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Negócios

29/02/2016

Instituto Biológico desenvolve diagnósticos para as áreas animal, vegetal e de biossegurança

Instituto Biológico usa tecnologia para combater pragas e doenças e melhorar a produtividade e aprimorar técnicas de cultivo

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Instituto Biológico desenvolve diagnósticos para as áreas animal, vegetal e de biossegurança

"O besouro, odiado por muita gente, é importantíssimo para manter a qualidade do solo e não machuca ninguém", explica a pesquisadora e responsável pela assistência de ação regional do IB, Harumi Hojo.
(Arte/TUTU)

Com informações de Filipe Lopes

O agronegócio brasileiro é responsável por mais de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e garante ao País posição de destaque no ranking mundial de exportação de grãos, frutas e carnes. Segundo a Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em setembro passado o País contabilizou o maior valor bruto da produção agropecuária (VBP) da série histórica (desde 1989), registrando R$ 487,9 bilhões – sendo as lavouras responsáveis por R$ 311,8 bilhões, e a pecuária, por R$176,1 bilhões. Todo esse sucesso do segmento se deve ao uso de tecnologia para combater pragas e doenças, melhorar a produtividade e desenvolver melhores técnicas de cultivos vegetal e criação animal, a fim de diminuir as perdas e elevar a qualidade dos produtos. Nesse quesito, o Instituto Biológico (IB), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, atua com excelência desde 1927 no desenvolvimento de diagnósticos para as áreas animal, vegetal e de biossegurança.

Localizado na Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 1.252, na Vila Mariana (zona sul de São Paulo), o edifício-sede do IB não passa despercebido por quem anda pela região. Projetado pelo arquiteto Mário Whately, o prédio se destaca pelo estilo Art Déco – oriundo da Europa da década de 1920 – com sua estrutura imponente e sóbria (até mesmo sombria), que remete a edifícios industriais do século 20.

O que nem todo mundo sabe é que esse misterioso edifício abriga um verdadeiro “quartel-general” do agronegócio brasileiro, onde são identificados, em seus laboratórios, diagnósticos e soluções para verduras, frutas, legumes e animais que vivem, entram e saem do País.

Origem no café

O primeiro grande desafio do antigo Instituto Biológico de Defesa Agrícola e Animal, criado em 26 de dezembro de 1927, foi findar os danos causados pela broca-do-café (Hypothenemus hampei) – praga oriunda da África e que assolava as plantações desde 1924, cujas larvas do inseto perfuravam os grãos, deixando-os ocos, com menos peso e qualidade inferior para exportação. Na época, o café representava 70% de tudo o que era cultivado no País e era a principal fonte de receitas. Com o auxílio do IB, o combate à praga foi feito em 1,3 mil fazendas paulistas e mais de 50 milhões de plantas foram inspecionadas. Após obter êxito, o local passou a se chamar Instituto Biológico, e o conceito de investir no controle permanente da vigilância sanitária (para preservar as riquezas agrícolas) se consolidou em São Paulo.

Mundo de inseto

O lugar também recebe de terça a sexta-feira excursões de escolas das redes pública e particular, além de curiosos pelas diversidades animal e vegetal que o IB oferece. Uma das atrações mais requisitadas é o Planeta Inseto. Único jardim zoológico de insetos do Brasil, o Museu do Instituto Biológico concentra grande diversidade desses animais vivos e ensina crianças e jovens a importância dos insetos para a manutenção do meio ambiente. No local, é possível encontrar famílias de bicho-da-seda e colônias de formigas e abelhas, além de bichos-pau e espécies de baratas, desmitificando a ideia de sujeira e de transmissão de doenças que essas criaturas representam às crianças.

“As ações educacionais são significativas para mostrar às crianças a relevância de cada animal no ecossistema. O besouro, odiado por muita gente, é importantíssimo para manter a qualidade do solo e não machuca ninguém. Também é interessante para as pessoas que vivem na cidade terem contato com plantas que não são comuns, como pé de café, pau-brasil e seringueira, que também mantemos na propriedade para contar um pouco da história do Brasil”, aponta a pesquisadora e responsável pela assistência de ação regional do IB, Harumi Hojo.

Infraestrutura

Nos 30 laboratórios do IB são realizados mais de 350 tipos de exames para identificar pragas e doenças. Desse total, 82 são credenciados pelo Ministério da Agricultura. Os diagnósticos atendem às áreas vegetal, animal e de monitoramento de alimentos pré-processados e de resíduos de agrotóxicos em bebidas e alimentos.

O Instituto Biológico é o único laboratório paulista com 20 escopos credenciados, referentes a 13 doenças: laringotraqueite infecciosa das aves; salmoneloses e micoplasmoses aviárias; doença de Newcastle; influenza aviária; febre aftosa; estomatite vesicular; língua azul; brucelose suína; peste suína clássica; doença de Aujeszky; sarna suína e anemia infecciosa equina. É o único também credenciado pelo Ministério da Agricultura para a sorologia de febre aftosa.

Clique aqui e leia a matéria completa, publicada na revista C&S.