Negócios

15/12/2016

Aplicativos de celular expandem negócios do setor de serviços

Mercado dos dispositivos deve crescer até 180% no País, segundo dados do governo

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Aplicativos de celular expandem negócios do setor de serviços

Empresas têm previsão de crescimento com a prestação de serviços a partir de apps
(Arte TUTU)

Por Deisy de Assis

Empreendedores têm apostado nos aplicativos (apps) de celular para a prestação de serviços. Para a Easy Carros, da área automotiva, e para a Singu, do segmento de beleza, o sucesso foi tamanho ao adotarem a solução tecnológica que esperam expansão para 2017.

“Vamos fechar 2016 com média de 30 mil serviços por mês. Para 2017, a previsão é que a demanda cresça de 15 a 20%”, afirma um dos fundadores da Easy Carros, Fernanda Saddi, que também comemora o prêmio de Melhor startup conquistado na Global Mobile Internet Conference (GMIC, em português, Conferência Mundial de Internet Móvel), realizada este ano em São Paulo.

A empresa é especializada nos serviços de lavagem, higienização interna de veículos, polimento e cristalização de vidros. Com pouco mais de um ano de atuação no mercado, já conta com 800 colaboradores e atua em 32 cidades dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

No caso da Singu, que reúne profissionais como pedicure, manicure, massagista e designer de sobrancelhas, em um ano de operação pelo aplicativo, a empresa já faturou R$ 1,5 milhão.

“A perspectiva é superar esse faturamento em 2017, expandindo o atendimento da capital paulista para outras cidades e até para fora do País”, afirmou Tallis Gomes, sócio-fundador da Singu.

Mercado

Ambos os empresários atribuem o sucesso ao fato de ofertarem comodidade, uma vez que, com o aplicativo, o cliente solicita o prestador de serviço onde quiser e conforme sua disponibilidade.

Para o Conselho de Serviços da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), os consumidores estão cada vez mais propensos a realizar transações via dispositivo móvel, que é o meio mais utilizado para o acesso à internet.

Números do mercado nacional de aplicativos confirmam isso. O Conselho cita, por exemplo, que projeções do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) mostram que investidores e desenvolvedores de aplicativos movimentam no Brasil aproximadamente US$ 25 bilhões por ano. A expectativa é que esse valor alcance US$ 70 bilhões em 2017.

Cuidados e estratégias

Para quem estiver interessado em empreender em negócios por meio de aplicativos, há cuidados a serem tomados. O Conselho de Serviços da FecomercioSP ressalta que um dos mais importantes é que seja feito um processo minucioso de cadastramento de profissionais, prezando sempre pela qualidade no atendimento, pois os prestadores serão responsáveis pela fidelização dos clientes. É fundamental receber toda a documentação que comprove as informações apresentadas no cadastro.

Para impulsionar os negócios, algumas ações de marketing podem ser realizadas de forma prática e com baixo custo. Exemplos disso são promoções exclusivas para quem tem o aplicativo, convites de lançamento de novos serviços e descontos progressivos.