<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Turismo - Negócios - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticias/negocios/turismo</link><description>&lt;![CDATA[]]</description><lastBuildDate>Sun, 26 Jul 2026 06:18:40 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Turismo - Negócios - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticias/negocios/turismo</link><url>https://www.fecomercio.com.br/public/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Negócios]]</category><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Integração do transporte aéreo sul-americano pode promover o Turismo, mas exige equilíbrio competitivo]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/integracao-do-transporte-aereo-sul-americano-pode-promover-o-turismo-mas-exige-equilibrio-competitivo</link><description>&lt;![CDATA[Criação do Céu Único Sul-americano permite que uma companhia opere voos entre dois outros países sem passar pelo país de origem]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Chile firmaram, no dia 14 de julho, o &lt;a href="https://www.gov.br/anac/pt-br/noticias/2026/cooperacao-entre-paises-da-america-do-sul-amplia-integracao-do-transporte-aereo-na-regiao" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Acordo de Liberaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o A&amp;eacute;rea Sul-Americana (Alas)&lt;/a&gt;, que possibilita a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o do mercado a&amp;eacute;reo entre os pa&amp;iacute;ses. O documento, ainda sem efeitos pr&amp;aacute;ticos na rotina dos passageiros, estabelece as bases para a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do C&amp;eacute;u &amp;Uacute;nico Sul-Americano, liberando a chamada &amp;ldquo;s&amp;eacute;tima liberdade do ar&amp;rdquo;, que permite a uma companhia operar voos entre duas outras na&amp;ccedil;&amp;otilde;es sem passar pelo pa&amp;iacute;s de origem &amp;mdash; por exemplo, uma empresa brasileira ligando Buenos Aires e Santiago.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A medida visa aumentar a concorr&amp;ecirc;ncia em rotas hoje atendidas por apenas uma ou duas empresas, com reflexos nos pre&amp;ccedil;os e na oferta de assentos. O voo dom&amp;eacute;stico, por sua vez, segue fora de discuss&amp;atilde;o: companhias estrangeiras n&amp;atilde;o poder&amp;atilde;o operar entre cidades brasileiras, o que exigiria mudan&amp;ccedil;a na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e aval do Congresso Nacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que muda para o passageiro?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na pr&amp;aacute;tica, o turista ainda n&amp;atilde;o ver&amp;aacute; mudan&amp;ccedil;as imediatas na rotina. O memorando, que conta com a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Minist&amp;eacute;rio de Portos e Aeroportos e da Ag&amp;ecirc;ncia Nacional de Avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o Civil (Anac), &amp;eacute; um compromisso de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Os pa&amp;iacute;ses signat&amp;aacute;rios t&amp;ecirc;m o prazo de um ano para apresentar uma proposta de implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o gradual, por meio de um Grupo de Trabalho (GT).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Oportunidade e cautela&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o setor de Turismo brasileiro, a iniciativa &amp;eacute; recebida com otimismo, mas tamb&amp;eacute;m com um olhar cr&amp;iacute;tico sobre os impasses que se avizinham. O &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; avalia como positiva a assinatura do acordo, por atingir uma demanda hist&amp;oacute;rica do setor: a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da malha a&amp;eacute;rea internacional. O Brasil ainda apresenta baixa conectividade internacional quanto ao seu potencial, com rotas concentradas em poucos eixos e tarifas elevadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O cen&amp;aacute;rio vem melhorando, mas, segundo o conselho da Entidade, ainda n&amp;atilde;o reflete todo o potencial do setor para atender &amp;agrave;s demandas brasileiras. Conforme dados da Anac, a movimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional nos aeroportos brasileiros alcan&amp;ccedil;ou 28,4 milh&amp;otilde;es de passageiros no ano passado, alta de 13,5% e recorde hist&amp;oacute;rico, chegando a 13 milh&amp;otilde;es at&amp;eacute; maio deste ano. Parte desse avan&amp;ccedil;o decorre dos incentivos &amp;agrave; abertura de novas rotas promovidos pela Ag&amp;ecirc;ncia Brasileira de Promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o Internacional do Turismo (Embratur), mediante o Programa de Acelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Turismo Internacional (PATI). Ainda h&amp;aacute;, por&amp;eacute;m, amplo espa&amp;ccedil;o para crescimento, e a entrada de novos operadores pode contribuir para reduzir pre&amp;ccedil;os e diversificar destinos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O conselho ressalta, contudo, que a abertura precisa ser conduzida com equil&amp;iacute;brio concorrencial, assegurando que as companhias estrangeiras estejam sujeitas &amp;agrave;s mesmas regras e &amp;agrave; mesma estrutura de custos aplicadas &amp;agrave;s empresas que operam a partir do Brasil. O setor a&amp;eacute;reo nacional convive com um custo de combust&amp;iacute;vel significativamente superior ao dos pa&amp;iacute;ses vizinhos, com elevada carga tribut&amp;aacute;ria e passivo judicial sem paralelo no mundo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ampliar o acesso ao mercado sem lidar com essas assimetrias, de acordo com o conselho da FecomercioSP, significa expor as companhias brasileiras a uma competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o desigual, cuja origem n&amp;atilde;o &amp;eacute; regulat&amp;oacute;ria, mas estrutural. O ideal sempre &amp;eacute; que se busque reduzir toda a cadeia de custo e burocracia internamente, e n&amp;atilde;o exigir a ades&amp;atilde;o &amp;agrave;s dificuldades que s&amp;atilde;o criadas no Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Experi&amp;ecirc;ncia europeia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Conselho de Turismo da FecomercioSP pondera que o pr&amp;eacute;-acordo sul-americano n&amp;atilde;o pode ser comparado com o &lt;a href="https://transport.ec.europa.eu/transport-modes/air/single-european-sky_en" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;C&amp;eacute;u &amp;Uacute;nico Europeu&lt;/a&gt; &amp;mdash; acordo firmado em 2004 pelos pa&amp;iacute;ses que comp&amp;otilde;em a Uni&amp;atilde;o Europeia (UE) &amp;mdash;, que viabilizou a expans&amp;atilde;o das companhias de baixo custo. Trata-se de mercados substancialmente distintos. As dist&amp;acirc;ncias continentais na Am&amp;eacute;rica do Sul s&amp;atilde;o muito superiores &amp;agrave;s europeias, o que encarece a opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e limita o modelo de baixo custo em rotas longas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A regi&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o disp&amp;otilde;e do mesmo fluxo de turistas internacionais, e a renda mais concentrada restringe a base de demanda capaz de viabilizar novas rotas fora dos eixos tradicionais. A liberaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o necess&amp;aacute;ria, mas n&amp;atilde;o suficiente, para reproduzir na Am&amp;eacute;rica do Sul os resultados observados na Europa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, o Conselho defende que o avan&amp;ccedil;o das negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es seja acompanhado de uma agenda interna de competitividade que inclua a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da carga tribut&amp;aacute;ria sobre o combust&amp;iacute;vel de avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao contencioso do setor e o investimento em infraestrutura aeroportu&amp;aacute;ria. A integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o a&amp;eacute;rea sul-americana representa uma oportunidade importante &amp;agrave; economia brasileira, desde que constru&amp;iacute;da sobre bases equilibradas e ison&amp;ocirc;micas.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 23 Jul 2026 16:44:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Em um mundo hiperconectado, a experiência humana é o principal diferencial ]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/em-um-mundo-hiperconectado-a-experiencia-humana-e-o-principal-diferencial</link><description>&lt;![CDATA[Lizete Ribeiro, do Grupo Tauá de Hotéis e Resorts, analisa as transformações do comportamento do consumidor e seus impactos para os setores da economia]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;' id="isPasted"&gt;A tecnologia transformou a forma como as pessoas trabalham, consomem e se relacionam. Ao mesmo tempo que a hiperconectividade ampliou o acesso à informação e facilitou a rotina, também intensificou a busca por um ativo cada vez mais escasso: conexões humanas genuínas. Nesse contexto, empresas que conseguem criar experiências relevantes e memoráveis passaram a ocupar uma posição de destaque em um mercado cada vez mais competitivo.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Essa é uma das principais reflexões do novo episódio do &lt;strong&gt;Mercado &amp;amp; Perspectivas&lt;/strong&gt;, mesacast da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;. A convidada da vez é Lizete Ribeiro, CEO do Grupo Tauá de Hotéis e Resorts, que compartilha a sua visão sobre as mudanças no comportamento do consumidor e os desafios para as empresas que desejam construir relacionamentos duradouros com seus clientes.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Segundo a executiva, a pandemia acelerou transformações que continuam influenciando o turismo e diversos outros segmentos da economia. As pessoas passaram a valorizar mais o tempo livre, as relações familiares e as experiências capazes de gerar significado, bem-estar e lembranças positivas. Como consequência, viajar deixou de representar apenas deslocamento ou hospedagem para se tornar uma oportunidade de conexão e convivência.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Essa mudança de comportamento acabou por alterar o papel dos empreendimentos turísticos. Se, antes, a escolha de um hotel estava fortemente associada à localização ou à infraestrutura, hoje, a experiência vivida durante a estadia ganhou protagonismo. Para Lizete, o retorno do cliente está cada vez mais relacionado à forma como ele se sentiu acolhido, à qualidade das interações e às memórias construídas ao longo da viagem.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;A executiva observa que a tecnologia continua desempenhando papel fundamental na gestão dos negócios, mas seu uso deve estar orientado à melhoria da experiência do consumidor. Em vez de substituir o contato humano, ferramentas digitais podem aumentar a eficiência operacional e liberar equipes para atividades que exijam escuta, empatia e personalização do atendimento. Como resume a executiva, a questão está em equilibrar o &lt;strong&gt;high-tech&lt;/strong&gt; com o &lt;strong&gt;high-touch&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Cultura organizacional como vantagem competitiva&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Outro ponto de destaque da conversa foi a relação entre experiência do cliente e cultura organizacional. Para a CEO do Tauá, as empresas que desejam construir vínculos duradouros com seus públicos precisam começar pela valorização de seus colaboradores.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;O grupo, que atualmente emprega milhares de profissionais em diferentes unidades do País, adota uma estratégia baseada na formação contínua de lideranças e no fortalecimento de uma cultura organizacional centrada no cuidado com as pessoas. Na avaliação de Lizete, a experiência entregue ao cliente é reflexo direto da experiência vivida pelos funcionários dentro da empresa.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;A executiva também destaca tendências que devem permanecer no radar das empresas nos próximos anos, como a crescente preocupação dos consumidores com práticas ambientais responsáveis, a busca por bem-estar físico e emocional e a valorização da cultura local como elemento diferenciador das experiências de consumo.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Mais do que uma discussão sobre hotelaria, o episódio debate como em um ambiente marcado pela abundância de informações e pela disputa constante por atenção, negócios capazes de combinar eficiência, propósito e conexões autênticas tendem a construir relações mais sólidas e duradouras com seus clientes.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Para uma visão completa de como as mudanças de comportamento do consumidor vem transformando os negócios, assista ao episódio completo do &lt;strong&gt;Mercado &amp;amp; Perspectivas&lt;/strong&gt; de julho, disponível no canal da Entidade no YouTube.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/CYp-Sy3j6BU?&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:47:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Turismo entra no segundo semestre aquecido, mas planejamento é decisivo ]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/turismo-entra-no-segundo-semestre-aquecido-mas-planejamento-e-decisivo</link><description>&lt;![CDATA[Episódio de julho do FecomercioSP Orienta debate oportunidades para transformar a demanda em resultados]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;' id="isPasted"&gt;O Turismo brasileiro chega ao segundo semestre mantendo o ritmo de crescimento observado nos últimos anos. A combinação entre emprego, renda, oferta de crédito e uma agenda repleta de eventos deve sustentar a demanda por viagens de lazer e corporativas, criando um ambiente favorável para empresas de diferentes segmentos do setor. Mais do que acompanhar esse movimento, porém, os empresários precisarão transformar o cenário positivo em vantagem competitiva por meio de planejamento, investimentos e atenção às mudanças no comportamento dos consumidores.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Esse foi o tema do mês do mesacast &lt;strong&gt;FecomercioSP Orienta&lt;/strong&gt;, que recebeu o presidente do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, Guilherme Dietze. Durante a conversa, o especialista apresentou um panorama das perspectivas para o mercado nos próximos meses e destacou as principais tendências que devem ajudar a definir as decisões dos empresários.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Segundo Dietze, indicadores mostram que o setor atravessa um ciclo consistente de expansão. Recordes de faturamento, crescimento no fluxo de passageiros da aviação civil e o desempenho da hotelaria refletem uma demanda aquecida, impulsionada por uma economia mais dinâmica e pela retomada das viagens de negócios e de lazer.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Ao mesmo tempo, o perfil do consumidor continua evoluindo. Embora experiências personalizadas e destinos diferenciados ganhem espaço entre públicos de maior renda, a maior parte dos brasileiros ainda define suas viagens principalmente em função do orçamento disponível. Nesse contexto, empresários precisam compreender as características de cada mercado e estruturar ofertas compatíveis com a realidade de seus clientes, sem perder de vista oportunidades ligadas ao turismo de experiência e ao crescimento do fluxo internacional de visitantes.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;strong&gt;Eventos e calendário favorecem o setor&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Outro fator que deve promover o Turismo no segundo semestre é o calendário de grandes eventos culturais, esportivos e corporativos. Embora acontecimentos como a Copa do Mundo possam alterar temporariamente o comportamento de determinados segmentos, também criam oportunidades a empresas que consigam adaptar produtos e serviços às novas demandas dos consumidores.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Os feriados prolongados também contribuem para distribuir melhor o fluxo de viagens ao longo do ano.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Sobre custos, Dietze observa que, mesmo diante do aumento verificado, as famílias tendem a ajustar seus destinos, e não necessariamente abrir mão das férias. A substituição de viagens mais longas por destinos próximos ou acessíveis reforça o potencial do turismo regional, especialmente em Estados como São Paulo, que concentram grande mercado consumidor e ampla diversidade de atrações.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Outro tema abordado foi a dificuldade de contratação de mão de obra, um dos principais obstáculos enfrentados pelo setor. O presidente do Conselho de Turismo destacou o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/emprega-turismo-solucao-para-amenizar-a-crise-de-mao-de-obra-no-setor" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;projeto Emprega Turismo, desenvolvido pela FecomercioSP&lt;/a&gt;, que busca ampliar a formalização de trabalhadores sem que eles percam benefícios sociais, contribuindo para reduzir um dos principais gargalos da atividade.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Para mais detalhes sobre a perspectiva do mercado de Turismo no segundo semestre, assista ao episódio completo do &lt;strong&gt;FecomercioSP Orienta&lt;/strong&gt; de julho, disponível no canal da Entidade no YouTube.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;span contenteditable="false" draggable="true" class="fr-video fr-deletable fr-fvc fr-dvb fr-draggable"&gt;&lt;iframe width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/TvW9o1J4QEU?&amp;amp;wmode=opaque&amp;amp;rel=0" frameborder="0" allowfullscreen="" class="fr-draggable"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 10:52:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Turismo nacional resiste às pressões externas e mantém trajetória positiva]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/turismo-nacional-resiste-as-pressoes-externas-e-mantem-trajetoria-positiva</link><description>&lt;![CDATA[Carta Setorial de junho analisa os desdobramentos da guerra no Irã, o avanço das viagens corporativas, o desempenho do setor nacional e atividade na capital paulista]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O Turismo brasileiro segue demonstrando resili&amp;ecirc;ncia mesmo diante de um cen&amp;aacute;rio internacional marcado por d&amp;uacute;vidas. &amp;Eacute; o que mostra a edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de junho da Carta Setorial do&amp;nbsp;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, que re&amp;uacute;ne an&amp;aacute;lises exclusivas sobre os principais indicadores econ&amp;ocirc;micos e tur&amp;iacute;sticos que influenciam o setor.&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/5aa5f2795677379d18260516485f9139d6ea9778.pdf"&gt; Acesse aqui!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os destaques da publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, confira o impacto da guerra entre Ir&amp;atilde; e Estados Unidos sobre os custos globais de transporte, a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os combust&amp;iacute;veis. Apesar das press&amp;otilde;es externas, o Turismo nacional mant&amp;eacute;m trajet&amp;oacute;ria positiva, sustentado pelo mercado de trabalho aquecido, pela renda das fam&amp;iacute;lias e pela demanda consistente por viagens de lazer e neg&amp;oacute;cios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O boletim tamb&amp;eacute;m apresenta os resultados mais recentes do setor nacional, que faturou R$ 23,6 bilh&amp;otilde;es em mar&amp;ccedil;o, al&amp;eacute;m dos n&amp;uacute;meros do Levantamento de Viagens Corporativas (LVC), realizado pela FecomercioSP em parceria com a&amp;nbsp;&lt;a href="https://alagev.org/"&gt;Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Latino-Americana de Gest&amp;atilde;o de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev)&lt;/a&gt;. O estudo mostra que as viagens corporativas seguem em patamar recorde, movimentando R$ 18,2 bilh&amp;otilde;es s&amp;oacute; no terceiro m&amp;ecirc;s do ano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No &amp;acirc;mbito regional, o &amp;Iacute;ndice Mensal de Atividade do Turismo (IMAT), desenvolvido em parceria com o&amp;nbsp;&lt;a href="https://observatoriodeturismo.com.br/"&gt;Observat&amp;oacute;rio de Turismo e Eventos da SPTuris&lt;/a&gt;, revela os efeitos do calend&amp;aacute;rio de feriados para a atividade tur&amp;iacute;stica na capital paulista, sem comprometer a tend&amp;ecirc;ncia estrutural de crescimento do setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o traz ainda um artigo especial do presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze, sobre os poss&amp;iacute;veis reflexos da Copa do Mundo de 2026 para o Turismo brasileiro, al&amp;eacute;m de uma an&amp;aacute;lise a respeito do comportamento das tarifas a&amp;eacute;reas em meio ao aumento dos custos do querosene de avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Produzida mensalmente, a Carta Setorial do Conselho de Turismo consolida indicadores, tend&amp;ecirc;ncias e avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es estrat&amp;eacute;gicas que contribuem para a tomada de decis&amp;otilde;es de empres&amp;aacute;rios, gestores p&amp;uacute;blicos e profissionais do setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/5aa5f2795677379d18260516485f9139d6ea9778.pdf"&gt;Acesse a &amp;iacute;ntegra da Carta Setorial de Turismo&lt;/a&gt; &amp;mdash; Junho de 2026 e acompanhe os principais movimentos que est&amp;atilde;o moldando o futuro do Turismo brasileiro.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 18 Jun 2026 09:34:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[SAF está no radar do Turismo frente aos impasses da transição energética]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/saf-esta-no-radar-do-turismo-diante-frente-aos-impasses-da-transicao-energetica</link><description>&lt;![CDATA[Em reunião de conselho da FecomercioSP, especialistas discutem o papel do combustível sustentável de aviação, os impactos do petróleo sobre o setor e as oportunidades para o Brasil liderar a produção global]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;A busca por uma aviação mais sustentável é, hoje, uma questão estratégica para o Turismo. Em um ambiente marcado pela volatilidade dos preços do petróleo, pelo aumento dos custos operacionais das companhias aéreas e pelas metas globais de redução de emissões, o chamado SAF (Sustainable Aviation Fuel, ou “combustível sustentável de aviação”) ganhou espaço nas discussões do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da&amp;nbsp;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;. O tema foi debatido na reunião de maio, que reuniu representantes do setor para compreender os desafios, o estágio de desenvolvimento da tecnologia e as oportunidades que se abrem para o Brasil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora a aviação responda por cerca de 2% das emissões globais de Gases de Efeito Estufa (GEE), a demanda por transporte aéreo continua em expansão. Segundo projeções apresentadas durante o encontro, o número de passageiros transportados no mundo deve saltar de 5 bilhões, em 2025, para 12,4 bilhões, em 2050, de modo que é indispensável a busca por alternativas capazes de conciliar crescimento e descarbonização.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, o SAF aparece como a principal aposta da indústria aérea. De acordo com estudos apresentados na reunião, cerca de 65% de toda a redução de emissões necessária para que a aviação alcance a meta de neutralidade de carbono até 2050 dependerá do uso desse combustível. Produzido a partir de matérias-primas renováveis, como resíduos agrícolas, florestais e urbanos, o SAF tem características semelhantes às do querosene de aviação (QAV), podendo ser utilizado na infraestrutura atual de aeroportos e aeronaves sem a necessidade de grandes adaptações.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Transição necessária&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo o especialista em sustentabilidade e aviação Dany Oliveira, convidado para apresentar o tema ao conselho, a questão é compatibilizar o crescimento contínuo da aviação com as metas climáticas globais. “A demanda é real, legítima e crescente. A solução precisa ser tecnológica. Essa é a equação que só o SAF consegue resolver em curto e médio prazos”, afirmou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O especialista explicou que, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o SAF não reduz as emissões durante a queima do combustível. O ganho ambiental ocorre ao longo de todo o ciclo de vida do produto, desde a obtenção da matéria-prima até a sua utilização. Dependendo da rota tecnológica empregada, a redução das emissões pode chegar a 80% em comparação com o combustível fóssil.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do potencial, a produção mundial ainda está distante do necessário. A estimativa apresentada durante o encontro aponta que o SAF representa, atualmente, apenas 0,7% do consumo mundial de combustível de aviação, enquanto a meta da Indústria é alcançar, pelo menos, 5% até 2030.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Desafios econômicos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O principal obstáculo para a expansão do combustível sustentável continua sendo o custo. Conforme os dados apresentados, os biocombustíveis utilizados na produção de SAF podem custar até duas vezes mais que o querosene convencional, enquanto algumas rotas sintéticas chegam a ser até 11 vezes mais caras.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A discussão ganha relevância adicional diante da escalada recente dos preços do petróleo. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) apresentados na reunião indicam que o QAV atingiu os maiores patamares da série histórica recente, pressionando ainda mais os custos das companhias aéreas e, consequentemente, as tarifas pagas pelos passageiros.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze, o tema ultrapassa os limites da aviação e passa a interessar diretamente a toda a cadeia do Turismo. “Quando temos um petróleo acima de US$ 100 o barril, isso impacta o preço do querosene. O SAF surge como uma possibilidade de substituição ou alternativa ao combustível tradicional, e é importante que o setor acompanhe essa discussão desde agora”, observou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Potencial brasileiro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os pontos destacados na reunião, chamou atenção a posição privilegiada do Brasil para participar desse mercado. A combinação de ampla disponibilidade de biomassa, experiência acumulada em biocombustíveis e potencial produtivo levou especialistas a classificarem o País como uma possível “Arábia Saudita dos combustíveis sustentáveis”. Projetos já anunciados indicam capacidade de produção de 1,7 bilhão de litros de SAF por ano a partir de 2030, com potencial de expansão nos anos seguintes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Oliveira, transformar essa vantagem em liderança global dependerá da criação de um ambiente favorável para investimentos. “O Brasil tem tudo para ser líder mundial em SAF. O que precisamos é de segurança jurídica e incentivos capazes de destravar os investimentos necessários para ampliar a produção em escala”, avaliou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com o Conselho de Turismo, a discussão reforça como temas ligados a sustentabilidade, inovação e infraestrutura já fazem parte das decisões que moldarão a competitividade do setor nas próximas décadas. Mais do que uma alternativa energética, o SAF passou a ser visto como uma das peças centrais para garantir que o crescimento do transporte aéreo continue viável em um mundo cada vez mais comprometido com a redução das emissões de carbono.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:23:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Copa do Mundo 2026: oportunidades e desafios para o turismo brasileiro]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/copa-do-mundo-2026-oportunidades-e-desafios-para-o-turismo-brasileiro</link><description>&lt;![CDATA[Evento chega às Américas como a maior celebração esportiva do planeta, mas a distância da sede exige cautela nas expectativas ]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Copa do Mundo de 2026 &amp;eacute; um evento in&amp;eacute;dito sob diversos aspectos. Pela primeira vez na hist&amp;oacute;ria, 48 sele&amp;ccedil;&amp;otilde;es disputar&amp;atilde;o o torneio simultaneamente em tr&amp;ecirc;s pa&amp;iacute;ses &amp;mdash; Estados Unidos, Canad&amp;aacute; e M&amp;eacute;xico. Com os jogos do Brasil realizados em territ&amp;oacute;rio norte-americano, o torneio cria um fluxo relevante de sa&amp;iacute;da de torcedores e coloca em perspectiva uma quest&amp;atilde;o importante para o turismo e a hotelaria dom&amp;eacute;sticos: quais s&amp;atilde;o os reais impactos de uma Copa disputada longe de casa? A resposta, ao contr&amp;aacute;rio do que se poderia imaginar, n&amp;atilde;o &amp;eacute; trivialmente positiva.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Viajar para assistir &amp;agrave; Sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos Estados Unidos n&amp;atilde;o &amp;eacute; tarefa barata. Com o d&amp;oacute;lar situado em torno de R$ 5 &amp;mdash; patamar que, embora represente uma leve valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do real em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao pico recente, ainda mant&amp;eacute;m o c&amp;acirc;mbio desfavor&amp;aacute;vel ao consumidor brasileiro &amp;mdash; uma viagem completa para cidades como Los Angeles, Dallas ou Nova York ultrapassa facilmente R$ 20 mil por pessoa, considerando passagem, hospedagem e despesas locais. Soma-se a isso o encarecimento das tarifas a&amp;eacute;reas, pressionado pela alta do querosene de avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o diante do conflito no Oriente M&amp;eacute;dio. Ainda assim, &amp;eacute; prov&amp;aacute;vel que um fluxo relevante de brasileiros embarque para o exterior durante o Mundial &amp;mdash; em geral, consumidores de renda mais elevada, menos sens&amp;iacute;veis ao c&amp;acirc;mbio e dispostos a fazer da Copa uma experi&amp;ecirc;ncia de viagem internacional. Para o turismo dom&amp;eacute;stico, esse movimento representa uma sa&amp;iacute;da de demanda que, em outras circunst&amp;acirc;ncias, poderia se converter em viagens dentro do pr&amp;oacute;prio pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute;, contudo, um vetor de impacto menos &amp;oacute;bvio e igualmente relevante: a aus&amp;ecirc;ncia dos turistas argentinos. A Argentina &amp;eacute; historicamente o principal pa&amp;iacute;s emissor de visitantes estrangeiros ao Brasil, respondendo por uma fatia expressiva do turismo receptivo nacional, especialmente nos estados do sul e nas praias do litoral. Esses visitantes t&amp;ecirc;m perfil pr&amp;oacute;prio: viajam em fam&amp;iacute;lia, permanecem por per&amp;iacute;odos mais longos e contribuem de forma relevante para a ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o hoteleira em destinos de lazer. Com a sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o argentina entre as favoritas ao t&amp;iacute;tulo, a tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; que o comportamento dos argentinos durante o per&amp;iacute;odo da Copa se altere de forma significativa: maior perman&amp;ecirc;ncia no pa&amp;iacute;s de origem para acompanhar os jogos. Em nenhum desses cen&amp;aacute;rios o Brasil aparece como destino priorit&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro aspecto relevante &amp;eacute; o impacto sobre o calend&amp;aacute;rio de eventos corporativos e feiras internacionais. Historicamente, o per&amp;iacute;odo de realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Copa do Mundo tende a concentrar aten&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao redor do globo, tornando menos atrativo para organizadores e participantes estrangeiros o compromisso com grandes eventos nesse intervalo. Congressos, feiras setoriais e encontros que dependem de p&amp;uacute;blico internacional tendem a ser reprogramados para evitar sobreposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o Mundial, reduzindo temporariamente uma fonte importante de demanda para hot&amp;eacute;is de neg&amp;oacute;cios e centros de conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante de um cen&amp;aacute;rio aparentemente desfavor&amp;aacute;vel, emerge, no entanto, uma oportunidade concreta para parcelas do setor hoteleiro dom&amp;eacute;stico &amp;mdash; especialmente aquelas que souberem reconhec&amp;ecirc;-la e posicion&amp;aacute;-la de forma estrat&amp;eacute;gica. Nem todo brasileiro quer viver a Copa do Mundo na sala de casa, em bares ou entre multid&amp;otilde;es. Existe um segmento expressivo de viajantes &amp;mdash; em geral casais, fam&amp;iacute;lias com crian&amp;ccedil;as pequenas e viajantes de faixas et&amp;aacute;rias mais maduras &amp;mdash; que enxerga justamente no per&amp;iacute;odo do Mundial uma janela favor&amp;aacute;vel para viajar com mais tranquilidade e a pre&amp;ccedil;os mais acess&amp;iacute;veis. Destinos que normalmente registram alta ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o durante o inverno podem surgir com mais disponibilidade e tarifas mais competitivas. Para os hot&amp;eacute;is que souberem se posicionar, o turismo de quem prefere fugir da Copa representa um nicho real e com potencial de crescimento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao se considerar o conjunto dos impactos, o balan&amp;ccedil;o para a hotelaria brasileira tende a ser levemente negativo no agregado. A sa&amp;iacute;da de brasileiros para o exterior, a retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o do fluxo argentino e a pausa no calend&amp;aacute;rio de eventos internacionais pressionam a demanda interna de forma concentrada em determinados destinos e categorias de estabelecimento. Por outro lado, o nicho do turismo dom&amp;eacute;stico voltado a quem busca tranquilidade e pre&amp;ccedil;os melhores representa uma compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o parcial, ainda que localizada. O que diferenciar&amp;aacute; os estabelecimentos que colher&amp;atilde;o bons resultados dos que simplesmente aguardar&amp;atilde;o o apito final &amp;eacute;, em grande medida, a capacidade de leitura antecipada do mercado e a criatividade na cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de propostas que dialoguem com o momento &amp;mdash; seja celebrando a Copa para quem quer viv&amp;ecirc;-la, seja oferecendo ref&amp;uacute;gio para quem prefere ignor&amp;aacute;-la. A Copa do Mundo chega ao continente americano como o maior evento esportivo do planeta. Para o Brasil, por&amp;eacute;m, o desafio &amp;eacute; aproveitar o entusiasmo sem desconsiderar o que uma sede distante inevitavelmente imp&amp;otilde;e.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Guilherme Dietze &amp;eacute; economista e Presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Artigo publicado no portal Hotelier News em 01 de junho de 2026.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 03 Jun 2026 12:19:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Queda das passagens no IPCA não reflete cenário real do segmento aéreo]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/queda-das-passagens-no-ipca-nao-reflete-cenario-real-do-segmento-aereo</link><description>&lt;![CDATA[Metodologia do IBGE ajuda a explicar recuo de 14,45% em abril, mesmo em meio à alta do petróleo e do querosene de aviação]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A queda de 14,45% nas passagens a&amp;eacute;reas registrada pelo &amp;Iacute;ndice Nacional de Pre&amp;ccedil;os ao Consumidor Amplo (IPCA), em abril, chamou a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o por destoar da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o vivida pela avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Enquanto o indicador apontava redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das tarifas, as companhias a&amp;eacute;reas acompanhavam a disparada do petr&amp;oacute;leo no mercado internacional, as tens&amp;otilde;es geopol&amp;iacute;ticas envolvendo o Ir&amp;atilde; e um reajuste superior a 50% no Querosene de Avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o (QAV), principal custo operacional do segmento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O resultado contrariou a l&amp;oacute;gica esperada para um per&amp;iacute;odo de forte press&amp;atilde;o sobre os combust&amp;iacute;veis, quando a tend&amp;ecirc;ncia seria de alta (e n&amp;atilde;o de queda) das tarifas. A explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o para essa diverg&amp;ecirc;ncia est&amp;aacute; menos no comportamento do mercado e mais na metodologia utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&amp;iacute;stica (IBGE) para compor o IPCA.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo an&amp;aacute;lise do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Turismo&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, o &amp;iacute;ndice divulgado em abril refletiu tarifas pesquisadas ainda em fevereiro, antes do choque recente nos custos das companhias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/051ad1094b1c3311388a385908303657852f9888.png" style="width: 733px;" class="fr-fic fr-dib fr-fil"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Queda no &amp;iacute;ndice n&amp;atilde;o traz al&amp;iacute;vio para o mercado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, a metodologia ajuda a contextualizar os n&amp;uacute;meros divulgados e evita interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es distorcidas sobre a din&amp;acirc;mica da avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o no per&amp;iacute;odo. A queda registrada em abril n&amp;atilde;o significa que o consumidor encontrou passagens mais baratas naquele momento, mas que o &amp;iacute;ndice captou pre&amp;ccedil;os ofertados antes da press&amp;atilde;o mais intensa sobre os custos das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; que os efeitos da alta do combust&amp;iacute;vel apare&amp;ccedil;am de forma mais clara nos pr&amp;oacute;ximos indicadores de infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, especialmente a partir de junho, quando os levantamentos j&amp;aacute; devem incorporar as tarifas reajustadas ap&amp;oacute;s a eleva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do QAV e a press&amp;atilde;o internacional sobre os derivados de petr&amp;oacute;leo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o Turismo, a alta dos custos operacionais tende a pressionar margens, encarecer viagens e afetar a demanda nos pr&amp;oacute;ximos meses, em um ambiente ainda marcado pela volatilidade cambial e pelas incertezas do mercado internacional.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 19 May 2026 10:15:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Alta nos custos do Turismo acende alerta para os próximos meses]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/alta-nos-custos-do-turismo-acende-alerta-para-os-proximos-meses</link><description>&lt;![CDATA[‘Carta Setorial’ mostra avanço no faturamento nacional, recorde de atividade em São Paulo e pressão do petróleo sobre transportes e viagens corporativas]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O Turismo brasileiro segue em trajet&amp;oacute;ria de crescimento, com novos recordes de faturamento, mas passa a viver em um cen&amp;aacute;rio de custos mais pressionados. Em fevereiro, m&amp;ecirc;s do carnaval, o setor movimentou &lt;strong&gt;R$ 22,3 bilh&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;, alta de &lt;strong&gt;6,7%&lt;/strong&gt;em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo per&amp;iacute;odo do ano anterior, segundo levantamento da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&amp;iacute;stica (IBGE).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es podem ser encontradas na &lt;strong&gt;Carta Setorial de Turismo de maio&lt;/strong&gt;, publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o mensal do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo"&gt;Conselho de Turismo da FecomercioSP&lt;/a&gt;, que re&amp;uacute;ne indicadores, an&amp;aacute;lises econ&amp;ocirc;micas e temas estrat&amp;eacute;gicos para o setor. Acesse aqui!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O desempenho foi impulsionado, principalmente, pelos meios de hospedagem, pelo transporte a&amp;eacute;reo e pelo forte movimento em destinos tradicionais de carnaval. No recorte regional, Bahia, Rio Grande do Norte, Alagoas, Rio de Janeiro e S&amp;atilde;o Paulo aparecem entre os destaques.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na capital paulista, o &lt;strong&gt;&amp;Iacute;ndice Mensal de Atividade do Turismo (IMAT)&lt;/strong&gt; atingiu, em mar&amp;ccedil;o, o maior n&amp;iacute;vel da s&amp;eacute;rie hist&amp;oacute;rica, com alta de &lt;strong&gt;4%&lt;/strong&gt; na compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual. O resultado reflete o in&amp;iacute;cio mais intenso do calend&amp;aacute;rio corporativo, com feiras, congressos e eventos, al&amp;eacute;m de grandes shows internacionais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As viagens corporativas tamb&amp;eacute;m seguem em expans&amp;atilde;o. Em fevereiro, os gastos das empresas somaram &lt;strong&gt;R$ 17,3 bilh&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;, crescimento de &lt;strong&gt;9,4%&lt;/strong&gt; e novo recorde para o m&amp;ecirc;s, segundo o &lt;strong&gt;Levantamento de Viagens Corporativas (LVC)&lt;/strong&gt;, realizado pela FecomercioSP em parceria com a &lt;a href="https://alagev.org/"&gt;Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Latino-Americana de Gest&amp;atilde;o de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev)&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m traz uma an&amp;aacute;lise sobre os efeitos da alta do petr&amp;oacute;leo e do reajuste do querosene de avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre os custos do setor, al&amp;eacute;m de artigo de Guilherme Dietze sobre o papel do cr&amp;eacute;dito e do endividamento das fam&amp;iacute;lias no consumo de viagens.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/5c45752f02eb1d94cfa654d9add0f513bf0a34fd.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;Acesse a &amp;lsquo;Carta Setorial de Turismo&amp;rsquo; e confira as an&amp;aacute;lises completas&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 15 May 2026 10:18:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Endividamento em alta não freia o turismo no Brasil]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/endividamento-em-alta-nao-freia-o-turismo-no-brasil</link><description>&lt;![CDATA[Para grande parte das famílias, acesso ao crédito permite a aquisição de bens e serviços que não seriam possíveis apenas com a renda corrente]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;&lt;em&gt;Guilherme&lt;/em&gt; &lt;em id="isPasted"&gt;Dietze*&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O elevado nível de endividamento das famílias brasileiras tem ocupado espaço recorrente no noticiário recente. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cerca de 80% das famílias declaram possuir algum tipo de dívida. À primeira vista, esse número pode sugerir um cenário preocupante, associado à perda de renda e à fragilidade financeira. No entanto, uma análise mais cuidadosa revela que essa percepção, amplamente difundida, não reflete integralmente a realidade econômica do país.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O endividamento, por si só, não é um indicador negativo. Em economias modernas, o crédito desempenha papel fundamental ao viabilizar o consumo, especialmente em um contexto de renda média relativamente baixa, como o brasileiro. Para grande parte das famílias, o acesso ao crédito permite a aquisição de bens e serviços que não seriam possíveis apenas com a renda corrente, contribuindo para a movimentação da economia. Em outras palavras, o crédito funciona como um instrumento de antecipação de consumo, essencial para sustentar o dinamismo econômico. O ponto central, portanto, não está em dever, mas na capacidade de honrar esses compromissos dentro dos prazos estabelecidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, embora o percentual de famílias endividadas tenha crescido, a taxa de inadimplência permanece relativamente estável em comparação ao início do ano anterior. Esse dado sugere que, em média, as famílias têm conseguido administrar suas dívidas, seja por meio da renda mensal, seja por renegociações. Esse comportamento também encontra respaldo em um mercado de trabalho mais resiliente, que reforça a confiança do consumidor ao assumir compromissos financeiros. Parte desse movimento pode estar associada a fatores pontuais, como o uso inadequado de recursos em apostas, mas, na média, não há evidência de um descontrole generalizado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse quadro tem implicações diretas para o setor de turismo. Trata-se de uma atividade fortemente dependente do crédito, uma vez que grande parte dos serviços — como passagens, hospedagens e pacotes — é adquirida de forma parcelada, seja no cartão de crédito, seja via boleto. Observa-se, inclusive, crescimento na concessão de crédito: operações no cartão à vista ou parceladas sem juros avançam cerca de 6% no início do ano, enquanto o crédito parcelado com incidência de juros cresce mais de 20%. Esse avanço indica não apenas maior oferta de crédito, mas também demanda consistente por parte das famílias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É evidente que taxas de juros elevadas impõem desafios adicionais à quitação das dívidas e exigem maior planejamento financeiro. Ainda assim, as condições relativamente favoráveis de emprego e renda têm permitido às famílias manter o planejamento de viagens, ainda que com maior cautela. O turismo, nesse contexto, não deixa de ser consumido, mas passa por ajustes. Mesmo diante de pressões inflacionárias recentes, especialmente em alimentos e combustíveis — influenciadas, entre outros fatores, pela elevação do petróleo —, o consumo turístico não é abandonado, mas sim adaptado à realidade orçamentária.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Destinos mais caros podem ser substituídos por alternativas mais acessíveis, períodos de viagem podem ser ajustados e formas de pagamento são cuidadosamente avaliadas. As agências de viagem, por sua vez, desempenham papel relevante ao oferecer opções diversificadas, contribuindo para que o setor permaneça ativo. Esse processo de adaptação reforça a resiliência do turismo nacional, que continua apresentando dinamismo mesmo em um ambiente econômico desafiador.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dessa forma, ao se afastar de interpretações simplistas, observa-se que o endividamento no Brasil não configura, no momento, um cenário de descontrole. Trata-se de um fenômeno que exige acompanhamento e atenção, especialmente em segmentos mais vulneráveis, mas que também reflete o funcionamento natural de uma economia baseada em crédito.&lt;br&gt;Longe de comprometer o turismo, esse ambiente tem contribuído para sustentar o dinamismo do setor, mantendo-o aquecido na média nacional e permitindo que as famílias continuem incluindo o lazer e as viagens em seu planejamento financeiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;*Guilherme Dietze é economista e Presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Artigo publicado originalmente no portal Hotelier News, em 04 de maio de 2026&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 06 May 2026 16:28:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Turismo tem faturamento recorde no mês do carnaval, mas falta de mão de obra preocupa]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/turismo-tem-faturamento-recorde-no-mes-do-carnaval-mas-falta-de-mao-de-obra-preocupa</link><description>&lt;![CDATA[Com R$ 22,3 bilhões em fevereiro, setor encerra alta temporada com saldo positivo; escassez de pessoal pesa em bares e restaurantes, segmento-chave]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O Turismo brasileiro registrou mais um faturamento recorde para o m&amp;ecirc;s de fevereiro, com movimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de R$ 22,3 bilh&amp;otilde;es em pleno per&amp;iacute;odo de carnaval, um crescimento de 6,7% em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mesmo per&amp;iacute;odo do ano passado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com esse resultado, encerra-se a alta temporada de ver&amp;atilde;o (de dezembro a fevereiro), com R$ 75,7 bilh&amp;otilde;es de faturamento, alta de 3,7% no comparativo anual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O resultado do levantamento mensal da &lt;a href="https://fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, com base em informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do IBGE sobre os principais segmentos do setor, aponta o bom momento das atividades, sustentadas pelo consumo das fam&amp;iacute;lias e pelo mercado de trabalho aquecido.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do cen&amp;aacute;rio positivo, o ambiente de neg&amp;oacute;cios demanda cautela. A alta recente nos combust&amp;iacute;veis j&amp;aacute; pressiona os custos do transporte rodovi&amp;aacute;rio e deve repercutir tamb&amp;eacute;m no transporte a&amp;eacute;reo nos pr&amp;oacute;ximos meses. Al&amp;eacute;m disso, a dificuldade de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o em alguns segmentos segue elevando os custos operacionais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esses fatores podem reduzir margens e exigem mais aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o na gest&amp;atilde;o financeira das empresas do setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img border="0" width="501" height="286" src="https://fecomercio.com.br/upload/img/088d82f1f55838a81cb7748b6bb6ff8d33cae233.png" class="fr-fic fr-dii"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/b7bc25b79e465b6dda3fa706837edc659b5f3bff.jpg" style="width: 533px;" class="fr-fic fr-dib fr-fil"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/58e673907e400e73122aaa1f6ec38743134e23e2.jpg" style="width: 433px;" class="fr-fic fr-dib fr-fil"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Hospedagem e transporte lideram crescimento&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O segmento de alojamento foi o principal destaque de fevereiro, com faturamento de R$ 5,65 bilh&amp;otilde;es e crescimento de 14%, o maior j&amp;aacute; registrado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora parte desse avan&amp;ccedil;o esteja associada ao efeito calend&amp;aacute;rio &amp;mdash; j&amp;aacute; que, em 2025, o carnaval ocorreu em mar&amp;ccedil;o &amp;mdash;, os indicadores mostram um mercado consistente, com aumento da di&amp;aacute;ria m&amp;eacute;dia e da receita por quarto dispon&amp;iacute;vel.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O transporte a&amp;eacute;reo tamb&amp;eacute;m teve papel importante, com R$ 6,4 bilh&amp;otilde;es em faturamento (alta de 6,9%). O crescimento foi puxado pelo aumento da demanda, com mais passageiros viajando, mesmo com tarifas praticamente est&amp;aacute;veis.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e servi&amp;ccedil;os sustentam a atividade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outros segmentos importantes do Turismo acompanharam o desempenho positivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O setor de bares e restaurantes faturou R$ 3,2 bilh&amp;otilde;es, alta de 6,4%, refletindo tanto a demanda aquecida quanto o aumento de custos, especialmente pela escassez de m&amp;atilde;o de obra.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na loca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ve&amp;iacute;culos, o faturamento chegou a R$ 2,7 bilh&amp;otilde;es (crescimento de 5%), impulsionado pela alta nos pre&amp;ccedil;os dos autom&amp;oacute;veis e pela demanda t&amp;iacute;pica da temporada.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outras atividades, como servi&amp;ccedil;os tur&amp;iacute;sticos e culturais, tamb&amp;eacute;m cresceram, embora em ritmo mais moderado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nordeste se destaca; S&amp;atilde;o Paulo mant&amp;eacute;m lideran&amp;ccedil;a&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O impacto do carnaval foi mais intenso nos destinos tradicionais da data. Estados do Nordeste lideraram o crescimento do Turismo, com destaque para Bahia, Rio Grande do Norte e Alagoas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Rio de Janeiro tamb&amp;eacute;m apresentou &amp;oacute;timos n&amp;uacute;meros, estimulado pelo Turismo nacional e internacional e pela maior conectividade a&amp;eacute;rea.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;S&amp;atilde;o Paulo, por sua vez, manteve a relev&amp;acirc;ncia tradicional, com crescimento de 8,4% e participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 41% no faturamento nacional.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que o empres&amp;aacute;rio precisa considerar&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A tend&amp;ecirc;ncia para o setor permanece positiva. Como as viagens s&amp;atilde;o planejadas com anteced&amp;ecirc;ncia, a demanda deve se manter nos pr&amp;oacute;ximos meses.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O cen&amp;aacute;rio internacional tamb&amp;eacute;m pode favorecer o Pa&amp;iacute;s. Tens&amp;otilde;es em outras regi&amp;otilde;es do mundo tendem a redirecionar turistas para destinos considerados mais seguros, como o Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O conflito trouxe aumento de custos para o abastecimento de ve&amp;iacute;culos pr&amp;oacute;prios ou alugados, bem como impactou o transporte rodovi&amp;aacute;rio, encarecendo o custo final das viagens. O reajuste no pre&amp;ccedil;o do querosene de avia&amp;ccedil;&amp;atilde;o ocorreu apenas em abril, enquanto gasolina e &amp;oacute;leo diesel j&amp;aacute; haviam subido em mar&amp;ccedil;o. Ser&amp;aacute; importante observar como isso ter&amp;aacute; reflexo no resultado ap&amp;oacute;s a alta temporada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O bom desempenho em fevereiro mostra que o Turismo segue como um importante motor do consumo no Pa&amp;iacute;s. O desafio est&amp;aacute; em transformar esse crescimento em resultados sustent&amp;aacute;veis ao longo do ano. Orientamos que os empres&amp;aacute;rios adotem uma estrat&amp;eacute;gia equilibrada para aproveitar o momento favor&amp;aacute;vel sem comprometer a rentabilidade&amp;rdquo;, destaca Guilherme Dietze, presidente do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-turismo" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Turismo da FecomercioSP&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es, as dicas s&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;planejar custos com mais rigor&lt;/strong&gt;, especialmente de energia, combust&amp;iacute;veis e m&amp;atilde;o de obra;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;ajustar pre&amp;ccedil;os com cautela&lt;/strong&gt;, evitando perda de competitividade;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;investir em efici&amp;ecirc;ncia operacional&lt;/strong&gt; para compensar a press&amp;atilde;o de despesas;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;aproveitar a demanda antecipada&lt;/strong&gt;, refor&amp;ccedil;ando reservas e ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;monitorar o comportamento do consumidor&lt;/strong&gt;, cada vez mais sens&amp;iacute;vel a pre&amp;ccedil;o.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Veja tamb&amp;eacute;m:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/turismo-mantem-crescimento-e-amplia-desafios-em-cenario-global-mais-incerto" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Carta Setorial: Turismo mant&amp;eacute;m crescimento e amplia desafios em cen&amp;aacute;rio global mais incerto&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 14:58:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Turismo]]</category></item></channel></rss>
