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Imprensa

15/07/2021

Comércio paulista gera 21.388 empregos formais em maio

Após duas quedas mensais seguidas, comércio paulista volta a gerar vagas de trabalho; serviços seguem com quinta alta consecutiva

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A consolidação da reabertura do comércio, aliado ao Dia das Mães, influenciou a decisão dos comerciantes, que, no mês de maio, abriram 21.388 empregos formais, resultado de 97.560 admissões e 76.172 desligamentos. É o que demonstra a Pesquisa do Emprego no Estado de São Paulo (PESP), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
 
A sinalização de recuperação não se deve apenas à melhor data comemorativa do primeiro semestre, como também ao primeiro mês, desde fevereiro, em que as atividades não essenciais do comércio puderam atender presencialmente seus clientes.
 
As três divisões que formam o comércio ficaram positivas, o varejo gerou 16.990 empregos; o atacado, 3.329 vagas; e o comércio e reparação de veículos, outras 1.069.

15.7No varejo, a atividade que mais se destacou em números absolutos foi a de hipermercados e supermercados, com criação de 2.513 vagas. No atacado, a atividade que mais contratou foi o comércio atacadista de artigos de vestuário e acessórios, somando 375 vagas. Já o varejo de peças e acessórios novos para veículos criou 350 novos empregos.

No acumulado de janeiro a maio, houve um avanço de 24.021 novos empregos no comércio paulista, enquanto o saldo de 12 meses (de junho de 2020 a maio de 2021) é de mais 144.644 vagas. O valor positivo se dá pela substituição dos meses de abril e maio do ano passado no cálculo.

Movimentação do emprego celetista no comércio do Estado de São Paulo nos últimos 12 meses

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Na capital paulista, o comércio também ficou positivo em maio, quando a cidade registrou a criação 6.261 vagas no total do setor, sendo 5.039 no varejo, 928 no atacado e 294 em comércio e reparação de veículos. O destaque foi o desempenho dos estabelecimentos varejistas de vestuário e acessórios, que geraram 692 vagas no mês.

Serviços – quinto avanço mensal

O setor de serviços fechou o mês, novamente, com mais admissões do que desligamentos, criando 38.075 postos de trabalho celetistas, dando sequência a um cenário de melhora, iniciado em janeiro.

O avanço mensal no mercado de trabalho do setor se deve a todos os 14 grupos de atividades que o compõem terem apresentado saldo positivo. Os dois segmentos com as maiores gerações de empregos continuam sendo os serviços de saúde humana e sociais, que abriram 6.500 vagas, e serviços administrativos e complementares, com mais 6.727 postos.

15.7_2No acumulado de 12 meses, considerando-se não estarem disponíveis os dados de abril e maio de 2020 computados, há um avanço de 273,4 mil vagas no setor. No período, o segmento que registou melhor desempenho, entre desligamentos e contratações, foi o de atividades administrativas, com mais 143.925 vagas. Já o pior ainda é o de serviços de alojamento e alimentação, com menos 28.384 vagas.

Movimentação do emprego celetista nos serviços do Estado de São Paulo nos últimos 12 meses

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Contudo, os bons números totais de maio não devem mascarar o grande prejuízo que ainda amargam as atividades relacionadas ao setor do turismo, como os estabelecimentos de alimentação e hospedagem. De março a setembro de 2020, este grupo perdeu mais de 125 mil empregos com carteira assinada no Estado de São Paulo. No último trimestre do ano passado, o segmento de alojamento e alimentação mostrou recuperação, e, hoje, vivenciamos uma oscilação mensal. Em resumo, desde o início da pandemia, há um déficit de 123.145 postos de trabalho neste grupo.

Na capital paulista, a conjuntura é a mesma: com saldo positivo em 13.521 vagas criadas em maio, o desempenho dos serviços se explica pela demanda de três segmentos prioritários: serviços profissionais, científicos e técnicos (3.370 vagas); saúde humana e serviços sociais (+2.562 vagas); e informação e comunicação (2.454 vagas).

Para a FecomercioSP, haverá novas gerações de vagas nos meses seguintes, com o avanço da vacinação e mais reabertura das atividades. O consumo represado ajuda a evolução das vendas no curto prazo e traz o otimismo aos gestores empresariais. Este ciclo deve se manter, mesmo considerando os impactos dos avanços recentes de endividamento, inadimplência e inflação no poder de compra das famílias.