Negócios
29/04/2026Setor de Serviços navega em meio a juros altos, crédito restrito e confiança fragilizada
'Carta Setorial' detalha fatores que estão impulsionando o crescimento ao longo dos meses, mesmo em um ambiente macro adverso
Os Serviços seguem aquecidos neste início de ano. Em janeiro, houve crescimento de 3% no acumulado em 12 meses e avanço de 3,3% frente ao mesmo mês do ano anterior. Trata-se do 22º resultado positivo consecutivo nessa base de comparação, com o nível de atividade atingindo recorde da série histórica, segundo apuração da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base em dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.
Esses dados são analisados na Carta Setorial de Serviços, elaborada pela Federação. Acesse aqui!
A trajetória de crescimento tem se mostrado consistente, mesmo diante de um ambiente macroeconômico mais restritivo. Em 2025, a atividade avançou 2,8%, consolidando o quinto ano consecutivo de expansão. O desempenho foi sustentado principalmente pelos serviços voltados para as empresas, como os de tecnologia, comunicação, logística e atividades profissionais — segmentos que reforçam a capacidade de adaptação do setor em um cenário mais competitivo e exigente.
O material explica como o crescimento foi incentivado por mudanças estruturais no comportamento das empresas, que ampliaram investimentos em digitalização, marketing e inteligência de mercado. Esse movimento reflete a busca por mais eficiência e aumento de vendas, mesmo com juros elevados e crédito mais restrito.
Sinais de moderação
Apesar do quadro positivo, há sinais pontuais de desaceleração. No fim do ano passado, foi registrada queda de 0,2% em determinado recorte mensal, interrompendo uma sequência de nove meses de expansão. Ainda assim, o volume de serviços acumulou 21 meses consecutivos de expansão interanual, o que confirma a solidez do setor.
O mercado de trabalho segue como importante vetor de sustentação. Em janeiro deste ano, o setor de Serviços criou 40.525 vagas formais, sendo o terceiro maior gerador de empregos no período.
O ambiente macroeconômico também preocupa. A confiança dos empresários permanece baixa e oscilante, pressionada por custos financeiros elevados. A inflação, embora controlada no acumulado (com o INPC próximo de 3,3%), apresenta volatilidade mensal, o que mantém dúvidas sobre a trajetória dos juros. Soma-se a isso o aumento do endividamento e da inadimplência das famílias, que tende a limitar o consumo.
Para 2026, a expectativa é de crescimento moderado e gradual do setor. No entanto, o quadro exige cautela: juros elevados, crédito restrito e confiança fragilizada indicam que o desempenho dependerá cada vez mais de eficiência operacional, adaptação rápida e disciplina financeira.
A publicação reúne dados, gráficos e análises que ajudam o empresário a entender o momento e a se preparar melhor para as decisões de curto e médio prazos.
Acesse aqui a Carta Setorial do Conselho de Serviços da FecomercioSP!