<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Legislação - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/legislacao</link><description>&lt;![CDATA[Área de divulgação de desdobramentos sobre os conteúdos propostos por advocacys.]]</description><lastBuildDate>Wed, 29 Apr 2026 04:40:10 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Legislação - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/legislacao</link><url>https://www.fecomercio.com.br/public/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Legislação]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Riscos ao patrimônio pessoal exigem gestão do empresário]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/riscos-ao-patrimonio-pessoal-exigem-gestao-do-empresario</link><description>&lt;![CDATA[E-book detalha como falhas na administração e na estrutura jurídica podem levar à responsabilização direta dos sócios]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Empreender no Brasil exige cada vez mais aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o que vai al&amp;eacute;m da opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da empresa. Em um ambiente marcado por maior complexidade regulat&amp;oacute;ria, custos elevados e mudan&amp;ccedil;as frequentes nas regras, decis&amp;otilde;es aparentemente simples podem ter efeitos diretos sobre o patrim&amp;ocirc;nio pessoal do empres&amp;aacute;rio. &amp;Eacute; nesse contexto que o e-book &lt;strong&gt;Responsabilidade patrimonial do empres&amp;aacute;rio&lt;/strong&gt;, lan&amp;ccedil;ado pela &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, re&amp;uacute;ne orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es pr&amp;aacute;ticas para reduzir as amea&amp;ccedil;as e fortalecer a seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O conte&amp;uacute;do mostra que a separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os bens da empresa e os do empres&amp;aacute;rio, embora seja um princ&amp;iacute;pio b&amp;aacute;sico da atividade empresarial, ainda &amp;eacute; frequentemente negligenciada. Quando essa divis&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; respeitada no dia a dia &amp;mdash; seja por desorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, seja por falhas na condu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do neg&amp;oacute;cio &amp;mdash;, o risco deixa de se limitar &amp;agrave; pessoa jur&amp;iacute;dica e passa a atingir diretamente o patrim&amp;ocirc;nio pessoal. Em outras palavras, problemas da empresa podem, sim, atingir o CPF.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao longo da publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, s&amp;atilde;o detalhadas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es recorrentes que fragilizam essa prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como aus&amp;ecirc;ncia de controle cont&amp;aacute;bil, descumprimento de obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es legais e encerramento irregular das atividades. O conte&amp;uacute;do tamb&amp;eacute;m explica as circunst&amp;acirc;ncias nas quais a Justi&amp;ccedil;a pode desconsiderar a personalidade jur&amp;iacute;dica da empresa, mecanismo que permite atingir os bens dos s&amp;oacute;cios quando h&amp;aacute; abuso, fraude ou confus&amp;atilde;o patrimonial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estrutura importa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos pontos centrais &amp;eacute; que a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o patrimonial come&amp;ccedil;a na escolha do tipo societ&amp;aacute;rio, mas n&amp;atilde;o termina ali. Modelos como os de Microempreendedor Individual (MEI) e Empres&amp;aacute;rio Individual (EI) n&amp;atilde;o separam os patrim&amp;ocirc;nios, o que exp&amp;otilde;e diretamente os bens pessoais em caso de d&amp;iacute;vidas. J&amp;aacute; estruturas como Sociedade Limitada (LTDA) ou Sociedade Limitada Unipessoal (SLU) oferecem essa barreira, desde que a gest&amp;atilde;o seja conduzida de forma adequada e consistente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso significa que n&amp;atilde;o basta abrir a empresa com o enquadramento correto. &amp;Eacute; preciso manter disciplina na gest&amp;atilde;o, com contas separadas, registros cont&amp;aacute;beis organizados e cumprimento das obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es fiscais, trabalhistas e regulat&amp;oacute;rias. Quando essa rotina falha, a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o jur&amp;iacute;dica perde for&amp;ccedil;a e abre espa&amp;ccedil;o para responsabiliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais amplas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Gest&amp;atilde;o como prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o refor&amp;ccedil;a que a preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do patrim&amp;ocirc;nio pessoal est&amp;aacute; diretamente ligada &amp;agrave; forma como a empresa &amp;eacute; administrada ao longo do tempo. Medidas como formaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de atos societ&amp;aacute;rios, atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o cadastral e baixa regular das atividades s&amp;atilde;o t&amp;atilde;o relevantes quanto a estrutura inicial do neg&amp;oacute;cio. A aus&amp;ecirc;ncia desses cuidados pode caracterizar irregularidades que ampliam significativamente os perigos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;(I)Nova&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m disso, o conte&amp;uacute;do apresenta o papel do &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/programa-i-nova"&gt;Programa (I)Nova, da FecomercioSP,&lt;/a&gt; que atua com orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica, produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de materiais e apoio institucional para auxiliar empres&amp;aacute;rios na ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pr&amp;aacute;ticas mais seguras e alinhadas com as exig&amp;ecirc;ncias legais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o ressalta que a responsabilidade patrimonial n&amp;atilde;o &amp;eacute; um tema restrito ao jur&amp;iacute;dico, mas uma quest&amp;atilde;o de gest&amp;atilde;o. Com informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o qualificada e rotina organizada, o empres&amp;aacute;rio reduz a exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o a incertezas e ganha previsibilidade para conduzir o neg&amp;oacute;cio com mais seguran&amp;ccedil;a.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O e-book, dispon&amp;iacute;vel gratuitamente, traz um passo a passo para identificar problemas e adotar medidas de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o no dia a dia da empresa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/conteudos/e-books/riscos-ao-patrimonio-pessoal-exigem-gestao-do-empresario/" class="botao"&gt;Responsabilidade patrimonial do empres&amp;aacute;rio&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 14:48:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Empresas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[NR-1 precisa de clareza e de adiamento até 2027]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/nr-1-precisa-de-clareza-e-de-adiamento-ate-2027</link><description>&lt;![CDATA[Manual com regras foi divulgado só em março, a dois meses do prazo final de adaptação das empresas; FecomercioSP propõe mais um ano para a implementação]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O prazo para se adaptar às novas exigências sobre riscos psicossociais está se aproximando sem que muitas empresas saibam, de fato, o que fazer. &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/fecomerciosp-esclarece-mitos-e-verdades-sobre-a-nr-1-no-setor-de-servicos?%2Fnoticia%2Ffecomerciosp-esclarece-mitos-e-verdades-sobre-a-nr-1-no-setor-de-servicos="&gt;A Norma Regulamentadora 1 (NR-1) passa a valer a partir de 26 de maio&lt;/a&gt;, ainda que o manual de interpretação das regras só tenha sido publicado pelo governo em 16 de março. A implementação de diretrizes com esse grau de complexidade exige tempo adequado, diálogo tripartite e orientações técnicas mais concretas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por isso, a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; propôs ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a prorrogação por 12 meses do início da vigência das novas regras da NR-1.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A busca por ambientes de trabalho seguros e salubres, tanto física quanto psicossocialmente, é essencial. Mas as empresas ainda não têm condições técnicas, materiais e humanas para estarem adequadas plenamente à norma no prazo atual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Regras pouco claras sobre a NR-1&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/manuais-e-publicacoes/manual_gro_pgr_da_nr_1.pdf/view"&gt;Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1&lt;/a&gt;, além de ter chegado tarde, não incorporou as contribuições dos setores produtivos, o que pode comprometer sua utilidade prática. Sem clareza sobre os parâmetros técnicos de aferição dos riscos psicossociais, qualquer equívoco na aplicação trará consequências como infrações, penalidades e prejuízos às empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por se tratar de risco de alto caráter subjetivo, não há a certeza sobre quais serão os critérios, utilizados pelos auditores, para avaliar a eficácia das ações implementadas pelas empresas quanto aos fatores psicossociais relacionados ao trabalho, ou ainda de que tipo de evidências a fiscalização utilizará para avaliar que uma empresa gerencia ou não esses fatores adequadamente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os fatores de risco a serem gerenciados no ambiente do trabalho, o risco psicossocial é considerado de natureza ergonômica, sendo que o Manual de Interpretação da NR-1, publicado em março de 2026, indica que o foco é a &lt;u&gt;“organização do trabalho, a forma como as tarefas e atividades são estruturadas, distribuídas e coordenadas dentro do ambiente de trabalho”&lt;/u&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, a gestão das empresas sobre fatores psicossociais do trabalho passará a ser auditada, conforme guia do MTE (2025), como:&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;&lt;em&gt;baixo controle no trabalho/falta de autonomia;&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;em&gt;baixa demanda no trabalho (subcarga);&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;em&gt;excesso de demandas no trabalho (sobrecarga).&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;É diante de conceitos tão abertos que reside a insegurança das empresas e a necessidade de maior concretude para a aplicação adequada da norma. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Risco para as MPEs&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A situação é ainda mais delicada para Micro e Pequenas Empresas (MPEs). Embora estejam dispensadas de elaborar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) de forma completa, se enquadradas nos graus de risco 1 e 2, continuam obrigadas a manter a Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP), alinhada com o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), o que implica lidar com os mesmos conceitos de riscos psicossociais que, neste momento, geram insegurança ao restante do setor produtivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O prazo adicional de 12 meses permitiria retomar o diálogo tripartite, estabelecer parâmetros técnicos mais objetivos na própria norma e dar aos negócios condições reais de implementação — sem o risco de autuações decorrentes de insegurança gerada pela ausência de uma regulamentação clara. Entretanto, até agora, o MTE não se posicionou favorável à solicitação.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde 2025, a FecomercioSP atua para garantir que o manual contemple as demandas empresariais e traga normas e conceitos objetivos, práticos e possíveis de serem implementados. Ainda assim, a Federação também tem reforçado a orientação aos Sindicatos Patronais e as empresas sobre boas práticas, procurando contribuir para a qualidade e a segurança dos ambientes laborais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acesse uma cartilha orientadora sobre a NR-1: &lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/wp-content/uploads/2025/03/NR1_Prevencao-de-Doencas-Psicossociais.pdf"&gt;Prevenção de doenças psicossociais&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 14:37:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Com a Reforma Tributária, o ITCMD passará a ser progressivo para trazer mais justiça fiscal ao contribuinte paulista]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/com-a-reforma-tributaria-o-itcmd-passara-a-ser-progressivo-para-trazer-mais-justica-fiscal-ao-contribuinte-paulista</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP defende alíquotas entre 1% e 4% conforme valor da transmissão, mas alerta para necessidade de deduzir dívidas do espólio e respeitar limites de isenção]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, por meio do seu &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios"&gt;Conselho de Assuntos Tribut&amp;aacute;rios&lt;/a&gt;, manifesta formalmente apoio ao &lt;a href="https://www.al.sp.gov.br/propositura/?id=1000606369" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Projeto de Lei (PL) 409/2025&lt;/a&gt;, de autoria do deputado estadual Lucas Bove (PL/SP), que prop&amp;otilde;e a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/novas-regras-do-itcmd-definidas-pela-reforma-tributaria-exigem-planejamento-patrimonial-para-evitar-prejuizos?%2Fnoticia%2Fnovas-regras-do-itcmd-definidas-pela-reforma-tributaria-exigem-planejamento-patrimonial-para-evitar-prejuizos="&gt;progressividade do Imposto sobre Transmiss&amp;atilde;o Causa Mortis e Doa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (ITCMD)&lt;/a&gt; na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o paulista. Em of&amp;iacute;cio enviado &amp;agrave;s lideran&amp;ccedil;as parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (Alesp), a Entidade reconheceu o m&amp;eacute;rito da proposta, enfatizando apoio ao objetivo principal da proposta, bem como apresentando contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es para aprimorar o texto, alinhando-o com as diretrizes da recente Reforma Tribut&amp;aacute;ria e evitando injusti&amp;ccedil;as fiscais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O PL 409/2025 surge em um momento de profundas transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es no sistema tribut&amp;aacute;rio brasileiro. Com a promulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Emenda Constitucional (EC) 132/2023, o in&amp;iacute;cio da regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela Lei Complementar (LC) 214/2025 e, mais recentemente, da LC 227/2026, inaugurou-se um novo paradigma normativo para o arcabou&amp;ccedil;o tribut&amp;aacute;rio.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim, o ITCMD passou a contar com disciplina pr&amp;oacute;pria, contemplando mais detalhamento na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o nacional sobre fato gerador, base de c&amp;aacute;lculo, al&amp;iacute;quotas, fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e outros requisitos para incid&amp;ecirc;ncia do imposto. &amp;Eacute; nesse novo ambiente normativo que o projeto paulista busca se inserir a fim de regulamentar essas altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es em &amp;acirc;mbito estadual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Progressividade com teto de 4%&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a FecomercioSP, o PL 409/2025 acerta ao estabelecer al&amp;iacute;quotas vari&amp;aacute;veis entre 1% e 4%, conforme faixas de valores convertidas em Unidade Fiscal do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (Ufesp), preservando o teto atualmente aplicado no Estado. Atualmente, S&amp;atilde;o Paulo adota al&amp;iacute;quota fixa de 4% para todas as transmiss&amp;otilde;es, independentemente do valor do bem ou direito.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na pr&amp;aacute;tica, a progressividade significa que heran&amp;ccedil;as e doa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de menor valor pagar&amp;atilde;o menos imposto (1%, 2% e 3% nas faixas iniciais), enquanto transmiss&amp;otilde;es de maior valor continuar&amp;atilde;o sujeitas aos 4% atuais &amp;mdash; cabe mencionar que a Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o 9/1992, do Senado Federal, prev&amp;ecirc; que os Estados possam adotar al&amp;iacute;quota de ITCMD de at&amp;eacute; 8%. Para a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a sistem&amp;aacute;tica trazida pelo PL 409/2025 atende ao princ&amp;iacute;pio constitucional da capacidade contributiva, tributando de forma mais intensa os contribuintes com mais capacidade econ&amp;ocirc;mica, sem impor encargo desproporcional &amp;agrave;queles que recebem bens de valor reduzido.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Combate &amp;agrave; fuga de patrim&amp;ocirc;nio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m do princ&amp;iacute;pio das justi&amp;ccedil;as fiscal e social, a FecomercioSP destaca que o projeto tamb&amp;eacute;m se orienta pelo crit&amp;eacute;rio de efici&amp;ecirc;ncia arrecadat&amp;oacute;ria. Uma legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o com al&amp;iacute;quotas progressivas e bem calibradas desestimula contribuintes a buscarem alternativas para afastar a tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o excessiva, como:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;migra&amp;ccedil;&amp;atilde;o para outras jurisdi&amp;ccedil;&amp;otilde;es (nacionais ou internacionais), o que resultaria na fuga de patrim&amp;ocirc;nio da al&amp;ccedil;ada paulista;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;antecipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o artificial de doa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e heran&amp;ccedil;as apenas para aproveitar al&amp;iacute;quotas mais baixas antes da vig&amp;ecirc;ncia da lei.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Ao manter o teto em 4%, o projeto evita um choque de arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o que poderia incentivar exatamente esses comportamentos evasivos, preservando a receita do Estado sem onerar excessivamente o contribuinte.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;A&amp;nbsp;introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do instituto da progressividade no ITCMD representa um avan&amp;ccedil;o promovido pela Reforma Tribut&amp;aacute;ria, de modo que possa atender a diretrizes constitucionais, como a capacidade contributiva e a veda&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao confisco. Entretanto, essa premissa deve ser compreendida e aplicada como instrumento leg&amp;iacute;timo de justi&amp;ccedil;a fiscal, e n&amp;atilde;o como mecanismo para aumento da arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Er&amp;aacute;rio&amp;rdquo;, alerta M&amp;aacute;rcio Ol&amp;iacute;vio Fernandes da Costa, presidente do Conselho de Assuntos Tribut&amp;aacute;rios da FecomercioSP e presidente do&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/codecon-sp" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho Estadual de Defesa do Contribuinte de S&amp;atilde;o Paulo (Codecon/SP)&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Aprimoramento necess&amp;aacute;rio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do apoio, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entende que o PL pode ser aperfei&amp;ccedil;oado para garantir mais efetividade e alinhamento com a LC 227/2026. Confira, a seguir, as duas contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es principais apresentadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1. Dedu&amp;ccedil;&amp;atilde;o obrigat&amp;oacute;ria das d&amp;iacute;vidas do esp&amp;oacute;lio:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;a FecomercioSP prop&amp;otilde;e que o ITCMD n&amp;atilde;o incida sobre as obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es que oneram o bem transmitido ou que comp&amp;otilde;em o passivo do esp&amp;oacute;lio. Na pr&amp;aacute;tica, isso significa que, no c&amp;aacute;lculo do imposto, devem ser abatidas:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;todas as d&amp;iacute;vidas vinculadas aos bens ou ao esp&amp;oacute;lio;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;o saldo devedor de bens financiados ou adquiridos via cons&amp;oacute;rcio;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cotas e a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de pessoas jur&amp;iacute;dicas pelo valor de mercado, com base no patrim&amp;ocirc;nio l&amp;iacute;quido ajustado e no fundo de com&amp;eacute;rcio.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Essa medida evita a tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre patrim&amp;ocirc;nio l&amp;iacute;quido inexistente, corrigindo uma distor&amp;ccedil;&amp;atilde;o hist&amp;oacute;rica da legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o paulista que, atualmente, tributa o valor bruto dos bens transmitidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2. Explicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da segrega&amp;ccedil;&amp;atilde;o de valores isentos:&lt;/strong&gt; a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o prop&amp;otilde;e a inclus&amp;atilde;o de um par&amp;aacute;grafo que deixe claro que os limites de isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o previstos no artigo 6&amp;ordm; da lei (expressos em Ufesps) devem ser aplicados ap&amp;oacute;s a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todas as dedu&amp;ccedil;&amp;otilde;es legalmente admitidas &amp;mdash; inclusive aquelas relativas a d&amp;iacute;vidas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com isso, a tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o recair&amp;aacute; exclusivamente sobre a parcela dos bens e direitos que exceder os limites de isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o, evitando que valores legalmente protegidos sejam indevidamente alcan&amp;ccedil;ados pelo imposto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pr&amp;oacute;ximos passos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP, agora, aguarda que o PL 409/2025 seja discutido nas comiss&amp;otilde;es tem&amp;aacute;ticas da Alesp, com a expectativa de que as contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es apresentadas sejam incorporadas ao texto final. A Entidade segue o trabalho de mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o com os parlamentares na busca por uma tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o justa, eficiente e alinhada com a capacidade contributiva dos cidad&amp;atilde;os paulistas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do projeto com os aprimoramentos sugeridos representar&amp;aacute; um avan&amp;ccedil;o importante na moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ITCMD em S&amp;atilde;o Paulo, conciliando a necess&amp;aacute;ria arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o estadual com o respeito aos direitos dos contribuintes e aos princ&amp;iacute;pios constitucionais da justi&amp;ccedil;a fiscal, reduzindo os efeitos de um poss&amp;iacute;vel aumento da carga tribut&amp;aacute;ria sobre a transfer&amp;ecirc;ncia de patrim&amp;ocirc;nio.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 10:32:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[reforma tributária]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Comitê Gestor é o coração da Reforma Tributária, mas carece de definições para atender aos anseios dos contribuintes]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/comite-gestor-e-o-coracao-da-reforma-tributaria-mas-carece-de-definicoes-para-atender-aos-anseios-dos-contribuintes</link><description>&lt;![CDATA[Sem regras definidas para as cobranças dos novos tributos, órgão corre contra o tempo para formar sua diretoria e estabelecer normas basilares]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Reforma Tributária não representa apenas uma mudança de nomenclatura ou de incidência.&amp;nbsp;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/reforma-tributaria-inaugura-um-novo-mundo-que-ignora-todo-o-aprendizado-do-sistema-anterior"&gt;Trata-se de uma transformação estrutural profunda&lt;/a&gt; que altera a lógica de arrecadação, a repartição de competências e, sobretudo, a forma de exercício do poder tributário no País.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e, em especial, do seu Comitê Gestor, inaugura uma nova arquitetura institucional, cujo funcionamento prático ainda suscita dúvidas, inquietações e apreensão por parte dos contribuintes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para sanar as principais dúvidas dos empresários, advogados e contadores, o &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios"&gt;Conselho de Assuntos Tributários&lt;/a&gt; da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, recebeu, na última quarta-feira (22), Luis Felipe Vidal Arellano, secretário municipal da Fazenda de São Paulo e vice-presidente do Comitê Gestor do IBS.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Regulamentos do IBS e da CBS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A grande questão que paira sobre o Comitê Gestor é a indefinição quanto aos regulamentos que definirão como serão administrados, apurados, fiscalizados e distribuídos os novos tributos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Arellano explicou que o tema será debatido ainda em abril e espera que as regras sejam editadas no início de maio. “&lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/nova-lei-regulamenta-comite-gestor-com-poderes-amplos-e-gera-tensao-federativa"&gt;O Comitê Gestor será uma ‘superfazenda’&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;Por isso, essa complexidade de abarcar representantes dos fiscos estaduais e municipais resulta em certa burocracia. Estamos finalizando a escolha da diretoria do Comitê e, no dia 27 de abril, vamos nos reunir para deliberar sobre o regulamento do IBS.”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essas definições são fundamentais para a segurança jurídica de fiscos e contribuintes, já que a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) começa a ser exigida em 2027, e ambos os tributos (CBS e IBS) deverão seguir regras idênticas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Participação da sociedade civil&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Emenda Constitucional (EC) 132/2023 introduziu princípios fundamentais para o novo sistema tributário nacional, como o princípio da cooperação, que propõe uma relação mais colaborativa entre Fisco e contribuintes, com os objetivos de aprimorar o sistema, incentivar a conformidade fiscal e reduzir a litigiosidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No mesmo sentido, o&amp;nbsp;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/codigo-de-defesa-do-contribuinte-um-marco-civilizatorio"&gt;Código de Defesa do Contribuinte, instituído pela Lei Complementar (LC) 225/2026&lt;/a&gt;, estabelece, dentre os deveres da administração tributária, a adoção de medidas voltadas para a transparência e a participação dos contribuintes na elaboração e no aprimoramento da legislação tributária.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Márcio Olívio Fernandes da Costa, presidente do Conselho de Assuntos Tributários da FecomercioSP, ressaltou que a participação da sociedade civil será de fundamental importância para a elaboração de regras justas e alinhadas com a realidade. “Considerando que a minuta do regulamento parece estar na fase final de elaboração, entendemos que sua disponibilização prévia à sociedade civil é fundamental para possibilitar contribuições qualificadas e assegurar o cumprimento dos princípios constitucionais e das garantias previstas no Código de Defesa do Contribuinte”, afirmou Costa, que também é presidente do&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/codecon-sp" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho Estadual de Defesa do Contribuinte de São Paulo (Codecon/SP)&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O vice-presidente do Comitê Gestor ponderou que a presença dos contribuintes é algo previsto no órgão, assim como já ocorre na Prefeitura de São Paulo, onde Arellano é secretário. “Neste momento, a definição da diretoria e do regulamento do IBS são as prioridades do Comitê. Após a aprovação do regulamento, entraremos em fase de testes e estudaremos a criação de um meio para que os interessados em enviar sugestões apresentem suas considerações”, pontuou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Arellano ainda ressaltou que, em razão dessas prioridades, a primeira versão do regulamento deverá tratar especificamente do direito material dos novos tributos, deixando para um segundo momento o detalhamento de aspectos como cobrança, fiscalização e processo administrativo. Embora reconheça a importância da participação da sociedade civil na construção da norma, o secretário destacou que, neste primeiro momento, isso não será possível, em razão da demora na aprovação da LC 227/2026 e da instalação do Comitê Gestor do IBS. Ainda assim, enfatizou que o órgão permanece aberto ao recebimento de contribuições.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Insegurança latente&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A reunião também contou com a participação de Camila Tapias, sócia de Utumi Advogados e coordenadora da Reforma Tributária na Comissão Especial de Direito Tributário da OAB de São Paulo, que fez importantes ponderações sobre como será feita a fiscalização e a cobrança dos novos tributos, além de como funcionará o processo administrativo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tributarista informou que colaborou na elaboração do Projeto de Lei Complementar (PLP) 50/2024, que propõe a fiscalização e a cobrança do IBS e da CBS de forma conjunta, além da instituição de um processo administrativo igualmente unificado, modelo que considera ideal para evitar a duplicidade de procedimentos e decisões conflitantes entre a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS. Ainda que essa não tenha sido a opção adotada pelo legislador, a advogada avaliou que alguns pontos sugeridos no projeto podem ser incorporados ao regulamento. Camila também sugeriu a criação de mecanismos de uniformização de decisões entre os órgãos envolvidos, antes da submissão dos casos à instância recursal de integração do contencioso do IBS e da CBS. Também destacou que, considerando que a CBS começará a ser cobrada em 2027, enquanto o IBS terá início apenas em 2029, é provável que o contencioso surja primeiro no âmbito da Receita Federal, que tenderá a formar jurisprudência antes do Comitê Gestor do IBS.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, ponderou como retrocesso a vedação de que o julgador administrativo afaste a aplicação de normas por ilegalidade, prerrogativa atualmente admitida no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e em órgãos administrativos locais, como o Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo (TIT/SP).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“É importante que as contribuições dos contribuintes e dos advogados sejam incorporadas à legislação, conforme o sistema esteja operando. Será preciso adaptar o ‘jogo com a bola rolando’ para evitar confusões”, afirmou Camila.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Expectativa e preocupação&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, o presidente do Conselho de Assuntos Tributários salientou que o diálogo, neste momento de formulação das regras, é indispensável para atingir o objetivo da Reforma Tributária de tornar o sistema mais simples, racional e menos litigioso. “Observa-se uma combinação de expectativa e preocupação com os aspectos ainda indefinidos. Temos diante de nós uma oportunidade histórica de construir um sistema mais racional e eficiente. Mas isso só será possível com clareza normativa, coerência na aplicação e respeito ao contribuinte”, ponderou Costa.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 11:17:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[regulamento]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Trabalho aos domingos e feriados: como garantir conformidade?]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/trabalho-aos-domingos-e-feriados-como-se-preparar-para-as-novas-regras</link><description>&lt;![CDATA[Adiamento de novas regras não elimina a necessidade de adequação para evitar passivos trabalhistas; assista ao 'FecomercioSP Orienta'!]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;As novas regras para o trabalho aos domingos e feriados devem começar a valer a partir de junho, após serem prorrogadas pelo governo no fim de fevereiro. Mas há grande preocupação no Comércio a respeito do que será permitido, o que dependerá de negociação coletiva e, principalmente, de como ficará a rotina de trabalho e as escalas nessas datas de maior demanda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O mesacast&amp;nbsp;&lt;strong&gt;FecomercioSP Orienta&lt;/strong&gt; de abril explica como o comerciante empregador pode se preparar. Neste momento, há um grupo tripartite, formado pelo governo e por entidades representativas de empregadores e trabalhadores, buscando alinhar um entendimento definitivo. O ideal é que cheguem a regras mais equilibradas, já que a portaria que restringe o trabalho nessas datas é considerada excessivamente restritiva.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Como houve a prorrogação de 90 dias [contando a partir de 1º de março], as regras que valem neste momento para o trabalho aos domingos e feriados são aquelas previstas nas convenções coletivas. Após esse prazo, pode haver uma regulamentação mais detalhada pelo Ministério do Trabalho que mude essa dinâmica atual”, pondera a assessora jurídica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), Karina Negreli.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Para saber se está em conformidade, o empregador deve continuar consultando seu sindicato patronal para que, dentro da convenção ou em algum acordo coletivo que trate da questão, atenda a todas as obrigações e condições para o exercício da atividade”, complementa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Karina enfatiza que o negócio que mantiver o funcionamento aos domingos e feriados sem o respaldo da negociação coletiva e sem o cumprimento das escalas e folgas estabelecidas para essas datas estará, basicamente, assumindo um passivo trabalhista. “Isso tem reflexo em diversas verbas, além de poder gerar autuações por parte do Ministério do Trabalho e processos trabalhistas.”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além da autorização municipal para funcionar nessas datas, é essencial manter evidências de que todos os pagamentos e obrigações previstas na legislação são cumpridos, conclui.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assista ao mesacast!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/dwFiANA5Uc0?&amp;amp;t=2s​&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 14:49:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Redução da jornada por lei vai elevar custos, impactar empregos e pressionar contas públicas]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/reducao-da-jornada-por-lei-vai-elevar-custos-impactar-empregos-e-pressionar-contas-publicas</link><description>&lt;![CDATA[Em período pré-eleitoral, propostas impõem ônus insustentáveis para pequenos negócios e reduzem drasticamente o espaço da negociação coletiva, instrumento que já permite ajustar jornadas e escalas conforme a realidade de empresas e trabalhadores]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Enquanto insistirem em reduzir a jornada de trabalho do País por imposição legal ou constitucional, o governo e o Congresso vão manter no horizonte um quadro de aumento significativo do custo laboral, prejuízo à competitividade, queda de empregabilidade e pressão sobre as contas públicas. Na avaliação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), são esses elementos que estão em jogo agora, tanto nas discussões do Projeto de Lei (PL) 1.838/2026, feito pelo Poder Executivo, quanto das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) 221/2019 e 08/2025.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há, ainda, um problema constitucional, já que a aplicação imediata da regra aos contratos vigentes, sem períodos de transição, inclusa na PEC 08/2025, fere os princípios de segurança jurídica e do ato jurídico perfeito, estabelecidos para evitar choques imediatos à sociedade em meio a mudanças legais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Efeitos perversos às empresas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ambas as propostas não consideram, em primeiro lugar, as particularidades dos segmentos produtivos e, assim, não reconhecem a complexidade das atividades. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/reducao-de-jornada-de-trabalho-para-40-horas-custaria-r-158-bilhoes-as-empresas-calcula-fecomerciosp"&gt;Um estudo da FecomercioSP&lt;/a&gt; — que, inclusive, balizou os debates recentes em torno da PEC — mostra que a elevação nos custos da folha de pagamentos, em uma eventual redução das atuais 44 horas semanais para 40 horas (tal como propõe o PL), seria de R$ 158 bilhões, em um cenário conservador. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), 62% da força de trabalho celetista atua na faixa entre 40 e 44 horas semanais. Nas atividades intensivas de uso de mão de obra, como comércio, transportes e construção, o modelo de 44 horas é um padrão dominante. Nelas, a execução das tarefas depende de uma presença simultânea de trabalhadores organizados em turnos. É por isso que eles seriam os mais prejudicados pelas propostas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Agronegócio, por exemplo, tem 92% dos vínculos enquadrados nessa faixa, enquanto a Construção Civil, 91%. O Varejo (89%) e a Indústria (85%) também contam com parcelas significativas de contratos de trabalho com essa jornada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados da Entidade dão conta que uma elevação entre 10% e 22% no custo da hora trabalhada caso a jornada seja reduzida para 40 ou 36 horas, muito acima da média de 1% a 3% observada nos casos de aumento real, aplicados nas situações em que os reajustes anuais são concedidos acima da inflação das negociações coletivas. Uma elevação abrupta desse custo, sem contrapartidas nem ganhos de produtividade, com uma redução de 18% na carga semanal de trabalho, tornaria muitas operações inviáveis, principalmente para as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPEs). &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esses negócios, que correspondem a mais de 90% do universo empresarial brasileiro e respondem por 60% dos empregos gerados por ano no País, têm pouca capacidade de absorção dos custos e convivem com margens apertadas e escassez de recursos para investir em inovação e automação. Assim, devem sofrer de forma desproporcional, ao diminuir postos de trabalho, reduzir produtos e serviços e, nos casos mais graves, fechar as portas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Reflexos nas contas de prefeituras e Estados&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para além dos prejuízos às empresas, a ideia de mudar a jornada de trabalho por via legal ou constitucional afetará prefeituras, governos estaduais e até mesmo a União, que adotam o modelo de terceirização de serviços e, dessa forma, terão que arcar com a elevação da folha de pagamento das empresas contratadas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jornada média é menor&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que os impactos econômicos, esses projetos em debate hoje não levam em conta que o mercado de trabalho brasileiro já vem promovendo ajustes na jornada de maneira gradual, por meio de negociações coletivas. Hoje, a jornada média efetivamente trabalhada no Brasil é 39 horas semanais. Isso comprova que essa adaptação ocorre de maneira orgânica, sem intervenção estatal.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na verdade, ao impor regras rígidas e padronizadas, ambas as propostas reduzem o espaço dessa negociação, contrariando todos os princípios constitucionais e compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, sobretudo a Convenção 154 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que incentiva esse modelo. Essa convenção define a negociação coletiva como todas as discussões que se dão entre os empregadores e as organizações de trabalhadores para fixar as condições de trabalho e emprego. Um dos artigos do texto diz que qualquer tipo de medida sobre negociações não pode acontecer em prejuízo à liberdade do modelo. O PL do governo, assim, cria exatamente o tipo de interferência estatal que a OIT proíbe.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mobilização&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em suma, para a FecomercioSP, qualquer debate sobre mudanças na jornada de trabalho deve acontecer — pela própria natureza dinâmica e pela sensibilidade às condições de produtividade e competitividade — na moldura institucional das negociações coletivas. A tentativa de enrijecer uma questão econômica como essa, colocando o Estado no centro de relações privadas por uma medida legal, é um risco econômico, fiscal, institucional e setorial.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federação tem atuado no Congresso, no Executivo e com as autoridades de várias instâncias para sensibilizá-las, a partir dessas demandas do setor produtivo, sobre a necessidade de um diálogo justo e equilibrado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP já é signatária do &lt;a href="https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/institucional/cni-e-instituicoes-do-setor-produtivo-divulgam-manifesto-pela-modernizacao-da-jornada-de-trabalho/?utm_campaign=Em+Bras%C3%ADlia%2C+FecomercioSP+defende+instrumento+da+negocia%C3%A7%C3%A3o+coletiva+no+debate+sobre+a+redu%C3%A7%C3%A3o+da+jornada+de+trabalho+e+o+fim+da+escala+6x1&amp;utm_content=CNI+e+institui%C3%A7%C3%B5es+do+setor+produtivo+divulgam+manifesto+pela+moderniza%C3%A7%C3%A3o+da+jornada+de+trabalho+-+Ag%C3%AAncia+de+Not%C3%ADcias+da+Ind%C3%BAstria&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=dinamize&amp;utm_term=Em+Bras%C3%ADlia%2C+FecomercioSP+defende+instrumento+da+negocia%C3%A7%C3%A3o+coletiva+no+debate+sobre+a+redu%C3%A7%C3%A3o+da+jornada+de+trabalho+e+o+fim+da+escala+6x1"&gt;Manifesto pela Modernização da Jornada de Trabalho no Brasil&lt;/a&gt;, ao lado de uma centena de representantes desse setor. O documento elenca quatro prioridades: preservação dos empregos formais; produtividade na base do desenvolvimento social e da sustentabilidade econômica; diferenciação por setor e uso da negociação coletiva para ajustes de jornadas e salários; e promoção de debates técnicos aprofundados, além de governança de diálogo social sobre essa mudança.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 10:14:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[As múltiplas dimensões da relação entre trabalho e tecnologia]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/as-multiplas-dimensoes-da-relacao-entre-trabalho-e-tecnologia</link><description>&lt;![CDATA[Não há espaço para refrear o avanço tecnológico no desenvolvimento das atividades produtivas e da economia]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;*Karina Zuanazzi Negreli&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre trabalho e tecnologia sempre foi marcada por tens&amp;otilde;es e avan&amp;ccedil;os simult&amp;acirc;neos. Se na Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Industrial a mecaniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o imp&amp;ocirc;s desafios &amp;agrave; absor&amp;ccedil;&amp;atilde;o de m&amp;atilde;o de obra, o autoatendimento nas ag&amp;ecirc;ncias banc&amp;aacute;rias e a autossufici&amp;ecirc;ncia na opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de elevadores &amp;mdash; bem como a identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o por biometria nos controles de acesso em condom&amp;iacute;nios e tantos outros exemplos dessa ordem &amp;mdash; tamb&amp;eacute;m foram, aos poucos, moldando essas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es para colocar o trabalho humano em posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de mais engenhosidade e, ao mesmo tempo, demonstrando a inexor&amp;aacute;vel necessidade de capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o, atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da for&amp;ccedil;a laboral para o uso de novas ferramentas que lhes abrissem espa&amp;ccedil;o a novas oportunidades. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Passado esse tempo, a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital e, mais recentemente, a Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial (IA) n&amp;atilde;o s&amp;oacute; checam a li&amp;ccedil;&amp;atilde;o aprendida como inauguram uma nova etapa: a da reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o estrutural das atividades produtivas, com impactos diretos sobre a forma de contratar, fiscalizar, executar o trabalho e, especialmente, gerir neg&amp;oacute;cios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A hist&amp;oacute;ria fornece evid&amp;ecirc;ncias consistentes de que a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica promove deslocamentos relevantes de postos de trabalho, ao mesmo tempo que cria ocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. A automa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a robotiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do computador pessoal, a dissemina&amp;ccedil;&amp;atilde;o da internet e as ferramentas de IA constru&amp;iacute;ram o caminho da sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o natural nas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es laborais &amp;mdash; sobrevivem os mais aptos &amp;agrave;s adapta&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No contexto contempor&amp;acirc;neo, a IA amplia a escala e a velocidade dessas transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Proje&amp;ccedil;&amp;otilde;es indicam efeitos substanciais sobre tarefas e ocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, ao passo que novas atividades emergem de forma cont&amp;iacute;nua, muitas delas inexistentes at&amp;eacute; poucos anos atr&amp;aacute;s. Trata-se, portanto, de um processo de destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o criativa que desafia estruturas normativas e institucionais tradicionais. Nesse cen&amp;aacute;rio, o debate jur&amp;iacute;dico-trabalhista n&amp;atilde;o pode se limitar a categorias tradicionais. A din&amp;acirc;mica contempor&amp;acirc;nea abrange desde processos seletivos mediados por algoritmos at&amp;eacute; sistemas sofisticados de controle de jornada e desempenho, al&amp;eacute;m de mecanismos digitais de fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;os. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um pr&amp;ecirc;mio para executivos de Recursos Humanos (RH) realizado anualmente por uma revista especializada nesse nicho premiou, em 2025, na categoria &amp;ldquo;Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o por Todos&amp;rdquo;, iniciativas que pouparam horas de trabalho repetitivo dos times da &amp;aacute;rea com o uso de IA. Um assistente virtual apto a prestar informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es aos colaboradores sobre benef&amp;iacute;cios, uma ferramenta avan&amp;ccedil;ada de triagem de candidaturas em processos seletivos e, ainda, um guia de cultura organizacional que visava orientar o corpo funcional sobre as posturas esperadas pela organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o exemplos do emprego da tecnologia aplicada a servi&amp;ccedil;o do trabalho humano, da alta efici&amp;ecirc;ncia e do ganho de produtividade. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O pr&amp;oacute;prio Estado brasileiro, em suas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es Executiva, Legislativa e Jurisdicional, tem passado por intensa moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica, incorporando plataformas digitais, automa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fluxos e intelig&amp;ecirc;ncia de dados na presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;os p&amp;uacute;blicos. No &amp;acirc;mbito do Poder Judici&amp;aacute;rio, iniciativas como o programa Justi&amp;ccedil;a 4.0/5.0 e o Domic&amp;iacute;lio Judicial Eletr&amp;ocirc;nico, institu&amp;iacute;do pelo Conselho Nacional de Justi&amp;ccedil;a, exemplificam esse movimento ao centralizar, em ambiente &amp;uacute;nico e integralmente digital, as comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es processuais, substituindo os meios tradicionais f&amp;iacute;sicos de notifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es e promovendo mais celeridade, efici&amp;ecirc;ncia e racionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de custos e recursos na tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos processos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na seara trabalhista, o Minist&amp;eacute;rio do Trabalho e Emprego (MTE) implementou o Domic&amp;iacute;lio Eletr&amp;ocirc;nico Trabalhista (DET), integrado &amp;agrave; l&amp;oacute;gica de digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o inaugurada pelo e-Social, como canal oficial de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre a fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o laboral e os empregadores, permitindo a ci&amp;ecirc;ncia eletr&amp;ocirc;nica de atos administrativos e conferindo mais transpar&amp;ecirc;ncia e lisura, bem como efici&amp;ecirc;ncia &amp;agrave; atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o estatal. O sistema permite envio de notifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, remessa e exame de documentos e tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de processos administrativos em ambiente digital, deixando as visitas da fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para inspe&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais detalhadas e relacionadas &amp;agrave; necessidade de constata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fatos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No campo tribut&amp;aacute;rio, a Receita Federal do Brasil (RFB) tem avan&amp;ccedil;ado de forma consistente em mecanismos de arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o de impostos, cruzamento de dados que evitam sonega&amp;ccedil;&amp;atilde;o e trazem facilidade ao contribuinte como no caso da declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;eacute;-preenchida do Imposto de Renda da Pessoa F&amp;iacute;sica (IRPF), que a cada nova vers&amp;atilde;o realiza a importa&amp;ccedil;&amp;atilde;o autom&amp;aacute;tica de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de diversas bases de dados, reduzindo erros e custos de conformidade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No &amp;acirc;mbito da sa&amp;uacute;de p&amp;uacute;blica, por sua vez, a telemedicina no Sistema &amp;Uacute;nico de Sa&amp;uacute;de (SUS) j&amp;aacute; encontra aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o que deve ser ampliada. Segundo o ministro da Sa&amp;uacute;de, Alexandre Padilha, informou em recente participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no painel IA para o Bem de Todos &amp;mdash; Perspectivas Brasileiras sobre o Futuro da Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial, durante a C&amp;uacute;pula de Impacto da Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial, evento global realizado na &amp;Iacute;ndia em fevereiro deste ano, uma das iniciativas do SUS na &amp;aacute;rea &amp;eacute; o Super Centro Brasil de Diagn&amp;oacute;stico do C&amp;acirc;ncer, &amp;ldquo;que utiliza&amp;nbsp;telemedicina&amp;nbsp;e tecnologias avan&amp;ccedil;adas para reduzir o tempo de an&amp;aacute;lise de bi&amp;oacute;psias de at&amp;eacute; seis meses para cerca de 15 dias&amp;rdquo;. Segundo o ministro, &amp;ldquo;desde 2023, a plataforma passou de 743 milh&amp;otilde;es para 4,3 bilh&amp;otilde;es de registros de sa&amp;uacute;de, consolidando uma das maiores bases p&amp;uacute;blicas de dados sanit&amp;aacute;rios do mundo&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como se v&amp;ecirc;, mesmo na m&amp;aacute;quina p&amp;uacute;blica, com suas conhecidas limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es, o uso da intelig&amp;ecirc;ncia de dados, dos algoritmos e da IA j&amp;aacute; &amp;eacute; uma realidade que cresce e se espraia por todo o servi&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico, cujo atributo da efici&amp;ecirc;ncia, prevista no Direito Administrativo, segue sendo perseguida. Enquanto isso, no campo da iniciativa privada, motor da economia (e do Produto Interno Bruto &amp;mdash; PIB), essas aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, por vezes, encontra percal&amp;ccedil;os quanto &amp;agrave; seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica desse uso, dando azo a um aparente antagonismo de parte dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os reguladores do trabalho em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos novos arranjos jur&amp;iacute;dico-contratuais que sustentam, por exemplo, o trabalho plataformizado e outras ferramentas de aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tecnologia na organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o laboral (nesse abrangidas as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es celetistas e aut&amp;ocirc;nomas).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o talvez possa ser explicada pela avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do grande universo de diferentes modalidades de rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, sempre sob a perspectiva da Consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Leis do Trabalho (CLT), concebida em 1943, estruturada para uma realidade industrial, est&amp;aacute;tica e fortemente hierarquizada. Ainda que a Reforma Trabalhista de 2017 tenha promovido avan&amp;ccedil;os relevantes &amp;mdash; como o reconhecimento de novas modalidades contratuais e a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho remoto &amp;mdash;, &amp;eacute; evidente que o ritmo legislativo n&amp;atilde;o acompanha a velocidade das transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es tecnol&amp;oacute;gicas, sobretudo na era da IA e da gest&amp;atilde;o orientada por dados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A recente discuss&amp;atilde;o travada na A&amp;ccedil;&amp;atilde;o Direta de Inconstitucionalidade por Omiss&amp;atilde;o (ADO) 73, no &amp;acirc;mbito do Supremo Tribunal Federal (STF), evidencia esse descompasso ao apontar a necessidade de regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do art. 7&amp;ordm;, XXVII, da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federal, que trata da prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o em face da automa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O desafio, entretanto, n&amp;atilde;o reside apenas em legislar, mas em faz&amp;ecirc;-lo com precis&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica e sensibilidade econ&amp;ocirc;mica, evitando a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de entraves que comprometam a produtividade, a competitividade e a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas, da for&amp;ccedil;a de trabalho e da sociedade como um todo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nessa dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;eacute; fundamental reconhecer que as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es laborais contempor&amp;acirc;neas nem sempre se enquadram em moldes celetistas r&amp;iacute;gidos. A sociedade atual &amp;eacute; marcada por mobilidade, fluidez e m&amp;uacute;ltiplas formas de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o produtiva. Plataformas digitais, trabalho sob demanda e arranjos h&amp;iacute;bridos desafiam a l&amp;oacute;gica bin&amp;aacute;ria entre emprego subordinado e autonomia, exigindo abordagens interpretativas mais sofisticadas por parte dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os decis&amp;oacute;rios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro vetor relevante &amp;eacute; a mudan&amp;ccedil;a geracional. As novas gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es t&amp;ecirc;m expectativas distintas em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao trabalho: valorizam flexibilidade, prop&amp;oacute;sito, autonomia e integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a tecnologia. Ignorar essas transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es significa fragilizar a pr&amp;oacute;pria efetividade da prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o estatal. A tutela adequada n&amp;atilde;o &amp;eacute; aquela que imp&amp;otilde;e modelos tradicionais, mas a que reconhece e legitima os arranjos produtivos constru&amp;iacute;dos por uma for&amp;ccedil;a de trabalho mais informada, conectada e capaz de autodetermina&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Frente a esse quadro, surge uma dupla necessidade. De um lado, int&amp;eacute;rpretes do Direito do Trabalho &amp;mdash; magistrados, auditores e demais operadores &amp;mdash; devem alinhar-se com a velocidade das transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es tecnol&amp;oacute;gicas, adotando leituras mais aderentes &amp;agrave; realidade contempor&amp;acirc;nea. De outro, o Estado deve exercer autoconten&amp;ccedil;&amp;atilde;o regulat&amp;oacute;ria, evitando respostas normativas precipitadas que possam inibir a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Alcan&amp;ccedil;ar esse equil&amp;iacute;brio requer coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre Estado e sociedade civil, por isso, buscando colaborar na reflex&amp;atilde;o sobre as m&amp;uacute;ltiplas dimens&amp;otilde;es da rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre trabalho e tecnologia, o Conselho de Emprego e Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Trabalho da FecomercioSP organizou a colet&amp;acirc;nea &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/2026/04/13/o_mundo_do_trabalho_na_era_dos_algoritmos.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;em&gt;O mundo do trabalho na era dos algoritmos&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, contribuindo de forma propositiva para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma agenda que busca equilibrar produtividade, competitividade e a preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos direitos fundamentais do trabalho, como um convite para pensar o futuro do trabalho.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A conclus&amp;atilde;o &amp;eacute; clara: n&amp;atilde;o h&amp;aacute; espa&amp;ccedil;o para refrear o avan&amp;ccedil;o tecnol&amp;oacute;gico no desenvolvimento das atividades produtivas e da economia. Trata-se de um fen&amp;ocirc;meno estrutural e inexor&amp;aacute;vel. Cabe ao Estado, portanto, n&amp;atilde;o obstruir esse processo, mas atuar como facilitador, promovendo qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional, incentivando a adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o economicamente ativa e garantindo um ambiente institucional que concilie prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o social com efici&amp;ecirc;ncia econ&amp;ocirc;mica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Karina Zuanazzi Negreli &amp;eacute; assessora jur&amp;iacute;dica da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Artigo publicado originalmente no &lt;a href="https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/as-multiplas-dimensoes-da-relacao-entre-trabalho-e-tecnologia" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;portal Jota&lt;/a&gt;, em 17 de abril de 2026.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 08:58:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Trabalho]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Atualização integral dos limites de receita do Simples Nacional é vital para os pequenos negócios ]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/atualizacao-completa-do-simples-nacional-e-vital-para-os-pequenos-negocios</link><description>&lt;![CDATA[Se o PLP 108/2021 avançar com atualizações restritas ao MEI, mudança poderá estimular informalidade ]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Atualmente, muitos pequenos neg&amp;oacute;cios brasileiros est&amp;atilde;o sofrendo perda de competitividade, reflexo da defasagem dos limites anuais de receita do Simples Nacional, estagnados h&amp;aacute; anos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por isso, a &lt;a href="https://fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; intensificou a articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o por medidas que possam melhorar essas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, como a atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o completa do teto do Simples Nacional. A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o discutiu a demanda em reuni&amp;atilde;o com M&amp;aacute;rcio Fran&amp;ccedil;a, ex-ministro do Empreendedorismo, na &amp;uacute;ltima segunda-feira (13), na sede da Entidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O encontro buscou viabilizar a urg&amp;ecirc;ncia de aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/mobilizacao-da-fecomerciosp-e-coalizao-garante-urgencia-para-o-novo-teto-do-mei?%2Fnoticia%2Fmobilizacao-da-fecomerciosp-e-coalizao-garante-urgencia-para-o-novo-teto-do-mei=" id="isPasted" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021&lt;/a&gt; na C&amp;acirc;mara dos Deputados, em um ambiente pol&amp;iacute;tico pressionado pelo calend&amp;aacute;rio eleitoral. Em mar&amp;ccedil;o, ap&amp;oacute;s atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma coaliz&amp;atilde;o de entidades, a C&amp;acirc;mara aprovou regime de urg&amp;ecirc;ncia para tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste projeto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos pontos de aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o levantados na reuni&amp;atilde;o foi a possibilidade de o texto avan&amp;ccedil;ar com atualiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es que contemplem apenas o Microempreendedor Individual (MEI), deixando de fora Microempresas (MEs) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o parcial criaria distor&amp;ccedil;&amp;otilde;es, tendo em vista que as empresas que mais geram emprego e renda para a sociedade, est&amp;atilde;o nas categorias de micro e pequeno portes. &amp;ldquo;Atualizar o Simples Nacional &amp;eacute; essencial para manter os pequenos neg&amp;oacute;cios competitivos e dentro da formalidade&amp;rdquo;, afirmou &lt;a href="https://www.instagram.com/ivodallacqua.oficial/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Ivo Dall&amp;rsquo;Acqua J&amp;uacute;nior, presidente em exerc&amp;iacute;cio da FecomercioSP&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Simples: defesa &amp;eacute; por mudan&amp;ccedil;a completa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade defende que a atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o seja integral, abrangendo todas as faixas do Simples para evitar desequil&amp;iacute;brios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os reajustes defendidos incluem:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;expans&amp;atilde;o do limite de receita do MEI para R$ 144,9 mil;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;aumento do limite da ME para R$ 869,4 mil;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do teto da EPP para R$ 8,69 milh&amp;otilde;es;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;permiss&amp;atilde;o para o MEI contratar at&amp;eacute; dois funcion&amp;aacute;rios;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual dos limites pelo IPCA.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A defasagem dos limites tem efeitos pr&amp;aacute;ticos no dia a dia do empres&amp;aacute;rio. Muitos neg&amp;oacute;cios acabam desenquadrados do Simples sem crescimento real, passando a pagar mais tributos e enfrentando mais complexidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isso significa aumento da carga tribut&amp;aacute;ria, redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da margem de lucro e menos capacidade de investir e contratar. Al&amp;eacute;m disso, a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o compromete a sustentabilidade dos neg&amp;oacute;cios. &amp;ldquo;Sem ajuste, vamos empurrar empresas para a informalidade &amp;mdash; justamente as que mais geram emprego e cumprem suas obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;rdquo;, reiterou o presidente do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Assuntos Tribut&amp;aacute;rios&lt;/a&gt; da FecomercioSP, M&amp;aacute;rcio Ol&amp;iacute;vio Fernandes da Costa. Al&amp;eacute;m disso, a proximidade da Reforma Tribut&amp;aacute;ria, prevista para 2027, aumenta a press&amp;atilde;o por uma atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o imediata do regime simplificado. Sem esses ajustes pr&amp;eacute;vios, h&amp;aacute; risco de perda de competitividade para pequenos neg&amp;oacute;cios diante do novo modelo de tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cr&amp;eacute;dito caro&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto priorit&amp;aacute;rio discutido foi o acesso a cr&amp;eacute;dito em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es adequadas. Hoje, os pequenos neg&amp;oacute;cios lidam com juros elevados e exig&amp;ecirc;ncias que dificultam o financiamento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; que o modelo atual penaliza justamente quem mais precisa de recursos para crescer. Fran&amp;ccedil;a tamb&amp;eacute;m defendeu a demanda. &amp;ldquo;O pequeno empreendedor precisa de cr&amp;eacute;dito mais acess&amp;iacute;vel. Hoje, ele depende do banco, e isso torna o crescimento mais caro e mais dif&amp;iacute;cil&amp;rdquo;, destacou o ex-ministro do Empreendedorismo. Sem alternativas mais baratas, o cr&amp;eacute;dito deixa de ser um instrumento de expans&amp;atilde;o e passa a ser um fator de risco para o neg&amp;oacute;cio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP, que teve papel central na aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do regime de urg&amp;ecirc;ncia do projeto na C&amp;acirc;mara, agora, intensifica o di&amp;aacute;logo com o governo e lideran&amp;ccedil;as pol&amp;iacute;ticas para garantir que a proposta avance de forma completa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade tamb&amp;eacute;m atua em conjunto com outras organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es empresariais, por meio do movimento &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/simplesassim" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;#SimplesAssim&lt;/a&gt; e da coaliz&amp;atilde;o &lt;a href="https://www.instagram.com/atualizasimplesnacional/"&gt;Atualiza Simples Nacional&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do regime e a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do acesso a cr&amp;eacute;dito s&amp;atilde;o medidas fundamentais para o ambiente de neg&amp;oacute;cios. Sem essas mudan&amp;ccedil;as, o crescimento do pequeno empreendedor &amp;mdash; respons&amp;aacute;vel por grande parte dos empregos no Pa&amp;iacute;s &amp;mdash; fica comprometido.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 15:16:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Empresas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Com programa de conformidade, Receita Federal dá passo importante para harmonizar a relação com os contribuintes ]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/com-programa-de-conformidade-receita-federal-da-passo-importante-para-harmonizar-a-relacao-com-os-contribuintes</link><description>&lt;![CDATA[A partir de abril, todas as empresas brasileiras serão classificadas por grau de conformidade; modelo segue parâmetros do programa paulista Nos Conformes]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Em um movimento hist&amp;oacute;rico de aperfei&amp;ccedil;oamento e dentro do cronograma de implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da nova regra tribut&amp;aacute;ria, a&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/noticias/2026/marco/bons-contribuintes-terao-mais-beneficios-junto-a-receita-federal-1" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Receita Federal adota uma nova postura, com a publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt; dos programas de conformidade tribut&amp;aacute;ria e aduaneira &amp;nbsp;(Sintonia, Confia e Programa Brasileiro de Operador Econ&amp;ocirc;mico Autorizado &amp;mdash; OEA), &amp;nbsp;institu&amp;iacute;dos pela &lt;a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp225.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Lei Complementar (LC) 225/2026&lt;/a&gt;, batizada de&amp;nbsp;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/codigo-de-defesa-do-contribuinte-um-marco-civilizatorio"&gt;C&amp;oacute;digo de Defesa do Contribuinte, considerado um marco civilizat&amp;oacute;rio no &amp;acirc;mbito nacional&lt;/a&gt;. A principal novidade &amp;eacute; o Programa de Est&amp;iacute;mulo &amp;agrave; Conformidade Tribut&amp;aacute;ria, o Sintonia, que promete transformar a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre o Fisco e as empresas em todo o Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A meta da Receita &amp;eacute; deixar o paradigma de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o puramente punitiva &amp;mdash; que espera o erro para autuar e multar &amp;mdash; e passar a atuar como um parceiro dos contribuintes que buscam a legalidade, inclusive a moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ambiente de neg&amp;oacute;cios. A ideia &amp;eacute; oferecer orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, simplificar procedimentos e premiar quem j&amp;aacute; faz corretamente o dever de casa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Sintonia concede vantagens e um tratamento diferenciado aos contribuintes que obt&amp;ecirc;m boa classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conformidade, conforme os crit&amp;eacute;rios definidos pela Receita. Os benef&amp;iacute;cios envolvem an&amp;aacute;lise priorit&amp;aacute;ria de solicita&amp;ccedil;&amp;otilde;es de restitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ressarcimento e reembolso de tributos federais, al&amp;eacute;m de um atendimento mais r&amp;aacute;pido pelo &amp;oacute;rg&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com um ambiente de neg&amp;oacute;cios mais simples e transparente, as empresas podem deixar de gastar tempo e recursos com interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es da legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e longas disputas judiciais, focando no que realmente importa: crescer e gerar empregos e renda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como funciona o ranking?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A&amp;nbsp;&lt;a href="https://normasinternet2.receita.fazenda.gov.br/#/consulta/externa/150221" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Instru&amp;ccedil;&amp;atilde;o Normativa (IN) 2.316/2026&lt;/a&gt; oficializa o Sintonia como o maior programa de conformidade de base ampla do Pa&amp;iacute;s. A sistem&amp;aacute;tica ser&amp;aacute; familiar para os empres&amp;aacute;rios paulistas. Assim como &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/entenda-como-funciona-o-programa-nos-conformes"&gt;o programa estadual Nos Conformes&lt;/a&gt;, o Sintonia classifica os contribuintes em cinco categorias: A+, A, B, C e D.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o ser&amp;aacute; trimestral; as empresas com a nota m&amp;aacute;xima (A+) ter&amp;atilde;o seus nomes divulgados publicamente como selo de boa reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o fiscal. Atualmente, na fase piloto, cerca de 11,4 milh&amp;otilde;es de neg&amp;oacute;cios j&amp;aacute; ostentam essa chancela, incluindo 6,1 milh&amp;otilde;es de Microempresas (MEs) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs) optantes do Simples Nacional, sem considerar os empres&amp;aacute;rios individuais optantes pelo Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos (Simei).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A partir de abril de 2026, o sistema passar&amp;aacute; a classificar todas as pessoas jur&amp;iacute;dicas do Pa&amp;iacute;s, incluindo as optantes pelo Simples Nacional. As &amp;uacute;nicas exce&amp;ccedil;&amp;otilde;es ser&amp;atilde;o os Microempreendedores Individuais (MEIs), pessoas f&amp;iacute;sicas, empresas p&amp;uacute;blicas e &amp;oacute;rg&amp;atilde;os p&amp;uacute;blicos e empresas com menos de seis meses de registro. &lt;a href="https://www.gov.br/pt-br/servicos/consultar-classificacao-programa-sintonia" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Saiba mais sobre o processo!&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vantagens para quem est&amp;aacute; &amp;lsquo;A+&amp;rsquo;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O programa n&amp;atilde;o apenas traz um selo de virtude como tamb&amp;eacute;m oferece contrapartidas financeiras e operacionais relevantes para os bons contribuintes. Dentre os principais benef&amp;iacute;cios para quem mant&amp;eacute;m a classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o A+ por pelo menos 12 meses, destacam-se:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;- b&amp;ocirc;nus de adimpl&amp;ecirc;ncia:&lt;/strong&gt; desconto de 1% no pagamento da Contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social sobre o Lucro L&amp;iacute;quido (CSLL), que pode chegar a 3% caso a empresa mantenha a regularidade por tr&amp;ecirc;s anos consecutivos;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;- autorregulariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o sem multa:&lt;/strong&gt; prazo de 60 dias para que a empresa corrija eventuais erros sem a cobran&amp;ccedil;a de multa de mora;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;- atendimento VIP:&lt;/strong&gt; prioriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o na an&amp;aacute;lise de demandas e pedidos na administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o tribut&amp;aacute;ria federal;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;- vantagem em licita&amp;ccedil;&amp;otilde;es:&lt;/strong&gt; o selo servir&amp;aacute; como crit&amp;eacute;rio de desempate em processos licitat&amp;oacute;rios;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;- prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o patrimonial:&lt;/strong&gt; veda&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao arrolamento de bens e direitos, exceto em casos extremos;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;- atendimento exclusivo:&lt;/strong&gt; um auditor-fiscal atuar&amp;aacute; como &amp;ldquo;ponto focal&amp;rdquo; para o relacionamento cooperativo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;- media&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conflitos:&lt;/strong&gt; acesso ao programa Receita de Consenso como canal de media&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um exemplo pr&amp;aacute;tico dessa nova din&amp;acirc;mica &amp;eacute; a &amp;ldquo;renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o cooperativa de certid&amp;atilde;o de d&amp;eacute;bitos&amp;rdquo;. Durante o piloto, foram emitidas 266 certid&amp;otilde;es sem lit&amp;iacute;gio, resolvendo pend&amp;ecirc;ncias sem necessidade de medidas judiciais, algo impens&amp;aacute;vel no modelo antigo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Conquista da FecomercioSP&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se o Sintonia e os demais programas de conformidade chegam ao cen&amp;aacute;rio nacional com essa cara de &amp;ldquo;premia&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao bom pagador&amp;rdquo;, h&amp;aacute; uma raz&amp;atilde;o hist&amp;oacute;rica para isso, uma vez que foi fortemente inspirado no programa paulista Nos Conformes &amp;mdash; Lei Complementar Estadual 1.320/2018 &amp;mdash;, uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o criada no Estado de S&amp;atilde;o Paulo que h&amp;aacute; anos serve de par&amp;acirc;metro para a conformidade fiscal no Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O programa paulista, que j&amp;aacute; ranqueia os contribuintes do ICMS e oferece contrapartidas favor&amp;aacute;veis a quem mant&amp;eacute;m a regularidade, &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/codigo-de-defesa-do-contribuinte-nacional-e-sancionado-mas-efetividade-depende-de-orgao-paritario-fiscalizador"&gt;&amp;eacute; fruto de uma articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de longa data&lt;/a&gt; da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde a concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Nos Conformes, a FecomercioSP atuou ao lado do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/codecon-sp" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho Estadual de Defesa do Contribuinte de S&amp;atilde;o Paulo (Codecon/SP)&lt;/a&gt; para defender a mudan&amp;ccedil;a de postura do Fisco, saindo do vi&amp;eacute;s arrecadat&amp;oacute;rio punitivo para um modelo de coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e confian&amp;ccedil;a em parceria com as entidades representantes do Poder P&amp;uacute;blico e dos setores empresariais e de classe.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Codecon/SP, presidido por M&amp;aacute;rcio Ol&amp;iacute;vio Fernandes da Costa, vice-presidente da FecomercioSP e presidente do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios"&gt;Conselho de Assuntos Tribut&amp;aacute;rios&lt;/a&gt; da Entidade, &amp;eacute; um grande celeiro de debates e aprimoramentos que permite ao Nos Conformes se tornar uma refer&amp;ecirc;ncia nacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim como ocorreu na cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/codigo-de-defesa-do-contribuinte-nacional-inaugura-um-novo-estagio-de-civilidade-entre-fisco-e-contribuinte"&gt;C&amp;oacute;digo de Defesa do Contribuinte Nacional, que teve forte inspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;nbsp;paulista&lt;/a&gt;, o programa Sintonia e os demais programas de mecanismos de conformidade foram amplamente apoiados pelo Codecon/SP e pela FecomercioSP, com o objetivo de incentivar a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tribut&amp;aacute;ria e a autorregulariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em vez da puni&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com a san&amp;ccedil;&amp;atilde;o do C&amp;oacute;digo de Defesa do Contribuinte Nacional e a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Sintonia, bem como os sistemas de integridade, a vis&amp;atilde;o que a FecomercioSP e o Codecon/SP defenderam por anos &amp;mdash; de que o Fisco deve ser parceiro, e n&amp;atilde;o advers&amp;aacute;rio &amp;mdash; finalmente vem se consolidando como pol&amp;iacute;tica p&amp;uacute;blica em &amp;acirc;mbito federal, beneficiando empresas de todos os portes e setores em todo o territ&amp;oacute;rio nacional, de modo a reduzir o lit&amp;iacute;gio e a judicializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de quest&amp;otilde;es que podem ser resolvidas no &amp;acirc;mbito administrativo, e de forma cooperativa entre Fisco e contribuinte.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 11:39:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[sintonia]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Empresas ganham mais uma oportunidade para parcelar débitos tributários municipais]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/empresas-ganham-mais-uma-oportunidade-para-parcelar-debitos-tributarios-municipais</link><description>&lt;![CDATA[Programa #FiqueEmDia possibilita quitar dívidas inscritas com até 95% de descontos; adesão vai até o dia 30 de junho]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Com descontos que chegam a 95% sobre juros e multas, o &lt;a href="https://fiqueemdia.prefeitura.sp.gov.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;programa de parcelamento de d&amp;iacute;vidas municipais de S&amp;atilde;o Paulo #FiqueEmDia&lt;/a&gt; teve o prazo de ades&amp;atilde;o estendido at&amp;eacute; 30 de junho de 2026 (&lt;a href="https://legislacao.prefeitura.sp.gov.br/leis/portaria-procuradoria-geral-do-municipio-pgm-16-de-4-de-fevereiro-de-2026" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Portaria PGM 16/2026&lt;/a&gt;). A medida representa uma oportunidade estrat&amp;eacute;gica para pessoas f&amp;iacute;sicas e empresas regularizarem d&amp;eacute;bitos de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre Servi&amp;ccedil;os de Qualquer Natureza (ISS), Termo de Permiss&amp;atilde;o de Uso (TPU) e Imposto sobre Transmiss&amp;atilde;o de Bens Im&amp;oacute;veis (ITBI), descomprimindo o fluxo de caixa, retomando o acesso a linhas de cr&amp;eacute;dito banc&amp;aacute;rio e voltando a se habilitar para participar de concess&amp;otilde;es e licita&amp;ccedil;&amp;otilde;es p&amp;uacute;blicas no munic&amp;iacute;pio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O edital, publicado pela Procuradoria Geral do Munic&amp;iacute;pio (PGM), permite quitar d&amp;eacute;bitos inscritos em d&amp;iacute;vida ativa com condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es flex&amp;iacute;veis, que v&amp;atilde;o do pagamento &amp;agrave; vista ao parcelamento em at&amp;eacute; 120 vezes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O programa abrange uma ampla gama de d&amp;eacute;bitos. Al&amp;eacute;m dos impostos j&amp;aacute; citados, tamb&amp;eacute;m podem ser negociadas taxas, multas tribut&amp;aacute;rias e outros cr&amp;eacute;ditos municipais, desde que originados em fatos geradores ocorridos at&amp;eacute; 31 de dezembro de 2024. No entanto, d&amp;iacute;vidas do Simples Nacional, multas do Tribunal de Contas ou ambientais, por atos de improbidade e obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es contratuais, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o eleg&amp;iacute;veis para essa negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Benef&amp;iacute;cios e condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de pagamento&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;a href="https://prefeitura.sp.gov.br/procuradoria_geral/w/servicos/345301" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Edital PGM 2/2025&lt;/a&gt; oferece descontos substanciais nos encargos, que variam conforme a modalidade de pagamento escolhida pelo contribuinte:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;- pagamento &amp;agrave; vista (parcela &amp;uacute;nica):&lt;/strong&gt; concede o maior benef&amp;iacute;cio, com redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 95% tanto nos juros de mora quanto na multa (para d&amp;eacute;bitos tribut&amp;aacute;rios) ou nos encargos morat&amp;oacute;rios (para d&amp;eacute;bitos n&amp;atilde;o tribut&amp;aacute;rios);&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;- parcelamento em at&amp;eacute; 60 vezes:&lt;/strong&gt; oferece descontos de 65% nos juros e de 55% na multa;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;- parcelamento entre 61 e 120 vezes:&lt;/strong&gt; concede redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es de 45% nos juros e de 35% na multa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O valor m&amp;iacute;nimo da parcela &amp;eacute; de R$ 50 para pessoas f&amp;iacute;sicas e R$ 300 para pessoas jur&amp;iacute;dicas. Os pagamentos devem ser realizados exclusivamente via Documento de Arrecada&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Munic&amp;iacute;pio de S&amp;atilde;o Paulo (DAMSP).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O programa #FiqueEmDia foi&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/novo-programa-fiqueemdia-possibilita-quitar-dividas-inscritas-com-ate-95-de-descontos?%2Fnoticia%2Fnovo-programa-fiqueemdia-possibilita-quitar-dividas-inscritas-com-ate-95-de-descontos="&gt;apresentado durante reuni&amp;atilde;o na sede da prefeitura, em outubro de 2025&lt;/a&gt;, com a presen&amp;ccedil;a de M&amp;aacute;rcio Ol&amp;iacute;vio Fernandes da Costa, vice-presidente da&amp;nbsp;&lt;a href="https://fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; e presidente do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios"&gt;Conselho de Assuntos Tribut&amp;aacute;rios&lt;/a&gt; da Entidade. O encontro, realizado a convite de Luciana Sant&amp;rsquo;Ana Nardi, procuradora-geral do munic&amp;iacute;pio, teve como objetivo divulgar os termos da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;A iniciativa &amp;eacute; uma oportunidade importante de di&amp;aacute;logo institucional, que refor&amp;ccedil;a o compromisso da FecomercioSP com a defesa dos interesses do setor produtivo, especialmente os prestadores de servi&amp;ccedil;os&amp;rdquo;, ressaltou Costa, na ocasi&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Veja como &amp;lsquo;ficar em dia&amp;rsquo;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A ades&amp;atilde;o ao programa deve ser realizada exclusivamente pelo site oficial: &lt;a href="https://fiqueemdia.prefeitura.sp.gov.br/ppi/Home" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;https://fiqueemdia.prefeitura.sp.gov.br/ppi/Home&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;Eacute; importante que o contribuinte saiba que, ao aderir ao programa, renuncia ao direito de questionar judicialmente a validade dos d&amp;eacute;bitos negociados. Al&amp;eacute;m disso, o n&amp;atilde;o pagamento da parcela &amp;uacute;nica ou da primeira parcela em at&amp;eacute; 60 dias do vencimento acarretar&amp;aacute; o cancelamento da transa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O descumprimento de quaisquer condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es do edital, como a inadimpl&amp;ecirc;ncia de tr&amp;ecirc;s parcelas ou a mudan&amp;ccedil;a de sede para fora do munic&amp;iacute;pio (no caso de empresas), pode levar &amp;agrave; rescis&amp;atilde;o do acordo e &amp;agrave; perda de todos os benef&amp;iacute;cios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de valores depositados em ju&amp;iacute;zo para abater o valor da transa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; permitida, oferecendo uma alternativa adicional para a quita&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos d&amp;eacute;bitos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, cabe destacar que medidas como essa est&amp;atilde;o em conson&amp;acirc;ncia com a Lei 18.270/2025, que trata de mecanismos para aprimorar a qualidade do atendimento ao cidad&amp;atilde;o e fortalecer a seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica no &amp;acirc;mbito da Secretaria Municipal da Fazenda. A norma tamb&amp;eacute;m institui o Conselho Municipal de Promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Seguran&amp;ccedil;a Jur&amp;iacute;dica Tribut&amp;aacute;ria (CMPSJT).&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 11:30:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[programa de parcelamento de dívidas municipais]]</category></item></channel></rss>
