<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Brasil - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticias/economia/brasil</link><description>&lt;![CDATA[]]</description><lastBuildDate>Fri, 12 Jun 2026 06:14:00 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Brasil - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticias/economia/brasil</link><url>https://www.fecomercio.com.br/public/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Economia]]</category><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Resposta a possíveis tarifas de Trump deve ser abertura comercial, e não retaliação]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/resposta-a-tarifas-de-trump-deve-ser-abertura-comercial-e-nao-retaliacao</link><description>&lt;![CDATA[Momento pode ser aproveitado para avançar em acordos de livre-comércio e reduzir barreiras tarifárias]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O governo dos Estados Unidos concluiu, nesta terça-feira (2), a investigação comercial iniciada contra o Brasil em 2025, propondo a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre todos os produtos nacionais importados pelo país norte-americano, com diversas exceções. A medida, ainda não definitiva, foi proposta pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que classifica práticas brasileiras em seis áreas como “irrazoáveis” e prejudiciais ao comércio estadunidense. O prazo para decisão final do presidente Donald Trump expira em 15 de julho, após consulta pública e audiência marcada para 6 de julho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esta é a segunda rodada de pressão tarifária americana no período. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/setor-produtivo-nao-pode-pagar-o-preco-de-disputas-ideologicas-de-ambos-os-lados-diz-fecomerciosp" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Em julho do ano passado, Trump havia imposto tarifas de até 50%&lt;/a&gt; sobre exportações brasileiras — medidas derrubadas pela Suprema Corte do País em fevereiro deste ano. O novo tarifaço tem fundamentação mais técnica, mas a leitura de especialistas é de que se trata de um instrumento de pressão geopolítica tanto quanto comercial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O USTR identificou seis eixos de litígio:&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;comércio digital — decisões judiciais brasileiras que ordenaram remoção de conteúdo político e suspensão de perfis em plataformas americanas, com bloqueio de ativos às empresas que não cumpriram;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;serviços de pagamento eletrônico — com foco no PIX;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;tarifas preferenciais desleais ao México e à Índia em detrimento dos Estados Unidos;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;combate à corrupção;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;proteção da propriedade intelectual, citando nominalmente a Rua 25 de Março e o prazo de cerca de nove anos para análise de patentes biofarmacêuticas;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;desmatamento ilegal, apontado como vantagem competitiva injusta para o Agronegócio brasileiro.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;PIX e 25 de Março em risco?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O caso do PIX merece atenção especial. O USTR argumenta que o Banco Central do Brasil (BCB) age ao mesmo tempo como regulador e proprietário do sistema, favorecendo-o em detrimento de concorrentes privados, especialmente empresas norte-americanas como Visa, Mastercard e operadoras de cartão.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; defende o PIX como uma política pública legítima e bem-sucedida: lançado em novembro de 2020, o sistema — que conta com mais de 160 milhões de usuários — democratizou o acesso a serviços financeiros e reduziu estruturalmente os custos de transação na economia brasileira. O sucesso da modalidade de pagamento não configura prática comercial desleal, mas, sim, reflete uma escolha soberana de política pública, cujos benefícios são amplamente distribuídos entre cidadãos, empresas e o próprio Estado. Tentar enquadrá-lo como barreira ao comércio dos Estados Unidos é distorcer o instrumento da Seção 301.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Rua 25 de Março é citada no relatório do USTR como símbolo das falhas brasileiras na proteção à propriedade intelectual, ao lado da pirataria digital e do atraso na concessão de patentes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP reconhece que o combate à pirataria e ao comércio de produtos falsificados é uma prioridade legítima — não por pressão externa, mas porque prejudica diretamente os comerciantes que operam dentro da lei, distorce a concorrência e expõe consumidores a riscos. A Federação defende o reforço de ações coordenadas de fiscalização nos polos de comércio popular, em âmbito interno. Ao mesmo tempo, é imprescindível distinguir os infratores dos milhares de comerciantes que exercem sua atividade de forma regular e contribuem para a economia de São Paulo (e do Brasil).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Resposta do Brasil deve ser a abertura comercial&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP m&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/tarifaco-de-trump-que-entra-em-vigor-hoje-deve-servir-de-estimulo-a-abertura-comercial-do-brasil-aponta-fecomerciosp" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;antém a posição que tem defendido desde o início da escalada tarifária:&lt;/a&gt; a resposta do Brasil deve ser de abertura comercial, e não de retaliação protecionista. O País é a nona maior economia do mundo, mas participa de menos de 2% do fluxo comercial internacional. Mais de 40% das exportações brasileiras têm como destino apenas China e Estados Unidos, uma concentração que representa vulnerabilidade estrutural.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Este momento deve ser aproveitado para avançar em acordos de livre-comércio, como o do Mercosul com a União Europeia, além de reduzir barreiras tarifárias e não tarifárias domésticas, desburocratizar o ambiente de negócios e fortalecer a proteção à propriedade intelectual e não como concessões, mas como reformas que o Brasil precisa fazer pelos próprios méritos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade é igualmente clara quanto aos limites que não podem ser cruzados. Utilizar a Seção 301 para interferir em decisões soberanas do Brasil — na regulação financeira, nas políticas do BCB ou na condução de processos judiciais — extrapola os limites do que constitui um litígio comercial legítimo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O PIX e as decisões do Judiciário brasileiro são expressões de soberania nacional, não objetos de barganha tarifária. Com o prazo de 15 de julho se aproximando, o representante americano Jamieson Greer sinalizou abertura para continuar as negociações. O Brasil deve chegar a essa mesa com disposição para avançar onde há espaço e com firmeza onde estão em jogo princípios inegociáveis.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 17:59:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Impasse no Oriente Médio está perto de afetar mais seriamente o Brasil]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/impasse-no-oriente-medio-esta-perto-de-afetar-mais-seriamente-o-brasil</link><description>&lt;![CDATA[Carta de Conjuntura detalha como os efeitos devem repercutir nos juros, na inflação e até no emprego]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Enquanto Estados Unidos e Ir&amp;atilde; negociam o fim do conflito no Oriente M&amp;eacute;dio, os efeitos da crise come&amp;ccedil;am a se espraiar de forma mais estrutural sobre mercados globais. Como eles n&amp;atilde;o sabem se o pre&amp;ccedil;o do petr&amp;oacute;leo vai subir mais do que hoje, a sa&amp;iacute;da tem sido precificar um futuro com a commodity mais alta. Neste momento, o pre&amp;ccedil;o do barril do petr&amp;oacute;leo brent est&amp;aacute; cotado, na m&amp;eacute;dia, a R$ 111.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se as bolsas n&amp;atilde;o sentem tantos esses efeitos, porque s&amp;atilde;o ligadas a segmentos tecnol&amp;oacute;gicos &amp;mdash; semicondutores e Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) &amp;mdash; a economia real j&amp;aacute; est&amp;aacute; sendo impactada. Para o Conselho Superior de Economia, Sociologia e Pol&amp;iacute;tica (CSESP), isso ser&amp;aacute; visto logo mais nos juros, na infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e at&amp;eacute; nos dados de empregos. A an&amp;aacute;lise est&amp;aacute; na Carta de Conjuntura de maio, que pode ser acessada &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/d3c749d6486d2876d781857e1fd8652469b2176c.pdf"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img data-fr-image-pasted="true" src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/40970d3e121137c915a05edb2645fe0ec47e81aa.png" style="height: auto; max-width: 100%; border: 0px; cursor: pointer; padding: 0px 1px; caret-color: rgb(65, 65, 65); color: rgb(65, 65, 65); font-family: sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: left; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-line: none; text-decoration-thickness: auto; text-decoration-style: solid; width: 733px;" id="isPasted" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;br&gt;O documento tamb&amp;eacute;m aponta que a economia brasileira ver&amp;aacute; uma eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos pre&amp;ccedil;os, nos pr&amp;oacute;ximos meses, por uma s&amp;eacute;rie de fatores. Os gastos p&amp;uacute;blicos est&amp;atilde;o altos &amp;ndash; o que injeta mais recursos no Pa&amp;iacute;s, mas pressiona os produtos e servi&amp;ccedil;os para cima. Al&amp;eacute;m disso, o fen&amp;ocirc;meno El Ni&amp;ntilde;o vai afetar as colheitas e impactar nos alimentos. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;A infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o ser&amp;aacute;, de novo, um problema para o Brasil&amp;rdquo;, afirma Antonio Lanzana, economista que preside o CSESP. &amp;ldquo;Para al&amp;eacute;m de aspectos estruturais, como um mercado de trabalho aquecido pressionando Servi&amp;ccedil;os e expans&amp;atilde;o descontrolada dos gastos p&amp;uacute;blicos (que gera um choque de oferta), a guerra no Oriente M&amp;eacute;dio s&amp;oacute; agrava esse cen&amp;aacute;rio&amp;rdquo;, completa ele.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Carta de Conjuntura tamb&amp;eacute;m se debru&amp;ccedil;a sobre os indicadores econ&amp;ocirc;micos da China e d&amp;aacute; algumas dicas para o empresariado planejar os neg&amp;oacute;cios para 2027. Acesse:&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/d3c749d6486d2876d781857e1fd8652469b2176c.pdf" target="_blank" class="fr-file botao" rel="noopener noreferrer"&gt;Carta de Conjuntura&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 29 May 2026 13:40:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Belo Horizonte é a capital mais inadimplente do Brasil; João Pessoa, a menos]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/belo-horizonte-e-a-capital-mais-inadimplente-do-brasil-joao-pessoa-a-menos</link><description>&lt;![CDATA[Seis em cada dez famílias da capital mineira começaram 2026 com contas atrasadas; endividamento também volta a subir no País]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, é, hoje, a mais inadimplente do Brasil, apontam os números da &lt;strong&gt;Radiografia do Endividamento de 2026,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;estudo realizado pela &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;.&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Seis em cada dez famílias da cidade (65%) tinham uma conta vencida no início de 2026 — bastante à frente de outras quatro capitais que completam o ranking: Manaus (AM), onde 49% dos lares estavam inadimplentes, Fortaleza (CE), com 48%, Goiânia (GO) e Distrito Federal, 42%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Belo Horizonte, na verdade, vê seu indicador aumentar a cada ano: no fim de 2023, a porcentagem de famílias nessa condição era de 50% na cidade. Um ano depois, chegou a 55% e, agora, subiu 10 pontos porcentuais (p.p.) [tabela 1].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em Manaus, ao contrário, a taxa era de 51% em 2023, regrediu para 41% um ano depois e, agora, voltou a subir significativamente. Em Goiânia, a margem permaneceu estável nos dois anos de análise.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do lado oposto, João Pessoa (PB) é a capital brasileira menos inadimplente: só 12% das famílias estavam com dívidas vencidas no começo do ano. A cidade está perto da situação de Curitiba (PR), com 14% de lares nessa condição, Belém (PA) e Cuiabá (MT), com 16%, e São Paulo (SP), com 20%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na média do País, &lt;strong&gt;quase um terço (29%) das famílias entrou em 2026 com ao menos uma dívida em atraso.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na leitura da &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt;, embora a média indique certa estabilidade, algumas capitais — como Belo Horizonte — já vivem uma situação grave. Se o crédito ocupa lugar central no orçamento doméstico das famílias brasileiras, os dados apontam para uma centralidade ainda mais decisiva dessa modalidade na composição da renda dos lares, o que, no futuro, pode levar à deterioração financeira nesses lares.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Famílias com dívidas atrasadas nas capitais brasileiras (%)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/df719fcc9d47786da9a8873787097ad4a362f9eb.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;Ainda segundo a &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt;, embora tenha havido certo equilíbrio na renda das famílias brasileiras em 2025, a expansão das dívidas cresceu na mesma magnitude, o que deve pressionar a capacidade de pagamento de suas despesas no futuro próximo. Não sem razão, o governo oferece como alternativa uma nova moldura para o programa Desenrola.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mais gente endividada&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados da &lt;strong&gt;Radiografia do Endividamento de 2026&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;também mostram que a quantidade de famílias com dívidas voltou a subir no Brasil: de 78% em 2023, diminuiu para 76% em 2024 e, agora, chegou a oito em cada dez lares (80%). Da mesma forma, as situações mais preocupantes ocorrem em capitais como Belo Horizonte (MG) e Fortaleza (CE), além de Vitória (ES) e Rio de Janeiro (RJ) [tabela 2].&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Famílias com dívidas nas capitais brasileiras (%)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/7fb6b40ae6efb6383c2aa65081cbb9b07f1ada7a.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;Na contramão, estão capitais bastante diferentes entre si, como Macapá (AP) e São Paulo (SP), ambas com 69% de famílias endividadas. Enquanto a primeira é uma cidade de menor porte, com aproximadamente 500 mil habitantes, a outra é a maior metrópole do País e da América do Sul. Esse ranking tem ainda Campo Grande (MS) e Belém (PA), com 70% de endividamento, e Florianópolis (73%).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entretanto, em dados absolutos, a capital paulista é a que reúne mais famílias nessas circunstâncias: são 2,87 milhões de lares, muito à frente do Rio de Janeiro (RJ), com 2,09 milhões, e do Distrito Federal (DF), com 779,7 mil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Considerando que o &lt;strong&gt;Brasil ganhou 1 milhão de novas famílias endividadas&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;nesse período (de 11,98 milhões em 2023 para 12,96 milhões atualmente), é possível dizer que o fenômeno é mais generalizado do que demográfico, embora os efeitos estejam espalhados de formas distintas pelas capitais. Trata-se de uma expansão que pressiona o sistema de crédito do País, colocando o futuro próximo sob risco.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Inadimplência explode em João Pessoa e regride em Boa Vista&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo que a capital paraibana ainda seja a menos inadimplente do País, a situação deteriorou-se nos últimos dois anos na cidade — em 2023, apenas 5% das famílias tinham dívidas atrasadas, taxa que foi para 12% no fim de 2025. O salto foi de 151%, segundo os dados da &lt;strong&gt;Radiografia do Endividamento&lt;/strong&gt; [tabela 3].&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Maiores variações dos indicadores por capitais brasileiras (%)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/92b47c6c4eb972b2b0f3f6cc47b8696b0a55874e.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;Nenhuma outra metrópole brasileira teve uma elevação tão expressiva. Goiânia (GO), na segunda posição, viu sua taxa de inadimplência crescer 41% ao longo desse período, enquanto Florianópolis teve aumento de 38%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por outro lado, Boa Vista (RO), diminuiu a proporção de inadimplentes em 26%, enquanto Porto Alegre (RS) registrou queda de 22% [tabela 4].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante dos dados, a &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt; entende ser importante fortalecer as políticas de educação financeira da população, conscientizando as famílias sobre os usos do crédito e quanto à organização mais adequada do orçamento doméstico. O cenário de endividamento — e inadimplência, sobretudo — é prejudicial para o consumo e, de certa forma, para a economia do Brasil. Evitar a deterioração desse quadro é essencial.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" id="isPasted"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 4]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Menores variações dos indicadores por capitais brasileiras (%)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: FecomercioSP.&lt;/em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/a261cbb1a1b248ecb8bcb443733a554cd27939fc.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;strong&gt;Desenrola 2.0 tem limitações estruturais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora o Novo Desenrola Brasil busque ampliar o acesso à renegociação de débitos, principalmente modalidades como cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), há elementos que sugerem limitações relevantes quanto à sua efetividade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ambiente econômico é o principal desafio: juros elevados, inflação persistente e alta carga tributária, que mantêm consumidores perto do limite financeiro e dificultam soluções duradouras para a alta inadimplência, sobretudo em certas capitais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar de ter proporcionado um nível razoável de renegociação, o programa de 2024 tinha limitações que restringiram a adesão e sua capacidade de resolver, de forma estrutural, a situação, como o acesso difícil à plataforma Gov.br, ou a concorrência com feirões de negociação já consolidados e a restrita capacidade de pagamento da população, mesmo diante de descontos expressivos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há, agora, mudanças relevantes, como a comunicação direta entre consumidor e instituição financeira, sem necessidade de intermediação do Gov.br. Contudo, &lt;strong&gt;o governo passa a atuar como garantidor desse crédito, por meio do Fundo de Garantia de Operações (FGO)&lt;/strong&gt;. Caso o inadimplente deixe de pagar o valor renegociado, o Poder Público cobre o não pagamento. São R$ 2 bilhões iniciais, com potencial de ampliação para até R$ 5 bilhões mediante autorização do Executivo, além de outros R$ 8 bilhões de recursos atualmente parados no sistema financeiro. Em outras palavras, a sociedade, de alguma forma, participa do financiamento do programa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço&lt;em&gt;&amp;nbsp;(&lt;/em&gt;FGTS&lt;em&gt;)&lt;/em&gt; para quitar dívidas também pode gerar alívio imediato, mas não é solução para o desequilíbrio estrutural das contas, podendo resultar em inadimplência posterior, mas com menor proteção financeira.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto importante é a restrição, por 12 meses, do acesso a plataformas de apostas online para participantes do programa. Ainda que a medida dialogue com preocupações legítimas sobre o comprometimento da renda com jogos, pode desestimular uma adesão de parte do público-alvo diante da percepção de que novos programas de renegociação surjam no futuro.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 19 May 2026 16:23:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Crédito caro e endividamento colocam empresas no modo sobrevivência]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/credito-caro-e-endividamento-colocam-empresas-no-modo-sobrevivencia</link><description>&lt;![CDATA[Com quase 9 milhões de inadimplentes no País, gestão financeira é primordial para preservar caixa, renegociar dívidas e rever custos]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O aumento do endividamento das empresas brasileiras deixou de ser apenas um indicador econ&amp;ocirc;mico e passou a representar um sinal concreto de risco para a sobreviv&amp;ecirc;ncia dos neg&amp;oacute;cios. Frente a juros elevados, cr&amp;eacute;dito caro e desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumo, empresas de diferentes portes vivem em um ambiente financeiro mais apertado &amp;mdash; principalmente no Com&amp;eacute;rcio e nos Servi&amp;ccedil;os, setores mais dependentes da renda das fam&amp;iacute;lias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo dados da Serasa Experian, a inadimpl&amp;ecirc;ncia dos neg&amp;oacute;cios brasileiros encerrou 2025 em patamar recorde, com 8,9 milh&amp;otilde;es de CNPJs negativados e estoque de d&amp;iacute;vidas em atraso de R$ 212,8 bilh&amp;otilde;es. O quadro permaneceu pressionado no in&amp;iacute;cio deste ano, com o indicador de empresas inadimplentes em mar&amp;ccedil;o atingindo o mesmo patamar de dezembro de 2025, indicando que o problema n&amp;atilde;o se limita a um ajuste pontual, mas reflete deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira persistente em um ambiente de juros ainda elevados e cr&amp;eacute;dito seletivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/8a8c98a7c39355ef4e1c945b8c679bc0ff779a44.png" style="width: 633px; height: 358px;" class="fr-fic fr-dib fr-fil"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A quest&amp;atilde;o atual vai al&amp;eacute;m da desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das vendas. Para a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, o principal problema est&amp;aacute; na deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras das empresas, causada pelo aperto monet&amp;aacute;rio prolongado e pela perda de capacidade de consumo das fam&amp;iacute;lias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na capital paulista, mais de 70% das fam&amp;iacute;lias est&amp;atilde;o endividadas e cerca de 21% j&amp;aacute; est&amp;atilde;o inadimplentes, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimpl&amp;ecirc;ncia do Consumidor (PEIC).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O impacto chega rapidamente &amp;agrave;s empresas. Mesmo com o Com&amp;eacute;rcio no Estado registrando faturamento recorde superior a R$ 1,5 trilh&amp;atilde;o em 2025, houve desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas vendas no segundo semestre do ano, incluindo per&amp;iacute;odos tradicionalmente fortes, como Black Friday e Natal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As receitas crescem menos; o custo financeiro sobe; as margens ficam comprimidas; o capital de giro perde for&amp;ccedil;a. E o caixa passa a ser o principal fator de sustenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;MPEs s&amp;atilde;o as mais vulner&amp;aacute;veis&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; ainda mais delicada para as Micro e Pequenas Empresas (MPEs). Dos neg&amp;oacute;cios inadimplentes registrados em janeiro de 2026, 8,3 milh&amp;otilde;es pertencem a esse grupo, respons&amp;aacute;vel por R$ 176,1 bilh&amp;otilde;es em d&amp;iacute;vidas acumuladas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m do peso das d&amp;iacute;vidas, essas empresas t&amp;ecirc;m menos acesso a linhas estruturadas de cr&amp;eacute;dito e dependem mais de financiamentos de curto prazo, justamente os mais caros em um ciclo de juros elevados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os setores mais afetados pela inadimpl&amp;ecirc;ncia s&amp;atilde;o os Servi&amp;ccedil;os, com 55,3% dos registros, seguido pelo Com&amp;eacute;rcio (32,7%) e pela Ind&amp;uacute;stria (8,1%).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/ea5aa3f8564c683fd08898df258c09bbfa48e320.jpg" style="width: 533px;" class="fr-fic fr-dib fr-fil"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Recupera&amp;ccedil;&amp;otilde;es judiciais avan&amp;ccedil;am no Pa&amp;iacute;s&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira das empresas j&amp;aacute; aparece no avan&amp;ccedil;o dos pedidos de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o judicial. Em 2025, mais de 2,4 mil recorreram ao mecanismo, alta de 13% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao ano anterior. Agricultura, Servi&amp;ccedil;os e Com&amp;eacute;rcio lideram os pedidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a FecomercioSP, no entanto, o avan&amp;ccedil;o das recupera&amp;ccedil;&amp;otilde;es judiciais n&amp;atilde;o representa necessariamente uma explos&amp;atilde;o de fal&amp;ecirc;ncias, mas um movimento crescente de reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira diante de um cen&amp;aacute;rio de cr&amp;eacute;dito mais restritivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O pr&amp;oacute;prio n&amp;uacute;mero de pedidos de fal&amp;ecirc;ncia caiu no per&amp;iacute;odo, indicando que muitas empresas buscam alternativas para preservar opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es antes do encerramento definitivo das atividades.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/4e91a3fa5fabf1e12737a061170cf75a786ce306.jpg" style="width: 533px;" class="fr-fic fr-dib fr-fil"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fluxo de caixa supera lucro como prioridade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade ressalta que o contexto atual exige mudan&amp;ccedil;a estrutural na forma de gest&amp;atilde;o das empresas. Em ciclos de expans&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica, o foco costuma estar no crescimento e no ganho de mercado. Agora, a prioridade &amp;eacute; preservar liquidez, proteger o caixa e manter a capacidade operacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse cen&amp;aacute;rio, o fluxo de caixa passa a ser mais importante do que o lucro isoladamente. Empresas excessivamente dependentes de cr&amp;eacute;dito de curto prazo ou da rolagem constante de d&amp;iacute;vidas tornam-se mais vulner&amp;aacute;veis em um sistema financeiro mais seletivo e de capital caro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP recomenda que empres&amp;aacute;rios adotem medidas preventivas para preservar a opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e reduzir o risco financeiro. O primeiro passo &amp;eacute; refor&amp;ccedil;ar o controle rigoroso do fluxo de caixa, com proje&amp;ccedil;&amp;otilde;es realistas e monitoramento permanente das entradas e sa&amp;iacute;das de recursos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A renegocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de d&amp;iacute;vidas tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; considerada fundamental. Alongar prazos, revisar juros e reorganizar passivos podem aliviar a press&amp;atilde;o financeira no curto prazo e dar f&amp;ocirc;lego para a continuidade das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; revisar de maneira profunda a estrutura de custos. Em um ambiente de crescimento mais lento, efici&amp;ecirc;ncia operacional deixa de ser diferencial competitivo e passa a ser requisito b&amp;aacute;sico de sobreviv&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A incorpora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tecnologias e solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) para ganho de produtividade pode ajudar empresas a reduzir despesas e otimizar processos. A gest&amp;atilde;o de estoques tamb&amp;eacute;m ganha relev&amp;acirc;ncia. Estoques elevados imobilizam capital e comprometem liquidez. J&amp;aacute; estoques insuficientes podem resultar em perda de vendas. O equil&amp;iacute;brio entre oferta e demanda torna-se decisivo em um momento de mais cautela do consumidor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m da gest&amp;atilde;o financeira, a FecomercioSP alerta para os riscos jur&amp;iacute;dicos associados ao agravamento das dificuldades econ&amp;ocirc;micas. Em casos de irregularidades na administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como confus&amp;atilde;o patrimonial, fraude ou desvio de finalidade, os s&amp;oacute;cios podem ser responsabilizados pessoalmente pelas obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es da empresa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a conjuntura exige cautela e mais estrat&amp;eacute;gia. Em um contexto de juros altos e cr&amp;eacute;dito restrito, sobreviver depender&amp;aacute; cada vez mais da capacidade de preservar caixa, adaptar opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es e tomar decis&amp;otilde;es com rapidez.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 14 May 2026 11:13:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Iniciativas legislativas e impactos econômicos]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/iniciativas-legislativas-e-impactos-economicos</link><description>&lt;![CDATA[Período eleitoral é terreno fértil para propostas de grande apelo popular]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;em&gt;Antonio Lanzana*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Congresso Nacional aprovou, recentemente, o acordo comercial Uni&amp;atilde;o Europeia-Mercosul, o que n&amp;atilde;o deixa de ser um ponto extremamente positivo no sentido da maior integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional do Brasil. No entanto, uma an&amp;aacute;lise mais detalhada de outras iniciativas identificadas no mesmo Congresso causa preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tendo em vista as repercuss&amp;otilde;es no ambiente macroecon&amp;ocirc;mico e nas empresas, as quais muitas vezes deixam de ser adequadamente avaliadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, cabe destacar, inicialmente, um projeto aprovado no Senado Federal que reestrutura carreiras no servi&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico, reajusta a remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de diversos cargos, beneficiando 270 mil servidores e criando mais de 24 mil novos cargos efetivos. O resultado &amp;eacute; uma despesa de R$ 4,16 bilh&amp;otilde;es em 2026 e R$ 5,6 bilh&amp;otilde;es em 2027. Uma expans&amp;atilde;o de gastos extremamente preocupante num Pa&amp;iacute;s que apresenta uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o fiscal cr&amp;iacute;tica, com d&amp;eacute;ficit nominal do setor p&amp;uacute;bico superior a 8% do&amp;nbsp;Produto Interno Bruto (PIB)&amp;nbsp;e d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica crescendo de forma exponencial. Enquanto isso, uma proposta muito bem elaborada de reforma administrativa, que poderia nortear a gest&amp;atilde;o de contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es, deslocamentos de funcion&amp;aacute;rios e crit&amp;eacute;rios de remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sequer entrou&amp;nbsp;em vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Per&amp;iacute;odo eleitoral acaba se constituindo em terreno f&amp;eacute;rtil para proposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de grande apelo para a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Neste ano, a discuss&amp;atilde;o mais calorosa refere-se &amp;agrave; quest&amp;atilde;o da jornada 6x1. O que se tem observado &amp;eacute; uma tentativa de certos parlamentares de acelerar a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do projeto que renderia importantes dividendos pol&amp;iacute;ticos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Este &amp;eacute; um assunto extremamente complexo, porque envolve aspectos relacionados, de um lado, a progressos sociais, e, de outro, a implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es econ&amp;ocirc;micas. No primeiro caso, argumenta-se sobre a eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da qualidade de vida dos trabalhadores e seus efeitos positivos sobre a produtividade. Em termos empresariais, a preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o concentra-se no aumento de custos operacionais (e seus reflexos inflacion&amp;aacute;rios), novas contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es num mercado de trabalho extremamente apertado, aumento da informalidade, diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o das margens das empresas e at&amp;eacute; mesmo inviabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de algumas delas, principalmente em setores que ser&amp;atilde;o mais afetados, como &amp;eacute; o caso dos setores de Com&amp;eacute;rcio e de Servi&amp;ccedil;os, e principalmente das empresas de pequeno porte.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Destacando um ponto dessa discuss&amp;atilde;o, que &amp;eacute; a quest&amp;atilde;o da produtividade do trabalho, dados da&amp;nbsp;Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Getulio Vargas (FGV)&amp;nbsp;mostram que o crescimento m&amp;eacute;dio da produtividade por hora trabalhada no Brasil foi de 0,8% ao ano no per&amp;iacute;odo 1995&amp;ndash;2024 e zero nos &amp;uacute;ltimos 10 anos. O argumento de que a medida pode elevar a produtividade n&amp;atilde;o leva em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o o amplo leque de fatores que determinam a produtividade &amp;mdash; n&amp;iacute;vel educacional, grau de inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional, competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, acesso &amp;agrave; tecnologia, infraestrutura, ambiente dos neg&amp;oacute;cios, n&amp;iacute;vel de investimento, dentre outros.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Levando-se em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o esses pontos, podemos chegar a tr&amp;ecirc;s conclus&amp;otilde;es: a) dadas as diferen&amp;ccedil;as setoriais e de porte, a livre negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o deve prevalecer; b) percebe-se que as inciativas parlamentares esquecem de levar em conta a import&amp;acirc;ncia do crescimento econ&amp;ocirc;mico como gerador de empregos, riqueza e bem-estar &amp;mdash; desde 1980, o Brasil vem crescendo abaixo do mundo e n&amp;atilde;o consegue sair da condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pa&amp;iacute;s de renda m&amp;eacute;dia; e c) propostas de mudan&amp;ccedil;as na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o devem ser constru&amp;iacute;das a partir de seus reais impactos na economia, de forma a garantir avan&amp;ccedil;os sem comprometer a gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empregos, a competitividade das empresas e, consequentemente, o crescimento econ&amp;ocirc;mico e a eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do n&amp;iacute;vel de bem-estar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Antonio Lanzana, presidente do Conselho Superior de Economia, Sociologia e Pol&amp;iacute;tica da&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 08 May 2026 09:12:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Brasil deve agir sobre trabalho, juros e estatais para melhorar produtividade]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/brasil-deve-agir-sobre-trabalho-juros-e-estatais-para-melhorar-produtividade</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP participa de reunião da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;“A produtividade é o grande gargalo do Brasil”, apontou Fabio Pina, economista da &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;durante audiência pública sobre o tema, realizada na Comissão do Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados. Pina esteve na mesa da reunião, em Brasília (DF), na última quarta-feira (6), ao lado da deputada Adriana Ventura(Novo/SP), do advogado Roberto Ordine — atual vice-presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) — e do também economista Carlos da Costa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Isso é efeito de uma tragédia que nós não percebemos: o ambiente de negócios ainda não é adequado. Em 40 anos, nós diluímos a perda relativa de bem-estar, enquanto outros países, como a China e a Coreia do Sul, cresceram em rendas per capita. Isso não aconteceu por acaso; esses países dinamizaram os ambientes de negócios”, continuou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados corroboram a análise: na década de 1980, o Brasil, marcado pela crise profunda que interrompeu o ciclo de crescimento, levou o Produto Interno Bruto (PIB) a registrar uma média anual de apenas 1,6% de crescimento. Foi resultado de uma estrutura produtiva fragilizada — forte dependência de capital externo, uma baixa poupança interna e um ambiente pouco favorável ao investimento. Como consequência, a produtividade estagnou, investimentos minguaram e a Indústria nacional encolheu, sobretudo em setores como os de bens de capital e de consumo durável.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na década mais recente, de 2011 a 2020, o desempenho foi ainda pior, com um crescimento médio de apenas 0,8% ao ano (a.a.), metade do ritmo já fraco da chamada “década perdida”. Desde então, a produtividade permanece estagnada. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre 2000 e 2019, a produtividade do trabalho cresceu, em média, só 0,54% a.a. No mesmo período, o Chile registrou uma taxa de 1,55%. A Coreia do Sul, por sua vez, viu o ritmo avançar 4,3% entre 2000 e 2018, enquanto a nossa foi, nesse mesmo período, de 0,7%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Pina, há, hoje, três problemas estruturais. O primeiro é o fim da sucumbência da &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/reformadetodos"&gt;Reforma Trabalhista de 2017&lt;/a&gt;. “Atualmente, muito pior do que o custo do trabalho é a incerteza que o empresariado tem para empregar. Com a sucumbência, a própria Justiça do Trabalho está saturada.”&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O segundo aspecto são as estatais, que, para o economista, não são eficientes, mas conseguem afetar a competitividade e o dinamismo das empresas privadas. Pina lembrou que &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/modernizacaodoestado"&gt;uma das agendas da FecomercioSP, da Reforma Administrativa,&lt;/a&gt; envolve a crítica à má qualidade dos serviços públicos. As classes baixas são aquelas que, apesar de contribuírem com a mesma carga de impostos que as mais abastadas, dependem de estruturas estatais obsoletas e burocráticas. “Sem contar a política de campeões nacionais que, na verdade, são escolhidas sem nenhum tipo de critério. Eu pergunto, sinceramente, se é relevante ter essa quantidade de empresas estatais”, questionou. Só a União controla 44 delas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em terceiro lugar — e mais grave, disse Pina — está a prática de financiar contas públicas com juros altos. “É muito relevante a gente lembrar que, quando nós conseguimos financiar a contenção das despesas [em 2022], a taxa de juros do Brasil caiu. Hoje, é o contrário: &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/setor-de-servicos-navega-em-meio-a-juros-altos-credito-restrito-e-confianca-fragilizada"&gt;a Selic é altíssima&lt;/a&gt; porque a incerteza com os gastos do governo é precificada pelo mercado”, completou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a deputada Adriana, o parlamento precisa ter uma postura diferente diante de apontamentos como esse. “A voz do setor produtivo não é tão ouvida no Congresso, embora seja ele quem pague a conta do País”, disse, lembrando das &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/hugo-motta-ouve-demandas-da-fecomerciosp-sobre-fim-da-escala-6x1-1"&gt;discussões sobre o fim da escala 6x1&lt;/a&gt; — que, inclusive, ocorriam na sala ao lado da comissão. “Estão propondo isso, mas como vamos pagar essa conta? O empresariado quer melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, mas isso precisa se dar de forma equilibrada”, finalizou.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 07 May 2026 09:35:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Novo Desenrola pode oferecer alívio pontual para famílias, mas apresenta limitações estruturais]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/novo-desenrola-pode-oferecer-alivio-pontual-para-familias-mas-apresenta-limitacoes-estruturais</link><description>&lt;![CDATA[Programa prevê descontos de até 90% e uso do FGTS, mas lida com obstáculos, como juros elevados, restrições orçamentárias e desafios de adesão]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O lan&amp;ccedil;amento do Novo Desenrola Brasil pelo governo federal, por meio de Medida Provis&amp;oacute;ria (MP), com promessa de descontos de 30% a 90% nas d&amp;iacute;vidas e possibilidade de uso de at&amp;eacute; 20% do saldo do FGTS, recoloca no debate p&amp;uacute;blico o tema do endividamento das fam&amp;iacute;lias. Embora a iniciativa busque ampliar o acesso &amp;agrave; renegocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de d&amp;eacute;bitos &amp;mdash; principalmente em modalidades como cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito, cheque especial, cr&amp;eacute;dito pessoal e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) &amp;mdash;, na an&amp;aacute;lise da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP), h&amp;aacute; elementos que sugerem limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es relevantes quanto &amp;agrave; sua efetividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O n&amp;iacute;vel de endividamento familiar brasileiro chegou a patamar elevado, conforme indicam dados da&amp;nbsp;&lt;a href="https://portaldocomercio.org.br/"&gt;Confedera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional do Com&amp;eacute;rcio (CNC)&lt;/a&gt;, quadro corroborado pela&amp;nbsp;FecomercioSP na Cidade de S&amp;atilde;o Paulo, onde pouco mais de 70% dos lares t&amp;ecirc;m algum tipo de d&amp;iacute;vida. No entanto, &amp;eacute; importante distinguir endividamento de inadimpl&amp;ecirc;ncia. O primeiro &amp;eacute; inerente ao funcionamento da economia moderna, enquanto o segundo &amp;mdash; o atraso no pagamento das obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;mdash; &amp;eacute; o ponto que mais chama a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Nesse aspecto, os indicadores mostram relativa estabilidade no &amp;uacute;ltimo ano, com inadimpl&amp;ecirc;ncia em torno de 29% na m&amp;eacute;dia nacional e 20% na capital paulista, sem sinal de deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o fora do padr&amp;atilde;o hist&amp;oacute;rico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O cr&amp;eacute;dito deve ser compreendido como instrumento essencial ao desenvolvimento econ&amp;ocirc;mico. A preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o central n&amp;atilde;o deve recair sobre sua exist&amp;ecirc;ncia, mas sobre o desequil&amp;iacute;brio financeiro que leva ao n&amp;atilde;o pagamento das d&amp;iacute;vidas. Ainda assim, em um contexto de debate pol&amp;iacute;tico mais acentuado, especialmente em per&amp;iacute;odos eleitorais, o tema ganha mais visibilidade, independentemente da gravidade dos indicadores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a&amp;nbsp;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o Novo Desenrola pode oferecer um al&amp;iacute;vio pontual para parte das fam&amp;iacute;lias, mas apresenta limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es macroecon&amp;ocirc;micas estruturais semelhantes &amp;agrave;s do programa anterior. O ambiente econ&amp;ocirc;mico permanece como principal desafio, marcado por juros elevados, infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o persistente e alta carga tribut&amp;aacute;ria. Esses fatores mant&amp;ecirc;m o consumidor pr&amp;oacute;ximo do limite financeiro e dificultam solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es duradouras para a inadimpl&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A experi&amp;ecirc;ncia recente com o Desenrola, encerrado no in&amp;iacute;cio de 2024, tamb&amp;eacute;m traz aprendizados importantes. Apesar de ter proporcionado algum grau de renegocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o programa sofreu limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es que restringiram a sua ades&amp;atilde;o e a sua capacidade de resolver, de forma estrutural, a inadimpl&amp;ecirc;ncia. Dentre os principais entraves observados, destacaram-se a necessidade de acesso &amp;agrave; plataforma Gov.br, a concorr&amp;ecirc;ncia com feir&amp;otilde;es de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; consolidados e, sobretudo, a restrita capacidade de pagamento da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mesmo diante de descontos expressivos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No an&amp;uacute;ncio do governo, h&amp;aacute; mudan&amp;ccedil;as relevantes, sendo a principal a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta entre consumidor e institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira, sem a necessidade de intermedia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Gov.br. Contudo, o governo passa a atuar como garantidor desse cr&amp;eacute;dito, por meio do Fundo de Garantia de Opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es (FGO): caso o inadimplente deixe de pagar o valor renegociado, o Poder P&amp;uacute;blico cobre o n&amp;atilde;o pagamento. S&amp;atilde;o R$ 2 bilh&amp;otilde;es iniciais, com potencial de amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do fundo para at&amp;eacute; R$ 5 bilh&amp;otilde;es mediante autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Executivo, al&amp;eacute;m de outros R$ 8 bilh&amp;otilde;es de recursos atualmente parados no sistema financeiro. Em outras palavras, a sociedade, de alguma forma, participa do financiamento do programa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda que haja redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas taxas de juros para at&amp;eacute; 1,99% ao m&amp;ecirc;s (a.m.) &amp;mdash; o que equivale a aproximadamente 27% ao ano (a.a.) &amp;mdash;, o custo do cr&amp;eacute;dito permanece elevado em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a taxa b&amp;aacute;sica de juros da economia, atualmente em 14,5% a.a. Esse diferencial reduz o impacto dos descontos e dificulta a quita&amp;ccedil;&amp;atilde;o das d&amp;iacute;vidas sem comprometer o or&amp;ccedil;amento dom&amp;eacute;stico, mesmo com a possibilidade de parcelamento em at&amp;eacute; quatro anos. Cabe destacar que, agora, a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; pressionada por alimentos e combust&amp;iacute;veis, em decorr&amp;ecirc;ncia da guerra no Oriente M&amp;eacute;dio, grupos que representam parcela importante do or&amp;ccedil;amento familiar, refor&amp;ccedil;ando o direcionamento dos gastos para o consumo essencial e reduzindo a capacidade de pagamento de d&amp;eacute;bitos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O uso do FGTS tamb&amp;eacute;m suscita pondera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Trata-se de um recurso importante tanto para a seguran&amp;ccedil;a financeira dos lares quanto para o financiamento do mercado imobili&amp;aacute;rio. A sua utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para quitar d&amp;iacute;vidas pode gerar al&amp;iacute;vio imediato, mas n&amp;atilde;o resolve o desequil&amp;iacute;brio estrutural das contas, podendo resultar, posteriormente, em nova inadimpl&amp;ecirc;ncia, agora com menor prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto importante &amp;eacute; a restri&amp;ccedil;&amp;atilde;o, por 12 meses, do acesso a plataformas de apostas online para os participantes do programa. Embora a medida dialogue com preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es leg&amp;iacute;timas sobre o comprometimento da renda com jogos, pode desestimular a ades&amp;atilde;o de parte do p&amp;uacute;blico-alvo, em especial diante da percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que novos programas de renegocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o tendem a surgir no futuro, com condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es semelhantes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ProCred, voltado para o pequeno empres&amp;aacute;rio, tamb&amp;eacute;m ser&amp;aacute; contemplado no programa, com amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do porcentual de faturamento para acesso ao cr&amp;eacute;dito, al&amp;eacute;m de melhorias na car&amp;ecirc;ncia e no prazo de pagamento e uma linha espec&amp;iacute;fica para o pequeno produtor rural.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, sem avan&amp;ccedil;os nesses elementos estruturais, iniciativas como o Desenrola tendem a ter efeito tempor&amp;aacute;rio, com possibilidade de recorr&amp;ecirc;ncia de programas similares no futuro sem que o problema de fundo seja plenamente resolvido.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 05 May 2026 18:07:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Copom preferiu dar credibilidade ao ciclo de cortes da Selic, apesar de contexto econômico]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/copom-preferiu-dar-credibilidade-ao-ciclo-de-cortes-da-selic-apesar-de-contexto-economico</link><description>&lt;![CDATA[Órgão baixou a taxa básica de juros para 14,5% em meio ao conflito no Oriente Médio, à inflação ainda alta e ao cenário fiscal incerto do País]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu a taxa Selic, que define os juros básicos do País, em 0,25 ponto porcentual (p.p.), nesta quarta-feira (29). Não se tratou, porém, de uma reação natural à melhoria do cenário econômico, mas, antes disso, foi um sinal do comprometimento do órgão em estabelecer credibilidade ao ciclo de queda iniciada no último encontro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No entanto, se fosse em função do ambiente macroeconômico, talvez a decisão tivesse sido outra. A inflação do País está em 4,1% no acumulado dos 12 meses, acima da meta de 3%, o que fica ainda mais grave considerando a aceleração permanente dos preços de um setor vital à economia: os Serviços (6% ao ano). O mercado já percebeu essa volatilidade e tem trabalhado com um IPCA de 4,86% em 2026, o que seria uma taxa acima do teto da meta estabelecida pelo BC (4,5%).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Até mesmo a projeção de 2027 (4%) está acima da meta. Frente a um horizonte desancorado como esse, o BC não tem margem para cortar os juros de forma mais célere e profunda — ou afetaria ainda mais os preços.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entra nessa conta, ainda, a guerra do Irã, Estados Unidos e Israel, cujos efeitos — com o fechamento do Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico — estão sendo percebidos, sobretudo, pelo mercado internacional de petróleo (o canal é um caminho de cerca de 20% do óleo bruto produzido no mundo). O preço do barril de petróleo brent (óleo bruto de alta qualidade), por exemplo, subiu para acima dos US$ 110 em abril, em meio aos bloqueios do estreito pelo conflito.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há um terceiro elemento em jogo: as contas públicas. Frágeis, sem nenhum tipo de avanço concreto para um controle estrutural e com despesas obrigatórias em franco crescimento, exigem que o BC tenha algum manejo, o que acontece por meio de juros altos. Na verdade, está claro que o órgão só terá uma postura mais forte de aprofundar o ciclo de cortes da Selic quando o governo tiver o compromisso claro de promover equilíbrio fiscal. Como é praxe que, em anos eleitorais, o contrário disso aconteça (o governo de ocasião sobe os gastos para tentar vencer nas urnas), a autoridade monetária não tem outra chance senão manter a Selic elevada.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma expectativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), inclusive, é de ver a taxa Selic alta por mais tempo do que o mercado esperava, terminando o ano na casa dos 13%. É importante dizer que essa projeção passará por reuniões do Copom sem sinal de cortes. Para a Entidade, os juros só vão cair com um ajuste fiscal consistente. Sem isso, o Brasil viverá em uma economia de juros altos e incertezas, além dos custos para empresas e consumidores.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 19:10:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Carta de Conjuntura: economia chegará deteriorada ao fim desse ano]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/carta-de-conjuntura-economia-chegara-deteriorada-ao-fim-desse-ano</link><description>&lt;![CDATA[Emprego desacelera e geração de vagas recua em comparação ao mesmo período de 2025]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Em um cenário de indústria em queda livre, mercado de trabalho perdendo fôlego, empresas pedindo recuperação judicial, desequilíbrio fiscal e os juros mais altos do que se esperava, a economia brasileira está desacelerando – e assim ficará até o fim do ano – do que se esperava nesse momento. A análise é do Conselho Superior de Economia, Sociologia e Política (CSESP) da FecomercioSP.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Carta de Conjuntura de abril do conselho, com essa análise, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/4a7a45195df7531b1511e44adddfc81b64e47975.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;está disponível na íntegra &lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em primeiro lugar, a indústria está em retração. Caiu 0,7% em fevereiro e, com isso, acumula uma alta tímida de 0,3% no cômputo anual. A confiança do empresariado do setor, por causa disso, está mais baixa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas o ponto mais sensível é que o mercado de trabalho, que estava garantindo a elevação da renda e o ritmo do consumo das famílias brasileiras, começou a perder força. Segundo dados do Caged, foram 1,02 milhão de vagas geradas até fevereiro deste ano, contra 1,78 milhão até o mesmo mês de 2025.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“O nível de atividade permanece em desaceleração, ao mesmo tempo em que as expectativas de inflação vão se deteriorando e impondo dificuldades a uma redução mais significativa dos juros. O ano vai ficando mais difícil”, analisa Antonio Lanzana, presidente do CSESP.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Carta de Conjuntura ainda discute os impactos econômicos nos EUA da guerra no Irã, especialmente no mercado do petróleo. Acesse:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/4a7a45195df7531b1511e44adddfc81b64e47975.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;Carta de Conjuntura do CSESP&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 10:07:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Energia elétrica no tanque]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/energia-eletrica-no-tanque</link><description>&lt;![CDATA[Vendas de carros elétricos explodem, mas pouca oferta de pontos de recarga pode travar o crescimento do setor]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Em fevereiro, pela primeira vez na hist&amp;oacute;ria, o carro mais vendido no Brasil &lt;a href="https://revistapb.com.br/mobilidade/a-vez-dos-carros-eletricos/"&gt;foi um ve&amp;iacute;culo 100% el&amp;eacute;trico&lt;/a&gt;, o BYD Dolphin Mini, com 4.094 unidades emplacadas. Os n&amp;uacute;meros confirmam a tend&amp;ecirc;ncia, observada nos &amp;uacute;ltimos tr&amp;ecirc;s anos, da procura pelos consumidores por ve&amp;iacute;culos menos poluentes, com menor custo de manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e mais econ&amp;ocirc;micos se comparados com os modelos a combust&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2025, segundo dados da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira do Ve&amp;iacute;culo El&amp;eacute;trico (ABVE), foram vendidos 223.896 ve&amp;iacute;culos movidos a eletricidade, categoria dividida entre ve&amp;iacute;culos 100% el&amp;eacute;tricos, h&amp;iacute;bridos plug-in (PHEV) &amp;mdash; que podem ser conectados &amp;agrave; tomada para recarga, a qual tamb&amp;eacute;m ocorre por combust&amp;atilde;o e pelo sistema de frenagem regenerativa &amp;mdash; e h&amp;iacute;bridos convencionais (HEV), que s&amp;atilde;o abastecidos por combust&amp;atilde;o e pelos freios. A febre continua em 2026, com a comercializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mais 83.947 unidades at&amp;eacute; mar&amp;ccedil;o. Atualmente, segundo a ABVE, cerca de 630 mil ve&amp;iacute;culos movidos a eletricidade rodam pelas cidades e rodovias do Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Autonomia limitada&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Rodam, mas h&amp;aacute; o risco da chamada pane seca se o percurso superar 300 quil&amp;ocirc;metros, principalmente em trajetos intermunicipais. Tanto as baterias dos 100% el&amp;eacute;tricos como as dos h&amp;iacute;bridos t&amp;ecirc;m autonomia que n&amp;atilde;o ultrapassa 300 quil&amp;ocirc;metros, o que exige uma rede robusta de pontos de recarga (eletropostos), algo longe do que existe nas rodovias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pr&amp;oacute;pria ABVE admite a falta de infraestrutura. Dados da entidade revelam a presen&amp;ccedil;a de 21.061 eletropostos p&amp;uacute;blicos &amp;mdash; 14.582 de recarga lenta (AC), com tempo m&amp;eacute;dio de 8 horas para recarga, e apenas 6.479 pontos de recarga r&amp;aacute;pida (DC), recomendados para rodovias. &amp;ldquo;A estimativa &amp;eacute; que tenhamos 3 milh&amp;otilde;es de carros el&amp;eacute;tricos em 2030. O ideal &amp;eacute; que haja um ponto de recarga privada, em casa ou no trabalho, para cada um e um eletroposto p&amp;uacute;blico para cada dez, para que o motorista tenha liberdade de viajar&amp;rdquo;, explica Tadeu Rezende, do Conselho Diretor da ABVE e CEO da Power2Go, empresa especializada em servi&amp;ccedil;os de recarga de ve&amp;iacute;culos el&amp;eacute;tricos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com o&amp;nbsp;engenheiro mec&amp;acirc;nico Marcelo Alves, coordenador do Centro de Engenharia Automotiva (CEA) da Escola Polit&amp;eacute;cnica da Universidade de S&amp;atilde;o Paulo (Poli-USP), o quadro atual e a aus&amp;ecirc;ncia de investimentos representam um gargalo para o crescimento. &amp;ldquo;Temos um problema insol&amp;uacute;vel no momento, que vai limitar o carro el&amp;eacute;trico ao uso urbano e a pequenos deslocamentos&amp;rdquo;, afirma, acrescentando que seriam necess&amp;aacute;rios 65 mil eletropostos, no momento atual, e 370 mil, em dez anos. &amp;ldquo;Equipamentos de recarga r&amp;aacute;pida em postos exigem investimentos e manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, al&amp;eacute;m de suporte de seguran&amp;ccedil;a por causa das descargas el&amp;eacute;tricas&amp;rdquo;, completa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Faltam investidores&amp;rdquo;, lamenta a ABVE. A implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um eletroposto com cinco pontos de carga r&amp;aacute;pida requer R$ 2 milh&amp;otilde;es, e a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma rede que suporte uma frota de 3 milh&amp;otilde;es de carros custaria R$ 1 bilh&amp;atilde;o. &amp;ldquo;Esse contexto pede uma sinergia entre investidores, montadoras e, no caso da infraestrutura em rodovias n&amp;atilde;o concessionadas, tamb&amp;eacute;m o Poder P&amp;uacute;blico&amp;rdquo;, pontua Rezende. Quanto &amp;agrave; oferta de energia, a quest&amp;atilde;o &amp;eacute; mais tranquila, segundo ele. &amp;ldquo;A capacidade instalada do sistema el&amp;eacute;trico brasileiro &amp;eacute; de 217 gigawatts (GW). Precisar&amp;iacute;amos de uma reserva m&amp;eacute;dia de 150 megawatts (MW) adicionais, o que n&amp;atilde;o &amp;eacute; relevante&amp;rdquo;, destaca.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Planejamento log&amp;iacute;stico&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A dificuldade log&amp;iacute;stica para percorrer trajetos mais longos &amp;eacute; um transtorno para quem dirige um carro el&amp;eacute;trico. Com 61 unidades em rodovias das regi&amp;otilde;es Sudeste e Sul, a rede Graal oferece eletropostos em apenas 23 delas, todos em estradas de grande fluxo. A maioria est&amp;aacute; concentrada nas rodovias Presidente Dutra, que interliga as cidades de S&amp;atilde;o Paulo e Rio de Janeiro, e nas paulistas Bandeirantes, Anhanguera, Washington Lu&amp;iacute;s e Castelo Branco, todas no Sudeste.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vias com grande movimento, como a BR-101 (no trecho de Santa Catarina) e a BR-040, que liga Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Bras&amp;iacute;lia, t&amp;ecirc;m apenas um ponto para abastecimento nos postos da rede. Fora dos grandes centros, a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; bem mais complexa: no Piau&amp;iacute;, h&amp;aacute; 203 eletropostos e apenas 26 no Acre, segundo a ABVE.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nos atuais contratos de concess&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; nenhuma cl&amp;aacute;usula prevendo a obrigatoriedade de instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de eletropostos, informa a assessoria de imprensa da Motiva, novo nome do grupo CCR, concession&amp;aacute;ria de rodovias, aeroportos e metr&amp;ocirc;s. Segundo a companhia, existem iniciativas pontuais, previstas nos novos contratos, que estabelecem uma estrutura m&amp;iacute;nima de apoio, com a implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pontos de recarga nas bases operacionais da concession&amp;aacute;ria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A primeira experi&amp;ecirc;ncia ser&amp;aacute; na Rodovia Fern&amp;atilde;o Dias (BR-381), que liga a capital paulista a Belo Horizonte (MG), em contrato a ser assinado no fim de abril. Atualmente, existem 20 eletropostos nas rodovias administradas pela Motiva, o que inclui o sistema Anhanguera&amp;ndash;Bandeirantes, Presidente Dutra e Castelo Branco. A concession&amp;aacute;ria destaca que a equipe de apoio est&amp;aacute; treinada para atender a ocorr&amp;ecirc;ncias de pane seca e que, em 2025, foram atendidos 120 casos envolvendo ve&amp;iacute;culos el&amp;eacute;tricos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paz nos condom&amp;iacute;nios&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nas regi&amp;otilde;es urbanas, o quadro &amp;eacute; mais tranquilo. Em fevereiro, foi aprovada, no Estado de S&amp;atilde;o Paulo, a Lei 18.403/2026, que regula a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de carregadores de ve&amp;iacute;culos el&amp;eacute;tricos em condom&amp;iacute;nios residenciais e comerciais, garantindo ao cond&amp;ocirc;mino o direito de instalar pontos de recarga em suas vagas privativas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar de impedir a proibi&amp;ccedil;&amp;atilde;o por parte do condom&amp;iacute;nio, a lei exige aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica, obedi&amp;ecirc;ncia &amp;agrave;s regras da&amp;nbsp;Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Normas T&amp;eacute;cnicas&amp;nbsp;(ABNT) e que o custo do consumo seja do morador. &amp;ldquo;A lei pacifica as disputas condominiais e a tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; que haja uma lei federal nos mesmos termos da aprovada em S&amp;atilde;o Paulo&amp;rdquo;, aponta&amp;nbsp;Paulo Rewald, diretor de Normaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Secovi-SP, sindicato do mercado imobili&amp;aacute;rio paulista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O investimento compensa, segundo Rezende, da ABVE. &amp;ldquo;Um wallbox [kit de recarga] custa em torno de R$ 8 mil, enquanto o aluguel est&amp;aacute; na faixa de R$ 300 por m&amp;ecirc;s. Vale a pena&amp;rdquo;, afirma. No caso de condom&amp;iacute;nios comerciais, o conselheiro acredita que a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um kit de recarga torna-se uma ferramenta para agregar valor ao neg&amp;oacute;cio. &amp;ldquo;Nos Estados Unidos, j&amp;aacute; observa-se que os condom&amp;iacute;nios que oferecem pontos de recarga chegam a se valorizar 5% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos concorrentes&amp;rdquo;, ressalta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Futuro dos el&amp;eacute;tricos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;C&amp;eacute;tico, o f&amp;iacute;sico, ex-ministro, ex-reitor da USP e presidente do Conselho de Sustentabilidade da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP), Jos&amp;eacute; Goldemberg, atribui o sucesso dos carros el&amp;eacute;tricos &amp;agrave;s campanhas de marketing das montadoras e aos incentivos fiscais dados pelo governo. &amp;ldquo;&amp;Eacute; um modelo apropriado para pa&amp;iacute;ses de dimens&amp;otilde;es menores, como a Dinamarca. N&amp;atilde;o temos uma rede adequada de eletropostos e n&amp;atilde;o h&amp;aacute; pol&amp;iacute;ticas nesse sentido&amp;rdquo;, critica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a experi&amp;ecirc;ncia de seus 97 anos, Goldemberg recorda o lan&amp;ccedil;amento do&amp;nbsp;&lt;a href="https://revistapb.com.br/brasileirismos/contra-a-alta-do-petroleo-carro-a-cana-de-acucar/"&gt;Programa Nacional do &amp;Aacute;lcool (Pro&amp;aacute;lcool), nos anos 1970&lt;/a&gt;, para incentivar o uso do etanol, ocasi&amp;atilde;o em que foi criada uma regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o que exigia a presen&amp;ccedil;a de bombas nos postos de combust&amp;iacute;veis j&amp;aacute; existentes. &amp;ldquo;Penso que vai acabar prevalecendo a escolha pelos carros h&amp;iacute;bridos tradicionais&amp;rdquo;, opina.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por sua vez, o engenheiro eletricista Jos&amp;eacute; Carlos Armelin, professor de p&amp;oacute;s-gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Engenharia de Energias Renov&amp;aacute;veis na Pontif&amp;iacute;cia Universidade Cat&amp;oacute;lica do Paran&amp;aacute; (PUC-PR), pondera que o Brasil pode n&amp;atilde;o ter condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, no futuro, para atender &amp;agrave; demanda de carga el&amp;eacute;trica para a frota em expans&amp;atilde;o por causa de outros grandes projetos que exigem vultosas cargas de energia, como &lt;a href="https://revistapb.com.br/tecnologia/brasil-hub-global-de-data-centers/"&gt;datacenters&lt;/a&gt; e polos de &lt;a href="https://revistapb.com.br/institucional/marco-legal-da-ia-deve-ser-construido-com-o-setor-produtivo-a-frente/"&gt;Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA)&lt;/a&gt;. &amp;ldquo;As geradoras n&amp;atilde;o contam com linhas de transmiss&amp;atilde;o suficientes&amp;rdquo;, adverte. Assim como Goldemberg, Armelin considera o ve&amp;iacute;culo h&amp;iacute;brido mais apropriado para as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es geogr&amp;aacute;ficas brasileiras, principalmente considerando a oferta nacional de etanol.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Texto publicado originalmente na &lt;/em&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;revista Problemas Brasileiros&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 09:05:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item></channel></rss>
