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<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Negócios - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/negocios</link><description>&lt;![CDATA[A]]</description><lastBuildDate>Mon, 27 Apr 2026 08:03:00 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Negócios - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/negocios</link><url>https://www.fecomercio.com.br/public/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Negócios]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Como reter talentos em tempos de escassez de mão de obra]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/como-reter-talentos-em-tempos-de-escassez-de-mao-de-obra</link><description>&lt;![CDATA[Case da construtora MBigucci, apresentado na FecomercioSP, mostra como cultura organizacional pode reduzir a rotatividade e atrair profissionais]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A dificuldade de contratar e, principalmente, de reter trabalhadores tem pressionado empresas de diferentes setores, frente a um período de escassez de mão de obra. Na construção civil, o cenário é ainda mais evidente. Foi a partir dessa realidade que a empresária Roberta Bigucci, da construtora MBigucci, apresentou, durante reunião do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-servicos"&gt;Conselho de Serviços&lt;/a&gt; da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, no dia 13 de abril, um conjunto de práticas adotadas pela empresa para lidar com o problema de forma estruturada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com mais de quatro décadas de atuação, a companhia vivenciou momentos críticos de perda de profissionais e concorrência acirrada por mão de obra. Segundo Roberta, a falta não está apenas na quantidade de trabalhadores disponíveis, mas no interesse pelas funções tradicionais, que perderam atratividade ao longo do tempo. A percepção sobre condições de trabalho, a desvalorização histórica de algumas ocupações e a mudança de expectativas das novas gerações ajudam a explicar esse descompasso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ambiente que retém&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Frente a essa situação, a estratégia da MBigucci foi reposicionar a experiência do colaborador dentro da empresa. O foco deixou de ser a contratação e passou a incluir, de forma mais consistente, o cuidado com o ambiente laboral, a segurança e o desenvolvimento humano. A lógica é simples, mas exige execução contínua: profissionais permanecem onde se sentem respeitados e valorizados, e não somente remunerados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Roberta destacou que a empresa investiu em melhorias estruturais e em uma cultura de acolhimento, substituindo práticas antigas por condições mais adequadas. O impacto aparece no comportamento dos próprios funcionários, que passam a indicar a empresa e a construir vínculos de longo prazo. Em muitos casos, a permanência se torna parte do projeto de vida do trabalhador, o que reduz significativamente a rotatividade e os custos associados à reposição de equipes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto central foi a criação de canais efetivos de escuta. A empresa passou a incentivar sugestões e críticas internas, garantindo que as demandas fossem analisadas e, sempre que possível, implementadas. Em um dos ciclos, centenas de ideias foram incorporadas à rotina da organização, reforçando o senso de pertencimento e a percepção de que a gestão está aberta ao diálogo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tecnologia e cultura&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A incorporação de tecnologia também entrou na equação, mas com um cuidado estratégico. Em vez de substituir funções, a empresa optou por reposicionar equipes. A criação de uma assistente virtual para atendimento ao cliente foi conduzida com participação dos colaboradores, que ajudaram a definir características e funcionamento da ferramenta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“O resultado foi uma transição mais fluida, sem resistência interna. Com a automação de tarefas repetitivas, os profissionais passaram a atuar em atividades mais analíticas e estratégicas, o que elevou o nível de satisfação e reduziu o risco de desligamentos”, disse Roberta. A experiência mostrou que a tecnologia, quando bem comunicada, pode fortalecer — e não fragilizar — o vínculo entre empresa e equipe.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além disso, a companhia avançou em processos de modernização produtiva, incorporando soluções industrializadas que reduzem a dependência de mão de obra em determinadas etapas, conforme contou a empresária. A medida responde tanto à escassez de profissionais quanto à necessidade de ganhar eficiência e previsibilidade nas entregas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Engajamento como estratégia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro eixo relevante da atuação da Mbigucci é o investimento em iniciativas de engajamento que extrapolam a rotina operacional. Projetos internos voltados para ações sociais, ambientais e de desenvolvimento coletivo passaram a integrar o dia a dia dos colaboradores, fortalecendo vínculos e ampliando o sentido do trabalho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essas iniciativas, muitas vezes de baixo custo, têm efeito direto na retenção de talentos. Ao participar de projetos que dialoguem com valores pessoais, o trabalhador tende a desenvolver maior conexão com a empresa. O engajamento se reflete no ambiente organizacional e contribui para a construção de uma cultura mais sólida e resiliente diante das oscilações do mercado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A experiência apresentada no Conselho de Serviços da FecomercioSP indica que enfrentar a carência de mão de obra passa, necessariamente, por uma revisão da forma como as empresas se relacionam com seus profissionais. Em um cenário no qual atrair trabalhadores se tornou mais difícil, criar condições para que eles permaneçam deixou de ser diferencial e passou a ser condição básica de competitividade.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 16:03:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Serviços]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Turismo tem faturamento recorde no mês do carnaval, mas falta de mão de obra preocupa]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/turismo-tem-faturamento-recorde-no-mes-do-carnaval-mas-falta-de-mao-de-obra-preocupa</link><description>&lt;![CDATA[Com R$ 22,3 bilhões em fevereiro, setor encerra alta temporada com saldo positivo; escassez de pessoal pesa em bares e restaurantes, segmento-chave]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O Turismo brasileiro registrou mais um faturamento recorde para o m&amp;ecirc;s de fevereiro, com movimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de R$ 22,3 bilh&amp;otilde;es em pleno per&amp;iacute;odo de carnaval, um crescimento de 6,7% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com esse resultado, encerra-se a alta temporada de ver&amp;atilde;o (de dezembro a fevereiro), com R$ 75,7 bilh&amp;otilde;es de faturamento, alta de 3,7% no comparativo anual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O resultado do levantamento mensal da &lt;a href="https://fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, com base em informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do IBGE sobre os principais segmentos do setor, aponta o bom momento das atividades, sustentadas pelo consumo das fam&amp;iacute;lias e pelo mercado de trabalho aquecido.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do cen&amp;aacute;rio positivo, o ambiente de neg&amp;oacute;cios demanda cautela. A alta recente nos combust&amp;iacute;veis j&amp;aacute; pressiona os custos do transporte rodovi&amp;aacute;rio e deve repercutir tamb&amp;eacute;m no transporte a&amp;eacute;reo nos pr&amp;oacute;ximos meses. Al&amp;eacute;m disso, a dificuldade de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o em alguns segmentos segue elevando os custos operacionais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esses fatores podem reduzir margens e exigem mais aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o na gest&amp;atilde;o financeira das empresas do setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img border="0" width="501" height="286" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/088d82f1f55838a81cb7748b6bb6ff8d33cae233.png" class="fr-fic fr-dii"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/b7bc25b79e465b6dda3fa706837edc659b5f3bff.jpg" style="width: 533px;" class="fr-fic fr-dib fr-fil"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/58e673907e400e73122aaa1f6ec38743134e23e2.jpg" style="width: 433px;" class="fr-fic fr-dib fr-fil"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Hospedagem e transporte lideram crescimento&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O segmento de alojamento foi o principal destaque de fevereiro, com faturamento de R$ 5,65 bilh&amp;otilde;es e crescimento de 14%, o maior j&amp;aacute; registrado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora parte desse avan&amp;ccedil;o esteja associada ao efeito calend&amp;aacute;rio &amp;mdash; j&amp;aacute; que, em 2025, o carnaval ocorreu em mar&amp;ccedil;o &amp;mdash;, os indicadores mostram um mercado consistente, com aumento da di&amp;aacute;ria m&amp;eacute;dia e da receita por quarto dispon&amp;iacute;vel.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O transporte a&amp;eacute;reo tamb&amp;eacute;m teve papel importante, com R$ 6,4 bilh&amp;otilde;es em faturamento (alta de 6,9%). O crescimento foi puxado pelo aumento da demanda, com mais passageiros viajando, mesmo com tarifas praticamente est&amp;aacute;veis.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e servi&amp;ccedil;os sustentam a atividade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outros segmentos importantes do Turismo acompanharam o desempenho positivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O setor de bares e restaurantes faturou R$ 3,2 bilh&amp;otilde;es, alta de 6,4%, refletindo tanto a demanda aquecida quanto o aumento de custos, especialmente pela escassez de m&amp;atilde;o de obra.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na loca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ve&amp;iacute;culos, o faturamento chegou a R$ 2,7 bilh&amp;otilde;es (crescimento de 5%), impulsionado pela alta nos pre&amp;ccedil;os dos autom&amp;oacute;veis e pela demanda t&amp;iacute;pica da temporada.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outras atividades, como servi&amp;ccedil;os tur&amp;iacute;sticos e culturais, tamb&amp;eacute;m cresceram, embora em ritmo mais moderado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nordeste se destaca; S&amp;atilde;o Paulo mant&amp;eacute;m lideran&amp;ccedil;a&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O impacto do carnaval foi mais intenso nos destinos tradicionais da data. Estados do Nordeste lideraram o crescimento do Turismo, com destaque para Bahia, Rio Grande do Norte e Alagoas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Rio de Janeiro tamb&amp;eacute;m apresentou &amp;oacute;timos n&amp;uacute;meros, estimulado pelo Turismo nacional e internacional e pela maior conectividade a&amp;eacute;rea.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;S&amp;atilde;o Paulo, por sua vez, manteve a relev&amp;acirc;ncia tradicional, com crescimento de 8,4% e participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 41% no faturamento nacional.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que o empres&amp;aacute;rio precisa considerar&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tend&amp;ecirc;ncia para o setor permanece positiva. Como as viagens s&amp;atilde;o planejadas com anteced&amp;ecirc;ncia, a demanda deve se manter nos pr&amp;oacute;ximos meses.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O cen&amp;aacute;rio internacional tamb&amp;eacute;m pode favorecer o Pa&amp;iacute;s. Tens&amp;otilde;es em outras regi&amp;otilde;es do mundo tendem a redirecionar turistas para destinos considerados mais seguros, como o Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O conflito trouxe aumento de custos para o abastecimento de ve&amp;iacute;culos pr&amp;oacute;prios ou alugados, bem como impactou o transporte rodovi&amp;aacute;rio, encarecendo o custo final das viagens. O reajuste no pre&amp;ccedil;o do querosene de avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o ocorreu apenas em abril, enquanto gasolina e &amp;oacute;leo diesel j&amp;aacute; haviam subido em mar&amp;ccedil;o. Ser&amp;aacute; importante observar como isso ter&amp;aacute; reflexo no resultado ap&amp;oacute;s a alta temporada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O bom desempenho em fevereiro mostra que o Turismo segue como um importante motor do consumo no Pa&amp;iacute;s. O desafio est&amp;aacute; em transformar esse crescimento em resultados sustent&amp;aacute;veis ao longo do ano. Orientamos que os empres&amp;aacute;rios adotem uma estrat&amp;eacute;gia equilibrada para aproveitar o momento favor&amp;aacute;vel sem comprometer a rentabilidade&amp;rdquo;, destaca Guilherme Dietze, presidente do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Turismo da FecomercioSP&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es, as dicas s&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;planejar custos com mais rigor&lt;/strong&gt;, especialmente de energia, combust&amp;iacute;veis e m&amp;atilde;o de obra;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;ajustar pre&amp;ccedil;os com cautela&lt;/strong&gt;, evitando perda de competitividade;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;investir em efici&amp;ecirc;ncia operacional&lt;/strong&gt; para compensar a press&amp;atilde;o de despesas;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;aproveitar a demanda antecipada&lt;/strong&gt;, refor&amp;ccedil;ando reservas e ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;monitorar o comportamento do consumidor&lt;/strong&gt;, cada vez mais sens&amp;iacute;vel a pre&amp;ccedil;o.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Veja tamb&amp;eacute;m:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/turismo-mantem-crescimento-e-amplia-desafios-em-cenario-global-mais-incerto" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Carta Setorial: Turismo mant&amp;eacute;m crescimento e amplia desafios em cen&amp;aacute;rio global mais incerto&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 14:58:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Escassez de mão de obra no setor de Serviços se intensifica e pressiona retenção de profissionais]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/escassez-de-mao-de-obra-no-setor-de-servicos-se-intensifica-e-pressiona-retencao-de-profissionais</link><description>&lt;![CDATA[Queda no tempo de permanência no emprego e avanço das contratações comprovam mercado mais aquecido, porém mais volátil, aponta estudo da FecomercioSP]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A escassez de m&amp;atilde;o de obra nos Servi&amp;ccedil;os tem se agravado em meio ao aquecimento do mercado de trabalho, elevando a dificuldade de reten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de profissionais. O setor abrange 57% dos empregos formais no Pa&amp;iacute;s e responde por cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB), o que amplia os impactos da falta de trabalhadores sobre a atividade econ&amp;ocirc;mica. Ao mesmo tempo, indicadores revelam v&amp;iacute;nculos mais curtos e aumento da rotatividade, mesmo diante do crescimento expressivo das contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estudo do &lt;strong&gt;Conselho de Servi&amp;ccedil;os da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP&lt;/strong&gt;) mostra que &lt;strong&gt;um dos principais sinais desse quadro &amp;eacute; a queda no Tempo M&amp;eacute;dio de Perman&amp;ecirc;ncia no emprego (TMP)&lt;/strong&gt;. Entre fevereiro de 2021 e fevereiro de 2026, &lt;strong&gt;o indicador recuou 6,8 meses no Brasil (&amp;minus;27%) e 6,3 meses em S&amp;atilde;o Paulo (&amp;minus;27,2%&lt;/strong&gt;), evidenciando rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho mais breves e maior dificuldade das empresas para manter seus quadros [gr&amp;aacute;ficos 1 e 2].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Gr&amp;aacute;fico 1&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Tempo M&amp;eacute;dio de Perman&amp;ecirc;ncia (TMP) no emprego, em meses, em S&amp;atilde;o Paulo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Fonte: Minist&amp;eacute;rio do Trabalho e Emprego/Caged&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o: FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img width="350" height="203" src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/823763ee18bb28fab270efb87f8ee0f619f37159.png" class="fr-fic fr-dii"&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Gr&amp;aacute;fico 2&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Tempo M&amp;eacute;dio de Perman&amp;ecirc;ncia (TMP) no emprego, em meses, no Brasil&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Fonte: Minist&amp;eacute;rio do Trabalho e Emprego/Caged&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o: FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img width="323" height="240" src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/1b583d15c2467581b7236f2e791600affe37e891.png" class="fr-fic fr-dii"&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar disso, o &lt;strong&gt;volume de admiss&amp;otilde;es avan&amp;ccedil;ou em torno de 80% no per&amp;iacute;odo analisado&lt;/strong&gt;, indicando um mercado aquecido, por&amp;eacute;m mais inst&amp;aacute;vel. Na pr&amp;aacute;tica, as empresas est&amp;atilde;o contratando mais, mas t&amp;ecirc;m mais dificuldades para reter trabalhadores, o que eleva custos operacionais, exige investimentos cont&amp;iacute;nuos em treinamento e afeta a produtividade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o presidente do Conselho de Servi&amp;ccedil;os da FecomercioSP, Marcelo Braga, o momento exige uma mudan&amp;ccedil;a de foco por parte dos empres&amp;aacute;rios. &amp;ldquo;Hoje, mais do que contratar, o empres&amp;aacute;rio precisa pensar em como reter. O mercado est&amp;aacute; mais din&amp;acirc;mico e o profissional circula mais&amp;rdquo;, afirma. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mais mobilidade e mudan&amp;ccedil;a no perfil da for&amp;ccedil;a laboral&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com o estudo, no Brasil, a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o no tempo de perman&amp;ecirc;ncia nas empresas foi generalizada entre diferentes faixas et&amp;aacute;rias, mas &lt;strong&gt;mais intensa entre trabalhadores de 50 a 64 anos&lt;/strong&gt;, grupo que apresentou as maiores quedas em termos absolutos e relativos. O movimento reflete mais mobilidade no mercado, em especial entre profissionais mais experientes, que encontram mais oportunidades e passam a trocar de emprego com mais frequ&amp;ecirc;ncia [gr&amp;aacute;fico 3].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[Gr&amp;aacute;fico 3]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Tempo M&amp;eacute;dio de Perman&amp;ecirc;ncia (TMP) no emprego em meses, por faixa et&amp;aacute;ria, em S&amp;atilde;o Paulo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Fonte: Minist&amp;eacute;rio do Trabalho e Emprego/Caged&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o: FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/ca86ea7e3145f740464c0c0bce5e7e1aea70f9d4.png" style="width: 300px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro aspecto observado &amp;eacute; a &lt;strong&gt;mudan&amp;ccedil;a no perfil das contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es, com aumento da participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o relativa de trabalhadores mais velhos&lt;/strong&gt;. Esse comportamento ocorre em paralelo ao crescimento das admiss&amp;otilde;es e sugere uma reconfigura&amp;ccedil;&amp;atilde;o da for&amp;ccedil;a laboral, com maior valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da experi&amp;ecirc;ncia [gr&amp;aacute;fico 4].&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[Gr&amp;aacute;fico 4]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Crescimento das admiss&amp;otilde;es, por faixa et&amp;aacute;ria, em S&amp;atilde;o Paulo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Fonte: Minist&amp;eacute;rio do Trabalho e Emprego/Caged&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o: FecomercioSP&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;img width="248" height="196" src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/04f743f866c3ab3555d9db8b0462e0a84c5bc55d.png" class="fr-fic fr-dii"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Setores mais pressionados pela escassez&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na an&amp;aacute;lise por atividade, alguns segmentos se destacam pelo ritmo de expans&amp;atilde;o das contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es em S&amp;atilde;o Paulo. &lt;strong&gt;Alojamento e alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o lideram&lt;/strong&gt;, com alta de &lt;strong&gt;159,4%,&lt;/strong&gt; seguidos por &lt;strong&gt;outros servi&amp;ccedil;os (112,8%) e transporte e armazenagem (81,9%).&lt;/strong&gt; Esses setores, tradicionalmente mais intensivos em m&amp;atilde;o de obra e com mais rotatividade, tendem a sentir de forma mais acentuada os efeitos da escassez [gr&amp;aacute;fico 5].&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;[Gr&amp;aacute;fico 5]&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Varia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Tempo M&amp;eacute;dio de Perman&amp;ecirc;ncia (TMP) em meses, por segmento, em S&amp;atilde;o Paulo&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Fonte: Minist&amp;eacute;rio do Trabalho e Emprego/CAGED&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o: FecomercioSP&amp;nbsp;&lt;img src="https://www.fecomercio.com.br/upload/img/c6a20588f14ee521fffe9f4b328a70cde5be97e5.png" style="width: 300px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Braga, da FecomercioSP, compreender essas din&amp;acirc;micas &amp;eacute; fundamental para decis&amp;otilde;es mais estrat&amp;eacute;gicas. Ele destaca que o empres&amp;aacute;rio deve considerar n&amp;atilde;o apenas o n&amp;uacute;mero de vagas abertas, mas tamb&amp;eacute;m fatores como rotatividade, perfil dos profissionais e caracter&amp;iacute;sticas de cada segmento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os fatores que ajudam a explicar o cen&amp;aacute;rio, destacam-se a normaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das atividades ap&amp;oacute;s a pandemia, a maior mobilidade entre trabalhadores e a recomposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos quadros em setores presenciais. O resultado &amp;eacute; um mercado de trabalho mais aquecido, por&amp;eacute;m mais vol&amp;aacute;til, no qual o desafio vai al&amp;eacute;m da contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o e passa, cada vez mais, pela capacidade de reten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e pela estabilidade das equipes.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 09:34:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Serviços]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Turismo mantém crescimento e amplia desafios em cenário global mais incerto]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/turismo-mantem-crescimento-e-amplia-desafios-em-cenario-global-mais-incerto</link><description>&lt;![CDATA[‘Carta Setorial de Turismo’ de abril mostra novo recorde de faturamento, avanço das viagens corporativas e impactos da alta do petróleo para o setor]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O Turismo brasileiro inicia 2026 mantendo a trajet&amp;oacute;ria de crescimento observada nos &amp;uacute;ltimos anos, mas j&amp;aacute; sob um ambiente mais complexo. Em janeiro, o setor faturou R$ 26 bilh&amp;otilde;es, o maior valor da s&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica para o per&amp;iacute;odo, com alta de 2,3% na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual, segundo levantamento da &lt;a href="https://fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&lt;a id="_anchor_1" href="applewebdata%3A//243A57A1-B3A0-4FC1-A6BC-D8D6619A1560#_msocom_1" language="JavaScript" name="_msoanchor_1"&gt;&lt;/a&gt; com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&amp;iacute;stica (IBGE).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os n&amp;uacute;meros s&amp;atilde;o destaque da &lt;strong&gt;Carta Setorial de Turismo&lt;/strong&gt; de abril, publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o mensal do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da FecomercioSP que re&amp;uacute;ne indicadores, an&amp;aacute;lises econ&amp;ocirc;micas e temas estrat&amp;eacute;gicos para o setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O bom resultado &amp;eacute; sustentado por uma combina&amp;ccedil;&amp;atilde;o conhecida: demanda aquecida e pre&amp;ccedil;os ainda elevados, sobretudo em segmentos como hotelaria, transporte e loca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ve&amp;iacute;culos. Ao mesmo tempo, o turismo corporativo segue como um dos principais motores da atividade. Em janeiro, os gastos com viagens de neg&amp;oacute;cios atingiram R$ 12 bilh&amp;otilde;es, um crescimento de 5,2% e novo recorde para o m&amp;ecirc;s, indicando continuidade do dinamismo empresarial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na capital paulista, o cen&amp;aacute;rio tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; positivo. O &amp;Iacute;ndice Mensal de Atividade do Turismo (IMAT) avan&amp;ccedil;ou 3% em fevereiro, registrando o melhor resultado da s&amp;eacute;rie para o m&amp;ecirc;s. O desempenho foi estimulado pelo carnaval e pela forte movimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos aeroportos e nos terminais rodovi&amp;aacute;rios, al&amp;eacute;m do aumento no n&amp;uacute;mero de empregos formais no setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar dos resultados consistentes, o ambiente econ&amp;ocirc;mico passou a exigir mais aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais recente do &lt;strong&gt;Brazilian Overview Monthly Report&lt;/strong&gt; (BOMR), produzida em parceria com a Panrotas, aponta que a alta do petr&amp;oacute;leo, impulsionada pelo conflito no Ir&amp;atilde;, j&amp;aacute; come&amp;ccedil;a a pressionar custos log&amp;iacute;sticos e pode impactar diretamente o setor, especialmente nos segmentos de transporte.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o levou o Banco Central (BC) a adotar uma postura mais cautelosa na condu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da pol&amp;iacute;tica monet&amp;aacute;ria. Mesmo com a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o sob controle, a taxa b&amp;aacute;sica de juros (Selic) permanece elevada, o que tende a limitar o consumo e aumentar o custo das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es no setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m da conjuntura econ&amp;ocirc;mica, a &lt;strong&gt;Carta&lt;/strong&gt; de abril tamb&amp;eacute;m destaca a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o institucional da FecomercioSP em temas estruturais, como a empregabilidade no Turismo. A Entidade tem defendido ajustes em propostas legislativas para facilitar a contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o formal e reduzir entraves &amp;agrave; expans&amp;atilde;o das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/8cd37a01c909a47c882bfb3b2312d9eef89934b0.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;Acesse a Carta Setorial de Turismo de abril&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;e confira a an&amp;aacute;lise completa sobre o desempenho do setor e os desafios para os pr&amp;oacute;ximos meses.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div id="_com_2" language="JavaScript"&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 13:59:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Fim da escala 6x1: custo de até R$ 610 bilhões na folha penalizará quem mais gera empregos]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/fim-da-escala-6x1-custo-de-ate-r-610-bilhoes-na-folha-penalizara-quem-mais-gera-empregos</link><description>&lt;![CDATA[Em reunião com parlamentares, Conselho do Comércio Atacadista da FecomercioSP alerta que pequenos negócios terão pouca capacidade de absorver aumento de 22% na hora trabalhada]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A proposta de redução da jornada de trabalho surge em um momento inadequado, com pouco espaço para aprofundar o debate antes de qualquer avanço. Nas palavras do deputado federal Gilberto Nascimento (Podemos/SP), o que mais preocupa é a tentativa de acelerar uma discussão que afeta diretamente quem paga a conta. “Não dá para votar um tema dessa magnitude sem ouvir o setor produtivo. É um assunto que exige maturidade e participação ampla”, advertiu, durante reunião do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-do-comercio-atacadista"&gt;Conselho do Comércio Atacadista&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, realizada n última terça-feira (14).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federação tem atuado intensamente no Congresso Nacional, ao lado do setor produtivo, para tentar mudar o rumo da discussão.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;A reunião do conselho foi mais uma oportunidade de juntar um núcleo de lideranças empresariais, representantes sindicais e parlamentares para buscar equilíbrio, evitar uma votação açodada e sensibilizar autoridades públicas. A reunião também contou com a presença da vereadora paulistana Cris Monteiro (Novo/SP).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta em debate prevê a redução da jornada semanal para 36 horas, distribuídas em quatro dias, mediante alteração constitucional. Pelos cálculos apresentados, essa mudança pode elevar o custo da hora trabalhada em mais de 22%, mesmo com redução de 18,2% na carga horária.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O deputado Nascimento também destacou que propostas com forte apelo popular, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/escala-6x1-e-jornada-de-trabalho-o-que-esta-em-discussao-no-brasil?%2Fnoticia%2Fescala-6x1-e-jornada-de-trabalho-o-que-esta-em-discussao-no-brasil="&gt;como a redução da jornada com manutenção de renda&lt;/a&gt;, tendem a ganhar apoio rápido, mas precisam ser analisadas com responsabilidade. “É um discurso fácil de aceitar, mas difícil de sustentar na prática”, complementou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a vereadora Cris, é fundamental pensar nos efeitos sobre os pequenos negócios. “Tenho olhado com cuidado para a dor do pequeno empresário. Medidas que aumentem custos podem empurrar parte da atividade para a informalidade. A conta chega, e quem produz precisa ser valorizado”, disse. Para ela, a construção técnica de uma solução não pode abrir mão das políticas baseadas em evidências e da participação social. “Quando sociedade civil e Poder Público caminham juntos, o resultado aparece”, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A análise técnica que a FecomercioSP tem levado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara é de que&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/custo-do-trabalho-aumentaria-22-com-fim-da-escala-6x1-ajustes-das-convencoes-variam-de-1-a-3?%2Fnoticia%2Fcusto-do-trabalho-aumentaria-22-com-fim-da-escala-6x1-ajustes-das-convencoes-variam-de-1-a-3="&gt;haverá um custo de R$ 158 bilhões sobre a folha de pagamentos&lt;/a&gt; de empresas do País caso o projeto de reduzir a jornada legal de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas vá adiante. Esse montante seria ainda maior (de&amp;nbsp;R$&amp;nbsp;610 bilhões) se a proposta de diminuir a jornada para 36 horas semanais triunfar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os dados também indicam reflexos macroeconômicos preocupantes, como a queda de até 6% no Produto Interno Bruto (PIB) e a redução de 1,2 milhão de postos de trabalho, além de reflexos diretos sobre&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/extincao-da-escala-6x1-ameaca-folha-precos-e-empregos-no-turismo"&gt;setores intensivos em mão de obra, como Comércio, Serviços e Turismo&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto sensível está na produtividade. Enquanto países desenvolvidos apresentam produção por hora acima de US$ 60, o Brasil ainda gira em torno de US$ 17, o que limita a capacidade de absorver mudanças estruturais sem efeitos colaterais. Essas nações realizaram mudanças na jornada e na carga horária de trabalho com cuidado, à medida que a produtividade avançava ao longo de décadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os indicadores foram apresentados pelos assessores econômicos Fabio Pina e Thiago Carvalho. Para o presidente do Conselho do Comércio Atacadista, Ronaldo Jamar Taboada, o diálogo institucional é determinante para que as preocupações do setor produtivo sejam ouvidas no Congresso. “A FecomercioSP segue aberta à construção conjunta de soluções. A presença de representantes do Legislativo qualifica o debate e aproxima as decisões da realidade de quem empreende”, concluiu.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 13:57:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Atacado]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[‘Expresso MEI’: tire as dúvidas sobre as declarações do IRPF e da anual do MEI]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/expresso-mei-tire-as-duvidas-sobre-as-declaracoes-do-irpf-e-da-anual-do-mei</link><description>&lt;![CDATA[Afinal, o Microempreendedor Individual é obrigado a fazer os dois processos? Incertezas podem custar caro e impactar a saúde financeira do negócio]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Todo ano, os contribuintes s&amp;atilde;o obrigados a declarar o Imposto de Renda da Pessoa F&amp;iacute;sica (DIRPF), mas muitos Microempreendedores Individuais (MEIs) ainda n&amp;atilde;o sabem com clareza se precisam realizar o processo &amp;mdash; ainda mais que a obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o coincide, inclusive no mesmo m&amp;ecirc;s, com a entrega da Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o Anual Simplificada para o MEI (DASN-SIMEI).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para sanar todas as d&amp;uacute;vidas, o boletim &lt;strong&gt;Expresso MEI&lt;/strong&gt; de abril explica todos os pontos das duas declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es para os empreendedores se programarem com anteced&amp;ecirc;ncia sem sofrer sustos. Afinal, os prazos finais para as entregas das declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es se aproximam: 29 de maio (DIRPF) e 30 de maio (DASN-SIMEI).&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/boletins/mei-precisa-declarar-imposto-de-renda-entenda-as-regras-para-2026/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;Baixe gratuitamente o boletim Expresso MEI de abril&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de abril do boletim tamb&amp;eacute;m traz uma mat&amp;eacute;ria sobre crescimento sustent&amp;aacute;vel, que alerta para a necessidade de elaborar um planejamento s&amp;oacute;lido para as empresas n&amp;atilde;o transformarem o sucesso em pesadelo. Crescer &amp;eacute; o desejo de todos os empreendedores, por&amp;eacute;m aumentar as vendas significa, na mesma propor&amp;ccedil;&amp;atilde;o, elevar os gastos, al&amp;eacute;m de possivelmente ser enquadrado em um regime fiscal mais oneroso, entre outras mudan&amp;ccedil;as importantes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, o assessor Alberto Borges de Carvalho Junior repercute &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/articulacoes-pela-atualizacao-do-simples-nacional-ganham-novo-impulso-no-congresso?%2Fnoticia%2Farticulacoes-pela-atualizacao-do-simples-nacional-ganham-novo-impulso-no-congresso=" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;o Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021&lt;/a&gt;, que tramita em passo de urg&amp;ecirc;ncia na C&amp;acirc;mara dos Deputados. O projeto busca atualizar os valores de enquadramento do MEI e do Simples Nacional. Atualmente, o MEI pode faturar at&amp;eacute; R$ 81 mil por ano sem perder o direito &amp;agrave;s vantagens do regime, como a tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o reduzida e os benef&amp;iacute;cios previdenci&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No entanto, enquanto n&amp;atilde;o for aprovado no Congresso e sancionado pelo presidente da Rep&amp;uacute;blica, o limite atual permanece valendo para o ano-calend&amp;aacute;rio de 2026.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/boletins/mei-precisa-declarar-imposto-de-renda-entenda-as-regras-para-2026/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;Confira o boletim Expresso MEI completo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 11:18:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[MEI]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Extinção da escala 6x1 ameaça folha, preços e empregos no Turismo]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/extincao-da-escala-6x1-ameaca-folha-precos-e-empregos-no-turismo</link><description>&lt;![CDATA[Com 87% das jornadas acima de 40 horas, setor figura entre os mais expostos às propostas em tramitação no Congresso]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/escala-6x1-e-reducao-da-jornada-de-trabalho-entram-no-radar-do-comercio-e-acendem-debate-sobre-efeitos-na-economia?%2Fnoticia%2Fescala-6x1-e-reducao-da-jornada-de-trabalho-entram-no-radar-do-comercio-e-acendem-debate-sobre-efeitos-na-economia="&gt;debate sobre o fim da escala 6x1&lt;/a&gt; reinseriu uma quest&amp;atilde;o sens&amp;iacute;vel no centro da agenda do mercado laboral: como garantir melhores condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao trabalhador sem comprometer os setores que n&amp;atilde;o operam em l&amp;oacute;gica linear?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atividades econ&amp;ocirc;micas distintas exigem arranjos tamb&amp;eacute;m diferenciados, o que torna invi&amp;aacute;vel uma regra uniforme para todos os segmentos. Esse foi o diagn&amp;oacute;stico da reuni&amp;atilde;o de mar&amp;ccedil;o do&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;A negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva tem sido um instrumento mais adequado para que seja adaptado de acordo com a atividade e com a regi&amp;atilde;o&amp;rdquo;, afirmou Guilherme Dietze, presidente do Conselho de Turismo da Entidade. A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o defende uma discuss&amp;atilde;o mais ampla, t&amp;eacute;cnica e setorializada antes de qualquer mudan&amp;ccedil;a legal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Reflexos para o Turismo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A discuss&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode ignorar o custo adicional imposto &amp;agrave;s empresas, tampouco o peso disso sobre setores intensivos em m&amp;atilde;o de obra, como o Turismo. Segundo os dados apresentados na reuni&amp;atilde;o&lt;strong&gt;,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;87% das jornadas de trabalho do setor est&amp;atilde;o acima de 40 horas semanais, o que indica alta exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do segmento a mudan&amp;ccedil;as dessa natureza.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a simula&amp;ccedil;&amp;atilde;o apresentada pelo gestor da &amp;aacute;rea Econ&amp;ocirc;mica da FecomercioSP, Fabio Pina, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduza a jornada para 40 horas pode elevar o custo da folha em 5% para quem, hoje, opera entre 40 e 44 horas, e em 10% para empresas com jornadas superiores a 44 horas. Numa proposta mais r&amp;iacute;gida, de 36 horas, esse impacto pode chegar a 16,7% e 22,2%, respectivamente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No recorte setorial, o Turismo aparece entre os mais afetados. Pelos c&amp;aacute;lculos da FecomercioSP, o custo adicional anual da folha pode alcan&amp;ccedil;ar R$ 200,5 milh&amp;otilde;es num cen&amp;aacute;rio de jornada de 40 horas, e R$ 672,7 milh&amp;otilde;es caso o limite caia para 36 horas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o cont&amp;iacute;nua&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Entidade, o problema n&amp;atilde;o se resume &amp;agrave; folha. Em segmentos que dependam de atendimento em fins de semana, feriados e hor&amp;aacute;rios estendidos &amp;mdash; como hotelaria, alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, transporte e ag&amp;ecirc;ncias &amp;mdash;, a reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das escalas deve pressionar pre&amp;ccedil;os, reduzir a flexibilidade operacional e exigir contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es adicionais para cobrir turnos cr&amp;iacute;ticos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Pina, a discuss&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica em torno do tema ainda carece de base t&amp;eacute;cnica mais consistente. &amp;ldquo;Os n&amp;uacute;meros est&amp;atilde;o sendo mostrados: vamos perder empregos, aumentar custos e repassar para os pre&amp;ccedil;os&amp;rdquo;, disse. Na vis&amp;atilde;o da FecomercioSP, o risco &amp;eacute; transformar uma pauta complexa em resposta simplificada, sem considerar diferen&amp;ccedil;as entre setores, portes de empresa e realidades regionais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Momento inadequado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Dietze, o que o setor produtivo busca n&amp;atilde;o &amp;eacute; interditar o debate sobre jornada de trabalho, mas afastar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es impostas &amp;ldquo;de cima para baixo&amp;rdquo;, sobretudo em momento eleitoral. &amp;ldquo;O mais importante para n&amp;oacute;s, da FecomercioSP, &amp;eacute; que n&amp;atilde;o seja um &lt;em&gt;top down&lt;/em&gt; em ano eleitoral. Uma mudan&amp;ccedil;a com potencial de afetar emprego, pre&amp;ccedil;os e competitividade precisa ser amadurecida com tempo, dados e negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O pano de fundo econ&amp;ocirc;mico apresentado no encontro ajuda a dimensionar essa cautela. Em janeiro de 2026, o faturamento do Turismo cresceu 2,3% na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual, somando R$ 25,9 bilh&amp;otilde;es, com avan&amp;ccedil;o em segmentos como alojamento, alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, loca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de meios de transporte e ag&amp;ecirc;ncias de viagens. Num setor que ainda busca ampliar dinamismo e recompor m&amp;atilde;o de obra, a avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP &amp;eacute; que qualquer altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o estrutural nas jornadas precisa considerar n&amp;atilde;o apenas a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o da medida, mas tamb&amp;eacute;m seus efeitos concretos sobre a atividade econ&amp;ocirc;mica. &amp;ldquo;O desafio &amp;eacute; encontrar um caminho que melhore as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho sem comprometer a capacidade de opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas e o pr&amp;oacute;prio dinamismo do setor&amp;rdquo;, concluiu Dietze.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 14:23:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Varejo no divã: por que o faturamento recorde de 2025 não trouxe alívio?]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/varejo-no-diva-por-que-o-faturamento-recorde-de-2025-nao-trouxe-alivio</link><description>&lt;![CDATA[Primeira edição do 'Panorama do Comércio' explica os gargalos que esfriaram o otimismo do setor]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O Comércio paulista encerrou o último ano com um número impressionante no balanço: R$ 1,54 trilhão em faturamento. É o melhor resultado da série histórica calculada pela &lt;a href="https://fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;. Contudo, ao conversar com qualquer lojista, o sentimento agora é de cautela, e não de festa. O que estamos vendo é um setor tentando entender por que o fôlego diminuiu de repente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Desde novembro, o ritmo das vendas vem perdendo força. Nem mesmo a Black Friday ou as festas de fim de ano foram capazes de sustentar o otimismo. A verdade é que o Varejo está sendo atingido por uma combinação indigesta — juros que demoram a cair na ponta, uma inflação dos Serviços que teima em não ceder e famílias que, embora estejam consumindo, carregam um endividamento que limita qualquer salto maior.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A primeira edição do &lt;strong&gt;Panorama do Comércio&lt;/strong&gt;, nova publicação mensal da FecomercioSP, mergulha nesses contrastes. O material aborda desde o impacto da Selic sobre o fluxo de caixa até o momento crítico dos estoques, que, hoje, oscilam entre a falta de produtos e problemas com o capital de giro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estamos inaugurando este canal para que você tenha, todo mês, uma leitura estratégica do que realmente importa para o seu negócio.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/358cb8328000b64acc30aa99e16d9d00e5e61da1.pdf" target="_blank" class="fr-file botao" rel="noopener noreferrer"&gt;Acesse a edição de estreia do Panorama do Comércio!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="applewebdata://664CAF8A-2A8F-45F8-B20C-A9329460B211#_msoanchor_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 07 Apr 2026 10:19:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Crescer fora do Brasil exige mais do que estratégia]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/crescer-fora-do-brasil-exige-mais-do-que-estrategia</link><description>&lt;![CDATA[Além de logística própria e aposta na loja física, humanização foi fator decisivo para a expansão da Casa do Sono em Portugal, negócio fundado por empreendedores brasileiros]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Muitas vezes, &amp;eacute; a concorr&amp;ecirc;ncia que d&amp;aacute; ao neg&amp;oacute;cio um direcionamento do que n&amp;atilde;o funciona no relacionamento com cliente, e o empreendedor que souber preencher os espa&amp;ccedil;os do acolhimento e do atendimento humanizado ter&amp;aacute; o mercado nas m&amp;atilde;os. Essa, pelo menos, &amp;eacute; a li&amp;ccedil;&amp;atilde;o que a empres&amp;aacute;ria Rachel Netto carrega como um mantra. S&amp;oacute;cia-fundadora da Casa do Sono e da Euro Sof&amp;aacute;s, ambas sediadas em Portugal, ela entendeu como um campo voltado para o conforto, t&amp;atilde;o incipiente naquele pa&amp;iacute;s, falhava em entregar o que, para o consumidor brasileiro, era o b&amp;aacute;sico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Eles gostam de um bom atendimento e acham que, nesse quesito, o empreendedor brasileiro &amp;eacute; excepcional. N&amp;oacute;s trouxemos isso para o pilar da nossa empresa e isso reflete nas avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es. O nosso lema &amp;eacute; transformar o cliente em um amigo apaixonado. N&amp;atilde;o &amp;eacute; faz&amp;ecirc;-los sentir que estamos ali para vender o produto mais caro, mas o que ele precisa&amp;rdquo;, reflete Rachel, no epis&amp;oacute;dio de abril do mesacast &lt;strong&gt;Mercado &amp;amp; Perspectivas&lt;/strong&gt;.&amp;nbsp;&amp;ldquo;Em Portugal, h&amp;aacute; muito mercado, para muitos neg&amp;oacute;cios, se voc&amp;ecirc; souber trabalhar a humaniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na grava&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ela explica que a log&amp;iacute;stica &amp;eacute; outro processo que demanda bastante aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para refletir uma continuidade desse atendimento diferenciado. Nesse caso, a li&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi que p&amp;ocirc;r uma tarefa-chave nas m&amp;atilde;os de algu&amp;eacute;m de fora n&amp;atilde;o funcionou, ao menos para o que a Casa do Sono queria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;No in&amp;iacute;cio, a gente terceirizava a entrega, pois &amp;eacute;ramos pequenos. Mas percebemos que n&amp;atilde;o consegu&amp;iacute;amos fazer o ciclo completo de atendimento ao cliente. Se, por um lado, ele sa&amp;iacute;a superfeliz da loja, por outro, a entregadora n&amp;atilde;o cumpria a janela de dia e hor&amp;aacute;rio marcados com o cliente, n&amp;atilde;o tinha o respeito que t&amp;iacute;nhamos. Isto &amp;eacute;, n&amp;atilde;o consegu&amp;iacute;amos ter controle sobre isso. E foi quando entendemos que precis&amp;aacute;vamos estar de uma ponta a outra, da venda ao p&amp;oacute;s-venda, passando pela entrega&amp;rdquo;, complementa a empres&amp;aacute;ria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acompanhado do atendimento, outro pilar que sustenta o crescimento da Casa do Sono tem sido o investimento no espa&amp;ccedil;o f&amp;iacute;sico das lojas. Hoje, a companhia aposta em estabelecimentos grandes, mesmo em shoppings, em que possam disponibilizar uma grande variedade de colch&amp;otilde;es. Rachel salienta que s&amp;atilde;o essas as lojas que mais t&amp;ecirc;m gerado retorno ao neg&amp;oacute;cio. &amp;ldquo;A proje&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; a abertura de 30 lojas grandes nos pr&amp;oacute;ximos cinco anos. O curioso &amp;eacute; que os clientes pedem que a gente se espalhe por outras regi&amp;otilde;es de Portugal, embora ainda tenha muito espa&amp;ccedil;o em Lisboa&amp;rdquo;, completa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assista na &amp;iacute;ntegra!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/LXsqMpnaffc??si=aYDFFd1OsvZYLQIr&amp;wmode=opaque&amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 16:30:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Empreendedorismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[‘Split payment’ afetará o fluxo de caixa das empresas, que devem se preparar com antecedência]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/split-payment-afetara-o-fluxo-de-caixa-das-empresas-que-devem-se-preparar-com-antecedencia</link><description>&lt;![CDATA[Mudanças, que se iniciarão em 2027, exigem planejamento estruturado para honrar compromissos de curto prazo]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Hoje, ao vender um produto ou servi&amp;ccedil;o ao cliente, a empresa recebe o valor &amp;ldquo;cheio&amp;rdquo; dessa transa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e tem um prazo para recolher os tributos ao governo. Com a implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &lt;strong&gt;split payment&lt;/strong&gt; (&amp;ldquo;dividir o pagamento&amp;rdquo;, em ingl&amp;ecirc;s) isso vai mudar! Quando o cliente efetuar o pagamento por meios eletr&amp;ocirc;nicos (cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito ou d&amp;eacute;bito, PIX etc.), o valor do tributo ser&amp;aacute; descontado e pago automaticamente, sem que o dinheiro passe pela conta do neg&amp;oacute;cio. O formato &amp;eacute; semelhante ao Imposto de Renda (IR) do empregado com carteira assinada, que j&amp;aacute; &amp;eacute; descontado na folha de pagamento antes de o sal&amp;aacute;rio ser pago.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/reforma-tributaria-adaptacao-tecnologica-das-empresas-esbarra-em-prazos-curtos-e-indefinicoes-tecnicas"&gt;nova din&amp;acirc;mica exige um novo planejamento financeiro para o dia a dia dos neg&amp;oacute;cios&lt;/a&gt;, j&amp;aacute; que o prazo entre receber o dinheiro pela venda e pagar o imposto funciona como um &amp;ldquo;cr&amp;eacute;dito informal&amp;rdquo; para muitos neg&amp;oacute;cios. Como esse &amp;ldquo;colch&amp;atilde;o financeiro&amp;rdquo; deixar&amp;aacute; de existir, isso trar&amp;aacute; um impacto significativo para as empresas que j&amp;aacute; operam com margens apertadas ou que dependem de elevado capital de giro para honrar compromissos de curto prazo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/4d1b003c971c1d09d815eb17338420e4a7c96706.jpg" style="width: 800px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p id="isPasted"&gt;&lt;strong&gt;Planejamento antecipado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &lt;strong&gt;split payment&lt;/strong&gt; ser&amp;aacute; gradual, com a primeira fase se iniciando em 2027. Ent&amp;atilde;o, h&amp;aacute; tempo para se preparar &amp;mdash; e quem agir antes sair&amp;aacute; em vantagem. Veja, a seguir, algumas dicas e orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1. Revise o capital de giro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Calcule quanto do seu fluxo de caixa atual depende do &amp;ldquo;prazo&amp;rdquo; que voc&amp;ecirc; tem para pagar impostos. Esse valor precisar&amp;aacute; ser coberto de outra forma. Converse com o seu contador para ter uma vis&amp;atilde;o clara.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2. Renegocie prazos com fornecedores&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se parte do seu equil&amp;iacute;brio financeiro vinha do prazo de recolhimento de tributos, tente compensar isso ampliando os prazos de pagamento aos seus fornecedores. Essa negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o fica mais f&amp;aacute;cil quando feita com anteced&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;3. Revise a precifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com menos capital de giro dispon&amp;iacute;vel, os custos financeiros podem aumentar. Verifique se o pre&amp;ccedil;o dos seus produtos e servi&amp;ccedil;os j&amp;aacute; considera essa nova realidade. Uma precifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o desatualizada pode corroer a margem sem que voc&amp;ecirc; perceba.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;4. Explore linhas de cr&amp;eacute;dito de capital de giro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bancos e fintechs oferecem produtos espec&amp;iacute;ficos para capital de giro. Vale pesquisar condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es antes de precisar &amp;mdash; cr&amp;eacute;dito emergencial costuma ser mais caro. Contar com uma linha pr&amp;eacute;-aprovada &amp;eacute; uma boa rede de seguran&amp;ccedil;a.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;5. Considere a antecipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de receb&amp;iacute;veis&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se voc&amp;ecirc; vende a prazo (parcelado no cart&amp;atilde;o, por exemplo), a antecipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de receb&amp;iacute;veis pode ser uma ferramenta &amp;uacute;til para recompor o caixa no curto prazo. Avalie as taxas com cuidado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;6. Fa&amp;ccedil;a um planejamento tribut&amp;aacute;rio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com todas essas mudan&amp;ccedil;as, este &amp;eacute; o momento ideal para conversar com um contador ou consultor tribut&amp;aacute;rio e revisar o enquadramento da sua empresa, os cr&amp;eacute;ditos que voc&amp;ecirc; tem direito a recuperar e as melhores estrat&amp;eacute;gias para o novo ambiente fiscal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;split payment&lt;/strong&gt; &amp;eacute; uma mudan&amp;ccedil;a estrutural na forma como o governo vai arrecadar tributos no Brasil, afetando o cotidiano financeiro de praticamente todas as empresas que vendem produtos ou prestam servi&amp;ccedil;os.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O maior risco n&amp;atilde;o &amp;eacute; a mudan&amp;ccedil;a em si, mas ser pego desprevenido. Empresas que se prepararem com anteced&amp;ecirc;ncia &amp;mdash; revisando capital de giro, contratos, precifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e estrutura financeira &amp;mdash; &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/negocios-devem-projetar-cenarios-antes-do-novo-sistema-tributario-entrar-em-vigor"&gt;ter&amp;atilde;o muito mais tranquilidade na transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quer saber mais sobre a Reforma Tribut&amp;aacute;ria, sem complica&amp;ccedil;&amp;otilde;es ou juridiqu&amp;ecirc;s? &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/orientacartilhas"&gt;Baixe gratuitamente as cartilhas elaboradas pela Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; e esteja pronto para todas as mudan&amp;ccedil;as.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 12:58:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[varejo]]</category></item></channel></rss>
