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Negócios

14/06/2021

Retailtechs: com aporte inédito em 2021, investidores firmam presença das startups no varejo e nos supermercados

Com redução de custos e de filas, e facilidade de uso pelo cliente, tecnologia das startups já migrou para grandes redes varejistas

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Retailtechs: com aporte inédito em 2021, investidores firmam presença das startups no varejo e nos supermercados

Pensando nos supermercados do futuro, uma aposta crescente é o modelo de lojas autônomas
(Arte: TUTU)

As startups de soluções para o varejo (retailtechs) demoraram apenas três meses para alcançar US$ 682,4 milhões em investimentos em 2021, um nível nunca visto no País. Este índice supera os valores de todo o ano de 2018 representando quase a totalidade dos recursos investidos em 2020 (US$ 712,3 milhões). Esses dados são de um levantamento realizado pela Distrito, plataforma de inovação em negócios de tecnologia. 

A FecomercioSP destaca que, em 2020, o comércio eletrônico se tornou imprescindível para que a população fosse guarnecida dos produtos que necessitava sem precisar sair de casa, algo que beneficiou até mesmo setores menos tradicionais no comércio eletrônico. Este é o caso dos supermercados, cujo número de pedidos e faturamento aumentaram 29% e 11%, respectivamente, no ano passado. Considerando a categoria “alimentos” de maneira isolada, o crescimento é de 30% e 22%, consecutivamente. 

A Federação sinaliza que este movimento, em prol do setor, não surpreende, considerando que a pandemia e o surgimento de novos hábitos de consumo obrigaram o varejo a encontrar respostas rápidas e a se modernizar em um curto espaço de tempo, de modo a seguir atendendo os clientes – contexto em que a tecnologia e o e-commerce foram grandes aliados. 

De modo geral, o comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 87,4 bilhões em 2020, um recorde histórico, com crescimento de 41% em relação ao ano anterior, conforme dados do relatório Webshoppers, elaborado pela consultoria de varejo Ebit-Nielsen. Os números de pedidos e de novos consumidores também aumentaram de maneira acelerada em meio à pandemia. 

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Características das retailtechs 

Para quem deseja investir no segmento de retailtechs, especificamente voltado ao setor de supermercados, o primeiro passo é entender as características gerais, particularidades, problemas e desafios. Na operação online de um supermercado, por exemplo, o cliente espera receber a compra em um intervalo de 4 a 5 horas, já que por serem produtos essenciais, normalmente o consumo será imediato. 

Nesse sentido, é fundamental que os processos de recebimento de pedidos, separação dos produtos, empacotamento, processamento do pagamento e emissão da nota fiscal e transporte estejam bem definidos. Complementam a lista questões como controle de estoque, diversidade na oferta, preparação da loja (para operação clique e retire) e logística. 

Em relação aos canais de venda online, a Supermercados Now foi pioneira. A startup, que tem como foco as redes de bairro ou regionais, permite que o cliente faça a sua lista de compras e, após isso, algum parceiro da plataforma efetua a compra presencialmente e realiza a entrega, recebendo uma comissão pelo serviço. Agora, a empresa integra as operações da Americanas Mercado, após ser adquirida pela B2W. 

Outro caso de sucesso de supermercado online é a Shopper, startup que acaba de receber um aporte de R$ 120 milhões para financiar a expansão de suas operações. O modelo consiste na escolha de uma cesta de produtos pelo cliente, cuja entrega fica pré-agendada para todos os meses. O consumidor pode alterar a cesta e a data de entrega quando quiser. A única ressalva é que a Shopper não comercializa produtos perecíveis. 

Atualmente, a empresa atende a 22 municípios e a expectativa é de que alcance 600 municípios paulistas até o fim de 2021, e que inicie as operações no Rio de Janeiro até o início de 2022. 

Vale ressaltar que a atuação de uma retailtech voltada para os supermercados não está restrita ao e-commerce, já que a operação física também necessita de soluções tecnológicas que aumentem sua produtividade, sejam nas áreas de atendimento ou pagamento quanto de controle e reposição de estoque. 

Um exemplo recente de mudança no funcionamento das lojas é a instalação dos self-checkouts, em que os próprios clientes podem registrar as suas compras no caixa e efetuar o pagamento. Além da economia de custos, este modelo contribui para a redução das filas e traz maior fluidez, principalmente àquelas pequenas compras de até 20 volumes. 

Há um amplo campo a ser explorado pelas startups, e as grandes redes estão atentas. O Carrefour, por exemplo, criou o Carrefour eBusiness Brasil para se aproximar das startups e aprofundar a transformação digital da companhia. Já o Grupo Pão de Açúcar também está apostando nos canais de venda online, inclusive por meio de marketplaces como o Mercado Livre. 

Agilidade e poucas etapas na experiência do cliente 

Pensando nos supermercados do futuro, a primeira aposta é o modelo de lojas autônomas, em que praticamente não há funcionários e caixas, e todo os controles de compras e pagamentos são feitos via aplicativo. As câmeras instaladas no estabelecimento permitem identificar o consumidor por meio de reconhecimento facial, enquanto que as tecnologias de radiofrequência (como o RFID) ou código QR indicam quais produtos o cliente escolheu. 

Esse é o conceito da Amazon Go, sediada nos Estados Unidos, e da Zaitt, startup brasileira que já conta com cinco lojas automatizadas baseadas em um modelo de conveniência de “último minuto”, com estabelecimentos que se assemelham a pequenos armazéns em tamanho, mas que concentram todas as funcionalidades e experiências do cliente em um simples aplicativo. 

A ideia por trás desse formato não substitui o tradicional mercado de compras mensais. Contudo, sua difusão pelo País representará uma alternativa mais prática aos consumidores que buscam, de forma imediata, algum item faltante em sua residência (como um vinho, azeite ou fermento) sem que, para isso, precisem ficar em filas ou se deslocar por uma longa distância. 

A FecomercioSP vem debatendo os principais pleitos do setor no Comitê Startups, que reúne grandes players de tecnologia para alinhar e levar ao Poder Público melhorias que precisam ser realizadas constantemente no ambiente de negócios. A Entidade atuou ativamente pela aprovação do Marco Legal das Startups no Congresso e pela sanção presidencial, que ocorreu em meados de maio. Conheça o Comitê.

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