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<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Economia Digital - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticias/economia/economia-digital</link><description>&lt;![CDATA[]]</description><lastBuildDate>Fri, 11 Sep 2026 09:01:59 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Economia Digital - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticias/economia/economia-digital</link><url>https://www.fecomercio.com.br/public/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Economia]]</category><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category><item><title>&lt;![CDATA[A transformação silenciosa da China: país deixou de ‘copiar’ para liderar a revolução tecnológica ]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/a-transformacao-silenciosa-da-china-pais-deixou-de-copiar-para-liderar-a-revolucao-tecnologica</link><description>&lt;![CDATA[Estado asiático combinou estratégia de longo prazo e aprendizado com o Ocidente para inovar na Indústria, no Comércio e nos Serviços]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A China é, hoje, referência em inovação. O país concentra cerca de um terço da produção mundial e possui Produto Interno Bruto (PIB) per capita até 30% superior ao do Brasil. Mas a história nem sempre foi essa. Em 1975, o PIB chinês equivalia a praticamente um décimo do brasileiro. O que explica, então, o novo patamar do país asiático?&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Rodolfo Fücher, vice-presidente de Relações Institucionais do Instituto Brasil Digital e membro do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inovação&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, a chave para entender o avanço chinês nos últimos 50 anos está na visão estratégica do país e na busca constante por conhecimento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Inspirada nos planos de longo prazo para a reindustrialização da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), desde 1953 a China vem implementando planos de desenvolvimentos econômico e social, com focos reavaliados pelo governo a cada cinco anos. O país combinou a própria tradição de organização social, educação rigorosa e disciplina coletiva com uma visão estratégica promovida pela ciência para construir a tecnologia do século 21. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“A China mostrou claramente que, apesar de toda essa cultura milenar, não tem conflito com a inovação”, comentou Fücher, durante reunião do conselho, realizada em 28 de agosto. De acordo com ele, o Estado chinês entendeu que investir em ciência e tecnologia seria uma forma de garantir crescimento socioeconômico para o país, com ganho de produtividade e geração de renda. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que uma revolução tecnológica, contudo, a China apostou na transformação humana, retirando mais de 800 milhões de pessoas da extrema pobreza, o que contribuiu para construir um enorme mercado consumidor. Entre 1978 e 1980, durante a sua abertura econômica, o país enviou mais de 8,8 milhões de cidadãos para estudar em universidades europeias e norte-americanas. Desse grupo, pelo menos 6 milhões retornaram ao país, aplicando o conhecimento adquirido do exterior. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Competir com a China é competir contra um ecossistema&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se, durante muito tempo, a China foi vista como um país que copiava tecnologias de outras nações, a realidade é que esse período também serviu para que o país compreendesse como estas funcionavam e, posteriormente, desenvolvesse iniciativas próprias. Com mão de obra barata e políticas que facilitaram a instalação de fábricas, a China passou a atrair empresas estrangeiras interessadas em produzir no país para exportar. Ao mesmo tempo, empresas chinesas começaram a ser contratadas para fabricar produtos de marcas internacionais, consolidando a nação asiática como a “fábrica do mundo”.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hoje, o país se destaca pela capacidade de produzir em larga escala, com rapidez e crescente sofisticação tecnológica. O governo define prioridades estratégicas, enquanto universidades, capital, mercado, empresas e fornecedores atuam de forma articulada para desenvolver e levar essas tecnologias ao mercado. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O vice-presidente do Instituto Brasil Digital acredita que é preciso uma mudança de percepção quando refletimos sobre os fatores que explicam a competitividade do país. “Não estamos competindo com uma empresa chinesa, mas com todo um ecossistema que se formou atrás daquele produto ou serviço que está vindo da China”, apontou ele.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Para onde a China está olhando agora?&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre 2006 e 2010, o país asiático investiu em ciência e infraestrutura, com o objetivo de desenvolver capacidade tecnológica própria. Em 2011 e 2015, o foco passou a ser a manufatura avançada, com investimentos em indústrias estratégicas e novos setores.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já entre 2016 e 2020, a inovação esteve no centro da estratégia, com destaque para Big Data, computação em nuvem, Internet das Coisas (IoT) e Internet Plus. De 2021 a 2025, o país passou a olhar para a economia digital, com ênfase em dados e digitalização industrial.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora, a China colocou a Inteligência Artificial (IA) como uma infraestrutura transversal a toda a economia. Na prática, isso significa incorporar a IA à manufatura, com fábricas inteligentes e produção autônoma, e ao Comércio, com experiências digitais e cadeias de suprimentos mais eficientes. Além disso, na saúde, diagnósticos mais precisos e medicina personalizada; nas finanças, com análise preditiva e gestão de riscos; e na agricultura, com monitoramento de clima e solos e aumento da produtividade, entre outros casos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, Pequim concentra o desenvolvimento de ciência e IA; Xangai, capital e mercado; Hangzhou, dados e economia digital; e Shenzhen, engenharia e manufatura.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Brasil: parceiro estratégico&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O avanço expressivo da China também faz refletir &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-recebe-delegacao-chinesa-para-promover-comercio-investimentos-e-novas-parcerias-empresariais"&gt;sobre as oportunidades para o Brasil&lt;/a&gt;. De acordo com Fücher, o país é extremamente importante para o gigante asiático. Enquanto a China concentra capacidades em áreas como IA, robótica, manufatura e produção em escala, o Brasil se destaca pela produção de energia limpa — um dos pontos estratégicos para os planos de desenvolvimento chineses e para seus objetivos relacionados à redução das emissões de carbono.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas a relação entre ambos não se resume à produção. Fücher ressaltou que o Brasil também pode representar um elo para empresas e serviços chineses interessados em alcançar outros mercados. “Graças ao &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/acordo-entre-mercosul-e-uniao-europeia-abre-mercado-e-cria-nova-rota-de-crescimento-para-empresas-brasileiras?%2Fnoticia%2Facordo-entre-mercosul-e-uniao-europeia-abre-mercado-e-cria-nova-rota-de-crescimento-para-empresas-brasileiras="&gt;recente acordo entre o Mercosul e a União Europeia,&lt;/a&gt; o Brasil pode ser uma ponte a empresas e serviços chineses chegarem até a comunidade europeia”, afirmou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para se ter uma ideia desse potencial, o Mercosul reúne cerca de 260 milhões de pessoas e movimenta, aproximadamente, US$ 3 trilhões em PIB. Na América Latina, o mercado potencial alcança 650 milhões de pessoas e um PIB estimado entre US$ 6 trilhões e US$ 7 trilhões. A União Europeia amplia as perspectivas de integração com um mercado de cerca de 450 milhões de pessoas e PIB de aproximadamente US$ 18 trilhões. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, na visão do conselho da FecomercioSP, mais do que do que ser um parceiro estratégico, o Brasil poderia se inspirar no exemplo chinês de planejamento e visão de longo prazo. “Se olharmos para a história do País, nós praticamente fizemos o que a China está fazendo. É o caso da Embraer”, citou o conselheiro, ao explicar que para a criação da empresa também houve um processo de busca por conhecimento no exterior, com professores sendo trazidos para cá. “Quer dizer, nós temos um modelo, sabemos fazer. Eu acho que é uma questão muito mais de foco, planejamento e, obviamente, desejo político”, concluiu.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 12:02:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Consumidor 50+ ganha protagonismo e exige novas estratégias de mercado]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/consumidor-50-ganha-protagonismo-e-exige-novas-estrategias-de-mercado</link><description>&lt;![CDATA[Avanço da longevidade, digitalização e IA ampliam chances de empresas adaptarem atendimento e experiência de compra]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Os consumidores acima de 50 anos somam 60 milhões de pessoas no Brasil, representando 30% da população e quase 50% da renda familiar. Esse público movimenta R$ 2 trilhões ao ano, o equivalente a 17% do Produto Interno Bruto (PIB). Com um tíquete médio três vezes superior ao do público mais jovem, eles também fidelizam marcas, compram produtos de maior valor e mantêm a aquisição mesmo fora dos períodos de promoções.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O peso econômico se reflete em diferentes setores. No mercado imobiliário, por exemplo, o grupo representa 74% do valor faturado; nas saúdes pública e privada, 70%; nas universidades, 56%; e em turismo e hotelaria, 50%. No atacarejo, cuja maior parte dos clientes é formada por essa parcela populacional, houve crescimento de 141%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar desse peso econômico, poucas empresas contam com estratégias direcionadas a essa clientela, que não se restringe aos canais físicos. “Nós precisamos quebrar algumas crenças. O consumidor 50+ está em todos os canais. Ele é um cliente que, na sua jornada de decisão de compra, passa por vários ambientes”, explica Marlety Gubel, CEO e fundadora do Total Commerce 50+, que integra o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inovação&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Longevidade avança no Brasil&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O desafio de atender à clientela prateada também é reflexo de uma transformação demográfica acelerada.Segundo o Censo 2022, naquele ano, já havia no Brasil 32,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 15,6% da população. Em apenas 12 anos, esse contingente cresceu 56%. Ao mesmo tempo, a taxa de fecundidade caiu para 1,55 filho por mulher, o menor nível já registrado no País. A combinação entre maior longevidade e menor número de nascimentos está alterando progressivamente a estrutura etária nacional.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto isso, o Brasil ainda se vê como uma nação jovem, com foco primordial das marcas na juventude. Os dados, contudo, apontam em outra direção: a expectativa é de que o País se torne o sexto maior entre as nações com populações mais velhas. Em três décadas, a perspectiva é que fique ainda mais longevo, enquanto a população tem cada vez menos filhos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“No Censo anterior ao de 2022, tínhamos uma média de três crianças por lar. Hoje, a média é de uma criança”, comenta Marlety. “Basicamente, antes nós nascíamos, crescíamos, nos aposentávamos aos 50 e morríamos aos 60. Agora, não. Nós vamos viver até os cem anos. O Brasil tem um dos institutos de genoma mais reconhecidos do mundo e, atualmente, quase 40 mil pessoas centenárias. Não é uma questão só de tempo, mas de qualidade de vida.”&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa transformação demográfica também muda a relação da população com o consumo, além de ampliar o desafio para as empresas, que precisam atender a um grupo mais maduro e, ao mesmo tempo, mais conectado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Atendimento ainda é obstáculo para os 50+&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar disso, uma das queixas do público 50+ em relação ao consumo no varejo, segundo a CEO, é justamente a dificuldade com o atendimento. De acordo com Marlety, 65% se mostram insatisfeitos com essa etapa. “Eles reclamam que não são atendidos, apesar de altamente conectados”, explica. Há também um desejo de mais atenção do mercado: 87% pedem para serem ouvidos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além da necessidade de adaptação ao novo perfil do consumidor, o problema também reflete a maior complexidade que as empresas enfrentam na hora de se relacionarem com a clientela. Com as mudanças no perfil da população e a evolução da tecnologia, o número e a variedade de canais de atendimento cresceram, assim como a diversidade de perfis de consumidores com que as marcas se relacionam.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Nós temos, hoje, pelo menos cinco gerações sendo atendidas ao mesmo tempo”, comenta a conselheira. Para a executiva, a principal dor do Comércio quanto à população 50+ ainda é o atendimento. Ela explica que as empresas ainda não têm a inovação necessária para aproveitar as oportunidades com a economia prateada, que é um dos públicos de maior potencial de consumo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o Comércio, a mudança vai além de desenvolver produtos específicos a determinada faixa etária, exigindo a revisão da experiência de compra como um todo — de comunicação e desenho das lojas a usabilidade de sites e aplicativos, meios de pagamento, pós-venda e capacitação das equipes. A oportunidade está menos em tratar o consumidor 50+ como um nicho isolado e mais em incorporar a longevidade à estratégia dos negócios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Futuro do Comércio combina tecnologia e conexão&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As perspectivas apontam para um futuro marcado pela combinação entre alta tecnologia, contato humano e conexão com comunidades, virtuais, físicas ou ligadas ao entorno dos negócios. “Isso é muito importante para entendermos quais são as dimensões que precisamos trilhar para o atendimento das pessoas e das culturas”, enfatiza Marlety.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa integração entre tecnologia, atendimento intergeracional, experiências físico-digitais e relacionamento será cada vez mais importante para melhorar a retenção e aumentar o valor do cliente ao longo de sua relação com a empresa. A longevidade desse público também representa uma grande possibilidade. “Nós temos a oportunidade de fidelizar uma pessoa por 70 anos. Isso muda completamente o ecossistema de negócios”, pontua.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Principalmente com as novas possibilidades proporcionadas pela Inteligência Artificial (IA) e seu impacto sobre o consumo, as pessoas com mais de 50 anos também devem mudar a forma de interagir com as marcas, apresentando novas demandas para o setor. Dentre as possibilidades que começam a surgir, destaca-se o uso de agentes de IA capazes de apoiar decisões de consumo, comparar preços e produtos, acompanhar entregas e identificar situações potencialmente fraudulentas. Para o público mais longevo, essas soluções podem ampliar conveniência e segurança, desde que sejam acompanhadas de interfaces acessíveis, transparência e proteção de dados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse cenário, a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta de eficiência e passa a fazer parte da própria estratégia de relacionamento com os clientes, que tendem a permanecer cada vez mais tempo no mercado de consumo.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 14:11:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Convênio do Confaz pode ampliar ganhos do Redata e fortalecer a atração de investimentos em infraestrutura digital]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/convenio-do-confaz-pode-ampliar-ganhos-do-redata-e-fortalecer-a-atracao-de-investimentos-em-infraestrutura-digital</link><description>&lt;![CDATA[Setor produtivo pede aprovação de medida que reduz em até 90% do ICMS sobre equipamentos destinados a datacenters]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O Conselho Nacional de Pol&amp;iacute;tica Fazend&amp;aacute;ria (Confaz) tem a oportunidade de aprovar, nesta sexta-feira (4), um conv&amp;ecirc;nio que permite aos Estados reduzirem em at&amp;eacute; 90% o ICMS incidente sobre equipamentos de infraestrutura de Tecnologia da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (TI) destinados a datacenters. Na esteira da aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pelo Senado Federal, do Regime Especial de Tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para Servi&amp;ccedil;os de Datacenter (Redata), na &amp;uacute;ltima ter&amp;ccedil;a (1&amp;ordm;), a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conv&amp;ecirc;nio pelo Confaz poder&amp;aacute; oferecer condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais competitivas aos Estados na atra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de investimentos em infraestrutura digital.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com estimativas dos setores envolvidos, o ICMS representa uma parcela expressiva da carga tribut&amp;aacute;ria incidente sobre os equipamentos de TI necess&amp;aacute;rios &amp;agrave; opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o desses centros, sendo a tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira at&amp;eacute; 33% superior &amp;agrave; observada em mercados concorrentes. Com o Redata e a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 90% do ICMS, os custos de investimento poderiam cair 21%, enquanto os benef&amp;iacute;cios relacionados aos tributos federais, isoladamente, produziriam uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o estimada em cerca de 4%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em carta encaminhada ao Confaz, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/a74fc96af6a8660475d0f659bb1cba62c0911c51.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;11 frentes parlamentares e 34 entidades representativas do setor produtivo&lt;/a&gt; &amp;mdash; como a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, integrante da &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/em-carta-a-alcolumbre-setor-produtivo-pede-inclusao-do-redata-na-pauta-do-senado"&gt;coaliz&amp;atilde;o em defesa do regime&lt;/a&gt; &amp;mdash; pediram a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conv&amp;ecirc;nio. O documento foi enviado ao ministro Dario Durigan, ao secret&amp;aacute;rio Robinson Barreirinhas e aos representantes das Secretarias de Fazenda dos Estados, com o objetivo de ampliar a sensibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em torno da pauta.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tema est&amp;aacute; parado desde mar&amp;ccedil;o, diante da avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Estados de que seria necess&amp;aacute;rio aguardar a defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o regime federal antes de analisar o incentivo fiscal. Na vis&amp;atilde;o das entidades, a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Redata, isoladamente, n&amp;atilde;o resolve a quest&amp;atilde;o da competitividade. &amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio que o Confaz e os secret&amp;aacute;rios de Fazenda avancem tamb&amp;eacute;m na dimens&amp;atilde;o estadual.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na carta, as entidades ressaltam que o conv&amp;ecirc;nio e o Redata s&amp;atilde;o instrumentos complementares de uma mesma estrat&amp;eacute;gia nacional de competitividade, e n&amp;atilde;o pol&amp;iacute;ticas conflitantes. Al&amp;eacute;m disso, para os Estados, a implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de datacenters poderia representar uma oportunidade concreta de desenvolvimentos econ&amp;ocirc;mico e regional. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esses empreendimentos mobilizam extensas cadeias de fornecedores, ampliam a demanda por infraestrutura energ&amp;eacute;tica e de telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es e estimulam a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional, a gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de receitas e a atividade econ&amp;ocirc;mica nos territ&amp;oacute;rios onde est&amp;atilde;o instalados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como o conv&amp;ecirc;nio n&amp;atilde;o obriga os Estados a concederem o benef&amp;iacute;cio, cada unidade da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o poderia avaliar a ades&amp;atilde;o e utilizar o instrumento de acordo com pr&amp;oacute;pria estrat&amp;eacute;gia de desenvolvimento. As frentes parlamentares e as entidades destacam que o debate n&amp;atilde;o deve ser encarado como uma competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o estadual. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Se um empreendimento optar por um Estado brasileiro em vez de outro, os investimentos, empregos e seus efeitos econ&amp;ocirc;micos permanecer&amp;atilde;o no Pa&amp;iacute;s. Se o projeto for direcionado a outros mercados, o Brasil perde o investimento, os empregos, a arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o futura e a capacidade tecnol&amp;oacute;gica a ele associados&amp;rdquo;, enfatiza o documento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra quest&amp;atilde;o a ser considerada &amp;eacute; a necessidade de manter os dados e o grande volume de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es em territ&amp;oacute;rio nacional. A soberania &amp;eacute; fundamental para a nova economia e representa tamb&amp;eacute;m em tema de seguran&amp;ccedil;a.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com um grande mercado consumidor, robustez na conectividade, disponibilidade territorial e capacidade de gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de energia em uma matriz predominantemente renov&amp;aacute;vel, o Brasil se destaca como um destino natural para investimentos em datacenters, mas j&amp;aacute; enfrenta concorrentes com condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es tribut&amp;aacute;rias mais favor&amp;aacute;veis. Assim, a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conv&amp;ecirc;nio ap&amp;oacute;s o Redata possibilitaria que Uni&amp;atilde;o e Estados agissem de maneira coordenada, transformando as vantagens naturais e estruturais do Pa&amp;iacute;s em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es efetivamente competitivas.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 11:23:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Manifesto pede articulação do Congresso pela aprovação do Redata]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/manifesto-pede-articulacao-do-congresso-pela-aprovacao-do-redata</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP, entidades produtivas e frentes parlamentares enfatizam urgência na aprovação do projeto diante da disputa por investimentos no setor]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, as frentes parlamentares e outras 34 entidades do setor produtivo reforçaram o apelo para que o governo federal, o Senado e a Câmara dos Deputados atuem de forma coordenada pela aprovação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). A votação do projeto está prevista para ocorrer nesta semana, conforme compromisso anunciado após o encontro entre os presidentes Lula, Davi Alcolumbre e Hugo Motta.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O pedido é que eventuais alterações no texto — que podem demandar o retorno do PL 278/2026 à Câmara dos Deputados — sejam objeto de articulação prévia entre as duas Casas, com o objetivo de que as modificações possam ser apreciadas com celeridade e não impeçam a conclusão da matéria com brevidade. Confira, na íntegra, o manifesto elaborado pelas instituições &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/3f98c5f4240c049ce9faca982650ffc103144176.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A preocupação se justifica porque, embora endosse a aprovação do PL, o setor produtivo entende que o texto ainda carece de aperfeiçoamento em alguns pontos, como a necessidade de incluir a Emenda 22, apresentada pelo senador Laercio Oliveira (PP/SE), que prevê a utilização de fontes complementares às renováveis, como gás natural, energia nuclear e biometano. O objetivo é garantir uma matriz elétrica confiável, diversificada e de baixa emissão, características essenciais para empreendimentos como os datacenters, que operam de maneira contínua.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além desse aperfeiçoamento, as entidades também defendem a aprovação, em paralelo, do PL 74/2026, que permite ajustar aspectos orçamentários e financeiros necessários para dar segurança à implementação do programa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Potencial e oportunidades para o Brasil&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), um datacenter com infraestrutura voltada para a Inteligência Artificial (IA) pode mobilizar aproximadamente R$ 25 bilhões em investimentos, gerar 12,5 mil empregos diretos e indiretos durante sua implementação e criar outros 1,86 mil postos de trabalho permanentes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Brasil se destaca como polo de atração desses investimentos por reunir mercado consumidor, conectividade e uma matriz elétrica predominantemente renovável. Além da geração de empregos, a alocação de recursos para a construção desses centros no País ampliaria a capacidade nacional em processamento e armazenamento de dados, fortaleceria a soberania nacional e promoveria o desenvolvimento da pesquisa e da inovação, bem como a autonomia tecnológica e a competitividade do Brasil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na Carta Aberta enviada ao Congresso, as entidades ressaltam que aprovação do Redata complementa a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, a qual ampliará a capacidade brasileira de agregar valor aos insumos basilares às tecnologias do futuro. Além disso, o programa é fundamental para destravar a política tributária para o setor nos Estados. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), está em discussão um convênio que prevê a possibilidade de redução de até 90% do ICMS incidente sobre equipamentos destinados a datacenters. Assim, ao avançar na aprovação do Redata, União e Estados poderiam somar esforços para tornar o Brasil efetivamente competitivo nessa área.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A semana oferece, portanto, uma oportunidade singular para que Câmara e Senado avancem de maneira coordenada sobre o PL 278/2026 e o PLP 74/2026, ao mesmo tempo que a sua aprovação, em breve, permitirá aos Estados, por meio do Confaz, avançarem na construção do tratamento tributário estadual necessário para potencializar os investimentos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP e o &lt;a href="https://www.seinesp.org.br/"&gt;Sindicato de Empresas de Internet do Estado de São Paulo (Seinesp)&lt;/a&gt; seguirão acompanhando a tramitação do PLP 278/2026, atenta aos impactos para os setores de Comércio e Serviços, em especial no Estado de São Paulo. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 11:42:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[LGPD, além de proteger dados, contribuí para um ambiente favorável à IA e à inovação]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/lgpd-alem-de-proteger-dados-contribui-para-um-ambiente-favoravel-a-ia-e-a-inovacao</link><description>&lt;![CDATA[Em evento da ANPD, FecomercioSP destaca papel da norma para garantir segurança jurídica e previsibilidade no uso da IA]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) pode contribuir para a governança da Inteligência Artificial (IA) ao conciliar proteção de direitos, inovação e competitividade. Na avaliação da &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, a lei e sua regulamentação pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) são fundamentais para criar condições para que as organizações utilizem dados e novas tecnologias com mais segurança e geração de valor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os desafios relacionados à implementação da LGPD e à governança digital foram tema do &lt;strong&gt;3º Encontro de Encarregados: Proteção e Governança em Ação&lt;/strong&gt;, promovido pela ANPD, na última quarta-feira (19), em Brasília. O evento reuniu encarregados pelo tratamento de dados pessoais, especialistas e representantes dos setores público e privado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao participar do painel “Proteção de Dados e Uso de IA Generativa nas Instituições Públicas e Privadas”, Rony Vainzof, &lt;strong&gt;advisor&lt;/strong&gt; em regulação digital da FecomercioSP, destacou que o Direito e a regulação devem funcionar como impulsionadores da inovação. “A LGPD cumpre um papel importantíssimo, que é o de possibilitar que as organizações adotem soluções de IA que envolvam dados pessoais com segurança jurídica e previsibilidade.”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O encontro também abordou a importância dos encarregados para o sucesso desse processo. Mais do que assegurar a conformidade com a LGPD, esses profissionais são fundamentais para a inovação responsável ao integrarem, cada vez mais, proteção de dados, cibersegurança e governança ética da IA. Foram discutidos ainda os impasses relacionados a vieses, alucinações e ameaças cibernéticas, além de temas como uso de dados sensíveis, explicabilidade, revisão de decisões automatizadas e equilíbrio entre transparência e segredos de negócio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A conclusão é que a gestão responsável considera não apenas riscos regulatórios, mas também impactos consumeristas, éticos, operacionais, reputacionais e de segurança. “Hoje, a governança precisa ser parte da cultura organizacional das corporações”, ressaltou Vainzof. De acordo com ele, isso exige responsabilidades claras, supervisão efetiva, avaliação contextual de riscos e conhecimento sobre o uso e os reflexos da tecnologia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, não significa que as organizações precisem criar estruturas de governança de IA completamente novas. “Processos já existentes podem ser ampliados para contemplar sistemas e casos de uso de IA”, afirmou, ao citar ferramentas como inventários, comitês multidisciplinares, avaliações de impacto, &lt;strong&gt;due diligence&lt;/strong&gt; de fornecedores, gestão de incidentes e treinamentos.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 10:37:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[proteção de dados]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Garantir regulação proporcional e segurança jurídica é fundamental para a efetividade do Marco Civil da Internet]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/garantir-regulacao-proporcional-e-seguranca-juridica-e-fundamental-para-a-efetividade-do-marco-civil-da-internet</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP defende regras diferenciadas a pequenos negócios e fiscalização baseada em riscos na regulamentação das plataformas digitais]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Conciliar proteção de direitos, inovação e segurança jurídica no ambiente digital. Esse é o ponto central das contribuições da &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para a regulamentação do Marco Civil da Internet. Na tomada de subsídios acerca das regras aplicáveis às plataformas digitais, a Federação destacou a necessidade de uma regulação proporcional, que considere a diversidade dos modelos de negócios no País.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a entrada em vigor dos decretos 12.975 e 12.976, em maio, a ANPD passou a ter competências de regulação, fiscalização e apuração de infrações. O Decreto 12.975/2026 trouxe novas obrigações a plataformas digitais e redes sociais, atualizando as regras do Marco Civil da Internet para a prevenção de crimes e fraudes digitais. Já o Decreto 12.976/2026 estabeleceu diretrizes específicas à proteção das mulheres.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Delimitação&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As sugestões de aperfeiçoamento apresentadas pela entidade à ANPD incluem a delimitação da incidência dos decretos, com definição objetiva e harmonizada de conceitos, além da distinção entre plataformas de intermediação de conteúdos e aplicações comerciais ou operacionais que ofereçam apenas funcionalidades acessórias de interação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto o Decreto 12.975 estabelece regras gerais para publicidade, notificações, preservação de registros e circulação de conteúdos, o Decreto 12.976 é voltado especificamente para a proteção das mulheres no ambiente digital. Na avaliação da FecomercioSP, a regulamentação deve considerar as características e funcionalidades efetivamente oferecidas pelos serviços. Nesse sentido, chats de atendimento, campos de observação em pedidos e áreas restritas de interação não deveriam ser automaticamente alcançados pela norma.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O mesmo princípio deveria ser considerado no uso de Inteligência Artificial (IA). A regulamentação precisa privilegiar a função da tecnologia e os riscos concretos, em vez da sua simples utilização. Para a Entidade, a extensão automática das salvaguardas previstas a modelos generativos a todas as soluções pode impor custos de conformidade sem ganhos proporcionais à proteção dos direitos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ademais, a amplitude de conceitos e parâmetros utilizados nos decretos para definir as obrigações das plataformas — como “falha sistêmica”, “medidas adequadas”, “níveis mais elevados de segurança”, “circulação massiva” e “tempo razoável” — ressalta a importância de critérios objetivos à sua aplicação, de modo a conferir mais previsibilidade e proporcionalidade às medidas de prevenção e moderação e aos custos de conformidade para os negócios. No Estado de São Paulo, onde a maior parte das empresas de Comércio e Serviços é de pequeno porte e não conta com estrutura jurídica própria, conceitos abertos podem ampliar a insegurança jurídica e os custos de conformidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na visão da Federação, o enquadramento de uma plataforma como intermediária de conteúdo deve considerar sua finalidade principal, a existência de difusão pública, o grau de interferência na circulação do conteúdo e sua eventual monetização. Muitos negócios mantêm funcionalidades acessórias, como chats de atendimento, mensagens associadas a pedidos, avaliações e comentários. Nenhuma dessas funcionalidades deveria, por si só, enquadrar a plataforma nessa categoria. Essa distinção, importante para o Comércio e os Serviços, está entre as principais fontes de insegurança dos setores em relação à regulamentação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Proporcionalidade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto fundamental é que as obrigações sejam moduladas de acordo com o porte do negócio, o alcance do serviço e os riscos envolvidos. Na União Europeia (UE), o Digital Services Act prevê tratamento diferenciado a Microempresas (MEs) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs), preservando os deveres essenciais à proteção dos usuários, enquanto concentra obrigações maiores nas plataformas de grande dimensão.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que fiscalização e padronização excessiva, organizações com menores capacidades técnica e financeira precisam de apoio institucional e previsibilidade. No Reino Unido, por exemplo, a Ofcom complementou o Online Safety Act com guias práticos, ferramentas de autoavaliação e mecanismos para os provedores adotarem medidas alternativas quando capazes de alcançar os resultados previstos na regulação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro exemplo vem da Austrália. As Basic Online Safety Expectations consideram porte, arquitetura tecnológica, modelo de negócios, perfil dos usuários e capacidade operacional, em vez de impor medidas uniformes. Assim, não se exige de pequenos prestadores o mesmo nível de estrutura esperado de plataformas com atuação global. Mais do que replicar esses exemplos, ressalta a FecomercioSP, o importante é buscar um modelo regulatório baseado em proporcionalidade, orientação e flexibilidade na demonstração de conformidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Segurança jurídica e simplificação&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se, para o ambiente de negócios de forma geral, a simplificação e a harmonização regulatória são fundamentais à segurança jurídica, tornam-se ainda mais relevantes para as EPPs — a grande maioria dos negócios de Comércio e Serviços. Harmonizar o Marco Civil da Internet e seus decretos com o ECA Digital, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e as demais normas é essencial para facilitar o cumprimento das obrigações por empresas de médio porte, nas quais o mesmo profissional acumula funções jurídicas e de &lt;strong&gt;compliance&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, a FecomercioSP sugere que a regulamentação possibilite a adoção de uma matriz de riscos unificada e simplificada, capaz de atender aos diferentes regimes aplicáveis, aproveitando, sempre que possível, estruturas e documentos já existentes, como o relatório de impacto da LGPD. A Federação também defende mecanismos de prestação única de informações à agência, de modo a evitar a duplicidade de obrigações e a apresentação dos mesmos dados em diferentes formatos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avaliação da Entidade, seria importante garantir essa convergência também na fiscalização, evitando atuações autônomas e estabelecendo que sanções aplicadas sob um regime sejam consideradas na dosimetria das demais. Isso reduziria o risco de que um vazamento de dados resulte em processos contra as próprias empresas por incidente de segurança, falha de governança ou descumprimento do dever de cuidado. Essa harmonização, contudo, não significa estender a todos os agentes o conjunto integral das obrigações. A harmonização entre as normas deve ocorrer no âmbito da governança, preservando as diferenças de escopo, finalidade e risco.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Combate a fraudes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O fortalecimento do combate às fraudes digitais e a proteção da atividade econômica foram outros pontos defendidos pela FecomercioSP. Atualmente, destacam-se as fraudes digitais que exploram a identidade das empresas. São frequentes perfis falsos, páginas clonadas, anúncios fraudulentos e canais de atendimento que reproduzem indevidamente o nome, a marca ou a identidade visual de estabelecimentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além de prejudicar os consumidores, esses golpes também afetam a reputação de restaurantes, hotéis, agências de turismo e prestadores de serviços. Para a Entidade, a regulamentação poderia contemplar procedimentos céleres à comunicação e ao tratamento dessas ocorrências, com requisitos mínimos para identificação do notificante, análise prioritária de indícios objetivos de fraude, mecanismos de contestação e medidas destinadas a dificultar a reapresentação de conteúdo ou perfis fraudulentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fiscalização baseada em risco&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto significativo é que a fiscalização seja orientada por riscos e evidências, direcionando recursos públicos a situações em que haja mais impacto sobre consumidores, empresas e a confiança do ambiente digital. Seu foco deveria ser a identificação de falhas estruturais e recorrentes, sem que ocorrências isoladas sejam consideradas, por si só, indicativas de falha sistêmica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No caso da supervisão dos procedimentos de moderação, por exemplo, a determinação equivocada de retirada de anúncios, perfis comerciais ou canais de venda pode gerar perdas imediatas de faturamento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Da mesma forma, as requisições de informações e auditorias devem ser pautadas por necessidade, proporcionalidade, pertinência e fundamentação prévia. Principalmente quanto a MEs e EPPs, a atuação deve privilegiar a orientação, os prazos para adaptação e as medidas corretivas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Coordenação institucional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade ainda propôs uma coordenação institucional, com definição clara de competências entre a ANPD, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e demais órgãos, além do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A comunicação prévia entre as autoridades e o aproveitamento recíproco das informações já prestadas podem simplificar o processo para as empresas, sem reduzir a capacidade fiscalizatória desses órgãos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além disso, na visão da FecomercioSP, a agência deve concentrar sua atuação nos deveres estruturais dos provedores, mantendo a análise das práticas comerciais nos órgãos de defesa do consumidor e no Conar, quando envolver conteúdo publicitário.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federação também destaca a importância do diálogo com o setor produtivo e manifesta sua disposição para colaborar com a ANPD no processo regulatório, ao lado de seus Sindicatos filiados, a fim de contribuir para o aperfeiçoamento da regulamentação e a disseminação de boas práticas entre os setores representados.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 14:25:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[segurança cibernética]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[E-commerce teve o maior faturamento da história em 2025, puxado por mais ‘hubs’, empresas e mudanças no mercado]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/e-commerce-teve-o-maior-faturamento-da-historia-em-2025-puxado-por-mais-hubs-empresas-e-mudancas-no-mercado</link><description>&lt;![CDATA[Setor ainda é fortemente concentrado em São Paulo, que vende metade dos produtos pela internet no País; Reforma Tributária, porém, terá efeitos negativos para Estados vendedores, como o paulista]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Investimentos em &lt;em&gt;hubs&lt;/em&gt; de distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e log&amp;iacute;stica, avan&amp;ccedil;o de pequenos neg&amp;oacute;cios totalmente &lt;em&gt;online,&amp;nbsp;&lt;/em&gt;diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de prazos de entrega e at&amp;eacute; a mudan&amp;ccedil;a estrutural nos h&amp;aacute;bitos dos consumidores fizeram o &lt;em&gt;e-commerce&amp;nbsp;&lt;/em&gt;do Pa&amp;iacute;s explodir em 2025. Levantamento da &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;mostra que &lt;strong&gt;o setor faturou R$ 295,6 bilh&amp;otilde;es no ano passado&lt;/strong&gt;, alta de 20% em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com 2024. Em absoluto, o salto foi de R$ 48 bilh&amp;otilde;es entre os dois per&amp;iacute;odos [&lt;em&gt;gr&amp;aacute;fico 1&lt;/em&gt;].&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acesse a Radiografia do Commerce completa &lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/b33f1fc8ff5296af1805d394048e3e29b085827d.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Da mesma forma, nunca a equival&amp;ecirc;ncia do com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico no varejo foi t&amp;atilde;o grande: 6,5% de tudo o que o setor faturou em 2025 &lt;em&gt;[gr&amp;aacute;fico 2&lt;/em&gt;]. A taxa era de 5,4%, em 2024, e de 5,1%, em 2023.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 1]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Faturamento do e-commerce&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;brasileiro (2016&amp;ndash;2025)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fonte: FecomercioSP/IBGE/MDIC&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img border="0" width="571" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/138f975096d5337fccd9adb32002811f5df62483.png" class="fr-fic fr-dii"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os resultados fazem parte da &lt;strong&gt;Radiografia do Com&amp;eacute;rcio Eletr&amp;ocirc;nico de 2026,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;um estudo da FecomercioSP com base em dados pr&amp;oacute;prios e de fontes como o Observat&amp;oacute;rio do Com&amp;eacute;rcio Eletr&amp;ocirc;nico, base do Minist&amp;eacute;rio do Desenvolvimento, Ind&amp;uacute;stria e Com&amp;eacute;rcio Exterior (MDIC), e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&amp;iacute;stica (IBGE).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esses dados chamam aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o porque, se a pandemia &amp;mdash; entre 2020 e 2022 &amp;mdash;acelerou a digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do varejo (o e-commerce faturou 81% a mais entre 2019 e 2020), a procura dos consumidores por compras pela internet prosseguiu nos per&amp;iacute;odos seguintes, crescendo 10% por ano.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 2]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Equival&amp;ecirc;ncia do e-commerce no varejo f&amp;iacute;sico brasileiro (2016&amp;ndash;2025)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fonte: FecomercioSP/IBGE/MDIC&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img border="0" width="493" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/43d2b19c3680286f6cbf1e5bd1da068354e02fbd.png" class="fr-fic fr-dii"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em dez anos, a eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico foi significativa: passou de R$ 55,9 bilh&amp;otilde;es em faturamento, em 2016, para os R$ 295,6 bilh&amp;otilde;es, em 2025, um aumento de 429%. Da mesma forma, o e-commerce correspondia a 1,8% do varejo f&amp;iacute;sico naquele ano e, agora, tem seis vezes o tamanho disso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Eletr&amp;ocirc;nicos, mas tamb&amp;eacute;m livros&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se os dispositivos eletr&amp;ocirc;nicos deram a t&amp;ocirc;nica do avan&amp;ccedil;o do e-commerce ao longo desse per&amp;iacute;odo, os dados mostram que um novo rol de produtos passou a compor o setor, como livros e complementos alimentares [&lt;em&gt;tabela 1&lt;/em&gt;].&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;Eacute; assim que, no ano passado, o smartphone foi o item mais vendido de forma online, com faturamento bruto de R$ 10,3 bilh&amp;otilde;es, enquanto o livro foi o segundo, com receitas de R$ 9,5 bilh&amp;otilde;es, e os complementos alimentares &amp;mdash; por exemplo, o Whey Protein &amp;mdash;, o terceiro (R$ 6,6 bilh&amp;otilde;es).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;N&amp;uacute;meros como esses sugerem que o e-commerce superou a concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um &amp;uacute;nico segmento, capturando nichos recorrentes e de reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o frequente, o que permite um vetor de crescimento distinto do consumo de bens dur&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[TABELA 1]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Produtos mais comprados pela internet &amp;mdash; Brasil (2025)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fonte: FecomercioSP/IBGE/MDIC&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Produto&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Valor (R$ bi)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (%)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Smartphones&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;10.360&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;3,5%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Livros&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;9.588&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;3,2%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Comp. alimentares&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;6.661&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;2,3%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Refrigeradores&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;6.380&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;2,2%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Aparelhos de televis&amp;atilde;o&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;6.195&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;2,1%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Microcomputadores&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;4.965&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;1,7%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[TABELA 2]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estados brasileiros que mais vendem pela internet (2025)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fonte: FecomercioSP/IBGE/MDIC&lt;/p&gt;&lt;table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" align="left" width="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Valor (R$ bi)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (%)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;S&amp;atilde;o Paulo&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;165.039&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;55,8%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Minas Gerais&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;37.998&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;12,9%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Santa Catarina&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;18.400&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;6,2%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Esp&amp;iacute;rito Santo&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;15.755&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;5,3%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Paran&amp;aacute;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;14.075&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;4,8%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Rio de Janeiro&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;13.777&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;4,7%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Rio Grande do Sul&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;7.250&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;2,5%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Pernambuco&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;5.261&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;1,8%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Goi&amp;aacute;s&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;3.531&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;1,2%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Para&amp;iacute;ba&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;3.029&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;1,0%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="41.30982367758186%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Bahia&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="25.44080604534005%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;2.304&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;0,8%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[TABELA 3]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estados brasileiros que mais compram pela internet (2025)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fonte: FecomercioSP/IBGE/MDIC&lt;/p&gt;&lt;table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Valor (R$ bi)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (%)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;S&amp;atilde;o Paulo&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;92.938&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;31,4%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Minas Gerais&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;37.910&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;12,8%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Rio de Janeiro&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;27.352&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;9,3%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Paran&amp;aacute;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;17.586&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;5,9%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Bahia&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;15.562&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;5,3%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Santa Catarina&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;14.199&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;4,8%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Pernambuco&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;8.724&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;3,0%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Goi&amp;aacute;s&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;8.563&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;2,9%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Cear&amp;aacute;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;6.844&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;2,3%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="40.55415617128463%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;Esp&amp;iacute;rito Santo&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="26.19647355163728%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;5.954&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="33.249370277078086%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;2,0%&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;E-commerce&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;brasileiro ou paulista?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Caracter&amp;iacute;stica elementar do com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico brasileiro &amp;eacute; a concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Estado de S&amp;atilde;o Paulo. Mais da metade (55,8%) de todas as vendas online no Pa&amp;iacute;s tem origem em empresas paulistas. Em n&amp;uacute;meros absolutos, s&amp;oacute; esses neg&amp;oacute;cios foram respons&amp;aacute;veis por R$ 165 bilh&amp;otilde;es do faturamento de 2025 [tabela 2]. No &amp;acirc;mbito do consumo, S&amp;atilde;o Paulo tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; respons&amp;aacute;vel por um ter&amp;ccedil;o de todas as compras realizadas na internet (31,4%), somando R$ 92,9 bilh&amp;otilde;es [&lt;em&gt;tabela 3&lt;/em&gt;].&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados sugerem dois &lt;em&gt;insights&lt;/em&gt;. O primeiro &amp;eacute; que h&amp;aacute; uma concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o grande em estrutura &amp;mdash; centros de distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, log&amp;iacute;stica etc. &amp;mdash; e na disponibilidade de plataformas e neg&amp;oacute;cios em S&amp;atilde;o Paulo. Isso se repete regionalmente, j&amp;aacute; que Minas Gerais, com 12,9% do faturamento, faz parte do rol de estados campe&amp;otilde;es nacionais do &lt;em&gt;e-commerce.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O segundo &amp;eacute; que S&amp;atilde;o Paulo tamb&amp;eacute;m se beneficia por estar inserido no principal mercado consumidor do Brasil. Mas, ao contr&amp;aacute;rio da concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vendas, o consumo online tem se tornado cada vez mais nacional, com partes relevantes do &lt;strong&gt;share&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;de mercado divididas entre Minas (12,8%) e Rio de Janeiro (9,3%), al&amp;eacute;m de Paran&amp;aacute; (5,9%) e Bahia (5,3%).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Efeitos da Reforma Tribut&amp;aacute;ria&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;Radiografia do Com&amp;eacute;rcio Eletr&amp;ocirc;nico&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;da FecomercioSP aponta para um dado relevante do futuro imediato do Pa&amp;iacute;s: com as altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es tribut&amp;aacute;rias promovidas pela reforma, aprovada em 2025, o crit&amp;eacute;rio de arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumo mudou, uma vez que o imposto n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; recolhido na origem (a sede da empresa que vende), mas no destino (sede do consumidor que compra).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 49, 47);"&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 3]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empresas do Simples Nacional no total de vendas do e-commerce&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;(2016&amp;ndash;2025)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fonte: FecomercioSP/IBGE/MDIC&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img border="0" width="535" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/419bee90fb3e213939ff10d2d31ea5a9f09f3d1a.png" class="fr-fic fr-dii"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para um setor que estrutura as opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es em vendas a dist&amp;acirc;ncia, o efeito ser&amp;aacute; direto: &lt;strong&gt;a arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o sair&amp;aacute; dos produtores e passar&amp;aacute; para os mercados.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nessa l&amp;oacute;gica, os Estados que concentram mais consumo, como S&amp;atilde;o Paulo, Esp&amp;iacute;rito Santo, Santa Catarina e Minas Gerais, v&amp;atilde;o perder, porque s&amp;atilde;o considerados &amp;ldquo;vendedores l&amp;iacute;quidos&amp;rdquo; &amp;mdash; ou seja, vendem mais do que compram. J&amp;aacute; &amp;ldquo;consumidores l&amp;iacute;quidos&amp;rdquo;, como Pernambuco e Paran&amp;aacute;, v&amp;atilde;o se beneficiar.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ponto central desse debate &amp;eacute; que, em meio &amp;agrave; reforma, muito se falou sobre os impactos para as empresas que, hoje, integram o regime Simples Nacional. Se, em 2026, apenas 3,6% delas vendiam online&lt;em&gt;,&amp;nbsp;&lt;/em&gt;esse n&amp;uacute;mero &amp;eacute; de 34% atualmente. &amp;Eacute; assim que &lt;strong&gt;qualquer mudan&amp;ccedil;a no Simples refletir&amp;aacute; na entrada de novas empresas no com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;o que pode frear o avan&amp;ccedil;o do setor nos pr&amp;oacute;ximos anos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a FecomercioSP, os n&amp;uacute;meros da radiografia indicam um cen&amp;aacute;rio claro: o &lt;strong&gt;com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico deve seguir em expans&amp;atilde;o nos pr&amp;oacute;ximos anos.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;O volume de investimentos, a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de estruturas e a chegada de mais gente a cada ano faz o setor crescer de forma sustent&amp;aacute;vel, deixando qualquer previs&amp;atilde;o de teto praticamente imposs&amp;iacute;vel.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o varejo, trata-se de uma oportunidade que deve ser aproveitada, sobretudo com estrat&amp;eacute;gia e planejamento. De um lado, a concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da oferta ainda em poucos Estados revela uma competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o intensa nesses locais &amp;mdash; e, nessas regi&amp;otilde;es, n&amp;atilde;o s&amp;oacute; a precifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a log&amp;iacute;stica e a gest&amp;atilde;o de estoques contam, como tamb&amp;eacute;m capacidade de se comunicar com os p&amp;uacute;blicos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De outro, por&amp;eacute;m, &amp;eacute; o fato que os consumidores brasileiros est&amp;atilde;o comprando cada vez mais pela internet. O IBGE mostrou, por exemplo, que mais da metade (52%) da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira fez alguma compra online no ano passado. Esse n&amp;uacute;mero tinha sido de 48% em 2022. Em outras palavras, &amp;agrave; medida que esse tipo de comportamento se consolida, mais espa&amp;ccedil;os para vendas e bons neg&amp;oacute;cios se abrem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/36375d962b73326c3bcfbf68f324132a16aa7670.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;Confira todos os dados da Radiografia do E-commerce.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 11:09:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[vendas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Agentes de IA mudam relação entre marcas e consumidores e desafiam comércio digital]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/agentes-de-ia-mudam-relacao-entre-marcas-e-consumidores-e-desafiam-comercio-digital</link><description>&lt;![CDATA[Tecnologia transforma a maneira como empresas são encontradas, recomendadas e escolhidas no ambiente online]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Um estudo da consultoria Gartner, realizado em janeiro deste ano, mostrou que 60% das principais marcas pretendem utilizar agentes de Inteligência Artificial (IA) para interações com consumidores até 2028. O movimento aponta para uma tendência de transformação nas relações de consumo, com esses sistemas de software passando a intermediá-las e assumindo um papel cada vez mais importante no comércio digital. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na prática, isso significa que se, antes, as empresas precisavam investir apenas na otimização para mecanismos de busca (SEO) a fim de que seus sites fossem indexados pelos principais buscadores, agora, também terão que adaptar os próprios conteúdos, com o objetivo de que sejam encontrados, compreendidos e recomendados pelos agentes de IA.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“É como se para todos os produtos e serviços digitais que fôssemos criar a partir de agora, precisássemos pensar em duas interfaces: uma para o usuário final e outra para os agentes de IA”, explica o cientista cognitivo, professor na PUC-SP e integrante do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inovação&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, Diogo Cortiz.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se no modelo tradicional, os buscadores interpretavam a intenção do usuário e faziam uma pesquisa a partir de palavras-chave presentes nos conteúdos indexados, retornando com resultados em formato de links, os modelos de linguagem (LLMs) analisam um volume muito maior de informações, consultam diversas páginas, sintetizam o conteúdo encontrado e apresentam uma resposta direta à pergunta do usuário.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os agentes de IA são capazes de planejar e executar tarefas de forma autônoma, além de encadear múltiplas ações, utilizar ferramentas externas e perseguir objetivos de longo prazo. Eles apresentam uma evolução até mesmo em relação aos chatbots&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;tradicionais&lt;em&gt;,&amp;nbsp;&lt;/em&gt;que, em geral, eram desenvolvidos para responder a solicitações específicas (quando perguntados), executar fluxos mais limitados (uma tarefa por vez) e depender das instruções diretas dos usuários.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cortiz afirma que, nos buscadores tradicionais, o consumidor pesquisa com uma ideia do produto que queria adquirir e busca mais informações sobre ele — ou sobre onde estaria disponível. Com esses agentes, porém, a tecnologia passa a participar ativamente da decisão de compra do cliente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“A IA entra muito mais como parte de uma conversa, como um interlocutor que pode dar dicas e guiar o consumidor para descobrir coisas que ele nem imaginava”, comentou, durante reunião do conselho realizada em 3 de julho.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como os agentes de IA se comportam?&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além da utilização em buscas, os agentes de IA também podem realizar compras em nome dos usuários. Um estudo realizado pelas universidades Columbia e Yale, em dezembro de 2025, revelou como essas ferramentas compram e quais vieses influenciam suas decisões. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pesquisa, intitulada O que o seu Agente de IA está Comprando?, apontou que produtos identificados pelas plataformas como “mais vendidos” ou “mais selecionados” registraram um aumento na seleção, em geral, de 340%. Outra conclusão importante diz respeito ao comportamento quanto aos anúncios. A seleção de conteúdos identificados como patrocinados registrou uma queda de 21%. Esses padrões indicam uma nova tendência no comércio digital, em que as plataformas passam a atuar como “árbitras” do ecossistema.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além disso, abrem também uma nova discussão sobre os limites da tecnologia. Isto é, os agentes de IA &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/ia/materias/agentes-de-ia-fomentam-a-eficiencia-no-varejo-e-nos-servicos-mas-criam-novos-impasses-de-protecao-de-dados-e-governanca"&gt;devem atuar apenas mediante consentimento do usuário ou ter autonomia para tomar decisões&lt;/a&gt;? &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com os estudiosos da área, no primeiro caso, seria necessário obter autorizações para diferentes ações, o que poderia gerar uma “fadiga de consentimento”, semelhante à dos avisos de cookies, que muitas pessoas aceitam automaticamente sem ler. Já um modelo de autonomia total ampliaria os riscos relacionados à privacidade, ao acesso não autorizado e à responsabilização difusa. &lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como ser encontrado pelos agentes de IA?&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dados da empresa americana de tecnologia Adobe revelam que, na última Black Friday, o tráfego de e-commerce proveniente de conversas com a IA cresceu 805%. Já uma pesquisa feita pela consultoria empresarial McKinsey &amp;amp; Company descobriu que 44% dos consumidores preferem a IA à busca tradicional, com a ferramenta sendo utilizada especialmente nas etapas de descoberta e consideração sobre a compra.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante do aumento do seu uso pelos consumidores, empresas passam agora a se preocupar em como ser encontradas e recomendadas pela tecnologia. Os estudos já apontam que algumas práticas podem ajudar marcas, produtos e serviços na Otimização para Mecanismos Generativos (GEO), como adaptar o conteúdo para formatos de perguntas e respostas (FAQ) e traduzi-lo para o inglês, já que a grande maioria dos LLMs ainda é treinada na língua estrangeira. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Pode ser uma pessoa no Brasil pesquisando uma loja de sapatos no interior de São Paulo e, mesmo assim, a IA vai fazer buscas em inglês”, pontuou Cortiz.&amp;nbsp;“Pegamos as dez pesquisas mais usadas por brasileiros no Google e replicamos nos agentes. Eles fizeram 90% das pesquisas assim”, complementou o especialista, que também citou como um viés recorrente nesses sistemas a predominância das respostas de domínios “.com”&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Agentes desafiam modelos do comércio atual&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O uso dos agentes de IA implica não apenas a necessidade de uma melhor otimização das páginas das empresas para que os seus produtos sejam selecionados, como também mudanças de controle aos negócios — pequenos, médios ou grandes. Um desses exemplos é a perda do &lt;strong&gt;rastreamento da jornada individual&lt;/strong&gt;, já que, ao contrário dos usuários humanos, os agentes não deixam rastros que poderiam ser utilizados por ferramentas de análise para entender melhor a jornada de compra. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso significa que informações como a origem do acesso, o caminho percorrido, as páginas visitadas, os produtos visualizados, a inclusão de itens no carrinho e outras etapas deixam de ser registradas. “Todos esses são dados analíticos que ajudam muito no processo de criação de inteligência. Quando um agente está fazendo isso, você perde essas informações porque não sabe quem é o usuário, e o agente apresenta um viés de comportamento totalmente diferente”, afirmou Cortiz.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro impacto para os negócios é a perda da personalização &lt;strong&gt;baseada no comportamento do usuário&lt;/strong&gt;, já que, sem uma jornada visível, não há como colher dados comportamentais. Em outras palavras, a conversão acontece, mas não fica claro por quais motivos foi influenciada. Soma-se a isso a &lt;strong&gt;dificuldade de mensurar o tráfego gerado pelos agentes&lt;/strong&gt;, que nem sempre encaminham o usuário ao site da empresa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além dos problemas de mensuração, também há &lt;strong&gt;pouca transparência sobre as fontes utilizadas&lt;/strong&gt; pelos agentes de IA. Como diferentes plataformas recorrem a bases distintas de avaliações e recomendações, nem sempre é possível identificar de onde as informações foram extraídas, o que dificulta a definição de estratégias para ampliar a visibilidade de marcas e negócios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Antes, as empresas de e-commerce conseguiam personalizar a experiência de compra dos usuários com anúncios direcionados e sistemas de recomendação, estratégias que contribuíam para elevar o tíquete médio das vendas. Esse modelo perde eficácia quando as compras são realizadas por agentes de IA. Isso acontece porque esses sistemas são indiferentes a gatilhos que poderiam influenciar decisões de compra entre humanos, como o senso de urgência, a escassez e a emoção.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Cortiz, todas essas transformações reforçam a necessidade de repensar processos. “As empresas estão usando IA como uma ferramenta de produtividade. Esse é um primeiro passo. Só que não podemos parar por aí. Um dos maiores entraves — &amp;nbsp;e um dos maiores erros de 90% das organizações — é entender a IA como uma ferramenta. Ela não é. Trata-se de uma tecnologia que está criando uma infraestrutura, que vai começar a mediar o relacionamento entre marcas, organizações e produtos”, pontuou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O conselheiro acredita que a tecnologia gera um efeito tão estrutural que já se discute que os estudos sobre economia comportamental, hoje concentrados apenas nos vieses que influenciam as decisões humanas, podem precisar considerar o comportamento agêntico. Uma parcela significativa das transações comerciais passará a ser realizada por agentes de IA, que, apesar de serem treinados com dados, objetivos e vieses diferentes, podem apresentar padrões comuns de comportamento que permitam compreender e prever como esses sistemas influenciarão as decisões e interações no mercado.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para as empresas, fica ainda o impasse em relação à privacidade, ao consentimento e à segurança de marca: segundo dados da pesquisa Consumer Survey, da Gartner, realizada entre outubro e novembro de 2025, para 78% dos consumidores a rotulagem explícita de um produto como IA é o principal fator de confiança para uma compra, indicando que as marcas precisarão ser cada vez mais transparentes sobre como a tecnologia está sendo utilizada.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 09:53:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP amplia atuação em defesa do Marco Legal de Cibersegurança ]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/fecomerciosp-amplia-atuacao-em-defesa-do-marco-legal-de-ciberseguranca</link><description>&lt;![CDATA[Entidade reforça no Senado sua agenda por um ambiente digital mais seguro e competitivo]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; segue contribuindo para um Marco Legal da Cibersegurança equilibrado, que proteja especialmente as &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/governanca-marco-legal-e-educacao-sao-prioridades-para-fortalecer-a-protecao-digital-das-pmes-e-combater-os-crimes-ciberneticos-no-pais"&gt;Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs)&lt;/a&gt;. De acordo com dados do Tribunal de Contas da União (TCU), o Brasil perde, por ano, R$ 100 bilhões com golpes digitais, o que aumenta a necessidade de uma regulação que organize a cibersegurança no País. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por isso, &lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/29ab3b48a84526f69d20c1f42d13ef1e78046031.pdf"&gt;a FecomercioSP estruturou dez diretrizes para orientar as políticas públicas nacionais de cibersegurança&lt;/a&gt;, defendendo uma regulação equilibrada, eficaz e compatível com a realidade MPMEs, as mais afetadas por esse tipo de crime. A Entidade vem acompanhando de forma contínua as discussões no governo federal e no Congresso Nacional, apresentando propostas para fortalecer a segurança digital sem comprometer a competitividade dos negócios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como parte dessa agenda, na última terça-feira, 30 de junho, a Federação participou da audiência pública da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) do Senado Federal, que debateu o PL 4.752/2025, responsável por instituir o Marco Legal da Cibersegurança, criar o Programa Nacional de Segurança e Resiliência Digital e alterar a Lei 13.756/2018.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A participação da FecomercioSP mostra que a segurança cibernética se tornou um tema estratégico para o Estado, para a sociedade e para o setor produtivo. Nesse sentido, a Entidade segue &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/no-senado-coalizao-de-entidades-entrega-contribuicoes-para-aprimorar-marco-legal-da-ciberseguranca?%2Fnoticia%2Fno-senado-coalizao-de-entidades-entrega-contribuicoes-para-aprimorar-marco-legal-da-ciberseguranca="&gt;contribuindo para a construção do marco regulatório, apresentando sugestões destinadas ao aprimoramento do texto e à garantia de sua efetividade&lt;/a&gt;. O relatório, que deverá ser apresentado em breve, resulta da consolidação de diversas sugestões colhidas ao longo das discussões sobre o tema.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ataques cibernéticos exigem resposta coordenada&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a audiência, que contou com representantes do governo, da academia e do setor produtivo, o &lt;em&gt;advisor&amp;nbsp;&lt;/em&gt;em Regulação Digital da FecomercioSP, Rony Vainzof, que também integra o Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber), alertou para a velocidade que os ataques digitais ganharam com o incremento da Inteligência Artificial (IA). “Criminosos que levavam quase 25 dias para explorar vulnerabilidades, hoje, com a IA, podem levar minutos.”&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o especialista, menos de 1% das vulnerabilidades conhecidas já foi efetivamente corrigido. Além disso, estima-se que o custo anual mundial de incidentes e fraudes cibernéticas chegue a US$ 10,5 trilhões. De acordo com Vainzof, o País vive um paradoxo: “Enquanto lideramos em inovação, também nos tornamos alvo; estamos cada vez mais expostos a ataques”. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso ocorre, sobretudo, porque, embora o Brasil esteja entre os líderes na adoção de novas tecnologias, ainda apresenta baixo nível de maturidade na área e carece de uma estrutura oficial responsável por coordenar ações, orientar os diversos setores e acompanhar a evolução da segurança cibernética.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vainzof ainda salientou que, na oitava reunião ordinária do CNCiber, realizada no fim do ano passado, as 20 instituições representativas da sociedade aprovaram, por unanimidade, tanto a proposta de um Marco Legal da Cibersegurança quanto a criação de um órgão central de coordenação. “Juntos, e com eventuais ajustes, o PL 4.752 e a proposta do CNCiber se complementam para que a transformação digital no Brasil avance com segurança e confiança”, afirmou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Atuação da FecomercioSP na construção do marco regulatório&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federação tem defendido um marco horizontal que organize a cibersegurança para reduzir riscos sistêmicos, econômicos, de infraestrutura e de soberania, adotando uma abordagem proporcional ao risco e evitando ônus regulatórios desnecessários sobre agentes de menor exposição. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-apresenta-ao-gsi-agenda-prioritaria-de-seguranca-digital-dos-pequenos-negocios"&gt;Em 2025, por exemplo, a Entidade entregou ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI)&amp;nbsp;uma proposta para a criação de uma linha de crédito destinada às MPMEs, que poderia ser disponibilizada em condições diferenciadas com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)&lt;/a&gt;.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A atuação da Federação também incluiu a participação na Aliança Multissetorial pela Cibersegurança Nacional, movimento liderado pelo Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime (INCC), que reúne instituições de referência e representantes de diversos setores da economia. &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-participa-da-abertura-da-frente-parlamentar-de-apoio-a-ciberseguranca-e-propoe-acoes-para-fortalecer-a-defesa-cibernetica"&gt;A FecomercioSP também esteve mobilizada pela criação da Frente Parlamentar de Apoio à Cibersegurança e Defesa Cibernética Nacional (FrenCyber) no Congresso Nacional&lt;/a&gt;. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/brasil-intensifica-debates-sobre-ia-datacenters-e-ciberseguranca"&gt;Em junho deste ano, a Entidade também reforçou sua atuação sobre o PL de Cibersegurança em reuniões em Brasília&lt;/a&gt;, inclusive com o ministro Marcos Antônio Amaro dos Santos, do GSI; Francisco de Oliveira Castro, assessor parlamentar do GSI; Luiz Fernando Moraes da Silva, diretor do Departamento de Segurança Cibernética do GSI; e Marcelo Malagutti, assessor especial do ministro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Propostas para fortalecer a segurança cibernética no Brasil&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Todas essas iniciativas consolidam o compromisso da Entidade com o fortalecimento da segurança digital e a promoção de um ambiente de negócios mais resiliente no Brasil. Confira, a seguir, os principais aspectos que o Marco Legal da Cibersegurança e uma Autoridade Nacional de Cibersegurança podem endereçar, na visão da FecomercioSP.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Marco Legal da Cibersegurança&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Redução da insegurança jurídica:&lt;/strong&gt; definir conceitos, escopos, papéis, obrigações proporcionais, critérios de risco, prazos para registro de incidentes, interação com normas setoriais e regras para o compartilhamento e o tratamento de informações críticas. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Abordagem baseada em risco:&lt;/strong&gt; estabelecer obrigações legais proporcionais ao nível de risco, em especial para infraestruturas críticas e serviços essenciais. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Harmonização regulatória:&lt;/strong&gt; evitar sobreposição de competências entre órgãos como Banco Central, Anatel, CVM, ANPD, Aneel, ANS e outros reguladores, criando uma camada nacional de coordenação, e não novas obrigações redundantes. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Prevenção da dupla punição (‘bis in idem’):&lt;/strong&gt; promover a coordenação entre a autoridade central de cibersegurança, a ANPD e os reguladores setoriais a fim de evitar que um mesmo incidente resulte em múltiplas sanções desproporcionais baseadas no mesmo fato. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Tratamento de incidentes cibernéticos sem vazamento de dados pessoais:&lt;/strong&gt; contemplar situações como ataques de ransomware, DDoS, comprometimento de fornecedores de software e interrupções em hospitais, sistemas de energia, telecomunicações e meios de pagamento. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Incidente não significa culpa automática:&lt;/strong&gt; priorizar a avaliação da maturidade, da diligência, da governança, da capacidade de resposta e da melhoria contínua, em vez da responsabilização automática pelo simples fato de um ataque ter ocorrido. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Proteção das informações críticas compartilhadas pelas empresas:&lt;/strong&gt; assegurar a confidencialidade de relatórios de incidentes, vulnerabilidades, registros (logs), indicadores de comprometimento, informações de arquitetura e planos de resposta, evitando seu uso indevido. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Alinhamento com as melhores práticas internacionais:&lt;/strong&gt; aproximar o Brasil de modelos adotados por Chile, Singapura, União Europeia, Austrália, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido, que avançam em marcos voltados para a resiliência cibernética, a proteção de infraestruturas críticas e a cooperação entre os setores público e privado. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Fortalecimento da competitividade:&lt;/strong&gt; um marco legal bem estruturado reduz custos, aumenta a previsibilidade regulatória, fortalece a confiança digital, protege cadeias críticas e torna o Brasil mais competitivo. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Autoridade Nacional de Cibersegurança&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Coordenação nacional:&lt;/strong&gt; a cibersegurança exige uma instância responsável por coordenar respostas a incidentes significativos, promover a articulação entre os setores público e privado, compartilhar inteligência sobre ameaças e definir claramente as atribuições de cada ator.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Atuação técnica e preventiva:&lt;/strong&gt; a autoridade deve emitir normas e alertas, consolidar informações, coordenar a resposta a incidentes significativos, orientar setores críticos, produzir guias, promover capacitação e apoiar o aumento da maturidade em cibersegurança. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Complementaridade com os reguladores setoriais:&lt;/strong&gt; o órgão central não deve substituir instituições como Banco Central, Anatel, CVM, ANPD, Aneel e ANS, mas atuar como instância de coordenação, harmonização e resposta. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Canal único em situações de crise:&lt;/strong&gt; oferecer às empresas e à sociedade um ponto de contato claro para o registro de incidentes, com definição das informações necessárias, dos prazos e das garantias de confidencialidade. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Redução da duplicidade regulatória:&lt;/strong&gt; articular-se com reguladores setoriais e com a ANPD para evitar exigências conflitantes, registros repetidos e interpretações divergentes. &amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Atuação baseada em cooperação:&lt;/strong&gt; funcionar como parceira do ecossistema de cibersegurança, estimulando confiança, inteligência compartilhada e melhoria contínua, com a aplicação de sanções restrita a casos de negligência grave ou descumprimento deliberado.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 17:43:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Entidades defendem aprovação da redução do ICMS para equipamentos de datacenter no Confaz]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/entidades-defendem-aprovacao-da-reducao-do-icms-para-equipamentos-de-datacenter-no-confaz</link><description>&lt;![CDATA[Convênio, que autoriza a redução do imposto sobre 24 equipamentos de TI, é considerado essencial para economia digital]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, e o &lt;a href="https://www.seinesp.org.br/"&gt;&lt;strong&gt;Sindicato das Empresas de Internet do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (Seinesp)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, em conjunto com as &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/5b235b1bd1e0a29c835080429f81b72dfab251b1.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;frentes parlamentares e outras entidades representativas do setor produtivo&lt;/a&gt; &amp;mdash; como a &lt;a href="https://brasscom.org.br/"&gt;&lt;strong&gt;Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Empresas de Tecnologia da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de Tecnologias Digitais (Brasscom)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &amp;mdash; defendeu a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o da redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Imposto sobre Circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Mercadorias e Servi&amp;ccedil;os (ICMS) para equipamentos destinados a datacenter.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A medida foi inserida na pauta da reuni&amp;atilde;o do &lt;strong&gt;Conselho Nacional de Pol&amp;iacute;tica Fazend&amp;aacute;ria (Confaz)&lt;/strong&gt;, prevista para ocorrer no pr&amp;oacute;ximo dia 3 de julho. A aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conv&amp;ecirc;nio que autoriza a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do imposto incidente sobre 24 equipamentos de Tecnologia da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (TI) &amp;eacute; considerada fundamental para ampliar a competitividade do Pa&amp;iacute;s na economia digital, com o objetivo de possibilitar os Estados a atra&amp;iacute;rem investimentos e fortalecerem a autonomia tecnol&amp;oacute;gica nacional. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A medida contempla produtos nacionais e importados destinados &amp;agrave; implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;agrave; amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o e &amp;agrave; moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de datacenters.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;ICMS: mais da metade da carga tribut&amp;aacute;ria sobre TI&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, o ICMS representa 64% da carga tribut&amp;aacute;ria incidente sobre a aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de equipamentos de TI. Essa elevada participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no custo dos produtos compromete a atratividade de projetos de instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de centros de processamento e armazenamento de dados no territ&amp;oacute;rio nacional.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com uma carga tribut&amp;aacute;ria t&amp;atilde;o elevada, o Brasil fica em posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o desfavor&amp;aacute;vel em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com outros pa&amp;iacute;ses na disputa pelos investimentos associados &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/ia-reputacao-e-fiscalizacao-mais-rigidas-redesenham-prioridades-dos-negocios"&gt;&amp;agrave; expans&amp;atilde;o da Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA)&lt;/a&gt; e da computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em nuvem, hoje consideradas essenciais para o funcionamento da economia, da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica e dos servi&amp;ccedil;os digitais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do referido conv&amp;ecirc;nio pelo Confaz permitiria que os Estados adotassem um tratamento tribut&amp;aacute;rio compat&amp;iacute;vel com a natureza desses investimentos, que n&amp;atilde;o se destinam &amp;agrave; revenda, mas &amp;agrave; forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de infraestrutura produtiva de longo prazo. Dessa forma, a medida reduziria assimetrias competitivas, aceleraria projetos em andamento, atrairia novos investidores e estimularia cadeias produtivas, gerando empregos especializados e ampliando a capacidade computacional do Brasil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Redata&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o re&amp;uacute;ne diversos representantes do setor produtivo, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/mobilizacao-do-setor-produtivo-pede-aprovacao-urgente-do-regime-especial-para-datacenters"&gt;ap&amp;oacute;s mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;nbsp;recente de mais de 30 entidades empresariais e diferentes frentes parlamentares pela aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Regime Especial de Tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para Servi&amp;ccedil;os de Datacenter (Redata)&lt;/a&gt;, bem como do Projeto de Lei Complementar (PLP) 74/2026, que trata dos aspectos jur&amp;iacute;dico-or&amp;ccedil;ament&amp;aacute;rios decorrentes da caducidade da Medida Provis&amp;oacute;ria (MP) 1.318/2025. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 17:37:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item></channel></rss>
