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Sustentabilidade

01/07/2021

Conselho de Sustentabilidade participa do lançamento de documento que auxiliará empresas paulistas a informarem emissão de gases de efeito estufa

Em reunião da Cetesb, que elaborou nota técnica com auxílio da FecomercioSP e de empresas, José Goldemberg comenta avanço que a ação representa para a economia estadual

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Conselho de Sustentabilidade participa do lançamento de documento que auxiliará empresas paulistas a informarem emissão de gases de efeito estufa

O Acordo Ambiental São Paulo é esforço para atuar no combate às mudanças climáticas
(Arte: TUTU)

O presidente do Conselho de Sustentabilidade (CS) da FecomercioSP, José Goldemberg, participou de reunião virtual da Câmara Ambiental de Mudanças Climáticas da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para o lançamento da Nota Técnica 1, do Acordo Ambiental São Paulo. A nota trata da quantificação e do relato das emissões de gases do efeito estufa no Estado, orientando processos em empresas de todos os tamanhos, bem como dando subsídios para que companhias de diferentes graus de conhecimento sobre o assunto consigam registar este tipo de informação. 

A FecomercioSP aderiu ao Acordo Ambiental São Paulo no lançamento, em novembro de 2019, e é membro titular da Câmara Ambiental de Mudanças Climáticas da Cetesb, participando, por meio da assessoria do CS, da elaboração da Nota Técnica 1, disponível aqui. Segundo a Cetesb, em agosto, será lançado o formulário de recepção do inventário de gases do efeito estufa aos aderentes do acordo.

“Com esta nota técnica, o Estado de São Paulo atingiu a maioridade na questão do aquecimento global. Estas discussões começaram no Estado em 2012, mas a implementação concreta das medidas demorou muito, sendo adiada por incompreensão. Reduzir as emissões dos gases de efeito estufa está ligado, de maneira indissolúvel, a modernização, eficiência e competitividade. A indústria do etanol no Estado mostra isso de maneira clara, um produto sustentável que ajuda no nosso desenvolvimento. Nós temos de estender isso a outros setores. É exatamente a isso que a resolução da nota técnica abre caminho”, ponderou Goldemberg. 

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Ele também pontuou que, diante dos atuais problemas que demandam economias de água e de eletricidade, a FecomercioSP desempenha um papel importantíssimo de educar os milhares de estabelecimentos comerciais estaduais sobre como tratar questões relativas a poluição local e reciclagem, importantes no combate a essas crises – e que também se enquadram no combate à emissão de gases de efeito estufa. 

As informações na nota técnica cooperam para uma economia de baixo carbono ao fornecer o referencial técnico para a elaboração de inventários de emissão desses gases, explicando, de forma didática, como organizações de pequeno porte (por exemplo, escritórios ou comércios com poucas atividades que resultem em emissões de gases de efeito estufa) podem fazer esta contabilização. 

Para tanto, monitora-se o consumo de eletricidade e de combustíveis fósseis (transporte terrestre por veículos próprios e equipamentos de combustão estacionária, por exemplo, geradores de energia elétrica a diesel), o volume de gases usados (reposição) ou descartados em manutenções em equipamentos de ar condicionado, refrigeração e extintores, bem como a geração de resíduos e efluentes.

O secretário de Relações Internacionais de São Paulo, Julio Serson, que participou da reunião, comentou que as políticas ambientais estaduais têm sido um dos principais focos de investidores e diplomatas estrangeiros quando buscam informações a respeito de São Paulo, principalmente em grandes fóruns econômicos. 

Acordo Ambiental São Paulo

O Acordo Ambiental São Paulo foi lançado pela Cetesb com 55 aderentes, em um esforço para atuar no combate às mudanças climáticas, promovendo o engajamento dos principais atores do setor empresarial e da gestão pública na direção de medidas adequadas de mitigação e adaptação aos fenômenos climáticos globais. Mais de 200 instituições já aderiram ao acordo. Organizações e empresas de qualquer setor e porte podem participar e cooperar para uma economia de baixo carbono.

Ao aderir ao Acordo Ambiental São Paulo, as empresas devem reportar a emissão atual de gases de efeito estufa; as metas de redução, sequestro e/ou emissão evitada desses gases até 2030; e os resultados alcançados. A ação incentiva a implementação de novas tecnologias e soluções inovadoras, realçando o protagonismo do Estado na agenda climática.

Mais informações em https://cetesb.sp.gov.br/acordo-ambiental-sao-paulo/.

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