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Imprensa

Emprego formal no comércio paulistano cresce em dezembro

Segmento encerra ano com 1,02 milhão de empregados, número 1,3% maior que o apurado no mesmo mês de 2012

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São Paulo, 18 de fevereiro de 2014 - A expansão do mercado de trabalho no comércio da Grande São Paulo seguiu tendência de desaceleração, verificada a partir de outubro, e terminou o ano com 1,02 milhão de empregados formais - crescimento de 1,3% frente a dezembro de 2012. Para o período de doze meses, essa taxa foi a segunda pior, à frente apenas da verificada em julho, quando a ampliação das vagas ocupadas, no comparativo anual, chegou a 1,2%.
 
Os dados fazem parte de uma análise realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base nas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
 
Em dezembro de 2013, devido à contratação de 35.435 e à demissão de 39.108 profissionais, o saldo mensal de empregos (diferença entre postos de trabalho abertos e fechados no mês) foi negativo: 3.673 vagas deixaram de existir. Resultado esse mais de quatro vezes o saldo mensal apurado em dezembro do ano anterior, quando houve a redução de 878 vagas.
 
Rotatividade
Ainda que positivo, o saldo de 13.129 empregados formais adicionados no comércio da região metropolitana de São Paulo - resultado da efetivação de 561.590 trabalhadores frente à dispensa de 548.461 profissionais nos doze meses de 2013 - foi o menor da série histórica, iniciada em 2008. Comparado com o ano anterior, saldo positivo de 25.712 profissionais, representou um corte de quase metade no total de criação de novas vagas.
 
De acordo com a FecomercioSP, o resultado anual só não foi pior por uma leve recuperação do nível de geração de empregos ocorrida entre agosto e novembro, embora a percepção dos agentes econômicos não fosse favorável. Para 2014, a entidade avalia que, devido à realização da Copa do Mundo no Brasil e às eleições no segundo semestre, é provável que haja incremento na contração formal de trabalhadores, inclusive com superação do desempenho do ano passado.
 
A atividade de supermercados foi a que mais realizou, em números absolutos, contratações e demissões durante o ano passado: 159.719 e 154.207, respectivamente. A segunda colocação ficou com as lojas de vestuário, tecidos e calçados, que fizeram, no período, 108.939 efetivações e 108.293 desligamentos de trabalhadores.
 
No geral, o comércio varejista da RMSP teve uma taxa de rotatividade média de 4,6%. Lideraram esse ranking de rotatividade os supermercados (5,2%) e lojas de móveis e decorações (4,5%), seguidos por lojas de materiais de construção (4,2%) e por concessionárias de veículos (3,9%).
 
Nota metodológica
A pesquisa analisa o nível de emprego do comércio varejista na região metropolitana de São Paulo em 12 ramos de atividade por meio de dados primários do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged). A FecomercioSP acompanha e analisa essas informações desde janeiro de 2008.
 

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