<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Varejo - Negócios - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticias/negocios/varejo</link><description>&lt;![CDATA[]]</description><lastBuildDate>Tue, 09 Jun 2026 19:39:23 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Varejo - Negócios - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticias/negocios/varejo</link><url>https://www.fecomercio.com.br/public/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Negócios]]</category><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Copa do Mundo, festas juninas e inverno trazem oportunidades únicas para aumentar as vendas]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/copa-do-mundo-festas-juninas-e-inverno-trazem-oportunidades-unicas-para-aumentar-as-vendas</link><description>&lt;![CDATA[Panorama do Comércio dá dicas sobre como usar as datas e os eventos de junho para melhorar caixa e fidelizar clientes]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;Panorama do Comércio&lt;/strong&gt; de junho, elaborado pela &lt;strong&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;explora como, se de um lado o cenário econômico está desfavorável ao consumidor, o mês de junho oferece várias alternativas para o varejo expandir as vendas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para fazer o download do Panorama, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/17a41a592f379586ededccfb30aa8a1d8405f9bf.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;clique &lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A mudança na temperatura, em primeiro lugar, elevará a demanda por produtos que vão de roupas de frio, artigos de conforto doméstico e alimentos elaborados. Entram nessa lista ainda aquecedores elétricos, itens de &lt;em&gt;fondue&lt;/em&gt;, sopas, chocolates e bebidas quentes – para lojas de eletrodomésticos e supermercados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em paralelo ao inverno, esse mês terá o atrativo da Copa do Mundo Fifa de futebol masculino. O evento sediado nos Estados Unidos, no Canadá e no México, começará na próxima quinta-feira (11), e terminará só na metade de julho. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como a Seleção é uma das candidatas ao título, há mais chances de prolongar as estratégias de vendas – até porque o Mundial vai potencializar toda a cadeia de consumo: eletrônicos, artigos esportivos, roupas, alimentos e bebidas, etc.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Copa também permite que qualquer negócio – de diferentes nichos, portes ou setores – a explore de alguma forma. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, o setor já está acostumado a explorar oportunidades de um dos eventos populares mais relevantes do País: as festas juninas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Elas, da mesma forma, movimentam segmentos diversos, que vão da comida ao vestuário, ou da decoração aos eletrônicos. Mas, para além das quadrilhas, essa época é ideal para criar promoções criativas: &lt;em&gt;kits&amp;nbsp;&lt;/em&gt;temáticos, promoções voltadas às redes sociais, etc. – para aumentar o número de seguidores, por exemplo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Esse junho recheado trará oportunidades não só para vender mais, mas para construir uma base de clientes que, depois, podem continuar comprando”, nota Thiago Carvalho, assessor econômico da FecomercioSP. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Fidelizar custa até sete vezes menos do que conquistar um novo cliente, e os eventos de junho são ideais para transformar compradores ocasionais em clientes de longo prazo”, completa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No &lt;strong&gt;Panorama do Comércio,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;a Federação dá dicas de como seguir essas dicas. Acesse!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/17a41a592f379586ededccfb30aa8a1d8405f9bf.pdf" target="_blank" class="fr-file botao" rel="noopener noreferrer"&gt;Panorama do Comércio&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 09:37:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Isenção em compras internacionais de até US$ 50 reduz a competitividade nacional]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/isencao-em-compras-internacionais-de-ate-us-50-pode-reduzir-competitividade-nacional</link><description>&lt;![CDATA[Concorrência justa exige isonomia regulatória e tributária entre empresas nacionais e estrangeiras]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A &lt;strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;manifesta-se contrária à medida que autoriza o Ministério da Fazenda a zerar a alíquota do imposto de importação incidente sobre remessas postais internacionais de até US$ 50 (Medida Provisória — MPV 1.357/2026). Em diálogo com parlamentares, a Federação destaca que, embora reconheça a importância da ampliação do acesso a bens e do avanço da economia digital, é necessário equilíbrio competitivo entre empresas nacionais e internacionais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para os &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-assuntos-tributarios"&gt;&lt;strong&gt;Conselho de Assuntos Tributários&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; e o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao"&gt;&lt;strong&gt;Conselho de&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Economia Digital e Inovação&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, ambos da Entidade, a isenção provocará perda no volume de vendas, queda no faturamento do varejo e desaceleração dos investimentos em tecnologia, digitalização, expansão operacional e modernização logística entre os negócios.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em ofício enviado às lideranças partidárias do Congresso Nacional, os órgãos ressaltam que a medida amplia a assimetria competitiva entre o comércio nacional e plataformas internacionais de vendas. “A experiência recente demonstra que a tributação sobre importações de pequeno valor ajudou a reduzir a diferença entre o varejo nacional e as plataformas internacionais de comércio eletrônico, principalmente asiáticas”, pontua a Entidade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dessa forma, o retorno da isenção do imposto sobre essas operações &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fim-da-taxa-das-blusinhas-e-retrocesso-com-prejuizos-tributarios-e-de-competitividade-as-empresas-diz-fecomerciosp"&gt;representa um retrocesso para o ambiente de negócios nacional&lt;/a&gt;. Em segmentos altamente sensíveis a preços e com margens reduzidas — como vestuário, calçados, acessórios, eletrônicos e utilidades domésticas —, pequenas diferenças de custo têm potencial para deslocar o consumo do comércio nacional para operações estrangeiras.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os impactos vão além da concorrência desleal enfrentada pelas empresas nacionais e se somam aos entraves estruturais do varejo brasileiro. O País convive com elevada carga tributária, alta burocracia, custos trabalhistas, insegurança jurídica e despesas logísticas significativas — uma realidade bastante distinta da observada por empresas instaladas em países asiáticos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além disso, &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/pec-6x1-relatorio-afronta-a-livre-iniciativa-enfraquece-negociacao-coletiva-e-impoe-periodo-insuficiente-de-transicao"&gt;a iminente redução da jornada laboral sem redução salarial&lt;/a&gt; tende a elevar ainda mais os custos de folha de pagamento suportados pelas empresas nacionais. Isso agravará a perda de competitividade em relação às plataformas estrangeiras, que não estão sujeitas às mesmas obrigações regulatórias e trabalhistas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avaliação da FecomercioSP, os efeitos da medida tendem a ampliar ainda mais o Custo Brasil, refletindo diretamente na sustentabilidade econômica do Comércio, responsável por quase 40% dos empregos formais do País, sobretudo entre micro e pequenos negócios. Dessa forma, a Entidade defende que a MPV 1.357/2026 não prospere no Congresso sem que sejam adotados mecanismos capazes de assegurar condições equitativas de concorrência entre negócios brasileiros e plataformas internacionais.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 09:05:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Varejo integrado: quando físico e digital deixam de competir e passam a convergir]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/varejo-integrado-quando-fisico-e-digital-deixam-de-competir-e-passam-a-convergir</link><description>&lt;![CDATA[E-book reúne tendências e estratégias para ajudar empresários a adaptarem seus negócios a um consumidor cada vez mais digital e exigente]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;' id="isPasted"&gt;O varejo tem passado por uma transformação profunda com o avanço do comércio eletrônico, a consolidação dos marketplaces e a chegada de plataformas internacionais. As mudanças no comportamento do consumidor estão redefinindo a forma como empresas se relacionam com o mercado.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Com o objetivo de apoiar empresários e gestores nesse processo, a &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; produziu o e-book &lt;strong&gt;A reinvenção do comércio&lt;/strong&gt;, publicação que analisa &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/varejo-fisico-entra-em-nova-fase-e-exige-reinvencao-das-empresas"&gt;os principais impasses enfrentados pelo varejo físico&lt;/a&gt;, apresentando caminhos para que negócios de diferentes portes se mantenham relevantes em um ambiente cada vez mais integrado entre os canais físico e digital. Acesse!&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;&lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/conteudos/e-books/varejo-integrado-quando-fisico-e-digital-deixam-de-competir-e-passam-a-convergir/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;&lt;strong&gt;A reinvenção do comércio&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; O livro digital parte da constatação de que o varejo físico não está desaparecendo, mas passando por um processo de reorganização: operações genéricas e pouco eficientes tendem a perder espaço, enquanto negócios capazes de integrar canais, redefinir o papel das lojas e compreender as novas demandas dos consumidores seguem competitivos.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Dentre os principais desafios identificados, destacam-se a migração das vendas para o ambiente digital, a fragmentação dos canais de comercialização e a mudança no perfil do consumidor, hoje mais informado, menos fiel às marcas e mais sensível a preço e experiência. O ebook destaca ainda que o ponto de venda físico passa a assumir novas funções, tornando-se também um espaço de relacionamento, serviços, experiência e apoio logístico.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;Além do diagnóstico, a publicação reúne orientações práticas para os empresários, como o ajuste do tamanho e do formato das lojas, a revisão estratégica da localização dos pontos de venda, a integração efetiva entre canais físicos e digitais, o uso de dados para tomada de decisão e o fortalecimento do atendimento como diferencial competitivo.&lt;/p&gt;&lt;p style='margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:8.0pt;margin-left:0cm;line-height:115%;font-size:16px;font-family:"Aptos",sans-serif;'&gt;O conteúdo também dedica atenção especial ao pequeno varejo, mostrando que competir com grandes plataformas não significa necessariamente entrar em guerras de preço, além de recomendar estratégia mais eficiente: utilizar os marketplaces como canais de aquisição de clientes e complementar essa atuação com diferenciação, relacionamento e experiências que incentivem a visita às lojas físicas. &lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/conteudos/e-books/varejo-integrado-quando-fisico-e-digital-deixam-de-competir-e-passam-a-convergir/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Acesse o e-book aqui!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 11:16:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[O shopping além das vitrines]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/o-shopping-alem-das-vitrines</link><description>&lt;![CDATA[Centros de compras se transformam em ‘hubs’ de conveniência e buscam integração com o e-commerce]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;As mudanças nos padrões de consumo — trazidas principalmente pelo crescimento do e-commerce desde a pandemia de covid-19 — e o alto endividamento da população desafiam o setor de shopping centers. Com isso, os centros de compras reinventam-se para manter o número de visitantes, o tempo de permanência nos estabelecimentos, e elevar o faturamento. Diante de novos desafios, novas formas de vender: os shoppings têm investido para transformarem-se em verdadeiros “hubs de conveniência”, além de apostarem cada vez mais na integração com o varejo online e priorizarem a experiência do consumidor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse novo cenário, o público-alvo é o fiel da balança. Os centros de compras destinados às classes A e B já começaram a adotar as novas tendências e a colher resultados, enquanto aqueles voltados para a classe C ainda enfrentam dificuldades. Especialistas ouvidos pela&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Revista Problemas Brasileiros (PB)&lt;/strong&gt;, porém, veem espaço para o avanço de inovações, com cada vez mais shoppings renovando-se e elevando a possibilidade de verem as vendas aumentarem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 2025, o faturamento do segmento cresceu 1,2% em relação a 2024, alcançando R$ 200,9 bilhões, mesmo com uma leve queda no número de visitantes, que recuou 1% na mesma comparação, de acordo com dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). O fluxo de pessoas nos shoppings vinha se recuperando ano a ano desde 2021, mas registrou a primeira baixa no ano passado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A entidade, entretanto, afirma que a queda no número de visitantes e a concorrência com o e-commerce não significa que o consumidor não queira mais comprar no varejo físico. O dado, na verdade, reflete um novo comportamento do cliente, cada vez mais seletivo e assertivo. Para 2026, a associação prevê alta de 1,4% do faturamento. “O consumidor resolve mais demandas em uma única visita graças à ampliação da oferta de serviços, reduzindo a necessidade de visitas recorrentes”, observa o presidente da Abrasce, Glauco Humai. “Visitas mais qualificadas são comprovadas com maior permanência e tíquete médio mais elevado”, completa. O tempo médio de permanência dos consumidores nos shoppings foi de 80 minutos em 2025, com gasto médio de R$ 126,79. A medição anterior, de 2023, mostrou 72 minutos, mas não há dado disponível de tíquete médio naquele ano.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A vez dos serviços&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A aumento da oferta de serviços é uma realidade consolidada nos últimos quatro anos. Ainda assim, a tendência é de expansão, transformando os shoppings em grandes centros de facilidades para o consumidor. Entre 2021 e 2025, o número de estabelecimentos de alimentação, lazer e conveniência ganharam espaço dentro do mix dos shoppings, em detrimento das lojas-satélite. O segmento de alimentação passou de 17,3% para 19,1% do mix dos centros de compras, enquanto conveniência e serviços subiram de 10,4% para 11%, e lazer, de 1,5% para 2,5%. E as lojas-satélite, que representavam 61,2%, caíram para 55,8%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com esse movimento, serviços estéticos, por exemplo, já estão presentes em 89,9% dos shoppings brasileiros, além de caixas eletrônicos (80,7%), academias (74,3%), agências de viagem (73,6%), farmácias (73,2%), lotéricas (57,4%), assistências técnicas (53,1%) e casas de câmbio (50,9%). Além disso, 51% contam com supermercado, hipermercado ou minimercado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O cinema já não é mais a única opção de lazer. É o caso de parques de diversões, presentes em 88,9% dos empreendimentos, além de espaços de convivência como arenas gamer (em 15,5%) e casas de eventos (12,9%). Outro dado interessante da Abrasce, que mostra uma nova vocação dos shoppings, é que estes vêm buscando integrar vários tipos de negócios — um em cada três faz parte de complexos multiúso, com condomínios empresariais, centros médicos, hotéis, faculdades, torres residenciais, entre outros empreendimentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Integração ‘ominichannel’&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro comportamento adotado pelos consumidores que pode explicar a redução de visitas aos shoppings é o e-commerce, mas não exatamente uma simples migração da compra final do físico para o digital. O que se nota com cada vez mais frequência é uma tendência de as lojas tornarem-se showrooms. A pesquisa é realizada na internet e a visita ao shopping serve para ver ao vivo o que deseja ou experimentar itens. “Se o consumidor quer comprar um par de tênis, por exemplo, ele pesquisa o modelo que lhe interessa e consulta em quatro ou cinco lojas na internet. Muitas vezes, ele já tem a decisão de compra e já sabe em que loja vai”, conta o diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Luis Augusto Ildefonso da Silva.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto o consumidor aposta em mais de um canal para uma mesma compra, o varejo precisa integrar o real ao virtual. Segundo especialistas, cabe às empresas darem opções ao cliente, como vendedores munidos de tablets para oferecer no e-commerce os produtos que, eventualmente, não estão disponíveis na loja física. Ou, ainda, estabelecimentos que aceitem fazer a troca de produtos que foram comprados pela internet, uma oportunidade para novas vendas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse processo, treinamento é fundamental, com vendedores aptos a informar sobre os produtos, um diferencial em comparação com a compra online. “O varejo é ominichannel e a relação entre o cliente e a loja acontece de muitas formas. Ela começa na internet, com a pesquisa, e a loja física deve estar preparada para não perder a venda”, reforça o consultor Francisco José Ritondaro, CEO da Gouvêa Malls, divisão da consultoria de varejo Gouvêa Ecosystem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outra tendência apontada por Ritondaro, que pode ser mais explorada pelos shoppings e pelas redes de varejo, é o uso de programas de fidelidade e a criação de comunidades, eventos e aplicativos próprios que aprofundem a integração de canais e a relação com o cliente. Dados da Abrasce mostram que menos da metade dos shoppings oferece programa de fidelidade e aplicativos de relacionamento — 68% ainda não têm programa de relacionamento, por exemplo — o que reforça o potencial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O consultor cita o exemplo da Pacsun, marca norte-americana de moda jovem voltada para a geração Z, que criou um aplicativo próprio, no qual os clientes podem, dentre outras opções, criar conteúdo e serem remunerados por isso. O conteúdo pode ser criado dentro das lojas físicas, o que estimula outros consumidores a comprarem.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Brasil, Ritondaro cita a Kopenhagen e seu programa de pontos que dá direito a troca por produtos, e a Nespresso, cujos clientes podem ser uma espécie de embaixadores da marca e participar de eventos com ofertas exclusivas e acesso a lançamentos. “A loja atrai e acolhe o consumidor. A compra acaba sendo uma consequência”, aponta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse sentido, lojas com ambientes instagramáveis e espaços que estimulem o cliente a permanecer mais tempo no local também são tendências na captura da atenção do público, quando este se cansa da experiência exclusivamente online.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Bolso apertado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O varejo se reinventa, mas há um limite econômico para elevar as vendas. O endividamento das famílias brasileiras segue em expansão e atingiu 80,9% em abril (último dado disponível),&amp;nbsp;o maior nível da série histórica da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As famílias com mais dívidas são as que têm renda de até três salários mínimos, atingindo 83,6%, enquanto o endividamento entre os que ganham de três a cinco salários mínimos alcançou 82,8%. Na faixa de cinco a dez salários, o porcentual chegou a 80,1%, e acima de dez salários, caiu para 70,8%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos motivos desse endividamento é o crescimento das apostas online. Um estudo da CNC estima que a expansão das bets causou perdas de cerca de R$ 144 bilhões no varejo brasileiro, valor equivalente a aproximadamente dois Natais em vendas. O mesmo levantamento calculou que cada 10% de aumento nos gastos com apostas online leva a um crescimento de 0,12 ponto porcentual (p.p.) na proporção de famílias que declaram não ter condições de pagar as dívidas, além de quase meio dia adicional no tempo médio de atraso das contas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro levantamento, desta vez da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;strong&gt;,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;mostra que&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/um-terco-dos-paulistanos-ja-faz-apostas-buscando-aumentar-a-renda-domestica"&gt;um terço (35%) dos paulistanos faz apostas em plataformas online&lt;/a&gt; com o plano de aumentar a renda doméstica de maneira rápida. O número representa um salto de 10 p.p. em comparação com a pesquisa realizada pela Entidade em 2024. Por outro lado, caiu a proporção de pessoas que dizem apostar para investir, de 9%, em 2024, para 5%, em 2026. Quase um em cada dez entrevistados (7%) diz estar viciado nos jogos.&amp;nbsp;“Estamos com um grau de endividamento muito elevado e as bets estão comendo recursos das famílias. O endividamento não é um grande problema quando o nível de emprego está bom, mas a criação de vagas já desacelera”, alerta Fabio Pina, economista e assessor da FecomercioSP.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como o comprometimento da renda com dívidas e bets causa mais danos às famílias de baixa renda, as dificuldades são maiores para o varejo que mira esse público, criando uma disparidade de desempenho em comparação com shoppings voltados para classes mais altas. De acordo com a Abrasce, o fluxo nacional dos shopping centers é composto, atualmente, por 18% de consumidores da classe A, 39% da classe B e 43% das classes C e D. “As empresas de shoppings de capital aberto estão renovando portfólios e concentrando esforços em ativos dominantes, conseguindo ser cada vez mais prevalecentes, além de atrair fluxo de investimentos imobiliários. Esses negócios também têm mais condições de fazer investimentos e renovações”, avalia Ritondaro, da Gouvêa Malls.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os números da Abrasce apontam que 14% dos shoppings brasileiros estão em processo de revitalização, enquanto 13% têm a intenção de expandir suas áreas. No Brasil, há 658 shoppings em operação e, apesar dos obstáculos, a expectativa é de 11 inaugurações neste ano, ante dez aberturas no ano passado, com empresas ainda vendo potencial em algumas regiões do País e em alguns modelos de empreendimentos, em especial em cidades de médio porte no interior e destinados às classes A e B.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Texto publicado originalmente na Revista Problemas Brasileiros, uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 14:46:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Varejo físico entra em nova fase e exige reinvenção das empresas]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/varejo-fisico-entra-em-nova-fase-e-exige-reinvencao-das-empresas</link><description>&lt;![CDATA[FecomercioSP debate mudanças estruturais no consumo e aponta caminhos para que lojas físicas sigam competitivas diante da pressão digital]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O consumidor mudou de rota, e o varejo precisou se reposicionar. Hoje, preço baixo, sozinho, já não garante fidelidade. Além disso, a localização deixou de ser vantagem automática e a loja física passou a disputar atenção com marketplaces globais que cabem na palma da mão. Esse novo panorama foi discutido na reunião de maio do Comitê de Relacionamento das Assessorias de Comunicação e Marketing (CRACM) da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, que reuniu análises sobre os desafios e os caminhos possíveis para o comércio físico nos próximos anos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A avaliação apresentada por Thiago Carvalho, assessor da Entidade, apontou que o setor atravessa uma transformação estrutural, impulsionada pela digitalização do consumo, pela mudança de comportamento dos clientes e pela pressão crescente de plataformas internacionais. Nos Estados Unidos, considerados um retrato antecipado do que pode ocorrer no Brasil, mais de 2 mil lojas devem fechar em 2026, enquanto grandes redes reduzem espaços físicos e priorizam operações mais rentáveis e digitais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, shoppings norte-americanos começam a assumir novas funções, combinando moradia, saúde, lazer, alimentação e serviços. O modelo tradicional, baseado apenas em grandes lojas-âncora, perde força diante de formatos mais diversificados e conectados à experiência do consumidor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Carvalho, o processo não representa o desaparecimento do varejo físico, mas uma reorganização natural do mercado. “O ponto físico deixou de ser só um local de venda. Hoje, precisa gerar experiência, relacionamento e conveniência”, explicou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Brasil, o movimento ainda está em curso, mas os sinais já aparecem de forma clara. O e-commerce responde por cerca de 12% das vendas totais do varejo nacional, enquanto 78% das vendas online passam pelos marketplaces. Plataformas asiáticas como Shopee, Temu e Shein ampliaram a concorrência sobre praticamente todos os segmentos do comércio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar da pressão digital, os shopping centers seguem relevantes. Dados da &lt;a href="https://abrasce.com.br/"&gt;Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce)&lt;/a&gt; apontam que há 658 shoppings em operação por todo o território nacional, com faturamento de R$ 200,9 bilhões, em 2025, e média de 471 milhões de visitantes por mês. Ainda assim, o fluxo caiu no último ano, indicando que parte do desempenho vem do tíquete médio e do mix de operações, e não necessariamente do aumento de circulação. O varejo de rua, por sua vez, aparece como o segmento mais vulnerável.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nova função da loja física&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP destacou que o maior impasse do empresário está em adaptar o negócio ao novo comportamento do consumidor. A loja física deixa de ser apenas ponto de venda e passa a funcionar também como espaço de experiência, relacionamento e apoio logístico.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, integrar canais virou questão de sobrevivência. Estratégias como retirada de compras feitas online, troca de produtos na loja e unificação de estoques entre físico e digital aparecem como diferenciais competitivos importantes frente aos marketplaces. “O varejo vencedor não é físico ou digital. É integrado”, afirmou Carvalho, durante a apresentação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Entidade também atentou para a necessidade de rever estruturas excessivamente grandes, ajustar portfólios de lojas e investir em eficiência operacional. O consumidor atual pesquisa pela internet, compara preços em tempo real e alterna canais de compra com facilidade. Isso exige negócios mais ágeis e posicionamentos mais claros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pequenos negócios ainda têm vantagem&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para os pequenos varejistas, a FecomercioSP avalia que competir apenas por preço tende a ser uma disputa desigual diante das grandes plataformas globais. A recomendação é investir em diferenciação, curadoria, atendimento personalizado e relacionamento próximo com o cliente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ferramentas como redes sociais e ações direcionadas ao público local aparecem como alternativas importantes para gerar recorrência e fortalecer a conexão com a comunidade. A loja física também ganha valor quando oferece conveniência, retirada rápida, troca facilitada e atendimento consultivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A apresentação trouxe ainda exemplos de empresas que conseguiram se reposicionar com sucesso no Brasil e nos Estados Unidos, como Magazine Luiza, Apple Store, Oxxo, Reserva e Trader Joe’s. Em comum, esses modelos têm proposta de valor clara, integração digital, operação eficiente e capacidade de gerar demanda própria, sem depender somente do fluxo espontâneo das ruas.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 28 May 2026 15:40:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Proposta que obriga lojas paulistas a aceitarem troca de produtos sem defeito viola o Código de Defesa do Consumidor]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/proposta-que-obriga-lojas-paulistas-a-aceitarem-troca-de-produtos-sem-defeito-viola-o-codigo-de-defesa-do-consumidor</link><description>&lt;![CDATA[Caso aprovado, PL 1.404/25 também pode resultar em aumento nos preços dos produtos]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Um Projeto de Lei (PL) que tramita no Legislativo paulista determina que lojas em todo o Estado dever&amp;atilde;o permitir a troca de itens adquiridos presencialmente por qualquer motivo, dentro de um prazo de at&amp;eacute; 30 dias. Em outras palavras, amplia o &amp;ldquo;direito ao arrependimento&amp;rdquo; para produtos de loja f&amp;iacute;sica sem defeitos. Caso aprovado, causar&amp;aacute; enormes custos operacional, econ&amp;ocirc;mico e jur&amp;iacute;dico para os estabelecimentos comerciais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; est&amp;aacute; em contato com o deputado estadual Jorge Wilson Gon&amp;ccedil;alves de Mattos (Cidadania/SP), conhecido como &amp;ldquo;Xerife do Consumidor&amp;rdquo;, presidente da Comiss&amp;atilde;o de Defesa dos Direitos do Consumidor (CDDC) da Assembleia Legislativa do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (Alesp), que analisa o &lt;a href="https://al.sp.gov.br/propositura/?id=1000674913" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;PL 1.404/2025&lt;/a&gt;, para manifestar preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o texto. A proposta, de autoria do deputado estadual Tom&amp;eacute; Abduch (Republicanos/SP), conta com relatoria da deputada estadual Edna Macedo (Republicanos/SP), que tamb&amp;eacute;m recebeu o of&amp;iacute;cio da Entidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atualmente, o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/codigo-de-defesa-e-inclusao-do-consumidor-negro-avanca-no-varejo-e-amplia-discussao-sobre-praticas-antidiscriminatorias"&gt;C&amp;oacute;digo de Defesa do Consumidor (CDC)&lt;/a&gt; nacional &lt;a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;(Lei 8.078/1990&lt;/a&gt;) prev&amp;ecirc; o chamado direito de arrependimento apenas para compras realizadas fora do estabelecimento comercial (por cat&amp;aacute;logo, telefone ou internet), com prazo de sete dias. Em lojas f&amp;iacute;sicas, a troca por raz&amp;otilde;es de gosto ou conveni&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; uma pr&amp;aacute;tica volunt&amp;aacute;ria das empresas, e n&amp;atilde;o uma obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em of&amp;iacute;cio encaminhado ao presidente do CDDC, a FecomercioSP reconhece a relev&amp;acirc;ncia do trabalho da comiss&amp;atilde;o e a import&amp;acirc;ncia do debate sobre transpar&amp;ecirc;ncia e seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica. Contudo, a Entidade lista uma s&amp;eacute;rie de ressalvas que tornam o projeto problem&amp;aacute;tico sob tr&amp;ecirc;s aspectos principais: constitucional, econ&amp;ocirc;mico e regulat&amp;oacute;rio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; compet&amp;ecirc;ncia da Uni&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O primeiro ponto levantado pelo of&amp;iacute;cio &amp;eacute; de ordem jur&amp;iacute;dico-constitucional. A Entidade argumenta que o PL 1.404/25 avan&amp;ccedil;a sobre compet&amp;ecirc;ncias privativas da Uni&amp;atilde;o para legislar sobre direitos civil e comercial, o que afrontaria o artigo 22, inciso I, da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federal. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/as-regras-do-cdc-que-todo-empresario-precisa-conhecer"&gt;O CDC j&amp;aacute; disciplina de forma uniforme&lt;/a&gt; as hip&amp;oacute;teses de troca, devolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o e responsabilidade do fornecedor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a FecomercioSP, a aus&amp;ecirc;ncia de previs&amp;atilde;o nacional sobre troca imotivada &amp;eacute; uma decis&amp;atilde;o federal, e n&amp;atilde;o uma lacuna, o que n&amp;atilde;o justifica nova lei estadual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Liberdade econ&amp;ocirc;mica em xeque&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na esfera econ&amp;ocirc;mica, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sustenta que a proposta transforma uma pol&amp;iacute;tica comercial facultativa em obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal compuls&amp;oacute;ria e uniforme. Essa escolha, hoje, pertence ao lojista, sendo adotada por muitas empresas como estrat&amp;eacute;gia de fideliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e competitividade. A mudan&amp;ccedil;a restringe a autonomia privada, a liberdade contratual e a livre-iniciativa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/l13874.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Lei 13.874/2019&lt;/a&gt;, que &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/lei-da-liberdade-economica-entenda-os-avancos-promovidos-a-atividade-empresarial"&gt;instituiu a Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Direitos de Liberdade Econ&amp;ocirc;mica&lt;/a&gt;, determina que o Estado deve ter interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o subsidi&amp;aacute;ria, m&amp;iacute;nima e excepcional sobre a atividade econ&amp;ocirc;mica. A proposta, na vis&amp;atilde;o da FecomercioSP, vai de encontro a esse princ&amp;iacute;pio ao impor uma regra &amp;uacute;nica para todos os setores, ignorando diferen&amp;ccedil;as entre modelos de neg&amp;oacute;cio, portes de empresas e tipos de produtos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Risco de infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do ponto de vista pr&amp;aacute;tico, a FecomecioSP alerta para o aumento de custos operacionais e log&amp;iacute;sticos, especialmente para micro e pequenos empreendedores, que t&amp;ecirc;m menos capacidade de absorver novos encargos regulat&amp;oacute;rios. O temor &amp;eacute; que esses custos sejam repassados aos pre&amp;ccedil;os dos produtos comercializados no Estado de S&amp;atilde;o Paulo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda ressalta que o mercado j&amp;aacute; incorporou amplamente mecanismos facultativos de troca, programas de fideliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e pol&amp;iacute;ticas de satisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumidor, desenvolvidos de forma concorrencial e adaptada a cada segmento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O PL 1.404/25 segue em tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o na CDDC. Caso aprovado, ser&amp;aacute; votado em outras comiss&amp;otilde;es antes de seguir para o plen&amp;aacute;rio da Alesp. A FecomercioSP est&amp;aacute; mobilizando a assembleia para evitar os efeitos adversos ao ambiente de neg&amp;oacute;cios, &amp;agrave; seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e ao equil&amp;iacute;brio das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es econ&amp;ocirc;micas.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 28 May 2026 11:06:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[NR-1 coloca saúde mental no centro da gestão de riscos das empresas do varejo]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/nr-1-coloca-saude-mental-no-centro-da-gestao-de-riscos-das-empresas-do-varejo</link><description>&lt;![CDATA[Reunião de maio do Conselho do Comércio Varejista da FecomercioSP alerta sobre nova regulamentação dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O risco invis&amp;iacute;vel agora tem prazo, regra e consequ&amp;ecirc;ncia jur&amp;iacute;dica. Desde o dia 26, empresas do com&amp;eacute;rcio varejista devem incluir oficialmente os riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos ocupacionais (PGR). O tema, que j&amp;aacute; mobiliza o Minist&amp;eacute;rio do Trabalho e Emprego (MTE) e o Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico do Trabalho (MPT), esteve no centro das discuss&amp;otilde;es na reuni&amp;atilde;o de maio do&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-do-comercio-varejista"&gt;Conselho do Com&amp;eacute;rcio Varejista&lt;/a&gt; da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A mudan&amp;ccedil;a amplia a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas para fatores relacionados &amp;agrave; sa&amp;uacute;de mental e ao ambiente organizacional, exigindo avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es preventivas, documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e monitoramento cont&amp;iacute;nuo das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es laborais. Para aprofundar o assunto, os empres&amp;aacute;rios assistiram &amp;agrave; palestra conduzida por Luis Cesar Bigonha, presidente do&amp;nbsp;&lt;a href="https://belezapatronal.portaldocomercio.org.br/"&gt;Beleza Patronal&lt;/a&gt;, que destacou os efeitos da nova regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o setor varejista. &amp;ldquo;O risco agora est&amp;aacute; previsto na regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; aqui, dispon&amp;iacute;vel para voc&amp;ecirc; hoje&amp;rdquo;, afirmou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Bigonha, muitas empresas ainda tratam sa&amp;uacute;de mental como tema secund&amp;aacute;rio, quando, na pr&amp;aacute;tica, o assunto j&amp;aacute; passou a integrar de forma mais direta as obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es trabalhistas e a gest&amp;atilde;o de riscos corporativos. A regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclui fatores como ass&amp;eacute;dios moral e sexual, press&amp;atilde;o abusiva por metas, jornadas intensas, conflitos internos, &lt;strong&gt;burnout&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;e sobrecarga emocional entre os pontos que dever&amp;atilde;o ser obrigatoriamente avaliados e documentados pelas empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Varejo exige aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o especial&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, foi ressaltado que o com&amp;eacute;rcio varejista re&amp;uacute;ne caracter&amp;iacute;sticas operacionais que exigem aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o especial aos chamados riscos psicossociais. Atendimento constante ao p&amp;uacute;blico, press&amp;atilde;o por resultados, alta rotatividade e jornadas intensas comp&amp;otilde;em um ambiente de elevada carga emocional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;O varejo apresenta din&amp;acirc;micas pr&amp;oacute;prias que aumentam a exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o a fatores psicossociais. &amp;nbsp;E muitas das empresas ainda n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o estruturada para demonstrar a&amp;ccedil;&amp;otilde;es preventivas, afirmou Bigonha, ao comentar o posicionamento atual dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os fiscalizadores.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A mudan&amp;ccedil;a ganhou for&amp;ccedil;a com a Portaria 1.419/2024, que incluiu explicitamente os riscos psicossociais no PGR. Embora o prazo de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o tenha sido prorrogado para maio deste ano, o tempo de prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; curto para empresas que ainda n&amp;atilde;o iniciaram mapeamentos, diagn&amp;oacute;sticos e produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de evid&amp;ecirc;ncias documentais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Custo da omiss&amp;atilde;o pode ser alto&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os reflexos financeiro e jur&amp;iacute;dico da falta de adequa&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi um dos principiais t&amp;oacute;picos discutidos. Para Bigonha, ignorar a nova exig&amp;ecirc;ncia pode ampliar a exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas a passivos trabalhistas, previdenci&amp;aacute;rios e reputacionais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as consequ&amp;ecirc;ncias apresentadas, destacam-se multas administrativas, fiscaliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es do MTE, termos de ajustamento de conduta, a&amp;ccedil;&amp;otilde;es trabalhistas relacionadas a &lt;strong&gt;burnout&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;e ass&amp;eacute;dio moral, afastamentos previdenci&amp;aacute;rios e danos reputacionais. A&amp;ccedil;&amp;otilde;es regressivas da Uni&amp;atilde;o j&amp;aacute; v&amp;ecirc;m crescendo nos &amp;uacute;ltimos anos para recuperar gastos do INSS relacionados a doen&amp;ccedil;as ocupacionais reconhecidas judicialmente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto de aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o envolve o cruzamento de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es no eSocial, pois uma inconsist&amp;ecirc;ncia pode ser compartilhada, simultaneamente, entre diferentes &amp;oacute;rg&amp;atilde;os p&amp;uacute;blicos, aumentando o potencial de fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e responsabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sa&amp;uacute;de mental nos processos trabalhistas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A mudan&amp;ccedil;a no perfil das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es trabalhistas relacionadas &amp;agrave; sa&amp;uacute;de mental tamb&amp;eacute;m requer aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Hoje, alega&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ansiedade, depress&amp;atilde;o, &lt;strong&gt;burnout&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;e ass&amp;eacute;dio moral j&amp;aacute; aparecem com frequ&amp;ecirc;ncia crescente na Justi&amp;ccedil;a do Trabalho, especialmente quando associadas a ambientes considerados inadequados ou excessivamente pressionados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bigonha explicou que o chamado nexo causal se tornou elemento decisivo nas disputas judiciais. Quando um trabalhador alega adoecimento mental relacionado ao ambiente laboral, a Justi&amp;ccedil;a passa a avaliar se existem evid&amp;ecirc;ncias de rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre o trabalho e o quadro apresentado. Nesse cen&amp;aacute;rio, documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o organizada e hist&amp;oacute;rico preventivo tornam-se parte essencial da defesa da empresa. Os registros de sa&amp;uacute;de e seguran&amp;ccedil;a ocupacional devem ser preservados por at&amp;eacute; 20 anos, podendo servir como elemento probat&amp;oacute;rio em eventuais futuras fiscaliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o exige mudan&amp;ccedil;as cultural e organizacional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m das exig&amp;ecirc;ncias legais, a discuss&amp;atilde;o mostrou que a adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; NR-1 tamb&amp;eacute;m envolve revis&amp;atilde;o de cultura organizacional, lideran&amp;ccedil;a e clima interno. Bigonha explicou que riscos psicossociais n&amp;atilde;o se limitam a situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es individuais, mas refletem a forma como equipes, metas, processos e rotinas s&amp;atilde;o estruturados dentro das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Excesso de horas extras, aus&amp;ecirc;ncia de pausas, conflitos interpessoais, press&amp;atilde;o excessiva por metas, monitoramento abusivo e condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es inadequadas de trabalho s&amp;atilde;o alguns dos fatores que devem ser observados. A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o exigida pela norma tem car&amp;aacute;ter coletivo e organizacional, n&amp;atilde;o individual.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A palestra tamb&amp;eacute;m ressaltou sinais internos que podem indicar ambientes sob risco elevado, como alta rotatividade, aumento de absente&amp;iacute;smo e hist&amp;oacute;rico recorrente de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es trabalhistas. Empresas com alta incid&amp;ecirc;ncia de reclama&amp;ccedil;&amp;otilde;es correm mais risco de lidar com novas alega&amp;ccedil;&amp;otilde;es ligadas a fatores psicossociais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Empresas iniciam corrida por adequa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda segundo o presidente do Beleza Patronal, empresas mais estruturadas j&amp;aacute; iniciaram diagn&amp;oacute;sticos preventivos, atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de PGRs, mapeamento de clima organizacional e treinamentos de lideran&amp;ccedil;as. A prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o envolve tamb&amp;eacute;m aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de question&amp;aacute;rios t&amp;eacute;cnicos, elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de relat&amp;oacute;rios documentados e implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de programas de sa&amp;uacute;de mental e preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bigonha sinalizou que a adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o deve ser vista apenas como obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal, mas tamb&amp;eacute;m como ferramenta de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o operacional e fortalecimento da gest&amp;atilde;o empresarial e do ambiente interno.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os potenciais benef&amp;iacute;cios apontados s&amp;atilde;o a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de rotatividade, a melhoria do clima organizacional, a diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de passivos trabalhistas e mais seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O momento exige a&amp;ccedil;&amp;atilde;o imediata. &amp;ldquo;Empresas despreparadas sofrer&amp;atilde;o. Empresas organizadas crescer&amp;atilde;o&amp;rdquo;, finalizou.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 27 May 2026 14:26:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Varejo na Copa: onde estão as oportunidades em 2026?]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/varejo-na-copa-onde-estao-as-oportunidades-em-2026</link><description>&lt;![CDATA[Setores de eletrônicos e de alimentos e bebidas devem concentrar mais vendas; porém, com criatividade, outras atividades também podem lucrar]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A Copa do Mundo de 2026 ser&amp;aacute; a maior da hist&amp;oacute;ria, sediada em tr&amp;ecirc;s pa&amp;iacute;ses (Canad&amp;aacute;, Estados Unidos e M&amp;eacute;xico) e com 48 sele&amp;ccedil;&amp;otilde;es e 39 dias de dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Esse fato inaugura um novo patamar econ&amp;ocirc;mico que um evento esportivo global deve alcan&amp;ccedil;ar. Para o Brasil, mesmo n&amp;atilde;o sendo pa&amp;iacute;s-sede, o impacto ser&amp;aacute; relevante.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do ponto de vista econ&amp;ocirc;mico, ao comparar com a Copa do Mundo de 2022, se, por um lado, h&amp;aacute; aspectos positivos no cen&amp;aacute;rio atual (como menor infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, desemprego nas m&amp;iacute;nimas hist&amp;oacute;ricas, aumento da renda, entre outros fatores que estimulam o consumo), por outro, h&amp;aacute; uma desacelera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da atividade econ&amp;ocirc;mica em curso &amp;mdash; com taxas de juros ainda elevadas e alta no pre&amp;ccedil;o do petr&amp;oacute;leo causada pelo conflito no Oriente M&amp;eacute;dio &amp;mdash;, j&amp;aacute; refletindo nos pre&amp;ccedil;os.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda assim, as expectativas da&amp;nbsp;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; para as vendas do Varejo durante o evento s&amp;atilde;o otimistas, com alta no faturamento. Mas &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/pensando-em-fazer-campanha-durante-a-copa-saiba-o-que-evitar-para-nao-ter-prejuizo"&gt;o crescimento n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; uniforme, nem contemplar&amp;aacute; todos os segmentos&lt;/a&gt;. Confira, a seguir, os principais beneficiados, segundo a Entidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Eletr&amp;ocirc;nicos:&lt;/strong&gt; destaque para TVs, que j&amp;aacute; exibiram alta de 7% nos primeiros meses do ano. &lt;a href="https://cbn.globo.com/economia/noticia/2026/04/11/copa-do-mundo-faz-disparar-vendas-de-tvs-gigantes-quando-vale-a-pena.ghtml"&gt;As telas grandes (75 polegadas ou mais) cresceram 94%&lt;/a&gt;. Tamb&amp;eacute;m h&amp;aacute; demanda elevada por &lt;strong&gt;soundbars&lt;/strong&gt;, cabos HDMI, suportes de parede, estabilizadores, &lt;strong&gt;racks&lt;/strong&gt; e poltronas confort&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vestu&amp;aacute;rio esportivo:&lt;/strong&gt; venda de camisas (inclusive de outras sele&amp;ccedil;&amp;otilde;es), bon&amp;eacute;s, bandeiras e acess&amp;oacute;rios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Alimentos e bebidas:&lt;/strong&gt; como a resid&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; um dos lugares preferidos para acompanhar os jogos, carnes, bebidas, petiscos e itens para churrasco lideram. Segundo a &lt;a href="https://www.supervarejo.com.br/especial/primeiro-ranking-do-ano-em-parceria-com-a-scanntech-e-destaque-da-supervarejo-de-marco"&gt;Scanntech&lt;/a&gt;, em torneios anteriores, esses itens chegaram a crescer at&amp;eacute; 200%, com churrasqueiras avan&amp;ccedil;ando 227%. Nas duas horas que antecedem os jogos da Sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o volume em supermercados salta quase 70%.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Festas e decora&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/strong&gt; lojas de fantasias e artigos para festas tamb&amp;eacute;m est&amp;atilde;o entre as principais beneficiadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Bares e restaurantes:&lt;/strong&gt; apesar da prefer&amp;ecirc;ncia por assistir em casa ou na casa de amigos para economizar, os jogos da Sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o na primeira fase ocorrer&amp;atilde;o no per&amp;iacute;odo noturno, o que deve elevar as receitas do setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Outros segmentos que podem aproveitar&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O alcance da Copa permite beneficiar nichos inusitados, como:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;farm&amp;aacute;cias e perfumarias:&lt;/strong&gt; podem explorar maquiagens e esmaltes nas cores da Sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o, al&amp;eacute;m de medicamentos para quem for exagerar na comida e na bebida. Tamb&amp;eacute;m se tornaram pontos de venda de figurinhas e &amp;aacute;lbuns, aumentando o fluxo de clientes;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;pet shops:&lt;/strong&gt; enfeitar c&amp;atilde;es com la&amp;ccedil;os e gravatas verde-amarelas, promover a&amp;ccedil;&amp;otilde;es nas redes sociais e criar o &amp;ldquo;esquema de torcida para o seu melhor amigo&amp;rdquo; gera conte&amp;uacute;do digital e engajamento;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Dia dos Namorados:&lt;/strong&gt; h&amp;aacute; risco de redirecionamento de gastos, com aumento da prefer&amp;ecirc;ncia por presentes como camisas de sele&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o! Nem todos ganham&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Pesquisas realizadas em Copas anteriores indicam redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o no fluxo de pessoas em shopping centers, afetando negativamente as vendas. O Com&amp;eacute;rcio precisa, portanto, ajustar estrat&amp;eacute;gias, investindo em produtos sazonais, fortalecendo o ambiente digital e preparando a&amp;ccedil;&amp;otilde;es para os hor&amp;aacute;rios dos jogos. Tel&amp;otilde;es na pra&amp;ccedil;a de alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o costumam juntar pessoas que n&amp;atilde;o poderiam assistir em casa ou que queiram acompanhar de um espa&amp;ccedil;o fechado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Copa de 2026 ser&amp;aacute; uma vitrine global. Para o Varejo brasileiro, as oportunidades existem, mas exigem planejamento, criatividade e foco nos segmentos certos.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 20 May 2026 14:01:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[vendas]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Crédito vira saída para manter o padrão de vida]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/credito-vira-saida-para-manter-o-padrao-de-vida</link><description>&lt;![CDATA[‘Panorama do Comércio’ explica o alto grau de inadimplência na capital paulista e destaca o uso do cartão para cobrir despesas do dia a dia]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p&gt;Sete em cada dez fam&amp;iacute;lias paulistanas est&amp;atilde;o endividadas. O n&amp;uacute;mero, registrado em abril pela Pesquisa de Endividamento e Inadimpl&amp;ecirc;ncia do Consumidor (PEIC) da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;&lt;a id="_anchor_1" href="applewebdata://E5A3144B-37CC-42F6-A9E4-416AFCE73AA9#_msocom_1" language="JavaScript" name="_msoanchor_1"&gt;&lt;/a&gt;, &amp;eacute; o maior desde maio do ano passado. J&amp;aacute; a inadimpl&amp;ecirc;ncia atinge 21% dos lares. As fam&amp;iacute;lias est&amp;atilde;o recorrendo ao cr&amp;eacute;dito para manter o padr&amp;atilde;o de vida e cobrir despesas do dia a dia. Para o Varejo, isso significa um consumidor que est&amp;aacute; comprando, mas que est&amp;aacute; vulner&amp;aacute;vel a qualquer press&amp;atilde;o adicional no or&amp;ccedil;amento, como a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos combust&amp;iacute;veis e dos alimentos, que j&amp;aacute; bate &amp;agrave; porta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse cen&amp;aacute;rio de endividamento crescente &amp;eacute; o tema central da edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de maio do &lt;strong&gt;Panorama do Com&amp;eacute;rcio&lt;/strong&gt;, publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o mensal da FecomercioSP. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/3b3f6c752daa5264a6583a578f2ae27d15eb6fde.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;Acesse aqui!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m explica, em linguagem direta, o que muda para os neg&amp;oacute;cios &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/split-payment-afetara-o-fluxo-de-caixa-das-empresas-que-devem-se-preparar-com-antecedencia"&gt;com o &lt;strong&gt;split payment&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, a nova regra da Reforma Tribut&amp;aacute;ria que, a partir de 2027, vai reter os impostos automaticamente no momento da venda, antes mesmo que o dinheiro entre no caixa da empresa. Quem usa, hoje, o intervalo entre receber e recolher como capital de giro informal vai precisar de planejamento antecipado para n&amp;atilde;o prejudicar o neg&amp;oacute;cio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O boletim ainda detalha a estimativa de que a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do fim da escala 6x1, com redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da jornada semanal de 40 horas, &lt;a href="https://fecomercio.com.br/noticia/reducao-de-jornada-de-trabalho-para-40-horas-custaria-r-158-bilhoes-as-empresas-calcula-fecomerciosp"&gt;custaria ao menos R$ 158 bilh&amp;otilde;es por ano &amp;agrave;s empresas&lt;/a&gt;. O Varejo e os Servi&amp;ccedil;os, por operarem todos os dias e dependerem intensamente de m&amp;atilde;o de obra organizada em turnos, seriam os segmentos mais afetados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Confira tamb&amp;eacute;m os principais indicadores econ&amp;ocirc;micos do momento &amp;mdash; da Selic &amp;agrave; confian&amp;ccedil;a do consumidor &amp;mdash; e uma dica da FecomercioSP sobre como &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/pensando-em-fazer-campanha-durante-a-copa-saiba-o-que-evitar-para-nao-ter-prejuizo?%2Fnoticia%2Fpensando-em-fazer-campanha-durante-a-copa-saiba-o-que-evitar-para-nao-ter-prejuizo="&gt;transformar o clima da Copa do Mundo&lt;/a&gt; em oportunidade real de neg&amp;oacute;cio, com estrat&amp;eacute;gias pr&amp;aacute;ticas para diferentes segmentos varejistas. Acesse!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/upload/file/3b3f6c752daa5264a6583a578f2ae27d15eb6fde.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="botao"&gt;&lt;strong id="isPasted"&gt;Panorama do Com&amp;eacute;rcio&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 04 May 2026 09:56:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Alteração de jornada de trabalho por lei vai prejudicar a economia]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/alteracao-de-jornada-de-trabalho-por-lei-vai-prejudicar-a-economia</link><description>&lt;![CDATA[Empresários e parlamentares defendem diálogo antes de mudanças que podem elevar custos, afetar empregos e pressionar os pequenos negócios]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A proposta de altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da jornada de trabalho foi pauta da &amp;uacute;ltima reuni&amp;atilde;o do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-do-comercio-varejista" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho do Com&amp;eacute;rcio Varejista&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(CCV) da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em um cen&amp;aacute;rio de press&amp;atilde;o eleitoral, empres&amp;aacute;rios, lideran&amp;ccedil;as do Com&amp;eacute;rcio e parlamentares defenderam cautela, di&amp;aacute;logo t&amp;eacute;cnico e mais racionalidade do Poder P&amp;uacute;blico antes de qualquer decis&amp;atilde;o sobre modelos como 5x2 ou 4x3.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do setor &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/fim-da-escala-6x1-custo-de-ate-r-610-bilhoes-na-folha-penalizara-quem-mais-gera-empregos" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&amp;eacute; que reduzir jornada de trabalho&lt;/a&gt; sem considerar custos, produtividade e diferen&amp;ccedil;as entre atividades pode afetar a competitividade das empresas, reduzir as contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es e pressionar, principalmente, os pequenos e m&amp;eacute;dios neg&amp;oacute;cios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Decis&amp;otilde;es apressadas e descoladas da realidade produtiva podem comprometer n&amp;atilde;o apenas a sustentabilidade das empresas, mas tamb&amp;eacute;m a gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empregos, em especial entre os pequenos e m&amp;eacute;dios neg&amp;oacute;cios. N&amp;atilde;o podemos permitir que esse debate aconte&amp;ccedil;a de forma superficial ou com vi&amp;eacute;s eleitoral&amp;rdquo;, afirmou Ant&amp;ocirc;nio Deliza Neto, presidente do conselho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Abaixo-assinado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A discuss&amp;atilde;o levou os empres&amp;aacute;rios do Varejo a iniciar uma mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o institucional. Os membros do Conselho do Com&amp;eacute;rcio Varejista lan&amp;ccedil;aram um abaixo-assinado para levar ao Congresso Nacional a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos empres&amp;aacute;rios do Com&amp;eacute;rcio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O documento pede a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do debate sobre as propostas de altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da jornada, a abertura de di&amp;aacute;logo direto com parlamentares e o adiamento de decis&amp;otilde;es consideradas precipitadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A iniciativa tamb&amp;eacute;m defende que eventuais mudan&amp;ccedil;as sejam analisadas com base em dados t&amp;eacute;cnicos, levando em conta impactos sobre custos, emprego, competitividade e sustentabilidade das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o setor, qualquer ajuste deve ser constru&amp;iacute;do de forma equilibrada, mediante negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva, preservando a gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de empregos e a viabilidade dos neg&amp;oacute;cios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;FecomercioSP defende negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o afirma n&amp;atilde;o ser contr&amp;aacute;ria ao debate sobre jornada, mas sustenta que mudan&amp;ccedil;as dessa natureza precisam respeitar a realidade econ&amp;ocirc;mica do Pa&amp;iacute;s e as especificidades de cada setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os estudos apresentados pela Entidade indicam que a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da jornada para 40 horas semanais pode elevar os custos em at&amp;eacute; R$ 158 bilh&amp;otilde;es na folha de pagamento, podendo chegar a cifras ainda mais elevadas em cen&amp;aacute;rios mais amplos de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A medida afetaria diretamente cerca de 62% dos trabalhadores formais do Pa&amp;iacute;s, com mais reflexos em setores intensivos em m&amp;atilde;o de obra, como Com&amp;eacute;rcio e Servi&amp;ccedil;os. Al&amp;eacute;m disso, a diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da jornada sem redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o salarial implicaria aumento de aproximadamente 10% no custo da hora trabalhada, pressionando margens j&amp;aacute; reduzidas, principalmente entre as Pequenas e M&amp;eacute;dias Empresas (PMEs).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; que a medida, se aprovada sem ajustes, produza efeito contr&amp;aacute;rio ao pretendido: menos contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es, mais press&amp;atilde;o sobre empresas e perda de competitividade. Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, o caminho mais adequado &amp;eacute; &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/institucional/negociacoes" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva&lt;/a&gt;, mecanismo que j&amp;aacute; permite ajustar jornadas conforme as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de cada atividade, regi&amp;atilde;o e categoria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Parlamentares cobram responsabilidade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entre os deputados estaduais que participaram da reuni&amp;atilde;o, houve converg&amp;ecirc;ncia de que o debate precisa ser feito com dados, responsabilidade e sem pressa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A deputada Adriana Ventura (Novo/SP) classificou o momento como inadequado para mudan&amp;ccedil;as dessa magnitude. &amp;ldquo;A discuss&amp;atilde;o da escala 6x1 est&amp;aacute; contaminada por um ano eleitoral, &amp;eacute; uma proposta fora de hora.&amp;rdquo; Tamb&amp;eacute;m alertou para o ambiente pol&amp;iacute;tico em torno do tema: &amp;ldquo;Poucos parlamentares teriam coragem de votar contra uma proposta dessa em ano eleitoral&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na mesma linha, o deputado Fausto Pinato (Progressistas/SP) defendeu que o debate saia do campo ideol&amp;oacute;gico e considere os efeitos reais sobre a economia. &amp;ldquo;Eu n&amp;atilde;o estou aqui para defender o empregador ou o empregado. Estou aqui para defender o Brasil.&amp;rdquo; Segundo ele, a expectativa negativa j&amp;aacute; pesa sobre o ambiente de neg&amp;oacute;cios. &amp;ldquo;A economia vive de expectativa, e essa expectativa, hoje, &amp;eacute; negativa. Vai aumentar o n&amp;uacute;mero de demiss&amp;otilde;es. E quem vai pagar essa conta?&amp;rdquo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Participando por v&amp;iacute;deo, a deputada Bia Kicis (PL/RJ) tamb&amp;eacute;m criticou a condu&amp;ccedil;&amp;atilde;o apressada do tema. Ela acredita que a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da jornada em pa&amp;iacute;ses desenvolvidos ocorreu como consequ&amp;ecirc;ncia de ganhos de produtividade, e n&amp;atilde;o por imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal. &amp;ldquo;Reduzir a jornada na marra vai trazer mais produtividade? Uma legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o como essa, de forma apressada, pode trazer mais preju&amp;iacute;zos do que benef&amp;iacute;cios.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O encontro ressaltou a necessidade de mais racionalidade do Poder P&amp;uacute;blico, por meio do di&amp;aacute;logo estruturado com o setor produtivo e de an&amp;aacute;lise t&amp;eacute;cnica dos impactos.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 16:28:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[Varejo]]</category></item></channel></rss>
