<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/economia</link><description>&lt;![CDATA[Área de divulgação de índices, estudos técnicos da assesoria econômica e sondagens do comércio, além de posicionamentos sobre a economia do país]]</description><lastBuildDate>Sat, 25 Apr 2026 07:28:30 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/economia</link><url>https://www.fecomercio.com.br/public/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Economia]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Mercado de software e IA aceleram transformação da economia digital]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/mercado-de-software-e-ia-aceleram-transformacao-da-economia-digital</link><description>&lt;![CDATA[Brasil está entre os maiores investidores em TI; avanço da tecnologia impulsiona conectividade global]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O Brasil est&amp;aacute; refor&amp;ccedil;ando a sua posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de destaque na economia digital global, consolidando-se entre os pa&amp;iacute;ses que mais investem em Tecnologia da Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (TI) e ampliando o grau de maturidade digital. Esse movimento &amp;eacute; evidenciado por um estudo sobre o mercado de software que analisa o panorama mundial e as tend&amp;ecirc;ncias do setor, ao oferecer um retrato atualizado dos investimentos em tecnologia. O levantamento, realizado pela &lt;a href="https://abes.org.br/"&gt;Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira das Empresas de Software (Abes)&lt;/a&gt;, em parceria com a IDC, aponta o Pa&amp;iacute;s como uma das dez economias que mais investem na &amp;aacute;rea.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cerca de 110 pa&amp;iacute;ses, o estudo revela que os investimentos globais em TI somaram US$ 4,2 trilh&amp;otilde;es em 2025. No topo da lista, est&amp;atilde;o os Estados Unidos, com 36% dos investimentos totais, seguidos por China, Reino Unido, Jap&amp;atilde;o, Alemanha, Fran&amp;ccedil;a, &amp;Iacute;ndia, Canad&amp;aacute;, Austr&amp;aacute;lia e Brasil. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na Am&amp;eacute;rica Latina, a inje&amp;ccedil;&amp;atilde;o de recursos somou US$ 176,6 bilh&amp;otilde;es no &amp;uacute;ltimo ano. O Brasil se destaca na regi&amp;atilde;o, com mais de 38% dos aportes, seguido por M&amp;eacute;xico (24,2%), Col&amp;ocirc;mbia (7,8%), Argentina (6,2%), Chile (5,8%) e Peru (4,3%). &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contrariando as expectativas, no ano passado, o Pa&amp;iacute;s cresceu 18,5% em aloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es de recursos, enquanto no restante do mundo os investimentos no setor avan&amp;ccedil;aram 14,1%. Os aportes nacionais totalizaram US$ 67,8 bilh&amp;otilde;es. Desse total, US$ 32,5 bilh&amp;otilde;es foram direcionados ao segmento de hardware; US$ 21,7 bilh&amp;otilde;es, ao de software; e US$ 13,6 bilh&amp;otilde;es, ao de servi&amp;ccedil;os.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sofistica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos investimentos&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A m&amp;eacute;dia global indica que os recursos s&amp;atilde;o destinados principalmente ao hardware (47%), seguido por software (31%) e servi&amp;ccedil;os (22%). De acordo com Jorge Sukarie, fundador e presidente da Brasoftware, quanto maior o investimento em tecnologia e intelig&amp;ecirc;ncia &amp;mdash; como software e servi&amp;ccedil;os &amp;mdash;, maior o grau de consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital de uma na&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Brasil, os investimentos seguem padr&amp;atilde;o semelhante ao do restante do mundo: hardware representa 48%; software, 32%; e servi&amp;ccedil;os 20%. &amp;ldquo;O Brasil tem convergido para a m&amp;eacute;dia global de investimentos. Quando come&amp;ccedil;amos o estudo, h&amp;aacute; 22 anos, o Pa&amp;iacute;s investia 67% em hardware; hoje, s&amp;atilde;o 48%. Isto &amp;eacute;, temos nos aproximado da m&amp;eacute;dia mundial, aumentando, assim, o nosso grau de maturidade&amp;rdquo;, ressaltou Sukarie.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com outros pa&amp;iacute;ses emergentes, o ecossistema nacional se destaca, especialmente frente &amp;agrave; China, que ainda concentra grande parte dos investimentos em hardware. &amp;ldquo;Ao observar apenas software e servi&amp;ccedil;os, o Brasil tamb&amp;eacute;m ocupa uma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de destaque&amp;rdquo;, disse o fundador e presidente da Brasoftware, durante reuni&amp;atilde;o do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, realizada na &amp;uacute;ltima sexta-feira (17). &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Incertezas freiam expectativas para 2026&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do crescimento observado no ano passado, a perspectiva para 2026 &amp;eacute; mais moderada. O Brasil deve crescer 5,3%, enquanto o restante do mundo tende a avan&amp;ccedil;ar 9,7%. Segundo Sukarie, fatores como infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o persistente, juros elevados e instabilidade geopol&amp;iacute;tica ajudam a explicar o cen&amp;aacute;rio mais cauteloso. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No caso nacional, somam-se o ano eleitoral, que tende a reduzir investimentos, al&amp;eacute;m da Copa do Mundo, que impacta a produtividade, e &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/inclusao-do-ibs-e-da-cbs-na-base-de-calculo-impostos-vigentes-vai-contra-os-principios-da-nao-cumulatividade-neutralidade-e-da-simplicidade?%2Fnoticia%2Finclusao-do-ibs-e-da-cbs-na-base-de-calculo-impostos-vigentes-vai-contra-os-principios-da-nao-cumulatividade-neutralidade-e-da-simplicidade="&gt;incertezas ligadas &amp;agrave; regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do IBS e da CBS na Reforma Tribut&amp;aacute;ria&lt;/a&gt;, que permanece sem a defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o da al&amp;iacute;quota. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Todos esses fatores acabam influenciando o apetite dos empres&amp;aacute;rios e podem ter levado o Brasil a esse patamar. N&amp;atilde;o lembro de ter visto, nos 22 anos de estudo, o Brasil com uma previs&amp;atilde;o de crescer metade da m&amp;eacute;dia mundial&amp;rdquo;, comentou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar dessa estimativa, o especialista acredita que o Pa&amp;iacute;s ainda pode surpreender e superar essa perspectiva. Atualmente, os setores de Telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, Finan&amp;ccedil;as e Ind&amp;uacute;stria s&amp;atilde;o os que mais investem em TI. J&amp;aacute; &amp;aacute;reas como Com&amp;eacute;rcio e Servi&amp;ccedil;os ainda apresentam grande potencial de expans&amp;atilde;o nesse tipo de investimento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;IA segue redefinindo a economia digital&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que o volume de investimentos, o avan&amp;ccedil;o da economia digital tem demonstrado que mercados e pa&amp;iacute;ses precisam se preparar para uma transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica acelerada e cada vez mais complexa. Nessa conjuntura, a Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) se consolida como uma das principais ferramentas, deixando o campo conceitual e avan&amp;ccedil;ando para aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es reais. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O tema de IA foi o mais citado no Mobile World Congress, e mais de 70% dos expositores mostraram suas solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es com a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da ferramenta&amp;rdquo;, afirmou M&amp;aacute;rcio Kanamaru, conselheiro-executivo da Kryptus e da NTT DATA, que participou da 20&amp;ordf; edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do evento anual sobre conectividade e tecnologia m&amp;oacute;vel, realizado em mar&amp;ccedil;o deste ano.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com ele, todas as grandes operadoras de telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es apresentaram projetos com agentes de IA durante o evento. Al&amp;eacute;m disso, a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tecnologia ao mundo f&amp;iacute;sico p&amp;ocirc;de ser observada na rob&amp;oacute;tica, com o uso de vis&amp;atilde;o computacional para controle de qualidade, manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o preditiva na log&amp;iacute;stica e automa&amp;ccedil;&amp;atilde;o industrial. Esse avan&amp;ccedil;o converge com o uso de g&amp;ecirc;meos digitais (modelos virtuais de um objeto f&amp;iacute;sico)&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;e tecnologias de realidade aumentada, entre outras &amp;aacute;reas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ademais, as redes m&amp;oacute;veis passam a ser cada vez mais definidas pela ferramenta. A aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da IA tem ajudado a superar lacunas, como a escassez de profissionais de telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, al&amp;eacute;m de lidar com a crescente complexidade desses sistemas. Com a IA, as redes ganham mais intelig&amp;ecirc;ncia, reduzem a lat&amp;ecirc;ncia (tempo de resposta) e passam a contar com uma gest&amp;atilde;o mais preditiva.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Soberania digital &amp;eacute; pol&amp;iacute;tica de Estado&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m uma preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o maior com a concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de poder em grandes empresas. O avan&amp;ccedil;o acelerado da IA aponta a necessidade de investimento em seguran&amp;ccedil;a digital e soberania de dados, em um quadro de crescente disputa global pelo controle tecnol&amp;oacute;gico. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, cresce a tend&amp;ecirc;ncia de desenvolvimento de IAs locais, mais seguras e reguladas, especialmente em locais como Oriente M&amp;eacute;dio e Europa. Essas regi&amp;otilde;es v&amp;ecirc;m se movimentando diante da depend&amp;ecirc;ncia das grandes empresas mundiais de tecnologia e modelos de linguagem, consolidando a chamada soberania digital como uma estrat&amp;eacute;gia de Estado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Monetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do 5G e avan&amp;ccedil;o para o 6G&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, o retorno sobre investimento (ROI) se torna cada vez mais importante como crit&amp;eacute;rio para ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es corporativas. Da mesma forma, o mercado passa a discutir a monetiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do 5G, com aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o em setores como Ind&amp;uacute;stria, Agro e Sa&amp;uacute;de. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Vemos tamb&amp;eacute;m os primeiros prot&amp;oacute;tipos do 6G, nascendo com a IA integrada. Esses prot&amp;oacute;tipos j&amp;aacute; foram testados na Europa, na Coreia e na China com bandas acima de 100 GHz. Vemos uma discuss&amp;atilde;o grande, j&amp;aacute; posta &amp;agrave; mesa durante o Mobile World Congress, sobre a necessidade de um espectro maior ou igual a 400 MHz para poder utilizar a capacidade do 6G&amp;rdquo;, acrescentou Kanamaru.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O especialista tamb&amp;eacute;m citou a expans&amp;atilde;o massiva de datacenters e da computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de borda (processamento de dados mais pr&amp;oacute;ximo do usu&amp;aacute;rio), de forma integrada &amp;agrave;s redes 5G e 6G. No Brasil, a expectativa &amp;eacute; que o 6G esteja dispon&amp;iacute;vel a partir de 2030.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Conectividade em qualquer lugar&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro movimento relevante e disruptivo &amp;eacute; a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos dispositivos, com o avan&amp;ccedil;o do conceito de Direct-to-Device (D2D), com conex&amp;atilde;o direta via sat&amp;eacute;lite. Isso significa que o celular passa a ter uma cobertura praticamente global. &amp;ldquo;Em outras palavras, voc&amp;ecirc; poder&amp;aacute; utilizar o celular com uma cobertura irrestrita em qualquer lugar do planeta &amp;mdash; ou mesmo fora dele&amp;rdquo;, explicou o executivo da Kryptus.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a expans&amp;atilde;o dessa conectividade, surgem tamb&amp;eacute;m novos desafios regulat&amp;oacute;rios, j&amp;aacute; que o acesso passa a ocorrer via sat&amp;eacute;lite e fora das estruturas tradicionais de redes terrestres. Ao mesmo tempo, a tend&amp;ecirc;ncia aponta para smartphones com IA nativa (IA no chip), ampliando a capacidade dos dispositivos com processamento local, sem depender da nuvem e com menos lat&amp;ecirc;ncia, o que tamb&amp;eacute;m traz preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es necess&amp;aacute;rias com os limites e a pr&amp;oacute;pria ciberseguran&amp;ccedil;a.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o qu&amp;acirc;ntica ainda distante do Brasil&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto isso, no mundo, o avan&amp;ccedil;o de tecnologias emergentes, como a computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o qu&amp;acirc;ntica, ganha cada vez mais relev&amp;acirc;ncia. Para o ambiente dom&amp;eacute;stico, no entanto, o campo ainda &amp;eacute; pouco desenvolvido: &amp;ldquo;O Brasil ainda est&amp;aacute; fora dos grandes circuitos de computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o qu&amp;acirc;ntica do mundo&amp;rdquo;, destacou Kanamaru.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo ele, apesar da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de profissionais qualificados, a maior parte acaba sendo absorvida por mercados internacionais mais avan&amp;ccedil;ados, como Estados Unidos, China, Alemanha, Reino Unido e Fran&amp;ccedil;a. &amp;ldquo;Infelizmente, ao se formarem doutores e p&amp;oacute;s-doutores na &amp;aacute;rea, pelo menos 9 em cada 10 saem do Brasil j&amp;aacute; contratados por grandes centros.&amp;rdquo;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com o executivo, a tecnologia tem tido seu potencial ampliado pela integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a IA, principalmente em modelos h&amp;iacute;bridos capazes de lidar com problemas que a computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o cl&amp;aacute;ssica n&amp;atilde;o consegue processar com efici&amp;ecirc;ncia. Dentre os principais casos de uso, destacam-se as simula&amp;ccedil;&amp;otilde;es complexas, como an&amp;aacute;lises ambientais, clim&amp;aacute;ticas, s&amp;iacute;smicas e aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es em biomedicina. Apesar do avan&amp;ccedil;o, a computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o qu&amp;acirc;ntica ainda lida com limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es, como custo alto e aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es ainda restritas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A expectativa, por&amp;eacute;m, &amp;eacute; de que, com a gradual democratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a computa&amp;ccedil;&amp;atilde;o cl&amp;aacute;ssica, mediante o desenvolvimento cont&amp;iacute;nuo do hardware e do software, a sua presen&amp;ccedil;a se amplie nos pr&amp;oacute;ximos tr&amp;ecirc;s a cinco anos, com aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es cada vez mais pr&amp;oacute;ximas da vida moderna atual de outros pa&amp;iacute;ses desenvolvidos.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 23 Apr 2026 16:34:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Economia Digital]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Abertura comercial como estratégia de desenvolvimento]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/abertura-comercial-como-estrategia-de-desenvolvimento</link><description>&lt;![CDATA[A fragmentação geoeconômica abre oportunidades para fornecedores confiáveis em áreas estratégicas; permanecer fechado é optar pela estagnação]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;em&gt;Rubens Medrano*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A economia mundial n&amp;atilde;o deixou de se globalizar; ela se fragmentou. O com&amp;eacute;rcio segue como grande motor de produtividade e de difus&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica, mas agora opera em um ambiente marcado por tens&amp;otilde;es geopol&amp;iacute;ticas, pol&amp;iacute;ticas industriais bilion&amp;aacute;rias e um protecionismo crescente nas principais pot&amp;ecirc;ncias.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse cen&amp;aacute;rio, pa&amp;iacute;ses que se conectam de forma estrat&amp;eacute;gica &amp;agrave;s cadeias globais de valor avan&amp;ccedil;am, enquanto os que se fecham ficam para tr&amp;aacute;s &amp;ndash; e o Brasil ainda se aproxima mais do 2&amp;ordm; grupo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A experi&amp;ecirc;ncia internacional mostra que a abertura comercial &amp;eacute; um dos pilares do crescimento de longo prazo. Economias expostas ao com&amp;eacute;rcio absorvem tecnologia com mais rapidez, aprendem com quem est&amp;aacute; na fronteira e elevam sua produtividade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o externa pressiona as empresas a inovar e melhorar processos, enquanto o acesso a insumos mais modernos reduz custos e eleva a qualidade do que se produz. Quando as empresas passam a atender mercados maiores, ganham escala e diluem custos fixos. Para pa&amp;iacute;ses de renda m&amp;eacute;dia como o Brasil, isso &amp;eacute; decisivo para escapar da armadilha da baixa produtividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Casos como Coreia do Sul, M&amp;eacute;xico, Vietn&amp;atilde; e Bangladesh ilustram esse caminho. A Coreia, que nos anos 1960 era mais pobre que o Brasil, integrou-se agressivamente ao com&amp;eacute;rcio mundial &amp;ndash; reduziu tarifas, assinou acordos e orientou sua pol&amp;iacute;tica industrial para competir l&amp;aacute; fora &amp;ndash; e hoje tem PIB per capita muito superior ao nosso. O M&amp;eacute;xico tornou-se um dos maiores exportadores de manufaturas do mundo depois do Nafta. Vietn&amp;atilde; e Bangladesh usaram a abertura como trampolim para atrair investimentos, tecnologia e milh&amp;otilde;es de empregos industriais. Esses exemplos mostram que a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o comercial &amp;eacute; o que separa pa&amp;iacute;ses que avan&amp;ccedil;am dos que estagnaram.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Brasil, por&amp;eacute;m, insiste em manter uma economia fechada. Nossa tarifa m&amp;eacute;dia supera o dobro da m&amp;eacute;dia da OCDE, e nossa participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas cadeias globais de valor &amp;eacute; inferior &amp;agrave; de pa&amp;iacute;ses muito mais pobres. Isso se reflete em baixa produtividade, pouca inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e uma ind&amp;uacute;stria com menor densidade tecnol&amp;oacute;gica. A prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o prolongada permitiu que muitas empresas sobrevivessem pela barreira tarif&amp;aacute;ria, e n&amp;atilde;o pela efici&amp;ecirc;ncia, penalizando consumidores e limitando o crescimento do Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A fragmenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o geoecon&amp;ocirc;mica atual abre oportunidades para fornecedores confi&amp;aacute;veis em &amp;aacute;reas estrat&amp;eacute;gicas: energia limpa, minerais cr&amp;iacute;ticos, agroind&amp;uacute;stria avan&amp;ccedil;ada e biotecnologia. O Brasil tem vantagens naturais e institucionais para ocupar esse espa&amp;ccedil;o, mas precisa reduzir barreiras, simplificar regras e firmar acordos que ampliem escala e previsibilidade. A abertura tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; essencial para inovar: em setores de fronteira, ningu&amp;eacute;m inova sozinho, e economias fechadas ficam distantes do que h&amp;aacute; de mais avan&amp;ccedil;ado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O argumento de que a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o preserva empregos n&amp;atilde;o se sustenta. Pa&amp;iacute;ses fechados protegem inefici&amp;ecirc;ncias, n&amp;atilde;o trabalhadores. A abertura desloca m&amp;atilde;o de obra para setores mais produtivos, nos quais os sal&amp;aacute;rios tendem a ser maiores. Crescer apoiado s&amp;oacute; no mercado interno &amp;eacute; estrat&amp;eacute;gia vi&amp;aacute;vel para economias com a escala dos EUA ou da China. N&amp;oacute;s n&amp;atilde;o temos essa escala, e fingir que temos &amp;eacute; um erro que custa caro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A abertura comercial n&amp;atilde;o amea&amp;ccedil;a o desenvolvimento brasileiro; ela &amp;eacute; condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para que ele ocorra. Em um mundo fragmentado, quem se fecha perde relev&amp;acirc;ncia. O Brasil tem potencial para ser protagonista, mas precisa escolher esse caminho. Permanecer fechado &amp;eacute; optar pela estagna&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*&lt;em id="isPasted"&gt;Rubens Medrano&lt;/em&gt; &amp;eacute; presidente do Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Artigo publicado originalmente no &lt;a href="https://www.poder360.com.br/opiniao/abertura-comercial-como-estrategia-de-desenvolvimento/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Poder360&lt;/a&gt; em 18 de abril de 2026&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 18:20:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Endividamento elevado muda padrão de consumo e pressiona empresas]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/endividamento-elevado-muda-padrao-de-consumo-e-pressiona-empresas</link><description>&lt;![CDATA[Consumidor segue ativo, mas mais fragilizado, dependente de crédito e sensível a preço]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Com &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/sete-em-cada-dez-familias-estao-endividadas-em-sao-paulo-inadimplencia-chega-a-21-informa-a-fecomerciosp?%2Fnoticia%2Fsete-em-cada-dez-familias-estao-endividadas-em-sao-paulo-inadimplencia-chega-a-21-informa-a-fecomerciosp="&gt;71,1% das fam&amp;iacute;lias paulistanas endividadas no m&amp;ecirc;s de mar&amp;ccedil;o&lt;/a&gt;, o padr&amp;atilde;o de consumo mudou e come&amp;ccedil;a a pressionar o desempenho das empresas, especialmente no Com&amp;eacute;rcio e nos Servi&amp;ccedil;os. Equivalente a cerca de 3,2 milh&amp;otilde;es de lares com d&amp;iacute;vidas, o &amp;iacute;ndice aponta o comprometimento m&amp;eacute;dio de 26,7% da renda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O panorama foi detalhado durante reuni&amp;atilde;o do Comit&amp;ecirc; de Relacionamento de Assessorias Econ&amp;ocirc;micas e Especiais (CRAEE) da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, no dia 15 de abril, que trouxe dados sobre o comportamento financeiro do consumidor, apresentados por Bruno Souza, assessor econ&amp;ocirc;mico da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;ldquo;O cen&amp;aacute;rio revela uma mudan&amp;ccedil;a no papel do cr&amp;eacute;dito dentro do or&amp;ccedil;amento dom&amp;eacute;stico, pois deixou de ser uma escolha e passou a ser uma necessidade para sustentar o consumo&amp;rdquo;, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A press&amp;atilde;o &amp;eacute; mais intensa entre as fam&amp;iacute;lias de menor renda, em que o endividamento atinge 74,5%, mas tamb&amp;eacute;m se mant&amp;eacute;m elevado nas faixas superiores, com 61,3%. Esse quadro reduz a capacidade de ajuste financeiro e torna o consumidor mais cauteloso nas decis&amp;otilde;es de consumo. Para Souza, a consequ&amp;ecirc;ncia direta &amp;eacute; um comportamento mais defensivo, com foco em itens essenciais e menos margem para gastos de maior valor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cr&amp;eacute;dito sustenta consumo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O principal tipo de d&amp;iacute;vida &amp;eacute; o cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito, com 79,3%, o principal instrumento de financiamento das fam&amp;iacute;lias. Na pr&amp;aacute;tica, tem sido utilizado para cobrir despesas do dia a dia, e n&amp;atilde;o apenas compras pontuais. &amp;ldquo;Hoje, o cr&amp;eacute;dito funciona como uma ponte entre a necessidade e a capacidade de pagamento&amp;rdquo;, explicou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse movimento mant&amp;eacute;m o consumo ativo, mas em menor qualidade. O consumidor segue no mercado, por&amp;eacute;m mais sens&amp;iacute;vel a pre&amp;ccedil;os, buscando promo&amp;ccedil;&amp;otilde;es e alternativas mais baratas. Ao mesmo tempo, h&amp;aacute; redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da liquidez, o que diminui as compras &amp;agrave; vista e amplia a depend&amp;ecirc;ncia do parcelamento como condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para consumir.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tend&amp;ecirc;ncia deve continuar: cerca de 11,4% dos consumidores pretendem contratar cr&amp;eacute;dito nos pr&amp;oacute;ximos meses, dos quais 83% ser&amp;atilde;o destinados ao consumo corrente. O dado refor&amp;ccedil;a a leitura de que o cr&amp;eacute;dito passou a sustentar despesas b&amp;aacute;sicas, sem necessariamente estar atrelado a aumento de renda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Impacto para os neg&amp;oacute;cios&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O enfraquecimento financeiro das fam&amp;iacute;lias j&amp;aacute; se reflete no ambiente empresarial. O n&amp;uacute;mero de empresas inadimplentes no Brasil chegou a 8,9 milh&amp;otilde;es, com alta de 29% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao ano anterior e um volume de R$ 213 bilh&amp;otilde;es em d&amp;iacute;vidas. Os setores mais dependentes do consumo dom&amp;eacute;stico concentram os maiores reflexos, com destaque para Servi&amp;ccedil;os e Com&amp;eacute;rcio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o assessor, h&amp;aacute; uma transmiss&amp;atilde;o direta desse movimento. &amp;ldquo;O problema que come&amp;ccedil;ou nas fam&amp;iacute;lias est&amp;aacute; chegando ao balan&amp;ccedil;o das empresas, principalmente aquelas mais expostas ao consumo recorrente&amp;rdquo;, disse Souza.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/inadimplencia-aumenta-em-todas-as-faixas-de-renda-em-sao-paulo"&gt;A inadimpl&amp;ecirc;ncia das fam&amp;iacute;lias tamb&amp;eacute;m avan&amp;ccedil;ou&lt;/a&gt;. Em mar&amp;ccedil;o, 20,9% estavam com contas em atraso e tempo m&amp;eacute;dio de 66 dias para regulariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O aumento de 1,6 ponto porcentual (p.p.) em um ano representa mais de 70 mil novas fam&amp;iacute;lias inadimplentes, indicando mais dificuldade de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ambiente de press&amp;atilde;o aparece ainda no n&amp;uacute;mero de recupera&amp;ccedil;&amp;otilde;es judiciais, que somaram 2.466 casos, um recorde hist&amp;oacute;rico. O dado mostra que muitas empresas continuam operando, mas com elevado n&amp;iacute;vel de endividamento e restri&amp;ccedil;&amp;atilde;o de caixa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, a recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; ajustar a estrat&amp;eacute;gia ao novo perfil do consumidor. Mais seletivo, com menos recursos dispon&amp;iacute;veis e maior depend&amp;ecirc;ncia de cr&amp;eacute;dito, ele exige pol&amp;iacute;ticas comerciais mais cautelosas. Entender esse comportamento deixou de ser diferencial e passou a ser condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para manter as vendas em um ambiente mais desafiador.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 16:08:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Manifesto multissetorial une entidades para preservar isonomia tributária no e-commerce nacional]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/manifesto-multissetorial-une-entidades-para-preservar-isonomia-tributaria-no-e-commerce-nacional</link><description>&lt;![CDATA[Fim da taxa sobre importados de até US$ 50 criaria privilégios que podem desequilibrar a competição, sem reverter em investimentos ou mais postos de trabalho]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Enquanto as empresas instaladas no Brasil arcam com uma das maiores cargas tribut&amp;aacute;rias do mundo e seguem normas rigorosas de consumo e qualidade, o modelo de isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o para compras estrangeiras de at&amp;eacute; US$ 50 criou uma vantagem competitiva artificial a produtos importados. Durante anos, conforme essas plataformas cresciam, essa desigualdade tribut&amp;aacute;ria retirou o f&amp;ocirc;lego do com&amp;eacute;rcio local, arriscando a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de milh&amp;otilde;es de empregos e a pr&amp;oacute;pria arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o que sustenta os servi&amp;ccedil;os p&amp;uacute;blicos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Pa&amp;iacute;s acertou ao impor um limite a isso. Desde a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/taxacao-de-compras-internacionais-de-ate-us-50-e-sensata?%2Fnoticia%2Ftaxacao-de-compras-internacionais-de-ate-us-50-e-sensata="&gt;cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Programa Remessa Conforme&lt;/a&gt;, em agosto de 2023, o e-commerce internacional passou a recolher o ICMS estadual no Brasil. Essa estrutura de arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o ficou completa em 2024, com a cobran&amp;ccedil;a do Imposto de Importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Esse avan&amp;ccedil;o, no entanto, est&amp;aacute; amea&amp;ccedil;ado diante da possibilidade de retorno da isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o para produtos estrangeiros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, em conjunto com 62 entidades representativas da Ind&amp;uacute;stria e do Com&amp;eacute;rcio, oficializou apoio a um manifesto multissetorial pela manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre compras internacionais de at&amp;eacute; US$ 50 &amp;mdash; medida que ficou conhecida como &amp;ldquo;taxa das blusinhas&amp;rdquo;. O documento busca sensibilizar lideran&amp;ccedil;as p&amp;uacute;blicas sobre a necessidade de preservar a isonomia tribut&amp;aacute;ria entre os setores nacionais e o com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico estrangeiro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o recai somente sobre o setor de vestu&amp;aacute;rio, mas tamb&amp;eacute;m sobre diversos produtos que passam por uma avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o qualitativa no Pa&amp;iacute;s, seguindo regras r&amp;iacute;gidas. Al&amp;eacute;m disso, se houver tratamento desigual, poder&amp;aacute; criar uma distor&amp;ccedil;&amp;atilde;o e concorr&amp;ecirc;ncia desleal, como nos casos de eletr&amp;ocirc;nicos, materiais de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o, medicamentos, produtos para pets, entre outros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os resultados indicam avan&amp;ccedil;o na competitividade das empresas nacionais, com impactos sobre emprego, renda e prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao consumidor. A continuidade desse processo depende da preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o das medidas adotadas, com foco na redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de desigualdades tribut&amp;aacute;rias e no fortalecimento da economia dom&amp;eacute;stica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O manifesto enfatiza que a medida viabilizou avan&amp;ccedil;os fundamentais para a economia nacional. Confira a seguir!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Varejo retoma crescimento e gera mais empregos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre agosto de 2024 &amp;mdash; &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/sistema-comercio-pede-fim-da-isencao-do-imposto-de-importacao"&gt;com o retorno da cobran&amp;ccedil;a do Imposto de Importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt; &amp;mdash; e o primeiro semestre de 2025, alguns segmentos do Com&amp;eacute;rcio sa&amp;iacute;ram da retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o para registrarem expans&amp;atilde;o real: t&amp;ecirc;xtil e cal&amp;ccedil;ados, eletroeletr&amp;ocirc;nicos, m&amp;oacute;veis e eletrodom&amp;eacute;sticos, materiais de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o e artigos de uso pessoal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m disso,&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;de 2023 at&amp;eacute; dezembro de 2025, foram criados 860 mil novos empregos diretos e outras 1,5 milh&amp;atilde;o de novas vagas na cadeia produtiva do Com&amp;eacute;rcio, conforme dados do Minist&amp;eacute;rio do Trabalho. Na Ind&amp;uacute;stria, por sua vez, no mesmo per&amp;iacute;odo, foram criados 578 mil novos empregos diretos e outros milhares de indiretos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ind&amp;uacute;stria e varejo contribu&amp;iacute;ram para que o Brasil alcan&amp;ccedil;asse, no fim de 2025, o menor n&amp;iacute;vel de desemprego da hist&amp;oacute;ria (5,1%), al&amp;eacute;m de recordes de massa salarial (R$ 367 bilh&amp;otilde;es) e de renda m&amp;eacute;dia (R$ 3.616).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mais investimentos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os efeitos sobre emprego e renda tendem a se ampliar em 2026, com previs&amp;atilde;o de R$ 100 bilh&amp;otilde;es em investimentos do Com&amp;eacute;rcio nacional. Esse movimento pode ser comprometido por eventuais retrocessos na busca por isonomia tribut&amp;aacute;ria. J&amp;aacute; o fim da taxa das blusinhas n&amp;atilde;o deve gerar novos aportes no Pa&amp;iacute;s, considerando o baixo n&amp;iacute;vel hist&amp;oacute;rico de investimentos dessas plataformas no Brasil &amp;mdash; embora tenham faturado por aqui, entre 2023 e 2025, R$ 40 bilh&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Benef&amp;iacute;cios ao consumidor&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da desigualdade tribut&amp;aacute;ria tamb&amp;eacute;m trouxe ganhos ao consumidor, com mais oferta de produtos nacionais, qualidade assegurada, garantia, assist&amp;ecirc;ncia t&amp;eacute;cnica e conformidade com normas nacionais de seguran&amp;ccedil;a, sa&amp;uacute;de e meio ambiente. Ao contr&amp;aacute;rio do que se difundiu, o consumo n&amp;atilde;o foi retra&amp;iacute;do: a maioria dos consumidores manteve ou ampliou compras nessas plataformas, ainda que parte tenha migrado para o Varejo nacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo com a tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, as plataformas estrangeiras operam no Pa&amp;iacute;s com carga em torno de 50% inferior &amp;agrave; do setor produtivo local, o que refor&amp;ccedil;a a necessidade de preservar os avan&amp;ccedil;os recentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Forte incremento da arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o de impostos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;S&amp;oacute; em 2024, segundo dados da Receita Federal, o Com&amp;eacute;rcio, entre Varejo e Atacado, recolheu aos cofres da Uni&amp;atilde;o R$ 246 bilh&amp;otilde;es, R$ 36,9 bilh&amp;otilde;es adicionais em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao registrado em 2023. J&amp;aacute; os Estados arrecadaram cerca de R$ 5 bilh&amp;otilde;es a partir de 2023, com o ICMS sobre essas vendas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma eventual revers&amp;atilde;o da pol&amp;iacute;tica pode reduzir significativamente a arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o apenas pela perda direta desses tributos, mas tamb&amp;eacute;m pela queda na atividade do Varejo e da Ind&amp;uacute;stria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de medidas tribut&amp;aacute;rias alinhou o Pa&amp;iacute;s com uma tend&amp;ecirc;ncia internacional de maior controle sobre essas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Diversos pa&amp;iacute;ses passaram a adotar pol&amp;iacute;ticas semelhantes, enfatizando a necessidade de equil&amp;iacute;brio competitivo e prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o das economias locais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Confira as entidades signat&amp;aacute;rias do manifesto &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/698402d015b6cd6862b406fd3555c1058e694128.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 14:42:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Em março, confiança do empresariado recua graças à desaceleração das vendas e aos juros elevados ]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/em-marco-confianca-do-empresariado-recua-gracas-a-desaceleracao-das-vendas-e-aos-juros-elevados</link><description>&lt;![CDATA[Queda da Selic e datas comemorativas devem estimular o otimismo no curto prazo, mas os efeitos do conflito no Oriente Médio podem limitar avanço]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A confian&amp;ccedil;a do empres&amp;aacute;rio paulistano do Com&amp;eacute;rcio recuou 0,4% em mar&amp;ccedil;o, passando de 103,3 pontos, em fevereiro, para 102,9. Foi a segunda queda consecutiva do indicador, que registrou alta de 5% na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mesmo per&amp;iacute;odo de 2025. De acordo com a &lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;, o cen&amp;aacute;rio de desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das vendas, juros elevados e inadimpl&amp;ecirc;ncia afetou o consumo, levando as empresas a adotarem uma postura mais cautelosa em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a novos investimentos e forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de estoques.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndice de Confian&amp;ccedil;a do Empres&amp;aacute;rio do Com&amp;eacute;rcio (ICEC)&lt;/strong&gt; &amp;eacute; elaborado mensalmente pela Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, numa escala de 0 a 200 pontos, sendo 100 o limite que separa o pessimismo do otimismo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndice de Confian&amp;ccedil;a do Empres&amp;aacute;rio do Com&amp;eacute;rcio (ICEC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Mar&amp;ccedil;o de 2025 a mar&amp;ccedil;o de 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/b76dee57d24fbced7dc19ac38189703177f1e91b.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as tr&amp;ecirc;s vari&amp;aacute;veis que fazem parte do indicador, apenas o &lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndice de Expectativa do Empres&amp;aacute;rio do Com&amp;eacute;rcio (IEEC)&lt;/strong&gt; apontou alta (1,2%). O IEEC passou de 126,7 pontos, em fevereiro, para 128,3 pontos, em mar&amp;ccedil;o. Na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o ano passado, cresceu 5%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &amp;iacute;ndice que avalia as &lt;strong&gt;condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es atuais do com&amp;eacute;rcio (ICAEC)&lt;/strong&gt; recuou 3,1%, ap&amp;oacute;s quatro altas seguidas, saindo de 78 pontos, em fevereiro, para 75,6 pontos, no terceiro m&amp;ecirc;s do ano. Na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado, o indicador cresceu 2,4%, mas ainda &amp;eacute; o item com pior avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o no ICEC, sendo o 37&amp;ordm; m&amp;ecirc;s consecutivo em que fica abaixo dos 100 pontos. Segundo a FecomercioSP, embora as vendas tenham crescido nos &amp;uacute;ltimos meses, os empres&amp;aacute;rios n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o satisfeitos com a rentabilidade, a press&amp;atilde;o de custos, os juros elevados e a pol&amp;iacute;tica econ&amp;ocirc;mica do governo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O quesito que mede o &lt;strong&gt;investimento do empresariado (IIEC)&lt;/strong&gt;, por sua vez, recuou 0,4%. Em mar&amp;ccedil;o, o &amp;iacute;ndice alcan&amp;ccedil;ou 105 pontos. Em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo m&amp;ecirc;s de 2025, cresceu 6,9%. Para a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, os empres&amp;aacute;rios est&amp;atilde;o sendo mais prudentes diante das incertezas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndices: ICAEC, IEEC e IIEC&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Mar&amp;ccedil;o de 2025 a mar&amp;ccedil;o de 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/2bc2a70dfbede5e24429f999ca0337316380bbf0.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;Em decorr&amp;ecirc;ncia de um movimento sazonal mais otimista causado pelas vendas de fim de ano, o ICEC subiu quatro vezes consecutivas (entre outubro e janeiro), posicionando-se acima dos 100 pontos. Para os pr&amp;oacute;ximos meses, a expectativa &amp;eacute; de uma nova rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o do indicador, considerando o in&amp;iacute;cio da queda da taxa Selic e a datas comemorativas, como o Dia das M&amp;atilde;es. Contudo, o conflito no Oriente M&amp;eacute;dio e seus reflexos sobre o pre&amp;ccedil;o do barril do petr&amp;oacute;leo, al&amp;eacute;m das d&amp;uacute;vidas quanto ao cen&amp;aacute;rio internacional, deve impactar negativamente a confian&amp;ccedil;a.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP ressalta que o patamar do ICAEC mostra que a realidade das empresas ainda &amp;eacute; desafiadora. As margens de lucro pressionadas continuam atingindo o caixa dos neg&amp;oacute;cios, principalmente daqueles que j&amp;aacute; carregam d&amp;iacute;vidas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Expans&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As expectativas de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o mantiveram o &lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndice de Expans&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio (IEC)&lt;/strong&gt; na zona de otimismo, apesar da conjuntura de desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da atividade econ&amp;ocirc;mica. O indicador sofreu queda de 0,5%, passando para 107 pontos em mar&amp;ccedil;o. Na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado, o IEC cresceu 5,7%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndice de Expans&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio (IEC)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Mar&amp;ccedil;o de 2025 a mar&amp;ccedil;o de 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;FecomercioSP&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/793c7b8dba1a5bde1b2d78c980bae3396b26b437.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O motivo da queda mensal foi o desempenho da vari&amp;aacute;vel que mede a disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos comerciantes para investir em m&amp;aacute;quinas, equipamentos, reformas e expans&amp;atilde;o. O &lt;strong&gt;N&amp;iacute;vel de Investimento das Empresas (NIE)&lt;/strong&gt;recuou 1,3%, passando de 95,2 pontos, em fevereiro, para 94 pontos, em mar&amp;ccedil;o. Apesar da queda mensal, na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual a varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda foi positiva (3,3%). De acordo com a FecomercioSP, o NIE tem flutuado entre 94 e 97 pontos desde julho, sendo o 16&amp;ordm; m&amp;ecirc;s consecutivo em que ficou abaixo dos 100 pontos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;J&amp;aacute; a &lt;strong&gt;expectativa de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de funcion&amp;aacute;rios (ECF)&lt;/strong&gt; ficou praticamente est&amp;aacute;vel (0,1%), com 120,1 pontos. Mesmo ap&amp;oacute;s o melhor per&amp;iacute;odo de vendas para o setor, a propens&amp;atilde;o a contratar segue alta, tanto que o ECF est&amp;aacute; 7,6% acima do registrado em fevereiro do ano passado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar disso, a Entidade avalia que o cen&amp;aacute;rio atual, somado &amp;agrave;s elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es, deve segurar o otimismo dos neg&amp;oacute;cios, inspirando mais cautela enquanto os empres&amp;aacute;rios aguardam o futuro da pol&amp;iacute;tica econ&amp;ocirc;mica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 4]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndices: ECF e NIE&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Mar&amp;ccedil;o de 2025 a Mar&amp;ccedil;o de 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; &lt;span style="caret-color: rgb(0, 0, 0); color: rgb(0, 0, 0); font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-line: none; text-decoration-thickness: auto; text-decoration-style: solid; font-size: 10pt; line-height: 15.333332px; font-family: Arial, sans-serif;" id="isPasted"&gt;FecomercioSP&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/afeabcdf6098da0e6353828b482161ee810c7f77.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 14:50:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Setor de Serviços bateu recorde de faturamento em 2025, somando R$ 994,5 bilhões]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/setor-de-servicos-bateu-recorde-de-faturamento-em-2025-somando-r-994-5-bilhoes</link><description>&lt;![CDATA[Levantamento da FecomercioSP revela alta de 11,2% em relação ao mesmo período de 2024, a maior cifra da série histórica]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O ano passado terminou com o maior faturamento hist&amp;oacute;rico desde 2010 no setor de Servi&amp;ccedil;os na capital paulista. Segundo os dados da&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Pesquisa Conjuntural do Setor de Servi&amp;ccedil;os (PCSS),&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;elaborada pela &lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt; com base nas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es da Secretaria da Fazenda do Munic&amp;iacute;pio de S&amp;atilde;o Paulo (Sefaz/SP), a alta foi de 11,2% em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com 2024, registrando faturamento de R$ 994,5 bilh&amp;otilde;es [tabela 1].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Pesquisa Conjuntural de Servi&amp;ccedil;os&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Relat&amp;oacute;rio de faturamento real acumulado de 2025&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Secretaria da Fazenda do Munic&amp;iacute;pio de S&amp;atilde;o Paulo/FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/75b0f161236eec827edf2a1fa4a6970f7792707a.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a an&amp;aacute;lise da Entidade, os fatores que impulsionaram a demanda por servi&amp;ccedil;os foram a baixa do desemprego, a forte gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vagas com carteira assinada e o aumento da renda das fam&amp;iacute;lias em 2025. Contudo, algumas atividades, como presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;o &amp;agrave; fam&amp;iacute;lias, j&amp;aacute; come&amp;ccedil;am a mostrar taxas de crescimento mais modestas &amp;mdash; por exemplo, o segmento de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as 13 atividades analisadas, 11 apontaram aumento das receitas na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual, ao passo que dez delas alcan&amp;ccedil;aram o maior faturamento da hist&amp;oacute;ria no ano passado. No grupo de outros servi&amp;ccedil;os houve a maior taxa de crescimento (42,3%) e o maior faturamento da s&amp;eacute;rie, com R$ 36,6 bilh&amp;otilde;es, seguido pela atividade de mercadologia e comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com alta de 22,1%. O segmento de servi&amp;ccedil;os jur&amp;iacute;dicos tamb&amp;eacute;m apresentou eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o (10,9%) e, com a maior receita, exerceu a maior contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o positiva para o resultado geral no ano passado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 2]&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Pesquisa Conjuntural de Servi&amp;ccedil;os &amp;mdash; Munic&amp;iacute;pio de S&amp;atilde;o Paulo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do faturamento real em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo m&amp;ecirc;s do ano anterior&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Secretaria da Fazenda do Munic&amp;iacute;pio de S&amp;atilde;o Paulo/FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/0bd7e8c7a148a2f78d362b5c57912d0f2ffdbbeb.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sendo assim, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel observar que o desempenho dos Servi&amp;ccedil;os ao longo de 2025 foi marcado pelo crescimento relativamente disseminado entre as atividades, mesmo que em ritmos distintos, em que os servi&amp;ccedil;os t&amp;eacute;cnicos e profissionais, al&amp;eacute;m dos intensivos em conhecimento t&amp;eacute;cnico, se destacaram. Entretanto, juros elevados j&amp;aacute; influenciam o resultado de alguns segmentos &amp;mdash; como a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o civil, que recuou 2,4%, enquanto o faturamento da atividade de representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o caiu 6,3%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em dezembro passado, o faturamento real do setor na capital paulista atingiu R$ 100,3 bilh&amp;otilde;es, alta de 12,7% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo m&amp;ecirc;s do ano anterior, visto que &amp;eacute; o maior faturamento mensal desde o in&amp;iacute;cio da s&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica &amp;mdash; iniciada em janeiro de 2010. Em termos absolutos, significa um crescimento de quase R$ 11,3 bilh&amp;otilde;es nas receitas em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com dezembro de 2024 [gr&amp;aacute;fico 1].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Pesquisa Conjuntural do Setor de Servi&amp;ccedil;os &amp;mdash; Munic&amp;iacute;pio de S&amp;atilde;o Paulo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do faturamento real em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo m&amp;ecirc;s do ano anterior&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Secretaria da Fazenda do Munic&amp;iacute;pio de S&amp;atilde;o Paulo/FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/260bc9bd7c558dcd2fc266a3a3b61661e437fdbb.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 07 Apr 2026 09:51:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Inadimplência aumenta em todas as faixas de renda em São Paulo]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/inadimplencia-aumenta-em-todas-as-faixas-de-renda-em-sao-paulo</link><description>&lt;![CDATA[Cidade tem 3,2 milhões de famílias endividadas e 940 mil com contas atrasadas; cartão de crédito segue como principal fator de dívida]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Os reajustes das tarifas de transportes e dos cursos educacionais prejudicaram o orçamento das famílias, fazendo endividamento e inadimplência subirem neste começo de ano, apesar de o mercado de trabalho ainda estar consolidado em São Paulo. Dados &lt;strong&gt;da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt; mostram que o porcentual de lares com algum tipo de dívida aumentou de 70%, em fevereiro, para 71,1%, em março, e a inadimplência passou de 20,4% para 20,9% no mesmo período [gráfico 1].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os números da &lt;strong&gt;Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC)&lt;/strong&gt;, realizada mensalmente pela Federação, sugerem uma piora relativa nas condições econômicas das famílias, com mais necessidade de crédito para manter o consumo básico e maior dificuldade para quitar os compromissos assumidos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;12 meses&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fonte:&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;FecomercioSP.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/443b97572ed87231f737ba267bbd2fdd44c65db8.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, a capital paulista tem 3,2 milhões de famílias endividadas e cerca de 940 mil inadimplentes. Os porcentuais cresceram até mesmo em relação ao ano passado, quando o endividamento atingia 69,2% dos lares, e 19,3% da população não havia quitado os compromissos assumidos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt; avalia, no entanto, que o cenário ainda não é tão negativo a ponto de gerar reflexos mais amplos na economia da cidade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Inadimplência aumenta em todas as faixas de renda&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A dificuldade em honrar os compromissos assumidos está presente não apenas entre as famílias com renda menor do que dez salários mínimos, mas também entre aquelas que ganham acima desse valor. No grupo com salários mais baixos, o não pagamento dos compromissos saiu de 25,2% para 25,6%. No outro grupo, o porcentual cresceu de 8,6% para 9,2%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quanto aos endividados, o porcentual entre as famílias com renda menor que dez salários mínimos ficou em 74,5%, enquanto, entre aquelas que ganham acima desse valor, foi de 61,3%. Ambos os grupos, porém, estão acima do observado em fevereiro (73,5% e 59,8%, respectivamente) e em março de 2025 (73,3% e 57,2%).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A maioria das pessoas está endividada no cartão de crédito (79,3%) — em fevereiro, eram 78,7%. Na sequência, aparecem o financiamento imobiliário (16%), o crédito pessoal (12,3%) e o financiamento de veículos (10,5%). O crédito consignado (5,8%) atingiu o maior patamar desde outubro de 2024.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os inadimplentes, o tempo médio de atraso aumentou ao longo dos meses. Em março, registrou 66 dias, contra 65,2 no mês anterior, indicando uma leve piora no equilíbrio das contas domésticas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Chama atenção, no entanto, o recuo do tempo médio de comprometimento com dívidas, que passou de 7 para 6,8 meses. Segundo a &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt;, esse registro pode indicar maior cautela das famílias com dívidas de longo prazo, ao mesmo tempo em que precisam de recursos para pagamentos mais imediatos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Renda comprometida no menor nível da série histórica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um ponto que traz algum alívio é o fato de a parcela da renda comprometida com dívidas ter atingido 26,7% em março, um dos menores níveis já observados na série. Esse registro pode indicar que as famílias que estão tomando crédito no curto prazo ainda o fazem em volume relativamente moderado, sem gerar grande pressão no orçamento doméstico.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também cresceu o número de lares que pretende contratar crédito ou financiamento nos próximos três meses, passando de 10,8% para 11,4%. Dentre elas, 83% afirmaram que devem destinar os recursos para consumo e compras, ante 81,2% no mês anterior.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O PIX segue liderando entre as modalidades consideradas mais vantajosas, com 29,7%. Na sequência, aparece o cartão de crédito parcelado, com 23,6%. A &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt; chama atenção para a queda no primeiro e o avanço no segundo, o que pode refletir menor disponibilidade de dinheiro em conta para realizar compras e maior necessidade de recorrer ao crédito.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a passagem do Natal e das liquidações de início de ano — período em que os varejistas incentivaram o pagamento por meio de PIX com descontos atrativos —, os hábitos de uso de crédito e dinheiro tendem a se ajustar, o que ajuda a explicar esse movimento.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 16:12:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Fachadas inativas]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/fachadas-inativas</link><description>&lt;![CDATA[Problemas estruturais deixam vazios imóveis comerciais; solução passa pela criatividade para propiciar uma cidade mais viva e segura]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Do luxo da Rua Oscar Freire, nos Jardins, &amp;agrave;s lojas populares da Rua 25 de Mar&amp;ccedil;o e arredores, no Centro, n&amp;atilde;o faltam na cidade de S&amp;atilde;o Paulo refer&amp;ecirc;ncias de sucesso do com&amp;eacute;rcio de rua. Pr&amp;eacute;dios paulistanos com integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre resid&amp;ecirc;ncias e com&amp;eacute;rcio tamb&amp;eacute;m s&amp;atilde;o refer&amp;ecirc;ncias, como os &amp;iacute;cones arquitet&amp;ocirc;nicos Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, ou o Edif&amp;iacute;cio Copan, na regi&amp;atilde;o da Pra&amp;ccedil;a Rep&amp;uacute;blica. Mesmo com essa tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a cidade enfrenta dificuldades para ocupar os espa&amp;ccedil;os comerciais de novos empreendimentos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Muitas das chamadas fachadas ativas &amp;mdash; &amp;aacute;reas destinadas ao com&amp;eacute;rcio e servi&amp;ccedil;os no t&amp;eacute;rreo de edif&amp;iacute;cios residenciais, incentivadas pelo Plano Diretor de 2014 e pela Lei de Parcelamento, Uso e Ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Solo, de 2016 &amp;mdash; est&amp;atilde;o ociosas. A desocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem causas m&amp;uacute;ltiplas e complexas, que passam por quest&amp;otilde;es culturais, localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e projetos inadequados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fachada ativa &amp;eacute; o nome do mecanismo econ&amp;ocirc;mico que incentiva o mercado imobili&amp;aacute;rio a construir edif&amp;iacute;cios de uso misto.&lt;/strong&gt; Em troca da reserva de um espa&amp;ccedil;o comercial no t&amp;eacute;rreo, h&amp;aacute; desconto no valor pago para aumentar o potencial construtivo do terreno. Assim, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel lucrar com a venda de mais unidades residenciais numa mesma &amp;aacute;rea de solo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O uso misto traz uma s&amp;eacute;rie de vantagens para a cidade, incluindo mais seguran&amp;ccedil;a, pois as &lt;a href="https://revistapb.com.br/seguranca/sorria-voce-esta-sendo-filmado/"&gt;cal&amp;ccedil;adas ganham mais ilumina&amp;ccedil;&amp;atilde;o e maior circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pedestres&lt;/a&gt;. H&amp;aacute;, ainda, uma potencial diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de polui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e congestionamentos, porque os residentes ganham op&amp;ccedil;&amp;otilde;es de produtos e servi&amp;ccedil;os mais perto de casa, reduzindo deslocamentos de carro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A realidade das ruas, por&amp;eacute;m, &amp;eacute; que a maior parte das fachadas ativas segue sem uso. &lt;strong&gt;Entre 60% e 80% delas estavam dispon&amp;iacute;veis para compra ou aluguel at&amp;eacute; o ano passado, segundo pesquisa realizada pela Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Comercial de S&amp;atilde;o Paulo (ACSP).&lt;/strong&gt; Os dados mostram a Vila Mariana, na Zona Sul, com mais de 80% de vac&amp;acirc;ncia nas fachadas ativas. L&amp;aacute;, quando a pesquisa foi realizada, era poss&amp;iacute;vel encontrar im&amp;oacute;veis dessa natureza, com 600 metros quadrados, por cerca de R$ 11 milh&amp;otilde;es. O aluguel? Pelo menos R$ 40 mil. Os problemas, contudo, iam muito al&amp;eacute;m do pre&amp;ccedil;o. Aus&amp;ecirc;ncia de estacionamento, p&amp;eacute;-direito baixo, ventila&amp;ccedil;&amp;atilde;o inadequada, falta de espa&amp;ccedil;o para carga e descarga foram alguns dos entraves registrados pela ACSP.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por meio de nota, a Prefeitura de S&amp;atilde;o Paulo informou que, &lt;strong&gt;desde 2014, 920 empreendimentos utilizaram o instrumento de fachada ativa, mas n&amp;atilde;o h&amp;aacute; monitoramento de quantos espa&amp;ccedil;os foram de fato ocupados&lt;/strong&gt;. &amp;ldquo;&amp;Eacute; importante destacar que &amp;aacute;reas de fachada ativa atualmente n&amp;atilde;o ocupadas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o consideradas infra&amp;ccedil;&amp;otilde;es e podem estar relacionadas a fatores econ&amp;ocirc;micos, de localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou de projeto. Por&amp;eacute;m, caso constatado desvirtuamento do alvar&amp;aacute; por constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de forma diversa do autorizado, o respons&amp;aacute;vel legal pelo empreendimento estar&amp;aacute; sujeito a san&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;rdquo;, afirma a Prefeitura.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2024, a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o municipal editou um decreto para detalhar as regras de implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fachadas ativas, com pormenores t&amp;eacute;cnicos sobre a interface da edifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o paisagismo, al&amp;eacute;m de ressaltar a necessidade de continuidade do piso da cal&amp;ccedil;ada.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Muro alto ou loja vazia?&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Antonio Carlos Pela, coordenador do Conselho de Pol&amp;iacute;tica Urbana da ACSP&lt;/strong&gt;, aponta que a variedade de com&amp;eacute;rcio e servi&amp;ccedil;os de um bairro &amp;eacute; um fator fundamental para tornar uma regi&amp;atilde;o mais ou menos atraente para se viver, mas o padr&amp;atilde;o de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o visto a partir dos anos 1980 estava acabando com essa riqueza. &amp;ldquo;A pessoa mudava para Perdizes, por exemplo, para ter as facilidades do bairro: a padaria, a lavanderia, o chaveiro, o mercadinho, tudo perto. Mas os incorporadores compravam os terrenos e, quando os pr&amp;eacute;dios ficavam prontos, as pessoas passavam a encontrar nas ruas apenas pared&amp;otilde;es e garagens. O com&amp;eacute;rcio n&amp;atilde;o estava mais l&amp;aacute;&amp;rdquo;, relata.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por essa raz&amp;atilde;o, a ideia de incentivar as fachadas ativas foi bem-recebida. Com o passar dos anos, no entanto, poucos espa&amp;ccedil;os estavam de fato ativos. Foi a partir da percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos associados da ACSP que a pesquisa nasceu, com o objetivo de quantificar o problema. &amp;ldquo;Os incorporadores, de maneira geral, haviam olhado s&amp;oacute; para um lado da equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que era aumentar o volume dos edif&amp;iacute;cios. Mas n&amp;atilde;o levaram em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o as caracter&amp;iacute;sticas da fachada, do que poderia ser alocado no espa&amp;ccedil;o&amp;rdquo;, explica Pela, da ACSP.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em muitos casos, houve mesmo erro de projeto. &amp;ldquo;Em alguns espa&amp;ccedil;os, n&amp;atilde;o se pensou na quest&amp;atilde;o da eletricidade para se colocar um resfriamento. H&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m problemas de acessibilidade: uma loja n&amp;atilde;o pode ter um degrau na entrada. &amp;Agrave;s vezes, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; nem banheiros&amp;rdquo;, cita o coordenador sobre alguns dos problemas encontrados na pesquisa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora as pessoas, de modo geral, queiram ter servi&amp;ccedil;os e com&amp;eacute;rcios pr&amp;oacute;ximos, muitas vezes n&amp;atilde;o desejam que sejam assim t&amp;atilde;o pr&amp;oacute;ximos. &lt;strong&gt;Stephany Matsuda, diretora de Gest&amp;atilde;o Patrimonial e Loca&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Secovi-SP,&lt;/strong&gt; sindicato patronal do mercado imobili&amp;aacute;rio, conta que sabe de v&amp;aacute;rios neg&amp;oacute;cios que se tornaram invi&amp;aacute;veis por causa das conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es de condom&amp;iacute;nio. Por lei, os cond&amp;ocirc;minos podem vetar um com&amp;eacute;rcio que n&amp;atilde;o considerem adequado no edif&amp;iacute;cio. &amp;ldquo;&amp;Agrave;s vezes pro&amp;iacute;bem restaurantes ou academias para evitar o movimento at&amp;eacute; tarde. As conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es v&amp;atilde;o restringindo tanto que impossibilitam o uso&amp;rdquo;, detalha. Nesse contexto, a diretora do Secovi-SP garante que o pre&amp;ccedil;o &amp;eacute; o menor dos problemas. &amp;ldquo;Se tem um interessado, com um projeto vi&amp;aacute;vel, o pre&amp;ccedil;o a gente discute e acerta&amp;rdquo;, garante.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar das dificuldades, h&amp;aacute; exemplos de sucesso, o que acontece quando, desde o projeto, &amp;eacute; definido quem vai ocupar o espa&amp;ccedil;o. &amp;ldquo;H&amp;aacute; uma incorporadora com 98% de ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ela procura a quem interessa certa localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o antes do in&amp;iacute;cio das obras, faz contratos de longo prazo e desenha o projeto pensando nas necessidades espec&amp;iacute;ficas daquelas empresas&amp;rdquo;, acrescenta Stephany. Para os espa&amp;ccedil;os que hoje est&amp;atilde;o ociosos, ela defende criatividade e flexibilidade. J&amp;aacute; existem imobili&amp;aacute;rias especializadas na comercializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fachadas ativas, por exemplo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mudan&amp;ccedil;a de comportamento&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro obst&amp;aacute;culo apontado pela diretora do Secovi-SP &amp;eacute; o longo intervalo entre os planos diretores. Desde a promulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &amp;uacute;ltimo, h&amp;aacute; mais de dez anos, o mundo mudou: teve pandemia, surgiu a Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA)&amp;hellip; Fatores que transformam comportamentos. Nas ruas e cal&amp;ccedil;adas de cada cidade, as experi&amp;ecirc;ncias s&amp;atilde;o distintas e refletem-se diretamente nas formas de consumir.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O fluxo das pessoas mudou, algumas regi&amp;otilde;es ficaram mais vazias. O ponto &amp;eacute; muito importante. Costumamos falar, por exemplo, que o dono da farm&amp;aacute;cia escolhe a cal&amp;ccedil;ada da sombra porque &amp;eacute; onde as pessoas v&amp;atilde;o circular. Basta estar na outra cal&amp;ccedil;ada que o movimento se perde&amp;rdquo;, &lt;strong&gt;afirma F&amp;aacute;bio Pina, assessor econ&amp;ocirc;mico da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;. Outro problema &amp;eacute; que, numa cidade como S&amp;atilde;o Paulo &amp;eacute;, sim, necess&amp;aacute;rio pensar em vagas para estacionar. &amp;ldquo;Alguns lugares s&amp;atilde;o de alto fluxo, mas de carro. Numa cidade com um tr&amp;acirc;nsito problem&amp;aacute;tico como S&amp;atilde;o Paulo, se eu n&amp;atilde;o tiver onde encostar o carro, n&amp;atilde;o vou parar&amp;rdquo;, pontua.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As mudan&amp;ccedil;as nos h&amp;aacute;bitos de consumo, com presen&amp;ccedil;a cada vez mais relevante do e-commerce, diminui a compra por impulso na rua. Nesse contexto, os &lt;strong&gt;shoppings&lt;/strong&gt;, que re&amp;uacute;nem v&amp;aacute;rios estabelecimentos num lugar s&amp;oacute; &amp;mdash; e estacionamento &amp;mdash; t&amp;ecirc;m vantagens. &amp;ldquo;Vou l&amp;aacute; para fazer um furo a mais no meu cinto e aproveito para comer, tudo no mesmo espa&amp;ccedil;o. Talvez uma das sa&amp;iacute;das para as fachadas ativas seja justamente conseguir um mix interessante de servi&amp;ccedil;os nas redondezas&amp;rdquo;, sugere Pina.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A&amp;ccedil;o e concreto&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute;, ainda, quest&amp;otilde;es culturais, observa Maria Lucia Refinetti Martins, professora na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de S&amp;atilde;o Paulo (FAU-USP). Embora S&amp;atilde;o Paulo tenha, historicamente, muito com&amp;eacute;rcio na rua, a partir do fim do s&amp;eacute;culo 20, ganhou for&amp;ccedil;a o desenho de centros comerciais fechados. &amp;ldquo;O modelo do &lt;strong&gt;shopping center&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;veio com uma ideia de modernidade, de um espa&amp;ccedil;o separado das resid&amp;ecirc;ncias, com um fim espec&amp;iacute;fico, que traria seguran&amp;ccedil;a e organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, enfatiza.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, a arquitetura passou a jogar contra. Os projetos de pr&amp;eacute;dios altos, de 30 andares ou mais, passou a exigir recuos maiores em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s cal&amp;ccedil;adas, distanciando os pedestres. &amp;ldquo;Esse t&amp;eacute;rreo afastado n&amp;atilde;o &amp;eacute; atrativo para atividades comerciais&amp;rdquo;, opina. Maria Lucia lembra que a pr&amp;oacute;pria produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de riqueza da cidade mudou e passou a demandar outras formas de ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos espa&amp;ccedil;os e constru&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &amp;ldquo;O desenvolvimento atual tem base em servi&amp;ccedil;os especializados, do setor terci&amp;aacute;rio superior, como as atividades de inform&amp;aacute;tica e de investimento financeiro, que usam outro tipo de arquitetura e de rua&amp;rdquo;, avalia. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Contudo, argumenta a professora, &amp;eacute; justamente a mistura que gera uma cidade viva e segura. &amp;ldquo;O bom &amp;eacute; ter uma certa bagun&amp;ccedil;a, uma certa desordem, a ilumina&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos com&amp;eacute;rcios, as janelas para a rua. Onde tem gente olhando, a rua &amp;eacute; segura e interessante&amp;rdquo;, conclui Maria Lucia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em style='margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; font-style: italic; font-variant-caps: normal; font-width: inherit; font-size: 16px; line-height: inherit; font-size-adjust: inherit; font-kerning: inherit; font-variant-alternates: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-numeric: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-position: inherit; font-variant-emoji: inherit; font-feature-settings: inherit; font-optical-sizing: inherit; font-variation-settings: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: none; list-style: none; font-family: "Open Sans", sans-serif; font-weight: 300; color: rgb(92, 92, 92); outline: medium; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px;' id="isPasted"&gt;Texto publicado originalmente na&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="https://revistapb.com.br/infraestrutura/o-preco-da-agua/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" style='margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; font-style: normal; font-variant-caps: normal; font-width: inherit; font-size: 16px; line-height: inherit; font-size-adjust: inherit; font-kerning: inherit; font-variant-alternates: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-numeric: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-position: inherit; font-variant-emoji: inherit; font-feature-settings: inherit; font-optical-sizing: inherit; font-variation-settings: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: none; list-style: none; font-family: "Open Sans", sans-serif; font-weight: 300; color: rgb(120, 86, 255); outline: medium; display: inline; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px;'&gt;&lt;em style='margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; font-style: italic; font-variant-caps: inherit; font-width: inherit; font-size: inherit; line-height: inherit; font-size-adjust: inherit; font-kerning: inherit; font-variant-alternates: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-numeric: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-position: inherit; font-variant-emoji: inherit; font-feature-settings: inherit; font-optical-sizing: inherit; font-variation-settings: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: none; list-style: none; font-family: "Open Sans", sans-serif; font-weight: 300; color: rgb(92, 92, 92); outline: medium;'&gt;Revista Problemas Brasileiros&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em style='margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; font-style: italic; font-variant-caps: normal; font-width: inherit; font-size: 16px; line-height: inherit; font-size-adjust: inherit; font-kerning: inherit; font-variant-alternates: inherit; font-variant-ligatures: inherit; font-variant-numeric: inherit; font-variant-east-asian: inherit; font-variant-position: inherit; font-variant-emoji: inherit; font-feature-settings: inherit; font-optical-sizing: inherit; font-variation-settings: inherit; vertical-align: baseline; text-decoration: none; list-style: none; font-family: "Open Sans", sans-serif; font-weight: 300; color: rgb(92, 92, 92); outline: medium; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: start; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px; -webkit-text-stroke-width: 0px;'&gt;, uma realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP).&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 09:42:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Brasil]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Cesta da Páscoa tem inflação menor do que em 2025, apesar do chocolate mais caro]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/cesta-da-pascoa-tem-inflacao-menor-do-que-em-2025-apesar-do-chocolate-mais-caro</link><description>&lt;![CDATA[Item mais procurado para a data subiu quase 30% em um ano, enquanto produtos que atravessam as celebrações ficaram abaixo da inflação geral]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A P&amp;aacute;scoa dos brasileiros n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; t&amp;atilde;o salgada em 2026&lt;/strong&gt;. C&amp;aacute;lculos feitos pela &lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;,&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;com base nos dados do IPCA-15 do IBGE, indicam que os itens aliment&amp;iacute;cios tradicionalmente mais procurados pelos consumidores para essa data apontaram alta de 0,59% no intervalo de um ano &amp;mdash; muito abaixo da infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o acumulada em 12 meses at&amp;eacute; fevereiro, de 4,1%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;iacute;mida dos pre&amp;ccedil;os tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; bem menor do que a da P&amp;aacute;scoa anterior, em que esses mesmos produtos subiram 2,45%, segundo FecomercioSP.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O estudo selecionou 14 itens historicamente mais buscados pelos brasileiros na P&amp;aacute;scoa, como chocolates, pescados, vinho e p&amp;atilde;es, conformando uma &lt;strong&gt;Cesta de P&amp;aacute;scoa.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Ent&amp;atilde;o, isolaram-se esses produtos e se calculou a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;eacute;dia em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o geral dos pre&amp;ccedil;os no Pa&amp;iacute;s. &lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 1]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Cesta da P&amp;aacute;scoa (2025&amp;ndash;2026)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Brasil&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" align="left" width="395"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Item&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2025&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2026&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Chocolate em barra e bombom&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;15,62&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;26,11&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Chocolate e achocolatado em p&amp;oacute;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;13,27&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;20,16&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Tomate&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;-18,42&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;9,63&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Azeitona&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;12,01&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;9,03&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Bacalhau&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;9,13&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;8,01&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Panificados&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;3,38&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;5,58&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Lim&amp;atilde;o&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;29,88&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;4,85&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Pescados&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;-0,67&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;-0,81&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Vinho&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;3,88&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;-0,84&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Cebola&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;-30,25&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;-3,67&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Ovo de galinha&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;0,72&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;-5,14&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Alho&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;29,08&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;-21,53&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Azeite de oliva&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;17,91&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;-24,12&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Arroz&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;-1,28&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;-28,09&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cesta da P&amp;aacute;scoa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;2,45&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;0,59&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;IPCA-15 (12 meses)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;4,96&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;4,10&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se essa &amp;eacute; a boa not&amp;iacute;cia, a m&amp;aacute; &amp;eacute; que o item geralmente mais comprado na P&amp;aacute;scoa (o chocolate) est&amp;aacute; muito mais caro agora, ao subir 26,11% em um ano, depois de j&amp;aacute; ter encarecido 15,6% na P&amp;aacute;scoa do ano passado, para os tipos de barra e os bombons. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso se explica, sobretudo, pela forte eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pre&amp;ccedil;o do cacau no mercado internacional de 2024 em diante &amp;mdash; que, mesmo com um arrefecimento no &amp;uacute;ltimo ano, ainda tem pressionado os valores localmente. Como o IBGE n&amp;atilde;o mensura as varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es do ovo de P&amp;aacute;scoa, por ser um produto sazonal, a tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; que se acompanhe a eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do chocolate.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na contram&amp;atilde;o, est&amp;aacute; o arroz, que caiu 28% em um ano, al&amp;eacute;m do azeite, cuja retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi de 24,12% (na verdade, trata-se de uma recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o depois da forte eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 18%, em 2025). Itens relevantes nas refei&amp;ccedil;&amp;otilde;es pascoais, com peso relativo na cesta, ajudaram a diminuir a sua infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Produtos como o alho (-21,5%) e o ovo (-5,14%) tamb&amp;eacute;m ficaram mais baratos.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;S&amp;atilde;o Paulo com cesta mais cara&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se a m&amp;eacute;dia nacional &amp;eacute; baixa, os consumidores da Regi&amp;atilde;o Metropolitana de S&amp;atilde;o Paulo (RMSP) ter&amp;atilde;o uma Cesta de P&amp;aacute;scoa relativamente mais salgada, embora tamb&amp;eacute;m abaixo da infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Os c&amp;aacute;lculos da FecomercioSP apontam para um aumento de 3,48% nos 13 itens que comp&amp;otilde;em os produtos mais buscados na data. O IPCA dos 12 meses na regi&amp;atilde;o &amp;eacute; de 4,69%. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GR&amp;Aacute;FICO 2]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Cesta da P&amp;aacute;scoa (2025&amp;ndash;2026)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Regi&amp;atilde;o Metropolitana de S&amp;atilde;o Paulo&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; FecomercioSP&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="395"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Item&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2025&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2026&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Chocolate em barra e bombom&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;15,34&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;26,74&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Chocolate e achocolatado em p&amp;oacute;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;14,78&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;22,57&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Tomate&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;-19,79&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;15,35&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Azeitona&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;14,88&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;7,53&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Panificados&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;4,38&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;6,85&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Cebola&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;-14,73&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;3,77&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Lim&amp;atilde;o&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;37,35&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;3,48&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Pescados&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;0,12&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;-2,23&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Vinho&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;-0,3&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;-2,51&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Ovo de galinha&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;0,02&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;-4,42&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Alho&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;21,85&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;-10,81&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Arroz&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;0,34&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;-24,01&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;Azeite de oliva&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;18,18&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;-25,49&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cesta da P&amp;aacute;scoa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;4,38&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%" valign="bottom"&gt;&lt;p&gt;3,48&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="67.59493670886076%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;IPCA-15 (12 meses)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;5,02&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="16.20253164556962%"&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;4,69&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt;Em 2025, vale lembrar, a cesta subiu 4,38% na RMSP, segundo o c&amp;aacute;lculo da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Da mesma forma, o vil&amp;atilde;o da data na capital paulista ser&amp;aacute; o chocolate, que subiu 26,74%, no caso dos de barra e bombons, e 22,57%, no caso do achocolatado. O tomate (15,35%) e a azeitona (7,53%) tamb&amp;eacute;m pressionaram a cesta, em cuja queda mais significativa foi do azeite de oliva (-25,49%).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a FecomercioSP, os dados indicam uma P&amp;aacute;scoa positiva para o varejo. Os brasileiros ainda est&amp;atilde;o sustentados por um mercado de trabalho aquecido que, por sua vez, mant&amp;eacute;m a din&amp;acirc;mica econ&amp;ocirc;mica ativada. Os chocolates devem sentir mais os impactos da demanda, muito porque os pre&amp;ccedil;os mais altos far&amp;atilde;o com que alguns consumidores revejam seus planos. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o empresariado, assim, &amp;eacute; relevante trabalhar modelos de promo&amp;ccedil;&amp;otilde;es, criar descontos especiais e flexibilizar formas de pagamento.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 30 Mar 2026 16:44:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Educação e transporte puxam alta de 0,95% no custo de vida em São Paulo]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/educacao-e-transporte-pressionam-custo-de-vida-em-sao-paulo-e-puxam-alta-de-0-95</link><description>&lt;![CDATA[Acumulado de doze meses, até fevereiro, chegou a 4,78%; movimento é sazonal&#13;
]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Os reajustes no transporte público e nas mensalidades escolares pressionaram o custo de vida em fevereiro. De acordo com o índice &lt;strong&gt;Custo de Vida por Classe Social (CVCS),&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;mensurado mensalmente pela &lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;, na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) houve um aumento expressivo de 0,95% em fevereiro, acumulando alta de 4,78% nos últimos doze meses — o efeito desse aumento foi similar entre todas as faixas de renda analisadas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[GRÁFICO 1]&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Custo de Vida por Classe Social&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Série histórica&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: IBGE/FecomercioSP.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/405f13b27ca61b2e8b20ee38da22ad96acb0e46c.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;De acordo com a Federação, os principais fatores que puxaram a alta do custo de vida na capital foram sazonais, como educação e transporte, o que não deve ocorrer nos próximos meses. No entanto, a crise no Irã tem pressionado por reajustes nos preços dos combustíveis, como o óleo diesel, o que deve interferir negativamente no resultado de março e deve também pressionar a cadeia logística nas gôndolas, atingindo os consumidores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A alta foi puxada principalmente pelo grupo de transportes, com alta de 1,55% em fevereiro — representando cerca de um terço da alta geral. Com isso, as famílias de renda mais baixa foram mais afetadas, com variação de 2,13% para a Classe E e 2,06% para a Classe D, visto que o transporte público sofreu reajuste no início do ano — o ônibus urbano subiu 2,3% e o preço dos combustíveis, como etanol (1,4%) e gasolina (0,4%), também. Ademais, as passagens aéreas tiveram aumento de 16,9% devido ao feriado de carnaval, período de alta demanda.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 1]&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Custo de Vida por Classe Social&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Fevereiro de 2026&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: IBGE/FecomercioSP.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/96f83a73ec96d78dd41025beef36318baaee922e.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;Os reajustes dos cursos escolares também exerceram influência na alta do custo de vida. No grupo de educação, a elevação foi de 4,91% em fevereiro — com reflexo similar nas faixas de rendas. As elevações mais expressivas foram registradas no ensino médio (8,4%), no ensino fundamental (8,3%), no ensino infantil (8%) e no ensino superior (4,5%).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No grupo de alimentos e bebidas, o aumento de preços foi de 0,83%, atingindo mais fortemente as famílias de renda mais baixa, em razão da alta mais intensa na alimentação no domicílio em relação à alimentação fora do domicílio. Os itens que mais puxaram a alta foram o feijão (11,4%), a alface (5%) e cortes de carne como chão de dentro (3,9%), contrafilé (2,5%) e alcatra (2,1%).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O grupo de habitação teve aumento mensal de 0,39%, influenciado pela alta de 0,9% na energia elétrica residencial e de 0,7% nos serviços de mão de obra. No lado do varejo, o gás de botijão subiu, em média, 1,5% na RMSP. Por isso, as consequências para as famílias de renda mais baixa foram ligeiramente maiores do que para as classes superiores: 0,46% para a Classe E, contra 0,32% para a Classe A.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[TABELA 2]&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Custo de Vida na Região Metropolitana de São Paulo&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Acumulado dos últimos 12 meses&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: IBGE/FecomercioSP.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/050b9494735170e530a0412201334495f15ed299.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;O custo de vida segue mais pressionado para as famílias de menor renda no acumulado de 12 meses, com a inflação chegando a 5,13% para a Classe E e a 4,94% para a Classe D. Entre as faixas de renda mais alta, as variações foram menores: 4,56% para a Classe B e 4,75% para a Classe A. A diferença é explicada pela composição dos gastos, já que as famílias de menor poder aquisitivo concentram maior parte do orçamento em itens com peso elevado e maior pressão inflacionária.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 27 Mar 2026 17:40:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Pesquisas]]</category></item></channel></rss>
