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<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" version="2.0"><channel><title>&lt;![CDATA[Sustentabilidade - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/sustentabilidade</link><description>&lt;![CDATA[Descrição]]</description><lastBuildDate>Tue, 09 Jun 2026 20:48:06 -0300</lastBuildDate><language>pt-br</language><image><title>&lt;![CDATA[Sustentabilidade - FecomercioSP]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/sustentabilidade</link><url>https://www.fecomercio.com.br/public/assets/img/fecomercio-sp-image-share.jpg</url></image><category>&lt;![CDATA[Sustentabilidade]]</category><item><title>&lt;![CDATA[Leilão de energia pode encarecer operação de empresas e pressionar inflação]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/leilao-de-energia-pode-encarecer-operacao-de-empresas-e-pressionar-inflacao</link><description>&lt;![CDATA[Alternativas mais modernas e sustentáveis ao LRCAP 2026 são essenciais para evitar perda de competitividade econômica]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Considerada fundamental para garantir seguran&amp;ccedil;a energ&amp;eacute;tica e confiabilidade ao Sistema Interligado Nacional (SIN), a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da capacidade de gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de energia prevista no Leil&amp;atilde;o de Reserva de Capacidade de Pot&amp;ecirc;ncia (LRCAP) de 2026 tem gerado preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no setor produtivo diante dos poss&amp;iacute;veis impactos aos custos de energia pelos pr&amp;oacute;ximos 10 a 15 anos. A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de especialistas &amp;eacute; de que a contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o adicional de usinas termel&amp;eacute;tricas pode elevar os custos a empresas e consumidores, pressionar a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e comprometer a competitividade da economia nacional, al&amp;eacute;m de retardar a moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o tecnol&amp;oacute;gica do setor el&amp;eacute;trico brasileiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt; intensificou as cr&amp;iacute;ticas ao modelo adotado no leil&amp;atilde;o, criado para garantir oferta de energia em momentos de pico de demanda. Para a Entidade, embora a seguran&amp;ccedil;a energ&amp;eacute;tica seja necess&amp;aacute;ria diante do avan&amp;ccedil;o das fontes renov&amp;aacute;veis intermitentes, a contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novas termel&amp;eacute;tricas tende a estipular custos elevados e prolongados ao sistema el&amp;eacute;trico brasileiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A principal preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; na contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessas usinas, que ser&amp;atilde;o remuneradas apenas por permanecerem dispon&amp;iacute;veis ao sistema, mesmo sem gerar energia. Caso sejam acionadas, o custo do combust&amp;iacute;vel consumido tamb&amp;eacute;m ser&amp;aacute; repassado &amp;agrave;s tarifas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O impacto negativo chega em cascata. Se aumenta 12% para a Ind&amp;uacute;stria, aumenta para o Com&amp;eacute;rcio e os Servi&amp;ccedil;os tamb&amp;eacute;m. Isso aumenta o custo operacional, encarece os produtos, gera infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e reduz o poder de compra da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, afirmou a assessora do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-sustentabilidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Sustentabilidade&lt;/a&gt; da FecomercioSP, Cristiane Cortez. &amp;ldquo;O Com&amp;eacute;rcio vende menos, os Servi&amp;ccedil;os perdem demanda e toda a economia desacelera&amp;rdquo;, complementou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Conta de luz mais alta pesa sobre Com&amp;eacute;rcio e Servi&amp;ccedil;os&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a Entidade, setores intensivos em refrigera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e climatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;mdash; como supermercados, pet shops, sal&amp;otilde;es de beleza e alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;mdash; j&amp;aacute; convivem com forte press&amp;atilde;o nas contas de luz. Em alguns segmentos, a energia chega a representar mais de 25% do custo operacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse contexto, os micro e pequenos empreendedores tendem a ser os mais afetados, por terem menos capacidade de absorver aumentos nas despesas. Al&amp;eacute;m da alta no custo da eletricidade, o setor tamb&amp;eacute;m apresenta crescimento no consumo de energia, provocado pelas temperaturas mais elevadas e pela maior necessidade de climatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos ambientes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em seu posicionamento, a FecomercioSP defende que o governo suspenda a segunda etapa do LRCAP 2026 para reavaliar alternativas mais modernas e menos custosas, como sistemas de armazenamento em baterias e hidrel&amp;eacute;tricas revers&amp;iacute;veis. Adicionalmente, tamb&amp;eacute;m prop&amp;otilde;e medidas regulat&amp;oacute;rias de r&amp;aacute;pida implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/noticia/tarifa-branca-economia-potencial-e-riscos-para-consumidores-e-empresas"&gt;Tarifa Branca&lt;/a&gt;, fortalecimento da efici&amp;ecirc;ncia energ&amp;eacute;tica e retomada do hor&amp;aacute;rio de ver&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;N&amp;atilde;o faz sentido discutir descarboniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e, ao mesmo tempo, contratar mais t&amp;eacute;rmicas f&amp;oacute;sseis para os pr&amp;oacute;ximos anos. Uma coisa n&amp;atilde;o conversa com a outra&amp;rdquo;, afirmou a representante do conselho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Entidade &amp;eacute; de que o Pa&amp;iacute;s precisa aproveitar a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o energ&amp;eacute;tica para modernizar o sistema el&amp;eacute;trico sem transferir custos excessivos ao setor produtivo e &amp;agrave; popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Insistir em solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais caras e poluentes pode comprometer n&amp;atilde;o apenas a competitividade dos neg&amp;oacute;cios, mas tamb&amp;eacute;m o crescimento econ&amp;ocirc;mico e o poder de compra dos consumidores nos pr&amp;oacute;ximos anos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 09:47:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Código de Defesa e Inclusão do Consumidor Negro avança no varejo e amplia discussão sobre práticas antidiscriminatórias]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/codigo-de-defesa-e-inclusao-do-consumidor-negro-avanca-no-varejo-e-amplia-discussao-sobre-praticas-antidiscriminatorias</link><description>&lt;![CDATA[Iniciativa liderada, inicialmente, pelo setor de Beleza ganha adesão de grandes empresas e começa a influenciar protocolos de atendimento e políticas de diversidade no Comércio]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O avan&amp;ccedil;o das discuss&amp;otilde;es sobre diversidade, inclus&amp;atilde;o e combate ao racismo nas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de consumo come&amp;ccedil;a a provocar mudan&amp;ccedil;as pr&amp;aacute;ticas nas empresas brasileiras. Criado inicialmente para enfrentar gargalos no atendimento e na oferta de produtos voltados para a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o negra no segmento de beleza, o C&amp;oacute;digo de Defesa e Inclus&amp;atilde;o do Consumidor Negro vem ampliando seu alcance para outros segmentos do varejo e despertando o interesse de grandes companhias.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tema ganhou espa&amp;ccedil;o na reuni&amp;atilde;o de maio do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-sustentabilidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Sustentabilidade&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, que recebeu Aline de Campos, gerente de Inclus&amp;atilde;o e Diversidade do Grupo Carrefour Brasil, para compartilhar experi&amp;ecirc;ncias relacionadas &amp;agrave; ades&amp;atilde;o ao c&amp;oacute;digo e aos desafios de implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das medidas propostas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A iniciativa surgiu a partir de discuss&amp;otilde;es lideradas pela L&amp;rsquo;Or&amp;eacute;al Brasil com foco no mercado de cosm&amp;eacute;ticos e produtos de beleza, frente a relatos de consumidores negros sobre dificuldades para encontrar produtos adequados &amp;agrave;s suas necessidades, al&amp;eacute;m de situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de constrangimento e atendimento discriminat&amp;oacute;rio em estabelecimentos comerciais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta evoluiu com o apoio de um Grupo de Trabalho (GT) de varejistas associadas ao &lt;a href="https://somosmover.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Mover &amp;mdash; Movimento pela Equidade Racial&lt;/a&gt;, resultando em uma coaliz&amp;atilde;o de empresas interessadas em fortalecer pr&amp;aacute;ticas de atendimento inclusivo para al&amp;eacute;m do setor. &amp;ldquo;O c&amp;oacute;digo foi criado especificamente para o setor de Beleza. Com essa coaliz&amp;atilde;o, o texto passa a refletir o atendimento no Varejo independentemente do mercado&amp;rdquo;, explicou Aline.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;C&amp;oacute;digo amplia discuss&amp;atilde;o sobre consumo e diversidade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mesmo que ainda n&amp;atilde;o tenha car&amp;aacute;ter obrigat&amp;oacute;rio, o C&amp;oacute;digo de Defesa e Inclus&amp;atilde;o do Consumidor Negro vem sendo adotado voluntariamente pelas empresas que buscam fortalecer pol&amp;iacute;ticas internas de diversidade, inclus&amp;atilde;o e relacionamento com consumidores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O texto contou com apoio de Dione Assis, fundadora do Black Sisters in Law, rede internacional de advogadas negras que participou da constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o da iniciativa. Segundo os organizadores, a proposta busca ampliar a discuss&amp;atilde;o sobre prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao consumidor sob a &amp;oacute;tica antidiscriminat&amp;oacute;ria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;No lan&amp;ccedil;amento da iniciativa, Dione ressaltou que o C&amp;oacute;digo de Defesa do Consumidor (CDC) j&amp;aacute; passou por evolu&amp;ccedil;&amp;otilde;es importantes, como a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o da crian&amp;ccedil;a, do adolescente e da pessoa idosa. A discuss&amp;atilde;o, agora, &amp;eacute; por que n&amp;atilde;o avan&amp;ccedil;ar tamb&amp;eacute;m na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pr&amp;aacute;ticas antidiscriminat&amp;oacute;rias nas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de consumo?&amp;rdquo;, destacou Aline.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Revis&amp;atilde;o de protocolos internos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante o encontro, o Grupo Carrefour Brasil compartilhou experi&amp;ecirc;ncias relacionadas &amp;agrave; implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das diretrizes do c&amp;oacute;digo dentro da companhia. Segundo a executiva, a empresa j&amp;aacute; possu&amp;iacute;a protocolos internos voltados para a preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pr&amp;aacute;ticas discriminat&amp;oacute;rias, mas a ades&amp;atilde;o ao c&amp;oacute;digo ajudou a aprofundar processos de revis&amp;atilde;o e fortalecimento dessas medidas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O Grupo Carrefour Brasil j&amp;aacute; tem protocolos estabelecidos para preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse tipo de ocorr&amp;ecirc;ncia, e vamos continuar aprimorando crit&amp;eacute;rios de abordagem e atendimento nas nossas lojas&amp;rdquo;, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as principais diretrizes adotadas, destacam-se a capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o antirracista de colaboradores, a padroniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de protocolos de atendimento, a revis&amp;atilde;o de procedimentos de seguran&amp;ccedil;a e revista, o fortalecimento de pr&amp;aacute;ticas de inclus&amp;atilde;o, a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da diversidade nas equipes e a conscientiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fornecedores e terceiros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aline explicou que 100% dos colaboradores do grupo recebem treinamento de letramento racial ainda no processo de integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; empresa. &amp;ldquo;Essa capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o busca reduzir vieses que, muitas vezes, s&amp;atilde;o naturalizados socialmente e evitar situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de racismo no atendimento&amp;rdquo;, disse.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos principais impasses apontados pelas empresas &amp;eacute; levar as diretrizes do c&amp;oacute;digo para todos prestadores de servi&amp;ccedil;os. Com cerca de 120 mil colaboradores, o Grupo Carrefour Brasil afirmou que vem trabalhando para ampliar o alcance das pol&amp;iacute;ticas internas tamb&amp;eacute;m para as empresas terceirizadas que atuam diretamente nas lojas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O prestador de servi&amp;ccedil;o do Grupo Carrefour Brasil tem ci&amp;ecirc;ncia do nosso compromisso, que &amp;eacute; p&amp;uacute;blico e inegoci&amp;aacute;vel&amp;rdquo;, salientou Aline, destacando que o processo exige treinamento cont&amp;iacute;nuo, alinhamento cultural e monitoramento constante das pr&amp;aacute;ticas adotadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Empresas come&amp;ccedil;am a olhar tema de forma mais estrat&amp;eacute;gica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora o c&amp;oacute;digo ainda tenha ades&amp;atilde;o volunt&amp;aacute;ria, o tema tende a ganhar cada vez mais relev&amp;acirc;ncia dentro das agendas de ESG e reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o corporativa. A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; que pr&amp;aacute;ticas preventivas, treinamento de equipes e protocolos claros de acolhimento podem ajudar empresas a reduzirem riscos reputacionais, conflitos com consumidores e situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es discriminat&amp;oacute;rias dentro dos estabelecimentos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro ponto considerado relevante foi a orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o prevista no material elaborado pela L&amp;rsquo;Or&amp;eacute;al a respeito de como agir diante de situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de discrimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o racial dentro dos estabelecimentos. Alexsandra Ricci, assessora do conselho, lembrou que o documento &amp;eacute; composto por dez artigos e prev&amp;ecirc; orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es acerca do que fazer em caso de racismo ou inj&amp;uacute;ria racial, incluindo registrar os dados sobre a ocorr&amp;ecirc;ncia com data, hor&amp;aacute;rio e descri&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos fatos; busca de testemunhas; den&amp;uacute;ncia ao Procon, delegacias especializadas ou Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico; e encaminhamento judicial em casos mais graves. &amp;ldquo;Al&amp;eacute;m de capacitar e preparar as equipes de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es preventivas, as empresas precisam tamb&amp;eacute;m definir processos sobre o que fazer quando os protocolos n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o seguidos&amp;rdquo;, complementou Aline.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tema ainda est&amp;aacute; em fase inicial de consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas deve ganhar espa&amp;ccedil;o crescente no Varejo brasileiro, acompanhando as mudan&amp;ccedil;as no comportamento do consumidor e mais press&amp;atilde;o por pr&amp;aacute;ticas corporativas inclusivas e transparentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 15 May 2026 17:04:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[NR-1 desafia empresas a equilibrarem saúde física e mental, segurança jurídica e prevenção de riscos no ambiente de trabalho]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/nr-1-desafia-empresas-a-equilibrarem-saude-fisica-e-mental-seguranca-juridica-e-prevencao-de-riscos-no-ambiente-de-trabalho</link><description>&lt;![CDATA[Nova regulamentação exige gestão de fatores psicossociais e leva setor produtivo a pedir critérios mais objetivos para fiscalização trabalhista]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Empresas brasileiras terão de comprovar, a partir das novas exigências da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que estão monitorando riscos psicossociais no ambiente de trabalho — um desafio que vai muito além de documentos formais e que, se não for bem gerido, pode ampliar disputas trabalhistas, autuações e insegurança jurídica para o setor produtivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A atualização da norma colocou a saúde mental no centro da gestão de pessoas ao exigir que as empresas identifiquem, monitorem e previnam fatores de risco psicossociais relacionados à organização do trabalho. Esses fatores, definidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no &lt;a href="https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2026/marco/mte-lanca-manual-para-orientar-gestao-de-riscos-ocupacionais-nas-empresas" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;manual sobre Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho&lt;/a&gt;, incluem situações como pressão excessiva, jornadas exaustivas, estresse ocupacional, sobrecarga, assédio moral e falta de apoio organizacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante disso, as empresas precisarão comprovar, com evidências concretas, que adotam medidas contínuas de prevenção, monitoramento e melhoria do ambiente de trabalho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em relação ao assédio moral, foi esclarecido que este não deveria ser classificado como risco psicossocial, por ter natureza jurídico-comportamental, e não técnico-operacional. Por isso, seu tratamento deve seguir regras e políticas específicas de prevenção já previstas na NR-5 — Cipa. Também foi destacado que o ato não deve ser considerado um risco ocupacional, mas um ilícito penal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tema foi debatido em maio pelo &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-sustentabilidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Sustentabilidade&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, reunindo empresários, dirigentes sindicais e especialistas para discutir os impactos da nova regulamentação, os riscos de judicialização e os impasses de adaptação das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O principal painel foi conduzido por Karina Negreli, assessora do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-emprego-e-relacoes-de-trabalho"&gt;Conselho de Emprego e Relações do Trabalho&lt;/a&gt; da Entidade, que detalhou os pontos mais sensíveis da norma, as articulações conduzidas pela FecomercioSP e pela &lt;a href="https://portaldocomercio.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Confederação Nacional do Comércio (CNC)&lt;/a&gt; no governo federal e os principais cuidados que as empresas devem adotar para lidar com a nova realidade regulatória.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“A questão da NR-1 traz diversas abordagens muito mais do senso comum do que de respostas técnicas e dotadas de segurança jurídica”, afirmou Karina. Segundo a assessora, a FecomercioSP não atua contra as normas de proteção à saúde mental dos trabalhadores, mas defende critérios técnicos mais claros para evitar interpretações excessivamente subjetivas durante a fiscalização.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mudanças na prática&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Karina explicou que a norma não surgiu como uma nova obrigação isolada, mas como um aprofundamento das regras gerais já existentes em Saúde e Segurança no Trabalho (SST). “A NR-1 é a mãe de todas as normas de SST e estabelece as disposições gerais aplicáveis às demais regulamentações”, disse.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A principal mudança ocorreu no capítulo sobre Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), que passou a tornar explícita a obrigação de empresas para identificar, monitorar e prevenir riscos psicossociais relacionados ao trabalho. Dentre os fatores levantados pelo MTE que passam a exigir atenção das empresas, destacam-se pressão excessiva, jornadas exaustivas, falta de apoio organizacional, estresse ocupacional, assédio moral, sobrecarga ou subcarga de trabalho e problemas relacionados à organização das atividades.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo a assessora, o problema está na ausência de critérios objetivos na própria redação normativa, abrindo espaço para diferentes interpretações por parte da fiscalização trabalhista. “O que se busca, neste momento, é um alinhamento de conceitos para que o agente público não tenha um grau de discricionariedade tão elevado que inviabilize uma aplicação equilibrada da norma”, reforçou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Saúde mental entra definitivamente na agenda corporativa&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora a NR-1 tenha ganhado mais visibilidade recentemente, especialistas lembraram que a discussão sobre riscos psicossociais já vinha crescendo desde a pandemia, acompanhando o aumento dos afastamentos relacionados à saúde mental e ao &lt;strong&gt;burnout&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Karina lembrou que a saúde mental tem caráter multifatorial e que nem todos os fatores que afetam os trabalhadores podem ser atribuídos ao ambiente corporativo. Problemas familiares, luto, endividamento, insegurança financeira e o crescimento dos jogos de apostas online foram citados como exemplos de situações externas que acabam refletindo dentro das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“O foco da NR-1 deve estar na organização do trabalho, e não na individualização do problema”, destacou a assessora. “Precisamos abandonar essa visão de risco psicossocial ligado exclusivamente ao indivíduo e olhar para a organização do trabalho como um coletivo.”&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O tema do endividamento provocado por apostas virtuais apareceu como uma das principais preocupações relatadas pelos presentes. Empresários compartilharam casos de funcionários com dificuldades financeiras graves, perda de produtividade e impacto emocional decorrente do vício em jogos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP e a CNC vêm atuando no MTE em busca de mais clareza técnica sobre a aplicação da norma. Segundo Karina, a CNC apresentou 198 questionamentos formais ao governo sobre a implementação prática da norma. As entidades também defenderam ampliação dos prazos de adaptação, fiscalização inicialmente orientativa e redução da subjetividade nos critérios de fiscalização e autuação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Uma norma que precisa de guia, manual, perguntas e respostas e sucessivas prorrogações é uma norma que ainda não está madura”, afirmou a assessora. A preocupação empresarial se concentra especialmente no risco de autuações sem parâmetros objetivos claros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Empresas precisam rever processos internos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A recomendação dos especialistas é iniciar imediatamente a revisão de processos internos, considerando as seguintes principais medidas:&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;elaboração de inventários de riscos psicossociais;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;criação de planos de ação;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;monitoramento de absenteísmo e afastamentos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;treinamento de lideranças;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;fortalecimento de canais de escuta;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;revisão de práticas de governança e &lt;strong&gt;compliance&lt;/strong&gt;;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;registro contínuo de evidências e melhorias.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A fiscalização deverá olhar não apenas para documentos formais, mas também para a coerência entre o discurso e a prática organizacional. “Não vale aparente regularidade. A empresa precisa demonstrar coerência entre a documentação e a prática”, ressaltou Karina.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;José Goldemberg, presidente do Conselho de Sustentabilidade, reforçou que a Federação apoiará qualquer medida no sentido de tornar os critérios da norma mais técnicos e objetivos. “O assédio moral, por exemplo, é um terreno completamente subjetivo”, observou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O professor realçou a importância de ações preventivas e de acolhimento realizadas pelas próprias empresas, citando iniciativas de conscientização e educação, treinamento interno e apoio aos colaboradores como ferramentas para reduzir tensões no ambiente corporativo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que uma nova obrigação trabalhista, a NR-1 inaugura uma mudança estrutural na forma como empresas precisarão tratar saúde mental, governança organizacional e gestão de pessoas. Temas antes vistos como periféricos passam, agora, a ocupar posição estratégica dentro das operações corporativas. O desafio será equilibrar prevenção, produtividade e segurança jurídica em um cenário de crescente pressão regulatória sobre saúde mental no trabalho.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;&lt;div id="_com_1" language="JavaScript"&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="#_msoanchor_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 13 May 2026 14:37:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Novas regras ampliam responsabilidade do Comércio na logística reversa]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/novas-regras-ampliam-responsabilidade-do-comercio-na-logistica-reversa</link><description>&lt;![CDATA[Pacote de normas estende obrigações para varejo físico e e-commerce, pode impactar custos e condicionar alvará de funcionamento]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Um conjunto de normas rec&amp;eacute;m-publicadas e propostas em discuss&amp;atilde;o com o Minist&amp;eacute;rio do Meio Ambiente (MMA) amplia demasiadamente a responsabilidade operacional do Com&amp;eacute;rcio na Log&amp;iacute;stica Reversa (LR). Na pr&amp;aacute;tica, o empres&amp;aacute;rio deve se preparar para mais despesas, novas obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es e at&amp;eacute; risco &amp;agrave; regularidade do neg&amp;oacute;cio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Decreto 12.688/2025 inclui o setor &amp;mdash; inclusive o e-commerce &amp;mdash; na LR de embalagens pl&amp;aacute;sticas. J&amp;aacute; a proposta de altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Decreto 10.240/2020 pode obrigar lojas virtuais a receberem produtos eletroeletr&amp;ocirc;nicos usados. Soma-se a isso uma minuta de resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) que orienta os munic&amp;iacute;pios a condicionarem o cumprimento das obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es na LR &amp;agrave; concess&amp;atilde;o ou renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do alvar&amp;aacute; de funcionamento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O resultado &amp;eacute; um cen&amp;aacute;rio de mais press&amp;atilde;o regulat&amp;oacute;ria, aumento de custos e mais complexidade operacional para as empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, que acompanha de perto essas discuss&amp;otilde;es, tem defendido que a amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das exig&amp;ecirc;ncias deve considerar a realidade do Com&amp;eacute;rcio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico passa a integrar de vez o SLR&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Decreto 12.688/2025 marca a entrada formal do e-commerce no Sistema de Log&amp;iacute;stica Reversa (SLR) de embalagens pl&amp;aacute;sticas. A norma permite que empresas atuem como Pontos de Entrega Volunt&amp;aacute;ria (PEVs) ou como canais de divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o descarte correto, conforme as regras do sistema coletivo que participar. Embora seja uma medida de menor impacto, consolida o papel do e-commerce no SLR e refor&amp;ccedil;a sua responsabilidade na orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao consumidor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ponto mais sens&amp;iacute;vel est&amp;aacute; na proposta envolvendo os eletroeletr&amp;ocirc;nicos. O texto em discuss&amp;atilde;o prev&amp;ecirc; que o com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico e as plataformas digitais passem a ser respons&amp;aacute;veis por receber produtos descartados pelos consumidores. Para viabilizar esse processo, caso a empresa n&amp;atilde;o tenha lojas f&amp;iacute;sicas, ser&amp;aacute; necess&amp;aacute;rio estruturar a log&amp;iacute;stica de devolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com apoio de operadores log&amp;iacute;sticos que trabalhem como os Correios, por exemplo, al&amp;eacute;m de firmar contratos espec&amp;iacute;ficos para coleta de produtos p&amp;oacute;s-consumo e envio aos pontos de destina&amp;ccedil;&amp;atilde;o final. Nesse caso espec&amp;iacute;fico, a parceria da FecomercioSP com a Green Eletron pode apoiar os estabelecimentos tanto na LR de eletroeletr&amp;ocirc;nicos como na de pilhas. &lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/parcerias-fecomerciosp/green-eletron/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Saiba mais&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;H&amp;aacute; ainda a possibilidade de o Com&amp;eacute;rcio participar do custeio dessa opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o que pode afetar diretamente a rentabilidade dos neg&amp;oacute;cios, principalmente no ambiente digital.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro aspecto que preocupa &amp;eacute; a proposta de vincular o alvar&amp;aacute; de funcionamento ao cumprimento da LR. A proposta ainda ser&amp;aacute; submetida a consulta p&amp;uacute;blica, mas, caso a medida avance com a atual reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o, as empresas que n&amp;atilde;o comprovarem participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em SLRs poder&amp;atilde;o ter dificuldades para abrir ou manter as atividades. Nesse caso, a LR deixa de ser apenas uma obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o ambiental para se tornar um requisito b&amp;aacute;sico de opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Grandes geradores na mira do Conama&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Toda empresa de Com&amp;eacute;rcio e Servi&amp;ccedil;os que gere mais de 200 litros ou 50 quilos de res&amp;iacute;duos por dia &amp;eacute; classificada como grande gerador, independentemente de seu porte de neg&amp;oacute;cios. Portanto, deve ter um Plano de Gerenciamento de Res&amp;iacute;duos S&amp;oacute;lidos (PGRS) e contratar uma empresa privada para a coleta e disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o final dos res&amp;iacute;duos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos grandes geradores de res&amp;iacute;duos tamb&amp;eacute;m segue caminho semelhante de aumento de complexidade. Ainda que a proposta em discuss&amp;atilde;o n&amp;atilde;o traga obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es novas, delega aos munic&amp;iacute;pios a defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o das regras, o que pode resultar em exig&amp;ecirc;ncias diferentes entre cidades e exigir adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o constante das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Impactos e riscos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse conjunto de mudan&amp;ccedil;as aponta para um cen&amp;aacute;rio de mais exig&amp;ecirc;ncia regulat&amp;oacute;ria. Dentre os impactos esperados, destacam-se o aumento de gastos com coleta, transporte e destina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de res&amp;iacute;duos, a necessidade de novos contratos log&amp;iacute;sticos e a exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o a multas que podem chegar a R$ 50 milh&amp;otilde;es, al&amp;eacute;m de poss&amp;iacute;veis entraves &amp;agrave; obten&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou &amp;agrave; renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o de alvar&amp;aacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As empresas que importam produtos ou operam com marcas pr&amp;oacute;prias tendem a ser ainda mais afetadas, pois, na LR, t&amp;ecirc;m as mesmas responsabilidades da Ind&amp;uacute;stria.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Diante desse contexto, a FecomercioSP tem intensificado as atua&amp;ccedil;&amp;otilde;es t&amp;eacute;cnica e institucional, participando das discuss&amp;otilde;es com o Poder P&amp;uacute;blico e entidades gestoras. O tema j&amp;aacute; mobiliza o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-sustentabilidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselhos de Sustentabilidade&lt;/a&gt; e o &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-economia-digital-e-inovacao" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Economia Digital e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/a&gt; da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que v&amp;ecirc;m discutindo os reflexos sobre o e-commerce e buscando alternativas vi&amp;aacute;veis para o setor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;A tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; de avan&amp;ccedil;o e consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessas exig&amp;ecirc;ncias. O governo federal j&amp;aacute; trabalha em um decreto geral que deve reunir e ampliar as regras de LR no Pa&amp;iacute;s, e as empresas devem estar atentas &amp;agrave;s novas regras&amp;rdquo;, destaca Alexsandra Ricci, assessora do Conselho de Sustentabilidade da Entidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim, informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e planejamento passam a ser diferenciais estrat&amp;eacute;gicos &amp;mdash; e quem se antecipar ter&amp;aacute; mais seguran&amp;ccedil;a para operar em um ambiente regulat&amp;oacute;rio cada vez mais exigente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 12 May 2026 10:57:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Da obrigação ambiental à oportunidade de negócio: o que as empresas precisam saber sobre sustentabilidade ]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/da-obrigacao-ambiental-a-oportunidade-de-negocio-o-que-as-empresas-precisam-saber-sobre-sustentabilidade</link><description>&lt;![CDATA[Publicação reúne tendências, mudanças regulatórias e soluções práticas que já impactam os negócios, da logística reversa ao mercado de carbono]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Empresas que queiram reduzir custos, evitar riscos e se preparar para as novas exigências ambientais já têm uma nova fonte de informação estratégica. O &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-sustentabilidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP&lt;/a&gt; acaba de lançar a terceira edição do &lt;strong&gt;Boletim de Sustentabilidade&lt;/strong&gt;, publicação especial que mostra como a agenda ambiental deixou de ser apenas uma pauta institucional para se tornar um fator direto de competitividade.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/28c06a8ec35811d80f1734225905be86f5120556.pdf" target="_blank" class="fr-file botao" rel="noopener noreferrer"&gt;Clique aqui e baixe a publicação gratuitamente&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O material apresenta os principais movimentos que já afetam a rotina empresarial, como mercado de carbono, economia circular, logística reversa, transição energética e eficiência no uso de recursos. Mais do que explicar tendências, o boletim mostra como empresas podem transformar pressão regulatória em oportunidade de crescimento, inovação e fortalecimento da marca.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A nova edição também destaca a atuação da FecomercioSP na defesa de condições mais viáveis para o setor produtivo. Dentre os avanços apresentados, destacam-se mudanças na legislação da reciclagem, novos incentivos fiscais, propostas para reduzir burocracias e atualizações nas regras de logística reversa. A publicação reforça como a representação institucional pode ajudar empresas a reduzirem custos, ganhar previsibilidade e ampliar a segurança jurídica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro diferencial é o conteúdo voltado para a aplicação prática. A seção de dicas traz orientações simples para começar a implementar ações sustentáveis no dia a dia, como revisão de processos, redução de desperdícios, análise da cadeia de fornecedores e reaproveitamento de insumos. A mensagem é que a sustentabilidade não depende apenas de grandes investimentos, mas também de decisões estratégicas e contínuas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A publicação reúne ainda materiais de apoio, conteúdos gratuitos e iniciativas para se adaptar às novas exigências ambientais sem perder competitividade, incluindo orientações sobre governança, gestão de resíduos, uso eficiente da água e Sistemas de Logística Reversa (SLRs).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao longo da edição, o leitor encontra exemplos concretos de como a &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/agenda-verde"&gt;&lt;strong&gt;Agenda Verde da FecomercioSP&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; vem influenciando debates públicos e contribuindo para construir soluções equilibradas entre desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental. O foco é garantir que empresas estejam mais preparadas para um cenário cada vez mais exigente, e cheio de novas oportunidades!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Leia a edição especial &lt;a href="https://fecomercio.com.br/upload/file/8ea5e752fe2c3b5d3789349404e85f64e4f854a6.pdf" target="_blank" class="fr-file" rel="noopener noreferrer"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 07 May 2026 16:12:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[E-book ajuda as empresas a fortalecerem governança e gestão de riscos na cadeia de valor]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/e-book-ajuda-as-empresas-a-fortalecerem-governanca-e-gestao-de-riscos-na-cadeia-de-valor</link><description>&lt;![CDATA[Publicação traz orientações práticas para aumentar a segurança, a confiança e a competitividade nos negócios]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;A forma como as empresas se relacionam com fornecedores e parceiros nunca foi t&amp;atilde;o estrat&amp;eacute;gica. Em uma conjuntura de mais exig&amp;ecirc;ncia regulat&amp;oacute;ria, press&amp;atilde;o por transpar&amp;ecirc;ncia e crescente exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica, a gest&amp;atilde;o da cadeia de valor se consolida como um fator decisivo n&amp;atilde;o apenas para reduzir riscos, como tamb&amp;eacute;m para incentivar a competitividade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;Eacute; nesse contexto que o novo e-book &lt;strong&gt;Governan&amp;ccedil;a e cadeia de valor&lt;/strong&gt; re&amp;uacute;ne orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es pr&amp;aacute;ticas para apoiar os empres&amp;aacute;rios na estrutura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de processos mais seguros, &amp;eacute;ticos e sustent&amp;aacute;veis. O material ressalta que a responsabilidade empresarial vai al&amp;eacute;m das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es internas, alcan&amp;ccedil;ando toda a rede de fornecedores e prestadores de servi&amp;ccedil;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Gest&amp;atilde;o da cadeia de valor como oportunidade&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma gest&amp;atilde;o estruturada da cadeia de fornecimento contribui diretamente para a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o da reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a solidez financeira e a continuidade das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Falhas externas, mesmo quando fora do controle imediato, podem se transformar rapidamente em crises &amp;mdash; mas, quando bem gerenciadas, tamb&amp;eacute;m representam oportunidades de fortalecimento institucional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira j&amp;aacute; estabelece a responsabilidade compartilhada entre os envolvidos na oferta de produtos e servi&amp;ccedil;os, o que refor&amp;ccedil;a a import&amp;acirc;ncia de pr&amp;aacute;ticas cont&amp;iacute;nuas de monitoramento e controle.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para apoiar esse processo, o e-book destaca a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pr&amp;aacute;ticas de governan&amp;ccedil;a corporativa integradas &amp;agrave; gest&amp;atilde;o de riscos &amp;mdash; desde pol&amp;iacute;ticas internas e c&amp;oacute;digos de conduta at&amp;eacute; processos de &lt;strong&gt;due diligence&lt;/strong&gt; e acompanhamento da cadeia de valor.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta &amp;eacute; antecipar os desafios, reduzir as vulnerabilidades e fortalecer a capacidade de resposta empresarial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Al&amp;eacute;m disso, o material evidencia que agendas como as de ESG e sustentabilidade j&amp;aacute; s&amp;atilde;o elementos centrais para o posicionamento competitivo, exigindo mais transpar&amp;ecirc;ncia sobre a origem dos produtos e os efeitos socioambientais das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Governan&amp;ccedil;a como diferencial competitivo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessas pr&amp;aacute;ticas traz ganhos concretos para as empresas, como:&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;mais seguran&amp;ccedil;a jur&amp;iacute;dica e redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de riscos operacionais;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;fortalecimento da reputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o institucional;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;aumento da confian&amp;ccedil;a de clientes, investidores e parceiros;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;mais resili&amp;ecirc;ncia e continuidade dos neg&amp;oacute;cios;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;melhor posicionamento em mercados cada vez mais exigentes.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;O conte&amp;uacute;do tamb&amp;eacute;m apresenta recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es espec&amp;iacute;ficas para Micro, Pequenas e M&amp;eacute;dias Empresas (MPMEs), provando que &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel iniciar a gest&amp;atilde;o de riscos com medidas simples e progressivas, como organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fornecedores, defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de crit&amp;eacute;rios m&amp;iacute;nimos e cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de canais de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A proposta &amp;eacute; tornar a governan&amp;ccedil;a acess&amp;iacute;vel e adaptada &amp;agrave; realidade de cada neg&amp;oacute;cio, sem a necessidade de estruturas complexas desde o in&amp;iacute;cio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um guia pr&amp;aacute;tico para crescer com seguran&amp;ccedil;a&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que um material t&amp;eacute;cnico, o e-book funciona como um guia pr&amp;aacute;tico para as companhias que desejam proteger suas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es e gerar valor no longo prazo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Investir em governan&amp;ccedil;a e gest&amp;atilde;o de riscos deixa de ser apenas uma medida preventiva e se consolida como uma estrat&amp;eacute;gia essencial para fortalecer a competitividade, a confian&amp;ccedil;a e a sustentabilidade dos neg&amp;oacute;cios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://lab.fecomercio.com.br/conteudos/gestao-empresarial/e-book-ajuda-as-empresas-a-fortalecerem-governanca-e-gestao-de-riscos-na-cadeia-de-valor/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt; e acesse gratuitamente o e-book &lt;strong&gt;Governan&amp;ccedil;a e cadeia de valor&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 13:34:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Plano Clima entra em jogo para redefinir as decisões de investimento e operação no Brasil]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/plano-clima-entra-em-jogo-para-redefinir-as-decisoes-de-investimento-e-operacao-no-brasil</link><description>&lt;![CDATA[Custos, crédito e cadeias produtivas já sentem os efeitos, enquanto setor empresarial busca clareza sobre como se adaptar]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O &lt;a href="https://www.gov.br/mma/pt-br/composicao/smc/plano-clima" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Plano Clima 2024&amp;ndash;2035&lt;/a&gt; j&amp;aacute; come&amp;ccedil;a a impactar custos, cr&amp;eacute;dito e opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es no Brasil. Mas muitas empresas ainda tentam entender qual ser&amp;aacute;, na pr&amp;aacute;tica, o seu papel dentro dessa estrat&amp;eacute;gia. A dificuldade de traduzir as diretrizes para a realidade dos neg&amp;oacute;cios, principalmente no Com&amp;eacute;rcio e nos Servi&amp;ccedil;os, convive com efeitos sentidos no dia a dia, por meio da energia, da log&amp;iacute;stica e das cadeias produtivas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em uma conjuntura marcada por crises energ&amp;eacute;ticas, eventos clim&amp;aacute;ticos extremos e press&amp;atilde;o crescente por descarboniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o tema foi destaque na reuni&amp;atilde;o de abril do &lt;a href="https://fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-sustentabilidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Sustentabilidade&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;. O encontro discutiu como a estrat&amp;eacute;gia clim&amp;aacute;tica do governo j&amp;aacute; come&amp;ccedil;a a afetar &amp;mdash; direta ou indiretamente &amp;mdash; o dia a dia dos neg&amp;oacute;cios.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apresentado por Thaynara Esp&amp;iacute;ndola Pereira, do Minist&amp;eacute;rio do Meio Ambiente e Mudan&amp;ccedil;a do Clima (MMA), o plano re&amp;uacute;ne mais de 1,5 mil p&amp;aacute;ginas de metas, a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emiss&amp;otilde;es, medidas de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o a eventos extremos e diretrizes para financiamento e inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O objetivo &amp;eacute; conduzir o Pa&amp;iacute;s rumo &amp;agrave; neutralidade de emiss&amp;otilde;es at&amp;eacute; 2050, ao mesmo tempo que prepara as empresas e as cidades para os impactos clim&amp;aacute;ticos j&amp;aacute; em curso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Plano define metas e pressiona cadeias produtivas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora seja uma pol&amp;iacute;tica p&amp;uacute;blica, o Plano Clima come&amp;ccedil;a a se materializar na economia por meio de mudan&amp;ccedil;as estruturais, principalmente na forma como os setores produtivos ser&amp;atilde;o cobrados por resultados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O eixo de mitiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o distribui metas de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emiss&amp;otilde;es entre &amp;aacute;reas como Energia, Transporte, Ind&amp;uacute;stria e Agropecu&amp;aacute;ria, criando um efeito em cadeia que chega &amp;agrave;s empresas por diferentes frentes. As principais press&amp;otilde;es devem vir de:&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;energia mais eficiente e com menos emiss&amp;atilde;o;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;log&amp;iacute;stica e transporte menos intensivos em carbono;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;exig&amp;ecirc;ncias de fornecedores e cadeias produtivas.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;A ideia &amp;eacute; compartilhar a responsabilidade entre os setores para que o Brasil consiga cumprir seus compromissos internacionais&amp;rdquo;, explicou Thaynara.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es com reflexos diretos, destacam-se a eletrifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de frotas, a expans&amp;atilde;o de energias renov&amp;aacute;veis e a recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;aacute;reas degradadas. J&amp;aacute; as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es estruturantes criam as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para viabilizar essa transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com foco em regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, financiamento e inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; afeta opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e receita das empresas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se a mitiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o aponta para o futuro, a adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o revela um problema j&amp;aacute; presente. O plano prev&amp;ecirc; centenas de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es para preparar as cidades e as atividades econ&amp;ocirc;micas para os eventos extremos &amp;mdash; os quais j&amp;aacute; comprometem o funcionamento do Com&amp;eacute;rcio e dos Servi&amp;ccedil;os. Interrup&amp;ccedil;&amp;otilde;es log&amp;iacute;sticas, queda no fluxo de consumidores e preju&amp;iacute;zos em regi&amp;otilde;es tur&amp;iacute;sticas s&amp;atilde;o alguns dos efeitos observados.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;A adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; essencial, porque esses eventos j&amp;aacute; est&amp;atilde;o acontecendo e tendem a se intensificar&amp;rdquo;, afirmou a representante do MMA.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o setor empresarial, a gest&amp;atilde;o de risco clim&amp;aacute;tico deixa de ser uma agenda reputacional e passa a ser uma quest&amp;atilde;o operacional.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cr&amp;eacute;dito verde e novas exig&amp;ecirc;ncias&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos pontos mais relevantes para as empresas &amp;eacute; o financiamento da transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o clim&amp;aacute;tica. O Plano Clima articula instrumentos como o Fundo Clima, que ter&amp;aacute; R$ 27,5 bilh&amp;otilde;es dispon&amp;iacute;veis em 2026, com a meta de alinhar todos os projetos financiados com as diretrizes da pol&amp;iacute;tica clim&amp;aacute;tica. Isso abre espa&amp;ccedil;o (e press&amp;atilde;o) em tr&amp;ecirc;s frentes:&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;acesso a cr&amp;eacute;dito verde, inclusive para empresas sem metas obrigat&amp;oacute;rias;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o em tecnologia e sustentabilidade nos modelos de neg&amp;oacute;cios;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional para a economia de baixo carbono.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o deixa de ser apenas ambiental e passa a ser tamb&amp;eacute;m econ&amp;ocirc;mica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Empresas ainda buscam se enxergar no plano&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar do avan&amp;ccedil;o institucional, uma quest&amp;atilde;o levantada no debate foi a dificuldade de tradu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do plano para a realidade das empresas, em especial aquelas que n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m metas obrigat&amp;oacute;rias de emiss&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o geral, as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es ainda aparecem de forma mais clara nos setores regulados, como Energia e Ind&amp;uacute;stria, enquanto o Com&amp;eacute;rcio e os Servi&amp;ccedil;os precisam interpretar os impactos de forma indireta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A pr&amp;oacute;pria representante do MMA reconheceu esse desafio ao explicar que os efeitos chegam &amp;agrave;s empresas principalmente por meio de consumo de energia, log&amp;iacute;stica e cadeias produtivas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O presidente do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP, Jos&amp;eacute; Goldemberg, tamb&amp;eacute;m trouxe um contraponto relevante: a execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ele destacou que o plano ainda precisa avan&amp;ccedil;ar na concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &amp;ldquo;Hoje, ele funciona mais como diretriz do que como plano concreto&amp;rdquo;, avaliou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o refor&amp;ccedil;a ainda um dos principais entraves da pol&amp;iacute;tica clim&amp;aacute;tica, que &amp;eacute; a coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre diferentes &amp;aacute;reas do governo. Segundo Thaynara, a implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o depende da articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre minist&amp;eacute;rios e nem sempre h&amp;aacute; converg&amp;ecirc;ncia, especialmente em setores estrat&amp;eacute;gicos, como o de Energia. &amp;ldquo;O plano estabelece diretrizes, mas a implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o depende das pastas setoriais e da articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o com os agentes econ&amp;ocirc;micos&amp;rdquo;, afirmou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Da crise &amp;agrave; oportunidade: transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o energ&amp;eacute;tica ganha for&amp;ccedil;a&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O cen&amp;aacute;rio internacional tamb&amp;eacute;m influencia essa agenda. A instabilidade no setor energ&amp;eacute;tico global pode acelerar a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para fontes renov&amp;aacute;veis &amp;mdash; &amp;aacute;rea em que o Brasil tem vantagem competitiva.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o MMA, o Pa&amp;iacute;s tem potencial de liderar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es em biocombust&amp;iacute;veis, eletrifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e energia limpa, transformando riscos em oportunidades econ&amp;ocirc;micas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa vis&amp;atilde;o dialoga com a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FecomercioSP, que vem defendendo pol&amp;iacute;ticas que incentivem a descarboniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o sem comprometer a competitividade das empresas, um dos pilares de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/agenda-verde" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Agenda Verde&lt;/a&gt; da Entidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; come&amp;ccedil;a a chegar &amp;agrave;s empresas. &amp;ldquo;Na medida do poss&amp;iacute;vel, eletrifiquem as suas atividades&amp;rdquo;, orientou Goldemberg, ao destacar que a matriz el&amp;eacute;trica brasileira, majoritariamente renov&amp;aacute;vel, tende a sofrer menos consequ&amp;ecirc;ncias de crises externas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Antecipar as mudan&amp;ccedil;as&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;Eacute; evidente que o Plano Clima marca uma mudan&amp;ccedil;a estrutural na rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre sustentabilidade e atividade econ&amp;ocirc;mica. Para as empresas, o movimento exige uma mudan&amp;ccedil;a de postura. Mais do que acompanhar a regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ser&amp;aacute; necess&amp;aacute;rio ficar atento &amp;agrave;s tend&amp;ecirc;ncias e incorporar a agenda clim&amp;aacute;tica &amp;agrave; estrat&amp;eacute;gia de neg&amp;oacute;cios, com aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para efici&amp;ecirc;ncia energ&amp;eacute;tica, log&amp;iacute;stica e transporte, gest&amp;atilde;o de riscos clim&amp;aacute;ticos e acesso a financiamento sustent&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A mudan&amp;ccedil;a clim&amp;aacute;tica deixou de ser um tema perif&amp;eacute;rico e passou a ocupar o centro das decis&amp;otilde;es econ&amp;ocirc;micas. Nesse novo contexto, quem se antecipa reduz os riscos e amplia as oportunidades, fortalecendo a governan&amp;ccedil;a empresarial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A FecomercioSP, por sua vez, segue atuando como ponte entre o setor produtivo e o Poder P&amp;uacute;blico, contribuindo para que essa transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o ocorra de forma vi&amp;aacute;vel e equilibrada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 16:54:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[‘Educar para a natureza’ mostra como entender o passado ajuda a construir o futuro]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/educar-para-a-natureza-mostra-como-entender-o-passado-ajuda-a-construir-o-futuro</link><description>&lt;![CDATA[Novo livro de José Goldemberg aponta caminhos para conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Em &lt;strong&gt;Educar para a natureza&lt;/strong&gt;, &lt;a href="https://homolognotaveis.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Jos&amp;eacute; Goldemberg&lt;/a&gt; convida o leitor a revisitar a hist&amp;oacute;ria com o objetivo de entender como o planeta chegou ao atual cen&amp;aacute;rio ambiental. A obra tamb&amp;eacute;m apresenta alternativas concretas para equilibrar crescimento econ&amp;ocirc;mico e respeito &amp;agrave; natureza &amp;mdash; um dos principais desafios do nosso tempo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Em um curto espa&amp;ccedil;o de tempo, cerca de 200 anos ap&amp;oacute;s a Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o Industrial, os impactos ambientais oriundos da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o humana se tornaram compar&amp;aacute;veis aos causados por efeitos naturais&amp;rdquo;, afirma Goldemberg, presidente do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-sustentabilidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Sustentabilidade&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A partir dessa constata&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o professor conduz uma an&amp;aacute;lise objetiva da crise ambiental e aponta alternativas poss&amp;iacute;veis para enfrent&amp;aacute;-la. O livro explica, de forma acess&amp;iacute;vel, a origem dos entraves ambientais atuais, apresenta solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es vi&amp;aacute;veis para conciliar economia e sustentabilidade e destaca o papel da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um futuro mais equilibrado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com ampla trajet&amp;oacute;ria acad&amp;ecirc;mica e atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o em cargos estrat&amp;eacute;gicos no Brasil e no exterior, Goldemberg traduz temas complexos em linguagem simples e direta. A publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o combina an&amp;aacute;lise hist&amp;oacute;rica e vis&amp;atilde;o pr&amp;aacute;tica, contribuindo para qualificar o debate sobre o tema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O livro, que integra a &lt;strong&gt;Cole&amp;ccedil;&amp;atilde;o Educar Para&lt;/strong&gt;, da editora Senac S&amp;atilde;o Paulo, refor&amp;ccedil;a o papel da institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o na forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pessoas e na promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conhecimento como agente de transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o social.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; dispon&amp;iacute;vel nas principais livrarias do Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 09:42:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Logística reversa exige engajamento de toda a cadeia e avanço na conscientização, aponta especialista]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/logistica-reversa-exige-engajamento-de-toda-a-cadeia-e-avanco-na-conscientizacao-aponta-especialista</link><description>&lt;![CDATA[Apresentação destaca o papel do Comércio, os desafios ainda enfrentados pelas empresas e a necessidade de ampliar o conhecimento sobre práticas de economia circular no Brasil]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;Realizada no dia 18 de mar&amp;ccedil;o, a 1&amp;ordf; Jornada de Log&amp;iacute;stica Reversa integrou o III Semin&amp;aacute;rio Internacional de Res&amp;iacute;duos S&amp;oacute;lidos, reunindo especialistas para debater os avan&amp;ccedil;os e desafios da gest&amp;atilde;o de res&amp;iacute;duos no Brasil, sobretudo na cidade de S&amp;atilde;o Paulo. Cristiane Cortez, assessora do &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-sustentabilidade"&gt;Conselho de Sustentabilidade&lt;/a&gt; da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP), participou do painel de abertura da Jornada, iniciativa promovida pela &lt;a href="https://prefeitura.sp.gov.br/spregula/"&gt;SP Regula&lt;/a&gt; e pela Prefeitura de S&amp;atilde;o Paulo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No encontro, foi destacado que o avan&amp;ccedil;o da log&amp;iacute;stica reversa ainda depende do engajamento de toda a cadeia &amp;mdash; do setor produtivo ao consumidor &amp;mdash; e da amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o tema. Representando os setores de Com&amp;eacute;rcio e Servi&amp;ccedil;os, a assessora apresentou a vis&amp;atilde;o das empresas sobre economia circular e os desafios do p&amp;oacute;s-consumo no Pa&amp;iacute;s.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em um evento de alcance internacional amplia o di&amp;aacute;logo com especialistas e evidencia os desafios enfrentados pelo setor produtivo na ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pr&amp;aacute;ticas mais sustent&amp;aacute;veis, al&amp;eacute;m de refor&amp;ccedil;ar a import&amp;acirc;ncia de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es vi&amp;aacute;veis e alinhadas &amp;agrave; realidade das empresas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cristiane abordou os fundamentos da log&amp;iacute;stica reversa, instrumento previsto na Pol&amp;iacute;tica Nacional de Res&amp;iacute;duos S&amp;oacute;lidos (PNRS), que estabelece a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. O modelo busca viabilizar a coleta e a reinser&amp;ccedil;&amp;atilde;o de materiais no ciclo produtivo, promovendo o uso eficiente de recursos e reduzindo impactos ambientais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos pontos centrais foi o papel do Com&amp;eacute;rcio nesse processo. &amp;ldquo;As empresas do setor atuam n&amp;atilde;o apenas como Ponto de Entrega Volunt&amp;aacute;ria (PEV), mas tamb&amp;eacute;m como agentes de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o consumidor, fortalecendo a cadeia de valor da log&amp;iacute;stica reversa&amp;rdquo;, destacou Cristiane. &amp;ldquo;Al&amp;eacute;m disso, quando s&amp;atilde;o importadores ou detentores de marca pr&amp;oacute;pria, assumem responsabilidades diretas no custeio dos sistemas, proporcionalmente ao volume de produtos colocados no mercado&amp;rdquo;, complementou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A assessora tamb&amp;eacute;m mostrou dados relevantes sobre a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o da economia circular no Brasil. Segundo levantamento exposto, 55% das empresas relacionaram a triagem de res&amp;iacute;duos para reciclagem como uma a&amp;ccedil;&amp;atilde;o de economia circular. Contudo, h&amp;aacute; um percentual significativo que informou n&amp;atilde;o adotar pr&amp;aacute;ticas estruturadas, evidenciando a necessidade de ampliar conhecimento e investimento no tema. Entre as principais barreiras est&amp;atilde;o a limita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de recursos financeiros e a falta de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;eacute;cnica &amp;mdash; fatores que refor&amp;ccedil;am a import&amp;acirc;ncia de iniciativas de capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o e orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro destaque foi a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de iniciativas voltadas &amp;agrave; log&amp;iacute;stica reversa, como a dissemina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de PEVs, campanhas de conscientiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e parcerias com entidades gestoras, al&amp;eacute;m do incentivo ao uso de selos que identificam estabelecimentos engajados. Tamb&amp;eacute;m foi ressaltada a import&amp;acirc;ncia de educar o consumidor final, j&amp;aacute; que pesquisas indicam que grande parte da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda desconhece o conceito, embora demonstre interesse quando informada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao abordar o gerenciamento de res&amp;iacute;duos, foram diferenciadas as obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre pequenos e grandes geradores, evidenciando a necessidade de planos estruturados e da correta destina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de materiais, especialmente no caso de empresas com maior volume de res&amp;iacute;duos. Cristiane refor&amp;ccedil;ou, ainda, a relev&amp;acirc;ncia da redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de descart&amp;aacute;veis de uso &amp;uacute;nico como estrat&amp;eacute;gia complementar &amp;agrave; log&amp;iacute;stica reversa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Agenda Verde ganha destaque no debate&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no semin&amp;aacute;rio tamb&amp;eacute;m foi uma oportunidade para reiterar os compromissos com a &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/agenda-verde"&gt;Agenda Verde&lt;/a&gt;, que orienta a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o institucional em temas priorit&amp;aacute;rios como economia circular, efici&amp;ecirc;ncia no uso de recursos, transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o energ&amp;eacute;tica e combate &amp;agrave; polui&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao levar essa agenda para f&amp;oacute;runs estrat&amp;eacute;gicos, a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o amplia o di&amp;aacute;logo com diferentes atores, fortalece sua atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o institucional e contribui para preparar o setor produtivo para as exig&amp;ecirc;ncias de uma economia cada vez mais sustent&amp;aacute;vel e circular. &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/sustentabilidade"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt; para acompanhar todas as novidades sobre sustentabilidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="fr-img-caption fr-fic fr-dib" style="width: 302px;"&gt;&lt;span class="fr-img-wrap"&gt;&lt;img src="https://fecomercio.com.br/upload/img/f95200b2ac00a5eb738851f5f0a944de646d7ea5.jpg" style="width: 300px;" class="fr-fic fr-dib"&gt;&lt;span class="fr-inner"&gt;Cristiane Cortez participa do painel de abertura da 1&amp;ordf; Jornada de Log&amp;iacute;stica Reversa, promovida pela SP Regula e pela Prefeitura de S&amp;atilde;o Paulo (Cr&amp;eacute;dito: Janiele Souza dos Santos)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;[veja_tambem]&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Fri, 20 Mar 2026 15:40:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item><item><title>&lt;![CDATA[Mercado de carbono brasileiro começa a sair do papel]]</title><link>https://www.fecomercio.com.br/public/noticia/mercado-de-carbono-brasileiro-comeca-a-sair-do-papel</link><description>&lt;![CDATA[Regulamentação do sistema que criará limites de emissões e ativos negociáveis abre espaço para empresas investirem em eficiência energética, reciclagem e projetos ambientais]]</description><content:encoded>&lt;![CDATA[&lt;p id="isPasted"&gt;O Brasil come&amp;ccedil;ou a estruturar um novo mercado que pode transformar a forma como empresas lidam com emiss&amp;otilde;es de carbono. Criado pela Lei 15.042/2024, o Sistema Brasileiro de Com&amp;eacute;rcio de Emiss&amp;otilde;es (SBCE) estabelecer&amp;aacute; limites de emiss&amp;atilde;o de Gases de Efeito Estufa (GEEs) para determinados setores da economia e criar&amp;aacute; ativos ambientais negoci&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o marca um novo passo da pol&amp;iacute;tica clim&amp;aacute;tica brasileira ao introduzir mecanismos de precifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do carbono semelhantes aos adotados em grandes economias do mundo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em debate promovido pelo &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/conselhos/conselho-de-sustentabilidade" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Conselho de Sustentabilidade&lt;/a&gt; da &lt;a href="https://www.fecomercio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Com&amp;eacute;rcio de Bens, Servi&amp;ccedil;os e Turismo do Estado de S&amp;atilde;o Paulo (FecomercioSP)&lt;/a&gt;, a coordenadora-geral de Governan&amp;ccedil;a da Secretaria Extraordin&amp;aacute;ria do Mercado de Carbono (Semc) do Minist&amp;eacute;rio da Fazenda (MF), Lu&amp;iacute;sa Her&amp;aacute;clio Panico, apresentou os principais pontos da regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o em constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;Um sistema como esse s&amp;oacute; funciona com a ades&amp;atilde;o dos seus participantes. Por isso, todas as decis&amp;otilde;es est&amp;atilde;o sendo constru&amp;iacute;das em di&amp;aacute;logo constante com os setores produtivos&amp;rdquo;, afirmou Lu&amp;iacute;sa. E acrescentou que o novo mercado pode estimular investimentos em tecnologias mais eficientes, ampliar projetos ambientais e criar novas oportunidades de neg&amp;oacute;cios associadas &amp;agrave; descarboniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como funcionar&amp;aacute; o mercado de carbono brasileiro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O SBCE seguir&amp;aacute; o modelo conhecido como &lt;em&gt;cap-and-trade&lt;/em&gt; (limite e com&amp;eacute;rcio), j&amp;aacute; utilizado em mercados regulados de carbono em diferentes pa&amp;iacute;ses. Nesse sistema, o governo estabelece um limite m&amp;aacute;ximo de emiss&amp;otilde;es para determinados setores da economia e distribui cotas que representam o direito de emitir GEE.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Empresas que reduzirem suas emiss&amp;otilde;es al&amp;eacute;m do exigido poder&amp;atilde;o vender o excedente no mercado de carbono. Mas aquelas que ultrapassarem o limite precisar&amp;atilde;o adquirir cr&amp;eacute;ditos ou compensar suas emiss&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A l&amp;oacute;gica cria um incentivo econ&amp;ocirc;mico para que as empresas invistam em processos mais eficientes e em tecnologias de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emiss&amp;otilde;es. &amp;ldquo;Esse mercado cria um sinal econ&amp;ocirc;mico importante para estimular a descarboniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da economia&amp;rdquo;, explicou Lu&amp;iacute;sa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mercado regulado e mercado volunt&amp;aacute;rio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira estabeleceu dois ambientes complementares para a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ativos ambientais: o mercado regulado e o mercado volunt&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O regulado ser&amp;aacute; direcionado principalmente para setores com maiores volumes de emiss&amp;otilde;es, como ind&amp;uacute;stria, energia e transporte. Nesses casos, as empresas dever&amp;atilde;o monitorar e reportar suas emiss&amp;otilde;es periodicamente, al&amp;eacute;m de cumprir os limites definidos pelo governo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O volunt&amp;aacute;rio permitir&amp;aacute; que as empresas vendam cr&amp;eacute;ditos de carbono por iniciativa pr&amp;oacute;pria, geralmente associados a estrat&amp;eacute;gias de sustentabilidade ou a compromissos ambientais corporativos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Projetos capazes de remover ou reduzir emiss&amp;otilde;es &amp;mdash; como reflorestamento, efici&amp;ecirc;ncia energ&amp;eacute;tica, reciclagem ou economia circular &amp;mdash; poder&amp;atilde;o gerar cr&amp;eacute;ditos de carbono negoci&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m prev&amp;ecirc; a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Certificado de Redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou Remo&amp;ccedil;&amp;atilde;o Verificada de Emiss&amp;otilde;es (CRVE). Essas certifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es ser&amp;atilde;o emitidas pelo governo para cr&amp;eacute;ditos gerados no mercado volunt&amp;aacute;rio que cumprirem metodologias t&amp;eacute;cnicas credenciadas e poder&amp;atilde;o ser utilizados pelas empresas do mercado regulado para compensar parte de suas emiss&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na pr&amp;aacute;tica, o mecanismo tende a ampliar a demanda por projetos ambientais e fortalecer o mercado de cr&amp;eacute;ditos de carbono no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o gradual at&amp;eacute; 2030&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema ocorrer&amp;aacute; de forma gradual ao longo dos pr&amp;oacute;ximos anos. &amp;ldquo;A etapa atual &amp;eacute; dedicada &amp;agrave; regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o detalhada da lei e &amp;agrave; constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o das infraestruturas institucional e tecnol&amp;oacute;gica necess&amp;aacute;rias para o funcionamento do mercado&amp;rdquo;, destacou Lu&amp;iacute;sa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dentre os principais instrumentos em desenvolvimento est&amp;aacute; o sistema de Monitoramento, Reporte e Verifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MRV), que definir&amp;aacute; como as empresas dever&amp;atilde;o medir e reportar suas emiss&amp;otilde;es e como essas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es ser&amp;atilde;o auditadas por verificadores independentes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m ser&amp;aacute; criado um registro central digital, que funcionar&amp;aacute; como uma plataforma para acompanhar as cotas de emiss&amp;atilde;o de cada empresa e registrar as transa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ativos ambientais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;ldquo;O primeiro Plano Nacional de Aloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Emiss&amp;otilde;es &amp;mdash; documento que estabelecer&amp;aacute; os limites de emiss&amp;otilde;es para os setores regulados &amp;mdash; dever&amp;aacute; entrar em vigor em 2030&amp;rdquo;, complementou a coordenadora-geral da Semc.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que muda para as empresas de Com&amp;eacute;rcio e de Servi&amp;ccedil;os&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Embora o mercado regulado seja direcionado a grandes emissores industriais, empresas desses setores tamb&amp;eacute;m poder&amp;atilde;o participar do SBCE, sobretudo por meio do mercado volunt&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o estabelece que empresas que emitirem mais de &lt;strong&gt;10 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano&lt;/strong&gt; dever&amp;atilde;o monitorar suas emiss&amp;otilde;es. E aquelas que ultrapassarem &lt;strong&gt;25 mil toneladas&lt;/strong&gt; ter&amp;atilde;o metas mais r&amp;iacute;gidas de controle e compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como a maioria das empresas dos setores de Com&amp;eacute;rcio e de Servi&amp;ccedil;os emite volumes inferiores a esses limites, a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tende a ocorrer principalmente por meio da gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e venda volunt&amp;aacute;ria de cr&amp;eacute;ditos de carbono.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse cen&amp;aacute;rio, iniciativas voltadas &amp;agrave; redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emiss&amp;otilde;es podem se transformar em ativos negoci&amp;aacute;veis. Entre elas est&amp;atilde;o medidas de efici&amp;ecirc;ncia energ&amp;eacute;tica, redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do consumo de combust&amp;iacute;veis, gest&amp;atilde;o adequada de res&amp;iacute;duos, log&amp;iacute;stica reversa e pr&amp;aacute;ticas de economia circular.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com a FecomercioSP, acompanhar a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema desde agora &amp;eacute; fundamental para que as empresas possam se preparar para esse novo mercado ambiental. &amp;ldquo;A orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; que as empresas aproveitem esse momento para elaborar invent&amp;aacute;rios de emiss&amp;otilde;es e desenvolver estrat&amp;eacute;gias de sustentabilidade que permitam participar do sistema no futuro&amp;rdquo;, destacou o presidente do Conselho de Sustentabilidade da Entidade, Jos&amp;eacute; Goldemberg.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Credibilidade e desafios do novo mercado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Durante o debate, os integrantes do Conselho tamb&amp;eacute;m levantaram questionamentos sobre a credibilidade do mercado de carbono e sobre os mecanismos de certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos cr&amp;eacute;ditos ambientais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Goldemberg observou que parte do mercado volunt&amp;aacute;rio depende da disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas em investir em projetos de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emiss&amp;otilde;es e questionou quais fatores podem sustentar o interesse das companhias no longo prazo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em resposta, a coordenadora-geral da Semc destacou que, apesar de oscila&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas em alguns pa&amp;iacute;ses, os mercados regulados de carbono continuam avan&amp;ccedil;ando em diversas economias e devem fortalecer a demanda por cr&amp;eacute;ditos ambientais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo Lu&amp;iacute;sa, o modelo brasileiro pretende garantir maior confiabilidade aos cr&amp;eacute;ditos gerados no Pa&amp;iacute;s. &amp;ldquo;A proposta &amp;eacute; manter a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de certificadoras privadas, mas com metodologias t&amp;eacute;cnicas credenciadas e supervisionadas pelo governo federal&amp;rdquo;, complementou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Potencial para novos projetos ambientais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na reuni&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m foram apontadas oportunidades de gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;ditos de carbono por meio de iniciativas de reciclagem e economia circular. Representantes do setor destacaram que o reaproveitamento de materiais pode contribuir para reduzir emiss&amp;otilde;es industriais e fortalecer cadeias produtivas mais sustent&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Lu&amp;iacute;sa enfatizou que projetos desse tipo poder&amp;atilde;o gerar cr&amp;eacute;ditos de carbono no mercado volunt&amp;aacute;rio, desde que atendam &amp;agrave;s metodologias t&amp;eacute;cnicas estabelecidas pelo SBCE. &amp;Agrave; medida que a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o avance, a expectativa &amp;eacute; que o mercado de carbono brasileiro se consolide como um instrumento capaz de estimular inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, competitividade e sustentabilidade na economia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para o setor empresarial, o momento atual &amp;eacute; visto como estrat&amp;eacute;gico para acompanhar as regras em constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o e avaliar como participar desse novo mercado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mercado de carbono tamb&amp;eacute;m integra as prioridades da Agenda Verde da FecomercioSP&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do SBCE est&amp;aacute; entre as pautas acompanhadas pela Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no &amp;acirc;mbito da sua &lt;a href="https://representa.fecomercio.com.br/agenda-verde" target="_blank" rel="noopener noreferrer"&gt;&lt;strong&gt;Agenda Verde&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. O documento re&amp;uacute;ne propostas para orientar a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Pa&amp;iacute;s para uma economia de baixo carbono, com foco em temas como transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o energ&amp;eacute;tica, economia circular, log&amp;iacute;stica reversa e instrumentos econ&amp;ocirc;micos capazes de estimular a descarboniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um mercado regulado no Brasil dialoga diretamente com esses pilares ao criar mecanismos de precifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das emiss&amp;otilde;es e incentivar investimentos em efici&amp;ecirc;ncia energ&amp;eacute;tica, inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e projetos ambientais. A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o considera que &amp;eacute; fundamental acompanhar a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse novo marco regulat&amp;oacute;rio para que empresas dos setores de Com&amp;eacute;rcio, de Servi&amp;ccedil;os e de Turismo se preparem para as oportunidades associadas &amp;agrave; agenda clim&amp;aacute;tica e &amp;agrave; economia sustent&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[veja_tambem]&lt;/p&gt;]]</content:encoded><pubDate>Wed, 11 Mar 2026 18:05:00 -0300</pubDate><category>&lt;![CDATA[ESG]]</category></item></channel></rss>
