<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/economia</link><description>&lt;![CDATA[Área de divulgação de índices, estudos técnicos da assesoria econômica e sondagens do comércio, além de posicionamentos sobre a economia do país]]</description><lastBuildDate>Sun, 13 Sep 2026 11:03:14 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/economia</link><url>https://www.fecomercio.com.br/public/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Economia]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Corda bamba: Comércio paulista sofre pressão de estoques, dívidas e juros altos]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/corda-bamba-comercio-paulista-sofre-pressao-de-estoques-dividas-e-juros-altos</link><description>&lt;![CDATA[Varejo perde R$ 44,7 bilhões em faturamento no primeiro semestre, em um cenário de maior endividamento de empresas e famílias; confira no Panorama do Comércio]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O Comércio paulista anda na corda bamba, com estoques cheios, juros no topo, famílias sem espaço para se endividar mais e confiança do consumidor em queda. Esse é o retrato analisado na última edição do &lt;strong&gt;Panorama do Comércio&lt;/strong&gt;. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/b6a82ea002ae4e27b747fbf8a2671859958aa87a.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;Acesse aqui!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hoje, 28,8% do empresariado paulistano diz ter excesso de mercadorias nas prateleiras. É o maior nível desde março de 2023. Esse acúmulo já reduz pedidos a fornecedores, aperta margens e começa a cobrar o preço em empregos e investimentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As dívidas apertam dos dois lados. Empresas somam R$ 86,1 bilhões em atrasos há três meses, o maior volume da série histórica do Banco Central (BC). Micro, pequenos e médios negócios respondem por R$ 3 a cada R$ 4 em atraso. Entre as famílias, 75% estão endividadas e 20,4% já são inadimplentes. A Serasa Experian alerta que há 9,1 milhões de CPNJs negativados no País, somando, juntos, mais de R$ 230 bilhões.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O varejo tem sentido isso no bolso. O faturamento bruto do setor caiu 5,7% no primeiro semestre, R$ 44,7 bilhões a menos que em 2025. Oito das nove atividades centrais recuaram. Eletrodomésticos e lojas de departamento caíram 25,6%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A edição traz também o radar de indicadores do mês (Selic, IPCA, INPC, ICC), a queda nos empregos no varejo e a análise da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; para proteger o negócio neste momento: revisão de planos, corte de estoque, crédito e controle de investimentos. Acesse!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/b6a82ea002ae4e27b747fbf8a2671859958aa87a.pdf" class="botao"&gt;&lt;strong id="isPasted"&gt;Panorama do Comércio&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 11:49:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Endividamento das famílias paulistanas permanece no maior nível em quase quatro anos]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/endividamento-das-familias-paulistanas-permanece-no-maior-nivel-em-quase-quatro-anos-1</link><description>&lt;![CDATA[Inadimplência permanece estável e comprometimento de renda volta a recuar]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Sete em cada dez famílias paulistanas (75,5%) estão endividadas atualmente, segundo a &lt;strong&gt;Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC)&lt;/strong&gt;, realizada pela&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. É o maior patamar desde novembro de 2022, quando esse número era de 76,3%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Foi a segunda alta consecutiva: em julho, o indicador estava na casa dos 74,8%, um avanço de 0,7 ponto porcentual (p.p.) [gráfico 1]. Antes, em junho, era de 74,1%. Em números absolutos, pelo menos 3,4 milhões de lares têm alguma dívida na cidade.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;12 meses&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte:&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/0caec06eed175f6e7b4932250f30843cae8885da.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por outro lado, a inadimplência ficou estável, ao passar de 20,2%, no mês anterior, para 20,4%, agora, um aumento de 0,2 p.p. Vale dizer que o indicador continua bem abaixo do registrado em agosto do ano passado (22,7%), sugerindo que as contas desses lares seguem sob controle.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avaliação da FecomercioSP, os números de agosto confirmam a trajetória de alta do endividamento na capital paulista, sem a correlativa piora na capacidade de pagamento. Não é à toa que a parcela das famílias que não têm condições de pagar as dívidas em atraso subiu para 8,4%, abaixo dos patamares mais altos da série histórica.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Endividamento está maior entre as famílias de renda mais alta&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O avanço do endividamento em agosto foi puxado, principalmente, pelas famílias de maior poder aquisitivo. Entre lares com renda superior a dez salários mínimos, o porcentual de endividados subiu de 65,4% para 67%, uma alta significativa de 1,6 p.p.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A inadimplência nesse grupo, por sua vez, recuou de 9% para 8,8% [gráfico 2].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Classe social&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Agosto de 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/3118ac45a513215812023f8b802e93b63de4dcb1.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já entre lares com renda de até dez salários mínimos, o endividamento cresceu de forma mais moderada, passando de 78,1% para 78,5%. A inadimplência nesse grupo subiu de 24,6% para 24,9%, abaixo dos 27,1% observados em agosto do ano passado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tempo de atraso no pagamento das dívidas diminuem&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tempo médio de atraso no pagamento das dívidas recuou novamente, de 64,3 dias, em julho, para 64,1 dias, em agosto, seguindo a trajetória de queda dos últimos meses. Também houve diminuição nas dívidas em atraso superior a 90 dias, que passou de 50,4% para 49,3%, o que pode indicar que parte das famílias conseguiu regularizar dívidas mais antigas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já a parcela média da renda comprometida com o pagamento de dívidas ficou estável em 26,2%, patamar considerado saudável e abaixo dos 26,5% de um ano antes. Mesmo com o endividamento no maior nível em quase quatro anos, esses lares não têm destinado uma grande parte da renda ao pagamento de débitos.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tempo médio de comprometimento de renda também se manteve estável, em 6,8 meses, abaixo dos 7 meses observados em 2025 [gráfico 3].&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Tempo de comprometimento com dívida&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Agosto de 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;: FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/e3e9e7c279f5b4e25a904f5fd75976b7eb1925f5.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A intenção de contrair crédito ou financiamento nos próximos três meses ficou praticamente estável (10,4%). Na composição dessa intenção, o uso para pagamento de dívidas recuou de 13,7% para 11,6%, enquanto o pagamento de contas apontou uma leve alta para 7%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De forma geral, o resultado de agosto mantém um tom relativamente positivo, visto que a inadimplência permanece estável, o tempo médio de atraso segue em queda e o comprometimento da renda continua controlado, favorecidos por uma inflação mais amena nos últimos meses. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No entanto, o endividamento no maior nível desde novembro de 2022 — somado às incertezas nos campos político e econômico — deixa a situação das famílias paulistanas em um ponto de atenção, uma vez que, com a renda próxima do limite, a margem de folga é estreita e qualquer choque mais forte de inflação ou desemprego tende a se refletir rapidamente na inadimplência.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 10:19:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Juros altos elevam inadimplência de bares, restaurantes e hotéis a recorde de R$ 3,2 bilhões]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/juros-altos-elevam-inadimplencia-de-bares-restaurantes-e-hoteis-a-recorde-de-r-3-2-bilhoes</link><description>&lt;![CDATA[Crédito em atraso há mais de 90 dias nos segmentos de alojamento e alimentação atingiu o maior valor da série histórica em julho]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin:0cm;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;' id="isPasted"&gt;O ciclo prolongado de juros elevados continua pressionando o caixa das empresas do setor de Turismo. O cr&amp;eacute;dito em atraso h&amp;aacute; mais de 90 dias nas atividades de alojamento e alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o somou cerca de R$ 3,2 bilh&amp;otilde;es em julho, o maior patamar da s&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica. &amp;Eacute; o que revela um novo estudo da &lt;a href="https://fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, com base nos dados do Banco Central (BC) e considerando valores atualizados pela infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o (IPCA).&lt;/p&gt;&lt;p style='margin:0cm;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin:0cm;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;O montante corresponde ao estoque de d&amp;iacute;vidas em atraso, ou seja, ao saldo acumulado, e n&amp;atilde;o a um fluxo mensal de novos vencimentos. J&amp;aacute; a taxa de inadimpl&amp;ecirc;ncia do segmento est&amp;aacute; em 9,1%, com alta de 0,66 ponto porcentual (p.p.) em 12 meses.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin:0cm;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Uma trajet&amp;oacute;ria de quase tr&amp;ecirc;s anos de alta&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Mais do que o n&amp;uacute;mero isolado, chama a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o a trajet&amp;oacute;ria da taxa de inadimpl&amp;ecirc;ncia: desde a m&amp;iacute;nima hist&amp;oacute;rica de 3,57%, registrada em setembro de 2020 &amp;mdash; patamar artificialmente baixo em raz&amp;atilde;o das car&amp;ecirc;ncias e prorroga&amp;ccedil;&amp;otilde;es do cr&amp;eacute;dito emergencial concedido durante a pandemia &amp;mdash;, o indicador cresceu de forma praticamente ininterrupta (e praticamente triplicou).&lt;/p&gt;&lt;p style='margin:0cm;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;O ponto de aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do estudo, no entanto, est&amp;aacute; nos &amp;uacute;ltimos 12 meses. O estoque em atraso saiu de cerca de R$ 2,9 bilh&amp;otilde;es, em julho de 2025, para R$ 3,2 bilh&amp;otilde;es em julho de 2026 &amp;mdash; um avan&amp;ccedil;o de aproximadamente R$ 0,3 bilh&amp;atilde;o, ou 10,1% em termos reais, ante uma alta de apenas 2,1% na carteira real no mesmo per&amp;iacute;odo. Isto &amp;eacute;, a piora recente j&amp;aacute; n&amp;atilde;o decorre apenas do maior volume de cr&amp;eacute;dito concedido, mas de uma expans&amp;atilde;o da inadimpl&amp;ecirc;ncia em si.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin:0cm;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o sente concorr&amp;ecirc;ncia e alta de custos&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;No segmento de alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o cen&amp;aacute;rio &amp;eacute; pressionado por um consumo ainda limitado, pela forte concorr&amp;ecirc;ncia &amp;mdash; tanto no atendimento presencial quanto no delivery &amp;mdash; e pela dificuldade de repassar aos pre&amp;ccedil;os o aumento dos alimentos e dos demais custos. A escassez de m&amp;atilde;o de obra agrava o quadro, ao reduzir a produtividade e limitar os retornos das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin:0cm;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Um caso recente e emblem&amp;aacute;tico &amp;eacute; o da rede Habib&amp;rsquo;s, que entrou com pedido de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o judicial. O movimento, no entanto, n&amp;atilde;o se restringe &amp;agrave; alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o: tamb&amp;eacute;m atingiu o varejo, com os pedidos de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Casas Bahia e da Marabraz.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin:0cm;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Alojamento sente desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o ap&amp;oacute;s ano forte&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;J&amp;aacute; o segmento de alojamento vinha de um 2025 bastante produtivo, com aumento de dois d&amp;iacute;gitos na taxa de ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e na di&amp;aacute;ria m&amp;eacute;dia real. Esse desempenho n&amp;atilde;o se repete em 2026 &amp;mdash; &amp;nbsp;muitos estabelecimentos operam, agora, com leve redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o na ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e alta relativamente modesta na di&amp;aacute;ria, mantendo um RevPAR (receita por quarto dispon&amp;iacute;vel) ainda positivo, mas em ritmo mais fraco.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin:0cm;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Os custos, por&amp;eacute;m, seguem subindo e, somados aos juros altos, tornam mais dif&amp;iacute;cil a quita&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos compromissos assumidos no sistema financeiro. Esse esfriamento tamb&amp;eacute;m aparece em outro indicador da pr&amp;oacute;pria FecomercioSP: o faturamento do segmento de alojamento avan&amp;ccedil;ou apenas 1,8% no primeiro semestre deste ano, ante alta de 10% no mesmo per&amp;iacute;odo do ano anterior.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin:0cm;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Como os dados do BC s&amp;atilde;o divulgados de forma conjunta aos dois segmentos, n&amp;atilde;o &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel precisar exatamente quanto do cr&amp;eacute;dito &amp;mdash; e do respectivo atraso &amp;mdash; cabe a cada um. Ainda assim, os juros elevados e os sinais que v&amp;ecirc;m sendo observados em ambos apontam para a mesma dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o: o aumento da inadimpl&amp;ecirc;ncia.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin:0cm;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Reflexo de um cen&amp;aacute;rio mais amplo&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;O estudo pondera que a inadimpl&amp;ecirc;ncia de alojamento e alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; um fen&amp;ocirc;meno espec&amp;iacute;fico do setor, mas acompanha uma tend&amp;ecirc;ncia mais ampla da economia brasileira, marcada pela desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da atividade e por um ciclo longo de juros elevados &amp;mdash; quadro sobre o qual a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o vem reiteradamente alertando, diante do impacto negativo sobre a economia, os consumidores e as empresas.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 10 Sep 2026 10:57:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[A transformação silenciosa da China: país deixou de ‘copiar’ para liderar a revolução tecnológica ]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/a-transformacao-silenciosa-da-china-pais-deixou-de-copiar-para-liderar-a-revolucao-tecnologica</link><description>&lt;![CDATA[Estado asiático combinou estratégia de longo prazo e aprendizado com o Ocidente para inovar na Indústria, no Comércio e nos Serviços]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A China é, hoje, referência em inovação. O país concentra cerca de um terço da produção mundial e possui Produto Interno Bruto (PIB) per capita até 30% superior ao do Brasil. Mas a história nem sempre foi essa. Em 1975, o PIB chinês equivalia a praticamente um décimo do brasileiro. O que explica, então, o novo patamar do país asiático?&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Rodolfo Fücher, vice-presidente de Relações Institucionais do Instituto Brasil Digital e membro do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inovação&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, a chave para entender o avanço chinês nos últimos 50 anos está na visão estratégica do país e na busca constante por conhecimento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Inspirada nos planos de longo prazo para a reindustrialização da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), desde 1953 a China vem implementando planos de desenvolvimentos econômico e social, com focos reavaliados pelo governo a cada cinco anos. O país combinou a própria tradição de organização social, educação rigorosa e disciplina coletiva com uma visão estratégica promovida pela ciência para construir a tecnologia do século 21. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“A China mostrou claramente que, apesar de toda essa cultura milenar, não tem conflito com a inovação”, comentou Fücher, durante reunião do conselho, realizada em 28 de agosto. De acordo com ele, o Estado chinês entendeu que investir em ciência e tecnologia seria uma forma de garantir crescimento socioeconômico para o país, com ganho de produtividade e geração de renda. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que uma revolução tecnológica, contudo, a China apostou na transformação humana, retirando mais de 800 milhões de pessoas da extrema pobreza, o que contribuiu para construir um enorme mercado consumidor. Entre 1978 e 1980, durante a sua abertura econômica, o país enviou mais de 8,8 milhões de cidadãos para estudar em universidades europeias e norte-americanas. Desse grupo, pelo menos 6 milhões retornaram ao país, aplicando o conhecimento adquirido do exterior. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Competir com a China é competir contra um ecossistema&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se, durante muito tempo, a China foi vista como um país que copiava tecnologias de outras nações, a realidade é que esse período também serviu para que o país compreendesse como estas funcionavam e, posteriormente, desenvolvesse iniciativas próprias. Com mão de obra barata e políticas que facilitaram a instalação de fábricas, a China passou a atrair empresas estrangeiras interessadas em produzir no país para exportar. Ao mesmo tempo, empresas chinesas começaram a ser contratadas para fabricar produtos de marcas internacionais, consolidando a nação asiática como a “fábrica do mundo”.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hoje, o país se destaca pela capacidade de produzir em larga escala, com rapidez e crescente sofisticação tecnológica. O governo define prioridades estratégicas, enquanto universidades, capital, mercado, empresas e fornecedores atuam de forma articulada para desenvolver e levar essas tecnologias ao mercado. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O vice-presidente do Instituto Brasil Digital acredita que é preciso uma mudança de percepção quando refletimos sobre os fatores que explicam a competitividade do país. “Não estamos competindo com uma empresa chinesa, mas com todo um ecossistema que se formou atrás daquele produto ou serviço que está vindo da China”, apontou ele.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Para onde a China está olhando agora?&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre 2006 e 2010, o país asiático investiu em ciência e infraestrutura, com o objetivo de desenvolver capacidade tecnológica própria. Em 2011 e 2015, o foco passou a ser a manufatura avançada, com investimentos em indústrias estratégicas e novos setores.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já entre 2016 e 2020, a inovação esteve no centro da estratégia, com destaque para Big Data, computação em nuvem, Internet das Coisas (IoT) e Internet Plus. De 2021 a 2025, o país passou a olhar para a economia digital, com ênfase em dados e digitalização industrial.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora, a China colocou a Inteligência Artificial (IA) como uma infraestrutura transversal a toda a economia. Na prática, isso significa incorporar a IA à manufatura, com fábricas inteligentes e produção autônoma, e ao Comércio, com experiências digitais e cadeias de suprimentos mais eficientes. Além disso, na saúde, diagnósticos mais precisos e medicina personalizada; nas finanças, com análise preditiva e gestão de riscos; e na agricultura, com monitoramento de clima e solos e aumento da produtividade, entre outros casos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, Pequim concentra o desenvolvimento de ciência e IA; Xangai, capital e mercado; Hangzhou, dados e economia digital; e Shenzhen, engenharia e manufatura.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Brasil: parceiro estratégico&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O avanço expressivo da China também faz refletir &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-recebe-delegacao-chinesa-para-promover-comercio-investimentos-e-novas-parcerias-empresariais"&gt;sobre as oportunidades para o Brasil&lt;/a&gt;. De acordo com Fücher, o país é extremamente importante para o gigante asiático. Enquanto a China concentra capacidades em áreas como IA, robótica, manufatura e produção em escala, o Brasil se destaca pela produção de energia limpa — um dos pontos estratégicos para os planos de desenvolvimento chineses e para seus objetivos relacionados à redução das emissões de carbono.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas a relação entre ambos não se resume à produção. Fücher ressaltou que o Brasil também pode representar um elo para empresas e serviços chineses interessados em alcançar outros mercados. “Graças ao &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/acordo-entre-mercosul-e-uniao-europeia-abre-mercado-e-cria-nova-rota-de-crescimento-para-empresas-brasileiras?%2Fnoticia%2Facordo-entre-mercosul-e-uniao-europeia-abre-mercado-e-cria-nova-rota-de-crescimento-para-empresas-brasileiras="&gt;recente acordo entre o Mercosul e a União Europeia,&lt;/a&gt; o Brasil pode ser uma ponte a empresas e serviços chineses chegarem até a comunidade europeia”, afirmou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para se ter uma ideia desse potencial, o Mercosul reúne cerca de 260 milhões de pessoas e movimenta, aproximadamente, US$ 3 trilhões em PIB. Na América Latina, o mercado potencial alcança 650 milhões de pessoas e um PIB estimado entre US$ 6 trilhões e US$ 7 trilhões. A União Europeia amplia as perspectivas de integração com um mercado de cerca de 450 milhões de pessoas e PIB de aproximadamente US$ 18 trilhões. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, na visão do conselho da FecomercioSP, mais do que do que ser um parceiro estratégico, o Brasil poderia se inspirar no exemplo chinês de planejamento e visão de longo prazo. “Se olharmos para a história do País, nós praticamente fizemos o que a China está fazendo. É o caso da Embraer”, citou o conselheiro, ao explicar que para a criação da empresa também houve um processo de busca por conhecimento no exterior, com professores sendo trazidos para cá. “Quer dizer, nós temos um modelo, sabemos fazer. Eu acho que é uma questão muito mais de foco, planejamento e, obviamente, desejo político”, concluiu.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 12:02:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[PEC da Segurança Pública deve ser aprovada, mas sem deixar responsabilidade fiscal de lado]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/pec-da-seguranca-publica-precisa-ser-aprovada-mas-sem-deixar-responsabilidade-fiscal-de-lado</link><description>&lt;![CDATA[Proposta amplia integração e combate ao crime organizado, mas Senado deve resistir às pressões de categorias para a concessão de benefícios que aumentem gastos públicos]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;entende como fundamental a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 18/2025, ou “PEC da Segurança Pública”, em tramitação no Senado Federal, mas alerta para que essa Casa Legislativa resista a eventuais pressões de categorias por concessão de benefícios ou aposentadorias especiais que resultariam em aumento dos gastos públicos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Texto aprimora combate ao crime organizado&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O substitutivo aprovado na Câmara dos Deputados trouxe melhorias significativas em relação ao que havia sido proposto inicialmente pelo Executivo. Ao manter um equilíbrio federativo e estruturar o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), com coordenação nacional e uma execução descentralizada, o projeto preserva autonomia dos Estados e valoriza a cooperação com os municípios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O resultado é mais interoperabilidade tecnológica, com compartilhamento de informações e maior atuação integrada por meio de forças-tarefas, que diminuem o excesso de burocracias desnecessárias. Outra alteração importante foi a previsão de criação de um regime jurídico especial a organizações de alta periculosidade, que inclui sanções rigorosas, restrições a benefícios e instrumentos eficazes de apreensão de bens obtidos com atividades criminosas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também merece destaque a previsão de modernização e fortalecimento da gestão do sistema prisional, que deve ajudar a combater um dos problemas estruturais da segurança pública no País: a utilização de presídios como centros de comando e articulação criminosa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, a vinculação de recursos ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e ao Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), com critérios de distribuição e vedação de contingenciamento, permite previsibilidade orçamentária, fundamental aos setores produtivos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Insegurança afeta empresas e investimentos&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/028533dd95e5f6a2d75a425e48a9a64b76c93338.pdf"&gt;sondagem realizada pela FecomercioSP&lt;/a&gt; há um mês mostrou, por exemplo, que 52,2% dos negócios do Comércio paulistano gastaram com segurança privada para se protegerem da violência,&amp;nbsp;função que deveria ser garantida pelo Estado. Desses, 25,6% investiram em câmeras e monitoramento; 6,4%, em vigilância ou rondas; e 3%, em reforço físico, enquanto outros 15,6% adotam mais de uma dessas medidas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que investimentos nesses mecanismos de proteção, o crime organizado também desestimula as empresas a injetarem mais recursos nas operações, encarece os seguros, amplia perdas logísticas e compromete a criação de postos de trabalho e de renda.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em setores como o Turismo e Comércio, altamente dependentes da circulação de pessoas e de mercadorias, o impacto dessa insegurança pode ser observado na diminuição da competitividade do País em comparação com outras nações quando o assunto é a escolha de destinos para viagens.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde o início da discussão, a FecomercioSP tem defendido a PEC como uma oportunidade para o Estado brasileiro reorganizar competências, integrar estruturas e fortalecer instrumentos de enfrentamento do crime organizado. A Entidade segue atuante no Congresso a fim de que a proposta final consolide uma política para segurança pública integrada e sustentável fiscalmente. Para saber mais sobre a agenda da FecomercioSP para a segurança pública, clique &lt;a href="https://feclink.fecomercio.net.br/cl/PXwJ_/A/2211/0/BMNv/CO6sRegC3ch/1/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 16:06:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Rota Bioceânica cria oportunidades a empresas paulistas]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/rota-bioceanica-cria-oportunidades-a-empresas-paulistas</link><description>&lt;![CDATA[Em encontro na FecomercioSP, embaixador do Paraguai ressalta potencial para investimentos em logística, serviços e infraestrutura; reunião também contou com presença do cônsul da Moldávia]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A consolidação da Rota Bioceânica, corredor que conectará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile aos portos do Pacífico, deve criar uma nova frente de oportunidades a empresas brasileiras, com potencial de negócios que vai além do transporte de mercadorias e alcança setores como logística, hotelaria, combustíveis, conectividade, segurança e infraestrutura.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O potencial desse novo eixo de integração regional foi um dos principais temas discutidos durante encontro na &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, com as presenças de Luis Fernando Ávalos, cônsul-geral do Paraguai, e Flavio Mendes Bitelman, cônsul honorário da Moldávia. Participaram da reunião, pela FecomercioSP, Rubens Medrano, vice-presidente da Entidade e presidente do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-relacoes-internacionais"&gt;Conselho de Relações Internacionais da Federação&lt;/a&gt;, e os assessores Natália Mortaio, Douglas Dias e Pedro Silveira. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avaliação do embaixador paraguaio, São Paulo deve acompanhar desde já as transformações que serão provocadas pela nova conexão logística. Embora Estados mais próximos do corredor possam, inicialmente, sentir seus efeitos, os pesos econômico e financeiro paulistas tendem a criar oportunidades a empresas do Estado participarem dos investimentos e da prestação de serviços relacionados à rota.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“A consolidação do corredor deverá criar demanda por hotéis, postos, segurança, internet e uma quantidade de serviços, o que abre espaço para mapear empresas interessadas em participar desse novo ambiente de negócios”, afirmou o embaixador paraguaio.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Integração pode avançar para ferrovias e hidrovias&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O potencial de conexão entre diferentes modais também foi abordado, especialmente diante da posição estratégica do Paraguai e da Hidrovia Paraguai–Paraná. A integração entre rodovias, hidrovias e, futuramente, ferrovias pode ampliar as alternativas ao escoamento de mercadorias e fortalecer o país como eixo logístico regional. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além da infraestrutura, o representante paraguaio destacou ainda o potencial de maior integração das cadeias produtivas entre Brasil e o país vizinho, com este funcionando como plataforma complementar às operações de empresas brasileiras.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Expo Paraguai–Brasil, prevista para novembro em Ciudad del Este, também entrou na agenda. Durante a reunião, foi discutida a possibilidade de promover o evento ao empresariado paulista. O embaixador ressaltou ainda que a segunda ponte entre Brasil e Paraguai deverá contribuir para ampliar a circulação de pessoas e mercadorias entre os dois países.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;FecomercioSP quer aproximar PMEs do comércio exterior&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a reunião, Medrano destacou a estratégia da FecomercioSP de ampliar a participação de Pequenas e Médias Empresas (PMEs) no comércio internacional, aproveitando também a capilaridade de sua rede sindical no Estado de São Paulo. “A nossa ideia é trazer a PME do comércio, capacitá-la e identificar onde podemos atuar”, afirmou. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo ele, a estratégia contempla tanto exportações quanto importações e inclui o relacionamento com embaixadas, consulados e câmaras de Comércio, além da identificação de entraves tributários, burocráticos e logísticos que dificultam as operações internacionais. “Comércio exterior é uma via de duas mãos. Não é só exportar, mas também importar”, afirmou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Diálogo também envolve Moldávia e corpo consular&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A reunião contou ainda com Bitelman, da Moldávia, abrindo espaço para ampliar o relacionamento da FecomercioSP com representantes consulares em São Paulo. Durante o encontro, o cônsul propôs a realização de uma futura reunião na Federação com integrantes do corpo consular, iniciativa que poderá aproximar as representações internacionais do empresariado paulista e ampliar o conhecimento sobre oportunidades em diferentes mercados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Moldávia ganha destaque econômico no mundo graças à sua aproximação com a União Europeia. O país, que completou 35 anos de independência, está em processo de adesão ao bloco europeu, movimento que amplia sua integração com o mercado regional. Para Medrano, a interlocução com as representações internacionais será importante para apoiar a estratégia de internacionalização das empresas representadas pela Federação.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 10:21:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Consumidor 50+ ganha protagonismo e exige novas estratégias de mercado]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/consumidor-50-ganha-protagonismo-e-exige-novas-estrategias-de-mercado</link><description>&lt;![CDATA[Avanço da longevidade, digitalização e IA ampliam chances de empresas adaptarem atendimento e experiência de compra]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Os consumidores acima de 50 anos somam 60 milhões de pessoas no Brasil, representando 30% da população e quase 50% da renda familiar. Esse público movimenta R$ 2 trilhões ao ano, o equivalente a 17% do Produto Interno Bruto (PIB). Com um tíquete médio três vezes superior ao do público mais jovem, eles também fidelizam marcas, compram produtos de maior valor e mantêm a aquisição mesmo fora dos períodos de promoções.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O peso econômico se reflete em diferentes setores. No mercado imobiliário, por exemplo, o grupo representa 74% do valor faturado; nas saúdes pública e privada, 70%; nas universidades, 56%; e em turismo e hotelaria, 50%. No atacarejo, cuja maior parte dos clientes é formada por essa parcela populacional, houve crescimento de 141%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar desse peso econômico, poucas empresas contam com estratégias direcionadas a essa clientela, que não se restringe aos canais físicos. “Nós precisamos quebrar algumas crenças. O consumidor 50+ está em todos os canais. Ele é um cliente que, na sua jornada de decisão de compra, passa por vários ambientes”, explica Marlety Gubel, CEO e fundadora do Total Commerce 50+, que integra o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inovação&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Longevidade avança no Brasil&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O desafio de atender à clientela prateada também é reflexo de uma transformação demográfica acelerada.Segundo o Censo 2022, naquele ano, já havia no Brasil 32,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 15,6% da população. Em apenas 12 anos, esse contingente cresceu 56%. Ao mesmo tempo, a taxa de fecundidade caiu para 1,55 filho por mulher, o menor nível já registrado no País. A combinação entre maior longevidade e menor número de nascimentos está alterando progressivamente a estrutura etária nacional.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto isso, o Brasil ainda se vê como uma nação jovem, com foco primordial das marcas na juventude. Os dados, contudo, apontam em outra direção: a expectativa é de que o País se torne o sexto maior entre as nações com populações mais velhas. Em três décadas, a perspectiva é que fique ainda mais longevo, enquanto a população tem cada vez menos filhos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“No Censo anterior ao de 2022, tínhamos uma média de três crianças por lar. Hoje, a média é de uma criança”, comenta Marlety. “Basicamente, antes nós nascíamos, crescíamos, nos aposentávamos aos 50 e morríamos aos 60. Agora, não. Nós vamos viver até os cem anos. O Brasil tem um dos institutos de genoma mais reconhecidos do mundo e, atualmente, quase 40 mil pessoas centenárias. Não é uma questão só de tempo, mas de qualidade de vida.”&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa transformação demográfica também muda a relação da população com o consumo, além de ampliar o desafio para as empresas, que precisam atender a um grupo mais maduro e, ao mesmo tempo, mais conectado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Atendimento ainda é obstáculo para os 50+&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar disso, uma das queixas do público 50+ em relação ao consumo no varejo, segundo a CEO, é justamente a dificuldade com o atendimento. De acordo com Marlety, 65% se mostram insatisfeitos com essa etapa. “Eles reclamam que não são atendidos, apesar de altamente conectados”, explica. Há também um desejo de mais atenção do mercado: 87% pedem para serem ouvidos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além da necessidade de adaptação ao novo perfil do consumidor, o problema também reflete a maior complexidade que as empresas enfrentam na hora de se relacionarem com a clientela. Com as mudanças no perfil da população e a evolução da tecnologia, o número e a variedade de canais de atendimento cresceram, assim como a diversidade de perfis de consumidores com que as marcas se relacionam.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Nós temos, hoje, pelo menos cinco gerações sendo atendidas ao mesmo tempo”, comenta a conselheira. Para a executiva, a principal dor do Comércio quanto à população 50+ ainda é o atendimento. Ela explica que as empresas ainda não têm a inovação necessária para aproveitar as oportunidades com a economia prateada, que é um dos públicos de maior potencial de consumo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o Comércio, a mudança vai além de desenvolver produtos específicos a determinada faixa etária, exigindo a revisão da experiência de compra como um todo — de comunicação e desenho das lojas a usabilidade de sites e aplicativos, meios de pagamento, pós-venda e capacitação das equipes. A oportunidade está menos em tratar o consumidor 50+ como um nicho isolado e mais em incorporar a longevidade à estratégia dos negócios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Futuro do Comércio combina tecnologia e conexão&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As perspectivas apontam para um futuro marcado pela combinação entre alta tecnologia, contato humano e conexão com comunidades, virtuais, físicas ou ligadas ao entorno dos negócios. “Isso é muito importante para entendermos quais são as dimensões que precisamos trilhar para o atendimento das pessoas e das culturas”, enfatiza Marlety.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa integração entre tecnologia, atendimento intergeracional, experiências físico-digitais e relacionamento será cada vez mais importante para melhorar a retenção e aumentar o valor do cliente ao longo de sua relação com a empresa. A longevidade desse público também representa uma grande possibilidade. “Nós temos a oportunidade de fidelizar uma pessoa por 70 anos. Isso muda completamente o ecossistema de negócios”, pontua.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Principalmente com as novas possibilidades proporcionadas pela Inteligência Artificial (IA) e seu impacto sobre o consumo, as pessoas com mais de 50 anos também devem mudar a forma de interagir com as marcas, apresentando novas demandas para o setor. Dentre as possibilidades que começam a surgir, destaca-se o uso de agentes de IA capazes de apoiar decisões de consumo, comparar preços e produtos, acompanhar entregas e identificar situações potencialmente fraudulentas. Para o público mais longevo, essas soluções podem ampliar conveniência e segurança, desde que sejam acompanhadas de interfaces acessíveis, transparência e proteção de dados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse cenário, a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta de eficiência e passa a fazer parte da própria estratégia de relacionamento com os clientes, que tendem a permanecer cada vez mais tempo no mercado de consumo.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 14:11:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Convênio do Confaz pode ampliar ganhos do Redata e fortalecer a atração de investimentos em infraestrutura digital]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/convenio-do-confaz-pode-ampliar-ganhos-do-redata-e-fortalecer-a-atracao-de-investimentos-em-infraestrutura-digital</link><description>&lt;![CDATA[Setor produtivo pede aprovação de medida que reduz em até 90% do ICMS sobre equipamentos destinados a datacenters]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O Conselho Nacional de Pol&amp;iacute;tica Fazend&amp;aacute;ria (Confaz) tem a oportunidade de aprovar, nesta sexta-feira (4), um conv&amp;ecirc;nio que permite aos Estados reduzirem em at&amp;eacute; 90% o ICMS incidente sobre equipamentos de infraestrutura de Tecnologia da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (TI) destinados a datacenters. Na esteira da aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pelo Senado Federal, do Regime Especial de Tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para Servi&amp;ccedil;os de Datacenter (Redata), na &amp;uacute;ltima ter&amp;ccedil;a (1&amp;ordm;), a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conv&amp;ecirc;nio pelo Confaz poder&amp;aacute; oferecer condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais competitivas aos Estados na atra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de investimentos em infraestrutura digital.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com estimativas dos setores envolvidos, o ICMS representa uma parcela expressiva da carga tribut&amp;aacute;ria incidente sobre os equipamentos de TI necess&amp;aacute;rios &amp;agrave; opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o desses centros, sendo a tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira at&amp;eacute; 33% superior &amp;agrave; observada em mercados concorrentes. Com o Redata e a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 90% do ICMS, os custos de investimento poderiam cair 21%, enquanto os benef&amp;iacute;cios relacionados aos tributos federais, isoladamente, produziriam uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o estimada em cerca de 4%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em carta encaminhada ao Confaz, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/a74fc96af6a8660475d0f659bb1cba62c0911c51.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;11 frentes parlamentares e 34 entidades representativas do setor produtivo&lt;/a&gt; &amp;mdash; como a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, integrante da &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/em-carta-a-alcolumbre-setor-produtivo-pede-inclusao-do-redata-na-pauta-do-senado"&gt;coaliz&amp;atilde;o em defesa do regime&lt;/a&gt; &amp;mdash; pediram a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conv&amp;ecirc;nio. O documento foi enviado ao ministro Dario Durigan, ao secret&amp;aacute;rio Robinson Barreirinhas e aos representantes das Secretarias de Fazenda dos Estados, com o objetivo de ampliar a sensibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em torno da pauta.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tema est&amp;aacute; parado desde mar&amp;ccedil;o, diante da avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Estados de que seria necess&amp;aacute;rio aguardar a defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o regime federal antes de analisar o incentivo fiscal. Na vis&amp;atilde;o das entidades, a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Redata, isoladamente, n&amp;atilde;o resolve a quest&amp;atilde;o da competitividade. &amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio que o Confaz e os secret&amp;aacute;rios de Fazenda avancem tamb&amp;eacute;m na dimens&amp;atilde;o estadual.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na carta, as entidades ressaltam que o conv&amp;ecirc;nio e o Redata s&amp;atilde;o instrumentos complementares de uma mesma estrat&amp;eacute;gia nacional de competitividade, e n&amp;atilde;o pol&amp;iacute;ticas conflitantes. Al&amp;eacute;m disso, para os Estados, a implanta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de datacenters poderia representar uma oportunidade concreta de desenvolvimentos econ&amp;ocirc;mico e regional. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esses empreendimentos mobilizam extensas cadeias de fornecedores, ampliam a demanda por infraestrutura energ&amp;eacute;tica e de telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es e estimulam a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional, a gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de receitas e a atividade econ&amp;ocirc;mica nos territ&amp;oacute;rios onde est&amp;atilde;o instalados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como o conv&amp;ecirc;nio n&amp;atilde;o obriga os Estados a concederem o benef&amp;iacute;cio, cada unidade da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o poderia avaliar a ades&amp;atilde;o e utilizar o instrumento de acordo com pr&amp;oacute;pria estrat&amp;eacute;gia de desenvolvimento. As frentes parlamentares e as entidades destacam que o debate n&amp;atilde;o deve ser encarado como uma competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o estadual. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Se um empreendimento optar por um Estado brasileiro em vez de outro, os investimentos, empregos e seus efeitos econ&amp;ocirc;micos permanecer&amp;atilde;o no Pa&amp;iacute;s. Se o projeto for direcionado a outros mercados, o Brasil perde o investimento, os empregos, a arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o futura e a capacidade tecnol&amp;oacute;gica a ele associados&amp;rdquo;, enfatiza o documento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra quest&amp;atilde;o a ser considerada &amp;eacute; a necessidade de manter os dados e o grande volume de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es em territ&amp;oacute;rio nacional. A soberania &amp;eacute; fundamental para a nova economia e representa tamb&amp;eacute;m em tema de seguran&amp;ccedil;a.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com um grande mercado consumidor, robustez na conectividade, disponibilidade territorial e capacidade de gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de energia em uma matriz predominantemente renov&amp;aacute;vel, o Brasil se destaca como um destino natural para investimentos em datacenters, mas j&amp;aacute; enfrenta concorrentes com condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es tribut&amp;aacute;rias mais favor&amp;aacute;veis. Assim, a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conv&amp;ecirc;nio ap&amp;oacute;s o Redata possibilitaria que Uni&amp;atilde;o e Estados agissem de maneira coordenada, transformando as vantagens naturais e estruturais do Pa&amp;iacute;s em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es efetivamente competitivas.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 11:23:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Manifesto pede articulação do Congresso pela aprovação do Redata]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/manifesto-pede-articulacao-do-congresso-pela-aprovacao-do-redata</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP, entidades produtivas e frentes parlamentares enfatizam urgência na aprovação do projeto diante da disputa por investimentos no setor]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, as frentes parlamentares e outras 34 entidades do setor produtivo reforçaram o apelo para que o governo federal, o Senado e a Câmara dos Deputados atuem de forma coordenada pela aprovação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). A votação do projeto está prevista para ocorrer nesta semana, conforme compromisso anunciado após o encontro entre os presidentes Lula, Davi Alcolumbre e Hugo Motta.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O pedido é que eventuais alterações no texto — que podem demandar o retorno do PL 278/2026 à Câmara dos Deputados — sejam objeto de articulação prévia entre as duas Casas, com o objetivo de que as modificações possam ser apreciadas com celeridade e não impeçam a conclusão da matéria com brevidade. Confira, na íntegra, o manifesto elaborado pelas instituições &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/3f98c5f4240c049ce9faca982650ffc103144176.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A preocupação se justifica porque, embora endosse a aprovação do PL, o setor produtivo entende que o texto ainda carece de aperfeiçoamento em alguns pontos, como a necessidade de incluir a Emenda 22, apresentada pelo senador Laercio Oliveira (PP/SE), que prevê a utilização de fontes complementares às renováveis, como gás natural, energia nuclear e biometano. O objetivo é garantir uma matriz elétrica confiável, diversificada e de baixa emissão, características essenciais para empreendimentos como os datacenters, que operam de maneira contínua.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além desse aperfeiçoamento, as entidades também defendem a aprovação, em paralelo, do PL 74/2026, que permite ajustar aspectos orçamentários e financeiros necessários para dar segurança à implementação do programa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Potencial e oportunidades para o Brasil&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), um datacenter com infraestrutura voltada para a Inteligência Artificial (IA) pode mobilizar aproximadamente R$ 25 bilhões em investimentos, gerar 12,5 mil empregos diretos e indiretos durante sua implementação e criar outros 1,86 mil postos de trabalho permanentes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Brasil se destaca como polo de atração desses investimentos por reunir mercado consumidor, conectividade e uma matriz elétrica predominantemente renovável. Além da geração de empregos, a alocação de recursos para a construção desses centros no País ampliaria a capacidade nacional em processamento e armazenamento de dados, fortaleceria a soberania nacional e promoveria o desenvolvimento da pesquisa e da inovação, bem como a autonomia tecnológica e a competitividade do Brasil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na Carta Aberta enviada ao Congresso, as entidades ressaltam que aprovação do Redata complementa a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, a qual ampliará a capacidade brasileira de agregar valor aos insumos basilares às tecnologias do futuro. Além disso, o programa é fundamental para destravar a política tributária para o setor nos Estados. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), está em discussão um convênio que prevê a possibilidade de redução de até 90% do ICMS incidente sobre equipamentos destinados a datacenters. Assim, ao avançar na aprovação do Redata, União e Estados poderiam somar esforços para tornar o Brasil efetivamente competitivo nessa área.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A semana oferece, portanto, uma oportunidade singular para que Câmara e Senado avancem de maneira coordenada sobre o PL 278/2026 e o PLP 74/2026, ao mesmo tempo que a sua aprovação, em breve, permitirá aos Estados, por meio do Confaz, avançarem na construção do tratamento tributário estadual necessário para potencializar os investimentos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP e o &lt;a href="https://www.seinesp.org.br/"&gt;Sindicato de Empresas de Internet do Estado de São Paulo (Seinesp)&lt;/a&gt; seguirão acompanhando a tramitação do PLP 278/2026, atenta aos impactos para os setores de Comércio e Serviços, em especial no Estado de São Paulo. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 11:42:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Pressão tarifária dos Estados Unidos exige cautela e reforça necessidade de diálogo comercial entre países]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/pressao-tarifaria-dos-estados-unidos-exige-cautela-e-reforca-necessidade-de-dialogo-comercial-entre-paises</link><description>&lt;![CDATA[Em encontro na FecomercioSP, diretor da Amcham Brasil analisa perda de competitividade das exportações brasileiras e defende negociação para evitar escalada comercial]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A nova configura&amp;ccedil;&amp;atilde;o da pol&amp;iacute;tica tarif&amp;aacute;ria dos Estados Unidos voltou a elevar a press&amp;atilde;o sobre as exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es brasileiras e ampliou os obst&amp;aacute;culos para a competitividade das empresas que atuam no mercado norte-americano. O cen&amp;aacute;rio e seus desdobramentos para o setor produtivo foram debatidos na reuni&amp;atilde;o conjunta do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-relacoes-internacionais"&gt;Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais&lt;/a&gt; e do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios"&gt;Conselho de Assuntos Tribut&amp;aacute;rios&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, ocorrida em 19 de agosto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os efeitos desse novo cen&amp;aacute;rio do com&amp;eacute;rcio internacional sobre as empresas nacionais foram aprofundados por Fabrizio Panzini, diretor de Pol&amp;iacute;ticas P&amp;uacute;blicas e Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Governamentais da Amcham Brasil, durante o painel &amp;ldquo;Com&amp;eacute;rcio Internacional: desafios tarif&amp;aacute;rios e atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o institucional do setor produtivo&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo os dados apresentados por Panzini, a nova fase da pol&amp;iacute;tica comercial norte-americana colocou o Brasil novamente em uma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de desvantagem competitiva. No cen&amp;aacute;rio posterior &amp;agrave; aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Se&amp;ccedil;&amp;atilde;o 301, a tarifa m&amp;eacute;dia incidente sobre produtos brasileiros chegou a 17,7%, a segunda maior entre as principais origens das importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es norte-americanas, atr&amp;aacute;s apenas da China, com 27,2%. Antes dessa etapa, a m&amp;eacute;dia era de 11%. &amp;ldquo;Voltamos a ter uma desvantagem competitiva, mas h&amp;aacute; uma particularidade nessa rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Diferentemente de grande parte dos pa&amp;iacute;ses atingidos pelas medidas, os Estados Unidos mant&amp;ecirc;m super&amp;aacute;vit comercial com o Brasil&amp;rdquo;, afirmou Panzini.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse cen&amp;aacute;rio, o executivo apontou a Reforma Tribut&amp;aacute;ria como um dos fatores dom&amp;eacute;sticos que podem ajudar a compensar parte da perda de competitividade provocada pelas tarifas. Segundo ele, a desonera&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais ampla das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es prevista pelo novo sistema tribut&amp;aacute;rio tende a reduzir custos para os neg&amp;oacute;cios brasileiros que pretendem melhorar as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o no mercado internacional. &amp;ldquo;A reforma vai desonerar a exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o investimento. Isso pode dar uma compensada para as empresas nacionais&amp;rdquo;, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es sentem os efeitos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os resultados das sobretaxas j&amp;aacute; aparecem no desempenho das vendas brasileiras. Considerando os produtos atingidos pelas medidas, as exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es passaram de US$ 20,9 bilh&amp;otilde;es, entre agosto de 2024 e julho de 2025, para US$ 17 bilh&amp;otilde;es entre agosto de 2025 e julho de 2026, uma retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 18,8%. A an&amp;aacute;lise mensal mostra quedas sucessivas em praticamente todo o per&amp;iacute;odo, com abril como &amp;uacute;nica exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A perda de espa&amp;ccedil;o dos Estados Unidos no com&amp;eacute;rcio exterior brasileiro tamb&amp;eacute;m se destacou. No primeiro semestre deste ano, o mercado norte-americano respondeu por 9,4% das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es brasileiras e por 11,1% da corrente de com&amp;eacute;rcio do Pa&amp;iacute;s com o mundo, os menores n&amp;iacute;veis da s&amp;eacute;rie apresentada pela Amcham.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para Panzini, o movimento merece aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o apenas pela redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das vendas, mas pela import&amp;acirc;ncia estrutural dos Estados Unidos para a economia brasileira. &amp;ldquo;&amp;Eacute; um perigo voc&amp;ecirc; ter uma perda de import&amp;acirc;ncia de um parceiro comercial t&amp;atilde;o relevante&amp;rdquo;, afirmou, lembrando o peso do pa&amp;iacute;s como investidor e parceiro brasileiro no com&amp;eacute;rcio de servi&amp;ccedil;os.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;S&amp;atilde;o Paulo acompanha cen&amp;aacute;rio nacional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O levantamento realizado pela Amcham e apresentado durante a reuni&amp;atilde;o aponta que a retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o se espalhou por boa parte dos principais Estados exportadores aos mercado norte-americano &amp;mdash; 11 dos 15 maiores registraram queda nas vendas em 2025. Dentre os destaques citados por Panzini, est&amp;atilde;o S&amp;atilde;o Paulo (-2,2%), Rio de Janeiro (-10,6%), Esp&amp;iacute;rito Santo (-19,3%), Minas Gerais (-3,9%) e Santa Catarina (-20,4%). A exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o setorial ajuda a explicar as diferen&amp;ccedil;as: no Rio de Janeiro, petr&amp;oacute;leo e siderurgia t&amp;ecirc;m peso relevante; no Esp&amp;iacute;rito Santo, petr&amp;oacute;leo, siderurgia e rochas ornamentais; em Minas Gerais, ferro-gusa e caf&amp;eacute;; e, em Santa Catarina, madeira, m&amp;oacute;veis e m&amp;aacute;quinas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;S&amp;atilde;o Paulo, principal exportador brasileiro para pa&amp;iacute;s, passou de US$ 13,57 bilh&amp;otilde;es, em 2024, para US$ 13,28 bilh&amp;otilde;es, em 2025. Apesar da retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 2,2%, a pauta paulista &amp;eacute; mais diversificada, com produtos como aeronaves e suco de laranja entre os itens beneficiados por exce&amp;ccedil;&amp;otilde;es tarif&amp;aacute;rias, o que ajuda a colocar o Estado em situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;oacute;xima &amp;agrave; m&amp;eacute;dia nacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na configura&amp;ccedil;&amp;atilde;o tarif&amp;aacute;ria apresentada para o segundo semestre, 54% das exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es paulistas permanecem isentas das sobretaxas analisadas, enquanto 20% &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/nova-tarifa-de-25-atinge-comercio-exterior-paulista-e-reforca-necessidade-de-ampliar-a-insercao-internacional-do-brasil"&gt;est&amp;atilde;o submetidas &amp;agrave;s tarifas de 25%&lt;/a&gt; ou 37,5%, ao passo que outros 24% est&amp;atilde;o enquadrados nas medidas setoriais da Se&amp;ccedil;&amp;atilde;o 232.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Setor privado ganha espa&amp;ccedil;o nas negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante desse quadro, a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o empresarial foi apontada como uma das frentes relevantes na tentativa de reduzir os efeitos das medidas. Panzini relatou reuni&amp;otilde;es com autoridades brasileiras, participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em consultas e audi&amp;ecirc;ncia p&amp;uacute;blica nos Estados Unidos, interlocu&amp;ccedil;&amp;atilde;o com &amp;oacute;rg&amp;atilde;os norte-americanos e a&amp;ccedil;&amp;otilde;es conjuntas da Amcham Brasil e da U.S. Chamber of Commerce. A manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do di&amp;aacute;logo bilateral, a busca por novas exce&amp;ccedil;&amp;otilde;es tarif&amp;aacute;rias e a defesa de uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o negociada que evite uma escalada entre os dois pa&amp;iacute;ses s&amp;atilde;o algumas das prioridades.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Panzini, as empresas t&amp;ecirc;m demonstrado preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com uma eventual retalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira que possa desencadear novas medidas norte-americanas e aumentar tamb&amp;eacute;m o custo das importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, inclusive de m&amp;aacute;quinas e equipamentos utilizados por empresas instaladas no Brasil. &amp;ldquo;Acredito que a retalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o seria um caminho ainda pior&amp;rdquo;, avaliou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o significa descartar os instrumentos comerciais dispon&amp;iacute;veis ao Pa&amp;iacute;s. A Lei da Reciprocidade permite ao Brasil suspender concess&amp;otilde;es comerciais, de investimentos e obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es de propriedade intelectual em resposta a determinadas medidas unilaterais. O mecanismo prev&amp;ecirc; restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;agrave;s importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de bens e servi&amp;ccedil;os e suspens&amp;atilde;o de concess&amp;otilde;es comerciais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No cen&amp;aacute;rio considerado mais prov&amp;aacute;vel pela an&amp;aacute;lise apresentada, entretanto, o processo tende a funcionar inicialmente como instrumento de press&amp;atilde;o para estimular a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sem ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o imediata de contramedidas. Caso n&amp;atilde;o haja avan&amp;ccedil;o, respostas seletivas e proporcionais poder&amp;atilde;o ser desenhadas, com participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do setor privado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o bilateral vai al&amp;eacute;m das tarifas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar das tens&amp;otilde;es comerciais, Panzini ressaltou que Brasil e Estados Unidos mant&amp;ecirc;m &amp;aacute;reas com grande potencial de coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Algumas oportunidades apontadas foram minerais cr&amp;iacute;ticos, seguran&amp;ccedil;a energ&amp;eacute;tica e biocombust&amp;iacute;veis, agricultura e tecnologia, especialmente investimentos em datacenter e Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o apresentada durante o encontro, preservar esses canais de coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o ser&amp;aacute; fundamental para impedir que a disputa tarif&amp;aacute;ria provoque uma deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais ampla da rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica entre os dois pa&amp;iacute;ses. &amp;ldquo;Brasil e Estados Unidos s&amp;atilde;o parceiros &amp;oacute;bvios nessa nova geopol&amp;iacute;tica global&amp;rdquo;, afirmou Panzini. Ele ainda ressaltou que o desafio &amp;eacute; manter abertas as negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es e avan&amp;ccedil;ar em agendas capazes de produzir ganhos &amp;agrave;s duas economias, mesmo em um ambiente internacional marcado por mais protecionismo e disputas comerciais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Rubens Medrano, vice-presidente da FecomercioSP e presidente do Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais, destacou que a Entidade est&amp;aacute; ampliando sua atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o na agenda internacional, tanto na frente institucional quanto na aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos sindicatos e empresas representadas pela Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com oportunidades para auxiliar o desenvolvimento do com&amp;eacute;rcio exterior.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Existe uma ideia de que com&amp;eacute;rcio internacional s&amp;oacute; se faz em Bras&amp;iacute;lia. Esse &amp;eacute; um conceito errado. O com&amp;eacute;rcio internacional &amp;eacute; o com&amp;eacute;rcio dos Estados. N&amp;oacute;s queremos come&amp;ccedil;ar incentivando a pauta da internacionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o aqui, pelo Estado de S&amp;atilde;o Paulo&amp;rdquo;, afirmou Medrano. Segundo ele, a capilaridade da FecomercioSP e de sua rede sindical permite identificar empresas interessadas em ampliar a presen&amp;ccedil;a internacional e aproximar o debate sobre pol&amp;iacute;tica comercial das necessidades concretas do setor produtivo paulista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A reuni&amp;atilde;o contou ainda com a exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do advogado tributarista e despachante aduaneiro Roberto Magno Franzin Vieira, do escrit&amp;oacute;rio Souto Correa Advogados, que &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/fragmentacao-tributaria-traz-impasses-ao-setor-de-importacoes" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;abordou os reflexos da Reforma Tribut&amp;aacute;ria nas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div id="_com_1" language="JavaScript"&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 11:15:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[tributação]]</category></item></channel></rss>
