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<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Internacional - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticias/economia/internacional</link><description>&lt;![CDATA[Notícias relacionadas à área de atuação da Fecomercio Internacional.]]</description><lastBuildDate>Sat, 25 Apr 2026 09:12:57 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Internacional - Economia - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticias/economia/internacional</link><url>https://www.fecomercio.com.br/public/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Economia]]</category><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Abertura comercial como estratégia de desenvolvimento]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/abertura-comercial-como-estrategia-de-desenvolvimento</link><description>&lt;![CDATA[A fragmentação geoeconômica abre oportunidades para fornecedores confiáveis em áreas estratégicas; permanecer fechado é optar pela estagnação]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;em&gt;Rubens Medrano*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A economia mundial n&amp;atilde;o deixou de se globalizar; ela se fragmentou. O com&amp;eacute;rcio segue como grande motor de produtividade e de difus&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica, mas agora opera em um ambiente marcado por tens&amp;otilde;es geopol&amp;iacute;ticas, pol&amp;iacute;ticas industriais bilion&amp;aacute;rias e um protecionismo crescente nas principais pot&amp;ecirc;ncias.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse cen&amp;aacute;rio, pa&amp;iacute;ses que se conectam de forma estrat&amp;eacute;gica &amp;agrave;s cadeias globais de valor avan&amp;ccedil;am, enquanto os que se fecham ficam para tr&amp;aacute;s &amp;ndash; e o Brasil ainda se aproxima mais do 2&amp;ordm; grupo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A experi&amp;ecirc;ncia internacional mostra que a abertura comercial &amp;eacute; um dos pilares do crescimento de longo prazo. Economias expostas ao com&amp;eacute;rcio absorvem tecnologia com mais rapidez, aprendem com quem est&amp;aacute; na fronteira e elevam sua produtividade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o externa pressiona as empresas a inovar e melhorar processos, enquanto o acesso a insumos mais modernos reduz custos e eleva a qualidade do que se produz. Quando as empresas passam a atender mercados maiores, ganham escala e diluem custos fixos. Para pa&amp;iacute;ses de renda m&amp;eacute;dia como o Brasil, isso &amp;eacute; decisivo para escapar da armadilha da baixa produtividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Casos como Coreia do Sul, M&amp;eacute;xico, Vietn&amp;atilde; e Bangladesh ilustram esse caminho. A Coreia, que nos anos 1960 era mais pobre que o Brasil, integrou-se agressivamente ao com&amp;eacute;rcio mundial &amp;ndash; reduziu tarifas, assinou acordos e orientou sua pol&amp;iacute;tica industrial para competir l&amp;aacute; fora &amp;ndash; e hoje tem PIB per capita muito superior ao nosso. O M&amp;eacute;xico tornou-se um dos maiores exportadores de manufaturas do mundo depois do Nafta. Vietn&amp;atilde; e Bangladesh usaram a abertura como trampolim para atrair investimentos, tecnologia e milh&amp;otilde;es de empregos industriais. Esses exemplos mostram que a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o comercial &amp;eacute; o que separa pa&amp;iacute;ses que avan&amp;ccedil;am dos que estagnaram.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Brasil, por&amp;eacute;m, insiste em manter uma economia fechada. Nossa tarifa m&amp;eacute;dia supera o dobro da m&amp;eacute;dia da OCDE, e nossa participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas cadeias globais de valor &amp;eacute; inferior &amp;agrave; de pa&amp;iacute;ses muito mais pobres. Isso se reflete em baixa produtividade, pouca inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e uma ind&amp;uacute;stria com menor densidade tecnol&amp;oacute;gica. A prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o prolongada permitiu que muitas empresas sobrevivessem pela barreira tarif&amp;aacute;ria, e n&amp;atilde;o pela efici&amp;ecirc;ncia, penalizando consumidores e limitando o crescimento do Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A fragmenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o geoecon&amp;ocirc;mica atual abre oportunidades para fornecedores confi&amp;aacute;veis em &amp;aacute;reas estrat&amp;eacute;gicas: energia limpa, minerais cr&amp;iacute;ticos, agroind&amp;uacute;stria avan&amp;ccedil;ada e biotecnologia. O Brasil tem vantagens naturais e institucionais para ocupar esse espa&amp;ccedil;o, mas precisa reduzir barreiras, simplificar regras e firmar acordos que ampliem escala e previsibilidade. A abertura tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; essencial para inovar: em setores de fronteira, ningu&amp;eacute;m inova sozinho, e economias fechadas ficam distantes do que h&amp;aacute; de mais avan&amp;ccedil;ado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O argumento de que a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o preserva empregos n&amp;atilde;o se sustenta. Pa&amp;iacute;ses fechados protegem inefici&amp;ecirc;ncias, n&amp;atilde;o trabalhadores. A abertura desloca m&amp;atilde;o de obra para setores mais produtivos, nos quais os sal&amp;aacute;rios tendem a ser maiores. Crescer apoiado s&amp;oacute; no mercado interno &amp;eacute; estrat&amp;eacute;gia vi&amp;aacute;vel para economias com a escala dos EUA ou da China. N&amp;oacute;s n&amp;atilde;o temos essa escala, e fingir que temos &amp;eacute; um erro que custa caro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A abertura comercial n&amp;atilde;o amea&amp;ccedil;a o desenvolvimento brasileiro; ela &amp;eacute; condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para que ele ocorra. Em um mundo fragmentado, quem se fecha perde relev&amp;acirc;ncia. O Brasil tem potencial para ser protagonista, mas precisa escolher esse caminho. Permanecer fechado &amp;eacute; optar pela estagna&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*&lt;em id="isPasted"&gt;Rubens Medrano&lt;/em&gt; &amp;eacute; presidente do Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Artigo publicado originalmente no &lt;a href="https://www.poder360.com.br/opiniao/abertura-comercial-como-estrategia-de-desenvolvimento/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Poder360&lt;/a&gt; em 18 de abril de 2026&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 18:20:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Marco Legal do Comércio Exterior deve priorizar proporcionalidade e razoabilidade]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/marco-legal-do-comercio-exterior-deve-priorizar-proporcionalidade-e-razoabilidade</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP propõe ajustes ao PL 4.423/2024 a fim de assegurar uma legislação moderna e eficiente para o fluxo aduaneiro]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Para defender regras mais justas e promover o crescimento das Micro e Pequenas Empresas (MPE) no com&amp;eacute;rcio internacional, o Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais da &lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt; apresentou ao Congresso Nacional, na &amp;uacute;ltima ter&amp;ccedil;a-feira (24), sugest&amp;otilde;es de aprimoramento do Projeto de Lei 4.423/2024. O texto, j&amp;aacute; aprovado no Senado Federal, est&amp;aacute; em tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o na C&amp;acirc;mara dos Deputados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Considerando a import&amp;acirc;ncia da consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um marco regulat&amp;oacute;rio para o com&amp;eacute;rcio exterior, o projeto estabelece regras que, na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, podem dificultar e inviabilizar a inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o competitiva das MPE no mercado internacional. As propostas de melhoria foram apresentadas para os deputados federais Luiz Philippe de Orl&amp;eacute;ans e Bragan&amp;ccedil;a, presidente da Comiss&amp;atilde;o de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Exteriores&amp;nbsp;e de Defesa Nacional (CREDN), e Luiz Gast&amp;atilde;o (PSD-CE), com ampla atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o em defesa nos setores de Com&amp;eacute;rcio e Servi&amp;ccedil;os.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre os principais pontos de preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; o car&amp;aacute;ter excessivamente punitivo da proposta, que imp&amp;otilde;e obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es r&amp;iacute;gidas e multas elevadas mesmo para operadores regulares e adimplentes. Representaram a &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt; o presidente do Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais e vice-presidente da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Rubens Torres Medrano, acompanhado do assessor jur&amp;iacute;dico, Fernando Sousa, e do consultor aduaneiro, ex-auditor fiscal da Receita Federal e integrante desse conselho da FecomercioSP, Augusto Oliveira da Silva Neto. Eles defenderam a simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de processos, a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de entraves burocr&amp;aacute;ticos e o fortalecimento da seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Os ajustes propostos visam a garantir previsibilidade normativa, transpar&amp;ecirc;ncia e efici&amp;ecirc;ncia operacional, elementos fundamentais para contribuir com a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um pa&amp;iacute;s mais justo, competitivo e integrado &amp;agrave;s cadeias globais de valor, e com o desenvolvimento sustent&amp;aacute;vel do com&amp;eacute;rcio exterior&amp;rdquo;, afirma Medrano.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o equilibrada&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt; prop&amp;otilde;e a revis&amp;atilde;o do cap&amp;iacute;tulo de infra&amp;ccedil;&amp;otilde;es e penalidades, com a exclus&amp;atilde;o de infra&amp;ccedil;&amp;otilde;es desproporcionais; a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de crit&amp;eacute;rios de dupla visita, com a possibilidade de corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o de eventuais irregularidades; a imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de prazos para libera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mercadorias pelos agentes alfandeg&amp;aacute;rios; e a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de regime simplificado de importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Dentre outras sugest&amp;otilde;es, est&amp;atilde;o a inclus&amp;atilde;o de diretrizes como a continuidade dos servi&amp;ccedil;os aduaneiros, o tratamento diferenciado para pequenas empresas e a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos operadores log&amp;iacute;sticos e despachantes aduaneiros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Silva Neto, &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio trazer para a mat&amp;eacute;ria regras mais justas para estabelecer direitos dos operadores e deveres da Receita Federal, assegurando prazos razo&amp;aacute;veis, tratamento ison&amp;ocirc;mico e estabelecendo san&amp;ccedil;&amp;otilde;es pelo descumprimento de obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es administrativas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto defendido &amp;eacute; a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um cap&amp;iacute;tulo espec&amp;iacute;fico que trate dos direitos dos operadores e dos deveres da Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o Aduaneira, assegurando prazos adequados, contradit&amp;oacute;rio nos processos e maior equil&amp;iacute;brio na rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre o setor privado e o Poder P&amp;uacute;blico.&lt;/p&gt;&lt;div id="_com_1" language="JavaScript"&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 27 Mar 2026 07:39:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP reúne-se com autoridades da Lituânia para debater nova fase de relação comercial]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/fecomerciosp-reune-se-com-autoridades-da-lituania-para-debater-nova-fase-de-relacao-comercial</link><description>&lt;![CDATA[Criação de câmara bilateral e acordo Mercosul-UE devem fortalecer frentes de negócios voltadas à economia digital]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A recente criação da Câmara de Comércio Brasil-Lituânia, no dia 12 de março, marca um novo momento na relação entre os dois países e deve impulsionar a agenda de negócios bilaterais. Nesse contexto, o Conselho de Relações Internacionais da &lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;recebeu, na sede da Entidade, representantes do governo lituano para discutir oportunidades de aproximação econômica e comercial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, os dados do intercâmbio comercial entre as duas nações indicam o quanto ainda há espaço para crescer. Em 2024, a corrente de exportações entre Brasil e Lituânia somou cerca de US$ 130 milhões, com saldo de US$ 50 milhões favorável ao país europeu. Os números são modestos diante do tamanho das duas economias — o Brasil, com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 2,17 trilhões, e a Lituânia, com US$ 80 bilhões.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A delegação foi composta pelo vice-ministro de Relações Exteriores da&amp;nbsp;Lituânia, Taurimas Valys; pela cônsul-geral da Lituânia em São Paulo, Audra Čiapienė; e pelo diretor de Relações Econômicas Externas do país, Donatas Tamulaitis. Do lado da Federação, participaram o presidente do&amp;nbsp;&amp;nbsp;Conselho de Relações Internacionais, Rubens Medrano, e os assessores Natália Tafarello, Douglas Dias e Pedro Silveira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O vice-ministro Valys classificou o volume atual de trocas como “inacreditavelmente pequeno” e acredita que o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, combinado à criação da câmara bilateral, será um ponto de inflexão para mudar esse quadro. “Vemos a América Latina — e o Brasil, seu maior país — como uma das regiões mais promissoras para a exportação de bens e serviços lituanos”, afirmou. Além do potencial de crescimento, o interesse na região também está ligado à estratégia de diversificação de mercados, com o objetivo de reduzir dependências e ampliar a presença em economias emergentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tamulaitis destacou que, nos últimos 20 anos, desde a entrada da Lituânia na União Europeia, na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), na zona do euro e na&amp;nbsp;Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico&amp;nbsp;(OCDE), o PIB&amp;nbsp;&lt;em&gt;per capita&amp;nbsp;&lt;/em&gt;do país cresceu sete vezes mais rápido do que a média europeia. Atualmente, a Lituânia ocupa o primeiro lugar no continente em número de licenças&amp;nbsp;&lt;em&gt;fintech&lt;/em&gt; emitidas e também se destaca em cibersegurança e no índice internacional de empreendedorismo, além de figurar entre as economias mais abertas do bloco econômico, com forte inserção no comércio internacional de bens e serviços, tecnologias avançadas e Inteligência Artificial (IA).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para Medrano, áreas como cibersegurança,&amp;nbsp;&lt;em&gt;fintechs&lt;/em&gt; e outros segmentos da economia digital são estratégicas para o Brasil fortalecer sua competitividade e a segurança digital, de modo que uma aproximação comercial representa um trunfo para ambos os lados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O presidente do Conselho apresentou a estrutura da &lt;strong&gt;FecomercioSP&lt;/strong&gt; e sua capacidade de apoiar empresas estrangeiras interessadas no mercado paulista. “Se precisarem de dados econômicos, informações sobre legislação trabalhista, tributação ou mesmo a organização de uma agenda de negócios, as portas da Federação estão abertas, inclusive para receber delegações com suas empresas”, enfatizou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a reunião, Natália detalhou os serviços do Conselho de Relações Internacionais e da Fecomercio Internacional, que apoiam empresas na simplificação de processos. A equipe atua desde o mapeamento de mercado até a organização de agendas com importadores, distribuidores e certificadores, além de auxiliar exportadores brasileiros na busca por novos mercados. “Trabalhamos tanto para trazer empresas para o Brasil, quanto para ajudar empresas brasileiras a se internacionalizarem”, concluiu.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 26 Mar 2026 09:44:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Receita Federal propõe mudanças no Programa OEA e amplia benefícios para empresas com maior regularidade]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/receita-federal-propoe-mudancas-no-programa-oea-e-amplia-beneficios-para-empresas-com-maior-regularidade</link><description>&lt;![CDATA[Principal mudança sugerida pelo órgão é a criação de três níveis de certificação dentro da modalidade OEA-Conformidade]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Com o objetivo de fortalecer a conformidade no com&amp;eacute;rcio exterior, aumentar a previsibilidade das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es e incentivar melhores pr&amp;aacute;ticas de governan&amp;ccedil;a aduaneira e tribut&amp;aacute;ria, a Receita Federal apresentou proposta de atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Programa Brasileiro de Operador Econ&amp;ocirc;mico Autorizado (Programa OEA), ampliando benef&amp;iacute;cios para empresas com maior n&amp;iacute;vel de regularidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta, formalizada por meio de minutas de Instru&amp;ccedil;&amp;atilde;o Normativa, introduz um novo modelo de certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o escalonado, no qual empresas com maior n&amp;iacute;vel de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, governan&amp;ccedil;a e conformidade passam a ter acesso a vantagens operacionais e financeiras mais relevantes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O OEA &amp;eacute; um programa de ades&amp;atilde;o volunt&amp;aacute;ria voltado a empresas que atuam em opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o reconhece operadores que demonstram cumprimento consistente da legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o aduaneira, gest&amp;atilde;o estruturada de riscos e controle adequado de suas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es, o que tende a resultar em maior previsibilidade e menor incid&amp;ecirc;ncia de interven&amp;ccedil;&amp;otilde;es fiscais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Novo modelo de certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A principal mudan&amp;ccedil;a proposta &amp;eacute; a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tr&amp;ecirc;s n&amp;iacute;veis de certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dentro da modalidade OEA-Conformidade (OEA-C).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O n&amp;iacute;vel inicial, denominado&amp;nbsp;&lt;strong&gt;OEA-C Essencial&lt;/strong&gt;, foi estruturado para ampliar o acesso ao programa, principalmente de empresas comerciais exportadoras. Nesse caso, a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o ser&amp;aacute; mais automatizada, baseada em crit&amp;eacute;rios como regularidade cadastral, situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o fiscal b&amp;aacute;sica e aus&amp;ecirc;ncia de pend&amp;ecirc;ncias impeditivas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O segundo n&amp;iacute;vel,&amp;nbsp;&lt;strong&gt;OEA-C Qualificado&lt;/strong&gt;, mant&amp;eacute;m o modelo atualmente vigente, exigindo comprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o de controles internos estruturados nas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de com&amp;eacute;rcio exterior, incluindo procedimentos formais de classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o fiscal, confer&amp;ecirc;ncia de documentos, rastreabilidade e mecanismos de preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o de inconsist&amp;ecirc;ncias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E o n&amp;iacute;vel mais elevado,&amp;nbsp;&lt;strong&gt;OEA-C de Excel&amp;ecirc;ncia&lt;/strong&gt;, passa a concentrar os principais benef&amp;iacute;cios do programa. Para alcan&amp;ccedil;&amp;aacute;-lo, al&amp;eacute;m do cumprimento das exig&amp;ecirc;ncias aduaneiras, a empresa dever&amp;aacute; demonstrar elevado grau de regularidade tribut&amp;aacute;ria, seja por meio de certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Programa Confia ou pela classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o A+ no sistema Sintonia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com isso, o programa passa a operar de forma progressiva &amp;mdash; quanto maior o n&amp;iacute;vel de conformidade e governan&amp;ccedil;a, maiores os benef&amp;iacute;cios concedidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Diferimento de tributos e efeito financeiro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as mudan&amp;ccedil;as mais relevantes est&amp;aacute; a possibilidade de diferimento do prazo de pagamento de tributos federais na importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que pode chegar at&amp;eacute; o dia 20 do m&amp;ecirc;s seguinte ao desembara&amp;ccedil;o aduaneiro para empresas certificadas no n&amp;iacute;vel&amp;nbsp;&lt;strong&gt;de Excel&amp;ecirc;ncia&lt;/strong&gt;, o patamar mais elevado do programa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse benef&amp;iacute;cio pode gerar resultado relevante no fluxo de caixa, em especial para empresas com grande volume de opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Atualmente, os tributos incidentes na importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o recolhidos no momento do registro da declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da mudan&amp;ccedil;a dever&amp;aacute; ocorrer inicialmente por meio de projeto-piloto com n&amp;uacute;mero limitado de empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Maior previsibilidade nas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro avan&amp;ccedil;o previsto &amp;eacute; o aumento da previsibilidade no despacho aduaneiro. Empresas certificadas no n&amp;iacute;vel&amp;nbsp;&lt;strong&gt;OEA-C de Excel&amp;ecirc;ncia&lt;/strong&gt; poder&amp;atilde;o ter suas declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es direcionadas ao canal verde, no qual a libera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da mercadoria ocorre de forma autom&amp;aacute;tica, sem an&amp;aacute;lise documental ou inspe&amp;ccedil;&amp;atilde;o f&amp;iacute;sica, salvo exce&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse direcionamento reduz o tempo de perman&amp;ecirc;ncia de cargas em portos e aeroportos, diminui custos log&amp;iacute;sticos e amplia a previsibilidade das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. No canal amarelo, h&amp;aacute; confer&amp;ecirc;ncia de documentos. No canal vermelho, al&amp;eacute;m da an&amp;aacute;lise documental, pode ocorrer inspe&amp;ccedil;&amp;atilde;o f&amp;iacute;sica da carga.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dados do Programa OEA evidenciam esses ganhos. Em 2025, importadores certificados apresentaram taxa m&amp;eacute;dia de sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o para confer&amp;ecirc;ncia de apenas 0,32%, enquanto importadores n&amp;atilde;o certificados registraram 23,15%. No modal mar&amp;iacute;timo, o tempo m&amp;eacute;dio de desembara&amp;ccedil;o foi de 1 hora e 13 minutos para empresas OEA, contra 24 horas e 22 minutos para n&amp;atilde;o certificadas. No a&amp;eacute;reo, a m&amp;eacute;dia foi de 43 minutos para OEA e 18 horas e 43 minutos para n&amp;atilde;o OEA. Em termos de representatividade, operadores certificados responderam por 28,55% do valor total das declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es de importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o registradas no Pa&amp;iacute;s em 2025.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/b2d8babba46e2f57878939078e5bf30afed62cba.png" class="fr-fic fr-dii" style="width: 733px;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Governan&amp;ccedil;a como fator de competitividade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta refor&amp;ccedil;a a l&amp;oacute;gica de vincular benef&amp;iacute;cios operacionais e financeiros ao grau de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e regularidade das empresas, com as governan&amp;ccedil;as aduaneira e tribut&amp;aacute;ria deixando de ser apenas uma exig&amp;ecirc;ncia regulat&amp;oacute;ria para atuar como elemento estrat&amp;eacute;gico para ganho de competitividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Num cen&amp;aacute;rio de custos log&amp;iacute;sticos elevados e maior complexidade no com&amp;eacute;rcio internacional, a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de atrasos, o aumento de efici&amp;ecirc;ncia e a melhoria no fluxo de caixa podem representar diferenciais relevantes para as empresas brasileiras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, iniciativas como o Programa OEA ganham ainda mais import&amp;acirc;ncia diante da amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de acordos comerciais internacionais, como o tratado entre o Mercosul e a Uni&amp;atilde;o Europeia, que tende a aumentar a exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas brasileiras &amp;agrave; concorr&amp;ecirc;ncia global e exigir maior n&amp;iacute;vel de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e conformidade para atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o no mercado externo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, o Programa OEA consolida-se n&amp;atilde;o apenas como um selo de conformidade, mas tamb&amp;eacute;m como um instrumento de posicionamento competitivo no com&amp;eacute;rcio internacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 26 Mar 2026 09:33:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[FecomercioSP leva à Receita Federal alerta sobre distorções de nova penalidade no comércio exterior e abre diálogo para aprimorar sanções]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/fecomerciosp-leva-a-receita-federal-alerta-sobre-distorcoes-de-nova-penalidade-e-abre-dialogo-para-aprimorar-sancoes-no-comercio-exterior</link><description>&lt;![CDATA[Em reunião em Brasília, Entidade defende revisão de punições e propõe construção conjunta de soluções com foco em proporcionalidade e segurança jurídica]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Num cenário em que o Brasil busca ampliar sua participação no comércio internacional, a legislação parece caminhar no sentido contrário. No comércio exterior, a forma como a regulamentação da lei é estruturada pode ser determinante para uma decisão importantíssima do empresário — se o seu modelo de negócio seguirá adiante ou se desistirá de operar fora do País. Foi com esse diagnóstico que a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), por meio do seu Conselho de Relações Internacionais, alertou a Receita Federal sobre os prejuízos que poderão ser causados às operações internacionais com o advento da nova penalidade do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Lei Complementar (LC) 227/2026 alterou o regime de penalidades no comércio exterior ao extinguir a antiga multa de 1% sobre o valor aduaneiro por erros ou omissões na declaração de importação. Em seu lugar, passou a prever uma nova multa, por meio do Artigo 341-G, Inciso XIX, baseada em valores mínimos elevados, e que devem encarecer o custo de conformidade dos contribuintes. A mudança altera a lógica anterior, ao combinar valores fixos com piso mínimo elevado, o que poderá gerar distorções e aumentar o impacto sobre operações de menor porte.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ponto central é a repercussão nas operações realizadas por pequenos empresários, em evidente ofensa ao tratamento favorecido e diferenciado previsto na Constituição Federal, como no exemplo a seguir. Em uma operação com mercadorias avaliadas em R$ 50 mil, a multa mínima de R$ 10 mil pode consumir 20% do valor negociado. Já em uma operação de R$ 2 milhões em produtos, a penalidade máxima de R$ 20 mil representa apenas 1% no total do negócio. Segundo a Entidade, essa assimetria penaliza sobretudo micro e pequenas empresas, justamente aquelas que se busca inserir no comércio internacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para discutir o assunto, a agenda foi realizada com Carlos Eduardo da Costa Oliveira, coordenador-geral substituto de Administração Aduaneira da Receita Federal do Brasil, e outros representantes do órgão. Pela FecomercioSP, participaram Rubens Torres Medrano, presidente do Conselho de Relações Internacionais e vice-presidente da Federação; Augusto Oliveira da Silva Neto, consultor aduaneiro, ex-auditor fiscal da Receita Federal, integrante do conselho da FecomercioSP e sócio da Solução Integrada Assessoria Aduaneira; Elson Isayama, presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo (Sindasp); Fernando Sousa, assessor jurídico; e Maria Izabel Collor de Mello, head de Relações Governamentais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A iniciativa foi debatida recentemente pelo Conselho de Relações Internacionais da FecomercioSP, que tem intensificado a atuação em temas ligados à inserção internacional das empresas brasileiras e buscado abrir canais institucionais para tratar de entraves regulatórios junto ao Poder Público, além de estimular a contínua abertura comercial do País.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Medrano destacou a necessidade de ampliação da presença das micro e pequenas empresas no mercado internacional. Segundo ele, a concentração das operações nas grandes companhias ainda limita o potencial do Brasil. “A nossa preocupação é com a pequena e média empresa, que acaba sendo a grande prejudicada pelos efeitos regressivos dessa penalidade. Para uma operação pequena, uma multa desse porte pode representar até 100% daquilo que está sendo realizado”, argumentou. “Este foi um primeiro passo para abrir um canal de diálogo com a Receita, com o objetivo de construir soluções conjuntas por meio da regulamentação dessa penalidade, a fim de buscar estimular a internacionalização dessas empresas no comércio exterior”, observou. Na sua visão, o crescimento das operações no comércio exterior exige não só estímulo comercial, mas também suporte técnico e segurança regulatória.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/981af87d8e2f4f3c8505bf8b5b19c4f00bdde959.jpg" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Efeito regressivo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No centro do debate está o efeito regressivo da nova sistemática. Na realidade, o peso recai com mais força sobre quem tem menos escala, menos estrutura e menor capacidade de absorver riscos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Augusto Neto, um dos pontos que mais chama atenção é a subjetividade da legislação e as consequências para o operador de menor porte. “Criou-se uma multa com conceitos abertos e indeterminados, com problemas de regressividade e maior efeito sobre o pequeno comerciante do que sobre o grande”, apontou. Na sua opinião, é indispensável que a regulamentação seja objetiva e reduza margens de interpretação que possam transformar erros formais em sanções excessivas. “O que nós queremos, pelo menos neste primeiro momento, é que essa regulamentação seja mais precisa e proporcional”, ressaltou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Saída institucional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, a FecomercioSP defende uma agenda de aperfeiçoamento da penalidade baseada em três eixos: redução do piso da multa, visita orientadora e prazo para regularização dos contribuintes, além da necessária diferenciação entre erro escusável e conduta dolosa, a fim de distinguir o bom contribuinte do devedor contumaz. A proposta conecta-se à ideia de conformidade cooperativa, que privilegia orientação, previsibilidade e boa-fé.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com o presidente do Sindasp, Elson Isayama, a discussão passa também pela construção conjunta de soluções entre Poder Público e setor produtivo. “O ponto fundamental é como a gente pode contribuir nessa construção”, enfatizou. E acrescentou que, além do ajuste normativo, será necessário traduzir esse debate para a realidade das empresas, de modo a fortalecer a conformidade e evitar que a penalidade funcione como barreira de entrada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do lado da Receita, Carlos Eduardo da Costa Oliveira reconheceu a pertinência da contribuição técnica e afirmou que a regulamentação da multa ainda exigirá discussão. “Essa preocupação de vocês é válida também para que possam contribuir auxiliando-nos na regulamentação da norma”, pontuou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que contestar uma nova sanção, o Conselho de Relações Internacionais propôs uma agenda estratégica: manter o diálogo aberto para corrigir distorções que afetam diretamente a competitividade do País. A reunião marcou o início desse processo, com a abertura de um canal direto entre a FecomercioSP e a Receita Federal, com a perspectiva de novos encontros e a construção conjunta de propostas. Segundo a Entidade, em um cenário de maior abertura comercial, é preciso combinar rigor no combate a irregularidades com regras proporcionais, que não desestimulem a boa-fé e nem afastem as empresas do comércio exterior.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 24 Mar 2026 14:45:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Acordo Mercosul-União Europeia abre grandes oportunidades para PMEs no comércio internacional]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/acordo-mercosul-uniao-europeia-abre-grandes-oportunidades-para-pmes-no-comercio-internacional-1</link><description>&lt;![CDATA[Promulgado no Brasil, tratado criará um ambiente mais estável e previsível em temas como sustentabilidade, regulação e solução de controvérsias]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Ap&amp;oacute;s mais de duas d&amp;eacute;cadas de negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es e a conclus&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica em 2019, o acordo entre Mercosul e Uni&amp;atilde;o Europeia foi promulgado pelo Congresso Nacional, na &amp;uacute;ltima ter&amp;ccedil;a-feira (17), em um marco hist&amp;oacute;rico para o processo de integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os blocos. Considerado o maior acordo comercial j&amp;aacute; negociado pelo Brasil, o tratado conecta o Pa&amp;iacute;s a um mercado de cerca de 450 milh&amp;otilde;es de consumidores com alto poder aquisitivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP) acompanhou o processo ao longo de d&amp;eacute;cadas e pleiteou seu avan&amp;ccedil;o, por entender que se trata de uma oportunidade estrat&amp;eacute;gica para o Brasil ampliar sua participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no com&amp;eacute;rcio global e fortalecer a cultura exportadora.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, o acordo cria condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais favor&amp;aacute;veis para neg&amp;oacute;cios internacionais ao reduzir barreiras comerciais e ampliar a previsibilidade regulat&amp;oacute;ria. Entre os principais efeitos esperados est&amp;atilde;o a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tarifas, a simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de regras de origem e a diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da burocracia aduaneira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na pr&amp;aacute;tica, o tratado pode tornar produtos brasileiros mais competitivos no mercado europeu, ao mesmo tempo em que reduz custos para empresas que dependem de insumos importados. O acordo tamb&amp;eacute;m abre espa&amp;ccedil;o para a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empresas brasileiras em compras governamentais na Uni&amp;atilde;o Europeia e fortalece a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de marcas, de inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de propriedade intelectual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Incid&amp;ecirc;ncia para pequenas empresas&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para as Micro, Pequenas e M&amp;eacute;dias Empresas (PMEs), que historicamente enfrentam maiores barreiras para acessar mercados externos, o acordo representa uma oportunidade concreta de expans&amp;atilde;o dos neg&amp;oacute;cios. A redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tarifas, a simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de processos e a maior previsibilidade regulat&amp;oacute;ria tendem a diminuir custos e riscos associados &amp;agrave; internacionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tratado tamb&amp;eacute;m incorpora mecanismos espec&amp;iacute;ficos voltados para esse p&amp;uacute;blico, como acesso a informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais claras sobre exig&amp;ecirc;ncias regulat&amp;oacute;rias, tarifas e procedimentos, reduzindo uma das principais barreiras &amp;agrave; atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional &amp;mdash; justamente o custo da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m disso, a simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de regras de origem e a moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos procedimentos aduaneiros facilitam a exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, inclusive para empresas que utilizam insumos importados em sua produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A possibilidade de participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em compras governamentais na Uni&amp;atilde;o Europeia e o fortalecimento da prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o de marcas e de propriedade intelectual tamb&amp;eacute;m ampliam o potencial competitivo dessas companhias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto relevante &amp;eacute; a maior previsibilidade em temas como sustentabilidade, regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de controv&amp;eacute;rsias. O acordo criar&amp;aacute; um ambiente mais est&amp;aacute;vel e seguro para opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es internacionais, fator particularmente relevante para empresas de menor porte.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Brasil, o texto foi aprovado pela C&amp;acirc;mara dos Deputados no final de fevereiro e pelo Senado Federal, no dia 4 de mar&amp;ccedil;o. Com a promulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em se&amp;ccedil;&amp;atilde;o conjunta do Congresso Nacional, seguir&amp;aacute; para as formaliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es finais que permitir&amp;atilde;o sua comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o oficial &amp;agrave; Uni&amp;atilde;o Europeia. Argentina e Uruguai tamb&amp;eacute;m conclu&amp;iacute;ram seus processos legislativos, restando apenas o Paraguai para finalizar o ciclo no bloco. Com esse avan&amp;ccedil;o, a expectativa passa a se concentrar na entrada em vigor provis&amp;oacute;ria do tratado, que pode ocorrer j&amp;aacute; a partir de maio de 2026, caso o cronograma europeu avance sem atrasos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No continente europeu, o cen&amp;aacute;rio &amp;eacute; mais complexo. O acordo enfrenta resist&amp;ecirc;ncias, especialmente relacionadas a quest&amp;otilde;es ambientais, al&amp;eacute;m de an&amp;aacute;lises jur&amp;iacute;dicas em andamento. Ainda assim, a Comiss&amp;atilde;o Europeia j&amp;aacute; sinalizou a possibilidade de aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o provis&amp;oacute;ria a partir de 2026, ao menos nas &amp;aacute;reas de compet&amp;ecirc;ncia exclusiva do bloco, como com&amp;eacute;rcio de bens.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Oportunidades e desafios&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a FecomercioSP, o aproveitamento dessas oportunidades depender&amp;aacute; da capacidade de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas &amp;agrave;s exig&amp;ecirc;ncias do mercado europeu, incluindo padr&amp;otilde;es t&amp;eacute;cnicos, ambientais e regulat&amp;oacute;rios mais rigorosos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O acordo tamb&amp;eacute;m pode acelerar transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es internas, incentivando inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e maior integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s cadeias globais de valor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 19 Mar 2026 12:40:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Entenda o decreto que regulamenta salvaguardas contra importações que ameacem a indústria nacional]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/entenda-o-decreto-que-regulamenta-salvaguardas-contra-importacoes-que-ameacem-a-industria-nacional</link><description>&lt;![CDATA[Medida é uma defesa do Brasil contra potenciais sanções vindas da União Europeia, mas demanda cuidado para não se tornar uma base para intentos protecionistas]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Num momento em que o com&amp;eacute;rcio internacional enfrenta maior volatilidade e diversos pa&amp;iacute;ses recorrem a instrumentos de defesa comercial para proteger setores produtivos, o governo federal publicou o Decreto 12.866/2026, que regulamenta a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de medidas de salvaguardas bilaterais previstas em acordos de livre com&amp;eacute;rcio firmados pelo Brasil &amp;mdash; como o tratado entre o Mercosul e a Uni&amp;atilde;o Europeia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Publicada em mar&amp;ccedil;o, a norma organiza as regras para que o Pa&amp;iacute;s possa reagir quando o aumento das importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de determinado produto for uma amea&amp;ccedil;a para a ind&amp;uacute;stria brasileira. A an&amp;aacute;lise dever&amp;aacute; considerar dados objetivos sobre o comportamento das importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e seus efeitos sobre a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o nacional, geralmente com base em informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es referentes aos &amp;uacute;ltimos 36 meses.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Etapas da investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O processo de investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode ser iniciado a partir de uma peti&amp;ccedil;&amp;atilde;o apresentada pela ind&amp;uacute;stria nacional ou por entidades que a representem. Em situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es excepcionais, no entanto, o pr&amp;oacute;prio governo poder&amp;aacute; abrir a investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de of&amp;iacute;cio, caso existam ind&amp;iacute;cios suficientes de que o aumento das importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es representa um risco de preju&amp;iacute;zo relevante para o setor produtivo brasileiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As medidas de salvaguarda poder&amp;atilde;o ser aplicadas somente ap&amp;oacute;s o in&amp;iacute;cio de uma investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o formal conduzida pelas autoridades competentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse caso, o Decreto&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;tamb&amp;eacute;m define as compet&amp;ecirc;ncias dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os respons&amp;aacute;veis pelo processo, todos do Minist&amp;eacute;rio do Desenvolvimento, Ind&amp;uacute;stria, Com&amp;eacute;rcio e Servi&amp;ccedil;os (MDIC). A Secretaria de Com&amp;eacute;rcio Exterior (Secex) ficar&amp;aacute; encarregada de iniciar e conduzir as investiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es, enquanto o Departamento de Defesa Comercial (Decom) atuar&amp;aacute; como autoridade t&amp;eacute;cnica respons&amp;aacute;vel pela an&amp;aacute;lise das informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e pela recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o das medidas cab&amp;iacute;veis. A decis&amp;atilde;o final sobre a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, modula&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou prorroga&amp;ccedil;&amp;atilde;o das salvaguardas caber&amp;aacute; &amp;agrave; C&amp;acirc;mara de Com&amp;eacute;rcio Exterior (Camex), com base nos pareceres t&amp;eacute;cnicos apresentados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Caso fique comprovado que o aumento das importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es realmente &amp;eacute; um risco, o governo poder&amp;aacute; adotar diferentes tipos de medidas. Entre elas est&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;suspens&amp;atilde;o da redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tarifas prevista em acordos comerciais;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de prefer&amp;ecirc;ncias tarif&amp;aacute;rias concedidas ao produto importado;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;estabelecimento de cotas ou outras restri&amp;ccedil;&amp;otilde;es quantitativas&lt;/strong&gt;.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Essas provid&amp;ecirc;ncias podem ser aplicadas de forma provis&amp;oacute;ria ou definitiva, conforme as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es determinadas nos tratados internacionais. Ainda assim, o Decreto&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;prev&amp;ecirc; a possibilidade de ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de salvaguardas provis&amp;oacute;rias durante o curso da investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, quando essa possibilidade estiver estipulada nos acordos pertinentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O procedimento tamb&amp;eacute;m inclui a notifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do parceiro comercial envolvido e a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de consultas, quando necess&amp;aacute;rio, conforme estabelecido nos acordos internacionais. As decis&amp;otilde;es e atos administrativos relacionados ao processo dever&amp;atilde;o ser publicados no Di&amp;aacute;rio Oficial da Uni&amp;atilde;o (DOU).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para setores industriais, o Decreto&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;representa um instrumento adicional de defesa comercial diante de choques competitivos provocados por aumentos abruptos das importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es advindas de acordos comerciais. Contudo, para as empresas que dependem de insumos importados &amp;mdash; como varejistas e cadeias produtivas integradas ao com&amp;eacute;rcio internacional &amp;mdash;, a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessas medidas pode atingir os custos, os pre&amp;ccedil;os e o planejamento de opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP) entende que, embora o mecanismo fortale&amp;ccedil;a a capacidade de rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Brasil em disputas comerciais, seu uso deve ser acompanhado com aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para evitar distor&amp;ccedil;&amp;otilde;es que possam comprometer a previsibilidade do ambiente de neg&amp;oacute;cios ou restringir desnecessariamente o fluxo do Com&amp;eacute;rcio.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 18 Mar 2026 09:08:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Nova multa aduaneira põe pequenos operadores do comércio exterior em risco]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/fragilidades-da-nova-multa-aduaneira-acarretam-risco-a-competitividade-das-operacoes-de-pequeno-porte-no-comercio-exterior</link><description>&lt;![CDATA[Reunião na FecomercioSP avalia caminhos para regulamentação mais equilibrada após a LC 227/2026 e alerta para consequências desproporcionais para as PMEs]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Em meio ao esfor&amp;ccedil;o de ampliar a inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Brasil no com&amp;eacute;rcio internacional, um tema sens&amp;iacute;vel voltou ao centro do debate empresarial &amp;mdash; o regime de multas aduaneiras e seus efeitos sobre a proporcionalidade, a competitividade e a perman&amp;ecirc;ncia de empresas no com&amp;eacute;rcio exterior.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a reuni&amp;atilde;o do Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais da &lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/strong&gt;, realizada em 5 de mar&amp;ccedil;o, representantes do setor, especialistas e operadores da &amp;aacute;rea discutiram os efeitos da nova disciplina sancionat&amp;oacute;ria trazida pela Lei Complementar (LC) 227/2026 &amp;mdash; que extingue a velha multa de 1% sobre o valor aduaneiro por erro na declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ao mesmo tempo, a lei institui uma nova multa pela omiss&amp;atilde;o ou informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o inexata em opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para contribuir com o tema, o conselho recebeu o advogado, consultor aduaneiro e tribut&amp;aacute;rio e auditor aposentado da Receita Federal, Augusto Oliveira da Silva Neto, e o diretor da TCEX Log&amp;iacute;stica Internacional e presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de S&amp;atilde;o Paulo (Sindasp), Elson Isayama. O presidente em exerc&amp;iacute;cio da FecomercioSP, Ivo Dall&amp;#39;Acqua J&amp;uacute;nior, tamb&amp;eacute;m participou da reuni&amp;atilde;o. Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos conselheiros e participantes do encontro, o problema n&amp;atilde;o est&amp;aacute; apenas no valor das penalidades, mas principalmente no desenho confuso do sistema &amp;mdash; conceitos abertos, excesso regulat&amp;oacute;rio, margem elevada de discricionariedade e san&amp;ccedil;&amp;otilde;es que, em muitos casos, podem ser aplicadas mesmo em situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de erro formal ou de boa-f&amp;eacute;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dessa forma, &amp;eacute; essencial que se construa uma agenda de revis&amp;atilde;o normativa baseada em proporcionalidade, seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e facilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o do com&amp;eacute;rcio. Confira alguns destaques a seguir.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;Ocirc;nus desproporcional para as pequenas empresas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos pontos mais sens&amp;iacute;veis do debate foi a nova multa para omiss&amp;atilde;o ou presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o inexata ou incompleta de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o usadas no controle fiscal. A penalidade peca ao determinar um piso elevado, a partir de cerca de R$ 10 mil (equivalentes a 50 Unidades de Padr&amp;atilde;o Fiscal &amp;ndash; UPF), podendo alcan&amp;ccedil;ar R$ 20 mil (100 UPF) por informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e tendo como teto 1% do valor da opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o. No caso de reincid&amp;ecirc;ncia da infra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a multa base &amp;eacute; elevada para R$ 30 mil (150 UPF). No ano de 2026, o valor da UPF dos Tributos sobre Bens e Servi&amp;ccedil;os est&amp;aacute; estabelecido em R$ 200, com previs&amp;atilde;o de atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo &amp;Iacute;ndice Nacional de Pre&amp;ccedil;os ao Consumidor Amplo (IPCA).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O problema n&amp;atilde;o se limita ao valor da penalidade. O desenho da norma, segundo Silva Neto, amplia a inseguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica justamente porque opera com conceitos vagos, como o de &amp;ldquo;caracter&amp;iacute;sticas essenciais&amp;rdquo;, dando margem a interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es amplas por parte da fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;ldquo;O que define, afinal, uma caracter&amp;iacute;stica essencial? Esse tipo de conceito aberto cria espa&amp;ccedil;o para subjetividade, amplia o poder discricion&amp;aacute;rio da autoridade e gera inseguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica. &amp;Eacute; exatamente a&amp;iacute; que o contencioso nasce&amp;rdquo;, salientou. &amp;ldquo;Quando a norma n&amp;atilde;o &amp;eacute; objetiva, ela deixa de ser apenas um instrumento de controle e passa a ser tamb&amp;eacute;m uma fonte de instabilidade para quem opera corretamente&amp;rdquo;, completou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto ressaltado pelo advogado foi o car&amp;aacute;ter regressivo da penalidade, que pode prejudicar as pequenas importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, conforme exemplos abaixo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;bull; Em uma opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de R$ 50 mil, a multa m&amp;iacute;nima de R$ 10 mil pode representar 20% do valor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;bull; Em uma opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de R$ 2 milh&amp;otilde;es, a multa m&amp;aacute;xima de R$ 20 mil corresponde a apenas 1%.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na pr&amp;aacute;tica, a estrutura da penalidade imp&amp;otilde;e &amp;ocirc;nus desproporcional &amp;agrave;s opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de menor valor, afetando diretamente a competitividade das micro, pequenas e m&amp;eacute;dias empresas (MPMEs), que t&amp;ecirc;m menor capacidade financeira e operacional para absorver esse impacto.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Essa estrutura &amp;eacute; regressiva e pune proporcionalmente mais quem &amp;eacute; menor e tem menos capacidade de neutralizar o preju&amp;iacute;zo. Para uma pequena empresa, um erro informacional pode inviabilizar a opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou at&amp;eacute; o neg&amp;oacute;cio. Essa discuss&amp;atilde;o &amp;eacute;, tamb&amp;eacute;m, sobre a competitividade nacional&amp;rdquo;, disse Silva Neto.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, o advogado enfatizou que o caminho para modernizar o sistema sancionat&amp;oacute;rio aduaneiro brasileiro passa necessariamente pela simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o das normas, pela redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da subjetividade na aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das penalidades, pela defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de crit&amp;eacute;rios claros de dosimetria e pela cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mecanismos pedag&amp;oacute;gicos &amp;mdash; como advert&amp;ecirc;ncias em casos de infra&amp;ccedil;&amp;otilde;es leves ou prim&amp;aacute;rias &amp;mdash; que permitam corrigir falhas sem comprometer a viabilidade das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &amp;ldquo;H&amp;aacute; uma enorme dist&amp;acirc;ncia entre o que se exige das empresas e o que se entrega em termos de clareza, estabilidade e racionalidade regulat&amp;oacute;ria. Como exigir conformidade plena de um sistema que &amp;eacute; uma selva normativa?&amp;rdquo;, questionou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/82b3827226ab90ef9f8b00716e49f414a0c65baa.jpg" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;strong&gt;Excesso regulat&amp;oacute;rio e o dia a dia operacional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na perspectiva operacional, Isayama refor&amp;ccedil;ou que a inseguran&amp;ccedil;a n&amp;atilde;o nasce apenas da letra da lei, mas tamb&amp;eacute;m da forma como o sistema funciona. &amp;ldquo;N&amp;oacute;s temos duas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es distintas, mas complementares &amp;mdash; a parte legislativa e o balc&amp;atilde;o, o dia a dia da opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o. E, muitas vezes, a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; aberta demais, o que amplia a inseguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e dificulta a preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos riscos&amp;rdquo;, afirmou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m da Receita Federal, temos v&amp;aacute;rios &amp;oacute;rg&amp;atilde;os anuentes e uma intensa produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o normativa, acrescentou o presidente do Sindasp. &amp;ldquo;Em alguns meses, chegamos a acompanhar mais de 180 publica&amp;ccedil;&amp;otilde;es relacionadas ao com&amp;eacute;rcio exterior, o que aumenta muito a complexidade para quem precisa operar com regularidade&amp;rdquo;, detalhou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com Isayama, esse contexto acaba afastando justamente quem mais precisa de est&amp;iacute;mulo para acessar o com&amp;eacute;rcio internacional. &amp;ldquo;Muitas vezes o custo para discutir uma multa ou para fazer seguro de uma carga &amp;eacute; maior do que o valor que est&amp;aacute; sendo discutido. Essa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ajuda a explicar por que tanta gente simplesmente paga e segue. Mas esse movimento, no longo prazo, legitima um ambiente ruim, reduz a margem e vai empurrando o pequeno para fora do mercado&amp;rdquo;, afirmou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isayama ainda destacou que a crescente digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o uso de sistemas de an&amp;aacute;lise de dados ampliam a necessidade de prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas. &amp;ldquo;Esse trabalho preventivo &amp;eacute; fundamental. As empresas precisam trabalhar a prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o &lt;em&gt;compliance&lt;/em&gt; aduaneiro, observando a classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o fiscal, descri&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mercadoria, documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e estrutura interna como parte da estrat&amp;eacute;gia do neg&amp;oacute;cio. N&amp;atilde;o d&amp;aacute; mais para deixar isso apenas como uma etapa final da opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, enfatizou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O presidente do Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais, Rubens Medrano, refor&amp;ccedil;ou que o debate sobre multas aduaneiras tamb&amp;eacute;m precisa ser visto sob a perspectiva do desenvolvimento econ&amp;ocirc;mico e da amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, principalmente, das PME no com&amp;eacute;rcio exterior. &amp;ldquo;Quando a pequena empresa faz uma importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e, por qualquer motivo, &amp;eacute; penalizada, muitas vezes nunca mais quer ouvir falar de com&amp;eacute;rcio exterior. A nossa preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; mostrar que essa via do com&amp;eacute;rcio &amp;eacute; importante, mas tamb&amp;eacute;m orientar sobre toda a parte burocr&amp;aacute;tica e sancionat&amp;oacute;ria que envolve esse processo&amp;rdquo;, disse.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP defende que &amp;eacute; fundamental que o debate em torno das multas aduaneiras e do novo marco legal do com&amp;eacute;rcio exterior seja focado nas principais dificuldades do setor, que passam pela necessidade de modernizar e facilitar as opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, reduzir a burocracia excessiva, simplificar os procedimentos e garantir um ambiente mais competitivo, previs&amp;iacute;vel e seguro para o com&amp;eacute;rcio exterior. Segundo a Entidade, todos esses avan&amp;ccedil;os dependem essencialmente da verdadeira facilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o do com&amp;eacute;rcio &amp;mdash; princ&amp;iacute;pio que deveria nortear qualquer legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como desdobramento das discuss&amp;otilde;es realizadas no Conselho de Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Internacionais, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m pretende intensificar a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o institucional sobre o tema em Bras&amp;iacute;lia, perante o Executivo e o Legislativo, a fim de sugerir maior proporcionalidade ao processo de regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da nova multa aduaneira, bem como ao Projeto de Lei 4423/2024, que discute a nova Lei Geral do Com&amp;eacute;rcio Exterior.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 12 Mar 2026 08:51:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Conflito no Oriente Médio: repercussões para o Brasil e para o Comércio mundial]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/guerra-no-oriente-medio-repercussoes-para-o-brasil-e-para-o-comercio-mundial</link><description>&lt;![CDATA[País deve agir preventivamente, diversificando fornecedores e ampliando a abertura comercial para reduzir riscos econômicos frente a novas tensões geopolíticas]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A morte do ditador aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, confirmada depois do ataque coordenado por forças dos Estados Unidos e de Israel contra instalações estratégicas em Teerã (capital daquela nação), teve influência direta no centro de poder iraniano e espalhou tensão pelo Oriente Médio.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O bombardeio atingiu o complexo onde o líder estava e pôs fim a quase 40 anos de um comando marcado por forte centralização e vigilância violenta constante sobre a sociedade. A saída abrupta de uma figura tão dominante abriu um vácuo político difícil de administrar, elevou o nível de alerta das forças militares e alimentou discursos de retaliação, criando um ambiente de incerteza que rapidamente ultrapassou as fronteiras do Irã.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As repercussões geopolíticas vieram praticamente no mesmo instante. Sem o ditador, o regime perdeu o seu ponto de equilíbrio e viu alas mais duras ganharem espaço, defendendo respostas mais amplas contra interesses norte-americanos e israelenses. Grupos alinhados a Teerã, como o Hezbollah no Líbano e os Houthis no Iêmen, intensificaram ataques e movimentações, o que aumentou o risco de um conflito mais amplo. A possibilidade de uma escalada envolvendo vários países da região cresceu substancialmente, em especial com a movimentação de tropas dos Estados Unidos no Golfo Pérsico e o reforço das defesas israelenses. A indefinição sobre quem assumirá o comando no Irã adiciona um elemento de instabilidade que tende a se prolongar e dificulta qualquer tentativa de diálogo mais estruturado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Consequência à economia global&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No campo econômico, o impacto mais imediato apareceu no mercado de energia. O anúncio de restrições à navegação no Estreito de Ormuz, por onde passa uma fatia significativa do petróleo mundial, fez o preço do barril disparar e se aproximar dos&lt;br&gt;US$ 80. Isso aconteceu porque o estreito, que passa entre o Irã e o Omã, é um dos cruzamentos marítimos mais importantes do mundo. Com 33 quilômetros de largura em seu ponto mais estreito — e com canais de navegação de 3 quilômetros de largura em ambas as direções —, liga o Golfo Pérsico ao Mar Arábico e ao Oceano Índico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/3451f0321b6d4e15b5a9ad7aaf22913202d5e852.jpg" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Estreito de Ormuz, entre Irã e Omã, é uma das passagens marítimas mais estratégicas do mundo. Com apenas 33 quilômetros em seu ponto mais estreito, conecta o Golfo Pérsico ao Mar Arábico e ao Oceano Índico. Por ali, transitam aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo por dia — cerca de um quinto de todo o petróleo transportado por via marítima no mundo&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Golfo de Omã, em que se encontra o estreito, é a segunda via navegável mais importante para o transporte de petróleo para o mundo (a mais importante rota marítima é o Estreito de Malaca, localizado entre a Malásia e a Indonésia), com 17,8 a 21 milhões de barris de petróleo transitando diariamente pela via, cerca de 20% de todo o petróleo bruto negociado por mar e quase 30% de todo o petróleo bruto e a granel transportados por mar (incluindo GNL).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A reação se espalhou pelos mercados financeiros e, a depender dos desdobramentos desse conflito, haverá elevação nos custos de importação de combustíveis e pressão sobre as cadeias produtivas que dependem de energia. Economias mais vulneráveis a oscilações externas sentirão a fuga de capitais e a desvalorização de suas moedas, enquanto setores industriais já projetam encarecimento expressivo nos custos logísticos e operacionais. Esse conjunto de fatores gera o temor de uma recessão global alimentada pela inflação energética e pela desaceleração do comércio internacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Consequências para o Brasil e o Agronegócio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o Brasil, mesmo que não haja uma dependência direta do petróleo que passa pela região, os efeitos do bloqueio sobre a cotação do petróleo no mercado internacional, sem dúvida, afetariam os preços internos dos combustíveis, justamente em um momento em que o País busca trazer a inflação de volta para a meta. Estima-se que um aumento de 10% no preço da gasolina possa impactar o IPCA em aproximadamente 0,5%, sem considerar os efeitos indiretos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto de preocupação para o Brasil é que os dois países envolvidos diretamente no conflito são importantes fornecedores de fertilizantes para o Agronegócio, e um acirramento poderia refletir na cadeia de abastecimento e, consequentemente, nos preços de produtos como soja, café, milho etc. Uma série de outros setores, como transportes rodoviário e aéreo, também seria impactada pelo aumento de custo de energia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2025, o Irã ocupou a 31ª posição no ranking de destino das exportações brasileiras, as quais totalizaram aproximadamente US$ 2,9 bilhões, queda de 2,7% após ter crescido 30,6% em 2024, em que se destacam o milho e a soja como principais produtos. Para Israel, foram exportados apenas US$ 568,6 milhões, sendo o 60º principal destino das exportações. Do lado das importações, o Brasil importou US$ 1,9 bilhão, dos quais 37% foram de adubos ou fertilizantes, seguidos por inseticidas, fungicidas etc., com 7,6% do total.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Caminhos para o Brasil em meio ao conflito&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nos campos político e diplomático, o País precisa equilibrar sua relação histórica com os Estados Unidos sem comprometer as parcerias estratégicas no Golfo Pérsico, ao mesmo tempo que acompanha a situação de brasileiros que vivem em áreas potencialmente afetadas. É fundamental que se adotem posições cautelosas, principalmente considerando o recente ingresso do Irã no Brics.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; avalia que o Brasil terá de combinar cautela diplomática com capacidade de adaptação econômica. No curto prazo, será importante reforçar mecanismos que reduzam a exposição à volatilidade internacional, além de diversificar fornecedores de energia e fortalecer instrumentos que diminuam a dependência de combustíveis importados. A médio prazo, o País pode aproveitar a reorganização geopolítica para ampliar a presença em mercados emergentes afetados pela crise, consolidando-se como um ator moderador e um fornecedor confiável de alimentos e energia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A forma como a Nação navegará pelas pressões externas preservará a estabilidade interna e manterá a própria credibilidade internacional, que será decisiva para transformar um momento de risco em uma oportunidade de reposicionamento global.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 03 Mar 2026 10:27:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Tarifaço tecnológico encarece e penaliza a inovação]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/tarifaco-tecnologico-encarece-e-penaliza-a-inovacao</link><description>&lt;![CDATA[Alta nas tarifas dificulta compra de equipamentos essenciais ao setor produtivo e retarda a urgente modernização e a abertura comercial]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O governo federal, por meio da Câmara de Comércio Exterior (Camex), elevou as alíquotas do Imposto de Importação sobre Bens de Informática e Telecomunicações (BIT) e Bens de Capital (BK), conforme estabelece a Resolução Gecex 852, de 4 de fevereiro de 2026, que aumentou o valor de importação de mais de 1,2 mil produtos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para a&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, a medida representa um grave equívoco de política econômica e um retrocesso na promoção de uma maior abertura comercial e na agenda de competitividade e modernização produtiva do País.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade defende a revisão da resolução e a abertura de diálogo amplo com o setor produtivo e a sociedade civil, com base em evidências técnicas e avaliação de impacto econômico. O Brasil precisa avançar em políticas que reduzam o custo de investir, estimulem a inovação e ampliem a sua competitividade internacional. Elevar tarifas sobre bens de capital e tecnologia não contribui para esse objetivo; ao contrário, compromete a modernização produtiva e dificulta a superação do principal gargalo histórico do crescimento brasileiro: a baixa produtividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A decisão foi baseada em uma nota técnica elaborada pelo Ministério da Fazenda, destacando que diante do diagnóstico de que o crescimento da importação de BITs e BKs nos últimos anos “ameaça colapsar elos da cadeia produtiva e provocar regressões produtiva e tecnológica do País”, e sob a justificativa de proteger a produção nacional, recomendou a elevação das tarifas de importação dos produtos categorizados na&amp;nbsp;Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A medida estabelece três faixas tarifárias:&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;os produtos com alíquota inferior a 7,2% tiveram suas alíquotas elevadas para 7,2%, que se tornou um piso tarifário;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;os bens com alíquotas entre 7,2% e 12,6% tiveram as alíquotas majoradas para 12,6%, um segundo degrau tarifário;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;e o último degrau, em que as alíquotas entre 12,6% e 20% foram unificadas em 20%.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A experiência internacional e a literatura acadêmica são amplamente convergentes ao demonstrar que a concorrência externa é um dos principais vetores de aumento de eficiência. A exposição ao comércio internacional promove a realocação de recursos para empresas mais produtivas, eleva a efetividade média dos setores e incentiva ganhos de escala e especialização. A presença de produtos importados no mercado doméstico não é um obstáculo à indústria eficiente, funcionando como mecanismo disciplinador que estimula modernização, redução de custos e incorporação de novas tecnologias e gerando ganhos de produtividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tecnologia mais cara compromete investimento e produtividade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No caso específico de BITs e BKs, o impacto é ainda mais sensível. Esses produtos não são bens de consumo supérfluos, mas instrumentos fundamentais para a ampliação da capacidade produtiva e para a digitalização das empresas. A facilitação da importação de bens de capital e de bens intermediários permite acesso a máquinas mais modernas, tecnologias embarcadas e melhores insumos, reduzindo custos e elevando a qualidade da produção. Ao encarecer esses itens por meio da elevação tarifária, a política adotada amplia o custo do investimento produtivo, retarda a atualização tecnológica e compromete a competitividade sistêmica da economia brasileira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há também forte evidência de que a concorrência internacional estimula a inovação, já que o aumento da competição leva as empresas a inovarem para manter ou ampliar a participação de mercado. Ambientes mais abertos tendem a ampliar o registro de patentes, a intensidade de investimentos em pesquisa e desenvolvimento e a difusão de Tecnologia da Informação (TI). Ao restringir o acesso a bens de informática e telecomunicações, a medida caminha na direção oposta, encarecendo os equipamentos digitais e dificultando a adoção de Inteligência Artificial (IA), automação e soluções tecnológicas que hoje são determinantes para o ganho de produtividade no Comércio, nos Serviços e na Indústria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O debate sobre a produtividade é central para o futuro do Brasil. O crescimento nacional nas últimas décadas tem sido limitado por ganhos insuficientes de produtividade total dos fatores. Barreiras comerciais elevadas reduzem a difusão tecnológica, encarecem insumos e afastam o País das cadeias globais de valor. Em vez de remover esses entraves estruturais, a elevação das tarifas sobre BITs e BKs aprofunda um problema que já compromete a competitividade, o que é ainda mais preocupante em um momento de elevado custo do capital. A avaliação da FecomercioSP é a de que o encarecimento das importações, somado aos juros elevados, vai desestimular os investimentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vale destacar que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre BITs e BKs permanece acima da média mundial e significativamente superior à praticada por economias avançadas e por diversos emergentes. A nova resolução amplia essa distância, reforçando a percepção de que o País opta por fechamento relativo em um contexto global marcado por cadeias produtivas integradas e competição tecnológica acelerada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Contradições e impactos sobre as pequenas empresas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP também nota certa incoerência da medida frente à postura diplomática brasileira no cenário internacional. O governo tem se posicionado criticamente diante de movimentos protecionistas adotados por países como os Estados Unidos, defendendo o multilateralismo, a previsibilidade das regras comerciais e a redução de barreiras. Entretanto, ao elevar tarifas de importação de forma significativa em setores estratégicos, o Brasil adota internamente a mesma lógica que condena externamente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa contradição fragiliza a credibilidade nacional em negociações comerciais, enfraquece sua posição em fóruns multilaterais e transmite sinal negativo a investidores nacionais e estrangeiros quanto à estabilidade e à coerência da política econômica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O aumento de tarifas e o consequente acréscimo de preços de equipamentos utilizados por Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs), que dispõem de menor capacidade de absorver custos adicionais também preocupam. Isso tende a ampliar desigualdades competitivas, reduzir margens, pressionar preços ao consumidor e limitar investimentos. Em setores intensivos em tecnologia e conectividade — como comércio eletrônico, logística, serviços financeiros, saúde e educação —, a elevação de custos pode retardar também os processos de digitalização imprescindíveis para ganhos de eficiência e expansão de mercado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O fortalecimento da Indústria nacional é objetivo legítimo, mas não pode se basear em encarecimento generalizado de insumos estratégicos para toda a economia. A proteção tarifária, quando mal calibrada, pode gerar alívio pontual para segmentos específicos, porém à custa de perda de eficiência agregada, menor inovação e crescimento mais baixo no longo prazo. Esta tem sido a dinâmica brasileira: setores protegidos há décadas não conseguem se desenvolver.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O desenvolvimento sustentável exige aumento de produtividade, integração às cadeias globais e acesso amplo a tecnologias de ponta, e não a ampliação de barreiras que isolam o Brasil e encarecem o investimento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 24 Feb 2026 12:11:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Internacional]]</category></item></channel></rss>
