafios, novas formas de vender: os shoppings têm investido para transformarem-se em verdadeiros “hubs de conveniência”, além de apostarem cada vez mais na integração com o varejo online e priorizarem a experiência do consumidor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse novo cenário, o público-alvo é o fiel da balança. Os centros de compras destinados às classes A e B já começaram a adotar as novas tendências e a colher resultados, enquanto aqueles voltados para a classe C ainda enfrentam dificuldades. Especialistas ouvidos pela&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Revista Problemas Brasileiros (PB)&lt;/strong&gt;, porém, veem espaço para o avanço de inovações, com cada vez mais shoppings renovando-se e elevando a possibilidade de verem as vendas aumentarem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2025, o faturamento do segmento cresceu 1,2% em relação a 2024, alcançando R$ 200,9 bilhões, mesmo com uma leve queda no número de visitantes, que recuou 1% na mesma comparação, de acordo com dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). O fluxo de pessoas nos shoppings vinha se recuperando ano a ano desde 2021, mas registrou a primeira baixa no ano passado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A entidade, entretanto, afirma que a queda no número de visitantes e a concorrência com o e-commerce não significa que o consumidor não queira mais comprar no varejo físico. O dado, na verdade, reflete um novo comportamento do cliente, cada vez mais seletivo e assertivo. Para 2026, a associação prevê alta de 1,4% do faturamento. “O consumidor resolve mais demandas em uma única visita graças à ampliação da oferta de serviços, reduzindo a necessidade de visitas recorrentes”, observa o presidente da Abrasce, Glauco Humai. “Visitas mais qualificadas são comprovadas com maior permanência e tíquete médio mais elevado”, completa. O tempo médio de permanência dos consumidores nos shoppings foi de 80 minutos em 2025, com gasto médio de R$ 126,79. A medição anterior, de 2023, mostrou 72 minutos, mas não há dado disponível de tíquete médio naquele ano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A vez dos serviços&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A aumento da oferta de serviços é uma realidade consolidada nos últimos quatro anos. Ainda assim, a tendência é de expansão, transformando os shoppings em grandes centros de facilidades para o consumidor. Entre 2021 e 2025, o número de estabelecimentos de alimentação, lazer e conveniência ganharam espaço dentro do mix dos shoppings, em detrimento das lojas-satélite. O segmento de alimentação passou de 17,3% para 19,1% do mix dos centros de compras, enquanto conveniência e serviços subiram de 10,4% para 11%, e lazer, de 1,5% para 2,5%. E as lojas-satélite, que representavam 61,2%, caíram para 55,8%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com esse movimento, serviços estéticos, por exemplo, já estão presentes em 89,9% dos shoppings brasileiros, além de caixas eletrônicos (80,7%), academias (74,3%), agências de viagem (73,6%), farmácias (73,2%), lotéricas (57,4%), assistências técnicas (53,1%) e casas de câmbio (50,9%). Além disso, 51% contam com supermercado, hipermercado ou minimercado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O cinema já não é mais a única opção de lazer. É o caso de parques de diversões, presentes em 88,9% dos empreendimentos, além de espaços de convivência como arenas gamer (em 15,5%) e casas de eventos (12,9%). Outro dado interessante da Abrasce, que mostra uma nova vocação dos shoppings, é que estes vêm buscando integrar vários tipos de negócios — um em cada três faz parte de complexos multiúso, com condomínios empresariais, centros médicos, hotéis, faculdades, torres residenciais, entre outros empreendimentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Integração ‘ominichannel’&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro comportamento adotado pelos consumidores que pode explicar a redução de visitas aos shoppings é o e-commerce, mas não exatamente uma simples migração da compra final do físico para o digital. O que se nota com cada vez mais frequência é uma tendência de as lojas tornarem-se showrooms. A pesquisa é realizada na internet e a visita ao shopping serve para ver ao vivo o que deseja ou experimentar itens. “Se o consumidor quer comprar um par de tênis, por exemplo, ele pesquisa o modelo que lhe interessa e consulta em quatro ou cinco lojas na internet. Muitas vezes, ele já tem a decisão de compra e já sabe em que loja vai”, conta o diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Luis Augusto Ildefonso da Silva.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto o consumidor aposta em mais de um canal para uma mesma compra, o varejo precisa integrar o real ao virtual. Segundo especialistas, cabe às empresas darem opções ao cliente, como vendedores munidos de tablets para oferecer no e-commerce os produtos que, eventualmente, não estão disponíveis na loja física. Ou, ainda, estabelecimentos que aceitem fazer a troca de produtos que foram comprados pela internet, uma oportunidade para novas vendas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse processo, treinamento é fundamental, com vendedores aptos a informar sobre os produtos, um diferencial em comparação com a compra online. “O varejo é ominichannel e a relação entre o cliente e a loja acontece de muitas formas. Ela começa na internet, com a pesquisa, e a loja física deve estar preparada para não perder a venda”, reforça o consultor Francisco José Ritondaro, CEO da Gouvêa Malls, divisão da consultoria de varejo Gouvêa Ecosystem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra tendência apontada por Ritondaro, que pode ser mais explorada pelos shoppings e pelas redes de varejo, é o uso de programas de fidelidade e a criação de comunidades, eventos e aplicativos próprios que aprofundem a integração de canais e a relação com o cliente. Dados da Abrasce mostram que menos da metade dos shoppings oferece programa de fidelidade e aplicativos de relacionamento — 68% ainda não têm programa de relacionamento, por exemplo — o que reforça o potencial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O consultor cita o exemplo da Pacsun, marca norte-americana de moda jovem voltada para a geração Z, que criou um aplicativo próprio, no qual os clientes podem, dentre outras opções, criar conteúdo e serem remunerados por isso. O conteúdo pode ser criado dentro das lojas físicas, o que estimula outros consumidores a comprarem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Brasil, Ritondaro cita a Kopenhagen e seu programa de pontos que dá direito a troca por produtos, e a Nespresso, cujos clientes podem ser uma espécie de embaixadores da marca e participar de eventos com ofertas exclusivas e acesso a lançamentos. “A loja atrai e acolhe o consumidor. A compra acaba sendo uma consequência”, aponta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, lojas com ambientes instagramáveis e espaços que estimulem o cliente a permanecer mais tempo no local também são tendências na captura da atenção do público, quando este se cansa da experiência exclusivamente online.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Bolso apertado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O varejo se reinventa, mas há um limite econômico para elevar as vendas. O endividamento das famílias brasileiras segue em expansão e atingiu 80,9% em abril (último dado disponível),&amp;nbsp;o maior nível da série histórica da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As famílias com mais dívidas são as que têm renda de até três salários mínimos, atingindo 83,6%, enquanto o endividamento entre os que ganham de três a cinco salários mínimos alcançou 82,8%. Na faixa de cinco a dez salários, o porcentual chegou a 80,1%, e acima de dez salários, caiu para 70,8%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos motivos desse endividamento é o crescimento das apostas online. Um estudo da CNC estima que a expansão das bets causou perdas de cerca de R$ 144 bilhões no varejo brasileiro, valor equivalente a aproximadamente dois Natais em vendas. O mesmo levantamento calculou que cada 10% de aumento nos gastos com apostas online leva a um crescimento de 0,12 ponto porcentual (p.p.) na proporção de famílias que declaram não ter condições de pagar as dívidas, além de quase meio dia adicional no tempo médio de atraso das contas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro levantamento, desta vez da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;strong&gt;,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;mostra que&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/um-terco-dos-paulistanos-ja-faz-apostas-buscando-aumentar-a-renda-domestica"&gt;um terço (35%) dos paulistanos faz apostas em plataformas online&lt;/a&gt; com o plano de aumentar a renda doméstica de maneira rápida. O número representa um salto de 10 p.p. em comparação com a pesquisa realizada pela Entidade em 2024. Por outro lado, caiu a proporção de pessoas que dizem apostar para investir, de 9%, em 2024, para 5%, em 2026. Quase um em cada dez entrevistados (7%) diz estar viciado nos jogos.&amp;nbsp;“Estamos com um grau de endividamento muito elevado e as bets estão comendo recursos das famílias. O endividamento não é um grande problema quando o nível de emprego está bom, mas a criação de vagas já desacelera”, alerta Fabio Pina, economista e assessor da FecomercioSP.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como o comprometimento da renda com dívidas e bets causa mais danos às famílias de baixa renda, as dificuldades são maiores para o varejo que mira esse público, criando uma disparidade de desempenho em comparação com shoppings voltados para classes mais altas. De acordo com a Abrasce, o fluxo nacional dos shopping centers é composto, atualmente, por 18% de consumidores da classe A, 39% da classe B e 43% das classes C e D. “As empresas de shoppings de capital aberto estão renovando portfólios e concentrando esforços em ativos dominantes, conseguindo ser cada vez mais prevalecentes, além de atrair fluxo de investimentos imobiliários. Esses negócios também têm mais condições de fazer investimentos e renovações”, avalia Ritondaro, da Gouvêa Malls.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os números da Abrasce apontam que 14% dos shoppings brasileiros estão em processo de revitalização, enquanto 13% têm a intenção de expandir suas áreas. No Brasil, há 658 shoppings em operação e, apesar dos obstáculos, a expectativa é de 11 inaugurações neste ano, ante dez aberturas no ano passado, com empresas ainda vendo potencial em algumas regiões do País e em alguns modelos de empreendimentos, em especial em cidades de médio porte no interior e destinados às classes A e B.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Texto publicado originalmente na Revista Problemas Brasileiros, uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 14:46:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item></channel></rss>
